História Trapped - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Incesto, Nammin, Taejin, Yoonmin
Visualizações 37
Palavras 3.656
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite!

Imagino que vocês devam estar: "joguem ela na fogueira! Queima essa bruxa!", mas não me joguem pedras antes de eu dar minhas explicações, okay? Obrigada :)

Em primeiro lugar, eu fiquei um tempo sem celular por dois motivos: 1° Castigo; 2° Minha mãe resolveu vendê-lo e me dar outro, assim tenho meu primeiro celular ganho novinho em folha :D *joinha*.

(Porém, perdi todas as minhas fotos do BTS, Super Junior e afins, além de ter dado um trabalhão para recuperar meus arquivos salvos no bloco de notas, ou seja, os capítulos da história, mas por fim eu consegui :D)

Em segundo lugar, para recompensá-los, postarei um capítulo hoje e outro amanhã, dando-lhes assim uma sessão dupla ;) S2

Eu peço perdão por não poder oferecer algo melhor, mas ao meu ver é muita coisa, já que ando muito atarefada com as novas atividades de meu curso de inglês, portanto estou dando o melhor de mim (juro!) ;)

Sei que vocês sentiram falta dessa frase: APRECIEM COM MUITA MODERAÇÃO! <3
~Darkness

Capítulo 11 - Friend


Seokjin estava feliz e vibrante naquela sexta-feira, o que não era bem novidade, pois a presença de seu namorado sempre o deixava radiante e feliz. Definitivamente, os Kim se amavam.

A cada dia que se passava Seokjin mais se convencia de que sua vida não seria a mesma sem Taehyung, sequer gostava de pensar numa vida sem ele, preferia aproveitar os momentos incríveis que o mesmo lhe proporcionara, e tudo ficara melhor depois que o mais novo parara de lhe pressionar e respeitara seu tempo.

Porém como nada era perfeito, Seokjin teria que enfrentar mais um conflito em casa com sua querida Omma, Kim Sehyun, depois da aula.

O Kim mais velho estava disposto a passar mais um final de semana com o namorado, portanto chegou em casa avisando à mãe que sairia depois do almoço, mas a mais velha estava disposta a manter o filho ocupado naquele dia.

- Você nunca para em casa! O que está havendo? Não me ama mais? - perguntou Sehyun, dramaticamente, para o filho, fazendo um biquinho.

Seokjin suspirou e abraçou a mais velha. Devia tudo a ela. Ela sempre fora compreensiva e o livrava da ignorância de seu pai sempre que podia, ele não poderia negar nada a ela.

- Claro que amo, Omma, acontece que... - Seokjin estava pronto para inventar uma desculpa e sair de casa, mas fora interrompido pela mãe.

- Não acontece! Você vai ficar a tarde comigo e vamos fazer um bolo delicioso para quando seu pai chegar. - disse Sehyun, puxando o filho em direção à cozinha, arrancando outro suspiro do mesmo.

Era rotineiro mãe e filho almoçarem sem o patriarca, a verdade era que Kim Youngjin dava a vida pelo emprego, pois achava que essa era sua prioridade crucial, portanto acabava esquecendo-se de visitar os pais nos domingos por estar ocupado com maquetes ou relatórios.

Seokjin se sentia mal com aquilo, mas aprendera a se acostumar.

Durante o almoço, Seokjin contara sobre seu aprendizado à mãe, que opinava e se mostrava atenta a tudo. Sehyun importava-se tanto com o filho, daria a vida por ele, e com Seokjin não era diferente, eles eram mais unidos que veia e sangue.

Ajudando a mãe a lavar a louça depois do almoço, Seokjin ria sem parar da risada engraçada que a mãe liberava ao ouvir suas piadas, algo que tinha herdado dela.

- Como fui ter um filho tonto como você?! - a mulher dizia, limpando os cantos dos olhos inundados por lágrimas de tanto rir.

- Agora eu estou achando que a senhora não me ama mais! - Seokjin se fez de ofendido, mas depois ambos desataram a rir novamente.

Passou-se algum tempo e Sehyun e Seokjin estavam colocando os ingredientes para um bolo de chocolate dentro de uma vasilha, a mãe mexia tudo enquanto Seokjin colocava mais farinha de trigo dentro do recipiente.

