História Traumas - Incesto Jeon Jungkook - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Erótico, Incesto, Terror Psicológico, Vantagem
Visualizações 359
Palavras 4.128
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ATENÇÃO, POR FAVOR
Isso faz parte da fanfic, você precisa ler pra entender:

Em cada capítulo terá uma palavra (ou mais de uma) destacada e sublinhada. Essa palavra juntando com as demais nos próximos capítulos vão significar algo, vai montar uma frase. Quem montar a frase corretamente e me dizer por mensagem de onde fora retirada, vai ganhar uma Oneshot com qualquer personagem que escolher e qualquer gênero que quiser. Isso vale para os três primeiros ganhadores. Pode adivinhar antes de nossa estória finalizar, sim, porque creio eu que não é tão difícil de desvendar assim.

Leiam o notas finais, por favor.

Capítulo 2 - Família feliz


Não posso me queixar da infância que tivemos, embora papai tenha sido muito conservado com suas filhas e liberal com seus filhos. Passávamos quase que todos os dias em casa, brincando no jardim e cantando canções no violão de papai. Éramos quatro filhos obedientes e felizes em uma casa gigantesca. Em verdade, não dávamos a mínima para o dinheiro que papai ganhava. Não saiamos para gastar nada, pois papai não permitia suas lindas garotinhas verem o mundo cruel e pecaminoso. Não obstante, parecia que comigo era pior. Papai contratara uma professora velha para ensinar-me aos seis anos. Aprendi muito, devo dizer, mas ainda queria poder ir à escola como Jade.

A primeira a chegar à família fora Jade. Ela tinha seus cabelos louros como o sol da manhã, a pele dourada como o sol da tarde e faiscantes olhos verdes que conseguiam qualquer coisa. Papai dissera-nos que era a mais parecida com mamãe, embora eu não tivesse lembrança dela e nenhuma fotografia para olhar. Por isso, e apenas por isso, eles deram-na o nome que tem hoje; Jade, significa jóia, a jóia mais rara e linda deles.

Dois anos depois que Jade nacera, veio Jeon Jungkook. Ele tinha cabelos negros como carvão e lisos como o vento matutino batendo em sua face. Sua pele era tão branca que poderíamos confundir com a neve se não fossem suas pintinhas por todo os lados. E seus olhos eram mais negros que o carvão de seus fios. Jeon era o mais carrancudo, fechado e inteligente entre nós. Papai sempre dissera que prevera isso e que também prevera que seu filho mais velho seria o juiz da família, por isso lhe dera o nome Jung, que significa justo.

Eu vim um ano depois da chegada de Jeon. Meus cabelos longos eram negros como os de meu irmão, meus olhos azuis como os de meu pai e a pele tão normal quanto a de qualquer outra pessoa, nem tão branca nem tão bronzeada. O que eu tinha de mais belo, falara papai e escrevera mamãe, eram os meus olhos. Papai sempre dizia que era como olhar seu próprio oceano. Ter seu próprio oceano. Porém, meu irmão sempre dizia que o que há de mais belo em mim era minha face arredondada, tão suave e marcada. Todavia, eu era a que mais tinha aparência delicada e o rosto de criancinha. Sempre a mais inocente entre todos, dizia papai. Por isso, me deram o nome de Jane que significa presente de Deus; porque eu era um presente de Deus, santo e ponto final.

O último de nós, o mais fofinho e pequenino, era Jace. Ele era o mais carinhoso e sempre gostara de cuidar de todos, mesmo tendo, agora, apenas seis anos. O nome fora eu e Jeon que escolhera, com o significado de curador. Pois, sabíamos que, de algum modo, Jace curaria sempre nossos corações e machucados do mesmo modo que faríamos com ele.

Éramos como uma família normal. Três filhos do primeiro casamento de papai e um do segundo.

