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História Travessuras de um destino entrelaçado - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!!! E sejam bem vindos à minha primeira long fic!
Finalmente, depois de tantos anos me segurando e cheio de inseguranças, finalmente veio a coragem de postar.
Resolvi começar com um tema mais simples, natural e levemente clichê... mas não se enganem! Esta fic tem consciência desses cliches e portanto irei brincar com eles das mais diversas formas, de modo a dar um... charme para esta história.

Espero que gostem do que eu preparei para vocês ao longo dessa jornada ao lado desse que é o meu casal favorito de todos os tempos.
Nos vemos nas notas finais ^^

(Como eu joguei muito rpg no pc, peguei umas manias de escritas bem chatas, portanto vou deixar aqui um pequeno guia das notações que usarei nas diferentes ações.)
- Sussurro
-- fala
--- Grito
"pensamento"

Capítulo 1 - Cap 1 - Cooperação forçada


Fanfic / Fanfiction Travessuras de um destino entrelaçado - Capítulo 1 - Cap 1 - Cooperação forçada

 Desde o momento em que nascem, as pessoas geralmente sonham e/ou destinam-se a se casar. 

 Construir uma família, ser felizes ao lado de um outro alguém.  

 Sorrir, chorar, brigar, amar.... Tudo ao lado daquela pessoa.  

 Mas! Ela não era esse tipo de pessoa! 

 Lucy Heartphillia, era uma garota nobre e exemplar. Sempre com uma postura rígida e dedicada, esforçada e centrada em seus objetivos. 

Mas diferente de qualquer pessoa em sua idade, ela não se importava com relacionamentos ou sentimentalismos. 

 O sol batia em sua face, trazendo luz aos seus sonhos mais obscuros. Dentre a luz do dia, vinha a despertar. 

 Em uma cama macia, mas não muito especial, a garota de cabelos dourados erguia-se para mais um dia. 

 Suas mexas amareladas caiam sobre seus ombros e rosto conforme ela se sentava na cama, esfregando os olhos e buscando energias para pôr os pés no chão. 

Seus dedos delicados, deslizavam pelos lençóis, tateando e buscando algo dentre seus travesseiros. Seus óculos. 

 Ao encontrar o objeto de vidro, a pequena garota os colocou no rosto e se levantou de forma tranquila indo até a janela e a abrindo de uma só vez, permitindo a entrada do vento para bagunçar seus cabelos. 

 Na frente de sua janela, encontrava-se uma gigantesca árvore de galhos grossos e resistentes. Lucy não sabia que tipo de árvore era aquela, mas por alguma razão, aquela era a única da cidade inteira. E durante o ano, nunca se vê ela dando flores ou frutos. 

 Enquanto toma uma brisa fresca, observando a movimentação na rua, Lucy percebe que precisava se apressar. 

 Um bom banho, seguido de longos minutos de escova para pentear seus cabelos e em seguida os prendia em um rabo de cavalo lateral. 

 Não demorou muito para se aprontar, com quase nada de maquiagem, apenas o bastante para esconder suas olheiras, ela seguiu para fora de casa. 

 Uniformizada e tranquilamente comendo uma pequena tigela de takoyaki's queimados que havia feito na noite anterior para o jantar. 

 Enquanto andava e comia, cantarolava uma pequena melodia. 

"Kimi to, kare to, boku to kanojo... minna ga mou motto... E epa! Eu já estou aqui?" 

 Ela se assustava um pouco com o fato de não ter percebido que já havia chegado na escola 

"Bom... Quem liga não é mesmo?" 

 Ela deu de ombros e apenas seguiu para dentro da instituição de forma tranquila e alegre... até... 

-- Yoo, loirinha. 

  Ele aparecer. Imediatamente Lucy congelou. Seu sangue já fervia só de ouvir essa voz... A voz dele... Natsu Dragneel. 

 Lentamente ela foi virando-se para encarar o dito cujo. 

 -- N-Natsu... B-bom dia...  

 Natsu era praticamente o “bam bam bam” do colégio. O líder da ganguezinha local dos delinquentes. Mas, apesar de Lucy o odiar... Natsu não era o problema.  

 -- Qualé a da gagueira? Está com medinho da gente? 

 Dizia Gray, indo por trás da garota e pegando em seu rabo de cavalo, acariciando-o.

 Lucy logo o empurrava com uma expressão irritada e revoltada. 

