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História Três é melhor - Capítulo 1


Escrita por: Randomusuario e Kinski_Sah

Notas do Autor


Antes de entrarmos de cabeça nessa coisa enorme, tenho algumas coisas a dizer; foi muito trabalhoso e cansativo escrever tanto, mas no fim, a experiência mostrou-se muito divertida. Gostaria de agradecer imensamente a co-autora, vulgo Kinski_Sah (ou outro nome para os mais íntimos como eu), que me ajudou imensamente com todo o roteiro, ideias e, principalmente, revisão do material. Isso aqui teria uma qualidade infinitamente pior sem ela, então preciso agradecer e muito! Muito obrigado meu amor, eu te amo.

Sem mais enrolações, fiquem com a one.

Capítulo 1 - Dá um charme, né?


A dupla investia bravamente, enfrentando com espadas cintilantes, escudos impenetráveis e olhares confiantes os males horrendos e monstruosos que os cercavam de todas as direções. Aquela seção da masmorra parecia infinita, os dois já estavam lutando cerca de vinte e cinco minutos ininterruptos. Não que fosse difícil para tão fortes e bravos heróis, pelo contrário; entretanto, não deixava de ser extremamente exaustivo. Precisavam ter olhos nas costas para ver as criaturas investindo, jogando-se contra si em velocidades abismais e sobrehumanas. Era fato que morreriam, e os próprios monstros sabiam disso, porém isso não os impedia de ter tendências suicídas, apenas acreditando na mera possibilidade de causar um ínfimo ferimento nos dois bastiões.

E talvez, por tanto cansaço, aquela esperança crescia gradativamente, julgando pela desaceleração de reação de um dos heróis. Sua espada já não mais cortava o ar com tanta destreza; seu escudo não bloqueava toda a potência dos golpes lançados contra si; seu olhar, outrora confiante e destemido, lentamente tornava-se desesperado. O primeiro herói, que havia tomado a frente, percebeu o fraquejar de seu companheiro. Retornava para ajudá-lo, correndo aos montes desenfreadamente. Todavia, era tarde demais. Nenhum dos dois foi capaz de ver, quando do meio da escuridão, uma criatura esguia e esbranquiçada saltou, abrindo sua bocarra gigantesca em ângulos impensáveis. O primeiro herói não pôde fazer nada, apenas sentir o líquido ferroso e rubro espalhando-se, jorrando por toda sua face, principalmente em sua mão estendida para ajudar o colega.

"Um dos heróis morreu, fim de jogo".

A tela de game over exibia-se, simplória. Nada além de um pequeno texto em vermelho e as opções de continuar ou retornar ao menu inicial. No sofá, os dois rapazes encaravam a TV, estáticos, cada um com suas respectivas emoções. O jovem de moletom verde, Leon, tinha pequenas contrações na face, os dentes cerrados e uma raiva contida por descrença e surpresa. Já Sandy, de roupas mais roxas e rosadas, apenas mantinha uma expressão monótona costumeira, todavia um pouco mais triste que o habitual. Parecia decepcionado, desacreditado e angustiado por seu erro. Escutava a colcha do sofá fazendo barulhos, sabia que era o amigo se virando para si, raivoso. Engolia em seco enquanto abria um pequeno sorriso amarelo e sem graça.

Talvez Leon repreenderia o amigo, brigando por seu erro. Porém, com a intromissão de um terceiro, ou melhor, terceira, o rapaz nada fez. Nem um dos dois percebeu quando a jovem mais velha, beirando seus vinte e quatro anos, pulou no pequeno espaço que havia entre ambos no sofá. Uma bela moça de cabelo ruivo um pouco abaixo dos ombros, olhos azuis brilhantes, pele negra e morena de sol. Não era muito alta, mas também não se tratava de uma baixinha; possuía seus um metro e sessenta e sete, um pouco acima da média das garotas. Mas, mesmo ultrapassando a média, não chegava perto dos rapazes de um e setenta pra cima.

— Oi! Já estão com fome? — A mulher perguntava com uma voz doce, causando um leve rubor no rosto de Sandy pela proximidade. — Ei, não vão me dizer que estão brigando? — Ao fim da pergunta, seu olhar recaía sobre Leon, fuzilando-o profundamente.

— Não Nita, nós não estamos brigando... — Largando o controle do videogame e enfiando as mãos nos bolsos de seu moletom, Leon dava de ombros e virava o rosto para não mamter contato visual. — Mas sobre o lanche... Eu aceito.

— O Leon pode levar o jogo a sério demais as vezes, mas tá tudo bem... Não é como se ele fosse me bater ou algo assim. — De seu jeito meio lerdo, quase sonolento, Sandy acrescentava. Já estava acostumado com pequenos "rages" do amigo sempre que perdia em partes difíceis. — Eu também gostaria, se não for muito incômodo, claro.

Era um dia quente, bem quente. Tanto que Leon, por mais que sempre teimasse em usar seu moletom de camaleão, cedia aos raios solares e vestia uma bermuda e uma camiseta. Sandy, por outro lado, tinha como costume andar sem camisa, apenas com seu colete de seda roxo, turbante de mesma cor e calça flanelada rosa. Entretanto, desta vez, optava por apenas o colete, sem turbante e também uma bermuda no lugar da calça. Nita, por sua vez, despensara o uso de sua touca quente e abafada de urso, permitindo as madeixas avermelhadas escaparem pra fora. Assim como o irmão, uma simples regata branca cobria-lhe o torso. Em seu quadril, uma bela saia vermelha e preta, no estilo xadrez, um tanto curta, mas não de maneira vulgar.

— Sandy, acho melhor você upar um pouco antes de voltarmos para aquela masmorra. Vai grindando aí, não deve demorar muito. Só uns cinco níveis. — Leon orientava, Sandy prontamente atendia e já começava a derrotar monstros mais fracos em seus cantos de spawn de novo e de novo. Parecia concentrado.

— Certeza que não está com raiva, meu irmãozinho lindo? — Sentando-se no colo do mais novo, Nita o encarava com um sorriso travesso na face. Leon revirava os olhos, seu rosto ruborizando levemente.

— Não começa não, Nita... — Reclamou, os olhos escapando do olhar da mais velha, observando a tela para checar se o amigo fazia tudo certo. Ora ou outra, Sandy voltava um olhar para os irmãos, rindo baixo da situação.

A face da mais velha se retraiu de maneira desafiadora, cara de quem aprontava algo. Leon conheceria o olhar, mas estava absorto demais no jogo de Sandy. Suavemente, sem deixar qualquer rastro sonoro, Nita se acomodava mais no colo do irmão, passando para o meio do mesmo, mas não nas pernas. Pressionava de leve sua pelvis contra a do outro, mexendo o quadril lentamente, um rebolado provocativo que despertava Leon no exato momento em que começou. Sem que pudesse abrir a boca para reclamar, Nita colocava um dedo sobre seu lábio, pedindo silêncio em um "shhhh" bem baixinho, sussurrado ao pé do ouvido alheio. Seguido do sussurro, uma mão sapeca e boba, roçando sobre o volume que começava a se formar na bermuda de Leon. O camaleão engolia em seco, esquecendo completamente do jogo e focando na irmã. As mãos tentaram pousar sobre a cintura dela, mas foram impedidas.

— Não, não, Sandy está aqui... — Sussurrara sobre o ouvido, mantendo seu doce tom de voz, mas por algum motivo, parecia um pouco mais grave. — Se acalme, maninho. Se acalme... — E dito isto, discretamente saia do colo, ainda mantendo a mão ali, agarrando aquela coisa dura que marcava a roupa. Deslizava os dedos sobre o membro rijo, um leve carinho gostoso, que pouco a pouco ia cessando, conforme os dedos passeavam para fora, passando pela virilha.

Apenas para provocar mais, Nita ficava de pé fora do sofa, de costas para o irmão. Mexia em seu cabelo sedoso, jogando um pouco para o lado e amarrando-o, o belo pescoço a mostra e pedindo a atenção do irmão. Além disso, com um sorriso malicioso nos lábios, a mulher arqueava suas costas, empinando de leve. Naturalmente a saia subiu, mas não o suficiente para revelar algo, apenas mais alguns centimetros de suas belas e grandes coxas. Um vislumbre sensual para o irmão, que já não mais respondia por si direito.

Sandy, ainda mantendo atenção no jogo, chegou em un estado quase que automático. Algo padrão nesse tipo de jogo onde você passa bastante tempo fazendo a mesma coisa várias vezes; apertava os mesmos botões repetidamente, sequer necessitava de consultar a tela. Seus olhos permaneciam focados na pequena barrinha de xp no canto, observando seu aumento gradual a cada batalha. De vez em quando, desviava o olhar por alguns segundos para ver os irmãos, mas por muito pouco tempo para notar algo. No entanto, por alguma coincidência, o rapaz pousava o olhar sobre Nita bem no momento em que amarrava o cabelo, observando sua empinadinha e, assim como Leon, admirando as grossas coxas a mostra. Seu rosto adquiriu um tom avermelhado, mas decidiu disfarçar e nada dizer sobre.

— Aí Leon, já que você está tão nervosinho por causa desse jogo... Que tal me ajudar a cozinhar? — Novamente, aquele olhar travesso que Leon conhecia muito bem. Sabia exatamente o que a irmã propunha. Caminhando para fora, passava por detrás do sofá, detendo-se ao lado do irmão para novamente sussurrar. — Não sei se você sabe, mas cozinha é muito bom pra acalmar. — Seu tom saiu de maneira sexy, arrepiando o garoto por inteiro.

Aos sons dos passos leves de Nita em direção à cozinha, Leon ponderava suas opções; deveria mesmo fazer aquilo com uma visita em sua casa? Por mais que estivesse morrendo de vontade, e que a irmã não colaborasse, seria mesmo algo certo a se fazer? Provável que não, mas sinceramente, não se importava. Lançou alguns olhares para Sandy, um pouco preocupado, porém fingia naturalidade ao ser encarado de volta. Tentou buscar coragem para falar, falhando, Sandy sendo quem acabou por quebrar o silêncio repentino instaurado após Nita sair.

