História Três pontos do prazer - Capítulo 9


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Categorias Dragon Ball
Personagens Bardock, Bulma
Tags Barbul, Bardock, Bulma, Daddy, Hentai, Hot, Romance Proibido, Sugar Daddy
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Palavras 3.668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura a todos

Capítulo 9 - Tudo está bem.


Foi um dia bem arrastado aquele, quando ele voltou no final daquela tarde para sua casa, tudo estava diferente, não... na verdade tudo estava igual, igual a antes, igual ao princípio, nunca percebera o quanto tudo aquilo era frio, era imenso e vazio, como seu coração estava agora. Então era aquilo, tudo realmente havia se resetado, até mesmo as cores e a vida que ela trazia consigo se foram junto dela.

Ele se jogou no sofá sentando-se, as mãos deslizaram pelos cabelos os bagunçando ainda mais quando ele suspirou pesado. “já foi” disse para si mesmo “hora de voltar a realidade da tua merda de vida!”

Por impulso desbloqueara o celular mais uma vez, mas não havia resposta a mensagem enviada a ela, queria saber se ela havia chego bem em casa na noite anterior, se ela ficaria bem, queria tanto que ela entendesse suas razões, mas agora pelo visto ela o odiava. Pelo visto ainda era bom nisso, em destruir relacionamentos, em trazer raiva e ódio de quem se aproximava de si.

Era um fato, ela o bloqueou em cada uma das suas redes sociais que fora possível o fazer, e se havia uma denominação para raiva feminina, estaria escrito logo a frente o nome: Bulma Briefs... pelo visto ela tinha a mesma capacidade de ser rancorosa que o pai.

“E é tão mais fácil quando

Tem você pra dormir junto

Tem pra acordar junto e viver junto

Tem você pra me contar dos seus dias seguros

Se não

Tem ausência e saudade

Tem lembrança de felicidade

Tem guarda-roupa vazio

Sem teus tons escuros”

 

...

 

A garota estava literalmente na fossa, não que ela fosse dependente dele, não era isso, mas na fossa sentimental, ela havia tirado absolutamente tudo que era dela de lá, menos o seu coração porque não sabia como o fazer, e quando recebera a mensagem dele tudo que ela quis foi xinga-lo de volta, mas em vez disso ela o tirou da sua vida de uma vez, achava que talvez assim se recuperaria rápido daquilo, talvez doesse menos, achava que era melhor não ter contato, não suportaria, como ele podia falar em resetar? Como era fácil assim pra ele? Era ser muito insensível, ela lhe abriu o coração e ele a chutou a bunda pra fora da sua vida.

—Canalha! – murmurou inconformada ao abraçar o travesseiro da cama.

As batidas na porta, no entanto anunciavam a entrada da mulher de cabelos loiros que trazia junto consigo uma xícara de chá calmante e alguns comprimidos a fim de amenizar o estado da filha. Tinha tanta pena da sua garotinha de coração partido, ela mal comia a dois dias, estava tão tristinha e logo Bulma que era tão vaidosa estava o dia todo de pijama desde que voltara da faculdade e essa também que ela se vestiu tão apagadinha e comum, estava despenteada, desajeitada, enfim, estava melancólica e ainda sim não dizia nada.

A loira olhava o aquário que estava sobre sua mesa enquanto Bulma tomava o chá e os comprimidos.

—Já alimentou eles querida? – perguntou, mas Bulma apenas consentiu, definitivamente sua garotinha não parecia a fim de falar. – Porque não sai um pouco com a Lazuli, aposto que se divertiriam no shopping um pouco, não acha?

Mas como resposta, Bulma deixara a xícara sobre a mesinha e afundou-se novamente entre os travesseiros chorando.