Justin, nosso pai, era um homem de negócios. Tinha uma empresa de tecnologia muito grande que nos dava uma fortuna a cada dia que se passava. Papai era consideravelmente bonito e carrancudo, sua mente muito fechada, o tornando perfeito para ser dono de um grande negócio.

Todavia, dizia Jade, ele não era assim quando mamãe ainda era viva, quando eu não a matei ao nascer. Jade contava-me histórias românticas e felizes de quando mamãe estava no quarto ao lado. Descrevia cada detalhe com um sorriso que faria o mais lindo dos homens se desmancharem. Era bom ouvi-la, mesmo que à noite os pesadelos de ter nascido e matado mamãe fossem vir como uma surra de cinta. Também era bom quando o sonho acabava e eu, criança, chorava até que papai notava-me outra vez. A época dos pesadelos não tinha Jace para me abraçar e curar minha dor no fundo do peito, onde ninguém alcançava. Não tinha Jung disponível pois era a época de que estudava mais seus livros e não tinha tempo para mim – embora ele sempre tivera um livro socado na cara carrancuda. Não tinha Jade, que estava mergulhada em seu sono de beleza e não poderia levantar e ousar ficar feia no outro dia – mesmo que isso seja impossível. Papai vinha, então. Vinha e pegava-me em seu colo, acariciando meus cabelos e dizendo que fora apenas um pesadelo. Ele falava o quanto amava sua filha de Deus, aquela que nunca seria maltratada nem olhada. Aquela que seria só sua. Apenas sua.

– Papai nunca vai deixar que nada de ruim aconteça com a bonequinha dele. – dizia ele. – Papai vai protegê-la de todos, prometo.

Era assim que eu me sentia segura e guardava a angústia de mamãe dentro de mim novamente.

Aos seis anos eu começara a estudar em casa. Lembro-me de ter levantado bem cedinho e tomado banho duas vezes, não podia ficar suja na frente dos meus coleguinhas. Vesti meu melhor vestido e fui ao quarto de Jade escondida, peguei seu perfume de flores caro e derrubei metade em meu corpo, a outra metade em meus cabelos – mais tarde, naquele mesmo dia, chorei ao escutar a bronca de minha irmã mais linda. Não obstante, quando eu estava à mesa com papai, Jeon e Jade comendo sorridente, fiquei sabendo que não iria para escola junto com meus dois irmãos.

– Por que, papai? – perguntei, meu sorriso murchando como uma rosa velha.

– Porque você não pode conviver com pessoas más e pervertidas, Jane. – papai me respondera, embora eu não soubesse o que ele falava. – Você é frágil demais. Papai tem que proteger a garotinha dele, não é?

Eu apenas abaixei minha cabeça concordando.

Mais tarde, apenas ficara eu e minha babá, esperando a professora que papai jurara aparecer. Fiquei sentada no enorme sofá da sala, balançando meus pés que não alcançavam o chão, esperando para aprender alguma coisa. Quando a campainha tocou, apareceu um homem da idade de papai, com os cabelos um pouco menores e com uma enorme mochila nas costas e pasta nas mãos. Era o professor Alex.

Sentamos na mesa da sala de jantar. Alex era muito gentil e legal, dava-me balas quando aprendia alguma coisa e fazia-me rir quando eu errava, pois socava sempre dez balinhas em sua boca grande, mastigando como um porcalhão. Entretanto, minha alegria não durara muito; papai chegara mais cedo para ver como estava o progresso de sua menininha.

– Papai, papai, não grite com meu professor, papai. – fora minhas palavras quando Justin atacou o professor com balas na boca.

Eu chorava enquanto tentava não olhar o sangue escorrendo do rosto bonito de Alex, tentando entender o porquê daquilo que estava acontecendo. Papai dizia que não era um homem que ele contratara, era uma mulher chamada Alex. Eu não entendia nenhuma palavra e então Lucy, a babá, me mandara para o quarto. Não obstante, eu escutava os berros de papai de lá, como se estivesse presenciando tudo em 3D.

