História Trapped in The Museum - Capítulo 1


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi
Tags Kagaaka, Lemon, Pwp
Visualizações 318
Palavras 12.303
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


segunda históriazinha não podia ser de outro casal se não meu belo e amado KagaAka. ♥ ♥ apesar de eu ainda querer me enterrar a sete palmos do chão enquanto reviso...

espero que gostem! owo ♥

boa leitura ~ ♥

Capítulo 1 - Capítulo Único


Uma miado era ouvido naquela manhã bem audível.

Um jovem de cabelos vermelhos vivos se levantou com eles bocejando, passou os dedos na frente dos olhos enquanto um gato pulava em seu colo ronronando e se esfregando contra sua barriga.

O gato era todo preto com olhos coloridos igual seu dono, todavia, esses eram um vermelho e outro preto. Seijuurou acariciou a base das orelhas, recebendo baixos ronrono e miados de seu animal. Olhou na cômoda ao lado da cama e viu que já eram dez da manhã – esse era o horário que o ruivo levantava, tomava seu café e iria fazer uma caminhada.

Apesar de ser sábado e ele não ir treinar nesse dia, ele sempre mantinha seu hábito de levantar cedo e pelo menos aquecer o corpo para não perder a prática, mas não antes de arrumar sua cama, casa e colocar um leite no pratinho para seu gato e logo dar um pouco de atenção para o mesmo antes de sua saída.

Levantou com o gato nos braços e os pôs no chão, estranho que Kaimi, não parava de miar e sem motivo. Concluiu que ele estava com fome e saiu de seu quarto junto dele até chegarem na cozinha, lá, ele abriu a geladeira e pegou o leite, caçou com os olhos o pratinho no chão e viu que seu gato arrastava o mesmo para perto dele, um sorriso se formou nos lábios do capitão e ele pegou o pratinho em mãos, despejou o leite nele e pôs no chão para seu gato.

Enquanto Kaimi degustava do liquido branco sujando seu pelo, Akashi foi fazer sua higiene matinal e trocar de roupa. Pôs uma regata vinho, uma bermuda branca e um tênis preto com branco.

O ruivo colocou o gomo de chaves de casa no bolso da peça branca e caminhou até a porta, viu que seu gato ainda miava sem motivo algum, agachou-se para acariciar mais uma vez ele para ver se o pequenino se calava, e isso funcionou. Então estava apenas querendo atenção? Seijuurou achou que era esse motivo e deixou por isso mesmo. Se levantou e saiu fechando a porta de entrada de uma casa pequena toda bege com branca.

Deu uma breve fitada com os olhos o céu e viu que o sol estava um pouco fraco e que a dimensão azul não continha nenhuma nuvem naquele momento, olhou de volta para a frente fitando a rua e suspirou longamente, teria um longo caminho a percorrer.

Começou com pequenos passos e logo ele corria lentamente fazendo seu trajeto, além de passar um pouco do seu tempo, aquecer seu corpo para não perder o costume e habito disso, era bom que abria seu apetite para quando voltasse.

No meio do caminho que percorreu ele viu vários estabelecimentos e algumas cabeleiras coloridas conhecidas passarem para uma lanchonete que ali, prosseguiu com sua caminhada deixando alguns pensamentos de lado.

Ao ele chegar o ponto final para voltar de volta para casa, ele passou em uma rua que tinha uma quadra de basquete por lá, escutou alguns quicares de bola e umas vozes masculinas que lhe chamaram a atenção, ele conhecia seus donos.

Ele parou com os passos lentamente e observou os adolescente que estavam ali. Um moreno com um corpo levemente suado com os cabelos azuis curtos grudados a nuca, e um pouco a testa, trajava uma regata cinza e uma calça preta que estavam praticamente na mesma situação de seus fios. E um ruivo que estava bem mais suado e arfante, com uma regata branca com detalhes pretos, toda suada bem grudada em sua tez levemente bronzeada mostrando em detalhes sua barriga definidas e braços musculosos, e uma bermuda azul marinho.

O ruivo menor parou e ficou observando os dois garotos enquanto estabilizava sua própria respiração. Ver um mano-a-mano do Ás e de Kagami era de tirar o fôlego de qualquer um. Ambos garotos eram excepcionais, e qualquer movimento a ser feito a seguir, era uma surpresa tanto pra quem assistia, tanto pra eles próprios que os faziam.

Os movimentos a seguir se o capitão não estivesse acostumado com a velocidade de Aomine e não o conhecesse bem não poderiam ter sido seguidos: o moreno quicou a bola duas vezes antes de deixar ela ficar ao ar, pegou com a mão de volta enquanto driblava o ruivo maior, Daiki iria fazer a cesta se não fosse pelo salto do outro que bateu na bola fazendo ela quicar para o canto da quadra perto onde Seijuurou observava tudo.

— Está melhorando, Kagami. Só não chega a ser melhor que eu. — Fez uma pausa observando o garoto a sua frente arfar pesadamente enquanto limpava o suor de sua testa tirando a franja da mesma. — E nem vai — terminou, provocativo.

— Cale a boca — ordenou nervoso.

Ele estava cansado das provocações do maior e o mesmo falando sempre as mesmas coisas, aquilo era cansativo e chato de escutar sempre que ele perdia.

— Não é mesmo, Akashi? — Uma voz feminina, mas, familiar soou nos ouvidos sagitariano que deu um pulo pra frente assim entrando na quadra assustado com o aparecimento inesperado da garota. — O que ‘tava fazendo espionando eles jogando? — perguntou curiosa.

Interesseira demais para o gosto do ruivo. Ele não estava afim de responder, mas preferia ser educado com todos seus colegas. Até mesmo quem não merecia.

— Estava fazendo minha caminhada matinal, vi eles jogando e parei para assistir — respondeu brevemente, percebendo os garotos se aproximarem dele e a garota fazer bicos diante a respostas simples dele.

Aomine passou o braço ao redor do pescoço do ruivo menor e repousou o mesmo em seu ombro direito. Akashi odiava essa folga que o maior tinha consigo, até porque ele não dava permissão nem consentimento para tal, mas ele parecia nem se importar se tinha ou não.

Akashi tolerou isso por pouco tempo, até o Ás passar dos limites chegando perto de sua orelha e assoprar a mesma. O mais novo podia sentir a respiração ainda meio descompassada do garoto contra sua pele e ele passar os dentes na ponta dela.

— Daiki! — Empurrou usando um pouco de força o moreno que riu diante da situação, ele colocou as mãos nos bolsos da calça e fez bico olhando para o movimento da rua.

A risada não tinha sido à toa, o rosto do menor estava todo vermelho praticamente como seu cabelo.

— Vamos pra lanchonete perto daqui? Kise-kun e os outros estão esperando nos lá, e estou com fome — Comentou a rosada, tentando quebrar aquele clima que o Aomine tinha feito o favor de deixar constrangedor.

Os garotos apenas acenaram brevemente com a cabeça e seguiram Momoi que não parou não falar um segundo durante o caminho que fizeram. Ela percebia que eles não prestavam atenção no que ela dizia, mas fazia isso apenas para passar por cima do feito do seu amigo de infância.

Seijuurou apenas andou o caminho sem fitar os adolescentes nos olhos, ele sentia vontade de matar Daiki e depois sumir depois do que o moreno fez com ele. Com alguns minutos caminhando, eles chegaram a comentada lanchonete pela garota e o ruivo foi para a recepção fazer seu pedido.

— Dezesseis hambúrgueres e dois refrigerantes grandes, por favor.

— Como você consegue comer tanto, Kagami-kun? — perguntou boquiaberta a garota, vendo o ruivo maior fazer um pedido tão... extenso de apenas comida para si próprio. — Não vai pedir nada, Akashi?

— Um hambúrguer e um refrigerante médio — disse parecendo voltar a prestar atenção nas coisas que acontecia a sua volta.

Aomine fez também seu pedido, não tão curto como o do menor mas também não tão exagerado como o de Kagami e esperaram um pouco. O silêncio que permanecia entre eles eram sufocante e insuportável, e ainda acima de tudo era sem motivo.

Logo seus pedidos haviam ficado prontos e eles foram se sentar perto da mesa onde estavam o modelo, a sombra, o central e Midorima. Todos conversavam alto falando sobre diversos assuntos aleatórios e sobre suas vidas, coisas que não interessavam nenhum dos dois ruivos, um estava muito entretido com a montanha de comida que tinha a sua frente e o outro estava praticamente com a cabeça em outro mundo.

Sua visão estava focada na janela olhando para o lado de fora vendo os carros passarem, mas ela parecia realmente em outro lugar e olhando para outra coisa. Kagami com um dos últimos de seus hambúrgueres na boca percebeu o quão perdido estava o outro ruivo e que seu hambúrguer estava intacto, ele ia tocar nele pra ver se o outro reagia, mas ao mesmo tempo que ele foi, a mão branca de Seijuurou foi de encontro ao lanche e se tocaram.

O ruivo menor não demorou de recolher sua mão de imediato e corou violentamente, mais uma coisa que não passou despercebida por ninguém e fez Kagami estranhar essa reação. Ele não estava entendendo porque aquele garoto estava tão tímido e reagindo assim só por um breve tocar de mãos.