“Dói sem tanto te lembrar

Dando voltas e fazendo meu mundo bambo girar

Mas tu sabe que meu peito

Tem só falta do teu fogo

E nosso jeito torto de seguir

 

Abandonando todas as defesas

Distribuindo nossas cartas em todas as mesas

Fazendo carnaval em terça-feira

Fazendo amor e dizendo besteira”

 

(...)

 

Ele passava mais tempo dedicando-se ao trabalho, em se sentir útil como antes, aquela era a única forma que encontrou de distrair sua cabeça, mas nem sempre conseguia, por vezes se pegou repassando as muitas fotos que tinham juntos, doía... até que ponto valia fugir dos confrontos? Ele não se lembrava de como doía isso...

Estava evitando ir na casa de Linus, na verdade estava evitando muita coisa naqueles poucos dias, centrado, só tinha algo que o distraia de verdade, sua coisinha; estava preocupado om ela, ainda mais depois da resposta mal educada recebida de Lazuli que parecia ter absorvido a raiva que a amiga desenvolveu dele. Bulma não atualizava aquele maldito blog desde o dia que se afastaram e esse era o único meio que ele ainda conseguia saber dela.

Ele suspirou olhando pela janela da sua sala que dava vista ao estacionamento do prédio. Toma entrara fazendo barulho o bastante para tira-lo dos seus devaneios. A dias que o amigo era um chato de galocha.

—Cerveja hoje? – ele perguntou buscando algum animo de vida ainda, não podia ser tão mal assim...

—Ah... eu... eu acho que passo – disse Bardock soltando a caneta sobre os papeis na mesa.

—Fala sério! – disse irritado Toma – chega dessa merda! Já foi cara, bola pra frente pô!

—Falar é fácil – murmurou Bardock irritado – leva a fedelha, cadê ela?

—Ela vai sair com as amigas hoje, é sexta cara, pelo amor de Deus! – ele disse gesticulando e cruzou os braços irritado.

E Bardock esse instante o olhou com interesse, um interesse que logo foi entendido por Toma que completou:

—Não sei se a azulzinha vai ta no meio, não falamos dela – disse toma ao referir-se a Lazuli.

 

...

 

—Nossa! Esse é o vestido mais apagado que você já usou na vida amiga! Ah não, desse jeito não dá! Intervenção já! – disse Lazuli no quarto de bulma

—Concordo viu! Minha avó se veste mais sexy que isso! – disse Suno que ajeitava os cabelos frente ao espelho fazendo pose para tirar uma self, a língua de fora e ela achou a pose perfeita.

Lazuli tirou um conjunto de duas peças. Uma minissaia preta e um croped ultra sexy azul jogando em bulma.

—Veste isso! – mandou e viu Bulma fazendo uma careta. - Sem reclamações e senta aí que precisamos de uma maquiagem de verdade!

Bom, aquela noite só serviu para ela distrair-se, beber e socializar um pouco mais, talvez Lazuli estivesse certa, fez um tanto bem conversas fiadas, mas ainda pesava, ela achava que o tempo iria fazer parar de doer, mas só piorava, mas ela tinha que erguer a cabeça novamente. Mesmo que não quisesse, ainda indiretamente ela olhava o insta dele, estava parado desde do dia que terminaram, e na cabeça dela ele estava ocupando o tempo com alguma nova vadia, ou eram tantas festas que nem tinha tempo para aquilo.

Então por sorte ou azar ele atualizara a foto junto com os amigos no bar, era uma social e ele parecia tão lindo como sempre. E ela sentiu tanta vontade de chorar, mas engoliu e tomou o pincel da maquiagem da mão de Lazuli, ela sim ia ficar gostosa pra caralho! Foda-se ele.

 

(...)

 

Não havia mais como ignorar Linus, e ele acabou tendo que se juntar ao amigo para mexer no carro na oficina, afinal havia prometido quando Linus decidira reformar o carro. Estava se sentindo mal, mas também eufórico com a possibilidade de poder ao menos vê-la, ou ouvir o som da voz dela. Mesmo contra tudo que gritava pra ele não o fazer, ele bateu na porta do quarto dela.

