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História Três Dígitos - Capítulo 3


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Notas do Autor


Eu acabei o ensino medio, uhuuul! E agora pretendo voltar definitivamente. Espero que gostem e comentem, e bora continuar depois de anos!

Capítulo 3 - Três letras: RPG


  O pessoal do time do Colégio Estadual de Seul era uma divina comédia. Tinha chineses lutadores de Kong Fu, sino-canadenses largados e bissexuais românticos demais.  Uma verdadeira feirinha de cacarecos, onde alguém sempre saia com a boneca quebrada no final. Mas Jongin gostava disso, gostava das risadas, das companhias e, principalmente dos contatos. Isso podia até soar fútil, mas, bixo! Quem não gostava de uma facilitada na vida, certo?

    We are the champions tocou em sua mente bem no momento em que viu o grandão pular pela arquibancada. Finalmente, Park Chanyeol fazia parte do time, e isso com certeza não significava apenas a revolta dos que não foram. Era algo a mais: A sua melhor chance.

    Claro, isso poderia soar um pouquinho egoísta pensando por esse lado, mas, caramba! Agora ele finalmente teria uma desculpa plausível para falar com seu principezinho da Disney, sabe? As consultas a psicóloga na sua casa não eram o bastante, visto que o baixinho era um homem de poucas palavras e nem o olhava nos olhos enquanto o Kim perguntava o que diabos era Break The Ice, e Kyungsoo o fuzilava com seu melhor olhar, a sobrancelha arqueada e as poucas palavras de: "Uma música da Britney Spears, cara". Não estava obcecado, longe dele! Mas não tinha como deixar essa oportunidade passar, podia ser o amor da sua vida!

   Com o grandão no time, poderia se aproximar de seu mais novo crush, o novo dono de seu coraçãozinho de manteiga, e é claro, dar uma forcinha a Baekhyun. O baixinho fora apaixonado pelo Park desde que este o ensinou a jogar RPG na sétima série. Resultou em um amigo viciado e apaixonado. Típico. E o torcedor ainda tinha a audácia de reclamar de suas paixões. Ao menos não eram a mesma desde os doze anos!

   Foi pensando em Baekhyun que o moreno percebeu. Como diabos nunca havia se apaixonado por Kyungsoo antes? Como não tinha notado aquele grande pedaço de fofura em seu caminho? Melhor amigo da paixão secreta de seu próprio melhor amigo, e nunca sequer trocaram mais de duas palavras antes de ter que ir a santa psicóloga. Jongin se sentia babaca. Será que sua mente havia o ignorado a vida toda pela falta de popularidade e do encaixe nos padrões? Ou ele só não teve a oportunidade? Ele não fazia ideia, mas sabia de uma coisa: Quando viu o baixinho com moletom de personagens, folheando uma agenda e sorrindo fraco por trás dos óculos de grau, teve certeza que ele era o homem da sua vida, sem exagero!

   Voltou a cabeça pro melhor amigo. Não podia o abandonar. Seus planos para conquistar Kyungsoo incluíam também empurrar o mais novo jogador grandão para seu amigo magrelo. Era uma questão de princípios, saca? De gratidão. Lembrou de como ele o ajudou a conquistar sua primeira namorada, colega na equipe de torcida, e de como foi o empurrãozinho final para a grande conquista de Jennie, uma das chefonas no jornal da escola. Baekhyun tinha o ajudado tanto, sabe? E claro, pediria ajuda de novo, ele não conseguiria sozinho. Mas retribuir era necessário também, pelo menos de acordo com os conselhos de Zitao, o fominha do time. Todo time tem um.

   Mas foi naquela manhã que tudo mudou. O Kim tomou a iniciativa mais radical de sua vida e enfim, perturbou o baixinho nas redes sociais. Não foi grande coisa pra ele. Só chamou lhe perguntando o nome do desenho das emoções, fingindo que não lembrava e que não podia procurar no google. Jongin era péssimo puxando assuntos e Kyungsoo, por sua vez, era péssimo recebendo mensagens. Falar com pessoas novas é difícil pra qualquer um, acreditava ele: Você fica sem assunto, envergonhado e erra tudo que for falar. Lembrava de como quase respondeu um "pra você também" quando sua prima não muito  lhe mandou um feliz aniversário. Não era aniversário dela, ele apenas não sabia como agir.