– E não volte mais aqui, ou sujo seu nome em todos os lugares que você achar que poderá trabalhar.

Papai não viera me ver depois que expulsara meu professor.

No dia seguinte viera para ensinar-me uma velha chata, que permaneceu minha professora até os dezesseis anos.

Aos dez anos, papai já estava começando a se afastar, era Jade quem procurávamos se precisassemos de um adulto, mesmo que ela tivesse apenas treze anos. Jade parecia tão bela e contara-nos todos os dias que os alunos do ensino médio lhe jogava charme. Ela amava contar suas histórias da escola, de como sua beleza fazia sucesso e eu e Jeon adorávamos ouvir.

Eu a admirava muito, queria ser como ela, na forma de viver e na beleza. Jeon, por outro lado, faiscava por saber de cada palavra que saia da boca bonita de sua irmã. Ele gostava de ouvi-la até quando a mesma estava com raiva – e não é bom que fiquemos por perto quando isso acontece. Para Jungkook ela era o modelo do sexo oposto que ele queria para si quando maior, ele segredara para mim quando estávamos contando estrelas no jardim.

Não obstante, depois de chegar de viajem, papai mandara nós nos reunirmos à mesa para contar algo muito feliz e importante. Ele casara em sua viajem e sua mulher era a modelo famosa da revista que Jade amava folear.

– Não estão felizes pelo papai? – ele perguntara-nos sorrindo. – Terão uma nova mãe.

– Mamãe não é substituível. – Jungkook falou.

Eu ainda estava sem saber o que pensar. Papai casara sem nos falar. Casara com uma mulher que nunca vimos antes. Todavia, Jade exibia um sorriso maior que a face bonita.

– Oh, papai, ela é tão linda na revista. – assim que falara, Jeon pareceu perder a vontade de protestar contra e papai sorriu ainda mais. – Os cabelos dela são da mesma tonalidade que os meus, embora eu tenha mais fios que ela.

Quando papai direcionou o olhar para mim, ele não tinha mais o brilho de que tinha antes. Não era tão protetor com sua princesinha quanto antes, eu percebera isso de primeira.

– E você, Jane, querida? O que acha?

Não respondi. Não queria magoá-lo.

– Ah, e vocês terão um irmãozinho ou irmãzinha. – Jade batera palmas com a notícia, embora eu e Jeon fiquemos calados.

Tinha certeza que meu irmão iria protestar, mas bastava um olhar para Jade que ele desistia de tentar.

Então foi na hora que papai pedira para servir o jantar sem falar o eu te amo que ele sempre falara que perdi o chão. Corri da mesa e fui até meu quarto.

Agora papai tinha uma mulher, outro filho ou filha e eu ficaria esquecida. Já estávamos todos esquecidos com esse projeto de trabalho que nunca acabava. Eu chorei porque tentava entender o que estava acontecendo. E não demorou muito para batidas na minha porta serem ouvidas. Meu coração disparou quando pensei que papai estivesse vindo colocar-me em seu colo e falar que iria me proteger do mundo, falar que me amava muito. Mas não era papai, era apenas Jungkook.

Comprovando o que eu pensara, ele não gostara nada, nada da notícia, apenas não contestou, negando o motivo que eu sabia bem qual era.

Então fora naquela noite que escolhemos o nome.

– Então ele não vai deixar nada de ruim machucar você. – falou. – Vai curar seu coração todas às vezes que doer.

– Mas e se for menina, Kook?

– Não vai ser. Não preciso de mais uma irmã, não. – e fez cara de enjôo.

A nova mulher de papai não se mostrava carinhosa como uma mãe, nem ruim como uma madrasta dos livros que meu irmão lia para mim todas às noites. Ela não conversava conosco, a não ser com Jade. Tolerava a mim e Jeon quando papai estava por perto, mesmo assim éramos felizes.

Jace nasceu e mais alegria era trazida.