—Bulma... eu... – ele abrira a porta e viu a garota de cabelos azuis sentada frente a mesa do seu laptop, parecia concentrada escrevendo, talvez fosse bom, já que a quase um mês ela não publicava absolutamente nada. – Queria dizer oi e... ver se está bem.

O cheiro do perfume dela invadia seus sentidos, sentia-se perturbadoramente eufórico, o coração agitado. O que ele queria? De verdade tê-la em seus braços de novo, beija-la, toca-la, abraça-la. Mas dessa vez ouviria a razão que gritava pra se afastar e manter-se assim.

Ela no momento que ouviu o som da voz dele sentiu o peito explodir, a euforia era imensa, a saudade, o desejo, mas também a raiva e a mágoa, não seria a garotinha tola de sempre, e repetia na sua mente enquanto ouvia a voz dele “vai passar, vai passar, vai passar!” mas junto com o mantra, as pequenas lagrimas brotaram nos olhos e começaram a escorrer pelo rosto. Queria pular nos braços dele, queria xingá-lo, queria odiá-lo mais, queria ser apenas sua...  

O amor era uma droga, era uma merda!

—Vai embora! – foi tudo que ela conseguiu murmurar, embora não fosse possível esconder a voz embargada pelo choro.

E a senhora Briefs tocou no ombro de Bardock de repente.

—Não liga querido – começou Panchy – ela tá assim a um tempinho, uma desilusão, é tão triste coração partido, mas logo, logo passa, sempre passa, não é? – ela sorriu gentil.

Mas Bardock engolira em seco, queria perguntar tantas coisas a Panchy, como se sua coisinha estava bem, se estava saindo..., mas em vez disso apenas consentiu e saiu indo para a oficina junto com Panchy conversando.

 

(...)

 

Ele olhava aquela gargantilha frente a vitrine e ponderava, logo, logo deixaria a cidade uns tempos, e como sempre fora presente na vida dela, não seria agora que simplesmente mudaria aquilo. Ele entrou na loja sendo logo atendido pela vendedora muito elegante.  Ele já estava com aquela peça em mente e mandou apenas gravar no nome dela e embalar para presente.

Naquela noite ele deixara a caixinha guardada em sua gaveta e olhando o celular ao se jogar na cama, viu que ela voltara a postar depois de tanto tempo parada, os posts transmitiam um vigor excessivo de vida. Uma euforia e uma alegria irritantemente empolgantes. Ela parecia feliz e ele deveria se sentir feliz por ela, e era isso que ele iria fazer.

 

Nas mãos da senhora Briefs naquela tarde ele deixara a caixinha e pediu:

—É o presente de natal dela, eu não vou estar na cidade então...

—Podia entregar agora querido, ela está no quarto e... – Panchy dizia quando fora interrompida.

—Eu prefiro não quebrar a regra – ele deu um sorriso torto – no natal, como sempre.

—Tá bem então! Hohoho – disse Panchy – se prefere assim, faça uma boa viagem – disse a loira – e mande lembranças a Gine por mim.

—Eu mando – ele sorriu e desceu os dois degraus da entrada da casa voltando em direção ao carro parado ali na frente. Mas ao olhar um tanto perdido antes de entrar no carro, olhou para a janela do quarto dela que permanecia com a persiana fechada.

 

Ela ouviu a voz dele, ela viu quando ele chegou, e ela se escondeu e escondeu o que sentia novamente. Se perguntava quando aquilo ia de fato acabar? Para não ter que passar o fim de ano com a família e ele que normalmente sempre estava ali, ela decidiu passar com os amigos, bem longe daquilo. Talvez soasse infantil, ela escondida no seu quarto pra não o ver, ou escondida por trás da persiana o olhando e o vendo ir embora sem dizer nada.

 

...