Quando ele iria abrir a boca para perguntar o que estava acontecendo, foi interrompido pela voz estridente e alta de Momoi.

— Vamos dar outra festa lá em casa!? — perguntou sorridente.

— Não! — disseram todos exceto os ruivos em uníssono.

— Por quê? — Fez bico e cara de choro.

— Chega de festa Satsuki, vamos pensar em outra coisa, já não basta dessas coisas estupidas na sua casa? — disse o moreno não medindo as palavras muito menos o modo de falar com a garota.

— Então o que vamos fazer? Hoje temos o dia livre — falou parecendo pensativa e ignorando o modo de falar do Ás.

— Por que não vamos para o Museu? — perguntou o ruivo menor e o esverdeado juntos, e logo se entreolharam.

— Ah, é mesmo! — exclamou, levantando o dedo indicador. — Tem um Museu em inauguração hoje. Certo, então o Museu! — declarou sorridente a rosada e logo se botou de pé. — Nos encontramos lá às 21:00 horas, até — anunciou, e saiu do estabelecimento.

Momoi mal havia esperado a resposta de que se os garotos iriam ou não e saiu deixando todos se olhando confusos. Não era preciso dizer que iriam porque nenhum deles tinham planos para o dia e passariam em completo tédio se não fossem. Não que Seijuurou se incomodasse de passar o dia em casa, ele preferia passar sozinho, ou melhor, com Kaimi comendo algo e assistindo TV.

Mas o ruivo menor estava tão avoado naquele momento, que nem ao menos percebeu seus colegas irem de pouco em pouco embora, só sobrando o moreno, o outro ruivo.

Aomine já havia terminado de comer e ficava apenas observando por diversão aquela cena do capitão corado enquanto tinha suas orbes a todo momento em Taiga e logo as desviavam quando percebiam que o mesmo o olhava. Ele soltava risadas nasais, e algumas baixas vendo a inocência nas ações do menor.

Ele sentia uma vontade imensa de provocar aqueles dois, era como cutucar um tigre com vara curta, e apertar um animalzinho indefeso o máximo que podia. Ele via aquele ruivo pequeno como Tetsuya, a diferença que aquela sombra era pervertida, mais do que se podia imaginar quando estavam a sós.

Já Seijuurou era um mistério para o moreno, o maior queria a todo momento saber como seria aquele pequeno ruivinho na sua intimidade, mas apenas podia observar isso de longe, até porque ele era um pouco temperamental em coisas pessoais e não gostava de fazer coisas do tipo que o Ás estava familiarizado com a sombra.

Aomine a essa altura apostava tudo no momento, não ligava se isso fosse prejudicar a amizade que eles tinham ou não, ele era de arriscar e de botar tudo a perder, então não faria diferença por isso jus a sua ação de mais cedo.

Aproveitou que Akashi estava todo encolhido e tímido ali não sabendo o que fazer na presença do outro e sentou-se ao seu lado, os olhos de Kagami o seguiram firmemente observando cada movimento. Ele bufou, parecia saber que o maior já ia fazer algo que iria incomodar os dois.

Aomine enlaçou seu braço novamente ao redor do pescoço do ruivo menor e puxou para mais perto de si, com o ato o mais novo acabou por sair de qualquer lugar onde sua mente estava e voltou a prestar atenção no que acontecia a sua volta. No mesmo momento ele percebeu as orbes vermelhas estarem pousadas sobre ele, o garoto tentou se manter firme no olhar por breve segundos mas aquele olhar lhe era penetrante demais.

O Ás percebeu essa troca e acabou puxando o rosto do menor para perto do seu, porém, não fez nada.

— Me solte, Daiki — pediu, tentando disfarçar o que se passava em sua cabeça.

— Por quê? — perguntou, abrindo um sorriso lascivo nos lábios. O moreno gostava mais que tudo provocar aqueles ruivos, e o seu predileto e mais esquentadinho era seu capitão. — Vamos Akashi, diga.

— Solte ele logo, Ahomine.

A voz do ruivo maior soou tão autoritária que parecia na época em que Seijuurou ditava as coisas no fundamental na Teikou.

Ambos garotos olharam para ele percebendo que suas feições estavam sérias, o moreno até afrouxou sua mão que estava na base do queixo do menor. Akashi aproveitou essa brecha e se afastou logo do Ás acabando por que involuntariamente ter se aproximado do ruivo maior.

Mas, não durou muito isso, o mais novo observou o relógio no estabelecimento e já marcavam 14:00 horas, ele queria pelo menos ir pra casa no momento e se auto preparar mentalmente para mais tarde. Porque passar um tempo em um lugar calmo, cheio de histórias, obras de artes e coisas magnificas ao ponto do ver do capitão iria ser difícil. A única pessoa que compartilhava de seus pensamentos e um pouco do gosto por isso era Midorima, o resto poderia se dizer que era um bando de sem cultura que não tinham gosto algum por arte ou coisas históricas.

O menor não deu aviso algum nem nada do tipo, saiu da mesa deixando sua comida e bebida intactos e os garotos ali que o observavam enquanto se levantava e saía da loja. Seijuurou não iria ficar aguentando as provocações do Ás por muito tempo, ele era capaz de surtar lá mesmo e sabe lá o que poderia fazer na frente de todos quando isso acontecesse, e depois das gracinhas dele, o mais novo perdeu a fome.

Akashi não demorou muito até chegar em casa e já avistar seu gato deitado no braço do sofá dormindo, sorriu perante a cena enquanto tirava seu tênis deixando-os na entrada.

Caminhou em passos silenciosos até seu quarto e se atirou sobre a cama com a barriga pra baixo, suspirou longamente e jogou o corpo para o lado se arrumando nos lençóis. Seijuurou adormeceu durante alguns minutos, até que batidas na sua porta foram ouvidas fazendo-o despertar bruscamente. Seu sono era muito leve.

Seu gato foi o primeiro a se manifestar, pulando perto de seus rosto e lamber o mesmo. Querendo ou não ele teria que abrir pra quem quer que fosse. Demorou certo minutos para ele criar coragem para ir até lá e, conforme mais Akashi demorava, o som das vozes ia ficando mais alto e batidas excessivas eram feitas em sua porta fazendo aqueles ruídos serem irritantes para seus ouvidos.

Levantou rapidamente e se encaminhou a porta de onde vinha todo barulho. Ele girou a maçaneta, e ao fazer isso só pode ver uma coisa de pelos brancos e olhos azuis correr para dentro de sua casa latindo indo atrás de seu gato. Já era normal isso em sua casa quando tinha a visita de um certo garoto nela.

Quando olhou as figuras que estavam em sua porta, era óbvio que um deles era a sombra, o Ás e uma pessoa que o mais novo não esperava ver: Taiga.

— Akashi-kun, trouxe seu lanche que se eu não tivesse tirado de lá, Kagami-kun iria comer todo. — Estendeu a sacolinha que parecia ter seu hambúrguer o refrigerante ali dentro. — Podemos? — pediu olhando com aquelas orbes azuis pidonas para seu ex-capitão que apenas cedeu a passagem.

Não tardaram de entrar na casa do ruivo menor sem mais nem menos, pelo favor da boa educação que Akashi achou que a mãe deles ensinaram, eles tiraram pelo menos os sapatos e deixaram na entrada. O mais novo pegou a sacola da mão de Kuroko e colocou no balcão de sua cozinha, tirou de dentro as coisas e pôs ambos na geladeira.

Ele sentiu uma leve ponta de irritação e incômodo quando percebeu que os olhares dos três garotos os seguiam, olhou pra trás e percebeu que ao olhá-los, eles desviavam a visão.

— O que mais querem? — perguntou, impaciente.

— É assim que recebe as pessoas na sua casa, Akashi? — indagou debochado, vendo as feições do garoto mudarem para mais calmas, mas seus olhos lhe fuzilavam. — Vamos passar o tempo, assistir algum filme.

— Pode ser esse? — perguntava o albino que tinha brotado no sofá perto da TV, segurando um DVD em mãos que era de romance.

— Romance, Kuroko? Mas que diabos — reclamou o ruivo maior tirando o DVD da mão do garoto que fez bico diante da situação.

Seijuurou por um momento observou a cena dos dois garotos discutindo sobre qual filme deveriam por, via alguns sorrisos e caras de choro deles na decisão já que Taiga havia tomado, em um momento o mais novo sentiu uma pontada no coração e um leve desapontamento diante daquilo. E como ele não era a sombra que sabia esconder o que se tinha, ele havia ficado visivelmente corado e triste fitando o chão.

Daiki deu uma risada consideravelmente alta atraindo a atenção do menor e do ruivo maior que olharam pra ele e logo para onde sua visão estava focada, um garoto com a mão no braço de cabeça baixa e rosto levemente rubro que parecia estar em algum devaneio.

O moreno sabia que nesse momento seu capitão estava vulnerável e, sabia o porquê dele estar, isso fazia ele rir mais ainda e alto. Seria muito mais fácil brincar com a cabeça dele estando tão confuso e sem saber o que fazer no momento. O Ás se aproximou vagarosamente do ruivo menor e se aproximou novamente da orelha dele.