Jade sempre tentava ensinar-me como ficar bonita e contava-me tudo sobre sua escola. Jeon sempre lia estórias de princesa para mim – embora tentasse veemente todos às noites ler para mim livros de medicina, fotografia e direito. Jeon parecia um pai idiota e extremamente novo para mim, quando papai não estava muito presente.

Jace fora crescendo, Jeon fora saindo mais para festas de escola e amigos, Jade fora arrumando namoradinhos escondido e eu continuava em casa, saindo apenas quando papai permitia Jade ou Kook levar-me à sorveteria.

Carey, mulher de papai, gostava de seu filho, mas nunca parecera as mães que eu vira pela televisão. Jace quase sempre ficara ao cuidado de babás, quando eu mesma não o cuidava.

Quando completara um ano, no mesmo dia e mês que eu e Jeon, ele dera um motivo para eu, pela primeira vez, comemorar àquela data. Ele, perto de todos os convidados elegantes da festa dada por Carey, falara mamãe. Não obstante, a palavra enrolada não fora direcionada à mãe dele, Carey; ela fora direcionada à mim.

Eu estava completando treze anos, Jeon quatorze e Jace três. Era dia cinco de junho. Então, pela primeira vez, não chorei naquela data, pela mamãe. Fora naquela noite que senti algo de ruim dentro de mim se dissipando.

Depois daquela noite, Carey começou a tratar-me com certa ignorância e insignificância. Ela não deixava Jace por perto quando podia – quando não tinha que tirar fotos e autografar a biografia própria que fizera. Todavia, isso não me preocupava, pois ela quase nunca estava em casa e papai realmente nunca tinha tempo para nós quatro. O mísero tempo que se dispunha era usado com sua tão bela esposa.

Papai mudara, parecia mais feliz que nunca e sempre nos comprava vários e vários brinquedos – Jeon preferira ganhar livros e mais livros. Justin nunca esquecera de comprar algo para seus filhos, dando para cada um algo que sabia que queríamos muito. Todos os dias, no final da tarde, nos reuníamos na sala de estar. No chão eu, Jeon e Jace em meu colo com a chupeta na boca. No sofá papai Justin e Jade, com suas belas pernas cruzadas. Em verdade, recebíamos beijos depois dos agradecimentos e papéis rasgados. Recebíamos notícias rápidas do trabalho novo que papai estava desenvolvendo e então subiamos cada qual para seu quarto. Tomávamos banho e sentávamos à mesa para receber uma Carey perfumada para o jantar.

Uma semana antes de papai e Carey anunciar a viajem, eu e Jeon, sentados no sofá, com a televisão ligada em algum canal que não assistíamos, esperávamos Jade chegar de sua saída noturna. (Uma festa de algum popular da escola que Jade – ainda– frequentara.)

Inclinei-me sobre o meu irmão para poder ver o relógio caro em seu pulso. Marcava onze horas em ponto. Jade já deveria ter chegado trinta minutos atrás. Papai e Carey poderiam chegar da festa da empresa a qualquer hora.

– Ela está demorando muito. O que acha que aconteceu? – pergunto a Jungkook, não obtendo respostas. Ele estava passando de canal para canal, com os olhos desfocados, parecendo entediado. – Talvez ela tenha se perdido. Oh, meu Deus, Jungkook!, e se ela bebeu demais e não se lembra de nada, como no filme de ontem?

Jung olhou para mim, focando seus olhos nos meus e rindo logo em seguida.

– Filmes mentem, Jane. Ninguém em uma festa de escola bebe até não se lembrar de nada. Na verdade é bem difícil chegar nesse estágio. – ele, sorridente, arrumou sua postura, encostando-se no sofá e abrindo as pernas preguiçosamente. – O que acha que acontece em uma festa?

Tratei de me acalmar. Jungkook não estava preocupado, então eu também não ficaria.

– As pessoas bebem, conversam e... Papai disse que acontece coisas ruins.

