História Três Amores - Lutteo, Simbar & Gastina - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Simón
Tags Delfedro, Gastina, Jico, Lutteo, Pelfi, Simbar, Sou Luna, Soy Luna, Yamiro
Visualizações 360
Palavras 5.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


LEIAM AS NOTAS FINAIS!
OMG JÁ COMEÇO AS NOTAS SURTANDO PORQUE O CAPÍTULO QUE FIZ HOJE ESTÁ REALMENTE GRANDE! Okay, eu demorei, MUITO, é que realmente não uso tanto o spirit quanto deveria, mas acredito que o capítulo de hoje compensa. Ele tem mais de 5.000 PALAVRAS! Em três anos escrevendo fanfic, esse é o maior capítulo que escrevi! Eu literalmente terminei ele agora, às duas da manhã, já quase não enxergo (ou penso) direito pelo sono, mas aqui estou eu. Obviamente não vou revisar por ser duas da manhã e minha ansiedade não me permite esperar até amanhã para postar (eu realmente preciso começar a controlar isso e revisar os capítulos) então me perdoem os prováveis muitos erros que encontrarão :')
Oh, uma notificação: Uma leitora pediu para eu mostrar um pouco mais de Yamiro e da amizade da Nina com Jim & Yam, eu tentei encaixar nesse capítulo (prometo que vou tentar pôr mais, é que é difícil trabalhar com muitos personagens, por isso os seis protagonistas são o foco principal, junto com Sharon e Mônica, cujo protagonismo será explicado futuramente). Enfim, o que quero dizer é que, se quiserem a aparição de determinado personagem ou interação/amizade de determinados personagens, me digam nos comentários, okay? Estarei sempre dando o meu máximo para atender seus pedidos :3
E IMPORTANTE LEMBRAR essas frases que sempre ponho no início dos capítulos NÃO são minhas (eu escrevo frases, poesias e músicas, mas não significa que eu vá mostrar para alguém algum dia), são frases que já vi em algum lugar, que conheço e etc, amo frases e sempre amei anotá-las e guardar em meu celular.

Por fim, enjoy!

Capítulo 7 - 0.6. Em busca de Luna


 

“Não me culpo por ser uma bagunça. Não do tipo irreparável - do tipo que constantemente ferra tudo por estar tão vazia por dentro que faz qualquer coisa para sentir algo.”

*°•..•°*☪*°•..•°*

Luna's point of view.

Nina, Âmbar e eu nos encarávamos, sentadas no sofá. Estávamos assim há exatos vinte minutos, uma única palavra sequer foi mencionada. Claramente, ninguém tinha humor suficiente para tal. Porém Mônica também estava lá e, obviamente, em algum momento ela iria quebrar o silêncio.

- Então, meninas... Alguém quer falar como foi seu dia?

Âmbar foi a primeira a se levantar, desejando boa noite e subindo para seu quarto.

- Nina? - Mônica tentou.

- Desculpe, Mônica, realmente não foi um bom dia. - Dito isso, Nina também se retirou após desejar boa noite.

- Somos só eu e você então. - Mônica sorriu esperançosa, inclinando-se para me ouvir melhor.

- Você deposita suas esperanças justo em mim? - Eu ri, rolando os olhos. Ela fez bico, suspirando frustrada. - Desculpe Monicazinha, mas eu preciso fugir. Peça ajuda das meninas para me dar cobertura?

Foi a vez de Mônica revirar os olhos.

- Luna, Sharon realmente não está brincando dessa vez, sabe-se-lá o que ela pode fazer, quer mesmo ficar irritando-a assim?

- Ah, por favor, não tem mais nada que ela possa fazer para tentar me controlar. - Dou de ombros, me levantando. Eu precisa me acalmar patinando no roller, lá tinham patins disponíveis para quem quisesse patinar e não tivesse, ou enlouqueceria.

- Sharon pode sempre surpreender. - Mônica parecia divagar para si mesma, o que me fez cerrar os olhos confusamente em sua direção. - Quer dizer, pôr o Rey para seguir você e Âmbar. É demais, ela pode conseguir piorar a situação, certo? - As palavras saíram rapidamente, ela parecia querer disfarçar algo.

Bem, descubro sobre isso depois.

- E ela não me assusta. Vou conseguir despistar o Rey em um momento ou outro, de qualquer forma. Vou para o meu quarto e vou sair pela janela, beijinhos Mônica. - Ri de sua careta, subindo rapidamente até meu quarto.

