História Travel The World - Capítulo 4


Escrita por: e turmalina12

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, Jay Park
Personagens Jackson, Jay Park, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bts, Casa De Campo, Férias, Hentai, Jackson Wang, Jay Park, Jeon Jungkook, Jikook, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Kookmin, Min Yoongi, Namjin, Park Jimin, Taeseok, Vhope, Vida Adolescente, Yaoi, Yuri
Visualizações 14
Palavras 6.874
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Nossa olha quem apareceu depois de anos morta, EU MESMA.

Foi MEIO betado então me desculpem os erros.

Boa leitura Lufinhos 💜

Capítulo 4 - Capítulo 4 - Talvez não tão clichê.


 Maldita garota vadia. Se no mínimo eu pudesse dar um jeito de fazer ela ficar quieta de uma forma mais fácil, mas ela me odeia em um nível muito alto pra deixar ser tão fácil.

Jiyoon me odeia desde que me pegou com seu ex, na época que ele ainda não era ex. Naquele dia, eu realmente fiquei desesperada, pois do que seria da minha imagem de "aluna exemplar" se ela tivesse alguma prova do que fiz. Não que eu fosse perder algum cargo que eu tinha, como o de líder do grupo de dança - que eu tinha acabado de assumir na época - mas sim pela forma que os outros me veriam se descobrissem. Não ligo de ser uma puta. É só um fato. Mas isso não significa que minha imagem e autoridade que tenho sobre os alunos tenham que ser prejudicadas, muito menos que todo mundo precise saber que eu abro as pernas pra meio mundo.

Naquele dia, Jiyoon chorou de raiva. Mas não tinha como provar que fiz algo, pois foi otária o suficiente para sair correndo e nem ao menos tirar uma foto, para minha sorte. Seu ex ainda vem falar comigo de vez em quando.

Lembro uma vez que ela explodiu e começou a me xingar no meio do refeitório, dizendo o que eu tinha feito. Algumas de suas amigas estavam junto e confirmavam o que ela dizia, mesmo não tendo visto merda nenhuma. Eu não falei nada, apenas me fiz de assustada, até que o diretor apareceu, dizendo que ela deveria parar de acusar as pessoas sem provas, ainda mais por um assunto tão fútil. Disse que ela deveria se colocar no lugar dela e que antes de xingar uma aluna como eu, deveria provar o que dizia. Claro que ele não estava sendo cem por cento profissional, apenas estava defendendo a aluna que ele sempre achou ser um exemplo. E tudo foi arrumado para meu lado quando o ex dela levantou de uma das mesas, dizendo que ela apenas estava com raiva por ele ter a deixado, e que na mente dela era por minha causa, já que me viu junto com ele na vez que eu lhe passei a lista de livros pedidos pelo professor de literatura.

Jiyoon ainda me olha com nojo. Não ligo, na verdade gosto. Eu sei que na verdade, esse nojo só mascara a decepção por não ser o suficiente.

Mas agora, ela sabe de outro fato que pode realmente me deixar em maus lençóis. Mas eu sei que tem algo que ela quer que eu posso dar, qualquer coisa.

Eu estava andando pelos corredores a procura dela, enquanto Minah procurava Hyuna. Já passei pela biblioteca; pela administração de históricos; pelo saguão; pelo laboratório de química e estava indo para a sala de teatro, que era praticamente a segunda casa de Jiyoon, por mais que a garota preferisse participar de peças do gênero musical, as quais eram ensaiadas no palco do auditório por lá ter uma melhor aderência a sons.

Ela já fez algumas atuações com SeokJin, que é praticamente o sonho de toda garota do grupo de teatro, e até de alguns garotos. Mas ninguém nunca ficou sabendo de algum relacionamento dele. O que só colaborava pra a mania que o mais velho tinha que brincar com os sentimentos de algumas calouras do grupo, quando mandava sorrisos luminosos ou atuava de forma incrivelmente real durante os ensaios, declamando poemas de sua própria autoria, os quais falavam de amor, enquanto encorporava o personagem narrativo.

E como esperado, ela estava na sala de teatro, sentada no palco onde eram feitos os ensaios gerais, lendo algumas folhas que estavam grampeadas umas mas outras. Acho que é algum roteiro de alguma peça para depois das férias de verão.

ㅡ Sabia que é proibido ficar no colégio depois do horário sem autorização da direção? ㅡ pergunto, me escorando no batente da porta dupla com as mãos.

A garota se assustou e olhou em minha direção, logo firmando a expressão e me olhando de forma indiferente.

ㅡ Sei que você não devia estar aqui ㅡ ela fala e se levanta indo em direção à sua bolsa.

ㅡ Podemos conversar? ㅡ pergunto adentrando completamente a sala.

ㅡ Não ㅡ ela responde curta e enfia os papéis em sua bolsa, a colocando no ombro e descendo do palco.

ㅡ Hey, calma ㅡ falo a segurando pelo braço, quando ela tenta sair.

ㅡ Me solta ㅡ ela fala com os dentes serrados e puxa o braço.

ㅡ Não seja assim, vamos conversar sobre aquilo ㅡ peço com a voz mais suave que consegui.

ㅡ Sobre você ter tirado meu namorado que mim? E isso te preocupa agora por qual razão? Por eu saber do gabarito? - ela lança várias perguntas em tom de raiva.