   Não era medo que ela sentia, era nojo. Nojo de aquele cara que um dia brincou de bonecas ao lado dela, que um dia fez um coroinha de flores e as usou para adornar as mechas louras da garotinha fofa e inocente que um dia ela foi.

 Este cara agora havia se tornado um ser tão... desprezível e baixo.

 Lucy tinha nojo e desprezo pelo que Gray se tornou e aquilo refletia em seus dias infernais aturando o garoto que um dia penteou seus cabelos e sorriu ao seu lado.

  Mas Lucy sabia, quem vive de passado é museu. E aquele Gray que hoje a assediava e saía impune, não era mais seu melhor amigo de infância.

 -- Saia de perto de mim, escória! Eu não sou nenhum tipo de vadia barata para você ficar me tocando assim do nada. 

 E como sempre, Natsu não fazia nada. Apenas... mantinha-se calado. E era esta atitude que fazia Lucy o odiar ainda mais. Ele... nunca fazia nada. 

 Seja a defender, ou a atacar. Ele sempre, apenas observava. Era... frustrante. 

 No fundo, ela talvez contasse que ele fosse uma boa pessoa e agisse para tentar parar seus colegas..., mas ele nunca o fazia. 

 Após aquela situação humilhante, Lucy apenas se virou e se pôs em seu caminho para a sala.  

 -- Já está de saída? 

Retrucou Natsu 

 -- Bom.... Então.... Nos vemos depois da aula. 

 Ele diz sorrindo e acenando para ela.  

 Aquelas palavras... eram estranhas. 

" Depois da aula? O que... Ele quer dizer com isso? "

 Ao chegar na sala, tudo que Lucy pode fazer era descansar a cabeça sobre a carteira e suspirar pesadamente. Ainda faltava bastante para as aulas começarem e aquelas palavras do garoto de cabelos rosados a incomodava... E muito.  

" Depois da aula... Depois da aula... Nos.… Nem sequer saímos pelo mesmo lugar... " 

 Aquela escola possuía 3 entradas/saídas devido a seu tamanho. 

 As aulas rapidamente iam passando, até que os alunos finalmente são liberados. Mas é então...  

 -- Ahn... Lucy e Natsu, vocês dois dirijam-se até a sala dos professores.  

 Ao olhar para o lado, ela via ele. Natsu Dragneel sentado ao seu lado como sempre.  

 Ela se assustava com a chamada repentina do professor, mas ao olhar para o delinquente... Ele não parecia surpreso. 

- Nos vemos depois da aula... -- Era disso que você estava falando? 

 Ela indagava furiosa, apontando o dedo para o rapaz que apenas sorria de canto e se levantava. 

 Ela rapidamente pegava suas coisas e o seguia pelo caminho até a sala dos professores.  

-- Então.... Vai! Desembucha! O que está aprontando dessa vez? E porque eu estou envolvida?  

-- Nada de especial. Apenas que ontem a pedagoga me pediu para vir até a sala hoje... E disse que você viria também. Não sei dos detalhes.
Disse com uma expressão despreocupada e irônica.  

-- O que será que a senhorita Heartphilia andou aprontando? 

-- Ora.... Seu filho da... 

 Mas Lucy nem pode completar sua fala pois já haviam chegado à sala. Os dois abriram a porta juntos e logo foram recebidos pela pedagoga Polyushka e o diretor Makarov. 

-- Sentem -se. 

Disse o diretor e os dois apenas obedeceram.  

-- As razões que nos leva a ter de chamar vocês até aqui, são bem simples.

 A Sra.Heartphillia possui as melhores notas de sua classe disparado, mas possui o pior desempenho possível nos esportes e atividades práticas. 

 Já o Sr.Dragneel possui as piores notas imagináveis em sua turma, mas possui a melhor nota do colégio no quesito de esportes e atividades práticas. 

-- O intuito desta instituição é criar os melhores alunos do país e enviá-los para qualquer lugar ou cargo de respeito, criar alunos que se destaquem entre todos e sejam sempre os melhores em tudo! E é por isso que vocês estão aqui. 

 Disse o diretor de forma imponente e natural, parecendo que não foi um tipo de discurso prescrito, mas sim algo improvisado. 

Tanto Lucy quanto Natsu não gostavam de onde esta conversa estava indo. 

-- E do jeito que as coisas vão... vocês dois. Irão reprovar,

-- R-REPROVAR????!!! 

Desta vez, Natsu e Lucy questionavam/berravam ao mesmo tempo, em sincronia. 