Eles conversavam sobre os planos para o final de semana, Sehyun parecia ansiosa em ficar os dois dias seguintes com a família, já Seokjin tentava, de todas as formas, buscar algum tempo livre para passar ao lado do namorado.

O qual estava cuspindo fogo pelo Kim mais velho ter se atrasado para uma tarde de filmes, tal qual ambos haviam combinado ainda em sala de aula.

- Ah, filho! Você fica tanto tempo com seu amigo! Eu quero um pouco de atenção também! - reclamava a mãe de Seokjin, que apenas ria enquanto ouvia a ladainha da mãe. - Não somente eu. Seu pai, Inyong...

O interior de Seokjin se alertou na hora. Fazia muito tempo desde a última vez que falara com Kang Inyong. O mais velho não fazia ideia dos sentimentos da garota, sequer do por quê de seu afastamento repentino, ela apenas nunca mais o chamou e ele preferira deixar as coisas como estavam.

- Inyong? - perguntou Seokjin, confuso.

- Sim. Eu a estimo muito e ela quase não vem aqui, pois você está sempre muito ocupado com Kim Taehyung. - por um momento Seokjin se sentira apreensivo com o modo como a mãe pronunciara o nome do namorado. - Ela parecia tristonha com isso semana passada...

- O quê? - Seokjin interrompera a mãe de pronto. Não se encontrara com Inyong na semana que se passara.

- Pois é. Ela veio aqui na semana passada e estava dizendo o quão distante Taehyung podia deixá-lo das pessoas. Pobrezinha, como ela estava certa... - disse Sehyun, suspirando pela condição dependente em que a garota se encontrava.

Seokjin franziu o cenho, plenamente confundido. Ou sua mãe estava louca ou tinha algo a mais - e sério - por trás daquela visita de Inyong. Sua mãe jamais mentiria, pelo menos era assim que Seokjin imaginava.

- Ela disse isso? - perguntou Seokjin, a voz ríspida.

Sehyun se assombrou com o tom do filho, mas como este não estava lhe sendo diretamente dirigido, não havia por quê chamá-lo atenção.

- E ainda disse que Kim Taehyung não tinha noção das coisas, portanto poderia levá-lo para um mal caminho. - disse Sehyun e aquilo tinha sido o cúmulo.

Aonde Inyong quer chegar vindo à minha casa e falando mal do meu namorado? - Seokjin se perguntou, mordendo o próprio lábio para conter a indignação.

- Por favor, querido, se isso for verdade, não se deixe influenciar por Kim... - Seokjin a interrompeu, achando aquela conversa completamente desnecessária.

- Omma... - porém, Sehyun interrompeu-o novamente, mostrando-se como a mulher determinada que era.

- Não, filho, me escute. - pediu a mais velha, olhando nos olhos do garoto. - Eu não gostaria que você fosse amigo de alguém que pudesse te convencer a fazer coisas erradas...

- Omma, agora a senhora me escuta, tudo bem? - pediu o garoto, segurando o rosto da mulher com as mãos. - Taehyung é uma pessoa admirável. A senhora sabe que nunca me aproximei de alguém para meus próprios benefícios. Se eu sou amigo do Taehyung, é porque eu gosto dele e nos damos bem, entende? Não porque ele pode me oferecer algum tipo de droga, bebida, identidade falsa...

- Chega, chega! - Sehyun o parou, fingindo um estremecer em seu corpo e fazendo um ruído engraçado com a boca. - Só de imaginar, me dá arrepios!

Seokjin riu, acariciando as costas da mais velha, em forma de consolá-la daqueles pensamentos ruins.

- Escute, querido, eu acho que ele é, sim, um bom rapaz. Taehyung nunca me deu motivos para desconfiar dele e frequenta esta casa mais que qualquer outro amigo que você tenha, até mais que Park Jimin. - a mais velha deu de ombros, lembrando-se do garoto de cabelos alaranjados. - Eu, realmente não me importo com o que ele faz fora de sua própria casa, desde que isso não te prejudique...

- Omma, Taehyung é tão correto quanto eu! A diferença é que ele não tem um pai arquiteto. - disse Seokjin, dando de ombros, arrancando um suspiro da mãe.

