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História Três Dias - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá! Voltei bem rápido a escrever mais de Griné pois: tive uma crise de insônia (são 3h da madrugada) e muita gente falou comigo no instagram pedindo mais. Então vou escrever uns dois ou três capítulos dessa história. :)
Espero que gostem do primeiro! Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Três Dias - Capítulo 1 - Capítulo I

Faziam três noites que René tinha arrumado suas coisas em duas malas grandes, colocado tudo no carro e saído da vida dela. Faziam três noites também que Griselda não dormia direito; faltava os braços de René na cintura dela durante a noite, os beijos longos, a segunda escova de dente do banheiro, os beijinhos espontâneos na mão dela. O cheiro dele ainda tava impregnado no travesseiro e o roupão que ele usava ainda estava pendurado no armário. A presença dele ainda estava ali, como um fantasma, lembrando-a o tempo inteiro que eles tinham terminado. 

Durante o dia era fácil se mostrar forte; o trabalho sempre foi sua válvula de escape. Mas quando chegava a noite, o coração apertava e a saudade era tanta que, mesmo contra sua própria vontade, seus olhos enchiam de lágrimas. Um pedacinho dela guardava a esperança de que o telefone tocasse e René, do restaurante, dissesse que estava morrendo de saudades e que ia chegar o mais rápido possível. Então a realidade avassaladora quebrava qualquer esperança que ela pudesse ter. René a deixara. 

Com o coração apertado e uma tristeza profunda, Griselda deixou que suas lágrimas deslizassem por sua face e agarrou-se ao travesseiro que cheirava a René. Logo, o sono embalou-a como a saudade furtiva já havia feito.

 

•••

 

“Griselda...” René tocou-a o ombro.  “Griselda, acorda.” Sussurrou próximo ao rosto dela.

Griselda dormia imóvel. Para René era tão diferente vê-la dormindo... aquela mulher forte, altiva, feliz e sempre disposta se tornava uma figura frágil, uma boneca de porcelana que podia quebrar. Ela era linda. 

“Griselda.” Chamou um tanto mais forte e tirou uma mecha de cabelo que cobria o rosto dela. 

Griselda remexeu-se. Soltou o travesseiro que estava abraçada e lentamente abriu os olhos. Gradativamente eles cresceram. Ficaram arregalados ao ver quem a acordara. 

“René.” Sussurrou, pensando que talvez fosse um sonho. “O que você tá fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa?” 

Ela sentou ereta e olhou pra René. Não podia ser real! Só podia ser miragem o homem que ela não parava de pensar um segundo materializado na frente dela, sentado na borda da cama. René a olhava, analisava o rosto assustado dela. Como ele amava essa mulher!

“Aconteceu, Griselda.” Ele disse olhando bem nos olhos dela. 

“Então diz logo. Você tá me deixando nervosa, pô.” 

“Aconteceu, Griselda, que eu não sei mais dormir sem você. Fazem três noites que eu erro o caminho do hotel e quando vejo tô no caminho da sua casa. Três noites que uma angústia me consome, que eu só consigo pensar no erro gigantesco que é te perder. Eu sinto falta de você, da tua risada gostosa, dos teus abraços, dos nossos banhos na banheira, de acordar contigo e receber o teu ‘bom dia’. Eu percebi que eu fui injusto com você e te devo desculpas.” 

Os olhos de Griselda viraram uma piscina salgada. Ela ouvia, mas não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo. Seu coração parecia que ia explodir.

“René, você não me deve –“ 

“Devo, Griselda. Devo sim, meu amor. Você nunca teve intenção de me atingir ou me manipular. Você estava certa; eu trouxe meus traumas da minha relação passada pra nossa. Eu não estava acostumado a alguém fazer algo por mim sem pedir nada em troca, sem querer reconhecimento. Você foi altruísta e eu fui injusto. Te comparei a quem não devia, porque Griselda, você é única. E eu senti tanto medo de te perder nesses últimos dias... e hoje... hoje eu decidi que você é a mulher que eu quero lutar sempre pra ter do meu lado. Você me desculpa, Griselda?” Ele a olhava esperançoso. Sentia-se vulnerável também, depois de escancarar seu coração e todas as suas angústias. 

“René...” Griselda não conseguiu responder. As lágrimas rolaram livres pelo seu rosto, um sorriso grande estampou-se em seu rosto e tamanha felicidade a fez se jogar nos braços de René em um abraço apertado e saudoso. Ela segurou-o como se a qualquer momento ele fosse desistir dela e sair do quarto como havia feito.  Ele a apertou contra si e beijou os cabelos de sua amada, encaixou o rosto no pescoço de Griselda e inalou o cheiro familiar dela que ele tanto amava. “René, eu te amo tanto. Tanto. Tanto. Eu sei que eu não falo muito isso e que você é muito melhor com as palavras, mas... minha vida sem você é incompleta. Você me ensinou a amar novamente, fez eu me sentir assim... viva, pela primeira vez depois de muito tempo. Fez eu me sentir mulher. Tava doendo muito ter me separado de você.”

“Eu que te amo tanto, tanto, tanto!” Ele respondeu olhando fundo nos olhos marejados dela. E acariciando seu rosto meio inchado. “É insuportável ficar longe de você. Eu tava me sentindo vazio. Cheguei naquele hotel, num quarto impessoal, que não era meu... sozinho e com uma culpa tremenda. Lembrando do teu rosto no dia que eu fui embora, nas lágrimas caindo... nada mais fazia sentido. Eu precisava de você. De estar perto de você. A Amália me abriu a porta e quando eu subi aqui e te vi... meu amor, eu percebi que você faz sentido. Você na minha vida faz sentido.”

Uma felicidade tão intensa irradiava dos dois. O amor emanava, airava o ar, fazia com que eles respirassem livremente e ficassem leves mais uma vez. 

Griselda sentou no colo de René e o abraçou. 

“Tá faltando só uma coisa nessa nossa reconciliação.” Ela disse, encostando o nariz no dele e acariciando seu cabelo. “Meu beijo!” 

René sorriu como um menino arteiro e a beijou. O beijo era voraz; as línguas se enroscavam e os lábios eram chupados num ritmo só deles. 

“Eu prometo... nunca mais... fazer nada sem te consultar antes. Me desculpa também, amor.” Griselda sussurrou entre os beijos e o abraçou mais forte. René sorriu e a beijou mais ainda. Acariciando todo o corpo dela com a mão e já subindo a camisola para ter acesso à pele macia de Griselda. 

Eles se amaram a noite inteira, proclamaram juras de amor e incontáveis pedidos de desculpa. Prometeram nunca mais passar mais de três dias longe um do outro e beijaram-se até o fôlego ser escasso. Pela primeira vez em três dias, depois que o cansaço das atividades performadas os acometeu, dormiram em paz. Felizes e unidos. Não havia espaço entre os dois, as pernas entrelaçadas e os corpos enroscados em um abraço. 

“Boa noite, meu amor.” René disse no ouvido dela, antes de entrar num sono profundo e cheio de amor.


Notas Finais


Por que choras, Aguinaldo? Hahahahha. E aí, o que acharam? Espero que tenham gostado. Abraços e até a próxima!
Lembrando que vocês podem me encontrar no twitter: @eduardamaguire


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