História Treined to be a weapon - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 8
Palavras 2.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom, é meu primeiro capítulo espero que gostem

Capítulo 1 - Apresentação


Fanfic / Fanfiction Treined to be a weapon - Capítulo 1 - Apresentação

As gotas de suor descem descontroladas pelo meu rosto deixando em evidência meu esforço físico, olho para meu oponente do outro lado do círculo um cara que certamente estava aqui pelo dinheiro, nobres vem para assistir pessoas se esmurrando até uma sair nocauteada e fortemente ferida, fazem suas apostas no que acham que vai ganhar, e bem, o ganhador tem direito á uma porcentagem do lucro, mesmo não sendo muito é o que me dá o meu próprio dinheiro mesmo não precisando, meu pai Callahan Warrior foi um grande espião para o rei mas agora pela idade é o seu melhor estrategista, quando pequena ganhei um centro de treinamento onde o próprio me treinava e me tornava uma miniatura dele, até hoje nunca fui boa o suficiente para o agradar não importa oque eu faça nunca é o suficiente sempre no final de uma luta ele me olha com aqueles olhos cinzas e consigo ver tudo menos orgulho, acho que esse foi um dos motivos pra começar a frequentar aqui, além de treinar ganho meu próprio dinheiro e não fico a depender do meu pai não o posso deixar jogar isso na minha cara também.

  Caminho até Phil e pego a minha parte

– Pode colocar meu nome no quadro, vamos ver se algum oponente de verdade aparece. - ele apenas da uma risada

- Um cara veio aqui assistiu você lutar disse que voltaria amanhã e seria seu oponente pediu para ser seu primeiro adversário, por que não quer ver você reclamar que perdeu por estar cansada. - viro no mesmo momento indignada

– Quem esse cara pensa que é?

– Eu não sei, ele não deu o nome mas afirmou que viria, achei que ele era algum daqueles otários de quem a gente tira dinheiro, mas ele só veio te assistiu falou comigo e depois foi embora.

– Tudo bem, vou mostrar pra ele como derrotar alguém. – Dou um sorriso convencido. – Te vejo amanhã – aceno com a cabeça e me viro para ir embora passando os olhos pelo lugar, olho para o quadro de vencedores com meu nome no topo “Maddox” preferi não usar o sobrenome da minha família não quero que achem que sou favorecida ou algo do tipo.

 Começo a correr na direção da floresta para cortar caminho, despois de um tempo paro no mesmo lago de sempre, me permito sentar na grama úmida e olhar meu reflexo na água límpida, iluminada pelo sol do final da tarde, meus olhos são cinzas, minha pele é pálida e nas minhas bochechas um rio de sardas, não considero meu cabelo loiro, é um castanho bem claro como se fosse mel ou bronze derretido, não sei bem afirmar sua cor, só sei que ele não me favorece, nem liso nem ondulado, eu luto para tentar não parecer que levei um choque, por isso sempre estou com ele em coque ou rabo de cavalo, mesmo assim umas mechas rebeldes insistem em cair, não sou alta nem muito pequena, gosto da minha altura mediada, meu corpo é magro para uma garota de 19 anos, não me acho feia, mas também não me acho atraente.

 Não tenho tempo pra ficar pensando nesse tipo de coisa, me levanto fecho os olhos respirando esse ar puro, sentindo uma paz me invadir, queria poder ficar neste lugar para sempre mas tenho que voltar, dou mais uma olhada no lago e no sol terminando de se por, viro e retorno o meu caminho para casa, minha mãe deve estar furiosa comigo por não estar me arrumando devidamente para o jantar em que vamos hoje no castelo, solto um riso imaginando como meus pais se apaixonaram, meu pai é paciente, não fala muito e é todo sério, um soldado estrategista, já a minha mãe é toda ligada, fala exageradamente, impulsiva e é contra a violência.

 Lembro como ela surtou quando eu disse que iria seguir a carreira do meu pai, ficou quase uma semana sem falar comigo e com ele, e quando voltou foi só pra tentar me fazer mudar de ideia, eu até tento recompensar a deixando me arrumar como se eu fosse sua princesa e até tive uma professora para me ensinar bons modos, mas não durou muito. O que me conforta é que eu tenho ao menos uma irmã que é uma lady Aya, e deixa minha mãe cheia de felicidade. Ao todo somos quatro filhos, Jack Jackson Warrior é o mais velho de 26 anos e o que eu tenho mais intimidade, ele é piloto das forças aéreas especiais do rei,  já recuperou informações importantíssimas do reino que tinha sido roubadas, inflando bem o ego do meu pai, eu vim depois dele e logo após de mim veio meu outro irmão Miles Warrior de 17 anos ele é um artista único seus quadros estão por todo o salão do castelo, e a ultima que veio foi Aya Warrior com 16 anos, a princesa da casa, ela já tem seu casamento marcado para 702 daqui 1 ano, em um jatar no castelo o filho de um nobre da família Donahue se apaixonou por ela e ela por ele já marcando a data de casamento, nunca tinha visto minha mãe tão feliz e muito menos meu pai chorar.

