História Tributo de um vencedor - Capítulo 7


Escrita por: e Lysedarcy

Postado
Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Caesar Flickerman, Cato, Cinna, Clove, Coriolanus Snow, Effie Trinket, Foxface, Haymitch Abernathy, Katniss Everdeen, Peeta Mellark, Personagens Originais, Primrose Everdeen, Rue, Seneca Crane, Tresh
Tags Haymitch, Jogos Vorazes, Katniss Everdeen, Peeta, The Hunger Games, Thg
Visualizações 28
Palavras 2.447
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Saga, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi [email protected]!
Mais uma semana chega ao fim e com ele chega mais um capítulo dessa Fanfic que eu e Annie amamos estar escrevendo ...
Essa parte da história eu gostei muito de ter escrito junto com Annie ... Então esperamos que todos também gostem ...
E agradecemos todo o apoio e todos os favoritos e principalmente os lindos comentários deixados aqui ... nos apreciamos muito todos eles

Sem mais delongas ...
Boa Leitura!

Capítulo 7 - CAP 06 Os Amantes


Fanfic / Fanfiction Tributo de um vencedor - Capítulo 7 - CAP 06 Os Amantes

Uma plateia em expectativa aguardava a entrada dos jovens que estavam prestes a subir no palco, para que o público os conhecessem um pouco mais por meio de uma entrevista tendenciosa antes de irem para uma arena e, jogar com suas próprias vidas apenas para satisfazer um sentimento egoísta que era alimentado por uma propaganda perniciosa da capital.

Todos os vinte quatro participantes se mantinham em uma única linha e a última a chegar ao local que antecedia ao palco era Katniss. Ela estava brilhando em seu vestido acetinado vermelho com bordados de chamas feito por Cinna. Observava a tudo com certa incredulidade e cada vez mais o nervosismo adentrava em suas entranhas ao mirar o telão que se situava acima das escadarias e este revelava tudo o que acontecia entre os tributos e o apresentador da capital, Ceasar Flicker.

O sujeito estava mais extravagante e risonho do que de costume mostrando todo o entusiasmo dos habitantes daquele circo bizarro, e que parecia ter saído de um filme de terror aos pequenos olhos azulados da menina do distrito doze, que acompanhava todas as entrevistas atenta ao que cada um dos concorrentes estava dizendo, não queria deixar nenhum detalhe lhe escapar. Entre tantas figuras uma lhe chamou mais atenção que os demais, a figura de um garoto que tinha tanto a firmeza como a frieza que a prendia.

Cato estava trajando uma roupa escura com um blazer azul claro por cima de seu conjunto. Seus braços se ressaltavam atrás daquela vestimenta social e seu cabelo penteado para cima o deixava com um olhar mais sedutor. Katniss sentiu-se em meio a uma sensação engraçada ao observar tal figura, sabia que ele era um assassino letal e sua frivolidade atenuava essa característica tão perceptível através de sua voz, certeira e objetiva.

Em algum momento talvez se Katniss já não simpatizasse com Rue, um pouco com Peeta e é claro, não precisasse ganhar aquele jogo, então ela pensava que em algum momento quem sabe poderia ter torcido por ele... Embora não admirasse aqueles jogos, aliás, os detestava por claros motivos, assim como as figuras muito intimidantes que se aproveitavam dos menores. Ainda assim, algo em Cato se acentuava de forma que admirava sua força, afinal ele era um tributo guerreiro, o oposto dela. Observou os músculos do rapaz novamente que se ressaltavam toda vez que se mexia. Por um momento precisou respirar fundo. Quando via alguém muito mais preparado mediante a si vacilava, e ela não podia se permitir tal coisa...

“Impressões... Apenas impressões...” repetiu em sua mente, vez após vez.

As entrevistas estavam transcorrendo até de cerca forma rápida. Os tributos tinham meros dez minutos apenas para que as pessoas pudessem conhecê-los e saber quem dentre tantos destinados teriam mais chances de sair daquela jogatina, já que a partir da manhã seguinte a ceifadora tragédia começaria.

Com tudo aquilo corroendo sua mente fervente, Katniss foi andando até a beira do palco quando chegou sua vez. Estava incrivelmente nervosa devido aos passos, as vozes, os olhares incógnitos que pareciam formular um processo irreal intenso, que a submergiram na sua pulsação frenética do seu coração. Nem escutou o que o homem de cabelo azul lhe perguntou assim que se sentou por tamanha perda de atenção.

Apesar de toda a situação ser desconfortante, ainda assim o homem fora compreensivo com sua convidada e tentou ajudá-la a desenvolver um diálogo para com o público.

- Ela está somente nervosa, o que é normal. – Justificou a plateia a frente e aos telespectadores. – Diga-nos Katniss, como foi estar lá no dia do desfile. – Ele perguntou animado para ela que confusa conseguiu apenas usar sua sinceridade.