- Sim, ele me contou sobre a perda do pai. Eu fiquei bastante comovida, admito. Mas fiquei ainda mais chocada ao saber sobre sua preferência sexual. - disse a mãe de Seokjin, despejando a massa do bolo numa forma. - Quer dizer... Como a mãe dele aceita o fato de ele gostar de alguém do mesmo sexo?

Seokjin engoliu em seco, sentindo um arrepio percorrer sua espinha. Sabia que não seria fácil mudar o pensamento da mãe, mas naquela conversa vira a oportunidade para tentar.

- E qual é o problema? - perguntou Seokjin, num tom baixo.

- Como assim "qual é o problema"? Eu não gostaria que meu filho se esfregasse com outro homem pelas ruas. Que pouca vergonha! - disse a mais velha, fazendo aquela cena do falso estremecer de novo.

Seokjin se entristeceu. Por um momento achou que a mais velha o aceitaria com mais facilidade, mas se deu conta de que para ficar para sempre com Taehyung as coisas seriam ainda mais difíceis.

- Por isso, meu querido, espero que você encontre uma boa esposa para que tenha seus filhos e os ensine o certo e o errado. - disse a mais velha, pondo a forma com a massa de bolo dentro do forno.

Seokjin não entendia por que as pessoas mais velhas achavam a homossexualidade um erro. O importante não era o sentimento? Então por que ainda existia tanto preconceito?

Porém ao invés de mudar de ideia sobre o desejo de ter um futuro com Taehyung, Seokjin se sentiu ainda mais fortalecido para assumir seu relacionamento com o mais novo, pois assim provaria aos pais que o amor verdadeiro não tinha sexo, nem religião, sequer classe.

- Omma... - o garoto começou, retorcendo os dedos em nervosismo, sendo atingido por uma pitada de coragem. - Eu não acho isso errado... E eu...

O garoto continuaria, porém foi interrompido pelo som do telefone fixo na sala. A mãe tirou o avental e foi até o outro cômodo atender o aparelho, então Seokjin pensou com mais clareza no que ia fazer.

Aonde estava meu cérebro?! - se perguntou, batendo na própria testa e concluindo que deveria esperar mais tempo até que estivesse em condições de assumir um relacionamento com Taehyung.

- É mesmo?! - sua mãe exclamou animada ao telefone, chamando a atenção de Seokjin. - Ah! Mas eu iria adorar! Obrigada!

E depois de o telefone voltar ao gancho, Sehyun retornou com um sorriso de orelha à orelha que contagiou Seokjin.

- Nayeon me chamou para me contar as novidades de sua filha que está estudando no exterior. Lembra-se de Sunhee? - perguntou Sehyun e Seokjin conteve uma careta.

Sunhee e Seokjin se conheciam desde o berço, a garota era três anos mais velha que Seokjin e o adorava, diferente dele, que dera graças à Deus quando a mesma fora estudar numa universidade japonesa. Sunhee era do tipo narcisista, não que Seokjin não fosse - a autoestima do Kim era inabalável -, mas ela se gabava de tudo o que tinha quando o assunto era o material.

No início de sua adolescência, Seokjin aprendeu a odiá-la em silêncio enquanto a mesma mentia sobre a origem de seus vestidos. Por isso se considerava um bom ator. Sunhee era um ser superficial que preferia uma coleção inteira de jóias a um amor verdadeiro.

Seokjin se sentiria feliz se nunca mais soubesse dela, mas quem é vivo sempre aparece.

- Sim. Eu me lembro. - disse Seokjin, não conseguindo definir uma expressão.

- Será ótimo se ela voltar! Sabe o que isto significa?! - Seokjin negou enquanto a mãe pegava sua bolsa no cabideiro e andava em direção à porta. - Mais uma pretendente para você, querido! Não espere por mim para tirar o bolo do forno!

Seokjin suspirou quando sua mãe saiu de casa e se apressou, vestindo uma roupa confortável depois de tomar um banho rápido e saindo de casa sorrateiramente. Se sentia culpado por não ter enviado uma mensagem de perdão para Taehyung, mas se sentiria pior se não fosse pedir desculpas pessoalmente. Seokjin era assim.