— Eu acho que já tô quase conseguindo, Leon. Talvez com um pouco de esforço, dê para passar assim mesmo. — Embora fosse acostumado com Leon e Nita, vê-la daquele jeito o deixara desconjuntado, sua voz acabando por vacilar ao se dirigir ao mais novo. Isso dava um tom de conversa de elevador para o diálogo. — O que acha?

— Melhor garantir, Sandy. — Indiferente, talvez ainda um pouco raivoso, Leon respondia sem prestar muita atenção. Seus olhos miravam a entrada da cozinha, buscando pela mais velha por onde conseguia enxergar. — Faz o seguinte; continua aí mais um pouco, eu vou lá ajudar a Nita com o lanche, não deve demorar muito. Quando eu voltar, a gente come e depois volta lá, beleza? — Sandy apenas assentiu com cabeça, Leon marchando até o cômodo que que tanto olhava logo em seguida.

Ao passar pela porta, Leon encontrava-se com a irmã de frente para a mesa, mexendo em dois pratos dispostos sobre a madeira rústica. Nos mesmos, dois sanduíches já se encontravam prontos, confirmando as suspeitas do garoto; não fora chamado para cozinhar. Abria um sorriso largo de malícia, costumeiro de quando se encontrava com Nita nessas situações. A ruiva o notara, e vendo sua aproximação, sentava-se na mesa e cruzava as pernas, sorrindo de volta em mesma intensão que a do garoto.

— Ué, pensei que tinha me chamado pra cozinhar, maninha. — Ironicamente, Leon comentava enquanto parava de frente para a menor. Empurrava os dois pratos mais para o centro, apoiando ambas as palmas onde eles se encontravam anteriormente, na beirada. Inclinava o corpo para frente, aproximando os rostos.

— Não se faz de bobo não, Leon. — Nita revirava os olhos, pousando seus dedos na face alheia, segurando pelos dois lados e acariciando. Leon fechava os olhos, aproveitando a carícia, como um gatinho recebendo mimo abaixo do queixo. — Já não aguento mais fingir na frente do Sandy... Vem cá, vem.

Os lábios tocaram-se sem demora, necessitados um do outro. Um beijo que seria selvagem e luxuoso, mas era contido para não chamar atenção do jovem na sala. Todavia, por mais que suprimissem, os irmãos possuiam uma grande experiência em demonstrar sentimentos e realizar atos como esses na surdina. Calmas, como em uma valsa bem ensaiada e apaixonante, as línguas se encontravam, dançando com delicadeza e vontade. A cabeça de Leon inconscientemente se virava um pouco para a direita, aperfeiçoando o encaixe das bocas e melhorando a qualidade do beijo. Pequenos estalos soavam das bocas, reverberando por perto, mas morrendo antes que pudessem chegar aos ouvidos alheios no cômodo ao lado. Os corpos esquentavam, seu sangue sendo bombeado mais rapidamente, atiçando e despertando reações entre as pernas. Com a falta do oxigênio, separavam-se, resfolegando baixo.

Nita nada disse, limitou-se a recuperar seu fôlego, e então saltar da mesa. Ajoelhou-se, encostando seu queixo sobre a ereção, encarando o mais alto nos olhos. O sorriso do rapagote apenas tornava-se maior, mais ansioso e animado. Sua mão direita repousava sobre a cabeça da irmã, bagunçando de leve seu cabelo avermelhado. A bermuda prontamente era abaixada, revelando pouco a pouco o pênis do garoto, coberto pelo tecido fino da cueca boxer preta. Aquele amontoado duro de carne pulsava, mexendo a peça de roupa. Na pontinha, um pouco lubrificada pelas pequenas gotículas de pré-gozo que saiam.

— Hoje eu estou afim de uma coisa meio... Diferente, Leonzinho. — Uma tonalidade sensual pairava no ar, viajando pelas ondas sonoras de tão prazerosa voz. Como sempre, o apelido enlouquecia ainda mais a Leon, que sem ao menos dar tempo, puxava sua cueca para baixo com tudo, causando que a face de Nita fosse acertada em cheio pelo pau do irmão. — Apressadinho... Vou deixar passar dessa vez, só dessa vez.

E com isso, lenta porém não timidamente, Nita abria sua boca com um "aaa", fechando os lábios ao redor da cabecinha. Foi o suficiente para Leon morder o lábio inferior, ansioso pelo que viria a seguir. Viu os olhos azuis cintilantes, tão belos quanto o céu límpido, subindo vagarosamente para encará-lo. Sentia a saliva começando a escorrer pelo pênis aos montes, à medida que a ruiva empurrava mais seu rosto contra a pelvis, com cuidado para que os sons molhados e estalos eróticos não se propagassem em demasia. Só parou quando seu nariz esgamava-se contra a virilha, seu queixo roçando nas bolas e sua garganta outrora apertada, agora alargada pelo volume roliço e gostoso ali presente. E então, com movimentos lerdos e circulares, babando bastante sobre o pau, fazia o caminho de volta após lambuzá-lo, sensação de dever cumprido. Leon estranhou, afinal, normalmente seria agora que as estocadas na garganta começariam. Todavia, não era isso que Nita havia preparado para o irmão; desta vez, levantava o "instrumento", agarrando as bolas com a mão restante e apertando de leve, sentindo seu peso e avaliando-as. Então, em uma espécie de ato bobo, enfiava o rosto entre elas, fungando e se deliciando com o cheiro. Embora estivesse calor, Leon não havia suado direito, o cheiro de sabão de um banho recente mantinha-se lá, exalando com vigor. Nem ao menos tirava o rosto dali, apenas levantava-o um pouco, abrindo a boca e passeando a língua sobre o saco. Sem demora, enfiava uma das bolas na boca, chupando devagarzinho. Depois a outra, e então a primeira; alternava entre ambas de maneira provocativa, enlouquecendo sua "vítima".

Na visão de Leon, mal conseguia ver a brincadeira, pois seu grande pênis cobria a face da irmã, deslizando sobre a mesma e causando em ambos alguns arrepios. Vê-lo esfregar-se sobre tão lindo rosto, ao passo que sentia as leves, lentas e provocantes sucções naquela área sensível, destruia o mais novo e o matava de tesão. Não conseguia pôr em palavras o quanto queria pegar a ruiva, colocá-la de quatro sobre aquela mesa e a foder tão forte que Sandy iria se assustar, intimidando-se com o barulho e ficando com medo de ir checar. Todavia, por mais que fosse sua vontade, se permitiu continuar ali, parado, submisso. Em realidade, nãp se permitira; este era o efeito de Nita, um efeito hipnotizante capaz de dominar qualquer um. Como um veneno paralisador de uma cobra peçonhenta, mas de gosto doce e não maléfico. Uma sedução tão poderosa que deixava o irmão sem saber o que fazer, apenas delirar e aproveitar o belo trato que aquela boquinha dava em suas bolas.

Além da boca, dedos finos e macios envolviam-se sobre a cabeça do pinto, melecando-se e acariciando a área com bastante cuidado. Conhecendo os pontos que mais agradavam Leon, os dedos de Nita eram infinamente melhores que qualquer masturbação que o rapaz pudesse vir a tentar. Faziam pressão na intensidade certa, nos lugares exatos, anelar mais fraco, indicador mais forte... Polegar circulando com cuidado seu ponto de êxtase: bem perto do topo, descendo em direção as bolas, sem sair da glânde. Bem em cima da divisória entre as duas partes, na tira de pele que separava ambas. Utilizava o polegar inteiro bem ali, mais para cima, pegando de relance no buraquinho da uretra também. O pênis queimava e pulsava com a carícia, mas Leon não conseguiria gozar com aquilo; nunca conseguiu. Seus pés já tornavam-se dormentes, molengas, enquanto suas pernas bambeavam e sua respiração acelerava, o rosto tão vermelho quanto um tomate. A franja então cobria-lhe a face, ocultando seus olhos cor de mel, puxados do pai. Quase caia pelo bambear de pernas, mas se manteve firme, agarrando-se a mesa e apoiando o peso sobre ela. Nita definitivamente estava o torturando, e adorava fazer isso, assim como o próprio Leon também.

Na sala de estar, ainda absorto no videogame e inconsciente dos atos ocorridos na cozinha, Sandy esticava seus braços e costas, ajeitando-se e buscando mais contanto com o sofá. Largava o controle, satisfeito com seu trabalho duro e repetitivo. "Deve ser o bastante", pensou, no momento em que seis níveis foram aumentados; um a mais do que Leon pedira, apenas para garantir, como o mesmo dissera. Suas pálpebras pesavam, o sono batia com força e dominava seu ser, quase que nocautendo-o instantaneamente. Por alguma razão, Sandy sempre teve problemas de sono súbito, caindo dormido a qualquer momento, em qualquer lugar. As vezes, até mesmo de pé, o garoto de cabelos roxos era capaz de tirar uma soneca. Deitou-se no sofá, já decidido de dormir um pouco. Nita e Leon estavam demorando, e sabiam do "empecilho" dele, então não havia problema algum, certo?

Não demorava para começar a pegar no sono. A respiração enfraquecendo, entrando em um modo lento e mais automático, estendido por minutos ou horas. Os olhos fechavam com calma, bloqueando a luz amarelada do sol invadindo as janelas. Todos os músculos relaxavam, permitindo-se um descanso sobre o tecido da colcha e a comodidade da poltrona. A mente divagava, pensando em tudo e então, de súbito, mais nada. Cérebro diminuiu seus processos, entrando em seu repouso. Encontrava-se no estado da sonolência de estar desperto, mas não totalmente, propenso para paralisias do sono ou coisas do gênero. No entanto, diferente de algo desse tipo, uma coisa inabitual ocorreu: foi despertado.

