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História Três é o Limite - Capítulo 2


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Notas do Autor


E é só isso pessoal, espero que tenham gostado.

Capítulo 2 - Regredir para avançar


Aquilo estava começando a lhe irritar, como eles podiam ser tão ruins em salvar suas próprias peles? Não deveria ser muito difícil para um time que tinha o Jack, estripador e o gênio Nikola Tesla.

— Adalind, não preciso que distraia ninguém, represente a fundação e entregue a minha mensagem, depois saia. – Disse a mulher do outro lado da linha.

— Senhora Elizabeth eu não sei o que fazer. – Desabafou a garota.

— Eu acabei de dizer o que fazer. – Retrucou a mulher confusa.

— Não estou falando das minhas inseguranças, minha senhora, estou falando do trio do desastre. – Ouve um silencio do outro lado da linha, a loira aproveitou para se afastar do barulho e ir para uma sala privada.

— Do que esta falando?

— Tesla, Magnus e Druitt. – Ouviu o arfar da Stride ao mencionar o estripador, mas ignorou para continuar o relato. – Alguma coisa esta atrás deles, ou eles estão atrás. Acontece que aquilo os controla feito marionetes e os faz se matarem, na primeira vez o Tesla e Magnus foram mortos pelo Druitt, eu voltei no tempo e vi o Druitt lutando contra um cara, eu usei a minha arma nele e o fiz voar pela janela, mas aí quem foi controlado foram Magnus e Tesla, e eu quase fui morta pelo Tesla! – Relatou desesperada. Ainda podia sentir os dentes do cientista penetrando a sua pele, a mera lembrança lhe causou arrepios.

— Tente não exaurir o mecanismo antes de entregar ao Nikola – Pediu Elizabeth depois de ouvir o relato de sua funcionária. A mulher respirou fundo antes de dar as instruções para salvar a garota do loop autoinduzido. – Você precisa saber de todos os fatos, quem é o inimigo, o que ele quer e como ele age, para só então criar um plano para pegá-lo.

— Queria que a Rae estivesse aqui, é muito trabalho para uma pessoa só. – Lamentou Adalind. Risos saíram do outro lado da linha.

— Você se subestima, agora vai lá, esta perdendo minutos preciosos. – Assim a ligação foi encerrada.

Nada iria acontecer pelos próximos vinte minutos, então voltou para festa bebeu uma taça de champanhe e foi atrás do russo que havia encontrado na primeira vez que viajou no tempo, tomou a iniciativa de convida-lo para dançar, o rapaz ficou surpreso, mas aceitou o convite.

Os minutos foram passando e a ansiedade a dominava, ela não podia fazer tudo aquilo sozinha, precisava de ajuda, um cúmplice! Mas não qualquer um, não sabia quem era o homem que havia atacado o Druitt, teria que ser o próprio Tesla. Aproveitou os giros da dança para procurar a figura do sérvio, e depois de um tempo e um pouquinho de tontura o avistou dançando com uma mulher mais velha.

— Preciso ir, meu acompanhante chegou.

Despediu-se do rapaz e se apressou entre os casais e chegou até o cientista.

— Com licença. – Pediu Adalind com o coração batendo acelerado em seu peito. – Creio que a senhora esteja dançando com o meu namorado.

A mulher ficou rubra ao ser chamada de senhora, mas não comentou nada e deixou o cientista livre. Agarrou as mãos de Tesla e iniciou a dança com o mesmo muito confuso.

— É o seguinte, você não me conhece, fui enviada por sua amiga Elizabeth Stride, com o recado de que o mecanismo esta pronto, já foi testado e estou com ele. – Precisava ser direta, já imaginava os próximos passos que daria.

— Ela demorou um pouco. – Alfinetou Tesla.

— Reclame com ela quando tiver a oportunidade, agora vamos direto ao ponto, sei que estão atrás de uma pessoa com poderes de controle mental, e vocês serão mortos se não tiverem um plano. – Revelou Adalind com uma expressão seria, um tique em seus olhos mostrava seu nervosismo.

