História Treat You better (oneshot Park Jimin ) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Friendzone, Imagine Jimin, Park Jimin, Treat You Better
Visualizações 148
Palavras 2.661
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Único.



Era quase meio dia e eu levava o lixo para fora de casa, não aguentava mais os gritos da minha mãe me mandando sair do quarto, pois segundo ela eu sou quase um vegetal. Observei a rua que estava um pouco deserta, e foi quando eu vi o carro do namorado de _____ parar em frente a casa dela que ficava ao lado da minha. Ela saiu do carro parecendo está brava, logo o namorando saiu atrás dela e os dois entraram na casa. Com certeza eu iria presenciar mais uma briga de casal.


Suspirei, pois não demorou muito e os gritos começaram, eu sei que é falta de educação ouvir as discussões dos outros, mas eu não conseguia parar de ouvir, eu estava preocupado com _____.


Eu e _____ frequentamos a mesma escola e somos vizinhos, eu acompanho esse relacionamento a muito tempo e eu sei o quanto ele faz mal a ela, porém eu não entendo porquê ela não acaba com isso, me parte o coração ver ele a machucando e dói mais ainda não poder fazer nada, pois eu sou só o "amigo".


Meus pensamentos são interrompidos por um som auto de algo se quebrando e logo após um grito que com certeza era de _____. Sem pensar corri até a sacada de sua casa, ao tocar a maçaneta para abrir e entrar na casa, o imbecil do namorado abriu a porta saindo de cara fechada a passos fundos, me ignorando completamente.


Corri para dentro da casa de _____ e estava tudo uma bagunça, alguns móveis revirados, alguns retratos e vasos espalhados pelo chão, vi _____ chorando, ela estava sentada no chão escondendo seu rosto entre os braços e pernas. Aquela cena não era algo que já não tenha visto antes, mas ainda sim partia meu coração vê-la sofrer, e ainda mais quando ela me diz que é isso, que é ele o que ela quer.


Corri até ela e me abaixei passando a mão em seus cabelos, a mesma se assustou, provavelmente achando que era o idiota, porém sua reação foi totalmente inesperada. Ela pulou em meus braços e me abraçou forte, chorando em meu ombro buscando consolo, por alguns segundos, mesmo que poucos me senti a pessoa mais importante na vida dela. Inspirei o bom cheiro de seu cabelo enquanto massageava tentando conforta-la.


— você está bem? O quê ele fez dessa vez? — Quebrei o silêncio.


— Ji-jimin ele não é assim! Não entendo... — Chorou ainda mais em meu ombro. A afastei para olha-la e me assustei por ver que no canto de sua boca havia sangue e sua bochecha estava com arranhões, com certeza aquele imbecil fez isso! Senti meu sangue ferver só em pensar nisso.


— Ele fez isso? — Toquei no canto de seus lábios e em sua bochecha, mas ela tirou minha mão me fitando com seus olhinhos tristonhos por segundos e abaixou a cabeça.


— Ele estava bravo... e...


— Não tente defende-lo! Não tem justificativa para fazer algo assim. — me levantei e fui até sua cozinha; peguei alguns cubos de gelo enrolando em um pano e voltei para a sala, encontrando _____ no mesmo lugar. — vamos sentar no sofá, vou cuidar disso — segurei em sua mão ajudando a mesma a se levantar e andar até o sofá.


— Obrigada – Agradeceu, sorrindo fraco.


— Sem querer ser intrometido, mas por qual motivo vocês brigaram?


— Você é meu melhor amigo Jimin, então eu vou te contar — Ela fitou suas mãos, acho que tentando criar coragem - Estávamos no carro dele e Peter queria dar o segundo passo, mas eu nunca... você sabe! Eu disse que não estava pronta e começamos a discutir. — Esse cara é o mais idiota que eu já vi! Como pode discutir por algo assim? Como pode não respeita-la? E por que ela continua com ele? — Ele falou que se eu o amasse de verdade eu teria que fazer  — Uma lágrima escorreu por sua bochecha e eu a enxuguei. Isso me deixou ainda mais irritado.