ㅡ Exatamente ㅡ respondo sincera.

ㅡ Hipócrita ㅡ ela fala e tenta ir embora novamente, sem sucesso já que eu lhe puxei pelo braço novamente.

ㅡ Me deixe ir, não tem nada pra se conversar, você é uma puta que roubou meu namorado ㅡ ela fala, dessa vez mais calma, sem tentar se soltar de mim.

ㅡ Não existe isso de roubar, eu não cheguei e agarrei ele, ele que veio atrás de mim.

ㅡ Mas você aceitou ㅡ ela fala batendo o pé no chão ㅡ agora me deixa ir.

ㅡ Tive minhas razões. Você não foi a única que ele magoou, e você não teria pego a gente se eu não quisesse ㅡ comento a olhando séria.

ㅡ O que quer dizer? ㅡ ela pergunta tirando seu braço do meu fraco aperto, ainda com raiva na voz.

ㅡ Que eu sou uma boa amiga quando quero. Ele não foi só seu, e magoou alguém especial pra mim, e eu me vinguei tirando você dele ㅡ quando eu digo que sou boa com palavras, não é brincadeira.

ㅡ Você não me tirou dele, você tirou ele de mim ㅡ ela afirma cruzando os braços.

ㅡ Engano seu, você acha que ele te merecia? Eu fiz o que fiz pra você terminar com ele ㅡ falo me aproximando dela ㅡ Eu te mereço.

Falo e puxo seu queixo levemente porém de forma rápida, selando seus lábios, de forma simples, em uma rapido selar estralado. Ela demora milésimos de segundos pra perceber o que estava acontecendo, e então me empurra.

ㅡ O-o que você pensa que está fazendo? ㅡ ela pergunta me olhando com os olhos arregalados.

Não respondo e saio da sala. Deixando a garota estática perto da porta. Escuto ela me chamar, mas não estava em meus planos ficar lá por mais tempo de qualquer jeito, já que tenho que ir pra casa, antes que minha mãe não aceite uma simples desculpa, então apenas sigo meu caminho, sabendo que consegui o que queria; deixa-la confusa.

(...)

Chego na entrada principal do colégio, vendo Minah e Sook sentadas na borda do chafariz. Minah estava quase dormindo com os fones de ouvido e Sook apenas brincava com o aparelho em mãos.

ㅡ Puta merda, tava fabricando o dinheiro que usou pra comprar a garota né? ㅡ Sook reclama assim que me vê.

ㅡ Você sabe que eu não preciso pagar as pessoas ㅡ comento rindo.

ㅡ Tá bom então convencida ㅡ ela fala levantando as mãos em sinal de rendição.

ㅡ Onde você jogou o corpo da coitada? ㅡ Minah pergunta tirando os fones do ouvido.

ㅡ Na parte de trás do auditório ㅡ brinco, esperando elas ficarem de pé e pegarem suas coisas para irmos para minha casa.

ㅡ Conseguiu? ㅡ pergunta Minah, se referindo ao objetivo.

ㅡ Se você considera um "conseguir" o fato de eu ter deixado a mente dela pior do que o quarto da Sook depois de uma viagem dos pais dela, sim ㅡ comento indo com elas até o portão.

As duas me olhando por um tempo, meio que sem expressão.

ㅡ Primeiramente; não fala do meu quarto, eu nem levo gente lá, ninguém nunca passa das escadas. Segundamente; coitada da garota, você fez pressão psicológica nela?

ㅡ O que? Não. Eu inventei uma história sobre o Hayong ter magoado alguém especial, e que eu me vinguei dele, tirando ela dele, depois disse que ele não merecia ela, mas eu sim merecia, e beijei ela... ㅡ antes de terminar, Sook me interrompe.

ㅡ Pera um minuto ㅡ ela fala e para de andar ㅡ Eu entendi certo? Você beijou ela? Não que eu esteja com dó, mas você jogou com ela? ㅡ ela pergunta assustada.

ㅡ Sim, foi o jeito mais fácil que achei de deixar ela confusa ㅡ me defendo, mesmo não tendo feito nada muito grave.

ㅡ Você ainda se surpreende? ㅡ Minah pergunta pra Sook, sendo a primeira a voltar a andar. Eu e Sook apenas a seguimos.

ㅡ E você? ㅡ pergunto para Minah.

ㅡ Uma vaga como minha auxiliar de gestão, uns amassos e tudo certo ㅡ ela fala arrumando a mochila no ombro.

ㅡ Viu Sook, ela sim comprou a garota.

(...)

Abro a porta branca, tirando meus sapatos e deixando-os em cima do tapete ao lado da porta, colocando meus chinelos. Vejo as outras duas fazerem o mesmo vou indo até a cozinha.

ㅡ Boa tarde mãe ㅡ cumprimento e sorrio para a mulher a minha frente, que estava cortando algumas cenouras na bancada.

ㅡ Boa tarde meu amor ㅡ ela fala sem tirar os olhos das cenouras e eu lhe dou um beijo no rosto.

ㅡ Boa tarde senhora Jung ㅡ Minah chega correndo na cozinha e abraça minha mãe, a qual solta a faca para não machucar a garota. Quem abraça alguém que tá com uma faca na mão?