Tranquei a porta, certificando-me de esconder bem as chaves e encarei a janela com empolgação. Era bastante alto, mas eu já estava acostumada. Além disso, sempre amei o perigo. Na verdade, eu sou o perigo, e amo isso.

Pus um tênis confortável e que não fosse escorregadio, isso me ajudaria na descida. Ao deixa o parapeito da janela, usei os galhos das árvores como auxílio e, em uma altura suficientemente "segura" simplesmente pulei, caindo de pé no chão. Corri até o muro e o escalei, pulando logo em seguida. Corri o mais rápido que pude para que os seguranças que ficavam fora da casa não me notassem e então, me senti livre. O vento da noite era tão libertador, apesar de bastante gelado.

Agora bastava seguir o caminho até o roller, era fechado a essa hora, não desconfiariam que eu estaria lá tão rapidamente.

...

Caminhava sem rumo, sentindo o vento frio tirar meus cachos do lugar. Não era como se alguma vez eles estivessem exatamente arrumados, no entanto.

Eu estava farta daquele lugar, daquela vida. Era sempre a mesma exata rotina, e isso era desgastante. Se você vive sempre as mesmas exatas coisas, sem experiências novas mesmo que sejam ruins, você, com o passar do tempo, se esquece de estar vivo, apenas entra no modo automático. E isso tira a vontade de viver de qualquer um.

Sharon nunca entenderia nenhuma de nós, Nina era obediente demais para questionar qualquer coisa, Âmbar tinha sua própria bagunça emocional. Era egoísta da minha parte, mas eu queria alguém que estivesse por mim em todos os momentos que eu precisasse. Ou ao menos poder sair um pouco da rotina e lembrar como é viver.

Avisto o roller e me arranco de meus devaneios, escondendo-me atrás de um arbusto para que Nico, que fechava o roller com cadeado, não me visse. Ele olhou em volta, saindo logo em seguida. Quando o garoto já estava em uma distância segura, corri até os fundos. A frente levava até a parte do roller em que costumamos sentar, comer, conversar e etc. Os fundos levam direto para a pista de patinação, e era exatamente para onde eu gostaria de ir. Tamara sempre foi tão inteligente, não sei como pensou que deixar uma chave reserva escondida do lado de fora seria uma boa ideia.

Eles escondiam dentro de um dos tijolos de uma parede isolada e inacabada nos fundos, a história de como descobri é bastante divertida e será contada um dia. Peguei a chave e abri a porta dos fundos, pondo-a no lugar e fechando a porta, sem trancar. Afinal eu ia patinar, se eu perdesse a chave iria ficar trancada lá dentro.

Fui em busca da área onde ficavam guardados os patins. Sharon ficaria orgulhosa do perfeccionismo com o qual não deixo pistas algumas sempre que invado o roller a noite, isso se eu não estivesse invadindo uma propriedade enquanto fujo de seus castigos, claro.

Por algum motivo, minha atenção se voltou para a guitarra que se encontrava encima do palco. Aquele desmemoriado do Simón deveria ter esquecido de guardar, senti vontade de tocar, por alguma razão ainda desconhecida por mim. E sim, eu sabia tocar guitarra, Simón me ensinou, era um de meus dons secretos.

Sonhei com uma melodia essa noite e ela estava em minha cabeça desde então, o que estava me incomodando. Precisava transformá-la em música. Flashbacks de tudo o que vem me acontecido começam a se passar pela minha cabeça e, para minha surpresa, o mauricinho estava em boa parte deles. Uma letra então começou a surgir em minha cabeça e simplesmente comecei a tocar.

Y si no hay vuelta atrás
Hay que arriesgarlo todo
Bajo mis pies, no hay gravedad
Sólo hay alas

Nunca hay que dudar
No esta prohibido nada
Cuando un sueño es real
Sólo hay alas

Toquei um último acorde e sorri orgulhosa de mim mesma, ficou realmente bom. Esse será o refrão! Procuro pelo caderno de anotações e caneta que Pedro usa para anotar os pedidos e rapidamente começo a anotar o acordes e a letra da música. Entendo porque Simón gosta de compôr, é realmente divertido.

Âmbar's point of view.

Leio um livro enquanto murmurava uma música que havia escutado hoje cedo e não saía da minha cabeça. A verdade é que não conseguia me concentrar em minha leitura porque outra coisa não saía da minha cabeça, pessoa na verdade.

Droga, será que não se pode confiar em mais nenhum garoto? Matteo já ganhou a porcaria da aposta dele há anos, para que pôr o irmão dele nisso e me iludir mais?