Um som alto, ou melhor, abafado mas alto. Uma espécie de reclamação? Ou talvez... Dor? Não, não era isso. Sandy não sabia, mas tratava-se de um vacilo de Leon na cozinha, que acidentalmente deixava um gemido intenso escapar. Sandy sentou-se no sofá, esfregando os olhos e se concentrando para tentar escutar de novo, apenas buscando certeza de que não estava louco; mas tudo que recebeu em resposta foi silêncio. Uma quietude e calmaria contagiantes, que quase o derrubavam em sono novamente. Entretanto, lutou contra a sensação, focado no novo objetivo. Podia ouvir a própria respiração, então a detinha por alguns segundos, apenas para ter mais chanches de sucesso. E então, por alguns instantes, foi capaz de perceber pequenos resmungos, abafados por algo, soando bem baixos. Eles vinham da cozinha, definitivamente.

Curioso, levantou-se, desamarrotando as roupas com as mãos de maneira atrapalhada. Tropeçava nos próprios pés enquanto se dirigia até a porta ao longe, tentando manter sua furtividade para não ser descoberto por quem quer que estivesse lá. Não tinha total certeza do motivo, só sentia que não deveria ser visto. E com sua chegada — o corpo encostado na parede, o coração batendo acelerado com adrenalina, a respiração lutando para se controlar. —, esticou o pescoço, inclinando a cabeça para dentro do espaço.

Se fez certo ou errado, nunca saberia; fato era que, o que viu, foi provavelmente a coisa mais surpreendente que testemunhou até hoje. Leon e Nita, dois irmãos que o garoto já conhecia há anos, desde quando todos eram crianças, mais de dezesseis anos atrás. Recordava de memórias antigas, perdidas por entre a nebulosa cerebral de informações ultrapassadas. Viu-se pequeno, com ambos os irmãos, deveria ter uns oito ou sete anos. Os três brincavam no parquinho de uma praça; estava segurando-se desesperado no balanço, com medo, enquanto Nita o empurrava com força demais para uma criança de seu tamanho. A brincadeira consistia em testar os reflexos de Leon, ver como conseguia desviar do banco com o amigo sentado. Claro que, na mente infantil, isso parecia uma ótima ideia. Mas na realidade, Leon acabou perdendo dois dentes em um encontrão do banco na sua face. Por sorte, eram dois dentes moles. Conseguia ver os dois irmãos rindo, depois do choro de Leon que durou pouco. Era uma boa lembrança.

As imagens daquelas duas fofas crianças eram apagadas, transformando-se em sua própria visão. Agora era substituída por dois jovens adultos, realizando atos devassos e proibidos. Jamais, em hipótese alguma, teria sequer cogitado na possibilidade de testemunhar tal cena. Era impossível. Ou ao menos, deveria ser. Em primeiro momento, Sandy "sentia" nojo, seguido de revolta e descrença com a quebra de um tabu. Dois irmão não deveriam, nunca, fazer uma coisa daquelas. Mas, com o passar de alguns segundos, o rapaz percebia que sua mente lhe pregava peças, e que na realidade, não sentia nada daquilo. Só pensou sentir, deixando a lógica e a moral construída em sua mente a vida toda tomar a frente, reprimindo o que vira de imediato, sequer questionando o ato ou a situação. Foi então que percebeu... Percebeu que sua revolta não passava de fachada; uma mentira que o próprio cérebro criara, o único intuito de preservar a si próprio e negar com veemência a estranha sensação crescente que subia por seu corpo, expandindo-se e engolindo-o por inteiro.

Começou no peito, como uma pontada, percorrendo pelo tórax com a expansão respiratória pulmonar. Passeou pelo estômago, trancando-no em um gélido frio na barriga. Desceu pelas pernas, arrepiando seus pelos e dominando a virilha com brutalidade, açoitando-lhe como se fosse um animal treinado a chicote. Pôde sentir o sangue fluir para a área, esquentando e mudando o estado flácido do pênis de supetão. Em um piscar de olhos, a rijeza dominava e não pretendia sair, causando dor com suas pequenas convulsões e latejadas que causava no órgão. O rosto também esquentava, enrubescendo de forma colossal, talvez a maior vergonha que sentiu em toda a vida. Mas, apesar da vergonha, não conseguia tirar os olhos da cena. Não por conta do constrangimento, pelo contrário; adorava cada centímetro daquilo, cada instante que durava, cada pequeno sonzinho abafado que escapava de ambos. Por um momento, chegou a cogitar na possibilidade de deixar os escrúpulos e o pudor irem embora, para começar a se tocar com tudo ali mesmo. Mas deteu-se, limitado em sua observação silenciosa.

Involuntariamente, sua mão direita repousava sobre o pau sobre a calça, os dedos acariciando de leve ao observar tudo aquilo. Por que ver a ruiva torturar o irmão era tão excitante? Não sabia dizer, mas parecia que poderia enlouquecer a qualquer instante. E de repente, quando Leon nem mais tinha firmeza em seu apoio na mesa, Nita decidiu terminar o serviço, deixando o carinho no ponto sensível de lado. Seus dedos agora envolviam-se ao redor da glânde já babada e escorregadia, realizando movimentos rápidos e firmes de cima e baixo, circulando de vez em quando. Uma punheta bem gostosa enquanto chupava com vontade aquelas bolas. Leon, por detrás do sorriso pervertido e da face contorcida de prazer, parecia o homem mais feliz do mundo. Seus dentes apertados um contra os outros se abriam, a voz saindo em gemidos mais altos que anunciavam a chegada de seu orgasmo. Conhecendo o irmão tão bem quanto conhecia, Nita não esperou para deixar o saco de lado, levantando sua cabeça em direção ao pau e abrindoa boca com a língua para fora. Acelerava as batidas do punho, socando com vontade e esfregandoa cabecinha em sua língua. E é claro, não deu em outra: jatos grossos e grandes de porra voaram no rosto da mais velha, espalhando-se por toda a face, ou entrando para dentro da boca e se perdendo entre a garganta. Quando Leon terminava, bufando e arfando cansado, Nita nem ao menos esperava para dar sua cartada final; limpar o excesso de gozo preso na ponta do pênis, lambendo com cuidado e colocando na boca, chupando e se deliciando.

Cambaleante, Sandy afastou-se, tomando cuidado para não causar qualquer escândalo sonoro. Sua respiração era irregular, podia sentir gotas de suor escorrendo sobre a testa. Retornava mudo para o sofá, a mente ainda processando tudo que experenciou. Agora que os nervos se acalmavam e o tesão, de certa maneira, abaixava — ou ao menos não era constantemente estimulado —, notava o quão ousados os dois foram ao fazer aquilo com o jovem ali presente. Tanto que, sem ao menos se darem conta, foram vistos. Sandy poderia muito bem ter registrado aquilo, espalhado pela cidade e destruido a reputação da família. Mas, por mais que pudesse, não faria uma coisa dessas, não com seus amigos de infância. Na verdade, sua mente preguiçosa focava-se, como em uma ocasião rara, para pensar em uma coisa: como poder participar dos atos libidinosos. A ideia lhe martelava a cabeça, parecendo uma das melhores coisas que já pensou em toda sua vida.

Não demorou mais que cinco minutos para Leon surgir pela porta da cozinha, já arrumado e tranquilo, nem parecia que estava se contorcendo de prazer há poucos instantes atrás. Em suas mãos, carregava dois pratos com sanduíches de uma ótima aparência, dando saliva na boca do mais velho. Seu estômago roncou alto, sendo acompanhando de uma risada de Leon ao escutá-lo. O camaleão depositou os obejtos de vidro na mesa de centro, jogando-se ao sofá logo em seguida, de pernas pra cima encostadas nas costas da poltrona. Flexionou os braços, levando as mãos à cabeça e deixando-as sobre a própria nuca. Encarava o amigo com um sorriso travesso no rosto, a face estando bem mais relaxada e feliz do que alguns momentos atrás.

— Eai, já conseguiu? Ou tu é lerdo até nos jogos? — Casoou sustentando seu sorriso, uma provocação idiota que ora ou outra afetava Sandy, mas dessa vez não. — Se prepare para comer o melhor sanduba da tua vida. E aliás, pode passar o meu prato pra mais perto do meu lado da mesa?

— Não só consegui, como aumentei um nível extra. — Respondia dando de ombros, pousava os dedos sobre a superfície circular de vidro e empurrava para mais perto de Leon, até uma distância em que pudesse alcançar sem problemas. — Olha, eu até acreditaria nisso se fosse sua irmã que tivesse feito, mas considerando que você ajudou... Tenho minhas dúvidas. — Riu, balançando a cabeça de leve. Leon franziu o cenho, fingindo uma expressão raivosa.

— Eu não acredito que você vem até a MINHA casa, joga o MEU videogame e me insulta dessa forma; minha culinária é perfeita, sem erros! Isto é um ultraje! — Largou a nuca, jogando a cabeça para trás e pousando as costas da mão sobre a testa, uma pose de drama.

Os dois riram e começaram a comer. Por mais que acabou de ver algo um tanto chocante, Sandy conseguia ainda se divertir com as palhaçadas de Leon. Na realidade, isto nem deveria uma surpresa, afinal, a relação dos garotos é assim desde muito antes de saberem como falar direito. Quando não passavam de dois pinguinhos de gente, correndo para lá e para cá pela casa da "Tia múmia", como Leon carinhosamente apelidava Tara, mãe de Sandy. Ao contrario do esperado, a mulher não se sentia ofendida, até gostava do apelido bobo e ousado. A única coisa que a tirava do sério era quando, acidentalmente correndo pela casa, Leon e Sandy esbarravam em seus móveis, derrubando seus artefatos místicos e baralhos de tarô. "Vou mumificar vocês dois!" Era como a mulher repreendia, correndo atrás de ambos com faixas idênticas as que usava em sua cara.

Passado o momento de alegria e da lembrança feliz, uma sessão de jogos se iniciou ao fim do lanche, mas a cabeça do mais velho se encontrava em outro lugar. Tentou formular, por diversas vezes, frases e mais frases para contar que havia visto o ocorrido, porém nunca sucedia. Sua boca chegou à abrir, mais de uma vez, mas sempre tornava a se fechar com rapidez, pois não sabia como expressar aquilo. Como deveria, afinal!? Simplesmente chegar do nada, dizendo algo como "vi sua irmã caindo de boca no teu pau e fiquei cheio de tesão, posso participar?", só não parecia nada certo. Mas pensando bem, aquilo que os dois faziam também não era nada certo... Uma situação confusa.