— Que patético! E ele? Se realmente te amasse iria entender o seu lado! Não bagunçar sua cabeça com esses joguinhos psicológicos — Eu apertava meus punhos com a maior vontade de fazer aquele imbecil pagar por trata-la assim.


— Ele me ama Jimin... do jeito dele, mas eu sei que me ama! — Suspirei, era triste ela pensar que as migalhas que aquele traste dá a ela seja amor, se pelo menos ela me desse a chance de mostra-la como ela merece ser amada.


— Não, isso não é amor. O amor não machuca sentimentalmente e muito menos fisicamente — Coloquei o pano com os gelos no seu machucado, a mesma gemeu, provavelmente causa da ardência. — isso está muito longe de ser amor.


— Ele me ama Jimin, se ele não me ama quem ama então? Eu me conformo com um amor assim, já que é o único que eu tenho. —Eu entendo sobre os problemas de _____ com a falta de amor familiar, mas ela não pode se conformar com um "amor" assim, não quando tem alguém, bem do seu lado, disposto a ama-la como ela merece. Queria eu poder dizer que a amo, as vezes até mais do que a mim mesmo, será que isso bastaria? Será que ela ainda veria em mim só um amigo?


— Você merece muito mais do que isso. É uma garota doce, linda e incrível! Merece alguém que cuide e proteja você, que te trate como você merece, e você merece o melhor, merece alguém como...— hesitei ao perecer que já iria falar demais, _____ me olhava apreensiva, com aqueles olhinhos ocidentais que eu tanto amo, talvez espera que eu termine a frase. — alguém como... com o objetivo de te fazer feliz. — Ela sorriu, aquele sorriso que aquece meu coração, o sorriso por qual eu luto todos os dias. Continuei a cuidar de seus machucados.


— Eu não mereço ter um amigo como você! — ela me abraçou, aquela palavra ainda me machuca muito. — Eu não vejo mais ninguém como o meu melhor amigo, se você não fosse meu amigo eu estaria bem pior do que estou. — Sorri franco. Como eu queria poder ser o motivo de seu coração palpitar mais rápido, queria ser aquele que com apenas uma palavra já faz o dia dela melhor, assim como ela é tudo isso para mim. Não apenas o seu "amigo" — sério, você não precisava fazer isso por mim, eu sou um fardo né? Só te dou problemas e te envolvo em coisas que você não tem nada a ver...


— Não se preocupe, eu gosto de fazer parte da sua vida, e amigos estão nos bons e maus momentos né? Por isso vou sempre está com você.


— Você é incrível... eu te amo — mais uma vez se jogou em meus braços e ouvi ela fungar, está chorando? Apertei ela em meus braços. Como eu queria que o seu "eu te amo" significasse a mesma coisa que o meu.


— Eu também te amo_____. — Murmurei.


O seu celular apitou e ela desvencilhou-se de mim, checando o mesmo enxugando as lágrimas que havia derramado.


— Merda! Eu tinha esquecido... — resmungou enquanto digitava em seu aparelho.


— Aconteceu alguma coisa?


— Hoje é a festa de boas vindas para os calouros e eu tenho que ir porque faço parte do grêmio... — suspirou. — O Peter nem deve ir mais, e ele era meu par... por um lado é bom, não quero mais saber dele e por outro... estou sem par! - fez um biquinho fofo.


— Você pode ir sem ninguém, não precisa de um par...


— Ou você pode ir comigo! — instigou um pouca mais animada. Era bom ver que ela já estava melhor, mas eu não estava com muita vontade de ir a essa festa de boas vindas.


— Não vai dar... eu tenho que fazer umas tarefas. —Falei coçando a nuca.