ㅡ Boa tarde minha linda ㅡ minha mãe fala beijando a testa de Minah. Estão vendo a audácia?

ㅡ Pode parar que esses apelidos são meus e eu não dei permissão pra chamar outro alguém assim ㅡ brigo e afasto minha mãe de Minah.

ㅡ Você podia cuidar da gente igual cuida da sua mãe né ㅡ Sook diz se sentando em uma cadeira de frente para o balcão.

ㅡ O dia que eu cuidar de vocês assim, vocês podem me dar um beijo, as duas ao mesmo tempo ㅡ falo pegando um pêssego no cesto em cima da mesa e indo em direção à escada. Se eu não disse ainda, vou dizer agora; eu amo pêssego com a minha alma.

Subo as escadas e vou em direção ao meu quarto enquanto ataco o pêssego. Sook e Minah ficam na cozinha com minha mãe.

Quando abro a porta do quanto, jogo a mochila em cima da cadeira rotatória e vou em direção à cômoda, pegando umas das toalhas brancas e felpudas e jogando o caroço do pêssego no lixo. Vou até o banheiro e nem faço questão de trancar a porta.

Droga, Jiyoon tem um perfume forte, espero que minha mãe não tenha percebido, já que minha roupa está com um pouco do cheiro. Tiro a gravata do uniforme, e a jogo no cesto de roupa suja, logo em seguida, tiro o resto da roupa e jogo ali também. Descalço os chinelos e os deixo em um canto do lado de fora do box. Deixo a toalha em cima do balcão e entro no box.

Agora vem aquela bad do momento "liguei o chuveiro e vou refletir".

Por mais gelada que a água esteja, ainda assim é gostosa. Por isso não faço questão de aumentar o nível no registro.

E como eu não podia ficar muito tempo ali pois tinha que me arrumar, comecei a ensaboar os cabelos. Por mais que eu saiba que faz mal lavar sempre o cabelo, eu não consigo ficar sem lavar. No máximo, eu deixo um dia sem lavar de vez em quando. Enxaguo o cabelo e passo o creme condicionador. Lavo o corpo e escovo os dentes. Enxaguo o creme do cabelo e desligo o chuveiro.

Saio do box sentindo o ar gelado bater contra minha pele molhada pela água também gelada, me causando arrepios. Pego a toalha e enxugo o corpo. Calço os chinelos e saio do banheiro.

Eu devo ser a única pessoa que não tem medo de ficar pelada no quarto com a porta aberta. As únicas pessoas que entram no meu quarto à essa hora são minhas amigas e minha mãe, já que meu pai está trabalhando. As vezes meu primo chega do nada e entra aqui com aquela puta cara de pau só pra falar merda, mas eu também não me importo se ele vê ou não.

Deixo a toalha pendurada na cadeira e vou até o closet, o abrindo e pegando um conjunto de lingerie preto, um short azul claro e uma camisa listrada de manga comprida, meio larga. Pego também um all star branco e me visto. Nem me dou o trabalho de olhar no espelho pois já sabia que essa roupa ficava boa.

Pego meu celular na mochila e me sento na cama, sem nem ter penteado os cabelos ainda. Ligo a tela e vejo que tem duas mensagens do meu primo, mas nem fiz questão de ver. Desbloqueei a tela e fui direto no grupo do colégio. Esse grupo, todos diziam que era do colégio mas tinha um monte de gente de outras escolas, e é claro que nunca iam conseguir o número de todos da instituição.

Abro a lista de integrantes e procuro pelo contato com a foto de Jiyoon. Salvei o contato e mandei um "oi". É bom eu me certificar que vai dar tudo certo. Jogo o celular em cima da cama e me levanto, pegando a escova de cabelos em cima da comoda, e indo até o espelho.

Depois de terminar, coloco a escova no mesmo lugar e saio do quarto. Desço as escadas, encontrando as três do mesmo jeito desde que sai dali.

ㅡ Filha, você esqueceu que era para ir na casa da sua tia depois da aula? ㅡ minha mãe pergunta tirando os olhos do que fazia por um momento para olhar para mim.

Pura merda

Caralho

Fudeu

ㅡ Ai meu Deus mãe ㅡ falo batendo na testa com a palma da mão ㅡ me desculpa mãe, eu tive que ficar até mais tarde pra ajudar a galera do teatro e pra fechar as salas, e acabei esquecendo. Me desculpa ㅡ peço e olho para baixo.

ㅡ Tudo bem meu amor ㅡ ela fala e para o que fazia, vindo em minha direção enquanto limpava as mãos no avental ㅡ Eu sei que você é super ocupada em relação a isso, e que tem muitas responsabilidades, e eu me orgulho muito disso. Não precisa pedir desculpas okay meu amor? ㅡ ela termina de dizer e me abraça, fazendo um carinho nas minhas costas ㅡ agora ajude as meninas e eu a terminar o almoço sim?

ㅡ Okay mãe ㅡ respondo e me separo do abraço, vendo minha mãe seguir de volta para o balcão e eu sigo ela, indo em direção à gaveta para pagar outra faca.

ㅡ O que a senhora acha sobre a Yoon fazer a abertura dos jogos de basquete da próxima temorada? ㅡ Sook pergunta para minha mãe. Por mais que elas chamem minha mãe de senhora, ela ainda é jovem.