 Chegando em casa passo pela porta dos fundos tirando minha bota toda suja e vou subindo as escadas de fininho para não ser vista por ninguém, entro no meu quarto rapidamente fechando a porta, quando eu me viro Jack estava deitado sobre a minha cama, estragando meu plano de não ser vista.

 - O que o senhor Jack Jackson está fazendo aqui? – ele fecha a cara no mesmo momento, odeia que o chamem pelo nome inteiro.

– Você sabe que eu odeio ser chamado assim, até hoje não sei como puderam colocar esse nome horroroso em mim – dou uma risada.

– É realmente horrível Jack – já vou tirando a jaqueta de couro pra poder tomar um banho.

- Onde você estava? – o olho e levanto uma sobrancelha.

– Não acredito que você ainda não parou com isso, um dia vão te descobrir e eu não vou querer estar no seu lugar – sento ao seu lado

– Isso não vai durar muito, espero no jantar de hoje me juntar ao nosso pai nas suas conversas com oficias e mostrar meu lado estrategista e diplomata – dou um sorriso e ele também

– Conte com o meu apoio – lhe dou um curto abraço em agradecimento.

– Mas me conte quando você chegou aqui? como esta a Annie? – pergunto de sua mulher, Jack é casado com Annie uma mulher maravilhosa ela é uma diplomata do nosso país, eles moram em uma ilha ao lado da nossa chamada Peach.

– Ela esta bem já esta no castelo resolvendo uns assuntos com o Rei – assinto me levantando

– Daqui a pouco nos falamos, vou tomar um banho antes que a mamãe entre aqui e me veja assim – ele concorda se retirando.

  Depois de tomada banho vou até a roupa separada para mim, um vestido cinza longo com pedrinhas, dou um sorriso minha mãe sabe como eu gosto, chique e simples, despois de vestida olho para o espelho, combinam com os meus olhos, faço um coque no meu cabelo calço os sapatos e desço.

 Minha mãe vem até mim arrumando as mechas soltas no lugar, só ela tem paciência para fazer isso, lhe lanço um sorriso.

 Sento na janela olhando todo o caminho, Cabot não é um lugar grande é apenas uma pequena ilha onde fica o castelo do nosso pais, Sandess. Me sinto muito presa aqui, limitada, um dos motivos pelo qual quero entrar para a guarda, além de orgulhar meu pai poderei em fim sair deste lugar e fazer o que eu fui treinada pra fazer.

 Nosso país está em guerra contra Althea, eles enviarão um espião e mataram o primeiro filho do Rei, Lennox Forest, foi como cutucar uma colmeia de abelhas, nossos países sempre foram rivais, lutando por territórios, então depois do assassinato toda a raiva contida foi solta em forma de guerra, até hoje após três anos não houve muita diferença, nossos soldados estão parados nas trincheiras impossibilitando a invasão porém sem conseguir prosseguir e é justamente isso que eu quero mudar, desde sempre meu pai me ensinou estratégias, e por isso já participei de inúmeras reuniões.

 Eu quero ter o poder de ajudar a dar um ponto final nisso, poder dar orgulho ao meu pai.

- Nós chegamos Maddie – diz Aya, saio do meu devaneio percebendo que tínhamos chegado. Entrelaço meus braços com o de Miles

- Você está me devendo uma – ele diz sussurrando no meu ouvido, o olho com curiosidade.

- Pelo que exatamente? – pergunto no mesmo tom.

- Hoje quando saiu pra sei lá onde quem você acha que te escondeu da mamãe? Eu disse que tinha saído pra nadar no lago e que não demoraria. – desde que Jack saiu de casa Miles que acoberta minhas saídas, é uma troca de favores, quando ele precisa eu minto para minha mãe descaradamente para salvar sua pele, não consegue ser discreto como eu.

- Eu não aguento mais ter que ficar dando satisfações e saindo as escondidas. – bufo em frustação.