— Sabe, Akashi — começou com uma voz arrasta e rouca, ele se continha para não fazer tudo e falar tudo que desejava no momento. — Eles tem algo, sabia? — perguntou provocativo.

— Mas, você e Tetsuya...

— Era só diversão. — O moreno cortou o mais novo dando uma risada nasal e parecendo fazer uma cara de desgosto. Mas, por dentro ele estava realmente rindo e se divertindo por fazer a cabeça dele. — Esqueça Kagami, ele está com Tetsu, o que adianta você ficar ai só observando a felicidade dos outros se pode ter a sua aqui e agora sem precisar esperar mais por isso?

A pergunta que Aomine fez sem rodeios e na lata era totalmente tentadora aos olhos de quem quer que visse. Ele não queria tardar de instigar Kagami e mexer com seu ex-capitão deixando ele ainda mais confuso com tudo isso. Seria como mexer um pauzinho e acabar destruindo todo o castelo de cartas ao mesmo tempo.

Era tão fácil, e isso tudo por seu ex-capitão guardar o amor que nutria por aquele monstro idiota que era seu rival, era ainda mais simples mexer com ambos já que Kuroko estava por dentro de tudo e concordou. Por baixo daquela máscara que aquele azulado se encobria ele era realmente um sádico, fazer isso com o próprio ex-capitão e ex-colega de time sem ligar para as consequências tanto da amizade e de como eles se sentiriam ao serem enganados, ele era doentio.

Porém, o moreno também não ligava pro que aconteceria depois disso, ele apenas queria arriscar e se Seijuurou caísse em seu plano, ele sairia no lucro.

— Ei, vocês dois! — chamou Taiga. — Já decidimos o filme. Akashi, se faz a pipoca? — O ruivo menor nada respondeu, e isso deixou Kagami irritado facilmente. Ele queria tirar a limpo a ações do garoto de mais cedo e as de agora, todavia, não achava se era o momento certo com os outros ali. — Certo... — Se levantou do sofá indo se aproximar dos garotos. — Vai colocando o filme, Aomine.

O moreno apenas recolheu o braço e passou encarando Kagami nos olhos com um sorriso malicioso nos lábios. O ruivo maior foi de encontro ao outro que ainda fitava o chão, sabendo que não ia obter uma resposta nem nada do gênero, ele saiu abrindo os armários e geladeira da casa de Seijuurou sem nem pedir. Se pedisse não ia ser consentido, então já preferiu fazer o que tinha que fazer.

Ele achou sacos de pipocas de micro-ondas e colocou uma de cada vez dentro do eletrodoméstico para estourar, enquanto isso pegou refrigerante e copos e foi colocando o líquido dentro deles e deixando no balcão. Observou por um momento que o ruivo menor tinha voltado a prestar atenção nas coisas ali e ele seguia com a visão tudo que ele havia feito.

Tentou ver se quebrava aquela barreira que tinha entre eles que Kagami não entendia, abrindo um sorriso de canto amigável para ele. Só que com essa ação, o menor apenas ficou rubro. Dava pra confundir facilmente sua face com suas madeixas escarlates, o mais velho apenas teve uma reação a tudo isso.

Fofo.

Nem ele mesmo acreditava que havia pensado uma coisa dessas daquele garoto, mas, parou um pouco para observar pela primeira vez o capitão que ele ouvia tanto falar dos outros. Diziam que ele era intimidador, botava medo em qualquer um apenas com um olhar que ele lhe direcionava.

Por mais alguns momentos o maior ficou pensativo encarando aquele garoto, e chegou à conclusão que ele não era de forma e de jeito nenhum assim, chegava a ser mais fofo e muito tímido, pelo menos era assim que o mais novo se portava a sua frente.

Saiu de seus pensamentos quando escutou o som do micro-ondas avisando que passara o tempo indicado. Ele iria abrir e pegar, mas o menor tomou sua frente e pegou desajeitadamente o pacote e acabou por queimar a ponta do dedo indicador.

— Ai... — Soltou o pacote que o maior acabou por pegar e soltou rapidamente no balcão.

— Você deveria tomar cuidado, não sabe que aquilo sai quente e deveria prestar atenção na onde deve pegar? — Taiga falou sério, mas mantinha uma face calma e um pouco preocupada olhando pro menor que virou o rosto e fez bico.

Ele realmente estava levando uma bronca de Kagami? Ele era o que seu? Sua mãe por acaso? Diante da cara fofa e o bico que Seijuurou fez com um leve rubor nas bochechas, o mais velho não pode conter um riso e corar também. Realmente ele era fofo e não consistia com nada do que os outros falavam dele.

— Deixe eu ver — pediu o maior, pegando a mão do garoto nas suas enormes comparadas uma com a outra.

Viu a ponta do dedo dele e que a mesma estava com um vermelhidão bem visível. Levou até a própria boca, colocando o dedo dentro dela e passando a língua úmida por ele.

— O-o que está f-fazendo!? — perguntou tentando puxar sua mão, porém, a do maior que estava livre foi mais rápida e segurou a outra. Uma segurava o pulso da do dedo vermelho e a outra a que tentava lhe bater. — Pare, T-Taiga.

— Por quê? Seu dedo não estava doendo? — falava meio errado devido a estar sugando-o mesmo. — Assim vai passar. — O maior ficou por longos segundos ou até minutos com o dedo do garoto em sua boca brincando com ele.

Já que perguntas não adiantariam com o capitão, ele agiria de formas indiretas para arrancar as coisas dele.

De começo, esse era o pensamento de Kagami, mas achou interessantes as reações do mais novo e acabou por ficar naquele gesto por mais um tempo. Seijuurou no início tentou resistir, isso é obvio, mas discutir força com Kagami não estava a seu alcance. A atenção dos garotos foi tomada por um tossida forçada do moreno que encarava aquela cena com cara de poucos amigos.

— Já coloquei o filme e o Tetsu está tremendo que nem vara verde ali, cadê a pipoca e o refrigerante? — indagou, vendo o menor tentando puxar o dedo porém, o ruivo maior prendeu entre seus dentes impedindo-o de tal ato. — Só tragam logo, está bem?

Deixou os garotos ali novamente sozinhos. O menor parecia estar sendo intimidando por Taiga naquele ato, seus olhos escarlates estavam penetrantes olhando profundamente nas orbes coloridas perdidas de Akashi que tentava a todo custo não olhá-las.

Nem mesmo Kagami entendia porque continuava com aquilo, apenas queria provocá-lo de início, mas, ficou pensando diversas coisas sobre o mais novo enquanto mantinha ele naquilo. As reações dele eram tímidas, não era para ele ter esses tipos de reações, elas eram demasiadamente envergonhadas e limitadas que chegava a parecer exageradas.

Kagami soltou o dedo do garoto desprendendo de seus dentes e segurou com delicadeza sua mão, aproximou o dedo queimado de seus lábios e beijou a ponta dele.

Akashi corou mais violentamente ainda, suas reações foram ainda mais tímidas quando após o simples beijo depositado no machucado, Taiga lambeu ao redor dele e logo após soltou sua mão. De imediato Seijuurou a puxou de volta, seu rosto continuava rubro e parecia que não iria voltar a sua cor normal tão cedo.

O maior pegou algumas vasilhas, abriu os sacos de pipocas e as despejou dentro delas, pegou as mesmas mais alguns copos na bancada, e levou para o moreno que bocejava diante do filme que passava e a sombra que tremia de medo se agarrando ao braço do Ás.

Taiga riu diante da situação em que o azulado se encontrava. Um adolescente daquele tamanho com medo um filminho de terror qualquer, era pra achar engraçado e tirar sarro mesmo.

Como o ruivo maior deu um de equilibrista, acabou levando todas as vasilhas e copos para a sala de uma só vez. Mas percebeu que o mais novo nem ao menos tinha saído do lugar estava lá parado. Ele bufou e se sentou no sofá pegando uma vasilha de pipoca, levou a mão dentro dela a encheu e colocou na boca.

Seijuurou olhou seu dedo e viu que o mesmo tinha um pouco de saliva em volta, uma marca de mordida na ponta junto com o vermelho da queimadura e no resto da extensão, vermelho das sucções de Taiga.

O capitão levou o próprio dedo a boca e chupou ele limpando a saliva do outro. Ficou por alguns segundos fazendo isso se lembrando da sensação de quando o leonino o fez. Mas logo tirou percebendo o que estava fazendo e corando mais um pouco. Andou até o sofá e se sentou no lugar vago que era bem entre o Ás e Kagami.

Era óbvio que nenhum deles sentariam um do lado do outro, o mais novo se acomodou naquele pequeno espaço e pegou uma vasilha pequena de pipoca, levou algumas até a boca e tentou prestar atenção no filme.

Acontecia mutilações, mortes, cenas de suspenses e alguns sustos que fazia o capitão dar algumas leve tremidas e sobressaltos no sofá, mas nada tão exagerado como Tetsuya que tremia sem parar e dava gritos apertando a roupa do moreno entre seus dedos.