ㅡ Oh, eu não sabia disso ㅡ minha mãe diz surpresa, olhando para mim.

ㅡ Era uma surpresa ㅡ repreendo Sook e volto a olhar para minha mãe.

ㅡ Ah minha pequena, isso é incrível ㅡ minha mãe fala sorrindo de orelha a orelha.

ㅡ E tudo indica que ela vai ser chamada para um papel na próxima peça do colégio ㅡ Minah me provoca. O único papel aqui é o que eu vou amassar e fazer ela engolir.

ㅡ Meu Deus filha ㅡ minha mãe fala animada olhando para mim ㅡ você é meu orgulho meu neném.

Olho para Minah e ela segurava um riso. Puta brincadeira em Minah. Agora eu vou ter que arranjar um papel em uma peça, já que minha mãe parecia muito animada com a ideia. Isso não vai ficar assim. Vamos ver o que ela vai fazer quando cair na piscina olímpica enquanto Jackson estiver treinando.

ㅡ Mãe, depois eu vou com a Sook e a Minah na quadra okay? ㅡ pergunto pegando alguns tomates na geladeira.

ㅡ Ah, tudo bem ㅡ ela concorda sem nem pensar muito.

ㅡ Sobre o que você e a tia queriam conversar? ㅡ pergunto assim que começo a cortar os tomates, vendo Sook colocar mais água no arroz e Minah pagar o tempero para ela no armarinho. O que é meio irônico, já que até a é maior que a Minah.

ㅡ Depois eu falo, não é nada ruim ㅡ ela sorri e eu apenas concordo ㅡ pelo menos uma das coisas você pode não achar ruim.

Fudeu. Fudeu geral. Tomei no cú. Merda. Merda. Merda.

ㅡ Mãe, o que você aprontou? ㅡ pergunto sentindo meu coração desparar e minhas pernas bambearem.

ㅡ Calma meu amor, é só sobre suas férias ㅡ ela fala largando o que estava fazendo e vindo novamente em minha direção ㅡ Depois falamos sobre isso.

Ela fala e sorri, colocando as mãos em minhas bochechas.

ㅡ Uma das coisas é sobre minhas férias, e a outra? ㅡ pergunto ainda meio receosa.

Ela faz um carinho em meu rosto e desce as mãos para segurar as minhas.

ㅡ Esse assunto já é mais delicado ㅡ ela fala me olhando séria ㅡ Vem aqui meu amor.

Ela me puxa calmamente para os estofados no canto da cozinha, perto da divisória com a sala. Minah e Sook continuam cuidando da comida e nem ligam para nosso afastamento. Depois que nos sentamos, minha mãe segura minhas mãos que estavam em meu colo, fazendo um carinho ali com o polegar.

ㅡ Seu pai, está querendo abrir uma filial em Hong Kong, já está tudo pronto, mas um dos associados do seu pai decidiu que ainda não está completamente convencido que é uma boa ideia. Honguo é um homem muito influente na China, e seu pai precisa muito do apoio dele. ㅡ ela diz olhando firme para mim. Isso é uma coisa que agradeço muito ter herdado de minha mãe, a forma de demostrar a gravidade do assunto apenas um uma expressão.

ㅡ E como eu posso ajudar mãe? ㅡ pergunto, já sabendo que isso iria me incluir.

ㅡ Honguo está em Seul desde a última reunião entre ele e seu pai. Ele tem um filho, Yonth. O filho dele tem vinte e oito anos, e tem quarenta por cento das ações da empresa do pai. Vai herdar tudo quando o Honguo se aposentar. Yonth faz parte da comissão administrativa do pai, e também está em Seul. Ele tem muita influência sobre as decisões do pai, e achou você bonita. Seu pai precisa que você compareça a um jantar com Yonth. Ele pediu para seu pai que deixasse você sair com ele, e seu pai viu nisso uma oportunidade de conseguir o veredicto que precisa. Meu amor, precisamos que você vá ao jantar com Yonth, por mais que ele seja alguns anos mais velho que você. Precisa ajudar a empresa da familia minha linda, ela um dia vai ser sua. Você vai ir? Vai ser nosso orgulho? ㅡ e ela finaliza com aquela frase que eu tanto escuto. Já é normal meus pais me pedindo esse tipo de coisa, e eu sei que preciso fazer, sempre, para provar pra eles que eu sou a melhor, e sou o orgulho deles.

ㅡ Claro que sim mãe, eu vou ir, e vou conseguir ㅡ respondo, aparentando aceitar.

ㅡ Vai ser só você e Yonth, será hoje à noite. Depois que você voltar da quadra, continuamos falando sobre isso e relembrando as regras.

Depois disso, ela leva minhas mãos até a altura de seu rosto e beija as costas de minhas mãos, se levantando e indo em direção ao balcão.

Essas coisas já aconteceram algumas vezes. Meu pai já me pediu para ajudar dessa forma. Uma certa vez, sua secretaria apareceu no meu colégio, falou com o pedagogo e me levou para a empresa do meu pai, dizendo que ele precisava de mim. Me fez vestir roupas sociais e eu fui parar em uma sala de reuniões com meu pai e alguns sócios. Saias justas, decotes disfarçados e salto altos. É assim que eu ajudo meu pai. Claro que eu sempre tenho que fazer alguns discursos sobre as ações da empresa ou até mesmo improvisar frases de efeito com um bom senso de humor. Sempre da certo. Homens olham seios e pernas, saltos e com uma boa lábia, você faz eles seguirem a porra do instinto animal.