E Simón? Nesse momento agradeço a mim mesma por construir essas barreiras e impedir-me de me apaixonar. Imagina se eu tivesse me permitido sentir algo por aquele garoto? A decepção com certeza seria maior agora. Me apaixonar por aquele... Aquele... Droga, aquele maldito sorriso perfeito e adorável.

Eu odeio garotos e odeio Matteo e sua família com todas as minhas forças. Ele implantou um trauma que aparentemente nunca vou superar. Já ouvi falar do medo de se apaixonar antes, mas sempre me pareceu tão clichê e irreal. Sempre sonhei com todo aquele namoro romântico com o príncipe perfeito, não poderia acreditar que alguém se impediria de se apaixonar apenas por medo.

Mas agora, quando o senti na pele, é tão real. E dói como nunca pensei. Sempre que penso em encontrar alguém novo os "e se...?" me perseguem. Todos enganam, e se aquele garoto não for o que me demonstra? Quando conheci Matteo nunca imaginei ser o que acabou sendo, não acreditaria se me dissessem. E se estiver apenas me usando? E se me decepcionar? E se estiver apenas contando dolorosas mentiras?

Joguei o livro longe, batendo no travesseiro com raiva. Será que vou ter que arrancar meu coração e protegê-lo numa bolha para que ninguém mais o quebre? Ter que viver assim é tão patético!

A porta se abre bruscamente, tirando-me de meu furacão de pensamentos. Era Mônica. E estava bastante preocupada.

- Sua tia... - Ela ofegou, fazendo-me levantar e pôr as mãos em seus ombros em preocupação. - Sua tia mandou as três descerem para o jantar.

Suspirei aliviada. Claro que eu odiaria ter que descer e encarar pessoas agora, queria apenas ficar trancada em meu quarto e odiar os garotos em paz, mas não chegava a ser tão desesperador, acredito.

- E o que tem de tão desesperador nisso Mônica? - A soltei.

- Sua irmã fugiu! E se Sharon descobri vai ficar uma fera, como nunca viram antes! - Ela recuperava fôlego para exclamar. - Ela deixou o celular então nem ligar para ela tem como.

- Argh, Luna me deve muitas! - Fiz um bico irritado, cruzando os braços. Era sempre eu quem tinha que cuidar de arrumar algum forma de tirar Luna dos problemas que se metia, e no momento eu realmente não estava com cabeça para isso.

Mônica riu, não sei ao certo como consegue passar de desespero para diversão tão rápido.

- Não tem jeito, vou ter que ir atrás dela.

- O quê? Âmbar, você também sair do castigo só vai arrumar mais problemas para todos nós. - O desespero de Mônica voltou.

- Não se preocupe, tenho uma idéia para manter tia Sharon ocupada. Apenas, tente nos dar cobertura e convença os empregados de ficarem calados sobre terem me visto sair, okay? - Agradeci ao vê-la assentir rapidamente.

- Mas Âmbar, você não vai sair sozinha a essa hora. Já está escuro. - Mônica encarou o céu através de minha janela, sua voz carregando preocupação.

- Olha, não temos outra alternativa agora, eu vou ficar bem. - Me preparei para descer as escadas sem que Rey e, principalmente, Sharon me visse.

- Oh, Âmbar! - Girei os calcanhares, me voltando para a mulher que me chamava. - Luna falou sobre Matteo e percebi que você não está bem, quando voltar conversamos, tudo bem? - Ah sim, Mônica sabia. Ela sempre foi como uma espécie de mãe para mim e para minhas irmãs, ela foi a única em quem confiei para contar sobre Matteo. Claro, Luna e eu éramos confidentes e eu também confiava muito em Nina, mas Nina me julgaria e Luna arrumaria briga com ele. Além disso, elas não entenderiam, Mônica era mais experiente e me aconselhou muito. Foi de grande ajuda.

Sorri agradecida, voltando e lhe dando um beijo na bochecha para finalmente sair.

...

Simón's point of view.

- Onde está Gastón? - Questionei Matteo, procurando Gastón por toda a sala.

- Foi invadir o quarto da Nina. - Meu irmão, que mexia no celular e falava como se não fosse nada demais, respondeu.

Arregalei os olhos em choque. Será que sou o único com algum senso de não cometer crimes como invasão de propriedade aqui?

- Relaxa Simón. - Ele riu ao me olhar. Bufei, me preparando para lhe dar um sermão quando meu celular tocou. O nome de Luna piscava na tela, então deslizei o telefone verde para atender.

- Luna? - Atendi, revirando os olhos ao ver Matteo rapidamente desviar a atenção do celular e me olhar alarmado.