Seokjin achava que Taehyung merecia todo o amor do mundo por amá-lo com a alma e não com os olhos. Seokjin tinha todos os predicados necessários que chamariam a atenção tanto de garotas quanto de garotos, mas no meio da multidão, Taehyung estava lá, abrindo seu coração para conhecer o verdadeiro Seokjin que ele era.

Por isso o amava tanto.

Com o estômago infestado de borboletas quando bateu na porta da casa de Taehyung, Seokjin se permitiu apaixonar-se mais uma vez quando o moreno de cabelos lisos o atendeu, com uma cara não muito boa.

- Eu posso explicar? - murmurou Seokjin, se aproximando para beijar Taehyung intensamente depois de o mesmo ter revirado os olhos.

- Eu... devia... te deixar com vontade... por uma semana... - disse Taehyung, entre o beijo, deixando Seokjin entrar em sua casa.

- Você não seria capaz... - Seokjin sussurrou, sentando-se sobre Taehyung no sofá e beijando-o bruscamente enquanto o mais novo cedia-lhe completamente.

E aquela era a verdade. Taehyung não poderia ficar com raiva de Seokjin e vice-versa, pois eles se amavam, portanto preferiam aproveitar os momentos de amor que podiam usufruir juntos do que deixar o orgulho acabar com o tempo que tinham.

Bom... O orgulho e a mãe de Taehyung.

- Vão para um quarto! - gritou a mais velha, subindo as escadas com um pote de sorvete, aproveitando seu dia de folga.

Seokjin riu baixinho após se separar do beijo que mantinha com Taehyung e se levantou de cima do mesmo, coçando a nuca, totalmente sem graça.

- Garoto, acho melhor desarmar essa barraca, Taehyung me disse que vocês iriam apenas assistir a alguns filmes. - disse a mãe de Taehyung, do topo da escada.

- Omma! - Taehyung resmungou, se pondo afronte de Seokjin, que corou violentamente.

A mais velha era compreensiva com o namoro de ambos, queria apenas que o filho fosse feliz, e, palavras dela, com "um partidão como Jin-Ah", quem não seria feliz?

- Você separou os filmes que eu pedi? - perguntou Seokjin, num sussurro, mordendo o lóbulo da orelha de Taehyung e fazendo o mesmo se arrepiar.

- Sim, separei.




[...]




Sorridente como um bobo, Seokjin voltava para casa no fim da tarde com as mãos nos bolsos, lembrando-se dos momentos que acabara de passar com o amor de sua vida.

Como ele tinha tanta certeza de que a mãe não voltaria antes dele? Bem, suas conversas com a amiga, Nayeon, sempre eram longas, portanto Seokjin pôde apreciar a tarde com o namorado de uma forma confiante.

Porém esquecera-se do bolo.

E o que Seokjin não estava esperando era uma visita em pleno início de noite.

Assim que abriu a porta de casa e acendeu a luz, assustou-se com a quantidade de papéis que cobriam todo o chão da sala, não estava daquele jeito quando ele tivera deixado o local.

Seokjin fechou a porta, ajoelhou-se e analisou um papel nas mãos. Seus olhos faltaram saltar das órbitas.

Uma foto sua com Taehyung num momento íntimo. Não apenas uma. Várias. Centenas. Todas cobrindo o chão da sala.

- Gostou da decoração nova, Jin-Oppa? - uma voz já conhecida desceu as escadas de sua casa, fazendo o coração de Seokjin falhar uma batida.

- In... Inyong? - Seokjin chamou, num fio de voz, mas não tinha tempo para se concentrar nela, teria de limpar aquela bagunça e rápido.

Começou a recolher as fotos em desespero, se sobressaltando pela risada alta da garota que, no momento, lhe parecia tão diabólica.

- Tem no quarto dos seus pais também. Como acha que eles vão reagir quando virem essas fotos? - perguntou Inyong, num tom cínico, com o indicador entre os dentes.

- P-Por que está fazendo isso, In-Inyong? - perguntou Seokjin, enfiando todos os papéis que via numa lixeira.

- Por quê? - a garota repetiu, balançando a cabeça negativamente. - Por quê? Olha, é uma pergunta interessante, Oppa. Por que você mesmo não a responde?