   Quando viu a mensagem de Jongin brilhando na tela de seu celular, quase teve um piripaque. Aquele instagram tão conhecido e que seguia só por seguir. Como diabos ele o reconheceu? Porque diabos ele estava lhe mandando mensagem? O Do estava definitivamente, surtando.

   Tudo começou com um "Oi Soo! Podemos conversar?", seguido de um belo "Será que você sabe o nome do filme das emoções que falam? Eu nunca assisti, e achei que soubesse – Emoji de carinha sorrindo com os olhos fechados –". É claro que Kyungsoo sabia, Divertidamente é de longe uma das melhores animações da nova Disney, e o chocava que o maior não soubesse. Esse era o problema. Será que era infantil demais, e só por isso o Kim lhe fez a pergunta? Céus. O frio na barriga já subia aos poucos enquanto segurava o celular na mão levemente suada. Queria não se importar, queria mesmo, sabe? Mas o medo de parecer um otário era muito maior do que o amor próprio que ainda lutava para alcançar.

   Vinte minutos se passaram, repletos de cálculos, consulta ao Chanyeol e Minseok e até orações  – Vai que vinha uma luz, né? – Até que o garoto gordo finalmente decidiu o que responderia. Não era simples como responder o nome da coisa. Tinha todo um arsenal por trás, cheio de medidas protetivas para que não fosse zoado novamente. Kyungsoo queria ser mais impulsivo, às vezes.


   "Oii! Haha, não sei o que você está falando não. Tchau."


  E pronto. Arregou que nem um franguinho. Fugiu de todo tipo de conversa que poderia ter com Jongin e se quebra apagou uma foto antiga de seu instagram em que ele estava na piscina com Chanyeol. De camisa, é claro, mas ainda assim seu corpo aparecia, e não queria que dessa forma pudesse dar motivos para ser zoado. Era realmente um grande medroso.

  Diferente do que pensou, a resposta veio quase que imediatamente, poucos minutos depois.

    "Ah não tem problema! Haha! – Emoji de coração – Eu só queria confirmar a consulta dessa semana…"


     É claro que queria. Se sentia um maldito secretário e apenas isso. Mas infelizmente, era isso mesmo. Aceite logo seu trabalho, Kyungsoo, os clientes precisam de você, droga.

    

    "Oh, Claro. Tudo certinho sim. Mesmo dia e horário, haha"


   Jongin respondeu com um obrigado e mais emojis de coração. O Do presumiu que ele deveria ser viciado em emojis.




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    No dia da consulta, Jongin estava nervoso. Tipo, mais até do que na primeira vez. Era claro pra ele que, na verdade, Kyungsoo o odiava muito. Depois das respostas secas no Instagram, e da arqueada de sobrancelha que recebeu quando sorriu para o pequeno, teve certeza que ele não estava para papo com o Kim. Mas ah, se ele fosse de desistir...Talvez não tivesse quebrado a cara tantas vezes. Mas de que importa, se no final do arco íris há um principezinho da Disney?

   Caminhou pela rua, agora menos estranha, e parou em frente a casa salmão de dois andares. Tudo parecia diferente agora que já sabia quem morava lá. Tocou a campainha e esperou, beliscando as próprias mãos em sinal de nervosismo. Ao abrir a porta, lá estava ele, com os malditos óculos e o maldito cabelinho e as malditas bochechas. Jongin se apaixonava rápido, mas não lembrava de ser tanto assim.

    Dessa vez, as coxas de Kyungsoo não apareciam – Ele tinha se lembrado de puxar os shorts para baixo antes. Sabia que Jongin viria. – E usava um moletom do Hard Rock Café de Seul, cinza claro. Ele tinha ficado adorável parecendo um garoto culto e rockeiro que toma bebidas caras no bar do Hard Rock Café. Sexy.