— Nos temos um plano. – Disse o cientista.

— Se separem for parte do plano é o que garante o fracasso de vocês nas duas versões que eu estive, mas não se preocupe, eu sei exatamente o que fazer, mas primeiro eu preciso saber onde vocês estavam antes de se separarem.

O vampiro a guiou até a janela um pouco afastada do salão de dança e lhe indicou um caminhão de Buffet estacionado do outro lado da rua.

— Ótimo, agora precisamos ir até uma sala para acender umas luzes e esvaziar um armário. – O cientista arqueou as sobrancelhas muito confuso, mas seguiu a garota para realizar seu plano maluco.

— Eu nem sei o seu nome. – Disse o Tesla quando subiram as escadas.

— Adalind Stride.

Quando chegaram ao cômodo que Adalind havia visto o Druitt na outra versão do tempo, a garota procurou o interruptor em quanto ordenava o vampiro a esvaziar o armário mais próximo da mesa onde o estripador iria ser lançado, escondendo os itens em lugares estratégicos do cômodo. De luzes acesas, foram para dentro do armário, precisaram se espremer para caberem no pequeno espaço.

Neste momento a jovem Stride agradeceu por ter um corpo magro, já que o cientista ocupava a maior parte do interior do armário.

— O que estamos fazendo aqui? – Perguntou Tesla intrigado com as escolhas da jovem.

— Esperando. – Respondeu sem entrar em detalhes.

— Pelo que? – Suas respostas evasivas estavam começando a irritar o vampiro.

— Não pelo que, mas por quem. – O vampiro rosnou, atraindo a atenção da jovem. – Não rosne para mim feito um cachorro ou te ponho uma focinheira! – Repreendeu a loira.

— Então me de uma resposta descente! – Disse Tesla se exaltando. 

— Fale baixo, ou vão nos escutar. – Advertiu Adalind – Em breve o Druitt vai aparecer com o inimigo.

Os minutos pareciam se arrastar com o inicio da vigília, deixando a garota muito impaciente. Seus olhos não abandonavam a fresta da porta do armário, não podia perder um minuto se quer do que estava para acontecer, já que sem sua intervenção o estripador levaria uns belos socos, bem merecidos, afinal ele teria matado a senhora Elizabeth se ela não carregasse o sangue de vampiro nas veias, quando o homem atuava como o Jack.

Em um piscar os dois homens surgiram na visão de Tesla e Stride, a garota arregalou os olhos quando identificou a figura em cima do Druitt. Era surreal, o russo que tinha dançado duas vezes em versões do tempo diferentes era o grande vilão da trama.

— Sinceramente, como é possível alguém tão magricela da uma surra no Jack estripador? – Indagou a garota em seus pensamentos.

Sem esperar mais um segundo, de forma desajeitada a garota pegou o relógio e voltou no tempo outra vez, esperando que dessa vez fosse a ultima. Porque três voltas era o seu limite.

Abriu os olhos e lá estava ela novamente no telefone com a sua senhora.

— Adalind, não preciso que distraia ninguém, represente a fundação e entregue a minha mensagem, depois saia.

— Tenho que desligar. – Desligou o celular e o guardou em sua bolsa de mão. Com certeza a Stride mais velha lhe daria uma bronca por ter desligado o telefone na sua cara, mas depois a loira se preocupava com isso, tinha assuntos muito mais relevantes naquele momento. Foi para saída do prédio e atravessou o estacionamento até onde a bendita vã estaria. Quando chegou ela ainda não estava lá, então teve que se esconder até o trio do desastre chegar.

A noite estava fria e ventava bastante, fazendo a moça ter que esfregar os braços para se aquecer. Cinco minutos se passaram para em fim a vã aparecer, quando ela estacionou Adalind saiu do seu esconderijo e bateu na porta, um homem de cabelos ralos e óculos de grau a atendeu com uma expressão bem confusa.

— Então é um quarteto e não um trio como pensei. – Comentou a loira empurrando o homem e entrando na vã, onde o resto do grupo estava.