Ele nunca imaginou que um dia sentiria tanta inveja de sua irmã Gine, ele sempre fizera as coisas a sua maneira e sempre fora feliz daquele jeito, mas agora não estava, muito embora ele soubesse que uma hora aquilo ia passar. Só não sabia quando.

—Olha como cresceu! – disse com um sorriso torto ao abraçar seu sobrinho Raditz – aposto que tá cheio de namoradinha já?

—Ai nem fala! – disse Gine ao abraçar o irmão em seguida – esse Guri só dá trabalho agora!

—Tio Bardock! – a garotinha de cabelos negros veio correndo de encontro ao homem de cabelos rebeldes.

—Essa é a Hanna? Não acredito, tá quase do meu tamanho – brincou ao segura-la no colo.

—Eu perdi um dente – disse a garota alegre ao mostrar a janelinha recém adquira com o a queda do dente de leite.

—E é claro que a fada do dente já te recompensou...

—Eu tomei um sorvetão! – disse feliz e Gine riu

—Tomou mesmo, acho que o Vegeta tá mimando demais ela – disse a irmã de Bardock.

—E por falar em vegeta, onde está o cretino do King? – perguntou Bardock franzindo o cenho.

—Ele foi buscar algumas coisas, já, já chega... – completou Gine, e da cozinha veio uma mulher de cabelos castanhos com um sorriso. Ela usava um avental rosa de babadinhos.

—Seu desnaturado! – berrou a mulher escandalosa.

—Oi mamãe – disse Bardock ao receber um abraço extremamente apertado da mulher que tal como sua irmã era de estatura baixa.

 ...

 

Havia um clube com VIP que todo ano realizava uma megafesta de natal, e aquele ano ela conseguira um passe para o evento. Frente ao espelho ela checava o vestido longo e sexy que usava. Ele era uma espécie de macaquinho bem curtinho de decote profundo e que vinha a camada de renda por cima dando a forma de vestido longo com uma fenda alta até o inicio de uma das coxas, ela escolheras o tom de vermelho – mesmo que clichê ao natal – porque era clássico e combinava bem com ela.

O celular na mão e ela tirara uma self com um belo sorriso até que ainda olhando-se pensou no que poderia estar acontecendo naquele dia, naquele instante. poderia ter ele a abraçando e dizendo o quanto ela estava linda, ou a obrigando-a, a estragar sua maquiagem perfeita porque certamente já teria a prensado contra a parede. Porra, seria o primeiro natal deles juntos mesmo. Fora seus primeiros planos pra valer, seria ela tão tola e iludida assim? Porque ela realmente achava que ele sentia tanto quanto ela que aquilo era intenso, que aquilo era louco e... como eles eram bons juntos de verdade. É... talvez uma iludida, ele tinha razão ao chama-la de garotinha.

—Nunca mais – repetiu para si mesma. E quando se preparava para sair de casa, fora parada por sua mãe.

—Oh querida, seu pai está muito triste com isso.

—Não é pra tanto, mamãe, estão todos aí, tem gente demais na casa – murmurou irritada bulma a fim de sair logo e passar desapercebida por todos, incluindo sua prima que estava junto do noivo.

—Aí bulma, só... você sabe... – murmurou a loira melancólica – ah espera um pouco, tenho algo - disse ao lembrar-se do presente do padrinho dela, já que ela ia sair era melhor dá-lo agora. E caminhando até a arvore de natal ela pegou de baixo a caixinha que tinha um belo laço em rose metálico e era toda preta.

—O que é isso mamãe? – perguntou curiosa

—O seu padrinho deixou pra você, seu presente – disse a loira alegremente

Bulma crispou o lábio um tanto, a vontade era de mandar jogar no lixo, palhaçada! Isso sim. Mas aquele circulo de mentira tinha um custo. Irritada e contrariada pegou a caixa e abrindo uma gaveta do aparador jogou a caixa dentro.

—Tô com pressa agora, quando eu voltar eu abro – disse e saiu batendo a porta.