Não ligo muito. Um dia vou herdar isso, e com toda certeza vou usar essas técnicas a meu favor também. Na verdade, já faço isso. Não é atoa que meus professores me amam.

Eu gosto. Principalmente de saber que todos esses homens, casados e donos de empresas, com suas famílias exemplares, esquecem que carregam uma aliança no dedo, e fazem de tudo pra passar a mão na filhina perfeita do CEO mais conceituado de Seul. Esquecem que tem suas famílias taxadas de perfeitas pela sociedade, para tocar as pernas da filhina dos Jung's.

Isso é o que mais me consola. Saber que essas porras de famílias perfeitas, não passam de marketing. Saber que esses homens poderos acabam deixando toda sua moral a mercê de qualquer erro, suas famílias e sua fama de homens de caráter. Tudo por um efeito que garotas como eu causam.

(...)

ㅡ Cesta ㅡ gritei junto com Minah, assim que Sehun enterra a bola de basquete no aro.

Olho em volta, procurando Sook. Porra, ela tava aqui do meu lado, e do nada some. Deve estar se pegando com alguém por aí.

Ou apenas fugindo de alguma das garotas que querem matar ela. Sook tem um sério problema; ela não tem senso. Quantas e quantas vezes ela já disse gostar das pessoas pra pegar elas. Mas esse não é o problema, o problema é que ela sempre quer pessoas do mesmo grupo de amizades. E acaba dando vários problemas. Entre eles, amigas brigando entre si pela Sook, ou querendo matar ela.

ㅡ Você sabe como ele é? ㅡ Sook me pergunta ainda olhando para o jogo.

Não era bem um jogo. Era só seis dos nossos amigos que descidiram brincar com a bola e se dividiram em dois times de três.

ㅡ Não, minha mãe só disse que ele tem vinte e oito anos. Mas não me importa como ele é. Só vou chegar lá, fazer o que tenho que fazer e ele vai convencer o pai. Mas espero que não seja que nem o último ㅡ respondo e Minah ri. Da última vez, o sujeito derramou molho na minha roupa só pra fazer aquele clichê do "eu limpo" pra pegar em mim. Eu tava lá, com um vestido mais colado que embrulho de linguiça e ele suja minha roupa pra encostar em mim.

ㅡ Você vai passar a noite fora?

ㅡ Não sei, depende do que ele vai fazer ou pedir ㅡ respondo deitando minhas costas no chão liso com os braços abertos.

ㅡ Minah ㅡ Sehun chama ㅡ Você vai sair com o Cris e com a gente hoje a noite?

ㅡ Ah, verdade, ele chamou pouca gente dessa vez ㅡ Minah fala se apoiando nas mãos ㅡ vou sim.

Cris é um filhinho de papai americano, que veio estudar aqui há uns três anos atrás. Ele é o carinha estrangeiro que pega geral e que não liga pra porra nenhuma por saber que o dinheiro do pai pode livrar ele de tudo e pagar um futuro brilhante. Mas ele é legal. O pai dele é dono de algumas boates bem famisinhas nas capitais. Ele sempre chama um grupinho pra ir com ele, ou seja, é sempre a gente.

ㅡ Você podia ir Yoonㅡ deito a cabeça de lado, de uma forma que eu possa olhar pra ele.

Sehun entrou esse ano no colégio, mas não demorou muito pra se enturmar. Ele é divertido e engraçado, filho de dentista, o que explica a razão de muita gente derreter quando ele sorri.

ㅡ Eu até poderia fazer esse esforço por vocês, mas eu tenho compromisso.

ㅡ Sorte minha e da Sook, que não vamos precisar aguentar ela de ressaca amanhã ㅡ Minah faz graça, falando só para mim.

Mas sendo sincera, nem eu me aguento nessas horas.

Sehun não liga muito e volta a jogar. Ele não é o tipo de pessoa que liga muito pras coisas, ou seja, ele realmente não liga pra merda nenhuma.

ㅡ Ouvi me nome ㅡ Sook fala, brotando do inferno e se jogando do meu lado.

ㅡ Tava aonde? ㅡ pergunto já suspeitando da resposta.

ㅡ Minha mãe tinha pedido pra mim ir levar a chave pra empregada, já que a coitada tinha perdido a cópia dela e precisava tirar outra ㅡ é, minhas suspeitas estavam erradas.

ㅡ Acredita que a Yoon vai ter que sair com outro tarado por causa do pai? ㅡ Minah pergunta com humor. Na moral, da vontade de mandar ela pro cu do mundo por achar graça das minhas desgraças.

ㅡ Mas de novo? ㅡ Sook me pergunta, não muito surpresa. Nem eu fico mais surpresa neném.

ㅡ Ainda bem, eu não quero ter que aguentar a Jiyoon no meu pé hoje ㅡ Jiyoon faz parte do grupo de amizades de Cris, e sempre vai com a gente. Não quero ter que ver ela tão cedo. Ela é uma delícia e tudo mais, mas eu não tô afim de ficar explicando nada. Sei que ela ia querer uma explicação descente, e se duvidar ainda ir ter que dar mais uns beijos nela. Não que a última parte fosse um sacrifício.