-- D-Diretor.... Como pode eu reprovar? Eu tenho as melhores notas certo? Eu me esforço todos os dias a todo o momento de minha vida certo? Então... como pode eu reprovar?!!  

 Desta vez, era a pedagoga que falava.  

-- Srta.Lucy.... Apesar disso, seu desempenho em qualquer disciplina que não envolva o cérebro é totalmente pífio. Veja.... Suas notas em serviços domésticos, em todas as aulas práticas, nos esportes.... Você é um fracasso nesse quesito. 

 Já no caso do Sr.Dragneel é o completo oposto. E pelos fundamentos desta instituição, ambos estão em um estado inaceitável. 

-- M-Mas então... E quanto ao ano passado? Eu fui aprovada não fui?  

 Ao citar o ano passado, ambos o diretor e a pedagoga começam a suar frio. Makarov pigarreia a garganta como se tentasse encontrar as melhores palavras e então diz:  

-- Para dizer a verdade.... Não. As notas de vocês dois foram manipuladas durante o conselho e ambos foram aprovados em um... um consenso entre os professores e a reitoria.  Mas tal ato não irá se repetir esse ano.  

-- Aqui. Estas são suas verdadeiras notas durante o ano anterior...  

 Ao olhar suas notas, tanto Natsu quanto Lucy, quase tem um infarto do miocárdio. Era um completo desastre!  

-- Z-zero em serralheria? D-dois em soldagem? 

 A loira lia suas notas completamente desolada e apavorada.  

-- Z-Zero em química? T-Três em cálculo? M-Mas que porra é essa? 

 O rosado acompanhava o desespero da loira.  

-- Acalmem-se.… acalmem-se.… ainda há uma solução. Depois de uma reunião com os professores... decidimos dar-lhes uma última chance. 

 Makarov dizia, enquanto acariciava sua barba.  

-- E o que seria???!!!! 

 Ambos diziam em sincronia  

-- Monitoria mútua. 

 Dizia o diretor.  

 Naquele momento era possível se ouvir o cérebro dos dois trabalhando tentando entender o que aquelas palavras significavam. Mas no fim apenas novamente puderam dizer juntos:  

-- Huh... que?  

-- Deixem-me explicar então. 

 A pedagoga tomava a voz para si é começava a explicar. 

 -- Vocês conhecem o sistema de monitoria certo? 

 Ambos concordavam com a cabeça, dizendo que sim.  

-- Mas do jeito que estão, mesmo que vocês viessem em todos os monitores possíveis, todos os dias da semana, ainda seria impossível vocês serem capazes de recuperar suas notas. Além do mais, o caso da Srta.Heartphillia é ainda pior já que não existem monitores para suas matérias. 

 E é aí que vocês entram.  

-- Resumindo tudo.... Vocês serão monitores um do outro. Lucy estará encarregada de todas as matérias em que Natsu está mal e Natsu será encarregado de todas as matérias que Lucy está mal.  

-- É o que? Eu vou ter que servir de professora particular para este pedaço de estrume e ainda ele vai ME ENSINAR? 

 Lucy indagava indignada.  

-- Qual é o problema loirinha? Eu sou tipo MUUUITO melhor que você em tudo isso aqui, não é? Você precisa da minha ajuda e eu preciso da sua. Mas... A real dúvida é.... O que ganhamos com isso?  

-- Bom... vocês irão ser tratados como monitores de fato. Irão receber seu salário e dependendo do desempenho de seus alunos em certas matérias, receberão pontos extras. Com isso.... Vocês têm tudo que é necessário para fazer as provas e recuperar o que falta. Aproveitem que ainda tem o ano inteiro para estudarem e se recuperarem.  

" isso tudo é muito suspeito... porque o colégio iria querer tanto salvar dois alunos quaisquer? Está história de esconderem nossas verdadeiras notas nem sequer faz sentido... por que iriam quebrar as próprias normas da instituição de tal maneira apenas para salvar dois alunos aleatórios? ”.

 Lucy pensava ao ver Makarov e Polyushka pondo duas folhas na mesa. 

-- E então? Aceitam essa oportunidade? Se sim, basta assinarem aqui seus nomes no programa de monitoria. 

 Pergunta o diretor.  

-- Acho que não temos escolha... é isso ou reprovar. Não é Luce? 

 Natsu dizia em um tom descontente enquanto assinava seu nome. 

-- Infelizmente... 