Lágrimas já banhavam o rosto de Seokjin, ele parou por um momento e olhou Inyong, seu rosto, seu corpo. Aquela não era a fofa e prestativa Inyong que ele conheceu, a garota que o fazia se sentir melhor, uma amiga incrível. Aquela era uma mulher vingativa, perigosa, o tipo de pessoa de quem Seokjin deveria manter apenas a distância.

- Como vou saber?! - Seokjin gritou, enraivecido pelo jogo sem graça que Inyong criara.

- Assuma suas responsabilidades! - a garota gritou de volta, surpreendendo Seokjin pelo tom que jamais usara. - Eu me aproximei de você, o fiz rir, cuidei de seu coração pisoteado, apenas para você me deixar de escanteio por aquele... aquele...

- Aquele o quê?! - perguntou Seokjin, se aproximando de Inyong, que parou completamente ao sentir o cheiro inebriante de seu Oppa tão perto. - Aquele o quê?! Fala!

- Ele é um qualquer! Se ele realmente te amasse, não teria te pressionado, não teria te deixado porque você não quis assumi-lo! Você pode achar tipos como o dele em qualquer lugar! - gritou Inyong, sentindo os olhos marejarem, mas não se permitiria chorar, não na frente de Seokjin.

Seokjin pensou em bater em Inyong, apenas para ela se calar do tanto de asneiras que falava, então lembrou-se que não podia pelo fato de ela ser uma garota.

- Eu não consigo entender... Você se aproximou sem intenção alguma... Apenas para me consolar... Nunca disse que... - Seokjin parou de falar no mesmo momento em que Inyong fechou os olhos e liberou uma lágrima.

A garota se sentiu fraca por demonstrar sua debilidade em frente àquele que a fazia tão mal, Seokjin tentou limpar suas lágrimas, aproximando-se, mas ela limpou as mesmas antes dele e olhou-o de modo firme, dizendo aquilo que queria dizer há tanto tempo.

- Não entende que comigo seria tudo diferente, Oppa? As pessoas não te olhariam diferente, não te perguntariam por quê, nos elogiariam! - ela tocou o rosto de Seokjin, sorrindo dolorosamente para ele. - Seria tudo mais fácil... Eu posso te dar filhos, Taehyung nunca poderá gerar uma vida. Se ficarmos juntos, seremos felizes, tudo será melhor...

Seokjin tirou a mão da garota de seu rosto e fungou, não se preocupando em limpar as lágrimas, mas começando a sentir um ódio intenso pela garota a quem um dia foi grato.

- Essa vida que você diz ser melhor para nós dois... Para mim seria um inferno! - Seokjin gritou, fazendo Inyong abaixar a cabeça e morder o lábio. - Eu não a amo, Inyong, nunca vou amá-la.

Inyong levantou a cabeça de ímpeto e levou a mão ao rosto de Seokjin, lhe estapeando a face com força, tanto que Seokjin soltara um gemido de dor e levara a mão ao lugar atingido, surpreso pela ação da garota.

- Ainda não terminamos. - disse Inyong, apontando o dedo no rosto do garoto. - Só termina quando eu disser que terminou!

- Você se dá conta do que está dizendo? Você está louca. - Seokjin disse, num tom de voz baixo e firme. - Não é assim que se consegue o amor de uma pessoa!

- E com certeza não é com sexo. - disse Inyong, arqueando as sobrancelhas para Seokjin e olhando todo o seu feito pela sala. Aquilo seria mais trabalhoso do que ela pensara. - Taehyung só te satisfaz, mas o amor de vocês dois nunca será real.

Seokjin levantou a mão, se deparando com o reflexo de Inyong ao se encolher pelo seu gesto. Ele mordeu o lábio e abaixou a mão bruscamente, tentando acalmar os nervos.

Não posso fazer isso... Ela é louca, mas continua sendo mulher. - pensou racionalmente, passando as mãos pelos cabelos, andando de costas para longe dela.

Inyong respirou fundo e deu dois passos curtos em direção a Seokjin. O observou atentamente. Suas feições, expressões, reações... Seokjin estava infeliz.

A garota soluçou, chamando a atenção do mais velho, escondeu o rosto entre as mãos e começou a chorar, sentindo-se inicialmente derrotada.