— Por favor Jimin! — implorou. —Não vamos demorar muito! Só vou receber os novos alunos — Fez uma carinha de cachorrinho sem dono e eu não resisti.


— Tudo bem! — me dei por vencido - mas temos que voltar antes das nove, eu realmente tenho que fazer um dever de história antiga.


— Você é tão nerd! Esse dever é só pra semana que vem — ela riu.


— É, eu sou. — Sorri por vê-la tão animada. — quer ajuda? — me referi a sua casa que estava toda bagunçada.


— Por favor! Se meu padrasto vê isso assim...


Começamos a arrumar tudo, limpar os cacos e colocar os moveis no lugar, tudo isso em meio a brincadeiras e risos, ficar com _____ fazia o tempo parar e ao mesmo tempo passar bem rápido.


(...)


Me olhava no espelho arrumando minha gravata borboleta, eu nunca gostei de vestir terno, mas até que não estava tão ruim.


Talvez essa seja a minha chance de conquistar a _____. E finalmente dar tudo que ela merece.


Desci as escada já pronto e sai em direção à casa de _____. Toquei a campainha e ela quem atendeu, fiquei alguns segundos admirando o quão bela ela estava.


— Jimin? — ela acenou em frente aos meus olhos para despertar do transe. Pisquei algumas vezes voltando ao normal. — Então? Como eu estou?


— Está linda... — minhas palavras foram tímidas assim como o meu sorriso.


— Você tá bem diferente... ah! Não está usando os óculos — a mesma riu — gostei! Você ficar muito mais bonito assim Jimin!


— Então iremos caminhando ou de ônibus? — perguntei e ela riu. Nem eu e nem ela tínhamos um carro.


— Eu chamei um táxi, ele deve... — ela mal terminou de falar e o táxi chegou - chegou!


Seguimos para a escola que não ficava tão longe, a viagem foi silenciosa já que ______ não parava de mexer naquele celular, era quase sempre assim quando estávamos juntos.


Ao chegarmos ______ cumprimentava todo mundo, ela era bastante popular e fazia amizades muito fácil, foi assim que ela conseguiu ser eleita para fazer parte do grêmio estudantil. Algumas pessoas com quem ela falava me cumprimentava também e outras me ignoravam como sempre.


______ havia terminado de recepcionar os alunos novatos e já era quase nove da noite, a noite foi bem como eu espera e o pior é que eu não tive chances de conversar muito com ela.


— Jimin tá afim de dançar? — me propôs.


— Você sabe que eu não sei... e já está quase na hora de ir...


— Você vai querer mesmo ir antes das onze? Antes de tocarem as melhores músicas?


— Você disse que iria apenas receber os novos alunos...


— É, mas... — me olhou entortando a boca, mostrando que estava frustrada. — então vamos... — suspirei tomando a decisão mais idiota que já fiz.


— Uma música! E depois vamos embora! — falei e a mesma abriu um sorriso largo. Ela me puxou para dentro do ginásio, talvez não tenha sido uma decisão tão ruim, em visto que poderei ficar um pouco mais com ______.


Tocava uma música lenta e como eu nunca dancei, não sabia o que fazer. Ela pareceu perceber e guiou minha mão até sua cintura, envolveu seus braços em minha nuca e começou a se movimentar primeiro para que eu seguisse seus passos. Olhei no fundo de seus olhos e ela nos meus também, ficamos nos encarando por segundos sem dizer nada. Fiquei apreciando seu rosto delicado e sereno, ela era a garota mais linda naquela festa e eu tinha a sorte de está tão próximo a ela.


— ______...— Somos interrompidos pelo idiota do Peter.


— O que você quer com ela? Machuca-la de novo? — Não sei de onde eu tirei essa coragem para enfrentar o capitão do time de futebol, talvez da raiva.


— Fica na tua, estou falando com a minha garota. — Ele me empurrou para o lado.