— Leon... Eu preciso falar uma coisa. — Se decidiu, largando o controle quando os dois personagens se encontravam em uma sala segura. Respirou fundo, enchendo o peito de ar. Leon, por sua vez, apenas desviava o olhar para o amigo, não muito interessado e só querendo voltar para o jogo logo.

— Pode falar, sou todo ouvidos. — Por mais que parecesse, e estivesse, um tanto indiferente, sempre ouviria seu amigo quando ele pedisse. — Só não demora muito, o próximo boss tem uma mecânica de ficar mais forte conforme os heróis demoram.

Ajeitou a coluna no sofá, esticando todo o corpo e se estalando. Estalou os braços, pescoço, costas e peito, apenas em uma tentativa torpe e inútil de esconder sua insegurança, prolongando o tempo de resposta e assim formulando melhor sua frase. Ou talvez, apenas uma maneira de evitar, por alguns segundos, a consequência de sua fala. Suas mãos suavam, o corpo tremia e a garganta travava. Todo o corpo de Sandy parecia negar que disse aquilo, gritando por socorro e implorando que inventasse uma desculpa qualquer. Mas não se permitiu fraquejar, não agora que estava tão perto. Diria aquilo, custe o que custasse.

— Então...? — Impaciente, Leon indagou, arqueando uma sobrancelha. — Dormiu de olhos abertos?

— Eu vi sua irmã caindo de boca no teu pau e fiquei cheio de tesão. — Com a briga mental e a procrastinação dos estalos, Sandy não formulara qualquer outra frase que não essa. Quando percebeu, já era tarde demais, fora dito.

Os olhos de Leon se arregalaram, parecendo saltar para longe das órbitas, como se fossem ejetados da cabeça. A boca entreaberta parecia resmungar alguma coisa, mas o som era mudo. Durou cerca de uns cinco segundos, quando toda a expressão mudou: cenho franzido, sobrancelhas apertadas e boca meio torta. Raiva, raiva verdadeira vinda do fundo da alma. Os olhos, antes arregalados, agora eram vazios e neutros, encarando o fundo das orbes cor de mel de Sandy. O homem engolia em seco, temeroso sobre o que seu amigo diria perante a tal situação. O contato visual não se perdia, por mais que Sandy tentasse inúmeras vezes; os olhos sérios de Leon sempre encontravam-se com os seus, fuzilando-os sem dó com toda sua neutralidade da fúria contida.

— Tu deve tá me zoando, né filho da puta? — Foi o que conseguiu dizer, visivelmente bem nervoso. Talvez a raiva fosse uma desculpa pra esconder o nervosismo? Provável que sim. — De que porra você tá falando!?

— Leon, não se faz de besta. — Pela primeira vez em muito tempo, o olhar de Sandy era determinado e confiante, encarando o fundo dos olhos do outro com a mesma intensidade, mas sem raiva. — Ela estava te chupando na cozinha não faz nem cinco minutos. Eu fui até a porta e espiei, e porra, que tesão do caralho que me deu. Mesmo sabendo que isso era errado... — Abria-se para Leon, ainda insistindo no tabu e em acreditar no mesmo.

— ... Acho que não tenho mais o que esconder, então. — Disse, simplório, com um dar de ombros pequeno. A raiva sumia da face rapidamente, embora restasse uma pontada de ciúmes. Respirou fundo, ajeitando-se no sofá.

Um longo e incômodo silêncio se instaurou, reverberando pelas paredes da sala e ensurdecendo os ouvidos alheios. Uma quietude desconfortável e nada benigna, muito menos calmante; só fazia aflorar os nervos e ansiedade latente, causando um desconforto generalizado e gigantesco em ambos. Leon quebrava a maldição, estalando a colcha do sofá com seus movimentos, levantando do assento e espreguiçando. Enfiava as mãos nos bolsos da bermuda, revirando os olhos com um pequeno desgosto forçado, e então mirava o amigo ainda sentado, aguardando uma resposta. Tudo que fez foi chamá-lo.

— Vem comigo, Nita deve estar dando banho na Bianca essa hora. — E com isso, caminhou em direção a porta, alheio ao climão que acabara de ocorrer.

— Não era Bruce? — Atrapalhado e confuso, Sandy saiu, seguindo Leon um pouco atrás. Com sua pergunta, o camaleão riu levemente.

— Sim, quando no começo nos achávamos que era macho. Mas com um tempo, descobrimos que é fêmea. Nunca te contamos isso? — Leon indagou, surpreso que não chegaram a comentar sobre. Sandy apenas negou com a cabeça para responder.

Para fora da residência, se davam de frente com um enorme quintal, que estendia infinitamente para dentro da floresta. E bem no meio, uma enorme ursa de pelo vermelho forte deitada de barriga para cima, enquanto sua dona acariciava o local, lavando com uma mangueira e sabão. Já estava terminando, aquele era o último canto necessitado de uma limpeza. Observando o "show", Leon sentava-se no chão, com as mãos atrás de seu corpo, as palmas no solo como um apoio. Sandy copiou o gesto, sorrisos escapando de seus lábios quando a ursa se sacudia, jogando água na garota propositalmente.

Nita não havia trocado de roupa, permanecia com as mesmas, mas desta vez um pouco molhadas. A ruiva parecia feliz, absorta demais com sua ursa que nem ao menos percebera os garotos ali. O banho aproximava-se do fim, logo pegaria a enorme toalha jogada ao chão para secar o animal. Sandy observa tudo silenciosamente, assim como Leon, mas sua diversão residia em pensamentos fofos sobre o banho. Por outro lado, Leon sustenta um sorriso sacana, ansioso. Esperando algo que viria à acontecer em qualquer momento. Inevitável, destinado há muito, repetido inúmeras vezes. Sandy tentava compreender o que seria, mas nada lhe ocorria como próprio. Todavia, após alguns instantes, saberia.

Veio ao fim do banho, quando a mais velha dos três se abaixou para pegar a toalha. Por não saber da presença dos rapazes, a jovem não se importara na forma que abaixava, deixando que a saia levantasse. A falta da cobertura xadrez revelou uma bunda redondinha, tamanho médio pra grande, arrebitada e morena, bem bonita. Estava coberta por uma calcinha rosa bem clarinha, não muito pequena mas também nada grande, um bom equilíbrio que deixava aquela parte mais sensual. Sandy corou bruscamente, desviando o olhar como primeira reação. Mas Leon, mantendo o sorriso e a cara de safado, apenas pegou o topo da cabeça do amigo com uma mão, virando-a de volta para aquela visão, uma risada baixa escapando dos lábios. Sandy pôde sentir seu corpo reagindo novamente, em pouco tempo estaria ereto. Fechava as pernas e cobria como podia, causando mais risos no amigo. Inclusive, por conta das suas risadas mais altas, Nita percebia a presença da dupla, seu rosto enrubescendo com brutalidade ao passo que ajeitava a roupa.

— Meu Deus! Me desculpem! Me desculpem de verdade! Eu não tinha ideia de que estavam aí... — Tentou justificar, atropelando-se nas palavras com a voz embaraçada e apressada. Bianca não entendia o desespero da dona, continuava esperando que fosse seca. — Você também nem avisa, né Leon!? Depois eu rebaixo sua conta naquele joguinho e não sabe porquê.

— Ei! Também não precisa pegar pesado. — Leon reclamou, mas no fundo nem estava bravo de verdade, e sim feliz. Sustentava aquele sorriso presunçoso nos lábios sem vacilo, satisfeito com seus atos. — E além do mais, a gente não prestou atenção, né não Sandy?

— É... Não prestamos... — Paralisado e sem reação, a bela vista ainda em mente, Sandy não foi capaz de formular sentença mais bem elaborada.

Nita tentou ignorar o ocorrido, voltando sua atenção para sua mascote, concentrada em todo aquele pelo molhado. Leon insistiu em ficar mais um pouco, esperançoso de que fosse se repetir, mas a irmã tomava mais cuidado agora. Sandy permaneceu também, porém não com o mesmo intuito. Apenas não sabia como reagir em tal situação; seus olhos mirando a garota, mas não enxergando-na de fato. Os pensamentos eram turbulentos demais, a excitação atrapalhava em demasia.

Cerca de duas horas após esse acontecimento, os homens encontram-se no quarto de Leon, de bobeira sem fazer nada em especial. Sandy estava deitado na cama do amigo, os braços por baixo da nuca, os olhos encarando o teto e as pernas esticadas. Ainda perdia-se em devaneios e memorias há muito esquecidas, mas agora diante de todos os estímulos exóticos, relembradas. Logo ao lado da cama, sentado em uma cadeira "gamer", Leon reclinava-se para trás enquanto encarava a tela inicial de seu Youtube no computador, tentando decidir o que assistir. Ora ou outra, seu olhar pairava sobre o amigo, analisando de cima abaixo e então voltando para o monitor. Aparentava ler os pensamentos de Sandy, mas só tentava os advinhar mesmo.

— Tu tá querendo falar algo, cara? — Indagou o camaleão, sem tirar os olhos da tela. — Manda pra fora, acho que, a essa altura, não tem muito o que escondermos um do outro.

— Ah, na verdade, agora que você disse... Eu tenho sim. — Respirou fundo ao fim da frase, soltando o oxigênio delicadamente, como em um medo bobo de explodir os pulmões. — Olha, não me leva a mal, mas... De longe, lá na varanda, acho que... — Rolou os olhos por todo o quarto, encarando as prateleiras, cheias de livros que Leon provavelmente não leu. A mesa do computador, toda desorganizada e zoneada. O pequeno móvel ao lado da cama, no qual um abajúr azul repousava. Tudo isso antes da resposta. — Eu vi uma coisa, um calombo...? Sei lá, uma coisa estranha marcando na calcinha da Nita.