Ele realmente ama aquele garoto inútil... - pensou Inyong, sentindo-se injustiçada por não fazer parte do quebra-cabeça que era o coração de Seokjin.

No momento muito menos, já que tentou tê-lo sob o pretexto de que, senão, arruinaria sua vida.

Mas ela endireitou a postura, secou suas lágrimas e disse num tom sôfrego, mas firme, para o garoto a sua frente.

- Eu lhe dei tudo de mim, mas não pareceu ser o suficiente. Eu pensei que você fosse perfeito, mas a verdade é que você é um ingrato, Seokjin-Oppa. - começou a garota, mordendo o canto do lábio. - Francamente, você estragou a minha vida. Acho justo retribuir o favor.

Seokjin olhou com pavor para a garota, a menina que um dia tocou seu ombro em forma de consolo não estava mais ali, apenas uma víbora venenosa com desejos próprios para com ele, uma maldição que fora invocada em sua vida. E o pior, por ele mesmo.

A garota foi andando até a saída, alisando sua saia por suas mãos estarem suadas e sentindo o olhar de Seokjin queimar sua nuca. Quando saiu de sua casa, ela pôde respirar melhor. Não sabia o que faria, então fez a única coisa que sabia que a ajudaria.

Inyong correu. Correu para longe da casa de Seokjin, para longe da confusão que era sua mente, para longe da crueldade que seu plano envolvia, para longe da tentativa de estragar a vida de alguém. Muito. Tanto.

Apenas quando seus pulmões ameaçavam explodir pela friagem do começo da noite que ela se jogou no chão gramado do parque onde chorara poucos dias atrás. A garota não conseguia parar de chorar.

Abraçava o corpo, buscando algum consolo em si mesma, as lágrimas escorrendo a pele sensível do pescoço, os joelhos sujos de terra. Nada parecia ajudá-la.

Mas Inyong já deveria estar acostumada a acreditar em milagres.

- Inyong! - chamou uma voz grave, qual lhe convidara para tomar sorvete pouco tempo antes.

- Namjoon-Oppa? - murmurou ela, confusa, pois sua visão estava embaçada. Nem percebera que ele a segurava para que ela levantasse do chão.

- Qual é o seu problema? Por que está sem um casaco? Está muito frio hoje! - reclamou Namjoon, já tirando sua jaqueta para lhe dar.

- Não... - murmurou ela, impedindo-o de tirar a jaqueta.

- Por que não? - perguntou ele, sentindo o sofrimento daquela garota na pele, mas nem tinha ideia do por quê.

A garota não soube responder, apenas chorou mais enquanto Namjoon a abraçava um pouco de lado, completamente sem jeito.

- Escuta... Eu realmente acho que você precisa de ajuda. - Namjoon a calou quando ela fez menção de falar, balançando a cabeça negativamente. - Por que sempre que eu te vejo, você não está bem? Por que sempre parece a ponto de estar afundando num precipício? E, claro, por que não pode me contar?

Ela sorriu com a curiosidade do mais velho, olhando-o com os olhos levemente inchados.

- Caramba, quantas perguntas. - disse ela, fungando leve. - Posso fazer uma também?

Namjoon franziu o cenho, mas assentiu, pois pensou que ela se sentiria melhor se estivesse distraída.

- Você, por acaso, mora nesse parque para eu sempre encontrá-lo aqui? - perguntou Inyong, rindo fracamente.

Namjoon fechou os olhos e deixou uma risada soprada sair de sua boca, sequer perguntando na hora que a abraçou de frente. Ignorou todas as outras perguntas, lhe dando o espaço que precisava.

O primeiro abraço de ambos fora quente, aconchegante, Inyong se flagrou puxando a camisa de Namjoon enquanto o apertava ainda mais contra seu corpo, sentindo seu cheiro almiscarado e suspirando de alívio por aquilo ter finalmente acontecido.

É. Ele não era seu coleguinha. Ele era realmente seu amigo.


Notas Finais


Esqueci de avisar para se prepararem! Mas desde já aviso que os conflitos estão só começando, visualizadores :P

*MUAHAHAHA*

Espero que tenham gostado, retorno amanhã, mas devo deixar claro que isso é um talvez :/

Até o próximo! S2


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