História Três vidas e um destino - Capítulo 25


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Crime, João Pessoa, Mistério, Morte, Policial, Romance, Romance Policial
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Palavras 977
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 25 - A orientação - 3.8


3.8

Voltar a trazer a Mel para suas apresentações me fez bem. Eu estava mais renovado do que nunca. 

Sem a Maria, até me arrisquei a dormir com as roupas da Mel, só pra experimentar, mas acabei me arrependendo. Acordei meio dolorido da posição em que fui obrigado a ficar por conta dos trajes, mas ainda assim era maravilhoso ficar como a Mel por mais tempo. 

Estava tão feliz que decidi ir ao encontro com Tabitha e Úrsula vestido como a Mel de novo. Nem ligava mais pra o que poderia acontecer. Eu podia ser feliz pra variar, e isso era o que importava. 

Foi nessa euforia que cheguei à lanchonete. 

Acho que lá até que fiquei mais normal.

Eu meio que estava num misto entre a alegria e a angústia do que acontecera por lá da última vez, o que me fez ser o Manuel de sempre, basicamente. 

As meninas e eu falamos de algumas descobertas. Na verdade cada um de nós tinha algo pra dizer, por mais que acabou sendo a mesma coisa. 

Nós três havíamos descoberto por nossos meios que Nathaniel era homossexual. 

Fora isso, Tabitha havia trazido uma hipótese com fortes argumentos à tona.

É que ela conseguiu ver imagens das câmeras de uma loja, ou algo assim, e nelas viu que Nathaniel beijava um rapaz pouco antes de ser quase morto.

Parecia conscidência demais ele ter sido espancado assim. Era muito provável que a homofobia podia ter sido a motivação do crime, mas ainda assim não dava pra ter plena certeza. 

Também foi conscidência eu, Úrsula e Tabitha termos nos deparado com um crime praticamente no mesmo instante. Eu disse-lhes isso e todos sorrimos. 

Após isso Tabitha deu uma boa sugestão: conferir as redes sociais de Nathaniel. Certamente ele tinha.

- Uma de vocês tá com celular? - Perguntei-as. 

Úrsula me relembrou que tinha perdido o seu e Tabitha disse não ter trazido, e então sugeriu que eu visse ao chegar em casa. 

Sorri ao saber que participaria de mais uma parte da investigação. E certamente não era como se disfarçar de médica, mas seria difícil encontrar Nathaniel sem saber exatamente como era seu rosto. 

- Ah - Disse Tabitha alerta. 

Ela perguntou se voltamos a dar depoimento à polícia, e eu fiz que não, assim como Úrsula. 

- E você? - Perguntei. 

Tabitha disse que não a haviam chamado ainda, o que achei estranho, mas antes de poder pensar nisso, notei algo curioso na balconista. Ela nos olhava atenta. 

Pedi para que as meninas olhassem disfarçadamente para ela, e elas o fizeram, ainda que despertando um tanto da percepção da mulher, que olhou pro lado. 

- Bom, gente o papo tá ótimo mas eu já vou indo, tá? - Falei me levantando. 

Nesse instante Úrsula se levantou e me abraçou, o que estava de bom tamanho, mas em seguida ela disse que também ia, o que me deixou um tanto que preocupado. Ela não devia ter dito que iria sair no mesmo instante que eu. 

Eu saí andando e vi que Tabitha tinha saído ao lado de Úrsula. Todos havíamos ido ao mesmo tempo, o que me deixou um tanto preocupado. É claro que aquela mulher não estava nos olhando por nada, e isso me preocupava ainda mais. 

Me dirigi ao meu carro e quando estava prestes a fechar a porta as duas chegaram. 

Olhei em volta e disse que devíamos ter ido cada um pra um lugar diferente. 

- Sabemos - Disse Tabitha. 

Elas disseram que precisávamos marcar um novo ponto de encontro, o que era verdade. 

- Sei o lugar perfeito - Falei. 

As duas entraram comigo no carro e então chegamos à casa de shows na qual a Mel se apresentava. 

Eram cerca de cinco da tarde, e Aline estava sentada à mesa anotando algumas coisas numa prancheta. 

- Aline - Falei. 

Ela ficou espantada ao me ver, o que não era uma grande surpresa. 

- Você aqui esta hora, Manu - Ela olhou para Tabitha e Úrsula. - E quem são essas?

- São amigas minhas. Será que podemos falar à sós? 

Eu e Aline nos dirigimos a um canto. 

- Precisamos de um lugar para falarmos de algo muito sério. 

- Mas do que se trata? - Perguntou ela com a testa franzida. - E por que tem que ser aqui?

- É que eu acho que estão nos monitorando.

- Como assim, Manuel, eu não tô entendendo nada. 

Eu não tive mais escolha. Acabei contando tudo à Aline, o que não foi tão difícil. Estava quase considerando contar as coisas a Maria também. 

- Mas isso é uma loucura - Falou ela, como eu já esperava. - Não deviam investigar um crime. Faz sentido desconfiarem de todo mundo, podem estar envolvidos com gente muito perigosa. 

- Eu sei, Aline. E sei também que não iria querer que nada de ruim acontecesse com a dançarina favorita do público. 

Ela sorriu. 

- Modesto como sempre - Ela então pensou por um instante. - Certo, podem vir aqui pra conversar sempre que quiserem, mas eu não quero que me envolvam em nada. Não quero polícia em minha porta. 

Concordei. 

- Só tem mais uma coisa que eu queria que fizesse por mim. 

Pedi que ela me deixasse ficar ali por um tempo até Maria voltar de viagem. Não queria ficar sozinho em casa, principalmente à noite. 

Com um pouco de insistência minha ela acabou concordando. Eu podia ficar no meu camarim.

Deixei Tabitha numa esquina um tanto longe dali e Úrsula num ponto de ônibus. Disse que poderia deixá-las em suas casas, mas elas insistiram em ir por conta própria. Após isso fui até minha casa e peguei algumas coisas essenciais, como meu celular e roupas limpas. 

Havia um banheiro na casa de shows onde eu podia tomar banho. Tudo estava perfeitamente arranjado, mas ainda faltava algo para eu fazer: ver as redes sociais de Nathaniel Bezerra. 



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