- Não, é a Mônica, a governanta da casa de Luna. Você é o Simón, certo?

Franzi o cenho, confuso. Por que a governanta de Luna estaria me ligando do celular da mesma?

- Sim, sou eu mesmo. Por quê?

- Simón! Você sabe onde Luna está?

O quê?

- O quê? - Repeti meu pensamento. - Não, não faço a mínima ideia. Ela sumiu?

Matteo agora me encarava com mais atenção.

- Bem, sim. Preciso que ela volte para casa agora mesmo, está tarde e a tia dela irá ficar furiosa se perceber que ela fugiu. Eu estou muito preocupada e agora ainda mais, sendo que Âmbar vai sair sozinha para procurá-la. Seria pedir demais acompanhá-la?

A voz da mulher, até então desconhecida por mim, soava aflita.

- Não, claro que não, estou indo agora mesmo.

- Muito obrigada Simón.

- Eu que agradeço por me ligar.

E então finalizamos a ligação. Peguei meu celular, minhas chaves e meu casaco rapidamente, me dirigindo a porta. Por sorte, nossa mãe tinha um carro e não se importava que eu dirigisse. O carro é estritamente proibido para Matteo e obviamente Gastón, no entanto.

- Ei, ei, ei! - Matteo se pôs em minha frente, fazendo-me bufar impaciente. - Explica isso direito.

- Não tenho tempo Matteo, Luna sumiu e estou indo encontrar Âmbar para procurá-la. - Passei a mão em meu cabelo, bagunçando meu topete levemente. Pude ver um sorriso de canto nos lábios de Matteo e toda a paciência que me sobrou se esvaiu. O empurrei de minha frente e abri a porta, mas fui parado por sua afirmação:

- Eu vou junto!

- Não, você não vai. - Fiz com que minha voz soasse firme.

- Qual é, cara? Tá mais preocupado com eu falar com a Luna ou com ela ficar desaparecida? Com mais pessoas, a chance de encontrá-la é maior. - Droga, eu odiava quando ele manipulava as coisas ao seu favor. E odiava ainda mais quando ele estava certo.

- Tá, que seja, eu vou encontrar a Âmbar e vamos procurar a Luna pela cidade com o carro. Você procura ela pelas ruas.

- Sim senhor! - Matteo bateu continência, me fazemos revirar os olhos.

...

Nina's point of view.

- Então, deixa eu ver se entendi... Luna fugiu e Âmbar saiu escondida para procurá-la? - Eu repetia as informações que Mônica havia me dado. - É hoje que o furacão chega nessa família. - Me joguei em minha cama, desacreditada.

- Âmbar pediu para convidar suas amigas para jantar aqui. - Mônica disse, após uns segundos de silêncio.

- Jim e Yam? - Questionei, confusa e a vi assentir. - Por quê? Pra quê?

- Ela disse que Sharon não faria escândalo tendo visitas em casa e faz de tudo para ser uma boa anfitriã, então você e as meninas podem mantê-la ocupada por um tempo. - Mônica gesticulou com as mãos, explicando o plano de Âmbar.

- Perfeito! - Exclamei, um sorriso animado nascendo em meus lábios. - Ela está certa, tia Sharon se importa muito com as aparências. Jim e Yam vão enlouquecê-la, melhor dupla para distrai-la! Vou chamá-las.

Rapidamente enviei mensagem de texto para um grupo cujo tinha nós três. Jim e Yam não me negariam ajuda, são as melhores amigas que eu poderia ter, e as mais divertidas também.

...

Em poucos minutos eu estava descendo para abrir a porta para Jim e Yam e, para minha surpresa, Ramiro as acompanhava.

- O que ele faz aqui? - Revirei os olhos, conhecia a fama de Ramiro.

Yam encarou o garoto sorridente atrás de si e também revirou os olhos, cruzando os braços em desdém. Ramiro vem tentando conquistar Yam há um bom tempo, mas todas nós conhecemos sua fama, Yam não caíria na dele tão facilmente, e Jim e eu não deixariamos ele machucar nossa amiga.

Sinto Jim me puxar para um canto longe dois dois e a olho em confusão.

- Ele quer provar seu amor pela Yam. - A ruiva sussurrou.

- Vindo até minha casa? - Franzi o cenho, ajeitando meus óculos.

- Não. - Jim riu. - Ele disse que vai nos ajudar a manter Sharon distraída, assim vai provar que é confiável e Yam pode namorar com ele.