     —Oi! – Ditou sorrindo, seus olhos sumindo com o ato.

     —Oi… – Kyungsoo estava tímido, encolhendo os ombros – Pode entrar...Você é o próximo.

   E mais uma vez estavam sentados no sofá confortável da sala de estar. Jongin de um lado e o baixinho do outro, encarando os quadros peculiares.

      —Divertidamente – Murmurou o Do, enquanto fingia rabiscar na agenda rosada, mordendo os lábios de coração.  

      —Hm? – Jongin o olhou, confuso. Pronto, estava tão nervoso que ouvia uma lingua alienígena.

      —O filme das emoções...Que você perguntou no instagram. O nome é Divertidamente. Deveria ver. É legal.

    Veja bem, não estava nos planos de Kyungsoo entregar de bandeja a reputação que não possuía. Ia se fazer de adulto que nem sabe o nome dos filmes novos e chama a Merida de Valente. Mas aí Jongin chegou lá, com toda a sua pose, a pele morena e o sorriso galante. Com aquele moletom ridículo do time e os cabelos cor de rosa jogados para trás. Kyungsoo quis morrer ao perceber que na verdade, seu bloqueio de caras héteros era uma grande mentira, e talvez, bem talvez mesmo, o Kim nem fosse tão hétero assim. Já tinha visto interações peculiares com Oh Sehun e Lee Taemin, mas achava que estava delirando. Onde já se viu? Um astro do time e terror das meninas, gostando de meninos? Impossível! Pelo menos até o momento, porque foi só ele sorrir que, meu deus, seu coração mais parecia asa de beija-flor, e isso não aconteceria com meninos heteros. Kyungsoo não se apaixonaria por um hétero.   

   A verdade era que o atleta o deixava nervoso. Nervoso demais para o seu gosto. Tudo bem, Jongin era bonito e gostoso, mas e daí? Pouca coisa para as borboletas em seu estômago com os olhinhos se fechando ou para as incansáveis mordidas de lábio. Gentil, engraçado, fofo e bonito, mas qual era a porcentagem de ser tudo apenas uma máscara, sabe? O baixinho chutaria 95%, porque sempre tem esperança, Chanyeol diria 5%, já que era otimista. Sua mãe, por sua vez, o mandaria deixar de ser desconfiado e beijar na boca, fazer uma terapia.

     —Até parece que ele me beijaria… – Pensou alto, suspirando, sem notar o olhar do atleta sobre si.

     —Hm? – Jongin riu, achando fofo.

     —Nada! – Corou, seu coração acelerando no mesmo momento – Pensei alto. Desculpe. Quer café? Chá? – Desconversou.

     Jongin riu, o coração aquecido pela fofura do principezinho. Além de lindo era fofo e sexy. Jongin deve ter jogado pedra na cruz para ter que aguentar secretário tão lindo, sem nem ser notado ou correspondido.

       —Não...Obrigado. – Sorriu – Mas eu adoraria ver Divertidamente qualquer dia. Você bem que poderia me mostrar, né?

    Bingo. Ponto para o Kim. Céus, como ele era bom flertando.

       —Ah. Claro. Eu te mando o arquivo. – Merda. Foi derrubado novamente. – Bala? – Estendeu um potinho cheio de balas de café, sorrindo nervoso.

    Jongin sabia que estava deixando o menor assim. Não era nenhuma novidade para si, modéstia a parte, o efeito que causava nas pessoas, mas poxa, ele só  queria um sinal de correspondência, sabe? Um tchan. Um sorrisinho safado, uma sentada mais próxima no sofá ou um convite pra sair. Sabia que o baixinho era incrível, mas nunca vira alguém tão inalcançável! Isso o deixava tão mais atraente…

   O cliente esquisito saiu da  sala novamente e Jongin levantou, dessa vez, junto de Kyungsoo.

       —Boa sorte. – Murmurou o menor.

