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História Trapped Between Wolves - Capítulo 4


Escrita por: e Jeon_Maya_


Notas do Autor


Oi, minha gentinha!
Aqui é a Mayla (Jeon_Maya_) provavelmente quem vai postar todos os capítulos aqui de agora em diante, porque a Mel (LittleSugaMin) não usa mais o Spirit. Apesar disso, ela continua escrevendo comigo da mesma forma e vai continuar, a diferença é que tá focando mais no aplicativo Wattpad, que caso alguém não saiba é onde também postamos esta história. Deixarei o link aqui e nas notas finais pra quem quiser dar uma olhada e seguir nossos perfis por lá também. As próximas histórias que escrevermos juntas e postamos lá vão ser postadas na minha conta, mas Preso Entre Lobos vocês acham na conta de Mel, então sigam nozes duas se quiserem atualizações de tudo. :)
Mil desculpas pela demora pra atualizar, foi graças a uma falta de comunicação que aconteceu entre a gente e não pretendemos deixar que se repita.
Pardon 🙏


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Jeon_Maya_ no Wattpad: (recentemente perdi o acesso à minha conta de lá e brevemente criarei outra pra substituí-la, aí deixo o linko)

Capítulo 4 - Animais irracionais.


Fanfic / Fanfiction Trapped Between Wolves - Capítulo 4 - Animais irracionais.

Pov's Park Jimin

— Seu irmão idiota foi chamar ele.— Apontei para a porta, acusando, e ele soltou um riso. O achei particularmente estranho, bem alheio, como se não pertencesse àquele lugar.

— Ele tá blefando, anjo. Não liga pra ele, daqui a pouco vai aparecer sem o velho e fingindo que nunca disse nada sobre o chamar. — Ia responder algo pra dizer que eu não fiquei com medo do tal do Lobão aparecer, mas a porta foi aberta e me distraiu. Era o Jeon. Sozinho.

— Vou te levar pra jantar e depois você vem dormir. Vamos. — Ele disse, me chamando com a mão e eu franzi o cenho.

— Eu não disse?— Taehyung falou e piscou um olho pra mim. — Agora eu vou me arrumar pro trabalho, tchau tchau. — Acompanhou a despedida com um aceno a mim e logo saiu do quarto, deixando um tapinha na bunda do irmão ao passar por ele.

Me levantei e olhei pro Jeon, arqueando uma de minhas sobrancelhas.

— Cadê o papai? Não ia chamar? – Não que eu fosse tão corajoso, mas talvez o intimidar fosse uma boa saída. Era só mais um dos meus tiros no escuro.

— Tsc! — Ele se pôs a andar em minha direção e depois de ter o feito, pegou meu pulso levemente, começando a seguir para fora do quarto e me levando junto. Perdi toda a minha pose de durão quando comecei a pensar se ele estava me levando pro pai dele mesmo.

No caminho, não parei de olhar em volta, preocupado e angustiado pra saber onde ele estava me levando, até que chegamos na cozinha e eu me lembrei de que ele acabou de falar algo sobre me levar pra jantar. Suspirei imediatamente, aliviado. Aquele lugar estava me fazendo perder a sanidade aos poucos.

— Não vou jantar com você.

— Prefere morrer de fome? É uma morte lenta...

— Prefiro! Não gosto de você, seu chato.— Sei que não foi o melhor argumento, mas eu queria fazer de tudo pra que ele se cansasse de mim e me deixasse ir embora, só que o infeliz apenas respondeu com um dar de ombros despreocupado, seguido de um insulto ao meu nível de maturidade:

— Para de ser criança.— Disse olhando em volta. 

Muito chato.

— Por quanto tempo vou ficar aqui?

— Não sei.

— Deveria. Você é um carcereiro muito burro. — Ele torna seu olhar em minha direção.

— Por que fala tanto?

— Você que fala. E eu tô cheio desse lugar, quero pelo menos meu celular.