Com poucos minutos de filme – apesar dos dois ruivos terem pegado ele pela metade –, quase todas as vasilhas com pipocas haviam acabado, só havia sobrado a que Akashi segurava em mãos, devido ele comer devagar ainda restava bastante em seu pote. E como Kagami ainda permanecia com sua fome incontrolável enfiou a mão na vasilha do garoto e pegou a pipoca dele.

O mais novo o olhou torto, mas cedeu no mesmo instante lhe entregando a vasilha, Taiga o olhou confuso todavia, não era do tipo que nem de longe recusava comida, pegou ela em mãos e a acabou em menos de um minuto.

Aomine via toda aquelas ações do seu ex-capitão com seu rival e o desejo de fazer a cabeça dele novamente aumentava. Seria complicado se Seijuurou perdesse a timidez de falar com o ruivo maior e parasse de evita-lo por nutrir certo sentimentos por ele no momento, assim o Ás não poderia ter o que queria.

— Akashi — chamou o moreno próximo ao rosto do garoto. — O que me diz sobre mais cedo? Você sabe que eles estão juntos e vai persistir nisso? — As palavras do maior eram como uma cobra cuspindo veneno que lhe afetava de pouco em pouco. — Você pode ter coisa melhor e sabe disso. — Passou os dedos compridos nas madeixas na nuca do garoto, fazendo os pelos de seu pescoço e braços se eriçarem.

— Pare, Daiki — ordenou entre dentes.

O capitão odiava ter que se alterar e principalmente na frente dos outros, e o Ás sempre se aproveitava disso fazendo o que bem entendia podendo sair ileso de suas broncas e surtos.

Akashi olhou o relógio de sua casa pelo canto dos olhos, viu que eram ainda 16:30 horas e nem ele mesmo acreditava que teria que aturar o maior lhe provocando durante mais algumas horas. Tirou a mão do moreno de seu pescoço com brutalidade fazendo o mesmo entender que ele não queria gracinha e voltou a prestar atenção no filme que agora já estava no final e já subia os créditos, suspirou aliviado por aquele tormento ter chegado ao fim e bocejou longamente.

Viu que seu gato se aproximou pulando no pouco espaço que tinha ali e subiu em seu colo. Nigou chegou logo em seguida abanando o rabo fazendo o ruivo maior já fazer cara feia diante da aproximação do cachorro perto de si. O capitão passou a mão acariciando o pelo negro de seu animal da base da orelha até o meio de suas costas diversas vezes. Ele tinha um pequeno sorriso enquanto fazia aquele carinho em Kaimi.

O bichano de olhos diferentes se esfregou no braço de Taiga, atraindo sua atenção, o garoto percebendo a carência do animal o acariciou também vendo o quão dócil e fofo que ele era.

Igual o dono.

E não era de total equivoco a comparação que ele realizou, eram praticamente iguais, olhos coloridos, pequenos, fofos e dóceis.

— Vamos — chamou o moreno se botando de pé e girando os calcanhares olhando para os garotos sentados. — Temos que nos arrumarmos para daqui a pouco não acham? — indagou, vendo sua sombra se levantando e pegando seu cão nos braços.

— Até daqui a pouco, Akashi-kun. — Acenou com a mão para ruivo menor que levantou a mão e fez o mesmo. — Vamos, Kagami-kun? — perguntou, vendo que Taiga não havia se levantado.

— Ah, sim.

Se pôs de pé e caminhou até a porta de entrada pegando seu tênis juntos dos outros, no último momento ele se virou escutando um miado e vendo as quatro orbes coloridas estarem pousadas em si.

Os adolescentes saíram da casa de Seijuurou deixando o mesmo ali sozinho, o garoto ruivo soltou um longo suspiro de alivio ao ver o outros irem embora ficando apenas com seu gato preto, ele queria ter dormido e aproveitado mais o tempo antes de irem pro Museu que o capitão já achava que ia ser um desastre total.

Mas não ligou, agora já eram 19:49 e ele tinha alguns minutos para se arrumar e ir se encontrar com seus colegas. Se levantou do sofá com calma e foi para seu quarto abrindo a porta do cômodo e do seu guarda-roupa, tirando de lá algumas peças de roupas leves.

Uma calça jeans preta, uma camisa branca simples e sua cueca vermelha escura. Foi para o banheiro e já se despiu deixando as roupas que separou sobre o vaso que tinha a tampa abaixada e colocando as que vestia no canto do banheiro. Após ficar livre de suas roupas, ele ligou o registro do chuveiro e entrou debaixo da água, deixando ela cair em seus fios vermelhos e o corpo.

Quando o capitão havia pensado que poderia ter algum momento de paz para pelo menos tomar seu banho, ele escutou barulhos vindo de sua cozinha de coisas caindo e vozes de lá.

Tateou sua toalha branca que estava pendurada no gancho na parede e enrolou em sua cintura, deixou o chuveiro ligado e abriu o espelho que ficava acima da pia e tirou de lá uma tesoura.

Saiu do banheiro fazendo o mínimo barulho possível, ao virar o corredor dando vista para a sala e mais alguns passos pra cozinha, ele pôde ver algumas mechas coloridas juntas que se penduravam em sua mesa. Ele andou o resto do caminho e se deparou com a sombra e Taiga.

— Kagami-kun! — O aquariano tentava pegar o que o maior tinha em mãos se pondo na ponta do pé. — Devolva, não é seu!

— Mas ele não vai comer, seu nanico, me deixa — resmungava enquanto mordia o hambúrguer que parecia estar frio, mas ele nem se importava.

Seijuurou observou aquela cena durante um tempo. Que tipo de pessoas são essas que entram na casa dos outros sem pedir, abrem sua geladeira, pegam sua comida como se fosse a coisa mais normal do mundo!?

O ruivo menor não estava acreditando no que estava vendo ali, os adolescentes nem notaram sua presença no local, o azulado tentava tirar o hambúrguer da mão do maior enquanto esse apenas colocava uma mão em sua cabeça impedindo-o de prosseguir e comia o resto do hambúrguer colocando mais da metade dentro da boca de uma só vez.

Akashi observou as roupas deles, já estavam trocados e pareciam arrumados e adequados ao ambiente que iriam. O maior trajava uma calça preta e camisa de mesma cor, já a sombra uma camisa azul claro de cor semelhante as suas madeixas e calça branca.

— A-Akashi-kun? — O albino olhou pra direção de seu ex-capitão com sua expressão de sempre, mas parecia que sentia certo receio dele ter pegado eles em sua casa sem avisar.

— Hm? — O leonino olhou na mesma direção, ao ver o outro ruivo ali parando encarando eles com o corpo molhado, cabelos e franja grudados ao rosto e testa, apenas com uma toalha na cintura.

Kagami engoliu a comida toda no mesmo momento e engasgou um pouco devido não ter feito isso com algum líquido e pela quantidade ter sido grande.

— Só não coma toda minha comida, Taiga — advertiu o ruivo menor e se virou, indo de volta para o banheiro.

— Pensei que ele ia te matar — comentou Tetsuya, se pondo a sentar no sofá da casa de Seijuurou.

— Ah, certo, onde é o banheiro, Kuroko? — perguntou, vendo o azulado arquear uma sobrancelha e abrir um sorriso de canto que o maior não percebeu, devido esses serem quase imperceptíveis. — Não. — Pensou melhor. — Akashi está lá.

— Tudo bem, tem um box que separa, então você poderá usar sem problema — disse, e viu o ruivo correr virando o corredor.

A sombra abriu um sorriso malicioso nos lábios e encostou a cabeça no sofá, fechando os olhos. Kagami correu e já avistou uma porta com uma fresta aberta, imaginou que era ali e entrou dentro do cômodo sem demorar mais.

Ao entrar, realmente era o banheiro, mas ele não notou o que era importante ali, já foi abrindo o zíper da calça colocando o membro para fora e finalmente se aliviando.

O leonino escutou um barulho de água caindo, era obvio que o outro ainda estava no banho, ele deu uma olhada pro lado esperando encontrar apenas a silhueta do corpo do capitão através do box. Todavia, ao virar sua visão, viu não só a silhueta do corpo do garoto, mas sim todo ele.

O banheiro não tinha box nenhum.

E ele podia ver o corpo do garoto exposto totalmente ali, nem o sagitariano havia notado a presença do maior, ele estava ensaboando suas mechas ruivas colocando os dedos entre elas e massageando o couro cabeludo levemente.

O mais velho ficou parado, estático, o ruivo menor havia ficado de frente pra si e tinha seus olhos fechados para não cair sabão neles. Ele colocou a cabeça pendendo para trás deixando a água levar o produto de seus fios, fazendo ele cair ralo a baixo.

Akashi tateou o sabonete atrás de si pegando-o e passou em seu corpo, primeiro em seus braços e foi descendo no tórax, coxas, pernas e subiu de volta para seu membro passando um pouco nele, logo envolveu uma de suas mãos de leve sobre ele e fez alguns movimentos, tocou a glande e arfou por um momento e isso não passou despercebido pelo outro que via aquela cena e sentia seu próprio membro enrijecer-se com a visão.

Kagami se praguejou mentalmente – por não poder fazer isso em voz alta. Além do que ele via a sua frente, ele já imaginava mais coisas sobre aquele garoto. Ele arfando com a respiração totalmente descompassada, gemendo alto e falando coisas indevidas com o rosto ruborizado enquanto esse tinha uma feição de puro prazer e luxúria.

