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História Trapaceira - Capítulo 3


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Notas do Autor


E vamos de quarentena 😂😂

Capítulo 3 - Cap 3


Fanfic / Fanfiction Trapaceira - Capítulo 3 - Cap 3

Estava de bom humor, um humor grandioso. Também com quase 1500 dólares no bolso qualquer um acorda bem. Melhor , estou de ressaca leve e hoje finalmente é minha folga.

Como estava com grana e com preguiça , pedi pra entregarem uma comida em casa.

Acordei super tarde e minha cara estava amassada. Trágico, mas lindo. Falando em lindo.. Tadinho do Sasuke, era interessante, provavelmente rico, bonito e tinha um pau bem formoso. Era uma pena desperdiçar meu prazer. Eu gozaria fácil montando naquele gostoso.

Mas como era profissional, não misturava a diversão com o trabalho.

Logo logo entregaram comida e estava satisfeita. Passei a tarde largada no sofá bebendo uma cerveja - roubada do meu amado serviço- e assistindo televisão. Um dia perfeito.

Com o dinheiro poderia pagar umas contas, quitar com a divida com minha tia e ainda sobrava pra mim. Ótimo, estava tudo numa boa.

O lado ruim era ficar um tempo sem dar as caras no bar novamente. Deixar a poeira abaixar era preciso.

Como estava com grana tinha que passar no mercado. Vaca da Temari estaria trabalhando e queira zombar um pouco dela. Alias queria mesmo era usufruir de meu dinheiro “suado”.

Coloquei meu típico short curto, blusa colada e cheguei no mercado. Péssima ideia.

Sai o filho do Danzou ja me encarava com cara de poucos amigos. Ele era um egocêntrico e metido. Estudante de artes e que de vez em quando ficava no mercado do pai. O único problema era que o detestava. Motivo: Ele é um babaca de primeira classe.

Segundo motivo: Era filho do Danzou.

- Chegou a rainha! - ele curvou-se diante de mim - Veio na folga porque não conhece outro lugar ? Pessoas que pensam baixo costumam ficar sempre nos mesmos lugares.

Encarei ele. Babaca.

- Seu pai ficou com fome e pediu pra comprar alguma coisa pra gente comer juntinhos - pisquei e passei direto.

Senti o ódio de Sai e fiquei feliz por isso.

- Lar doce lar! - falei quando cheguei na ala das bebidas, minha favorita com toda a certeza.

Peguei 2 garrafas de vodca e um engradado de cerveja. Busquei um salame e um queijo. Era tão bom comprar sem preocupação.

Me agachei pra alcançar uns salgadinhos que estavam escondidos. E olhando pro lado reconheci a ruiva do bar. Puta merda, ela não podia me ver ainda mais porque era perigoso demais.

La eu era Sheila, Lara, Maria e outras mulheres. Nunca Sakura Haruno. Alguém me reconhecendo fora do ponto era péssimo...

Enrolei o quanto pude ali e ela ainda encarava a prateleira na área de biscoitos doces. Porque essa puta não se decidia logo? Era tão difícil escolher uma porra de um biscoito?

- E ai Sah? Fazendo hora extra? - reconheci a voz de Ten Ten - Você vai ficar com dor nas costas querida.

Ok, tinha que usar meus benefícios.

- Ten , vou usar o banheiro. - levantei não olhando pra ruiva. - Sei que o Danzou não gosta fora do horário, mas sabe como são aqueles dias..

- Claro, vai la. Eu olho suas coisas. - ela tirou uma chave do bolso e me deu. Sai rapidinho daquele corredor. Puts que azar, alias oque ela estava fazendo aqui?

Entrei no banheiro simples e enrolei o quanto pude la dentro. Depois de dar a descarga falsa abri a porta e sai. Mas o destino não estava colaborando mesmo comigo. Esbarrei na maldita ruiva.

- Desculpa eu-

Ela se recompôs e me encarou.

- Ora ora ! Se não temos a gostosona do bar em carne e osso! - deu umas palminhas me olhando de cima a baixo. – Rosa, seu cabelo é rosa??