ㅡ Minah, vai comigo hoje né? ㅡ Sook pergunta para Minah, se referindo à saída com Cris.

ㅡ Com toda certeza.

(...)

ㅡ Mãe, eu já ser essas regras de trás pra frente ㅡ falo enqunto ela arruma o zíper do meu vestido.

ㅡ Então repete elas pra mim.

O vestido que eu estou tendo que usar, dessa vez, é em um tom de vinho. Tem aquele famigerado decote imenso, que sem exageros, realmente vai até a barriga em um enorme "V", sem e longo, com rachos nas laterais. Mesmo eu sendo alta - não muito - minha mãe sempre me faz usar saltos, já que a maioria dos homens com quem eu saio são bem altos, e o fato de eu ficar perto do rosto deles, para minha mãe, deixa eles mais enfeitiçados. Os saltos que ela me fez calçar hoje, são bejes, ponta fina e na minha opinião, bem altos.

Ela gosta de me vestir assim nessas horas, bem extravagante. Apenas em ocasiões mais formais, como jantares de negócios com vários sócios, ela me veste com roupas de cores mais neutras, como um vestido preto justo. Mas isso não significa que por serem em tom mais neutros, deixem de ser extravagantes

Maquiagem de sempre; bem marcada. Argolas grandes nas orelhas e unhas vermelhas.

ㅡ Dar continualidade aos assuntos que ele falar; nunca falar da empresa; negar apenas os pedidos desrespeitosos; não ficar bêbada; não tomar iniciativas; não falar alto ㅡ repito as frases já no automático.

ㅡ Muito bem, agora pegue a bolsa que ele está te espero no carro ㅡ ela fala e beija minha testa, me deixando sozinha na sala.

Pego a "bolsa" preta que mais parecia uma carteira com alça, apenas segurando, sem realmente a colocar, e vou em direção a porta. Assim que saio, vejo um carro preto parado no acostamento da rua. Ando pela calçada que atravessava o jardim e vejo ele sair de dentro do carro, dando a volta nela e parando ao lado da porta do passageiro.

Ele se parece com o novo professor de biologia do meu colégio, tirando a parte que seu porte físico é bem melhor, já que era possivel notar isso mesmo com a roupa social. Ele não é feio, apenas aparenta ser meio marrento, talvez pelo estresse do seu trabalho, porém não é feio. Mesmo sendo doze anos mais velho que eu.

Quando chego do lado do carro, sorrio, e ele abre a porta, sem deixar de sorrir também, mesmo que seja um sorriso pequeno. Ele tem um perfume bom, não é tão forte como o de outros empresário que já me levaram pra sair, e é quase uma cabeça maior que eu.

Ao entrar no carro vejo que os bancos eram de couro, na cor beje, um pouco mais escuro que meus sapatos. Assim que me ajeito no banco, ele fecha a porta, dando a volta no carro e entrando pelo lado do motorista. Eu realmente não sei que carro é esse. Não sou o tipo de garota que fica estudando sobre carros por achar atraente um cara com tal carro. Cof cof não sou Maria gasolina cof.

Ele começou a puxar o cinto de segurança e eu até pensei em colocar o meu também, mas deixei isso pra ele. Tanto que antes de prender o cinto, ele notou que eu estava sem o meu, e largou o dele, que se recolheu novamente assim que solto, e se inclinou para o meu lado, passando o braço por cima do meu corpo e pegando o cinto, logo o prendendo. Ele se afastou e, antes de pegar seu cinto, pareceu lembrar de algo, então se virou para trás e mexeu em alguma coisa no banco de trás. E foi nessa hora que meu coração gelou e eu comecei a me perguntar a razão de ainda não estar espirrando igual uma doente terminal destinada à morte; ele mexeu em algo com som de embrulho de flores.

Merda.

Ele trouxe para o banco da frente um buquê de flores. E eu já esperava aquelas rosas vermelhas e cheias de pólen e cheiro irritante, mas... não teve cheiro, nem crises de espirros.

E não eram rosas vermelhas, eram tulipas roxas, quase azuis.

ㅡ Não sabia de que tipo de flores gostava, então resolvi arriscar algo fora do clichê ㅡ ele fala pela primeira vez, me entregando o buquê que cobria praticamente meu colo inteiro.

Ele tem a voz grossa.

ㅡ Eu amei ㅡ falei e sorri novamente ㅡ mas me surpreendo eu ainda não estar espirrando.

ㅡ Eu imaginei que poderia ter alergia, então comprei em uma floricultura que retira o pólen antes de vender ㅡ ele responde e se vira para a frente, pagando seu cinto e dessa vez realmente o colocando.

Ele se preocupou em comprar flores sem pólen? Porra, estou bem surpresa.

E até agora, não tentou tocar em minhas pernas ou coisa do tipo. Isso me lembra meus pais. Para eles, os empresários nunca tocam em mim, eles acham que eles só olham. Meu pai odeia a ideia de seu associados tocando em mim, tanto que sempre me disse que não deveria deixar isso aconteceu, eu eles só podiam olhar. Mas quem fica sozinha com eles sou eu, e eu sei que olhar não é o bastante para eles se deixarem levar.

