História Três lados - Capítulo 1


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Categorias Choque de Cultura
Personagens Renan, Rogerinho do Ingá
Tags Choque De Cultura, Evandro, Ot3, Renan De Almeida, Rogerinho Do Ingá, Tecladinho Do Ingatowner, Tv Quase
Visualizações 37
Palavras 940
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Fluffy, LGBT

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais uma vez, tô eu aqui postando fanfic que não esperava... Eu não poderia trair meus pais, então sabia que a única maneira de eu escrever oficialmente Tecladinho do Ingá seria escrevendo Tecladinho do Ingatowner. E acabou que escrevi mesmo.

Dá pra considerar isso aqui como um AU de "Eu quero a sorte de um amor tranquilo" (auto-panfletagem, corre lá no meu perfil se não tiver lido ainda), porque afinal de contas eu tive a ideia pra esta relendo aquela. Mas também não precisa considerar necessariamente uma relação entre elas não, é tudo one shot.

E não é que essa é minha primeira fic OT3? Espero que gostem. Tá bem açucaradinha, carreguem uma dose de insulina com vocês, e boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


O finzinho de tarde de sexta-feira pedia um tempo juntos, aquilo era certo. Os três sem mais trabalho para fazer, Renanzinho com a mãe, nenhum Choque para gravar. A melhor maneira de ocuparem o tempo era uns com os outros.

Com o tempo, Rogerinho aprendera a conviver com o fato de que se apaixonara logo por dois apaixonados por música. Não fora fácil no começo, como se toda a situação em torno daquilo já não fosse difícil o bastante. Mas agora, assim como o relacionamento estava estabelecido e em paz, ele também conseguia ficar em paz com suas escolhas.

Mas não deixava de ser uma cena um tanto quanto injusta. Evandro dedilhava o teclado enquanto Renan cantava junto com ele, apenas batendo um pezinho que na verdade queria sair rodando pela sala. O niteroiense continuava no seu canto no sofá, olhando os dois com um sorriso, mas sem se envolver diretamente. Um desperdício que mesmo estando no número certinho para que um tocasse e os outros dançassem, um deles se recusasse.

"Se fosse um ritmo de street dance tudo bem. Mas dançar música já é demais"

Os outros aceitavam. Não tinham o menor desejo de forçar qualquer situação para o namorado, e já estavam satisfeitos de poder ter sua companhia sem precisarem abrir mão daquele sonzinho agradável. A voz de Renan combinava com as notas tiradas por Evandro, e vice-versa. Quem os visse alguns meses atrás, em pé de guerra causado pelos sentimentos que nenhum dos dois entendia (e que sempre envolviam Rogerinho), não imaginaria que pudessem se dar tão bem agora.

Foram aos poucos descobrindo que o sentimento compartilhado que tinham pelo dono da Sprinter podia se estender a eles próprios. Como de fato se estendeu, bem como a recíproca mais que verdadeira daquele que era capaz de amar tanto os dois.

Demoraram ainda a resolver a situação, desde a compreensão desses sentimentos até o envolvimento de Renan com a ex-mulher (que acabou sendo quem viu antes dele próprio que o coração do piloto não pertencia a ela). Depois, aquele desenvolvimento quase adolescente, em que todos estavam tímidos demais para tomar uma atitude.

Foi num dia de folga como aquele, mas com mais pessoas à volta do que desejariam. O barzinho animado, Evandro descansando com eles depois de fazer sua breve apresentação na noite (por hobby naquela ocasião). Maurílio e Julinho também estavam com eles, era comemoração de fim de gravação da temporada. Quando o casal se retirou da mesa (por que sempre tinham que fazer aquilo?), a atmosfera pesou.

Silêncio total, ao ponto que até Rogerinho agradeceria se uma música começasse a tocar. Bom, talvez nem tanto. Mas seria bom alguma coisa que não deixasse aquilo tão desconfortável. Depois de cinco minutos em que nenhum dos olhares se cruzava e nenhum som saía de suas bocas, acabou dando um suspiro e o braço a torcer.

“Eu gosto de vocês dois” soltou antes que pudesse se arrepender, captando as atenções dos outros “Não sei o que que vocês vão achar disso não, mas eu gosto”

Evandro batia os dedos na mesa como se fosse seu teclado, olhos voltados para ela. Ajeitou os óculos nervosamente. Renan continuava quieto, ainda que mantivesse os olhos fixos em Rogerinho. O músico foi quem se manifestou:

“Eu… Eu também gosto de você, Rogerinho” baixou os olhos, engolindo em seco e diminuindo o tom “E eu também gosto de você, Renan”

Rogerinho não pode conter um reflexo de sorriso de se manifestar, mas logo o dispersou, encarando o dono da Towner com uma expressão apreensiva e o coração acelerado. Seu silêncio parecia durar uma eternidade (e trinta segundos afinal de contas eram quase isso, se tratando de Renan).

"Então tá tudo certo" finalmente ele se manifestou, num rompante "Eu gosto de vocês dois, vocês dois gostam de mim e vocês gostam um do outro. Acho que isso significa que a gente tá namorando"

E pronto. A situação tão complicada foi resolvida de uma maneira tão simples. Agora estavam ali, de fato namorando já há quatro meses, com uma cumplicidade aumentada a cada pequeno momento dos três. Os passeios à beira mar comendo um espetinho de camarão, os dias em que ficavam responsáveis por Renanzinho e se revezavam na tarefa de impedir que o menino se machucasse (demais), as ajudinhas para resolver pendências uns dos outros, as saídas para o bar como a daquele primeiro dia.

E também os momentos tranquilos em casa, geralmente com uma comidinha gostosa para acompanhar, daquelas que só Rogerinho sabia fazer. Como o escondidinho de frango que estava no forno esperando por eles agora, enquanto se curtiam ali na sala. Estava tudo muito bem.

Talvez fosse a paz, talvez fosse um momento de deslize. Mas pela primeira vez, naquele dia, o ingaense permitiu que seu pezinho também começasse a balançar no lugar, acompanhando o ritmo dos namorados. Aquilo já era muito, e foi mais ainda que não se importasse que eles reparassem.

Correspondeu o sorriso dado por Renan, que se levantou e foi até Evandro, que só teve o tempo de colocar o teclado no automático antes de ser puxado para dançar. Eles davam seu jeito, no fim das contas. Observou enquanto eles começavam a se agitar indo em sua direção, se permitindo um balanço discreto no lugar os acompanhando.

Já estava feliz de vê-los envolvidos entre si, trocando olhares com ele, mas não pode deixar de abrir um sorriso largo ao receber um de cada lado no sofá, o embalando no mesmo ritmo. E no abraço que lhe deram, cabia tudo. Até aquela música que insistia em preencher a casa, seus ouvidos e até seu coração.

É, aquilo era bom.



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