Silênico. Foi tudo que imbuiu a sala por longos e eternos segundos. Nada se ouvia por ali, além das ventuinhas baixas do computador. Tudo parecia tenso, complicado, uma aura perigosa que envolvia tudo ao redor. Por um momento, Sandy quase pediu desculpas, mas quando estava prestes à fazê-lo, todo o silêncio mortal do quarto foi rompido por gargalhadas altas e fortes de Leon, reverberando pelas paredes e ecoando, divertidas e contagiantes. Estenderam-se por muitos segundos, o garoto tentando recuperar seu fôlego, para então dizer:

— Eu sei. Dá um charme, né? — Foi tudo o que disse, sem mais nem menos. No entanto, ao observar a face confusa do amigo, explicou. — É Nicollas, não Nita. Mas ele prefere Nick. Namoral, gosta mais de Nita mesmo. Sim, você foi enganado durante muitos e muitos anos; mas não se sinta mal, você não foi o único! Mais ninguém além de nós dois, e Bo, sabem disso.

Sandy sentiu uma pontada na testa, uma leve dor de cabeça. Sentia algo parecido com o próprio cérebro doendo, tentando assimilar uma informação que, ao mesmo tempo qie era absurda, aparentava tão nítida e inegável. Talvez, os sinais sempre estiveram ali, mas nunca esteve atento o suficiente para notar, ninguém estava. Afinal, não havia razões para ativamente procurar algo, desconfiar de qualquer coisa. Tudo sempre foi tão natural, nunca pareceu forçado ou dissimulado. Porém, dada a confirmação de Leon, uma realização repentina e retrógrada se fez presente, de maneira que sentia-se jovem novamente, revivendo todos os anos de sua vida e percebendo os tais sinais ocultos.

— Caralho... Desculpa a palavra, é que é muito estranho imaginar isso. Puta merda. — Sandy, acostumado a não dizer palavras de baixo calão, estava chocado demais para sequer seguir seus princípios. — Mas isso... Sempre foi assim?

— Parando para pensar, acho que desde que me entendo por gente, cara. — Comprimiu os lábios, olhar desviado para o horizonte, inerte em recordações. — Tipo, o Nick sempre gostou das "coisas de garota", principalmente roupas. De vez em quando, ele pegava umas peças da mamãe, vestindo e desfilando pela casa. Uma vez ele me chamou pra ver ele "desfilando" de salto alto. Ele caiu nos primeiros passos, morri de rir aquele dia. — A boca do camaleão se mexeu inconscientemente, um reflexo alegre de uma memória feliz. — Pior é que ele não riu, só me encarou com uma cara de bravo, as bochechas infladas, e falou algo tipo... "Eu vou aprender a andar com eles, então vou desfilar e esfregar na sua cara. Você vai ver!" — Imitou uma vozinha aguda infantil e brava, gritando aquelas palavras com um ódio vindo do fundo da alma, apenas da maneira que uma criança faria por algo tão bobo. — E adivinha? O pestinha praticou todos os dias, sem descanso, até aprender a usar aquele trambolho direito. Então, poucos meses depois, ele organizou um "desfile de moda" no próprio quarto, comigo e os ursinhos de pelúcia sendo os jurados. Até hoje em dia, eu peço uma vezinha ou outra para ele usar, ele fica um gato quando usa. Ou melhor, uma gata.

O árabe não tinha certeza se ria da história, escutava interessado ou só continuava tentando assimilar as coisas. De qualquer forma, perdia-se nas palavras do amigo, deixando-o levar em sua narrativa nostálgica. Acabou por curtir, imaginando todo o cenário bem detalhado e divertido, não conseguindo deixar de cair na gargalhada. Leon parecia bastante feliz relembrando tais coisas, um sorriso verdadeiro no rosto, bem diferente dos seus deboches e perversões habituais.

— Aí Sandy, vem comigo, quero te mostrar uma coisa legal. — Mas claro que o sorriso bonito e sincero duraria pouco, sendo substituído por seu travesso do dia a dia. Por um momento, Sandy podia ver aquele pequeno molequinho de moletom largo, sustentando a cara de quem ia aprontar uma das grandes. — Tu vai morrer de rir.

Sem mais questões — até porque nem possuia energia para isso —, Sandy seguiu o amigo para fora do quarto. Passando pelo corredor, pela janela, via o sol poente ardendo em seus últimos raios luminosos, dando lugar à penumbra da noite. A dupla dirigiu-se em passos suaves para o quarto de Nita, um caminho curto e silencioso, mas sem constrangimento, apenas calmaria. Aquele breve momento em que nada no dia era surpreendente, caótico, excitante ou revelador, foi o suficiente para o visitante da casa poder dar uma respirada, puxar um ar revigorante e gostoso para seus pulmões. Um suspiro de alívio em meio ao caos. Chegando em frente a porta, Leon pediu silêncio com um dedo nos lábios, embora o único som que ecoasse pelo corredor fossem os passos de ambos. E então, antes de abrir, pediu que Sandy ficasse atrás de si bem quietinho.

— Oi, NICOLLAS! Como vai meu IRMÃO favorito? — Abrindo a porta de supetão, sem batidas de aviso prévio, enfatizou as palavras masculinas para provocar o mais velho. E realmente, conseguiu sem qualquer problema.

— LEON! Eu já te falei que não gosto desse nome! — Repreendeu bravo, mas Sandy percebeu que a voz estava bem diferente do que era acostumado; mais masculina, um tom um pouco mais grave que o de Nita, mas sem deixar de ser doce e suave, remetendo um belo anjo. Mesmo que em tom bravo, pôde perceber a beleza por trás daquela manifestação vocal. — Não me chama assim de no...

A voz morreu em meio a frase. Visto que se encontrava de costas para a dupla durante a entrada do irmão, Nita não percebeu que Sandy ainda estava em sua casa, pensava que já tinha ido embora há muito. Todavia, durante sua repreensão, virou-se de costas abrutamente, raivoso. Seus olhos azuis encontraram o colete de seda rosa, a pele morena de sol, o rosto impressionado a olhando de volta. Sua fala morreu, a voz falhou, tentando mudar de última hora para o "original", tossindo e rasgando a garganta enquanto limpava-a e pronunciava sons irreconhecíveis, imaginando que de alguma maneira, Sandy fosse não enxergar algo que estava sendo esfregado em sua cara. Um sorriso amarelo formou-se, tentando disfarçar e encobrir toda a farsa em uma espécie de hospitalidade fingida. Leon não se conteve, caindo na gargalhada, encostado na parede para impedir que caísse ao chão.

— Oi Sandy... Não sabia que ainda... Estava aqui, hehe! — Dava pausas por conta da voz que persistia em falhar, arranhando mais sua garganta para continuar forçando. Sua risadinha final mal matinha o tom de algo coerente.

— Puta merda, haha! Eu não tô tankando não... Aiai. — Ainda escorado na parede, Leon se manifestou, forçando seus joelhos para sustentarem o peso do próprio corpo. — Nick, corta essa. Não vai funcionar, ele já sabe.

Nick permaneceu quieto, imóvel, assim como Sandy. Ambos se encarando desconfortavelmente por longos e eternos segundos aborrecentes. Ao observar o climão, Leon teve uma ideia um tanto ousada, algo que se falasse consigo mesmo de algumas horas atrás, negaria de prontidão. Porém, teve o dia todo para analisar e pensar naquilo, esclarecer a mente e ordenar as ideias no lugar. No fim, gostou do ideia, por mais que uma pontada de ciúme ainda se mantivesse ali, receosa. Inspirou fundo, tomando coragem através do oxigênio e ignorando todo aquele pequeno sentimento, aquela pontada chata. Se aproximou do irmão, parando bem em sua frente e quebrando o encanto de olhares. Nick demorou um pouco, não para vê-lo, mas sim perceber sua presença. Quando se deu por si, já estava sendo prensado na parede pelos magros porém fortes braços de Leon. O movimento não foi bruto, sim suave e bem executado, como se ensaiado há anos com frequência. E de fato, era ensaiado pela experiência. As faces estavam muito próximas, coladinhas, quase se encostando. Um podia sentir a respiração do outro; a de Leon era quente, ousada, mas controlada e calma ao mesmo tempo, de uma maneira um tanto caótica. Uma mistura entre a excitação e a segurança do rapaz. A de Nick, por outro lado, tornava-se acelerada e descompassada, um pouco mais fria que a do irmão a princípio, mas aquecendo a cada instante.

— Sabe Nita, Sandy disse que viu um "calombo" na sua calcinha. Estranho, né? — O tom sarcástico brincava com a mente do menor, pois no fundo, ele sabia o que poderia vir à acontecer. Os dedos da mão direita, de um jeito bobo, serpentearam pelo corpo alheio, deslizando até a saia xadrez e entrando por debaixo da mesma. E então, acostumados com o espaço, encontraram sem qualquer necessidade de visualização; os dedos envolveram-se no volume presente naquele tecido fino da calcinha. — Seria esse calombo aqui?

Sandy observou a quebra mental instantânea de Nick, ou melhor, Nita. Seu olhar que antes se tornava lentamente repreensivo quanto às atitudes do irmão, agora se transformou subitamente em algo contrário. Os olhos se arregalaram, brilhantes. A boca sinuou um sorriso de canto, misto a uma expressão um tanto indecente que se formara de repente. O corpo se encolheu ao toque, mas logo se aprumou novamente, contraindo e dilatando em uma questão de milésimos. Parecia que a ruiva lutava entre os estados da vergonha absoluta e de entregar-se completamente. Provável que sua cabeça girava e seu cérebro fritava, tentando decidir em qual dos dois ficar. Leon sabia exatamente sobre o efeito que estava causando, parecendo satisfeito com isso e procurando por mais e mais, acariciando aquele local tão sensível com seus dedos hábeis.

Foi então que, de supetão, Nita optou pela segunda opção de sua luta mental. Sua coluna se retificou, a postura digna mais uma vez. Seu quadril se impulsionava pra frente, empurrando os dedos e se esfregando contra a pélvis do outro. Suas mãos agarravam o rosto do maior, puxando-o mais uma vez para um beijo necessitado e gostoso, vulgar e sem vergonha, assanhado e com gostinho de quero mais. Sandy sentiu uma pontada entre as pernas de imediato, o pênis quase que rasgando as roupas de tanto estímulo. Morria de tesão só com o mero olhar do ato.