—Credo! Pelo visto esse garoto levou o coração mesmo hohoho – murmurou a mãe de Bulma.

 

....

 

—Quando vai, me dá o prazer de ter netinhos? – reclamou na mesa Yumi, a mãe de Bardock.

—Mas já tem netos, não precisa de mais – ele sorriu e ganhou um tapa da mãe.

—Vamos pedir uma noiva por catálogo! – brincou Gine

—Cuida disso Vegeta! – riu Bardock ao apontar ao cunhado.

—Não me meta nisso – ele bebeu na taça – e depois ela tem razão – comentou rindo vegeta – olha só pra isso.

—Eu não acredito que vão fazer um compro familiar agora? – Bardock protestou.

—Uma garota – Gine exigiu – vai, vamos lá!

—Não temos um assunto mais interessante pra falar a mesa que minha vida amorosa? – perguntou Bardock.

—Ela não vai desistir – murmurou Vegeta.

—Eu não tenho namorada, tá satisfeita? Não quero relacionamentos – disse

—Ele nunca trouxe uma menina pra casa – disse Yumi.

—Não... teve uma – Gine disse rindo – como era o nome mesmo?

—De novo isso? – ele protestara

—Claro, você era o cara das desculpas – disse vegeta e Bardock fizera uma careta.

—Traidor! – disse e Vegeta encolhera os ombros.

—Eu tenho uma lista só do inicio da faculdade até ele se formar, só era menos rodado que corrimão – disse Vegeta.

—Eu sou solteiro – disse Bardock enérgico – ao contrario de vocês que se agarraram cedo e... olha o resultado ali, nem larga a porra do celular – disse Bardock apontando ao sobrinho que não largava o aparelho e ainda estava com fones no ouvido – eu posso fazer uma fila e ainda sim não devo satisfação pra nenhuma delas...

—Cafajeste! – disse Gine com uma careta – rodado – ela começou a ri. – Daqui a pouco anda com um cartão de visitas.

—Com carimbo de fidelidade – completou Bardock rindo e ganhou um tapa no ombro dado pela irmã.

—Como é cretino! – ela gargalhou

—Esse é o gene do seu pai, não meu – disse Yumi rindo com os filhos a mesa.

Aquilo parecia que ia longe...

 

Cada um deles vivera suas respectivas noites, mas cada um deles em determinado momento se pegou pensando no outro, em momentos específicos, mas nenhum dos dois cedera.

E quando a meia noite chegou, ela do canto da área Vip do salão que estava e ele na varanda do quarto de visitas da casa de sua mãe falaram ao mesmo tempo, mesmo que sem saber.

—Feliz Natal coisinha

—Feliz natal mozão

 

...

 

Sentado no balanço do lado de fora da casa, ele tinha um olhar meio entristecido para o céu enquanto deixava o corpo solto no balanço, fora interrompido de seus pensamentos na sua azuladinha e em toda merda, por sua irmã que sentara ao seu lado no segundo balanço.

—Sem sono? Papai Noel não da presente se não dormir – ela riu e ele acompanhou.

—Eu ando meio assim – disse Bardock

—Então... como é o nome dela? – perguntou Gine sem perder tempo. E Bardock encolhera um tanto os ombros.

—Nome de quem? – disse tentando parecer o mesmo cara de sempre.

—Eu te conheço maninho, muito. Sei muito bem quando está fingindo, e vou te dizer, melhorou muito, o jantar foi...

—Foi bom né? – ele deu um riso torto – admito to ficando bom nisso.

—E então?

—É complicado Gi – ele murmurou – só... não vai rolar.

—De novo isso? – ela perguntou – poxa, tudo sempre é complicado.

—Agora realmente é – ele murmurou e olhou para os olhos dela – quem sabe eu tome jeito um dia né?

Gine, no entanto o fitara um tempinho.