- Se ele acha, ao menos é uma ajuda a mais. - Dou de ombros, voltando até eles junto com Jim no exato momento em que tia Sharon apareceu na sala.

- Nina, cadê suas irmãs? - Ela murmurou impaciente. A veia em sua testa já parecia criar vida novamente, mas então ela se forçou a sorrir ao ver as meninas. Em geral, ela seria rude, mas Jim e Yam vêm de boa família e seus pais são empresários bem-sucedios, assim como o pai se Ramiro, o que faz ela suavizar mais para não ficar "mal-falada". - Oh, não me disse que tinha visitas. Boa noite meninas, boa noite Ramiro, ficarão para jantar?

- Sim, tia Sharon, eu os convidei, espero que não se importe. - Cruzei meus dedos desejando que ela não fique tão irritada. Vi a veia em sua testa aumentar, mas ainda assim ela forçou mais seu sorriso, visivelmente se remoendo por dentro. Luna se divertiria com isso se estivesse aqui.

- Não, querida, claro que não. São todos muito bem-vindos. - Ouvi Jim e Yam rir disfarçadamente atrás de mim e tentei evitar rir junto. - Bem, pedirei para Amanda pôr aos pratos na mesa.

E assim ela se retirou, com toda a classe que nunca perderia.

...

Simón's point of view.

Matteo saiu pelas ruas procurando pela Luna, segundo ele, haviam grandes chances de ela estar em alguma ponte em algum lugar que ele conhece. Então fui dirigindo até às ruas próximas a casa das garotas, Âmbar havia saído há alguns minutos, portanto não deveria estar muito longe.

Eu estava muito preocupado com Luna, mas a conheço bem e sei que costuma sumir, caso estivéssemos em perigo, era mais fácil ela me salvar. Luna sempre fora muito independente e sempre soube se defender muito bem sozinha, seus rebates contra Matteo prova isso, Âmbar no entanto... Não a conheço bem, sair a essa noite sozinha pode a pôr em perigo.

Ouvi uma voz que jurei ser a sua. Ela parecia estar em algum conflito com outra voz masculina.

Mas o quê?!

Mais rápido do que achei ser possível, segui as vozes e, como eu imaginava, era sua voz. Ela parecia estar discutindo com um garoto moreno que insistia em pôr as mãos em sua cintura.

Desci do carro agilmente, fechando a porta com brutalidade. Me aproximei com braços cruzados e irritação estampada em meu rosto.

- Algum problema por aqui? - Ergui uma sobrancelha, encarando o tal garoto. Ele me olhou em um misto de confusão e raiva. Âmbar rapidamente correu em minha direção e a puxei para trás de mim, ela se agarrou em meu braço e lhe dei um sorriso, demonstrando que estava tudo bem.

- Estávamos apenas conversando. - Ele parecia indignado, o que apenas me fez querer socar mais aquela carinha de Max Steel falsificado. - E você quem é?

- Alguém que não gosta de ver caras pondo as mãos em garotas sem o consentimento delas.

- Qual é cara, você nem sabe o que estava acontecendo. Você não é nada dela. - Ele se aproximou, e minha postura ficou mais rígida, pronto para defender a mim e a Âmbar.

- E você também não. Mas acho que se eu chamasse a polícia, algo me diz que Âmbar concordaria comigo e não com você.

Ele bufou, seu rosto ganhando um tom avermelhado pela fúria.

- Isso não vai ficar assim. - Então saiu, batendo os pés.

- Está tudo bem? - Me virei para Âmbar, que soltou meu braço e me olhava, agradecida.

- Sim, obrigada Simón. - Sua voz parecia fria, no entanto, e ela insistia em não me olhar nos olhos.

- Você realmente não tem o que agradecer. - Lhe dei um sorriso gentil.

- Como me encontrou? - Seu cenho franzido indicou sua curiosidade. Realmente passaria dos limites da coincidência eu estar no lugar certo na hora certa.

- Sua governanta me ligou pelo celular da Luna, pediu que eu a encontrasse para ajudar a encontrar a Luna e não ficar sozinha a essa hora. - Expliquei, coçando a nuca. Algo sobre Âmbar fazia minha timidez aumentar a um nível anormal.

- Mônica é a melhor. - Ela sorriu para si mesma e não pude evitar sorrir. Droga, ela tinha que ser tão adorável?

- Então vamos? Meu carro está logo ali. - Estendi minha mão e a vi encará-la, intimidada. Eu ainda vou me vingar de Matteo por deixá-la assim. - Prometo que não mordo.

Ela visivelmente tentou não rir, segurando minha mão, por fim, e a guiei até o carro.