— Calma, calma, calma Leonzinho, você sabe que o meu quarto é reservado para momentos mais... Íntimos e pessoais. — Nita dizia, meio que sem querer, alfinetando o outro homem ali presente. Empurrava Leon bem de leve com ambas as mãos, sorrindo de volta para o irmão. — Vamos para o seu, meu gostoso. — Falando daquela forma, na frente de Sandy, poderia ser até vergonhoso, se o jovem não estivesse com tanto tesão.

Passando para o lado de Nita, Leon jogou o braço ao redor de seu pescoço, abraçando e puxando-a para perto, colando suas bochechas. Os irmãos marcharam rumo ao corredor, mas obviamente se deteram na porta, pois Sandy bloqueava a passagem, ainda paralisado e sem reações. Ao ver isso, Nita decidiu dar uma estimulada no garoto. Uma vez que estava próxima o bastante, avançou com sua mão direita — visto que a esquerda se encontrava ocupada, enfiando-se por dentro das roupas de Leon e brincando com seu pênis em movimentos suaves — até o volume mais do que aparente na calça de Sandy. Agarrou sem pudor o pau do homem, movimentando de cima a baixo e apertando com força, analisando com o toque e sorrindo pervertida.

— Sandyzinho, vai ficar parado só olhando, ou vai vir cuidar do seu "calombo" também? — Aspeou com a mão livre, usando o tom mais sexy que conseguiu. Embora masculina, a voz entrou pelo ouvido alheio, penetrando com graça e melodia, seduzindo facilmente. Leon apenas sorriu convidativo, chamando o amigo para se juntar à farra.

Sandy engoliu em seco, e com isso, mandou toda sua vergonha, confusão e tudo mais para dentro, prendendo-as no fundo de seu ser. Assim como Nita, se entregou ao que seu corpo queria, ao que desejava o dia todo desde o que viu na cozinha. Não tardou para surgir do lado oposto de Leon, passando seu próprio braço pelo pescoço da ruiva e colando-se também nela. Logo sentiu a mão safada rompendo suas defesas de tecido, agarrando o membro rijo e estimulando de leve. Os dois garotos apoiaram a mulher com seus corpos, enquanto a mesma acariciava-os em idêntica intensidade, aplicando mais força sempre que chegava perto do objetivo. E assim, desse jeito inusitado, caminharam atrapalhadamente até o quarto do irmão mais novo.

Leon não esperou que ficassem à vontade no quarto para puxar a camisa da irmã pra cima, tendo a ajuda de Sandy e logo retirando a peça, revelando o peito nú da mulher.  Liso, sem pelos, quase brilhante de tão belo. De alguma forma, remetia a uma silhueta feminina, mesmo possuindo certa formação bem leve de músculos. Leon avançava sobre o pescoço, distribuindo beijos e mordidas em lugares estratégicos há muito descobertos pelo garoto. Para Sandy, tudo era uma descoberta nova, de uma forma mágica estranha. Decidiu então, por mera curiosidade, copiar o gesto do amigo, mas mirando os mamilos rosados e durinhos da ruiva. A boca encaixou ao redor do peito, os lábios dando um leve beijo enquanto a sucção lenta era realizada. Seus dentes, timidamente, roçaram no biquinho, mordiscando de leve. Queria saber se Nita era sensível ali também, e nada melhor que testando para descobrir. A resposta que recebeu foi um gemido abafado pelos lábios, doce e manhoso, indicando o prazer que sentia. Leon se desvencilhou, causando resmungos de protesto por parte de Nita.

— Relaxa, vou só pegar lubrificante e já volto. — Sem mais, foi até o pequeno móvel de seu quarto, procurando nas gavetas pelo dito cujo.

— Ei Nita, tava pensando aqui... — Sandy deu uma pausa, coçando a nuca e revirando os olhos encabulado. — Você pode me dar uma mamada? Vi você fazendo na cozinha com o Leon, acabei ficando com vontade.

— Posso, mas não pedindo desse jeito.— Nita disse sorrindo travessa, assim como seu irmão. Encarava Sandy nos olhos, mirando o fundo de sua alma. O moreno sentiu um arrepio pelo corpo, engolido pelas orbes azuis.

— Não? Então qual é o jeito certo...? — Confuso e intimidado pelo súbito olhar dominante, indagou.

— "Pode me pagar um boquete, mommy?" É assim. — Leon respondeu, surgindo por detrás com o tubo de lubrificante em mãos. Já não vestia mais nem uma peça de roupa. — Sei que pode parecer constrangedor, mas você vai gostar. Aliás, não vai tirar as roupas não?

Um rubor se instalou no rosto com a pergunta, mas balançou a cabeça para ignorar. Sem questionar, juntou-se ao amigo, livrando-se de suas peças de roupa. Leon, embora tivesse seus vinte e dois anos, não possuia grande corpo ou coisa do tipo. Era magro, mas não muito, no peso certo. Seus músculos mal marcavam, apenas quando os tensionava. Todavia, por mais que não aparentasse muito, o jovem tinha um bom físico, forte de seu jeito magrelo. Ao contrário de Leon, Sandy já era um pouco mais corpulento; peito um pouco mais largo, músculos mais marcados, mas nada grande ou exagerado, mantinha-se no aceitável. Uma ou outra gordurinha aqui ou ali revelavam que não trabalhou duro para aquilo, apenas foi beneficiado por boa genética. Os dois pênis eram parecidos, tanto em tamanho quanto em aparência, mas alguns detalhes os diferenciavam de si; enquanto o de Leon era um pouco menor, talvez uns dois centímetros, Sandy tinha o seu um pouco mais fino. As tonalidades eram diferentes, sendo a de Sandy mais escura e a de Leon mais clara. As cabeças, ambas rosadas, seguiam o mesmo padrão da tonalidade, com Leon rosa claro e Sandy um vermelho quase escuro. Nita abriu um grande sorriso ao ver dois pauzões à sua espera.

Sandy sentiu um líquido gelado pingando sobre seu pênis, um contraste com a temperatura elevada do órgão. Era Leon, espirrando o lubrificante primeiro no amigo, depois em si mesmo. De prontidão, Nita ajoelhou e agarrou os pintos, passeou com as mãos, apalpando e espalhando aquele líquido escorregadio em cada canto. Uma visão sexy que tirava o controle do árabe, que realizando um ato digno de ser feito por Leon, investiu com o quadril, batendo com tudo o pau na cara da ruiva. Leon sorriu contente ao ver que Sandy pegava o jeito, decidindo por copiá-lo. Nita lambia os lábios, ora ou outra dando selinhos naqueles pedaços roliços de carne que a davam uma "surra".

Sem mais enrolações, decidiram ir para a prática de uma vez. Os rodeios já tiravam todos do limite, e o tesão acumulado dos três explodia, implorando para ser liberado. Todos foram para a cama de Leon. Nita se deitou no meio, ficando de quatro sem demora. Empinou bastante a bunda, sua saia levantando e mostrando toda aquela raba redondinha. Leon não pôde resistir; ficando por trás da irmã, descia um tapa com vontade, o estalo passeando por todo o quarto. Sem muita escolha, Sandy ficou pela frente mesmo, mas não que isso tivesse o chateado, pelo contrário. Encostou as costas sobre a cabeceira grande da cama, esticando as pernas e abrindo-as, dando espaço para a cabeça de Nita. Pousou a mão direita sobre a face da garota, acariciando com certa vulgaridade, enfiando um dedo em sua boca e explorando o local. Nita o chupou, fazendo questão de deixar bem babado e olhar nos olhos do mais novo. Leon, lá trás, não deixou o tempo passar à toa. Levantava ainda mais a saia com a mão direita, enquanto a esquerda agarrava com vontade aquela bunda carnuda. Deixou a roupa presa nas costas de irmã, e então enfiou o dedo por dentro da calcinha, arrastando para o lado e revelando o cuzinho redondo e lisinho, piscando, implorando por atenção.

Sincronizados, Leon e Sandy agiram; o primeiro, esfregando a cabeça do pau com vontade, as vezes colocando na entradinha e empurrando, bem de leve, só pra ponta ameçar entrar, mas sempre sendo expelida pelo lubrificante de tão escorregadio, acabando por bater na bunda e fazer um estalo. O segundo, deixando a carícia vulgar de lado, agarrava os fios ruivos com firmeza, puxando a cabeça de Nita para baixo contra seu pau. O belo rosto se chocou contra o grande pênis, afundando e esfregando contra a dureza. Nita adorou aquilo, já caçando o topo com a boca e engolindo sem demora, descendo gradualmente pelo corpo. Sandy sentiu-se no céu, deixando um gemido alto escapar; em toda sua vida, nunca sentira uma sensação tão maravilhosa como aquela. A boca de Nita era quente, muito quente. Molhadinha, sentia a ruiva salivando feito louca sobre seu pau, como se saboreasse aquilo com mais vontade que um canibal. Essas duas coisas, junto à experiência que a mulher adquiriu com o irmão, e a maneira tão gostosa que o olhava nos olhos, estavam o enlouquecendo. Pôde sentir os lábios finos deslizarem por cada centímetro, até o fim, mas o rosto manteve-se o mesmo durante todo o processo. Não engasgou, não lacrimejou, nada. Apenas o encarava com aquela face de dominância, mostrando quem mandava ali, por mais que estivesse sendo "subjugada", de certa forma.