— Você não pode sair entrando assim! – Reclamou o homem.

— Cala a boca garoto! – Reclamou Adalind em quanto se sentava em um dos acentos, ao lado de Helen Magnus.

— Garoto? Eu sou mais velho que você! – Reclamou.

— Você tem cinquenta anos? – Perguntou a Stride para o homem de óculos. Ele nada respondeu. – Foi o que achei.  

— Quem é você? – Perguntou Magnus apontando uma arma atordoante para a loira.

Adalind virou o rosto para Magnus e sorriu.

— Sou Adalind Stride, da fundação Stride, tenho uma mensagem para Nikola Tesla, mas no momento vou ajuda-los a capturar o anormal que tem o poder de controle mental. – Respondeu a garota para a líder do Santuário. – Eu sei quem é ele e onde vai estar.

— Qual é a mensagem? – Indagou Tesla com um sorriso no rosto.

— Foi finalizada e esta pronta para o uso, à entrega será feita no final do expediente. – Disse sendo o mais evasiva que podia já que não estavam sozinhos.

— Ótimo.

— Do que ela esta falando Nikola? – Perguntou Helen Magnus.

— Um presente que encomendei. – Respondeu o sérvio.

O plano era simples, seguiriam a primeira versão daquela noite, mas o trio ficaria escondido no local onde foi decidido pela Stride. Magnus e Druitt não gostaram de dependerem unicamente da novata, mas Tesla os convenceu que ela era de confiança, então eles se posicionaram.

Adalind ficou fazendo sua melhor cara de tédio na pista de dança, até que o russo aparecesse e lhe chamasse para dançar. Não demorou muito para ele se apresentar, para não da muita bandeira ficou uns minutos deixando ele a conduzir pela pista, até que sussurrou em seu ouvido.

— Gostaria de ir a um lugar mais privado? –Tentou fazer sua voz sair sensual para agradar o russo, que pareceu ficar animado com a proposta.

— Teremos que ser rápidos, tem um compromisso em vinte minutos. – Adalind olhou para a face do rapaz com um sorriso malicioso nos lábios.

— Eu serei rápida.

A loira segurou sua mão e o guiou até o fim da pista, subiram as escadas para o andar de cima e foram em direção ao corredor, o levaria até a sala que tinha visto o russo batendo no Druitt. Ao chegarem a frente na porta em questão, Adalind segurou o rapaz e o fez bater as costas na porta e começou a beija-lo em quanto dava dois toques na madeira, sinalizando para a Magnus.

A porta foi aberta por dentro e a cientista enfiou uma agulha com um liquido verde no pescoço do rapaz, que tombou para trás ficando inconsciente. Adalind deixou o rapaz cair nos braços da Magnus em quanto limpava o batom borrado.

— Eu disse que seria fácil, não disse? – Comentou a loira com um sorriso triunfante na face. – E vocês ainda duvidaram de mim.

Druitt levou todos para dentro da vã com o seu poder de teleporte. O russo foi algemado e vendado, com o Doutor Will Zimmerman garantindo que o rapaz ficaria sedado por todo o trajeto.

Adalind se sentou do lado do Tesla e discretamente pegou o relógio e colocou dentro do bolso de seu paletó, em quanto a Magnus se ajeitava para pegar seu lugar como motorista da vã.

— Antes de irem, eu preciso sair meu carro esta na garagem, e ele custou muito caro para ficar dando bandeira na garagem dos outros. – Abriu a porta traseira e desceu do veículo, mas antes de ir para seu próprio carro, tirou um cartão de sua bolsa e entregou para o Druitt. – Me liga.

À volta para a sua casa foi tranquila comparado ao inicio da noite, tinha feito um trajeto longo por conta de um pequeno engarrafamento, mas estava tranquila, tinha feito o seu trabalho com perfeição e ainda tinha ajudado o trio do desastre em sua missão.

— Lar doce lar. – Disse ao atravessar o saguão da mansão Stride com seus sapatos em mãos.



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