Âmbar sentou-se ao meu lado, pondo o cinto e fiz o mesmo, sentando-me no banco do motorista.

- Você o conhece? - Eu realmente precisava saber.

- Sebastián Villalobos, é um idiota do Blake South College que se acha muito mais do que realmente é. - A loira ao meu lado revirou os olhos. Eu não conseguia parar de prestar atenção em cada um de seus gestos, e admirar secretamente cada um deles.

- Um Max Steel falsificado? - Ela explodiu em uma linda gargalhada. Boa, Simón, fez ela rir duas vezes.

- Sim, exatamente isso. - Ela cessou suas risadas, me encarando com um sorriso que mostrava seus malditos dentes perfeitos. Nos encaramos por alguns segundos, não era intencional, simplesmente nos perdemos nos olhos um do outro. Eu amei me perder naqueles azuis, mas, aparentemente, Âmbar não se sentiu da mesma forma, pois logo que notou, desviou o olhar para a frente.

- Então vamos procurar a Luna?

Suspirei, frustrado, concordando:

- Vamos sim.

Ela estava machucada, e achava que eu estava contribuindo com Matteo para piorar a situação, é totalmente compreensível, é um mecanismo de defesa, afinal. E eu teria paciência para suavizá-lo aos poucos.

...

Gastón's point of view.

Faziam quase duas horas que eu estava no quarto de Nina. Subi pela janela - aliás, os galhos das árvores próximos as janelas são realmente úteis, se Sharon não queria que Luna fugisse, fez muito mal em os pôr lá, era quase uma placa de "me use para fugir".

Eu podia ouvir Nina, Jim, Yam e Ramiro no andar de baixo enlouquecendo Sharon. O trabalho deles era distrair Sharon e realmente estavam indo bem, contando que já fazem exatas uma hora e meia e ainda não haviam sequer ído até a mesa para o jantar. Jim e Yam fingiam uma discussão, na qual puseram Sharon no meio, quanto a qual roupa usariam na próxima apresentação, enquanto Ramiro não parava de cantar raps e se vangloriar quanto a eles. E tudo isso, ao mesmo tempo! Eu gostaria tanto de poder ver a cara de Sharon tendo que fingir simpatia durante isso. Eu estava quase com pena, quase.

Para a minha tristeza, parei de ouvir a voz melodiosa de Nina, passando a ouvir apenas misturas desconexas de discussões de Jim, Yam e Ramiro.

Comecei então a procurar algo no quarto de Nina para me distrair. A ideia era que ela estivesse no quarto na hora que eu "invadisse" (prefiro chamar de entrada estratégica sem permissão alheia), e então eu a levaria para um passeio. Mas, infelizmente, eu teria que esperar.

Encontrei um origami em cima de um livro de Nina e comecei a brincar com ele. De repente, ouço um grito feminino assustado e grito junto, caindo da cama e amassando o origami. Olho para cima e vejo ser Nina, então sorrio torto, sendo incapaz de me levantar.

- Nina?! O que houve? - Ouço a voz de Sharon se aproximando, parecia estar subindo as escadas.

Nina gesticulou, me obrigando a fazer leitura labial e entender que ela estava me mandando não sair do lugar. Não era como se eu fosse conseguir, no entanto, tenho quase certeza que alguma parte da minha coluna vertebral acabou de quebrar.

A morena seguiu até a escada, de frente para a porta de seu quarto.

- Não é nada tia Sharon, apenas pensei ter visto uma barata. - A ouvi dizer. Não era que a certinha sabia mentir?

- O quê? Uma barata? Que horror! Deixe-me ver, talvez eu tenha que chamar um exterminador. - A voz de Sharon estava mais próxima e me encolhi, amedrontado. Qual é? Aquela mulher é assustadora! A bruxa do 71 parece um anjo perto dela!

- Não, não, tia! Não precisa. - Nina se embolou, mas rapidamente se recompôs. - Eu apenas deixei meus óculos cair e acabei confundindo uma borracha colorida que havia caído da minha estante mais cedo. Não era uma barata realmente.

- Preste mais atenção, Nina! E não me assuste assim de novo. - Os barulhos dos saltos descendo as escadas confirmou que, felizmente, Sharon havia ído embora.

Nina então voltou, fechando a porta atrás de si e respirando fundo.

- Como é que veio parar aqui? - Ela murmurou algo como um grito sussurrado com um toque de irritação.

- Janela. - Minha voz carregava a dor que a posição a qual eu caí causou. Nina sussurrou um pedido de desculpas, percebendo minha dor e veio me ajudar.