ㅡ Obrigada ㅡ agradeço em uma leve reverência com a cabeça, assim que ele liga o carro.

Ele dirige o carro até sair da rua da minha casa e entrar em uma principal, podendo então acelerar a velocidade do carro.

ㅡ Eu não conheço muito bem os restaurantes daqui, mas espero que goste do que eu escolhi ㅡ ele fala, sem tirar os olhos da estrada, ainda com a expressão séria.

ㅡ Você que escolheu? ㅡ pergunto, suspeitando de que ele realmente tenha escolhido sozinho.

ㅡ Sim, eu fui em alguns restaurantes que dizem ser bons e escolhi o melhor no meu ponto de vista. Mas qual a razão da pergunta?

ㅡ Bom, normalmente quem faz todo esse trabalho é o secretariado, não sou muito acostumada com a própria pessoa que me leva pra sair fazer essas coisas ㅡ respondo olhando para seu rosto, mesmo que ele não esteja olhando para mim, e sim para a estrada.

ㅡ Você sai com muitos sócios do seu pai? ㅡ ele pergunta olhando para mim rapidamente e então voltando a olhar para a frente.

ㅡ Não ㅡ minto ㅡ mas os poucos que já me levaram nunca cuidavam disso eles mesmos.

ㅡ Eu queria ter certeza que o lugar onde eu te levaria era bom o bastante.

Eu poderia ficar impressionada por ele querer dar de bom moço antes de me comer.

Assim que chegamos no local, ele sai antes para abrir a porta para mim, e depois da a chave do carro para o manobrista. Preferi deixar o buquê no carro. A entrada era bonita, e bem iluminada, assim como o interior do restaurante, que era até mesmo aconchegante. Porém, o que me chamou a atenção, foi que em todo o trageto até o interior do local, ele me guiou apenas com a mão em minhas costas. Ala ele querendo dar de moço respeitoso.

Assim que entramos no restaurante, uma moço bonita com um coque impecável e uma prancheta nas mãos veio nos cumprimetar com se esperasse por nós, e nem mesmo perguntou o nome de um de nós dois, chamando Younth de "Senhor" e nos levando para uma mesa na janela.

A vista era bem bonita. A visão que eu sempre terei quando assumir a empresa e ter minha sala; prédios e mais prédios, a cidade de concreto durante a noite, cheia de luzes e traços retos, usando de fundo um céu que incrivelmente estava bonito mesmo nublado.

ㅡ Gostou? ㅡ ele pergunta assim que o garçom se afasta da mesa com nossos pedidos anotados.

ㅡ Ah, gostei sim, é muito bonito. ㅡ respondo sendo sincera.

ㅡ Que bom, uma princesa como você merece ㅡ ele fala e acaba por sorrir com a própria frase.

ㅡ Princesa? ㅡ pergunto bem impressinada por ele ter seguido um clichê pelo menos uma vez.

ㅡ Seu pai é dono de umas das maiores empresas da rede tecnológica de todo o continente. Sem a empresa da sua família, nem a Samsung teria fornecedores competentes, e você como herdeira de todo esse Império, é uma pincesa ㅡ ele explica o contexto, e então eu percebo que não, ele não seguiu a ideia clichê de "princesa".

ㅡ É, herdeira ㅡ comento e sorrio.

ㅡ Você é uma filha tão boa. Tenho certeza que seus planos principais não eram cursar administração e gerência no futuro ㅡ ele comenta, saindo parcialmente do assunto do trabalho, o que eu realmente agradeço com meu rim, já que minha mãe pede pra mim não falar desse assunto maçante.

ㅡ Bom, realmente não, mas meus pais sabem o melhor para mim, e eu vou segui o futuro que eles tanto planejaram ㅡ respondo com a mesma ideia que eu uso com todo mundo.

ㅡ E quais eram seus planos? ㅡ ele pergunta olhando bem para meu rosto.

ㅡ Eu nunca soube o que queria ser, por isso nunca foi difícil aceitar o que meus pais queriam ㅡ minto, sabendo que esse assunto não acabaria aqui.

ㅡ Eu não queria trabalhar na empresa do meu pai ㅡ ele mexe em um guardanapo ㅡ eu queria fazer faculdade de música, mas acabei aceitando o que meu pai queria. Acho legal todo esse esforço que você faz para orgulhar seus pais.

ㅡ Ah, obrigada, eu sempre gostei de agradar as pessoas ㅡ quase debocho da minha própria ironia, mentalmente.

ㅡ É legal você agradar seus pais, mas é bom você sempre se impor, também não é bom viver para agradar aos outros ㅡ ele fala e eu realmente me surpreendo, já que todos que tocam nesse assunto dizem que eu tenho que continuar assim, e eu sempre concordo mesmo achando isso ridiculo. E bom, isso que ele disse, foi legal.

ㅡ Você disse que queria fazer faculdade de música. Você toca?

ㅡ Sim, instrumentos variados de corda.

ㅡ Quero ouvir você tocando violino um dia ㅡ dou risada com meu próprio comentário, já que mentalmente eu tava explodindo de rir com o que pensei da palavra "tocar".

ㅡ Um dia eu toco violino pra você ㅡ ele responde e ri logo em seguida.