Ele imaginava tudo isso acontecendo a sua frente com aquele garoto sobre si, em seu colo, e sobre seu membro, enquanto chamava seu nome entre todos os sons que ele fazia. Tendo mais pensamentos como esse seu membro havia ficado totalmente ereto e ele mesmo sentiu vontade de se tocar naquele momento. Mas não podia fazer aquilo ali com o garoto que a qualquer hora poderia vê-lo naquele ato. Ou ele podia?

Que se dane.

Mandando tudo para o inferno, o maior envolveu sua mão sobre o membro e fez movimentos medianos nele. Taiga continha seus gemidos mordendo o lábio inferior com força e tentava controlar sua respiração que estava começando a ficar descompassada.

Quando o leonino fechou seus olhos e começou a pensar no mais novo, ele foi tirado de seus pensamentos por um gemido do seu lado que chamou sua atenção no mesmo instante. Abriu os olhos e viu o ruivo menor que estava como na sua imaginação mas só que em uma versão bem melhor. Foi aí que Kagami pensou: pra que imaginar, se o que eu quero está a minha frente?

E realmente, era fato. Estava ali, ao vivo em cores e mil vezes melhor do que ele poderia imaginar um dia.

Em vez do maior imaginar, ele ficou olhando o outro fazer a mesma coisa que ele fazia. O trabalho que sua mão fazia não era nem de longe o que ele queria no momento, mas não poderia chegar na casa do menor comer sua comida, entrar no banheiro enquanto ele tomava banho e agarrar ele ali.

Então ele tinha que se contentar pela visão que estava tendo ali, o maior com mais alguns movimentos em seu membro se desfez com um gemido que estava preso em sua garganta que teimava em sair.

— Ta-Taiga? — A voz de Seijuurou saiu trêmula e assustada.

Ele tinha agora seus olhos abertos que não acreditavam no que via a sua frente, sua face estava em uma coloração vermelha bem evidente, ele tirou a mão rapidamente de seu membro e pegou a toalha próxima, se enrolando na mesma.

Ele nem quis se desculpar, o que poderia falar para o outro? Preferiu não falar nada e apenas subir o zíper de sua calça e sair daquele banheiro deixando o sagitariano sozinho.

Ele saiu de lá e se encostou na parede mais próxima, a primeira coisa que ele queria saber é como encararia e até quem sabe conversaria com o mais novo novamente, a segunda é de como ele mataria aquariano por ter mentido pra ele e colocá-lo nessa emboscada.

Tirando todos pensamentos como esse de sua mente, ele virou o corredor e avistou a sombra que olhava-o com um sorriso, agora, perceptível em seus lábios junto de Aomine que estava com uma feição seria diante dele e ao vê-lo. Ambos rosnaram e viraram o rosto para o lado evitando contato visual.

Eles esperaram em completo silêncio o dono da casa aparecer ali, e quando isso aconteceu todos olhavam para ele e seguiam seus movimentos. O capitão se sentia incomodado por eles lhe encararem assim, mas não comentou nada, ele não queria falar muito menos olhar pra cara de um deles no momento.

Saíram da casa do mais novo e se puseram a andar a um ponto de ônibus ali perto e esperar o mesmo para irem pro local combinado. O transporte demorou alguns minutos para chegar, eles entraram e sentaram em lugares um diferente dos outros, nenhum deles se encaravam em momento algum a não ser a sombra que olhava pra tudo aquilo com ar de riso.

Chegando perto do local de encontro já avistaram cabeleiras coloridas na rua, uma rosa comprida bem chamativa que tinha como dona uma garota que inflava sua bochecha fazendo um bico, batia o pé no chão e os braços embaixo dos seios cruzados esperando os garotos descerem.

Ela parecia nervosa e não era pra menos, Seijuurou olhou em seu celular que tinha sobrando apenas um palito de bateria já eram 21:15. Naquele dia o Museu fechava às 00:00, mas era tempo o suficiente para pelo menos o capitão aproveitar aquele passeio que resolveram fazer.

Os adolescentes desceram do ônibus e se juntaram aos outros garotos e a garota. A rosada foi já para cima deles com uma cara emburrada.

— Por que demoraram tanto? — indagou com um bico.

— Imprevistos, Satsuki. — O moreno respondeu sem dar muita importância pra garota.

— Vamos então? — perguntou animada.

Sem muito entusiasmo dos garotos, com exceção de o ruivo menor e o esverdeado, eles entraram no museu e se dissiparam cada um em duplas.

Para o azar de Aomine, ele havia ficado com Momoi como parceira e isso torrou sua paciência logo nos primeiros segundos no caminho que fizeram juntos. Ela não calava a boca e a todo momento ficava fazendo perguntas e perguntas, cada uma mais idiotas e desnecessárias do que as anteriores.

Kuroko ficou com Kagami mesmo sem seu consentimento. Na verdade, nenhum deles ligavam com quem iriam ficar ou o que iriam ver naquele local, ambos não gostavam e não eram muito fãs desses tipos de coisas.

Kise ficou com Atsushi, ele queria ter ficado com Midorima, mas esse apenas o negou e disse que não iria ficar o caminho todo com uma pessoa sem cultura e desinteressada que o copiador era.

Nem era preciso dizer que o capitão havia ficado com o esverdeado e estavam realmente interessados no que viam. Seijuurou era o que parecia mais empolgado com tudo aquilo, tinha um sorriso alegre nos lábios que Midorima percebia e sorria de mesma forma.

Ficaram cada duplas olhando as coisas que tinham lá. Alguns desinteressados, outros com uma ponta de curiosidade e interesse, já os outros só passavam na frente, apenas via e já se botava a andar dali.

Apenas o capitão e seu parceiro tinha total interesse naquilo.

— Por favor, se dirijam a saída do Museu, o mesmo já vai fechar em cerca de 10 minutos — avisou alguns instrutores, as garotas da recepção, guias e pessoas que trabalhavam lá.

— Akashi, vamos? — perguntou o canceriano vendo os olhos coloridos do menor brilhantes apreciando as coisas que via.

— Pode ir na frente, Shintarou — falou, tendo sua visão focada no quadro a sua frente bem peculiar.

Midorima saiu dali deixando o garoto ainda vendo todas as coisas, contemplando elas com uma apreciação incomum.

— O que é isso? — perguntou Kagami, chegando perto do sagitariano e tentando puxar algum assunto com o menor pra ver se o clima tenso de antes amenizava entre eles.

— Um quadro — respondeu olhando pro leonino ao seu lado que encarava a obra com um ponto de interrogação em cima da cabeça.

Era um quadro com várias cores distintas, dispersas, e diversas formas, uma em cima das outras como se tivessem jogado bolas de tintas ali e puseram pra exibir. O maior riu um pouco, e o mais novo o encarou confuso. Ele entendeu que o maior não estava entendo nada e achou graça daquilo.

O ruivo menor saiu andando dali para um local que havia outras coisas, ignorando completamente o aviso que deram para eles saírem do Museu dentre 10 minutos. O outro o seguiu com as mãos dentro do bolso da calça, e observando para onde o garoto estava indo.

Kagami esperava uma oportunidade para tentar se desculpar ou tentar falar algo sobre o que ocorreu mais cedo entre eles, se entendendo com o sagitariano para ficar tudo bem entre eles como sempre fora ou tudo comum, mal se vendo e nunca conversando nada além de cumprimentos.

Seguiu o ruivo menor que foi parar em um lugar distante de saídas e pessoas, não tinha muitas coisas lá a não ser algumas portas que estavam fechadas e o menor fitava o teto, Taiga olhou também para ver o que tanto ele encarava, e ao olhar, não viu nada, a não ser um teto de Museu comum como qualquer outro. Realmente, às vezes ele era meio estranho, mas o mais velho não comentou nada sobre isso.

— Melhor irmos — falou o leonino, trazendo a atenção para si e vendo o menor suspirar longamente em desânimo. — Pelo visto gosta mesmo daqui. — Sorriu, admirado.

— Sim. — Abriu um sorriso de canto fitando o maior. — Espera um pouco aqui? Vou ver uma última coisa ali e já volto.

Kagami apenas concordou com a cabeça, até achou bom, o ruivo menor estava falando com ele sem problemas e normalmente como sempre.

Seijuurou saiu dali com passos rápidos indo para um canto do Museu deixando o leonino parado vendo ele se distanciar. Ele ficou parado ali, esperando o outro adolescente voltar como o prometido, o silêncio que estava no lugar incomodava um pouco Taiga que não escutava nenhum som no local, nem barulho de vozes distantes, nem mesmo passos de pessoas indicando terem vindo ver se todos saírem, parecia ter apenas sobrado ele ali.

Kagami começou a andar para procurar o sagitariano que estava demorando um pouco, mas após dar alguns passos indo atrás dele a luz do local havia se apagado e ele tropeçou em algo a sua frente e acabou por cair de cara no chão.

Ele resmungou e virou o rosto pro lado, não se dava pra enxergar absolutamente nada ali e havia deixado seu celular em casa para melhorar a situação em que se encontrava. Pensando em que não podia piorar aquilo ele sentiu algo pisar em suas costas e logo recuar, só podia ser uma pessoa que ainda estava ali.