       —Obrigado. Pra você também. – E foi para o consultório. Jongin claramente também se sentia nervoso na presença de Kyungsoo.  Era mesmo um romântico bobinho.


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 Chanyeol costumava ficar na sala de xadrez depois da aula, só pra passar o tempo, pensar em uns passes novos para o basquete ou planejar novas missões de RPG. De atleta para nerd em segundos. Passava a tarde toda conversando com os outros nerds, deitado no chão e suspirando de tédio aos quatro ventos, as vezes jogando uma partida ou outra como quem não quer nada. Caralho, não via a hora da popularidade chegar para ter uma vida agitada. Na cabecinha do Park, pessoas populares saíam todos os dias e sempre iam a festas, nunca estavam entediadas. Coitado, iludido.

   Sentiu a pontinha da popularidade chegar no momento em que Yifan lhe fez o convite. "Sábado. Na minha casa. A sua primeira festa, bro". Ele ficou todo bobo. Queria se produzir todo e levar Kyungsoo, queria finalmente ser a estrela da festa. Seu momento havia chegado.

   A outra pontinha ele sentiu naquela tarde mesmo, na sala do clube de xadrez – Por mais que pareça irônico – quando recebeu a visita mais inusitada da sua vida. Quase vomitou todos os órgãos internos e deu três mortais carpados quando viu a figura baixa e magra entrar pela porta, com o uniforme da torcida e aquele sorrisinho aberto, o mais lindo do mundo. Byun Baekhyun, o nerd disfarçado de torcedor e também a primeira e única paixão de Chanyeol. Ele não era como Jongin que se apaixonava facilmente, ou mesmo Kyungsoo, que fingia nunca ter se apaixonado. O Park era moço de família, homem de um único amor. Mas não fazia ideia de como se declarar para ele.

    O torcedor cumprimentou Luhan, um nerd do programa de intercâmbio que detonava no xadrez e já saia da sala, e sentou ao lado de Chanyeol, sorrindo. Foi o fim.

     —Oi! Queria te parabenizar! Pela entrada no time e tal… – Coçou a nuca – Você mereceu. Mesmo.

    Não é como se nunca tivessem se falado antes. São bons colegas desde a sétima série e o famoso ocorrido do RPG, e tem uma boa relação, para completos opostos. Se falavam vez ou outra nos jogos e desejavam bom dia ocasionalmente, mas nada muito profundo. Sendo assim, toda vez que Baekhyun abria a boca, Chanyeol surtava.

      —Obrigado! – Sorriu, nervoso – Pra você também! Quer dizer...Não que você tenha passado no time...Mas você poderia passar! Você é incrível! Aish, que droga. – Bateu a mão na própria testa, vendo o outro gargalhar – Desculpa…

       —Tudo bem. É fofo. – Sorriu – Que nova missão temos aqui? – Brincou com o dado de RPG em cima da mesa. Tô com saudades de jogar…

     Chanyeol corou. Ele lembrou da sétima série, quando passavam suas tardes jogando RPG naquela sala, escondidos dos outros populares. Baekhyun adorava, tinha se viciado naquele joguinho bobo, e se sentia tão vazio por não ter mais jogado, devido aos seus "compromissos de popular", nas palavras do Park. É que na verdade, ele foi crescendo e percebendo que não era bom o suficiente para aquilo. Não era bom jogando RPG e nem era bom fingindo não estar totalmente apaixonado pelo grandão. Se perguntava quanto diabos seria chamado para sair, mas desistia logo em seguida. O mais provável era que ele tivesse um romance com Kyungsoo, a paixãozinha de Jongin, mas não falaria isso para o Kim, poderia o magoar. Se fosse verdade, ele não estaria errado: O Do era mais decidido, bonito e forte do que ele, que só chamava atenção por ser da torcida. Péssimo, Baekhyun.

     —Devíamos jogar qualquer dia… – Chanyeol murmurou. Posso chamar o Luhan e mais alguns garotos. Vai ser divertido! – Sorriu, recebendo o sorriso brilhante de Baekhyun de volta. Céus, como era lindo.