Era verdade. Papai nunca deixara eu e Jade ir à uma festa, qualquer que fosse. Jung tinha passe livre, embora preferisse estudar. Jade dissera-me que ele não precisava de ir em festas de escola ou dos alunos porque era bastante popular e bonito. Não entendo porque isso não se encaixava a ela, tão linda e bronzeada. Jade, com certeza, era a mais bela de toda escola – talvez até da cidade –, e meu irmão concordara comigo.

– Papai deveria deixá-la sair mais. Por Deus, Jane! Você pensa como uma garotinha de dez anos.

Não era novidade que todos esqueceram minha idade. Eu já completara dezesseis e nada realmente mudou, a não ser o papai ainda mais longe.

– Eu sou apenas um ano mais nova que você. E não me venha com essa de garotinha de dez anos.

Isso realmente me machucava. Queria ser mais como Jade. Queria ter a admiração de todos, inclusive de meu irmão.

Todavia, Jung parou de sorrir, olhando-me como se arrependido.

– Desculpe. – ele deu-me o controle e pediu para que eu escolhesse algum filme. Comecei passando os canais rapidamente. – Só estava dizendo que Jade sai escondida, você também pode. Aliás, Jane, todo mundo precisa de amigos que não seja da família.

– Jade sai porque estuda na escola e tem festas para ir.

Ele pareceu entender e fez sua cara engraçada de quando está pensando. O óculos redondo pendurado em seu nariz enrugado estava torto. A pintinha em baixo de seu lábio inferior estava aparecendo completamente enquanto ele mastigava seu lábio como se tivesse a mastigar um chiclete.

Eu continuei passando de canal para canal.

– Já sei! – exclamou sorrindo, como sempre fazia ao ter uma ideia que considerava brilhante. – A próxima festa que tiver e que me convidarem, eu te levo. Jade nos dá cobertura.

Sorri. Não seria difícil fazer isso às costas de papai; ele quase nunca percebia nada agora.

– Certo.

Me sentia feliz. Eu iria à uma festa de adolescentes, onde poderia fazer amigos e me divertir; onde poderia ser um pouco como Jade. Nunca fui à uma festa que não fosse aqui em casa ou de crianças – exceto quando a sorveteria fizera uma pequena festinha para mim, a melhor cliente que eles tivera. Minha curiosidade estava aguçada para ver meninas e meninos da minha idade e poder conversar sobre as mudanças em meu corpo. Bem, poderia comparar o tamanho de minha cintura com a de outra garota que não fosse a perfeita Jade. Poderia ver se minha cintura era fina demais para minha idade – o que eu achava esquisito, já que minha cintura era bem menor que a de Jade.

Meus dedos estavam começando a adormecerem. Às horas passavam e nada de Jade, papai e Carey. Estava ficando com sono, meus olhos sonolentos por nunca ter aguentado até meia noite. Mas, quando achei que o sono chegara e que iria adormecer ali mesmo, Jeon pula do sofá sentando novamente com força.

Abro meus olhos pensando que papai chegara antes de Jade, mas o que vejo é meu irmão com as mãos na boca e os olhos arregalados para a tela grande iluminando a sala.

Não pude entender sua reação a um simples beijo de dois adolescentes bonitos. Até para mim, que não tinha muitos amigos e nenhum namoradinho, era normal. Então, por que sua reação tão espantada? Ele nunca beijara, era verdade, embora venha muitas meninas aqui e suspiram quando Jeon as encostavam por puro descuido. Jade também se queixava de não mais aguentar suas amigas falando da beleza de um menino branquelo, com óculos de grau redondos no nariz enrugado e um monte de pintas – também não achava muito legal da parte delas, afinal, era apenas um garoto, muito embora eu não tenha visto muitos.

Quando questionado, Jung nada disse e eu também não insisti, o sono não me deixava calcular nada direito. Ele apenas tomou o controle de minha mão e desligou a televisão, e no frio e escuridão, apaguei com a exaustão.