— Akashi? — chamou o ruivo maior, esperando por uma resposta.

— T-Taiga? — Para a felicidade ou infelicidade de Kagami, era o mais novo que pisou em si. — Espera — disse, e bateu a mão em um objeto que estava em suas mãos que acendeu uma luz dando a visão do maior caído ao chão. — Por que está deitado aí?

— Eu cai — disse nervoso, a luz estava bem em seu rosto. — Vira essa coisa pra lá. — Se levantou cambaleante e tentou tirar a luz de si.

— Espera... — O mais novo sentiu duas mãos segurarem a lanterna e tentar tirar ela de si, o que resultou em o capitão se assustar e acabar deixando a lanterna cair no chão. — Perfeito.

Agora ambos estavam de volta no escuro, a lanterna tinha ido de encontro ao chão e ao se chocar com o piso, ela abriu a tampa por onde se colocava as pilhas e essas se espalharam pelo chão que nem com muita paciência eles conseguiriam acha-las.

Já estava escuro e tudo que iluminava um pouco e bem fraco ali, era a luz da lua que vinha de algumas janelas que estavam um pouco distantes dos dois adolescentes. O menor tinha certo receio de ter ficado naquele local apenas com o leonino depois do que aconteceu entre eles em sua casa, claro que ele não havia esquecido daquilo tão rápido assim e lembraria por um longo tempo.

— Alguma ideia? — indagou Seijuurou, respirando pesadamente e tentando tatear o maior à sua frente, sentiu tocar sua roupa e alguma parte de seu corpo mas não soube distinguir qual era.

— Onde pensa que está tocando!? — perguntou assustado, segurando os dois pulsos do mais novo. — Você é algum tipo de pervertido ou o quê?

— Você tem alguma moral pra falar isso, Taiga? — perguntou frio, mas ao mesmo tempo um pouco envergonhado por ter imaginado o que tocou.

Dessa vez o ruivo menor pegou ele com as calças curtas, nem mesmo Kagami sabia como iria retrucar isso jamais pensou que ele tocaria no assunto tão abertamente e dessa forma ainda.

Afrouxou seus dedos dos pulsos que segurava do garoto e pôs as mãos deles para apertar a parte de trás de sua camisa. Ele retomou seus passos como antes, só que com mais cautela dessa vez porque agora tinha que tomar cuidado redobrado para não acabar machucando o mais novo.

Taiga colocava aos mãos para frente para ver se não esbarrava nem caía sobre alguma coisa novamente, enquanto o menor segurava sua camisa com a ponta dos dedos como se fosse uma criança, seguindo o irmão mais velho no escuro com medo.

O maior sentiu tocar algo plano e passou as mãos sobre a extensão, foi dando a volta sobre esse objeto até chegar em um lugar de entrada, ao dar a volta, procurou com as mãos algo embaixo e sentiu puxadores de gaveta. Não demorou e abriu elas como se fossem as gavetas mais importantes do mundo, e de certo modo naquele momento era.

Procurou com as mãos uma lanterna ou qualquer coisa semelhante, na primeira gaveta só havia um caderno que o mais velho não pode identificar do que se tratava, passou para segunda e lá ele achou o que queria, passou o dedo no botão do objeto dando agora um pouco de visibilidade das coisas.

Estavam na mesa de recepção da entrada do Museu, onde ficavam as garotas dando papéis como guias para as exibições que tinham ali, entre outras coisas.

Agora com luz na mão, ele procurou nas outras gavetas uma outra lanterna para dar pro sagitariano, mas não achou nenhuma. Teriam que dividir ela.

— E agora? — perguntou o capitão com uma voz um tanto estranha, o mais velho iluminou sua face que estava um pouco rubra e tinha os olhos fixos na camisa, e suas mãos que a seguravam.

— Você tem medo de escuro, Akashi? — perguntou um pouco debochado. Ele iluminou ao lado deles e viu que tinha uma cadeira, se sentou nela e percebeu que o menor ainda permaneceu agarrado a sua camisa e parecia não querer soltá-la tão cedo. — Sente. — Puxou o menor para seu colo, fazendo se sentar sobre ele.

Seijuurou teve relutância em ficar daquele modo com o mais velho, ele até preferia sentar no chão gélido do local para apenas não ficarem assim tão próximos, mas o que o maior disse era a mais pura verdade do que ele sentia. E ele em hipótese nenhuma queria admitir tal coisa. Kagami deixou a lanterna sobre a mesa com a luz virada para eles, e ficou encarando o outro que continuava com os olhos fixos para baixo e ainda segurava com os dedos a camisa do maior.

— Então você tem medo de escuro, baixinho. — O leonino disse em tom de riso e passou a mão nos fios escarlates do mais novo num afago, mas sua mão foi tirada de imediato com um tapa. — Ei...

— Idiota. — O menor se levantou pegando a lanterna ao lado deles e saiu dali correndo, e como esperado, tropeçando.

— EI, AKASHI! — Taiga gritou em pleno pulmões.

Tudo em vão, o garoto não parava de correr.

Taiga ficou parado vendo o outro ir embora, mas ele pensou melhor no que disse e se levantou rapidamente e tratou de mesmo no escuro, tentar seguir a luz fraca que se distanciava cada vez mais de si.

O sagitariano não entendia porque havia corrido só por causa de uma provocação dele, apenas sentiu algo doer dentro de seu peito e seu corpo se mover sozinho saindo de perto de Kagami, logo se arrependeu de fazer isso, a lanterna estava ficando fraca e sua luz piscava a todo segundo.

Nesse momento ele sentiu falta de ter o leonino ao seu lado, mesmo que tirando sarro de seu medo vergonhoso, o capitão queria estar na presença do outro novamente, nem que fosse para apenas segurar em sua camisa com a ponta de seus dedos, e quem sabe, sentar em seu colo outra vez e receber as grandes mãos dele em sua cabeça num breve e singelo carinho.

Seijuurou jogou a lanterna para qualquer canto e se virou na direção que tacou ela, escutou um barulho no chão novamente parecido com o de mais cedo. Voltou a correr pra ver se esbarrava com o mais velho.

— Gyaa! — O capitão deu um grito um tanto estranho e sentiu ter tropeçado em alguma coisa no chão, ele pisou nesse objeto não identificado que era um pouco mole e acabou virando o pé, fazendo isso, ele caiu de encontro ao chão batendo o rosto no piso. — Doeu — reclamou, tentando levantar.

— Por que você sempre pisa em mim? — resmungou o outro assustando o mais novo. — E que diabos de grito foi aquele? Você é pesado, sai de cima. — Empurrou o adolescente menor que tinha caído sobre suas costas e pisado em seu rosto. — Por que correu? — Se levantou e tentou achar a mão do outro para ajudar ele se pôr de pé também.

— Não sei — respondeu, aceitando o auxílio do maior, mas ao ficar de pé sentiu seu tornozelo doer e ele fraquejou.

Jogou inconscientemente seu peso sobre o outro que não esperava por isso, mas o segurou a tempo.

— O que foi? — perguntou estranhando.

— Acho que eu torci o pé — respondeu emburrado, e tentando se livrar das mãos do outro que seguravam seus ombros. — Culpa sua.

— Minha? Por quê? Você que tropeçou em mim.

— Você que estava caído no chão.

— Você que tacou uma lanterna na minha cara que me derrubou.

Ambos adolescentes ficaram em silêncio por alguns minutos, mas logo quebrando ele deram risadas sobre quão inútil era aquela discussão.

— Bom, vamos.

— Eh? — O sagitariano perguntou e sentiu seu corpo ser tirado do chão e ser segurado por dois braços fortes e compridos. — O que está fazendo, Taiga? — falou assustado e incomodado novamente.

— Você não pode andar. — Se pôs a andar com o mais novo nos seus braços, agora, com total cautela, atenção redobrada e com muito mais cuidado.

— Eu não era pesado? — indagou sarcástico, fazendo uma voz manhosa, se remexeu se aconchegando um pouco e acomodou a cabeça no peito do leonino.

— Estava brincando — respondeu dando uma risada nasal. — Enfie a mão no bolso da minha blusa.

— Eh!?

— Apenas faça — disse sério.

O menor mesmo receoso, colocou a mão e sentiu algo dentro dele, tirou de lá e passou o dedo na extensão do objeto até achar e tocar o botão que acendeu a luz dele.

— Por quê... Da onde? — perguntou surpreso e tratou logo de iluminar o caminho afrente deles.

— Quando eu achei a primeira, tinha outra dentro da gaveta — explicou. — Por algum motivo senti que você acabaria fazendo algo com aquela e resolvi não falar que tinha outra.

— Quanta confiança — falou forçadamente para parecer magoado.

— E eu estava errado?

Seijuurou ficou calado e se encolheu um pouco. O que ele tinha feito era uma atitude infantil e reconhecia isso, mas quis deixar isso de lado e continuar apenas dando a luz para o caminho deles. Seu tornozelo já havia melhorado e ele poderia andar desde minutos atrás, todavia, a sensação acolhedora dos braços de Kagami transmitiam segurança para ele.

— Desculpe.