- Você não pensa em ir morar sozinha? Quer dizer, já tem idade e pelo que eu sei dinheiro o suficiente para se sustentar bem. – ele falando assim parece tão simples, é claro que eu já pensei nisso, mas muitas coisas implicariam em deixar minha casa, como estamos em guerra as coisas estão feias, invasão, roubos, assassinatos, estupros, não que eu tenha medo de tudo isso, sempre aprendi a me virar e sei que consigo dar conta de qualquer um que venha pra cima de mim, mas eu penso na minha mãe, o Jack já saiu, Aya ano que vem já se vai,  Miles ainda não pensou em perder o aconchego de casa mas sei que não vai demorar muito, tenho medo da minha mãe ficar sozinha, ela sempre cuidou bem de mim, sempre limpou meus machucados depois dos treinos nunca deixou nenhum empregado cuidar de mim, sempre enxugou minhas lágrimas quando me decepcionava comigo mesma e depois dizia que eu poderia ser quem eu quisesse e que ela acreditava em mim, com o tempo eu parei de ser a filha feliz dela e me fechei, e meio que acabei me afastando, tudo que não quero é a machucar, quando essa guerra tiver um fim vou a tirar daqui, a levar para onde ela quiser, poder retribuir tudo o que ela já fez por mim.

 Chegamos no salão do castelo e muitas pessoas conversavam, minha irmã me levou até algumas mulheres que falavam futilidades, sobre cabelos, roupas, nesse momento eu agradeço meu pai pela forma que me criou, tantas coisas acontecendo no nosso país e elas falando sobre ter filhos, eu não consigo compreender como alguém consegue pensar nisso agora, com toda essa guerra e os perigos, não entendo como Aya aguenta isso ela é tão inteligente merecia amigas com mais conteúdo, a olho com tédio para ver se ela entende que não estou confortável naquele meio, ela captou no mesmo momento e sussurrou para que só eu pudesse escutar.

- Vamos ir nem estou aguentando essa tortura – então sai me puxando dizendo que tínhamos que arrumar meu cabelo pois as mechas rebeldes insistiam em cair, o que de fato não era mentira, ela se desvencilha de mim indo de encontro com Ray seu noivo.

 Passos os olhos pelo salão a procura de meu pai, vejo Miles tocando piano com garotas a sua volta, minha mãe conversando com minha cunhada, o rei conversando com seu filho Jace porém os dois não tinham uma cara muito boa, eu e Jace já fomos amigos mas com o passar do tempo e a falta de visitas constantes acabamos nos afastando também, nossos olhares se cruzam e ele me lança um meio sorriso que eu retribui, cortando o contato contínuo a busca por meu pai finalmente o avistando em um canto mais afastado com dois homens, o mais velho de cabelo branco com uma imagem assustadora e uma cicatriz que começa no seu rosto e desce pelo seu pescoço, não sei dizer onde ela acaba já que o resto é coberto pelo seu traje cheio de medalhas eu o reconheço como  general Forest, ao seu lado um mais jovem, não dever ter mais que 25 anos, seu cabelo é preto como petróleo, mesmo daqui consigo ver que é forte, conseguiu ser maior que meu pai, também usa uniforme com uma quantidade menor de medalhas, conforme chego perto e ele me olha consigo distinguir a cor de seus olhos como o azul marinho do oceano, sua postura deixa em evidência sua seriedade, evito o olhar por muito tempo. Finalmente chego até eles me colocando ao lado de meu pai e cumprimentando o general com um aperto de mãos.

- General Forest é uma honra encontrar com o senhor novamente – digo com respeito.

- Senhorita Warrior, estávamos a sua espera para poder prosseguir, permita-me apresentar meu filho – nós dois também apertamos as mãos.

- Maddox Warrior.

- Hunter Forest.

-  Já que estamos todos aqui o que acham de um aposento mais reservado para podemos discutir as últimas dificuldades das trincheiras e analisar táticas para resolve-las? Já tomei a liberdade de separar o lugar. – digo tirando um sorriso satisfatório do meu pai e um olhar surpreso de Hunter.

- É sempre uma honra ter a senhorita conosco – diz o general. Passo a frente deles para poder mostrar o caminho, o Forest mais novo se apressa e vem para o meu lado direito em sinal de respeito, o observo com o canto do olho, oque será que esse cara faz? Será estrategista? Diplomata? Espião? Ou apenas um soldado? Acho que não ele tem um álibi forte.

 Espero todos entrarem na sala e suspiro antes de fechar as portas, essa vai ser uma longa e divertida noite.      


Notas Finais


Aceito criticas construtivas, quero muito poder melhorar ao decorrer da historia


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