 A loira respondia assinando seu nome na folha. Logo os dois se retiravam da sala. 

 Quando a garota ia preparando seus passos para sair, ela é parada por Natsu que colocava a mão em seu ombro. 

-- Você tem um tempinho? Preciso conversar com você. 

 Ele perguntava de forma séria 

 A forma séria como ele falava e os acontecimentos de poucos minutos atrás... Lucy acenou com a cabeça e seguiu o garoto pelos corredores do colégio. Chegando no refeitório e indo até uma máquina de vendas.  

-- Quer... algo para beber? 

 Ele perguntava enquanto pegava um refrigerante na máquina. 

-- Pode ser... 

 Ela respondia se sentando num banquinho ao lado da máquina. Logo Natsu lhe entregava uma latinha e se sentava de frente para ela.  

-- Então... o que quer falar comigo? Eu... ainda estou meio chocada pelo que acabou de... 

-- Você leu aquela folha? 

 Natsu imediatamente cortava a garota com uma pergunta rápida e simples.  

-- Ler? N-Não.... Não tive tempo de ler. Por que a pergunta? Você também não leu certo? 

 Ela respondia, em um tom despreocupado enquanto tomava sua bebida. 

-- Eu li... Aquele contrato... era estranho.  

-- Leu? Mas como? Foi tão repentino e em momento algum a folha esteve a nossa disposição para leitura. Ao menos que você tenha algum tipo de supervisão eu diria que...  

-- Enfim! O que importa é que eu li! E o que eu li era bem esquisito.  

-- E o que foi que você leu? Tinha alguma cláusula preocupante no meio daquilo ali? 

-- Sim. Se algum de nós falhar, será considerado quebra de contrato. As consequências da quebra de contrato é uma multa absurda com indenizações, além de uma expulsão imediata desta instituição.  

-- Espera. Multa e expulsão? Não iríamos apenas reprovar? 

-- O nosso desempenho nestes conteúdos no ano anterior, foi relevado ao nos colocarem no programa de dependência. Se falharmos nestas disciplinas novamente, estaremos sob as regras do programa de dependências que ocasiona em nossa expulsão imediata.  

-- Entendo... É de certa forma incrível que você tenha conseguido ler aquilo.... Mas me diga Natsu.... Você.... Não acha isso tudo muito estranho?  

-- O fato de manipularem nossas notas? Sim. Tem definitivamente alguma coisa acontecendo por debaixo de nosso nariz.  

-- Então... O que me diz de tentar descobrir o que tem por trás disso? Tem definitivamente algo muito errado com isso tudo.  

-- Hoo.... Quer minha ajuda para se meter nos segredinhos obscuros da academia é? Eu achei que você me odiasse. 

 O rosado sorria de canto, de forma provocante  

-- E eu odeio! Mas não posso ignorar o fato de que você também faz parte dessa confusão toda.  

-- Ah.... É uma pena que me odeie. Já que eu te amo. 

 Dizia Natsu com uma expressão neutra, porém levemente irritada. 

 Ao ouvir aquelas palavras o rosto de Lucy entrava em um estado de puro carmesim.  

-- To brincando, to brincando. 

 Natsu começava a rir um pouco alto, como se achasse graça da situação.  

-- Eu também te odeio... Luce. Mas não temos outra escolha se não cooperarmos. Então é isso. Nos vemos amanhã, loirinha.  

 E... Natsu saía. 

 Deixando uma garota loira furiosa para trás.

 Lucy apertava a lata em suas mãos cada vez mais, até que finalmente a lata rasgou em seus dedos e o líquido restante foi vazando pela mesa.

 Sem mais uma palavra; A garota apenas pegou suas coisas e praticamente correu o mais rápido possível para sua casa. Mas enquanto andava com passos pesados e repletos de ódio apenas uma coisa passava pela sua mente.  

" Um dia... Um dia eu.... Eu ainda vou MATAR esse cara!!!!" 


Notas Finais


Para ser sincero com voces, eu ja tenho os quatro primeiros capitulos escritos e revisados, mas talvez eu ainda queira revisitar algumas coisas neles... adicionar uma coisinha aqui, outra ali... então não vou postá-los de imediato.

Espero que tenham gostado desse primeiro capítulo e nos vemos daqui um tempo!
Beijinhos e até a proxima o/

(Particularmente essa formatação do spirit me incomoda demais e é um porre ficar indo de linha em linha consertando o espaçamento... então vai ficar assim mesmo.)


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