   O Park suspirou, clamando por coragem para todos os deuses que conhecia. Agora era um rapaz do time! Deixou de ser um perdedor! E não-perdedores lutam pelo o que querem...certo?

      —Quer sair comigo? – Lançou após algum tempo em silêncio, com seu coração saltando. Baekhyun corou. Ele viu. Ele ficava lindo corado.

    O Byun levantou e beijou a bochecha do grandão, pegando sua mochila e suspirando, com aquele sorrisinho.

       —Sexta. Antes da festa do Yifan, para não nos encontrarmos de ressaca – Riu, como se o próprio Apolo tivesse descido ali para falar com ele. – No parque. Vai ser um piquenique. – Sorriu e piscou, saindo aos poucos – Tchau, Chan!

     Ao dobrar o corredor, Baekhyun dançou, fazendo sua maldita dancinha constrangedora da vitória, mas que cabia perfeitamente com o momento. Park Chanyeol tinha mesmo o convidado para sair? Talvez não fosse tão idiota quanto pensava. Sua autoestima aumentou um pouquinho naquele dia.

      Já o Park suspirou ao ver o baixinho sair da sala, perplexo. Tinha um encontro, e não era só para jogar RPG. Tinha um encontro de verdade e de quebra, com o garoto mais bonito da escola, sua paixão desde a sétima série. Sorriu, encarando a própria camisa do time e a levantou, beijando o tecido.

     —Eu te amo, popularidade!


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    Do Kyungsoo gostava de passar a tarde no instagram, quando estava no tédio. Não era um antissocial! Seguia pessoas da escola e tudo, por mais que concordasse com a sua mãe e as blogueiras body-positive: Isso acabava com a sua autoestima. Mas não era um alienígena, saca? Gostava de saber o que as pessoas andavam fazendo, mesmo que suas fotos seminuas parecessem tão diferentes de seu corpo. Se sentia o único diferente ali, o único não-perfeito, mas pelo menos era um não-perfeito informado.

   Sorriu ao ver uma nova foto de Kim Jongin, o cliente da sua mãe e desconhecedor de Divertidamente. Ele estava em uma espreguiçadeira de piscina, de óculos de sol, e usava apenas uma bermuda amarela. Sem camisa. Aquela com certeza era a sua cor.

   Se xingou internamente ao perceber o próprio estômago dando cambalhotas e mordeu o lábio. Era um cara bonito e gostoso, o que podia fazer? O Do tinha uma mania. Era expressivo demais, não gostava de guardar os seus pensamentos. Xingava sozinho e escrevia mensagens só para depois apagar, fingindo para o próprio cérebro que era muito cara-de-pau, mas na verdade, era um medroso.

   Costumava fingir comentar postagens no instagram com o que vinha na cabeça sobre as pessoas. Era automático e divertido. Lhe rendia boas risadas sozinho no quarto. Isso sim era passatempo!

   Não foi diferente com a foto de Jongin. Sorrindo, escreveu seus pensamentos mais obscuros como se sua vida dependesse disso e deu risada de si mesmo. Era bobo, mas divertido. Logo apagaria, de qualquer forma.

   No meio disso, escutou um miado e largou o celular, sorrindo, pegando Bóris no colo, seu gatinho preto.

     —Oi bebê! – Sorriu, abraçando o felino. Era todo bobo por esse gato.

     Deitou na cama e sorriu, brincando com o gatinho até que escutasse outro som, bem mais assustador que o primeiro. O barulho do Instagram. Le levantou, deixando Bóris na cama e voltando a pegar o celular embaixo de si. Nunca sentiu seu corpo gelar tão rápido ao ver o novo comentário na foto de Jongin, ainda aberta.

 

     "@doksoo: Meu deus é muito gostoso."


    Era isso. Estava morto.


Notas Finais


Obrigada para quem leu! Comentem, vão me deixar muito feliz!

Thread no Twitter apresentando os personagens: https://twitter.com/Yifantasticbaby/status/1217590161594253312?s=19


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