- Está tudo bem? - Argh, seu semblante preocupado era tão fofo.

- Quebrei uma parte da minha coluna vertebral e posso ficar alejado por isso, mas tô de boas. - Brinquei, vendo-a rir timidamente com as bochechas coradas. Sorri, gastando esses segundos para admirá-la.

- Mas por que invadiu meu quarto, afinal? - Ela me soltou, obrigando-me a me apoiar no criado-mudo ao lado de sua cama, pondo as mãos na cintura.

- Não sei, eu queria te ver e talvez pudéssemos fazer um passeio. - Dei de ombros, vendo-a corar novamente e logo se recompor.

- A essa hora da noite? E sequer vou falar algo sobre a pena que invasão de privacidade exige. - Ela ajeitou seus óculos.

- Primeiro, você não me denunciaria. Segundo, mais respeito, não é invasão e sim entrada estratégica sem permissão alheia .E terceiro, seu jeito nerd é fofo. - Pus o indicador em seu nariz.

- Para Gastón! - Ela resmungou. Um tomate teria inveja de Nina nesse momento.

- Tudo bem, tudo bem! - Joguei as mãos para o alto em rendição.

- Aliás, você vai ser muito útil agora, obrigada.

- O quê? - Franzi o cenho.

- Tia Sharon está ficando impaciente e não quer mais esperar para chamar Luna e Âmbar, então eu... Eu preciso de um favor... - Ela claramente estava com tanta vergonha de falar qual o favor que minha curiosidade apenas aumentou.

- Que seria...? - Incentivei.

- Preciso que finja ser meu namorado.

E foi aí que tive a impressão de ter perdido os sentidos por alguns momentos.

...

Matteo's point of view.

FINALMENTE ALGO PARA ME AJUDAR! Estou nesse exato momento procurando por Luna Benson nas ruas desertas de Buenos Aires e dando graças por ela ter fugido. Quer dizer, se eu achar a menina delivery, será uma ótima oportunidade para me aproximar dela. Além da situação em si, o fato de ela fugir e eu fazer muito isso vai fazer nós nos conectarmos de alguma forma.

Eu sou um gênio! Aê Balsano, finalmente algo deu certo nessa maldita aposta!

Comecei então a pensar em todos os lugares que a menina delivery poderia estar, claro que já procurei na ponte, e tudo me levava ao lugar mais óbvio: o roller. Simón me disse que o lugar era fechado a essa hora, então não era sequer uma possibilidade. Mas a mente dele não funciona como a minha e a de Luna - sim, nossa mente funciona da mesma forma, os iguais se reconhecem -, ele é certinho demais. Óbvio que Luna arrumaria uma forma de entrar.

Segui então até o roller, pedindo aos deuses que não dificultassem minha situação.

Pense como Luna, Matteo, pense como Luna.

Claro!

Há dois únicos seguranças vigiando o roller a essa hora, e ambos ficam na entrada da frente. Poucos tem conhecimento da entrada dos fundos, então é por lá que Luna entrou!

Mas como ela conseguiria abrir a porta?

Bem, penso nisso quando chegar lá.

...

E parece que não precisei pensar. A porta estava aberta. Ah, Luninha, finalmente facilitando meu trabalho. Segui pela pista de patinação mas, para minha surpresa, não havia nada lá. Então ouvi uma melodia, muito bonita aliás, e a segui, me deparando com Luna, de olhos fechados, cantando enquanto tocava um violão. Ela parecia sentir o que estava cantando e, por um momento, me perdi nessa visão.

Porém, claramente, Luna tinha que acabar com o momento, reclamando da minha ilustre presença. Que ingrata, não são a todas que dou o prazer da minha presença!

- Que porcaria mauricinho, você pôs algum dispositivo de rastreamento em mim? - Ela resmungou, soltando o violão com violência no lugar. Nem parecia a garota linda e angelical que cantava há alguns segundos atrás.

Espera!

Linda? Angelical? Mas que merd-

- Ei! Meu mundo não gira em torno de você, venho aqui para aliviar o estresse. - A vi baixar a guarda e comemorei internamente. - Mas e você? - Finjo-me de desentendido, me aproximando cuidadosamente. Ela ainda pode quebrar meu nariz!

- Venho fugir um pouco da vida, se é que isso é possível. - Ela encara seus pés e, por algum motivo que prefiro ignorar, me sinto sem jeito.

- Fugiu de casa, não é?

- Como sabe? - Seu olhos verdes se arregalaram e sorri com isso.