— Hm?

— Desculpe por rir do seu medo — disse o mais velho apertando mais o corpo do menor em seus braços e mãos. — Mas olhe, eu tenho medo de cachorro — falou envergonhado. — Até mesmo dos pequenos que nem Nigou.

Os dois adolescentes riram juntos de seus medos e de quão que eles chegavam a ser engraçados. O clima entre eles tinha voltado ao normal e ambos estavam já normais e até um pouco descontraídos, ignorando completamente o fato de estarem trancafiados dentro do Museu e estarem apenas com uma lanterna para usarem como iluminação ali.

Com alguns minutos do mais velho caminhando enquanto carregava o capitão em seus braços, o menor passou a lanterna para um lado e eles avistaram uma porta que estava entre aberta. O maior caminho naquela direção e chegando lá, chutou a porta devagar abrindo ela e dando a visão de uma pequena sala.

Akashi iluminou com a lanterna ali e viu que tinha um interruptor na parede, o leonino passou o dedo nele que ligou uma luz no teto do local dando a visão da sala completamente dessa vez e bem clara.

Tinha alguns produtos de limpezas nas estantes do local, várias lanternas reservas penduradas por fios nos ganchos da parede, mas nenhum lugar para sentarem nem nada do tipo.

O ruivo maior se sentou no chão escorando as costas na parede e ajeitou o capitão entre suas pernas.

— E agora, o que vamos fazer para passar o tempo, Taiga? — perguntou o menor fitava as orbes escuras que encaravam-lhe com certo brilho.

— Hm, que tal isso. — O leonino segurou a base do rosto do ruivo menor e juntou suas bocas.

De começo, aquele ósculo era totalmente unilateral.

Os olhos do mais velho estavam fechados, e suas mãos foram de encontro as fios vermelhos da nuca do mais novo acariciando eles, enquanto o capitão tinha as suas orbes coloridas abertas e assustadas, sua mente estava confusa. Ele sentiu a língua do outro adentrar sua boca pedindo por contato e vasculhando sua cavidade. Seijuurou correspondeu aquele ato juntando ambas as línguas e passando suas mãos tórax do maior apertando sua roupa entre os dedos.

Se separaram quando o ar se fez necessário em seus pulmões, se entre olharam durantes breves segundos recuperando o fôlego antes de juntarem seus lábios um nos outros dessa vez em um beijo mais quente e sensual.

As mãos dos adolescentes apertavam o corpo um do outro o quanto podiam, cada vez tocando em lugares diferentes procurando mapear todos eles. Kagami levou sua mão por baixo da camisa do mais novo, passou por sua barriga e subiu para os mamilos apertando entre o dedo indicador e polegar já o outro ele pressionava e fazia círculos envolta dele.

As bocas novamente se separaram em busca do ar que necessitavam, o maior aproveitou isso e tirou a camisa do capitão e a jogou num canto qualquer da sala, observou brevemente o rosto do sagitariano estava ruborizado, parecia tímido e meio acanhado com tudo aquilo que aconteceu de um momento para o outro.

Akashi não iria protestar as ações do maior, porque ele estava gostando de tudo que estava acontecendo entre ele e o leonino. O mais velho levou sua boca até o pescoço do capitão e deixou uma marca escura naquela pele tão branca que nem com muita maquiagem parecia despercebido. Poderia trazer problemas para si depois, mas pra que ele iria ligar para um coisa tão trivial no momento como aquele?

Prosseguiu passando a boca da tez do ruivo menor deixando algumas mordidas no trajeto que fazia em seu corpo e mais algumas marcas bem visíveis e em grandes quantidades. O mais novo continha seus gemidos mordendo o lábio inferior, Taiga não estava gostando dessa atitude tomada por ele.

O maior parou com o que fazia no corpo do capitão e levou dois dedos a boca dele, o menor deu passagem para eles passar e deixando eles tocarem o interior de sua boca molhando-os, Kagami brincava com a língua do menor e fazia com seus dedos deixasse a boca dele aberta para que pudesse escutar mais claramente os sons que ele fazia.

Seijuurou com a ajuda do maior tirou sua própria calça e cueca largando as peças no mesmo monte que havia sua camisa, o maior também tratou logo de tirar as próprias ficando apenas com uma cueca cinza que tinha seu membro pedinte por alivio.

— T-Taiga, acho que devemos parar. — Tentava dizer enquanto tinha um de seus mamilos beliscados, a boca do maior marcava seu pescoço e a outra mão do mais velho apertava as nádegas do sagitariano.

Kagami o encarou largando sua carne da boca, mas permanecia com suas mãos brincando com o corpo do outro. Seijuurou nem de longe estava com cara, voz, e parecia querer parar, todos os sons que ele fazia, os movimentos involuntários de aproximar o corpo e suas mãos tocando o outro. Se isso era vontade de parar, o mais velho não esperava para ver quando ele estivesse pedindo por mais.

— Melhor pararmos? — debochou o ruivo maior apertando mais forte a nádega esquerda do outro fazendo com que a pele fosse marcada por seus dedos, o mais novo se inclinou contra o corpo do mais velho, empinou sua bunda e soltou um gemido contido mas alto contra a orelha do leonino. — Não é isso que você está me mostrando aqui, Akashi.

Taiga brincou um pouco com o corpo frágil e sensível do capitão. Qualquer parte que ele tocava no menor era uma reação diferente das anteriores, e todas elas excitavam e satisfaziam o mais velho com apenas as ações e sons que ele fazia.

O mais velho já não aguentando mais aquilo, tirou sua própria cueca e a jogou na pilha de roupas expondo seu membro na mesma situação do corpo do outro adolescente. Ter deixado ele dentro de panos tão apertados fazia ele estar necessitando de alivio.

Akashi vendo em como o outro se encontrava e ainda tinha tanta paciência consigo, fez uma coisa que o maior jamais pensara que ele faria sem que pedisse e por vontade própria; o ruivo menor empurrou o tronco do leonino e aproximou a cabeça deixando ela entre as pernas dele. Kagami ia protestar, mas antes que pudesse falar alguma coisa, seu falo foi coberto pela cavidade úmida e quente do capitão que colocou na boca lentamente.

Às vezes o outro lhe dava mordidas e isso acabava acendendo mais ainda o mais velho que passou as mãos nos fios do menor num incentivo para ele continuar.

O maior passou sua mão sobre a bunda do sagitariano em uma carícia e pressionou seu dedo indicador na entrada dele. Seijuurou se contraiu, o que acabou arrancando um risada nasal do mais velho, o menor já um pouco mais acostumado com o que fazia, aumentou os movimentos fazendo o maior sentir seu ápice estar se aproximando.

O ruivo maior parou abruptamente o mais novo trazendo seu rosto para cima.

Akashi o olhou confuso e percebeu que ele ainda pressionava sua entrada, o menor puxou a mão do ruivo maior e trouxe dois dedos para dentro da própria boca para molhá-los. Ficou durante alguns segundos até achar que já estavam prontos e devolveu a mão para onde ela estava anteriormente.

Mas antes de Kagami começar a prepará-lo, ele deitou Seijuurou no chão frio. Contudo, claro que ele não deitaria o corpo quente do menor naquele piso gélido. Com sua camisa que tinha jogado no canto, ele a tateou, colocou aquela peça no chão e deitou o menor sobre ela. Tal ato, fez o capitão sorrir tímido e feliz.

Após deitá-lo, o leonino pegou o pé torcido do menor e levou até seus lábios e distribuiu beijos pelo mesmo. Ele ia até da ponta de seus dedos e seguia descendo para o tornozelo, calcanhar, logo subiu para a panturrilha, coxa, e finalmente, o que ele almejava.

Taiga penetrou, com seus dígitos cobertos por saliva, o menor, fazendo pequenos movimentos de tesoura e um vai e vem lento dentro dele para acostumá-lo. Com alguns minutos nesse ato o capitão já estava se sentindo bem com aquilo e o leonino queria prosseguir logo, o maior puxou o mais novo para perto de seu corpo e se posicionou em sua entrada. Esperando um sinal que veio logo em seguida – um aceno de cabeça de Akashi para que ele prosseguir –, Kagami o penetrou lentamente.

O ruivo maior resolveu não se mexer de imediato, resolveu esperar o garoto se acostumar com o volume, masturbou-o com um pensamento de distraí-lo até ele relaxar totalmente e esquecer a dor da invasão.

Seijuurou levou suas mãos até a base do rosto do maior e trouxe para perto do seu selando seus lábios num ósculo calmo, se separam deixando um filete de saliva os conectando. Se entreolharam durante breves segundos, e o ruivo menor rebolou minimamente sobre o membro do leonino como um sinal para ele poder se mover.

O mais velho segurou a cintura do menor e começou com estocadas lentas, que foram aumentando de força e ritmo gradativamente com o passar do tempo e com que, aquele corpo, com que aquela boca gemia timidamente com o rosto rubro e seus olhos cerrado pedindo por mais. Suas mãos estavam uma na boca e outra segurando na camisa de baixo de seu corpo contendo cada que recebia de Taiga que se enterrava cada vez mais dentro de seu interior uma após a outra.