- Eu te conheço? - desvencilhei e comecei a andar. Mas ao longe escutei a frase que me assombrou completamente.

"Ei seu amigo gostosão esta procurando por ti, e não é para transar não”

Porra...

Passei as compras rapidamente e meti meu pé.

Antes de ir pra casa aproveitei a viajem e passei logo na minha tia. Pagar logo aquela maldita divida da minha mãe. Tenho certeza que com isso ela apareceria como um milagre.

Cheguei ao trailer e bati 3 vezes, minha tia apareceu e deu espaço pra mim passar.

- Não vou demorar, só vim trazer a grana.

Ela me encarou de mau humor.

- Nada de negócios na rua lindinha..

-Como se ninguém soubesse o que vocês fazem aqui. – revirei os olhos e ela novamente se afastou da porta. – Ok.

Aquilo não era um ambiente saudável, minha casa não era exemplo de limpeza e organização, mas minha consciência meio que me obrigava a lavar uns pratos de vez em quando.

Aqui era uma zona. Jornais pelo canto, latas de cerveja perto do sofá , pia imunda e aquele cheiro de mofo misturado com cigarro e sexo. Meu estômago estava embrulhado mesmo.

Jiraya levantou do sofá de porco e veio em minha direção , sabia que ele tentaria me abraçar , mais com minha rapidez me afastei.

- Quanta grosseria menina! - ele tragou o cigarro - Sua mãe não lhe deu educação?

Revirei os olhos e falei com minha tia.

- Vim deixar a grana. E que seja a ultima vez que eu sou responsável pelas merdas da minha mãe.

Entreguei o dinheiro a ela e já ia sair.

- Jiraya, este vaso esta entupido irmão...

Um cara com cabelos longos e pálido saiu do banheiro. Outro porco no chiqueiro.

- Esta merda vive dando problema. Vou mandar arrumar de novo. - Jiraya entregou o cigarro pela metade pra minha tia e voltou a sentar no sofá.

- Bom se estamos bem , vou indo.

- Não vai se apresentar minha deusa? - o cara esquisito sentou na cama que ficava no canto.

- Ela é tímida Orochimaru. Deixa ela pra la. - minha tia abriu a porta e eu não disse nada. Me mandei de la.

Minha cabeça estava cheia. O encontro com a ruiva tinha me deixado de mau humor. Porra tantos mercados e tantas cidades. E ela vem pra merda do fim do mundo, em um mercado meia boca e num bairro decrépito.

Fiquei a vontade ficando so de blusão e calcinha. Liguei minha musica, coloquei a bebida pra gelar e fui cortar os aperitivos.

" Ei , seu amigo gostosão esta procurando por ti"

Porra.. Não saia da minha cabeça aquela frase.

Desvencilhei dos aperitivos e peguei a carteira do moreno e comecei a fuxicar por la.

Identidade, cartões de lojas, cartões de credito e um papel dobrado. Por curiosidade abri e tinha um endereço nele.

" Prédio Amazon , sala 28 , 15:30"

Virei o papel e em letras pequenas tinha apenas umas siglas que não entendi.

"Z.R.10"

Larguei pelo sofá mesmo. Ele era rico, não iria atrás de mim por causa de uma carteira boba. Provavelmente ele era casado, e se ele tentasse qualquer coisa contra mim eu ameaçava contar pra esposa ou família. Era fácil.

Fui tomar uma ducha pra aliviar a tensão. Meu humor deu uma subida.

Depois de um tempo a cerveja ja estava no ponto. Me vesti com minha camisola e parti pra hora da felicidade.

Peguei uma lata e os aperitivos. Desliguei o radio e fui pro quarto. Liguei a televisão , o ar condicionado no máximo e pronto. Minha noite seria ótima.

Com a dívida da minha mãe paga, poderia avisar a mesma que a barra estava limpa pra ela. Mandei uma mensagem e provavelmente depois de dois dias ela com toda a certeza retornaria ao lar doce lar dela.

Nem vi a hora que apaguei. Tomei umas três latas e comi metade dos salgados e deixei o resto por ali mesmo.

Como sempre acordei assustada , novamente perdendo a hora do trampo.

La vamos nós novamente!



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