Realmente foi bem rápido para nossos pratos chegarem, depois de uma garrafa de vinho.

ㅡ Acho que seus pais não deixam você beber, então não diga pra eles que eu deixei ㅡ ele sorri enquanto coloca vinho na minha taça.

Ele escolheu um restaurante quase vazio, e não tem vários garçons em volta de nós para servir qualquer coisa que quiséssemos. Era só um restalrante, aconchegante, e bonito. Bem diferente dos lugares que já me levaram.

ㅡ Não tem problema, mamãe não pergunta sobre isso.

ㅡ Sua mãe faz você sair com um monte de caras né? ㅡ ele olha pra mim com uma expressão meio diferente, meio suave. Fazendo novamente a mesma pergunta.

ㅡ Ela só pede pra mim fazer companhia pra eles, eu aceito por saber que é chato ficar tão ocupado e não ter com quem conversar, então faço amizade com eles, ajudo eles a se divertir, esquecer um pouco esse mundo cheio de papéis ㅡ sorrio um pouco e tomo um pouco do vinho.

ㅡ Você é tão inocente e certa, parece que não vê o que eles realmente querem ㅡ ele fala com o rosto meio triste, e leva a mão até meu rosto para fazer uma carícia.

ㅡ As vezes eu percebo eles me olhando meio estranho, mas mamãe disse que é por eu ser bonita ㅡ suas mãos são macias, e ele não faz carinho como os outros, ele mal encosta a mão em meu rosto direito.

ㅡ Você realmente acha que eles querem só deixar um pouco esse mundo de montes de canetas e contratos? ㅡ ele abaixa a mão e apoia o outro braço na mesa.

ㅡ E para que mais seria? ㅡ ele tira a taça de vinho de minha mão assim que eu a levo até a boca novamente.

ㅡ Para se aproveitar de você, exatamente por ser bonita, nova, eles só querem seu corpo ㅡ ele fala e eu sinto meu interior ferver, mas obiviamente contínuo com a expressão suave. Ele é um desses homens.

ㅡ E como sabe disso?

Na realidade, é cansativo ser assim. A garota perfeita. Filhinha inocente de um CEO. É nojento, porém é a forma que aprendi a conseguir o que quero. Desde cedo eu entendi que tentar bater de frente com as pessoas nunca ia me levar a nada, já que eu sempre tinha que engolir meu orgulho e aceitar o que me era dado. Eu não demorei muito para entender que me mostrar alguém meticulosa, no momento, não me favoreceria. Então eu criei um personagem, uma garota perfeita, a filha perfeita. Se tornou mais fácil jogar sem ninguém saber que eu estava mexendo no tabuleiro. Eu sei onde piso, sei o que tenho nas mãos, e sei jogar com isso. Eu sou a garota que você raramente vai ver em festas cheias de estudantes bebados. Pode ter certeza, que o merda do meu primo e os cachorros dele, me tem como um santo anjo odiado.

ㅡ Por eu ter uma visão real do mundo. Você é tão perfeita, tão inocente, não vê os sentidos reais, precisa de alguém pra te proteger disso ㅡ ele toca em minha mão direita por cima da mesa.

ㅡ E quem seria essa pessoa? ㅡ seguro a vontade de pegar minha taça de volta.

ㅡ Você tem que escolher isso.

Eu quero minha taça de volta maluco.

ㅡ Você disse que sabia o que eles sentiam sobre estar ocupados. Como pode saber? ㅡ ele sai um pouco do assunto anterior.

ㅡ Bom, eu sou líder do grupo de dança no colégio, sou representante de turma e tenho que cuidar de várias questões envolvendo esses assuntos. Sei que não chega nem perto de adiministrar uma empresa, mas é uma forma de me acostumar com esse mundo, e manter as melhores notas da turma também toma bastante meu tempo ㅡ olho para o prato de comida, sem vontade de comer, por mais refinado que aparente.

ㅡ Você é mais dedicada do que pensei ㅡ ele sorri novamente.

ㅡ Muita gente não acha que sou assim.

ㅡ Você é muito melhor do que imaginei em todos os aspectos.

(...)

ㅡ Está entregue ㅡ ele fala segurando a porta do passageiro para mim, enquanto eu saía do carro com o enorme buquê de tulipas.

ㅡ Obrigado, gostei muito de hoje ㅡ agradeço, sendo realmente sincera.

ㅡ Eu também ㅡ ele responde e sorri, fechando a porta ㅡ já está tarde e eu acho melhor você ir, tem que descansar.

ㅡ Okay, eu realmente estou meio cansada.

Eu esperava tudo; uma agarrada; um beijo forçado; qualquer coisa. Menos o beijo que ele deu nas costas da minha mão direita.

ㅡ Tenha uma ótima noite ㅡ ele fala e sorri.

ㅡ Você também ㅡ retribuo o sorriso e ando em direção à calçada do jardim.

Olho para ele e vejo que ele está esperando eu entrar. Então não demoro mais e entro em casa.

Ele realmente não tocou em mim de forma desrespeitosa em momento nenhum. E eu só tenho uma coisa para dizer;

 Puta que pariu.


Notas Finais


Eu passei tanto tempo escrevendo isso que to traumatizada psicologicamente '-'


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