— T-Taiga — gemeu e tomou os lábios do leonino em um beijo curto e encarou as orbes escuras lhe devorarem. — E-eu... — Kagami se focou naquele rosto a sua frente que estava totalmente corado, e tentava captar cada palavra que ele poderia dizer a seguir. — Te a-amo.

Todavia, de dentre todas as palavras e tudo o que Akashi poderia ter dito naquele momento, Kagami jamais pensara que eram essas que ele realmente iria proferir com tanta certeza apesar de ter sido entre cortadas devidos suas estocadas.

O leonino não soube como responder aquilo de imediato, ele havia sido pego de surpresa com tais palavras vindo daquele adolescente que mal conhecia, falava, e muito menos via. Seijuurou vendo que ele estava transtornado com que havia falado, sorriu timidamente e acariciou o rosto tirando os fios da face suada do mais velho.

O ruivo maior puxou o menor para seu colo e prosseguiu com as estocadas agora, mais fortes e rápidas no interior do capitão, que a essa altura, não ligava mais de conter seus gemidos e algumas palavra que lhe escapavam.

Achando o ponto de prazer do menor, que ao atingi-lo não pode deixar um gemido mais alto e libidinoso sair de sua boca, o maior passou a apenas estocar aquele local fazendo o mais novo tentar manter a visão focada nos olhos e feições de Taiga, devido a onda de prazer que o consumia e o limite já estar chegando, ele estava já quase se perdendo em meio a aquilo tudo.

O mais velho percebendo que não poderia conseguir segurar por muito mais tempo e continuar naquilo por mesmo que queria, ele também já sentia seu ápice lhe chegar. Kagami masturbou o membro do capitão, com um ritmo parecido com das estocadas que realizava no mesmo fazendo ele se desfazer em sua mão e abdomens de ambos. O mais novo se contraiu ao ter chegado ao limite e jogou o corpo em cima do leonino.

Akashi sentiu algo lhe preencher o interior e um gemido rouco escapar dos lábios do outro ruivo, o menor apertou com seus dedos meio trêmulos os braços firmes e fortes de Kagami, fazendo ele lhe olhar.

O sagitariano tinha um sorriso tênue em seus lábios que trajavam seu rosto delicadamente quase que imperceptivelmente, mas para o mais velho, estava tão visível como a aurora boreal no céu escuro da noite, as luzes dançando em um ritmo desconhecido e parecendo quase que tocando o chão das montanhas.

O ruivo maior entendendo do porquê de um sorriso tão singelo, abraçou aquele corpo frágil a sua frente com um pouco de força excessiva, todavia, que em nenhum momento, foi reclamada por Seijuurou pelo contato. Eles estavam em uma felicidade que nada poderiam atrapalhar, e ambos, não sabiam explicar o porquê dela.

Após alguns minutos naquele abraço, o mais velho soltou aquele corpo e fitou as orbes coloridas que evitavam contato visual, Taiga deu uma risada audível e procurou algum pano ou algo para se limparem. A qualquer momento poderia aparecer alguém vistoriando o Museu e achá-los naquelas condições, então era melhor não arriscar a sorte de ainda seus colegas não terem dado conta e falta do sumiço, e nenhum segurança noturno estar por ai vigiando o local.

Depois de ambos limpos, vestidos, ficaram em completo silêncio um com o outro.

Até um celular vibrar no bolso do capitão e tocar uma música anunciando uma ligação.

O mais novo tateou no bolso de sua calça, e tirou de lá vendo que a luz estava fraca indicando bateria fraca e um nome conhecido lhe ligando. Ele apertou o botão de atender e escutou várias vozes estridentes do outro lado.

— Calem a boca. — A voz soou autoritária, e os demais do outro lado da linha se calaram. Era Midorima. — Akashi, onde você está?

— Shintarou, ficamos trancados no Mu...

O barulho que a bateria de seu celular havia acabado apitou, e o mesmo se auto desligou devido à falta dela. O menor tacou o celular no chão fazendo a bateria dele sair pra fora e fez um bico olhando pra parede.

— O que foi? — perguntou o leonino contendo-se para não rir do quão fofo Seijuurou ficava quando estava irritado.

— Acabou a bateria.

— Isso eu percebi — respondeu irônico.

— Por que pergunta então? — indagou inflando a bochecha e virando o corpo na direção oposta do maior.

Uma ponta de ódio subiu à cabeça do mais velho naquele momento. Agora ele entendia como era difícil de se lhe dar com aquele garoto como todos falavam. Mas logo ele acalmou as feições e aquilo que ele sentia passou rapidamente, como se não tivesse ao menos sentido aquilo em qualquer segundo atrás.

Akashi ficou emburrado o resto do tempo que ficaram ali, até chegar um segurança e seus colegas em seguida preocupados com os dois. Ambos os ruivos levaram bronca por não terem ido embora na hora que foi dado o aviso do Museu estar fechando tanto do segurança tanto pelos outros adolescentes ali.

Saíram do local conversando, todos perguntavam para os dois ruivos o que eles fizeram enquanto eles estavam presos, mas eles nada respondiam e até evitavam continuar com aquele assunto. Principalmente o capitão que tinha cabeça levemente abaixada fitando o chão enquanto andava de um jeito engraçado para os outros ali.

— Akashi-kun, está andando meio esquisito, o que aconteceu? — A sombra perguntou sarcástico, e os outros adolescentes ali prestaram atenção no mesmo momento no ruivo menor que olhou para um lado oposto dos garotos corando.

Taiga encarou Kuroko que soltou uma risada contida e olhou para Daiki que não expressava nada, a não ser uma face séria diante daquilo tudo tendo suas mãos no bolso da calça e olhando pra frente com total falta de atenção nos demais a sua volta.

Após algumas quadras que eles andaram, cada um dos adolescentes foram para suas casas, deixando apenas o Ás, Tetsuya e os dois ruivos, que moravam quase que na mesma rua.

O clima entre todos eles estava meio pesado, menos para Kuroko que parecia se divertir um pouco com tudo aquilo. Kagami desacelerou um pouco seus passos até ficar um pouco atrás do capitão e acompanhou seu ritmo, se aproximou um pouco dele e abaixou até ficar a altura de sua orelha.

Seijuurou podia sentir a respiração compassada do outro e se sentiu levemente incomodado.

— Eu também te amo, Akashi — sussurrou um pouco quase que falando em um tom normal para o sagitariano, que estremeceu diante de suas palavras.

Apenas aquilo, foi o suficiente para o mais novo sentir seu rosto ferver e várias coisas ficarem confusas em sua cabeça. Ele não conseguia encarar Kagami no momento e achava que não conseguiria fazer isso nunca mais. Seijuurou acelerou seus passos vendo que sua casa estava próxima, adentrou ela sem nem ao menos se despedir de ninguém.

Ele queria ir tomar um banho e adormecer pela eternidade.

E foi isso que o ruivo foi fazer.

Pegou qualquer roupa em seu guarda-roupa e foi para seu chuveiro ligando ele no quente e adentrando debaixo da água que saia vapor.

Quando o capitão pensou que teria paz para pelo menos tomar uma vez para tomar um banho decentemente nessa vida, ao ele olhar para seu lado avistou o leonino lhe fitando com um sorriso nos lábios. A primeira impressão foi pensar que aquilo era uma ilusão criada de sua mente com tudo que acontecera entre eles, mas estava muito real para ser coisa de sua mente.

— Você esqueceu seu celular.

O maior tirou o objeto do bolso e jogou sobre a pilha de roupas do ruivo menor, fitou brevemente o corpo cheio das marcas que havia feito nele e riu internamente. Taiga se aproximou do sagitariano e puxou seu rosto juntando seus lábios mais uma vez naquela noite, deixaram suas línguas se entrelaçarem e se afagarem em um ósculo apaixonado.

Ao necessitarem do ar, se separaram e se entreolharam ofegantes. A face do mais novo estava rubra e a do maior tinha ainda o sorriso de antes.

— Boa noite.

O mais velho saiu do banheiro e do campo de visão de Akashi deixando ele sozinho novamente. O ruivo tratou de terminar logo seu banho, vestir suas roupas e ir para seu quarto se deitar e descansar.

Chegando em seu quarto avistou Kaimi em sua cama dormindo calmamente e todo largado em seus lençóis, pegou o gato nos braços e se enrolou com os panos colocando o felino de volta neles. Akashi esperou o sono lhe vencer e todos aqueles pensamentos se esvaírem de uma vez por todas, deixando ele em paz.

O capitão sentiu dois finos e compridos dedos passarem em seu rosto acariciando sua face, ele sorriu por saber de quem era visivelmente. A cama afundou alguns centímetros e logo sentiu dois braços lhe entrelaçarem e um corpo encostar e aproximar do seu.

Se aconchegou naquele corpo, colocando a cabeça na curva do pescoço dele e se deixou vencer pelo sono que, chegou-lhe enquanto recebia a grande mão em seu rosto enrolando as mechas que caiam sobre sua testa e os dedos que acariciavam seu rosto.


Notas Finais


obrigada a todos que leram!

as outras podem demorar uns diazinhos a mais porque preciso escrever meus projetos atuais também. ;_; revisar leva um bom tempo.

Kissus & see'ya ~ ♥


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