Acordei no outro dia na cama. Lembro-me de ficar extremamente feliz ao lembrar que papai sempre me punha na cama quando eu dormia em frente para a televisão. Não obstante, a felicidade não durara por muito tempo, quando pude ver Jungkook jogado no chão, com o óculos torto e a face amassada. Fora ele quem me trouxera para cá. Descobri, também, que Jade chegara duas da manhã e que Jung não durara para ver o regresso de papai. Dissera-me que ninguém duraria muito carregando escada a cima uma garota de dezesseis anos às três da manhã – pois ele ficara conversando com Jade por uma hora. Acabara apagando no meu chão assim que me jogara na cama.

Uma semana se passou depois daquilo. Nessa semana papai sempre chegara seis horas da tarde, era persuadido por sua mulher maravilhosa a sair depois de um belo e demorado banho e então não os víamos até às seis horas do outro dia.

Ficava especulando o que tanto faziam e que não era acabado nunca. Papai dissera-me que era um projeto novo com a agência de modelos que Carey trabalhava. Ele dava-me um anel todos os dias àquela semana, todos com pedrinhas brilhosas de diferentes cores. Uma era de rubi e tinha meu nome cravado nela junto com o de papai, esse era o meu preferindo e eu não o tirava nem para dormir.

Todavia, quando a semana acabou, em um domingo de manhã, papai dissera-nos que tinha que viajar para terminar os negócios que iniciara na semana que se passou, com Carey. Jade e Kook, lado a lado, não fizeram nada, nem expressões regulares, ficaram apenas duros o observando.

– Quanto tempo você vai ficar fora, papai? – quebro o silêncio.

Papai olhou-me e sorriu de um jeito que nunca sorrira antes, estava tão feliz. Ele tirou Jace do meu colo e pegou-me em seu colo. Não era esquisito, na medida que papai tinha um metro e noventa e eu apenas um e cinquenta e seis. Me sentia tão feliz por abraçar seu pescoço enquanto seu nariz roçava minhas bochechas, que esqueci, por um momento, a viagem de última hora.

– Não por muito, espero. – respondera, sorrindo. – Não vou deixar minha garotinha por mais de uma semana.

– Onde vai, papai?

Jade perguntou, sentando ao nosso lado no sofá grande.

– Páris e Las Vegas, Jade, querida.

Ela bateu palmas, esquecendo o motivo por qual estava dura e carrancuda, e sorriu.

– Traga-me a nova coleção de roupas de Páris Model, papai. Traga também alguns perfumes, os meus estão tão enjoativo de usar.

– Trago. Na verdade, Carey pedira para escolher algumas roupas para você, querida.

– Pode deixar que vou encomendar das melhores lojas que conheço em Páris, sim?

Jade sorriu para Carey, a abraçando. As duas se davam bem. Conversavam sobre moda e, escondido de papai, sobre garotos.

Jeon era o único que parecia não estar gostando, embora ninguém realmente goste da ideia de não ter papai por uma semana, ele continuava duro.

– Papai, papai. – grita Jace, querendo tirar-me do colo de papai. – Jane já é glande. Eu sou pequenininho.

Todos, exceto Jung, riram pela palavra errada e engraçada que Jace berrara. Ele sempre trocava o r pelo l, não conseguia falar corretamente.

Papai colocara Jace em sua outra perna, não tirando seu nariz enrugado de meus cabelos.

– Ah, visitei um acervo pela internet e descobri uma enciclopédia de anatomia. – seus olhos estavam diretamente em seu filho homem mais velho. – Capa de ouro e prata, como você queria, Jungkook. Bem, o problema é que terei de ir pessoalmente buscar, em Vegas. Então... acha que consegue esperar uma semana?