— Não fala assim com ele! E nós não temos mais nada pra falar, Peter! — _____ se pôs em minha frente.


— Vamos conversar, por favor ______. Eu estava bêbado, eu não queria fazer aquilo.


— Ela não quer falar com você, não ouviu? — Me intrometi, ele me lançou um olhar mortal.


— Tudo bem, vai ser só conversa, entendeu? — Falou ______, eu não consegui acreditar que ela iria mesmo dar outra chance para aquele troglodita.


— Mas, ______ — A puxei para um pouco longe daquele idiota. — Vai mesmo dar outra chance pra ele depois de tudo? — Sussurrei.


— Não se preocupe Jimin, sei o que faço! Vou terminar definitivamente com ele. — Abri um sorriso e fiquei aliviado.


— Então tudo bem. Vou esperar por aqui — Ela assentiu, e se direcionou até Peter e os dois começaram a dançar enquanto conversavam.


Fiquei observando os dois e mesmo ela falando que iria terminar com ele, eu fiquei um pouco inseguro.


— Ainda esperando? — Derek, outro idiota e amigo de Peter se aproximou de mim. Fiquei em silêncio, ele é um dos que adora me perturbar. — Eu tinha razão, você é um otário mesmo. Ela vai dar pro Peter e você vai ficar esperando — Ele começou a rir.


— Ela vai terminar com seu amigo babaca. — Falei e ele começou a rir ainda mais.


— Você é mais trouxa do que eu pensei.— Colocou a mão no meu ombro. — O que? Acha que ela vai terminar com o cara mais popular pra ficar com um nerd otário como você? — Riu. — Cara, primeiro o Peter vai tirar aquele lacre e depois ela vai dar pro time de futebol inteiro. — Tirei a mão dele do meu ombro, esse cara é um nojento.


— Ela não é desse tipo! — Eu sei que _____ é diferente das outras, Ela é uma pessoa maravilhosa.


— Aceita nerd, você é só o amigo trouxa da garota gostosa. Ela nunca vai ficar com você, ela pode ficar com todos os garotos dessa escola, mas pra você ela só vai dar os problemas que passa com os namorados. É a lei da vida. — Por mais que eu não quisesse dar ouvidos as palavras estúpidas daquele palerma, confesso que fiquei com um pouco de duvida. Mas eu tenho que acreditar em ______.


— Ela não é assim... — Olhei para ela que ainda estava com o Peter, os dois dançavam animados e minhas dúvidas começaram a crescer.


— Não, ela é pior! Ela se faz de inocente, santinha, mas é uma vadia igual as outras.


— Cala a boca! — Empurrei ele que apenas riu e fui procurar ______, porém ela não estava no mesmo lugar. Comecei a procurar por ela, mas não a encontrei em lugar nenhum. Será que o idiota a levou? E se ele tentar algo a força? Eu preciso encontra-la.


Procurava no corredor da escola, mas estava vazio. Com certeza ele a levou para fora da festa. Peguei meu celular e disquei o número dela. Ouvi o toque do seu celular vindo de uma das salas, me aproximei da porta e vi pela parte transparente da porta que ela está lá com Peter, ela estava em cima da mesa enquanto Peter beijava seu pescoço.


Ela pegou o celular e olhou por alguns segundos e depois desligou, voltando a beijar Peter.


Senti como se alguém estivesse enfiando cem facas no meu coração, meus olhos começaram a ficar marejados. Eu acreditei nela, a defendi de todas as formas e ela faz a pior coisa que poderia fazer, se entregar para aquele cara, que sempre a tratou como uma qualquer. Por que eu achei que seria diferente? E mesmo que fosse, Derek tinha razão, ela nunca iria me ver com alguém que pudesse amar mais que um amigo.


Andei para fora da escola, iria embora dali. Não iria aguentar olha-la nos rosto nunca mais depois do que vi, e mesmo que eu pareça o cara mais trouxa e idiota, eu ainda a amo.



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