— Você só vai comer e dormir. — O ouvi responder, ao que eu me sentava numa cadeira à mesa e observava as comidas postas ali, enquanto ele ia ver algo na geladeira. Eu olhava os alimentos na mesa farta, e bem, ao menos tinha comida boa. Finalmente algum alívio. A mesa abundante me fez perceber a fome que eu estava sentindo mesmo que não tivesse notado antes. Suspirei colocando a mão na minha barriga, que doeu num aviso sobre o quanto estava vazia. Sabe Deus o tempo que ela esteve assim e eu nem percebi.

Um som baixo me capturou a atenção e eu direcionei meu olhar para a fonte deste. Era o celular que o Jeon deixou sobre a mesa. Dei uma conferida rápida no que este último se encontrava fazendo: distraído e pegando umas coisas na geladeira; então olhei pro celular e espiei algumas notificações de mensagens, na esperança de encontrar algo pra me ajudar na busca de minha liberdade, qualquer coisa.

Mirei o garoto mais uma vez pra conferir sua distração e depois voltei ao celular atrevidamente. Deslizando meu dedo suavemente pela tela, fiz as notificações aparecerem melhor e com mais detalhamentos, e daí iniciei minha leitura que deveria ser rápida e discreta, sem alarme...

"Quando o garoto novo vai vir conhecer a gente?"

Mordo o lábio inferior. Seria eu? Eu não queria conhecer mais ninguém que fosse próximo dessa gangue, quadrilha ou sei lá o quê...

"Ele chegou? Quando ele vai começar a dançar pra gente na boate?"

Arregalei meus olhos, ficando aflito e um tanto desesperado. Eu fazia aulas de dança aos finais de semana, mas não queria dançar em boates, nem gostava de me apresentar para outras pessoas! Peguei uma frigideira no mesmo balcão que estava o celular e indaguei alto:

— Como assim "dançar na boate"?! — É, uma leitura discreta e sem alarme... Ele se virou pra mim, com o cenho franzido pela exclamação repentina que eu soltei e desceu o olhar para a minha mão que segurava o celular. Relaxou a expressão em entendimento, no entanto, uma tensão continuou aparente em seu rosto graças à minha raiva bem notável.

Ele veio até mim e pegou o celular, sem movimentos bruscos.

— É... — Coçou a nuca, enquanto lia as mensagens e parecia procurar uma justificativa pra porcaria que eu li.

— É?! — Dei duas "frigideiradas" nosombro dele. — Eu não sou garoto de programa! Eu vou embora daqui, nem que seja levando sua cabeça comigo! Vai abrir a porta pra mim e me dar uma carona até a minha casa!

— Aish, não é isso! — Ele tomou a frigideira da minha mão, então peguei, apertei e puxei a orelha dele pra baixo, até o deixar em minha altura.

—"Não é isso"?! Tá pensando que eu sou besta?! Você vai ver! To cheio de ódio! Cheio! — Sacudi a orelha dele, sem deixar de apertar. Queria poder arranca-la.

— Calma! — Pediu, largando a frigideira na mesa pra segurar meu pulso com as mãos. — Não vamos prostituir você, Park Jimin!

— Então o que significa aquilo?! — Apontei furioso para o celular.

— Você vai dançar e não se vender! Não é prostituição!

— Mas eu não quero dançar! — Bati o pé.

— Não é uma escolha que meu pai vai te dar...— Jungkook proferiu, eu fiquei o olhando, até sentir meus olhos marejarem e ser obrigado a desviar o olhar. Tirei a mão da orelha dele e esfreguei meus olhos com as costas das mãos, na tentativa de conter o choro e minha cara de bobo.

— Eu não tenho valor nenhum, trabalho em uma porcaria de mercado e nunca mexi com nenhuma dessas gangues. Por que comigo? Eu só quero ir pra minha casa, o que custa? O problema é dinheiro? Olha pra mim, não fiz nem faculdade, minha casa inteira cabe na sua sala, minha vida já não é medíocre o suficiente? — Fechei minhas mãos arranhando as palmas com as unhas, sem perceber que comecei a chorar novamente, mas dessa vez de forma mais intensa.

