História TRAPPED (A Jeff the Killer Story) - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Creepypasta, Jeff O Assassino, Jeff The Killer, Jeffrey, Lendas Urbanas
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Palavras 1.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Algo... Diferente. Capítulo III


Fanfic / Fanfiction TRAPPED (A Jeff the Killer Story) - Capítulo 3 - Algo... Diferente. Capítulo III

"Vitória On"

Anteriormente...
" Passei correndo em frente a ambulância e tive a impressão de ter visto o Justin todo ensanguentado lá dentro, fiquei com medo de voltar e ter certeza do que vi."

Fiquei parada por cerca de 5 segundos. Apesar da multidão de curiosos que se aglomerava em torno da casa encontrar os pais da Lisa não foi nem um pouco difícil. Eles estavam em frente a porta de sua casa, falando com dois policiais. O Pai de Lisa, senhor Mendes, estava abraçado com sua esposa, a consolando, seus olhares me lembraram um olhar de cãozinho abandonado, eu ainda não sabia o que de tão terrível havia acontecido, mas aqueles dois chorando me cortava o coração...
Acabou que fiquei com receio de ir os incomodar e acabar dizendo algo insensível, era melhor perguntar para alguma pessoa o que estava acontecendo.
Meu olhar então se direcionou a uma mulher, uma policial. Ela estava ao lado do irmão mais velho da Lisa, Jhonny. Era uma moça de cabelos loiros e olhos castanhos, alta, realmente linda.
Alguma coisa em mim não entendeu de primeira o que uma pessoa tão bonita estava fazendo numa carreira com tanto sangue e tragédia, mas quando ela se virou eu pude ver em seus olhos uma expressão de autoridade. Ela tinha alguma coisa no olhar, força, eu acho.
Decidi me aproximar e perguntar a ela o que estava havendo, embora parte de mim já pudesse imaginar o que era :
- Com licença, moça... - Eu disse, com voz suave
- Pois não ? - Ela me encarou intrigada
- O que houve aqui? Digo...ele está bem? O Justin?
- ... Você é da família? - Ela me perguntou, levantando a sobrancelha, em dúvida
- Não sou.
Ela suspirou.
- Então, querida, sugiro que volte para casa, não tem nada para ver aqui...
Eu a encarei um pouco aborrecida, claro que como policial ela não podia me dar um relatório completo, mas um pouco de delicadeza e empatia seria bom... Fui me afastando dos dois, confusa.
Enquanto eu me afastava pude ver pelo espelho lateral de uma das viaturas Jhonny e a policial conversando.
Ele disse alguma coisa para ela, parecia sério. E então, com uma cara nada amigável ela se virou em minha direção e me chamou :
- Ei, garota! Volte aqui!
Caminhei novamente na direção da policial
- Sim? - Eu disse
- Vitória, não é?
- Sim, e você é? ...
- Xerife Bárbara Carter - Ela estendeu sua mão para que eu apertasse, e eu o fiz - É um prazer - disse sorrindo.
- Igualmente...
- Jhonny disse que você conhecia Justin e tem frequentado a casa... Verdade?
- Sim, eu e Lisa estudamos juntas. Me mudei faz pouco tempo
Por que eu tinha a sensação de estar sendo interrogada?
- Interessante... E você percebeu alguma coisa de diferente na vizinhança?
- Não... Nada. Olha... Sem querer ser mal educada, mas o que aconteceu?
- Homicídio. - A xerife disse. Naquele momento eu pude sentir o desejo de justiça em seu olhar.
- Espera... O- O Justin?
Ela assentiu
- Mas como assim? Q-Quem faria uma coisa dessas? Era só uma criança inocente... - Meus olhos se enxeram de lágrimas.
Jhonny estava de costas para a xerife e eu, mas eu tive quase certeza de ouvir um soluço vindo da direção em que ele estava. Não me espantaria se ele caisse no choro naquele instante mesmo...
- Não sabemos quem fez isso, ainda. Mas... - Ela suspirou - Não vai escapar impune. Isso eu te garanto...
Assenti, tristemente. Sequei algumas lágrimas que escaparam de meus olhos marejados. Justin me parecia um bom garoto, quem quer que tivesse feito aquilo com ele não merecia viver...
Mais uma viatura se aproximou da casa de Lisa, dispersando a multidão.
- A perícia chegou... - A xerife comentou. Ela estava indo até eles quando de repente mudou de ideia e se aproximou de Jhonny, dando nele um abraço caloroso.
Fiquei surpresa com essa intimidade dos dois. Mas acho que se ela não tivesse abraçado o Jhonny talvez ele não conseguiria liberar a dor que estava sentindo naquele momento.
Me afastei para deixá-los a sós. Ainda tinha que encontrar a Lisa.
Encontrei ela e sua mão abraçadas próxima de uma viatura. Ofereci um abraço de consolo e minha ajuda para qualquer coisa que elas precisassem. Lisa segurou minha mão e agradeceu por tudo. Ficamos juntas por alguns minutos até que me despedi e ainda desnorteada segui até a casa dos meus tios. Eles estavam do lado de fora, se abraçavam aflitos. Como a grande maioria das pessoas naquela rua :
- O-olá ...
Minha tia me abraçou
- Querida... Entre, vamos orar pela família da Lisa... - assenti com a cabeça e entrei.
Fizemos uma oração na mesa,de mãos dadas, em seguida me despedi e voltei para o quarto.
Não consegui jantar naquela noite. A cena do Justin na ambulância vinha em minha mente a todo momento. Onde o assassino estaria escondido? Será que teríamos justiça para o Justin?
As cortinas brancas balançavam com a brisa noturna, a luz da lua iluminava o quarto. Hm... Aquela sensação estranha de novo.
Eu queria correr até a janela para fecha-la, mas algo naquela lua sugava o meu olhar. Ainda sim tive a sensação de estar sendo observada, novamente.
Me levantei da cama lentamente e fui até a janela. Quando olhei em direção a rua, vi um homem encapuzado parado ao lado do poste de luz fitando minha casa.
A sombra de seu capuz cobria seu rosto, mas sua presença me era familiar,
Ele começou a caminhar em direção a minha calçada, mas mudou de ideia de repente, desviando o percurso até o final da rua, e desaparecendo de vista.
Um sentimento de alívio tomou conta de mim. Eu tinha um sentimento de que algo iria acontecer, mesmo assim aquilo não me causava medo, apenas fui tomada por um sentimento estranho, não sei se bom ou ruim. Algo... Diferente.



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