Papai sabia como fazer cada um de nós feliz. Embora Jungkook tentasse esconder, todos sabiam que ele estava realmente feliz com aquilo – seus olhos brilhavam por entre o óculos redondo. Não obstante, falava de livros a maior parte do tempo. Em verdade, sou capaz de apostar tudo que eu tenho em como Jung pode cuspir uma enciclopédia de várias coisas agora mesmo, se quisesse. Era tão inteligente que não era muito legal ficar por perto para discutir assuntos de escola ou qualquer que fosse – você ficaria sem graça e não pareceria que estudara, mesmo que já tenha se formado.

– Então... – agora Carey se levantara do sofá a minha frente e batera com as mãos fazendo um barulho mínimo. – A vizinha cuidará de vocês. O pai de vocês conversou com ela e ela virá de três em três horas olhá-los.

– Mas, papai, Lucy está aqui vinte e quatro horas... – comecei.

– É. E não precisamos de babá, de qualquer forma. – Jungkook falou, sentando-se conosco.

– Você não precisa porque é homem, Jungkook. Suas irmãs e seu irmão precisa. – papai tirara eu e Jace de seu colo e se juntara a esposa defronte nós. – E Jane, querida, Lucy é muito nova para dar conta de vocês três. E Carey não confia nela.

Tinha que ter dedo de Carey nisso, embora eu não dê a mínima para quem virá aqui de três em três horas.

– Bem, de qualquer forma, a senhora Berta é muito boazinha. Ela até trouxe algumas rosquinhas para vocês.

– Sim, mas só comerão depois de tomar um banho bem gostoso, uh? – Carey simulava sua simpatia tão bem que poderia largar a carreira de modelo e seguir a de atriz. – Jade, querida, dê um banho em Jace para mim, sim?

– Não, mamãe! – berrou Jace, agarrando minha cintura. – Jace não quer Jade. Jace quer Jane. Jane vai dar banho no Jace.

Sorri para ele, acariciando seus cabelinhos negros. Ele parecia ter menos de quatro anos, com sua fala desajeitada e seu tamanho, tão pequeno.

– Jane vai cuidar de Jace. Eu não sei dar banho em bebês.

– Jace não é bebê! – gritou o pequeno, ficando com o rostinho todo vermelho.

– Jace é grande, Jade. – fingi repreender Jade e sorri para meu irmãozinho.

– Ok. Jane cuida de Jace. – papai disse. – Vão logo, vocês três. Jungkook já deve estar no banho.

Era verdade, Jung subira antes de todos; eu nem sequer o vi.

Depois, quando todos estavam devidamente limpos e cheirosos, fomos à mesa. Papai servira as rosquinhas uma para cada um de nós. Carey pediu para comermos depois de provar sua comida. Não obstante, papai e ela saiu antes do previsto, com uma ligação que recebera o apressando. Sentia-me triste, seria mais uma semana sem papai. Entretanto, fico feliz por ter ganhado um enorme abraço e um beijo babado antes de ele desaparecer pela porta da frente.

Jade levantou-se, então, graciosamente da mesa e, com Jungkook a olhando profundamente, pegou o pratinho com as quatro rosquinhas com leite em pó por cima. Ela dera uma para cada um de nós. Fora a rosquinha mais deliciosa que eu já provara, mas também fora a última.


Notas Finais


Próximo capítulo começa pra valer.
Como vocês viram, terá uma pegada de mistério também. Os traumas começaram a partir de agr.
Cuidado com isso, pode ser irreversível pro seu psicológico.

Me sigam se gostaram :3
Divulgue prazamigas e não esqueça aquele comentário gostoso especulando o que você acha que vai acontecer.

A palavra sublinhada é MULHER. Vai está sublinhado outra palavra no próximo cap. Então, prestem bastante atenção pq n vou avisar, hein.

Eu sei que o cap tá enjoadinho de ler por ser um flashback do passado, mas a partir do próximo cap eles já vão estar na mansão e vcs vão conhece mais como eles vão viver daqui pra frente.

Só terá incesto com a Jane e o Kook. Nada de interação com os outros irmãos.


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