História Três vidas e um destino - Capítulo 24


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Crime, João Pessoa, Mistério, Morte, Policial, Romance, Romance Policial
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 24 - A orientação - 2.8


2.8

Cheguei e Úrsula e Manuel já estavam lá, além da Mel. 

Me sentei com eles, que disseram estar me esperando. Úrsula suspeitava de algo, e o plano do disfarce do hospital havia dado certo. 

Eu disse-lhes sobre o que fiz após nosso primeiro encontro, sobre a descoberta que fiz.

Para a minha surpresa, Manuel havia descoberto o mesmo ao falar com a tia do Nathaniel no hospital, e Úrsula tinha deduzido. E eu me achando por pensar ser a primeira a descobrir que ele é gay. 

- Bom, já temos certeza disso agora - Disse eu. - Nathaniel era gay e isso pode ter motivado o espancamento dele. Falta sabermos quem eram aquelas pessoas. 

- Isso pode ser um pouco mais complicado - Disse Manuel. - Não temos nenhuma pista sobre eles. A única coisa que sabemos é que podem ser homofóbicos. 

Ele estava tragicamente certo. 

- Eu tenho quase certeza disso - Falou Úrsula. 

- Também - Concordei. - É muita conscidência eles o terem espancado logo após dele ter beijado outro cara. 

- Assim como nós três termos nos envolvido nisso? - Questionou Manuel. - Na mesma noite, no mesmo instante. 

Aquilo era verdade. 

Eu ri enquanto pensei que parecia mesmo conscidência de mais. Eu saí pra comprar o desejo de grávida de Raissa, que por sinal nem comprei, e acabei me envolvendo nisso tudo e venho fazendo o que posso pra realizar a justiça. 

Quando terminei de rir, pensei em algo que acho que nenhum de nós três tinha feito ainda, e que talvez nos ajudasse a esclarecer melhor as coisas sobre Nathaniel. 

- Ei, por que não olhamos as redes sociais dele? - Sugeri. - Podemos tentar encontrar amigos dele que nos dêem novas informações, não acham? 

- Claro - Disse Manuel. - Uma de vocês tá com celular? 

- Perdi o meu, lembram? - Disse Úrsula. 

Eles então olharam diretamente para mim. 

- Não, não trouxe - Falei. - Mas você pode fazer isso quando chegar em sua casa, Mel. 

- Tá - Ele sorriu um tanto. 

- Ah - Falei me lembrando de mais uma coisa. -, eu queria saber se voltaram a dar depoimento à polícia. 

Ambos disseram que não. 

- E você? - Perguntou Manuel. 

Fiz que não.

- Eles não me chamaram ainda. 

Foi então que eu me dei conta de que não devia continuar mentindo. 

Eu já estava envolvida dos pés à cabeça nisso e não fazia sentido prosseguir escondendo de Úrsula e Manuel a verdade. 

Precisava fazê-los sentir que podiam confiar totalmente em mim, assim como Manuel nos mostrou a Mel, e creio que se Úrsula tivesse algo pra falar nos falaria, com exceção daquela noite no hospital na qual tenho certeza de que ela me escondia algo. 

De qualquer forma, eu tinha que contar a eles que eu era uma prostituta. 

- Meninas, disfarcem e olhem pra balconista - Sussurrou Manuel me interrompendo sem saber. 

Eu fiz o que ele disse e notei que a mulher nos olhava pelo canto do olho e que virou um pouco o olhar ao perceber que a olhávamos. Eu não havia disfarçado bem. 

- Bom, gente o papo tá ótimo mas eu já vou indo, tá? - Disse Manuel se erguendo e deixando a mesa. 

- Se cuida - Disse Úrsula o abraçando. - Também vou ter que ir. 

Manuel começava a ir quando ela disse isso, e notei que ele olhou com uma certa desaprovação na nossa direção.

Úrsula tinha se apressado, e eu notei que era isso que ele queria dizer com aquele olhar. 

- Eu te acompanho - Falei.

Já que já estávamos sendo notadas mesmo achei melhor tentar fazer aquilo parecer mais natural. 

Caminhamos uns trinta metros até que viramos a esquina, e senti que podíamos conversar melhor. 

- Você viu aquilo? - Perguntou Úrsula antes de eu poder falar. 

- É - Respondi. - E não ache que ela estava esperando um pedido. 

- O que você acha que ela queria, Tabitha? 

- Não sei, mas está em cima de nós - Olhei em volta para me certificar de que não havia mais ninguém nos observando. - Não podemos voltar naquele lugar. 

Procurei por Manuel, e então o vi na rua ao lado uns metros à nossa frente, quase entrando num carro. 

- Vem! - Falei indo com Úrsula até lá.

Quando chegamos Manuel estava prestes a fechar a porta do carro, mas se interrompeu ao nos ver. 

- Deviam ter ido pra outro lugar - Disse ele rangendo os dentes e olhando em volta. 

À essa altura não dava mais pra ver a lanchonete.

- Sabemos - Falei. -, mas precisamos marcar um novo ponto de encontro. 

- É - Concordou Úrsula, bem nervosa. -, e bem longe daqui, de preferência. 

Manuel tomou um olhar meio cretino.

- Sei o lugar perfeito - Disse ele. 


Notas Finais


A cada capítulo mais coisas surgem... Como vão as teorias?


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