— É por causa do seu pai...

— Por que ele não se vendeu então?! Por que ele tinha que ser um maldito viciado?! Eu odeio ele agora! — Disse entre soluços. — Por que a vingança é tão importante pra vocês?! Por que só não me soltam e deixam pra lá?!

— Se não for a gente quem fica com você, alguma outra gangue vai ser... Você também dança bem pra caramba, meu pai te observou por um tempo, não vai ser um sacrifício tão grande. Vai saber o que as outras gangues fariam com você, Jimin... Está todo mundo atrás de você, entende? Seu pai não tinha só dividas, você não poderia pagar tudo o que ele fez. Eu juro que não estamos aqui pra te machucar, nem por dinheiro, tem que entender.

— Entendi, os bons samaritanos das gangues, não é? — Limpei minhas lágrimas, mesmo outras se formando e descendo rapidamente. – Não, não entendo. Eu não entendo, porque vocês são todos uns animais irracionais e apáticos e eu não faço parte dessa merda. — Me levantei, o empurrando da minha frente, e logo saí da cozinha, subindo pro meu quarto.

A fome sumiu junto com todas as minhas forças.

[...]

(Dia seguinte, 09/07/2019, terça-feira, 10:25)

Estava dormindo depois de uma noite bem difícil de pegar no sono, já que as crises durante a madrugada não foram nada fáceis de se ignorar. Mas como se a minha própria vida quisesse me sacanear e me tirar a paz a cada segundo, fui acordado por alguém que eu conhecia a menos de 24 horas e já detestava. Aliás, depois de ter me acordado quando pareceu que eu dormi por apenas alguns segundos, detestava mais ainda.

Suspirei pela exaustão chata ao que sentia ele me sacudir como um chocalho e me chamar como um papagaio. Murmurei um "já acordei" preguiçosamente e ele então aquietou-se e eu abri minimamente meus olhos, podendo perceber seu olhar sobre mim. Uma expressão meio apreensiva.

— Acordou mesmo? — Ouvindo a indagação, eu podia dizer que seria fácil sentir uma pitadinha de medo.

— Não, tô só atuando nos meus sonhos. — Respirei fundo.

— Eu tô a muito tempo tentando te acordar, achei que tava morto e eu nem sei checar pulso direito! — Ele falou rápido demais para o meu raciocínio sonolento trabalhar efetivamente, então só murmurei uma resposta e me sentei, esfregando meus olhos.

— Por que me acordou?

— Meu pai mandou eu te levar pra um ensaio.— O ouvi dizer após um suspiro. Desci minhas mãos de meus olhos e franzi levemente meu cenho, enquanto inclinava a cabeça para o lado expressando meu desentendimento.

— Ensaio? — Mordendo o canto do lábio inferior, coçando a nuca e desta forma mostrando certa hesitação e desconforto, ele me respondeu:

— É... Bom, só preciso que você se levante, use umas roupas pretas e desça pra cozinha, ok? — Sem me esperar responder, ele saiu do quarto e fechou a porta. Suspirei pesado e apresentei meu dedo do meio pra porta, na verdade querendo muito enfia-lo na cara do Jungkook.

Mas no fundo, eu simplesmente sabia que a maior culpa daquilo era do meu pai. A bizarra família do Jungkook não é inocente, mas foi a minha família que me vendeu como um produto qualquer pra sair ilesa.


Notas Finais


Muito obrigada pra quem leu até aqui!Se você gostou, por favor favorite e dê um feedback pra gente nos comentários. Se você não gostou por algum erro nosso, deixe sua crítica construtiva também, por favor. Tudo isso é muito importante pra gente e traz muita motivação, obrigada. 🙏❤️

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