—Só... não deixa o tempo passar e... viver nesse limbo de arrependimento de novo – ela comentou – você é um cara legal, é bem-humorado, mesmo que tenha esse seu jeitinho cafajeste eu sei que... é só falta da pessoa certa e qualquer mulher seria surtada em ter seu coração, muito embora eu tenha a impressão que você já o deu não é?

—Como consegue ser tão irritante? – ele riu discretamente quando voltou a olhar a irmã.

—Acontece quando se vira mãe, ficamos irritante e criamos superpoderes, é um pacote – ela piscou.

 

...

 

Bulma ainda olhava para a caixinha sobre a cama, andava de um lado para o outro no quarto pensando se deveria abrir ou não aquilo. No fim, ela decidiu empurrar para o fundo de uma gaveta do seu armário. Era melhor assim.

 

Cada um deles voltara as suas rotinas, fingiam estarem bem, queriam acreditar que estavam bem realmente. Ele voltara a sair com os amigos, embora Toma se esgueirava vira e mexe e ele sabia o nome do motivo: Lazuli, mas quem era ele para impedir a felicidade do amigo? Ao menos alguém poderia ser feliz sem incômodos ou perturbações.

 

Bulma olhava indignada mais uma vez o insta do padrinho. Ele voltara a ser exatamente o que era. Lindo como sempre foi, baladeiro como sempre. Ela o odiava. Mas se ele achava que ela iria ficar colhendo mágoas a vida toda estava redondamente enganado. Porque se ele poderia fingir que nada nunca mudou, ela também podia passar a página e ignora-lo.

Secando os olhos ela virou para Lazuli que tinha uma face de tédio pela choradeira da amiga.

—Pra você é fácil, tá aí toda... se boa e... odeio você, vocês na verdade – disse ao encarar a amiga.

—Menos amiga, vai por mim, ele tem uma bad igual a você! – disse ao se referir a Bardock.

—E quem disse que eu ligo? – bulma se virou ao espelho – essa noite eu vou ser eu novamente, e vou achar o cara da minha vida e... e acabou.

—Você diz isso toda vez que saiamos, e sabe o que acontece? Você acha um carinha, dá uns amassos, se lamenta, enche a cara e volta deprimente para casa, porque simplesmente todos você acaba comparando com ele. Admita, isso nunca vai passar, vocês se amam e isso é ridículo!

 

...

 

Mesmo com aquele amasso que deveria ser quentíssimo – e de fato estava – algo soava errado, estava assim a um tempo o que era irritante. Não era por falta de estimulo, ou pelo seu amigão ficar duro, ficava, e muito, ele se excitava, mas quando fechava a porra dos olhos era ela que o corpo chamava, era ela que a mente e a alma queriam ali. E bufando ele sairá de cima da mulher de cabelos azuis na cama.

—Desculpa Marron, mas isso não vai funcionar – ele disse, mas ela sem pensar deslizara a mão sobre o membro dele rijo sobre a cueca e respondeu.

—Amorzinho, isso tá funcionando super bem – sorriu maliciosa – vem aqui vem – ela enroscara o pescoço dele o puxando para a cama novamente e ele deixou-se envolver pelo beijo da garota novamente.

A quem ele queria enganar?

Ele levantou-se uma vez desvencilhando dela.

—Eu não consigo, me desculpa, eu... não posso fazer isso contigo, eu vou pedir um Uber pra te levar – ele sairá do quarto com o celular em mãos deixando a garota se perguntando o que fizera de errado.

 

Do outro lado da cidade, Bulma virou-se de lado na cama fitando a parede clara que era iluminada pela fraca luz que vinha da rua e entrava pela janela. Puxara o lençol para o corpo e sentiu o braço envolta da sua cintura do abraço quando o acompanhante se aconchegou ao corpo dela. Ela apenas sentiu os olhos arderem quando encheram de lagrimas. Como sentia falta daquela filha da puta.


Notas Finais




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