Leon vira o jeito que a irmã brincava com Sandy, rindo safado e decidindo fazer o mesmo, mas com a irmã. Sabia muito bem como tirar a pose dela, como deixá-la doidinha pedindo por rola e nada mais. Começou o processo abaixando a calcinha rosa, deixando-a presa entre as coxas grossas. Passeou as mãos novamente pela bunda, mas por pouco tempo, pois logo segurava a cintura da irmã com bastante força. Tentou por alguns instantes enfiar o pau dentro do cuzinho, falhando por estar  escorregadio, mas com insistência a cabecinha começava a entrar. Ao sentir o "intruso", Nita inconscientemente rebolou sobre a pica do irmão, murmurando um "mais" abafado pelo pau em sua garganta. Leon, sem esperar, deu uma só estocada, bem no fundo, enfiando todo o grande pênis de uma só vez. A força que bateu nos quadris da irmã a fez ir para frente, empurrando mais ainda o pau de Sandy em sua garganta, fazendo-a engasgar de leve. Uma espécie de gemido abafado escapou pela boca de Nita, e Leon sabia muito bem o que era.

— A putinha quer que a gente pegue pesado, Sandy. Vamos, me ajuda a dar um trato nela. — Leon pediu, recuando com seu quadril lentamente.

Não questionou o amigo, abriu um sorriso tão grande quando o dele, e empurrou a cabeça da mulher com força contra sua pelvis, investindo com ela ao mesmo tempo. Enquanto sentia sua garganta sendo preenchida de repente, as paredes internas eram todas separadas pelo pau grande e grosso que investia sem parar, rápido e forte, sempre fazendo questão de bater bem no fundo, passando por todos os anéis do ânus. Ambas as picas iam e voltavam quase que com brutalidade, mas Nita era acostumada e adorava desse jeito. Todo seu corpo queimava, as pernas tremiam apenas para serem seguradas por Leon, que já perdia a cabeça e metia como um animal no cio sem parar. Nada de muito contrário poderia ser dito por Sandy, que tocava um grande foda-se pra vergonha e agora segurava sua cabeça com as duas mãos, movendo o quadril pra cima e pra baixo, metendo com tudo na gargatinha apertada da ruiva. Os paus eram esmagados contra os interiores da putinha, mas os dois pervetidos adoravam e se perdiam em murmúrios e gemidos desconexos, engolidos pelo mar de prazer e calor que sambava por seus corpos. Tamanha selvageria fez que o próprio pau de Nita também se endurecesse horrores, pulsando e latejando, ardendo por atenção e carinho. Leon, conhecendo a irmã, jogou a mão entre suas pernas, apoiando um pouco o peso do corpo nas costas da ruiva, que já estavam acostumadas com o irmão montando em si.

O toque sobre o pênis fez que a ruiva explodisse em êxtase. Seus olhos reviraram, lacrimejando por conta das pontadas no fundo da garganta. Saliva escorria ainda mais, deslizando ao redor do pau de Sandy e escapando para fora. A mão calejada causava arrepios em Nita, que rebolava e babava ainda mais como em um pedido que continuasse tocando ali. Acompanhando as reboladas da irmã, Leon mexia também o quadril, esfregando seu pau dentro de Nita, enquanto punhetava com intensidade o pinto da irmã. Subia e descia forte e rapidamente, apertando e circulando durante a punheta só pra dar uma provocada. A cada vez que chegava ao fim do pênis e subia de novo, dava uma estocada mais forte, no fundo, bem no ponto doce da irmã. Em pouco tempo de prática, todos os três entravam em sintonia: estocadas, empurradas e reboladas, todas sincronizadas umas com as outras, ao passo que o orgasmo de cada um se aproximava.

Nita foi a primeira, seu corpo todo tremeu e se contraiu, apertando ainda mais os amigos dentro de si com os músculos enrijecidos. Os olhos reviravam uma vez, pernas bambearam e a boca entreabiu, seu pênis liberando jatos grandes que voaram sobre o lençol da cama, alguns acertando as pernas de Sandy. E falando no rapaz, ele seria o próximo; após os músculos da garganta se contraírem, comprimindo ainda mais seu pau, não pôde se segurar. Arqueou as costas, mordendo o lábio inferior brutalmente para tentar abafar seu gemido, mas foi em vão. Reverberou, alto e claro, diferente dos engasgados de Nita. Suprimiu todos os outros sons, ecoando pelas paredes com vigor. Em seu delírio, empurrava e mantinha a cabeça de Nita até o fim, seu nariz esmagado contra a virilha alheia e o queixo quase que amassando as bolas. Seus pelos todos se arrepiaram, o corpo quente encarou um frio gélido na barriga quando uma explosão bem maior do que imaginava veio, saindo com tanta pressão que podia jurar que ia doer. Toda a carga foi direto na garganta, sem qualquer chance de Nita não engolir. E por fim, mas não menos importante, Leon; diferente de Sandy, não deixou-se vencer pelo apertão gostoso. Na verdade, aproveitou aquele breve momento de poucos segundos para meter ainda mais rápido, montando em cima de Nita e usando o peso do próprio corpo para esfolar a rola sem dó lá no fundo. Seu quadril estalava alto, seu corpo chegava no limite, mas o camaleão não se detinha. Em poucos instantes, Leon alcançava seu limite. A carga fora tão grande quanto a de Sandy, ensopando o buraquinho pequeno, deixando-o ainda mais úmido e calorento, mas também pegajoso. Entretanto, diferente do amigo, Leon não ficaria satisfeito apenas com aquilo; antes de terminar de gozar, tirou o pau de dentro da irmã, jorrando sua porra sobre a bunda da garota, sujando e melecando quase tudo.

Respirações, resfôlegos, suspiros. Era tudo que ecoava pelo quarto neste momento. Deitados uns por cima dos outros, os jovens se permitiam um momento de descanso. Não acabaria por ali, de forma alguma, mas não podiam continuar de imediato. Todos tiveram orgasmos muito intensos, fazia um tempo que não gozavam tanto quanto agora. Leon e Nita foram os primeiros a se recuperar, mas Sandy ainda permanecia cansado, os olhos pesados e sonolentos, quase dormindo. E de fato, em pouco tempo, havia cochilado, mas Nita e Leon sabiam que acordaria. Observando isso, os dois irmãos decidiram brincar um pouquinho sozinhos, enquanto o amigo ainda precisava de um tempo para se recuperar. Foram mais para baixo da cama, e um pouco do lado para não esbarrarem muito em Sandy. Leon deitou-se com a cabeça rumo à Sandy, enquanto Nita ficou por cima, ao contrário, rosto para fora da cama e bunda na cara do irmão. Os paus dos dois ainda não estavam totalmente duros, mas no meio da caminho e ardiam de leve, pulsando e pedindo por mais e menos ao mesmo tempo. Não deram bola, aquilo não os impediu de começar um meia nove gostoso. Leon não chupava o pau da irmã com tanta frequência, mas quando fazia, gostava de fazer bem feito; começou bem devagar e suave, pois como aquela área é extra sensível para Nita, sabia que devia ir com cuidado. Lambia circulando a língua ao redor da glânde, ora chupando fraquinho, ora engolindo mais um pouco do membro. Nita, por outro lado, sabia que o jeito que seu irmãozinho gostava era bem o contrário; esgoelava a boca naquela rola, que não tardou em ficar dura feito pedra de novo, só deixando aquilo mais delicioso pros dois. Suas sucções eram fortes, parecendo que arrancaria algo do pau do rapaz a qualquer instante, rápidas e bem aplicadas. Seus dentes, assanhados, roçavam de vez em quando sobre a pele, fraquinho, só pra provocar Leon. A cabeça subia e descia sem parar, metendo pra fora e pra dentro constantemente, pois sabia que Leon gostava do deslizar de seus lábios sobre a pele. Mais do que com Sandy, Nita salivou horrores para deixar escorregadio, molhadinho e gostoso. Sentia a cabeça daquela rola grossa batendo no céu de sua boca, enlouquecendo-a por inteiro.

Depois de um breve desligamento, as pálpebras de Sandy se abriam lentamente. Seus sentidos voltavam pouco a pouco; primeiro a audição, sinalizada por sons molhados e altos que ecoavam no fundo de sua cabeça. Depois a visão, com duas silhuetas uma acima da outra, mexendo-se sem parar e desfocando ainda mais seus olhos. Em seguida, o tato, seu corpo pelando e rígido, deitado sobre uma superfície lisa de um lençol que há pouco estava frio, mas não mais. Por último, considerando que o paladar não faria diferença, o olfato. Sentiu cheiro de muitas coisas, um misto que se impregnava no ar e exalava aos montes pelo quarto, uma fonte inesgotável do mesmo odor que parecia se renovar mais e mais. Era cheiro de sexo. Forte, cada vez mais forte. Foi então, com essa informação, que se lembrou do que estava acontecendo. Balançou a cabeça, coçando os olhos e pouco a pouco, recuperando a visão que estava turva.

Assim que seus olhos enxergavam direito e seu cérebro interpretava a imagem, travou de imediato. Por incrível que pareça, não esperava ver aquilo, não mesmo. Seus olhos se arregalaram, do jeito que fizeram no flagra da cozinha, diante da cena que observara. Leon, seu amigo, era surpreendido por Nita, que aproveitando sua posição superior, começava a estocar o pau dentro da boca do irmão. A raba, agora melada de porra, batia forte contra o rosto do maior, que parecia adorar a situação. Algumas vezes, prendia o rosto do irmão com sua bunda, rebolando e esfregando a cara dele na área enquanto seu pênis atingia fundo no rapaz. Viu também a forma como Nita mamava, mas não se importou. Estava vidrado no jeito que a ruiva rebolava e remexia aquela grande raba, parecendo tão convidativa e necessitada. De seu cuzinho, podia ver que ainda escorria algumas gotas de sêmen de Leon, só aumentando a vontade do árabe ainda mais.