- Digamos que não vim aqui apenas para pensar. - Dei de ombros. - Simón e Âmbar estão te procurando há duas horas, ficou louca?

- Falou a responsabilidade em pessoa. - Ironizou, revirando os olhos. - E não finge que se importa.

- Por que sempre duvida de mim? Eu me importo! - Menti? Sim, claro que menti. Por que eu me importaria com uma garota que é apenas uma aposta? Uma garota linda que é apenas uma aposta...

Meu estômago começou a se embrulhar com o meu súbito pavor de quão linda Luna parecia para mim. Para, Balsano, só coisa da sua cabeça!

- Ah, claro. - Sua voz carregava sarcasmo. - Só vamos logo. - Ela não parecia disposta a brigar como das outras vezes, e isso me preocup-

Não, não sinto nada.

- Que seja. - Dei de ombros. - Sei que fugir faz você se sentir livre as vezes e que quer apenas não ser julgada como errada quando só está sendo verdadeira consigo mesma e com quem você é, mas fugir dos problemas não vai fazer eles desaparecerem, apenas ficarão escondidos e esquecidos por um tempo. Eles vão voltar, eventualmente, e sempre quando voltarem estarão piores.

Dito isso, segui para a saída. Aparentemente, minhas palavras surtiram efeito na menina delivery, pois ela permaneceu parada e logo chamou meu nome.

- Sim? - Finjo desentendimento.

- Talvez você não seja tão horrível assim. - Eu juro que não queria, mas não pude evitar sorrir. - Talvez, eu disse apenas talvez. - Ela apressou-se, mas não conseguiu destruir a felicidade que odiei por ser causada pela sua confissão. Por que eu me importo com o que ela acha de mim?

- Okay, talvez eu não seja. Agora vamos. - Estendo a mão para ela.

- Corta essa, mauricinho. - Luna resmungou, passando por mim e batendo em meu ombro, indo até a saída.

- Marrenta. - Acaricio meu braço, tentando desfazer o sorriso e falhando, e a seguindo logo em seguida.

Gastón's point of view.

Toquei a campainha. Sim, Nina me fez descer pela janela e tocar a campainha "como uma pessoa normal faria", segundo ela. O plano era eu fingir ser namorado de Nina, assim Sharon ficaria chocada, começaria a brigar conosco e então não focaria no sumiço de Luna e Âmbar.

- Gastón! - Nina claramente se forçou a ignorar a timidez, abraçando-me. Envolvi sua cintura, sorrindo, para passar a impressão de que nos conhecemos tempo o suficiente para estarmos namorando.

O que definitivamente não era verdade, mas eu não me importo.

- Nina! - A voz de Sharon rapidamente ganhou seu tom básico de irritação. - Quem é esse?

- Uh, tia Sharon, esse é meu namorado. - Segurei a mão de Nina ao vê-la tremer em nervosismo.

MEU. ZEUS! AQUELA VEIA VAI VIRAR OUTRA CABEÇA!

Sharon pôs a mão na cabeça, parecendo perder a visão por alguns segundos. Ramiro aproximou-se ajudando-a a se manter de pé e meu deu um olhar que parecia dizer adeus.

E morri.

- Muito bem, conversaremos após o jantar. Amanda, chame Luna e Âmbar. - Sharon me encarou furiosamente, parecendo-

Espera.

- O quê? - Eu e Nina exclamamos em uníssono, em pânico. Ela se importa tanto com manter as aparências assim?

Amanda, que aparentemente era a empregada ao lado de Nina, nos encarou alarmada. Todos na sala imediatamente ficaram tensos.

Okay, agora sim estamos todos ferrados.


Notas Finais


LEIAM AS NOTAS INICIAIS tem uma notificação que quero que leiam c:
Nesse capítulo não teve tanto Lutteo quanto eu pretendia pôr, é que o capítulo já estava extremamente enorme e alguns leitores podem não gostar disso, então infelizmente tive que tirar bastante coisa que eu pretendia pôr.
Ah, me digam uma coisa: Vocês gostam de capítulos grandes assim? Ou preferem eles menores? Eu tento sempre me supervisionar para não deixá-los passar de três mil palavras ou ficar menos de 1.500 palavras, e quando começo escrever acabo não conseguindo me impor limites, como aconteceu com esse capítulo. Então me digam se gostam de capítulos grandes assim.
FOCA AQUI cof cof próximo capítulo ou no capítulo nove tem beijo cof cof eu não disse de quem, só digo que tem beijo u.u
Podem divulgar para os amiguinhos, se quiserem, tá? Risos
Xoxo, Emz sz


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