Levantou seu corpo, já sentia o pau duro feito pedra de novo. Ajoelhado, chegou por trás de Nita, Leon olhando surpreso para ele nas brechas em que conseguia. Sandy nada lançou um olhar pervertido para o amigo, e logo após um tapa na bunda de Nita. Com a surpresa, a garota acabou dando uma pequena mordida no pau de Leon, que gritou abafado, mas não de dor. Por sorte, estava no fim da base quando fez isso, então acabou mordendo uma parte não muito sensível. Sandy se divertiu mais um pouco com outros tapas, Nita soltando gritinhos abafados em cada um, manhosos e carentes. Era fofo e sexy ao mesmo tempo. Sem mais delongas, agarrou aquela bunda com ambas as mãos, segurando com firmeza e separando, expondo ainda mais aquela entradinha estreita. Cuidadosamente, posicionou seu pau, empurrando pra dentro com facilidade, visto que Leon já havia "preparado" o território. Sandy tentou ritmar suas estocadas com as de Nita, mas era um tanto difícil fazê-lo e não deixar o pênis escapar. Deixou então a ideia de lado, divertindo-se com o cuzinho da ruiva do jeito que preferia. E falando nisso, mais uma vez o homem ia aos céus por conta da mulher. Se a boca já tinha sido deliciosa, enrabar aquela putinha era cem vezes melhor. Seu pau era engolido completamente, apertado e esmagado da melhor e mais prazerosa forma que já sentiu na vida. Sandy não era virgem, tinha uma certa experiência, mas comparando com todas as garotas que já ficou, Nick colocava-as no chinelo. Buceta alguma, por mais apertada, gostosa, quentinha ou experiente que fosse, chegava aos pés do cu daquele garoto. Nunca achou que sentiria tanta atração por um homem, mas agora que estava acontecendo, queria que se fodesse sua "sexualidade". Tudo que importava era torar aquela putinha até não aguentar mais.

Reagindo ao pauzão arrombando seu cu todinho, Nita caia sobre o irmão, incapaz de sustentar o próprio peso. Sua boca toda encaixada na rola, enquanto que a raba ficava sobre o rosto, sentada na face de Leon. O camaleão adorou a situação, segurando a cintura da irmã para que Sandy pudesse meter com mais estabilidade. Além disso, não deixou de mamar a ruiva daquele jeitinho doce e calmo, só pra fazer ela ficar doida de vez e nem conseguir falar. O árabe agradeceu a ajuda do amigo, copiando o gesto do mesmo e montando sobre a garota também. Todavia, diferente de Leon, não usou o peso de seu corpo. Já era naturalmente mais forte, então apenas se focou em meter o quão intenso fosse capaz, sentindo as próprias energias sendo drenadas de si em velocidade surreal. Sua rola encaixava perfeitamente, indo até o fundo e voltando em questão de segundos. O som dos quadris se chocando era alto e meio pegajoso, por culpa do orgasmo de Leon sobre a bunda da garota. Algumas vezes, podia sentir suas bolas baterem na cara do amigo, mas não se importava com ele, apenas com a irmã.

O clímax veio, desta vez mais fraco, e Sandy acabou por gozar tudo dentro, caindo para trás exausto. Sentindo a onda de porra percorrendo seu interior, Nita não conseguiu conter e gozou também, enchendo a boca do irmão com seu sêmen meio doce. Leon bebeu cada gota, feliz e radiante. Diferente de Nita, já havia gozado há algum tempo, mas a ruiva estava tão áerea com o pau dentro de si, que nem ao menos engoliu, deixou tudo escorrer boca a fora sobre as bolas do irmão. Leon e Nita ficaram por mais algum tempo um em cima do outro, saindo cada um pro seu lado e dando mais uma pausa. Os três estavam esgotados, lutando para respirarem novamente. Sandy quase perdeu a consciência de novo, mas conseguiu se manter acordado de alguma forma. O quarto morreu em sons, preenchido apenas pelo barulho do ar sendo puxado e expelido repetidas vezes, por talvez uns cinco minutos. Leon, do nada, decidiu quebrar o silêncio que já era incômodo.

— O que acham da gente terminar em grande estilo? — Uma proposta indecente e interessante, o tom de voz saindo safado e ansioso. — Eu tenho uma ideia muito boa, vocês vão adorar. Sandy, fora da cama.

Sandy, até mesmo Nita, pensaram em indagar, questionar, mas o tesão e a curiosidade falaram mais alto, berrando em suas mentes. Por essa razão, de forma lenta e desajeitada, Sandy saiu da cama, dando o máximo de si para ficar de pé por alguns segundos; sua visão anuviou, a cabeça doeu, mas só um pequeno sintoma de tontura após levantar, era acostumado com isso. Leon se sentou na beirada da cama, chamando por Nita e pedindo que subisse em seu colo. A irmã obedeceu, já entendo o recado e sentando em cima do pau de Leon, descendo até quase o fim e empinando a bunda o máximo que conseguia para Sandy. Leon chamou o outro com um gesto de mão, sorrindo largo e encarando a irmã a todo momento.

Não esperou mais nada, mais uma vez entrou entre as grandes nádegas da garota, mas agora cheio de dificuldade, pois tinha que disputar espaço com Leon. Nita soltou alguns gemidos de dor baixinhos, então Sandy decidiu ir com mais calma. Para acalmá-la, Leon deu alguns selinhos e acariciou seu rosto. E então, de pouquinho em pouquinho, Nita tinha dois pauzões grandes e roliços a enrabando gostoso. Sandy e Leon então começaram a se movimentar, o primeiro tendo um pouco mais de controle do que o segundo, mas Leon era recompensado  em poder ver a face da irmã se contorcendo no maior prazer que já sentiu na vida. Os olhos reviravam, a língua escapava pra fora, a boca ficava entreaberta e por vezes, comprimia e mordia os lábios. O rosto se contraia, os músculos ao redor dos olhos se apertando com força e então dilatando logo após. Os dentes trincavam com frequência alta, Leon observara tudo encantado, metendo devagarinho na bunda da irmã. Já Sandy, de novo, explodia de prazer e acelerava suas metidas, adorando cada sensação daquilo.

Não só para Nita, aquela posição também era significativamente mais satisfatória para os homens. Os paus se roçando, lutando um com o outro em busca de espaço, causando ainda mais atrito era bom demais. Leon abraçava as costas de Nita, arranhando de leve para deixar algumas marcas, e Nita copiava o gesto nas costas do irmão, só que mais forte. Sandy tratou de deixar a bunda da garota marcada com as palmas de suas mãos em tapas e  apertões, ficaria vermelho por um tempinho. Logo após, o árabe intensificava suas estocadas, sendo acompanhado por Leon. E então, observando o delírio da irmã, o garoto aproveitou sua posição estrategicamente pensada para dar o troco na mulher; agarrou seu rosto de  traços bem desenhados, apertando e puxando a garota para um beijo profundo e luxuoso. Virava a cabeça ligeiramente para a esquerda, aperfeiçoando o encaixe das bocas e fazendo questão de esfregar as línguas o máximo que podia. O beijo tinha o gosto de duas porras diferentes, misturadas no sabor de mel dos lábios de Nita, tornando-se uma exótica porém deliciosa mistura. Não conseguia se cansar daquilo.

O processo se repetiu por um pouco mais, os pauzões batendo com tudo no cuzinho pequeno da garota, arrombando com vontade tudo que encontravam pela frente. Ambos queimavam e pulsavam dormentes por estímulo excessivo, mas os rapazes não deram a mínima, só continuaram rasgando aquela puta inteira. Leon continuava dando beijos cada vez mais ousados na irmã, sua mão esquerda serpenteando pelo corpo da garota, beliscando os mamilos rosados, enquanto a direita descia para o pênis da ruiva, uma punheta lenta e calma como o boquete de pouco atrás. E Sandy, por fim, deitava-se sobre as costas de Nita, escorando o próprio corpo nos dois irmãos sobre a cama. Não tinha mais forças para nada, a não ser mexer os quadris pra frente e pra trás até que desmaiasse ou chegasse ao seu ápice, o que viesse primeiro.

Em sintonia, os três "amantes" alcançaram por uma última vez os seus orgasmos. Juntos, os três berram do fundo de seus pulmões para expulsar o prazer durante a explosão coletiva. As vozes saíram para fora do quarto, estendendo-se pela floresta, assustando alguns animais. Nita, absorta demais em sua ida aos céus, nem pôde sentir direito quando era inundada por praticamente uma cachoeira de porra dos dois rapazes. O líquido pulou pra fora, pingando sobre os membros, a cama e o chão, sujando tudo que podia. Leon sentiu apenas um forte jato em seu peito, seguido de outros mais tímidos e pingados, quase que envergonhados, em sua barriga. Passada a adrenalina do ato, as pernas de Sandy amoleceram e perderam a força, mas conseguiu se jogar sobre a cama antes que sua cabeça desligasse. Desmaiou de cansaço, instantaneamente.

Mantendo-se conscientes por mais um tempinho, os irmãos se entreolharam satisfeitos, trocando um último beijo, mas dessa vez carinhoso e tranquilo. Colaram as testas, e então, adormeceram um por cima do outro.


Notas Finais


Muito obrigado a você que chegou até aqui, significa demais para mim. Foi um longa e, possivelmente, entediante jornada! Mas espero que tenha conseguido te entreter de alguma ínfima maneira. Me diga o que pensa sobre a fanfic nos comentários, ficarei deveras grato.

Esse foi o maior capítulo que já escrevi, me sinto orgulhoso por ele. Sim, eu sei que é apenas mais um hot entre milhões, mas o fato de que eu fui capaz de levar tão longe me deixa alegre. Apenas experimentando alguns estilos diferentes, algo mais lento mesclado ao meu habitual. O resultado foi esse.

Agradecimentos novamente para meu amorzinho/coautora, pois não só o que foi dito anteriormente, mas ela também era minha inspiração, o motor que me impulsionava para seguir até o fim. Eu te adoro, minha vida.

Por fim, eu me despeço, já avisando que voltarei ao cronogama que estava seguindo; one-shots aprofundando alguns acontecimentos da lore de FNaF. E já que recentemente eu comprei a trilogia, quem sabe alguns sobre a mesma. Estou tentando voltar para praticar a escrita e melhorá-la cada vez mais. Antes de ir completamente, gostaria de pedir mais uma vez que comentassem o que acharam, nem que seja uma única linha. Estou aberto a críticas e não vou ficar triste, chateado ou bravo caso forem negativas.

É isso, tenha um bom dia ou noite e até a próxima.

Ps: Eu não sei porque a minha formatação aqui no Spirit fica estranha, com todos esses espaçamentos. Eu só copio e colo.


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