- Sei lá, eu estava rezando para não morrer queimada... – O nervosismo genuíno na voz feminina arrancou largas gargalhadas do público e do apresentador ao seu lado que lhe deu uma tapinha nas mãos e acrescentou.

- Confesso que quando apareceu naquela carruagem no dia do desfile senhorita Everdeen meu coração parou... Ele parou... – Ceasar passou a mão sobre o peito como se imitasse um pulsar e se voltou ao auditório. – Alguém mais sentiu o mesmo? – E as respostas que ressoaram foram positivas, o que propagou um sorriso do apresentador que continuava a olhar a menina. E ela sentiu nesse momento um pequeno desafoga ao sentir a aceitação.

- O meu também. – Katniss confessou com uma lufada de ar que emanava o alívio de a situação ter terminado e mais risadas puderam ser ouvidas ao fundo.

- Mas muito bem. – O sujeito da capital contemplou antes de dizer novamente. – Conte.... As chamas eram verdadeiras? – Essa era a parte do circo que era falaciosa, ela não sabia como agir, então processou rapidamente como fazer isso ser menos falso possível.

- Eram.... Eram sim.... Inclusive, eu estou com elas hoje, você gostaria de ver? – A menina sorriu olhando de um modo doce para as bainhas do vestido.

- Esperem. – Ceasar conteve a euforia crescente da plateia ao mirar o vestido. –É seguro? – Ele quis saber antes.

- Sim... – Ela emitiu uma risada alongada que se seguiu com o seu levantar da poltrona após um indicativo do sujeito para que ficasse ao centro do palco.

A garota então girou nos calcanhares como se fosse uma artista clássica mostrando toda a desenvoltura de seu corpo que agitou a parte inferior do vestido, que reagiu em resposta produzindo chamas ascendentes que pareciam se propagar pelo tecido acetinado. Um lindo registro feito por Cinna, e ela tinha que admitir que era magnífico.

Aquela demonstração dos predicados do vestido deixou o auditório deslumbrado. Ela se movimentava como se fosse uma poesia, e a beleza do momento fez o público tanto ao vivo, quanto os que assistiam pela televisão prendendo a respiração em arrebatamento. Com isso, após a breve exibição, ela tornou a se sentar, então o apresentador se aproveitou para indagar uma temática importante.

- Katniss, agora me fale sobre sua irmã.... Eu imagino que você falou com ela antes de vir para cá, então acho que pode nos revelar o que disse exatamente a ela, nós todos vimos seu ato no doze e acho que essa é a coisa que mais nos deixa curiosos, não?

A menina estava realmente abalada. A frase do apresentador resgatou suas memórias mais dolorosas. Lembrou-se que possivelmente Prim poderia estar a assistir aquele show... O que ela estaria pensando? Precisava reforçar, queria que sua irmã soubesse que tentaria cumprir a sua promessa.

- Bom, eu falei brevemente com ela. Eu disse com sinceridade que tentaria ganhar, disse que eu tentaria isso por ela. – E tudo que fora produzido pelos lábios claros brilhosos da moça fizeram todos os que assistiam suspirar e se compadecer por sua situação. Nesse momento se formou uma empatia do público para a garota tímida do distrito doze.

- Temos certeza que dará seu melhor. – O apresentador falou tentando ser tão verdadeiro quanto ela. – Agora vamos lá. Senhoras e senhores, esta foi Katniss Everdeen.

Aplausos longos foram se estourando pelo recinto quando as duas figuras no placo se levantaram com as mãos para cima fazendo um gesto vitorioso. E esse gesto incendiou as pessoas que assistiam no auditório e todos continuaram ovacionando-a de pé em plena aceitação. Assim, a jovem sentiu um momento de euforia crescente.

Quando Peeta adentrou ao palco Katniss já estava no apartamento dos tributos com Effie, Cinna, e uma pequena equipe que observava ainda uma televisão com atenção. Apenas Haymitch estava olhando para ela com os olhos brilhantes.

- Você estava incrível. – Ele elogiou nitidamente orgulhoso.

Não sabia o que produzia aquele efeito de vislumbre, mas ela gostava, porque isso aproveitava cada momento que isso gerava e lhe passava segurança de que estava se destacando.

- Obrigada... – Ela respondeu aquele elogiou rasgando um sorriso para ele também, quando a voz de Peeta a fez volta-se ao que era exibido na transmissão.

- Tudo é bem diferente lá de casa. – A garota escutou a voz do parceiro propagar. – Para começar os chuveiros são estranhos... – E a gargalhada foi geral antes que ele seguisse. – Deixa te perguntar uma coisa Ceasar, eu estou com cheiro de rosas?! Vem cá. Da uma cheirada. – Ele disse fazendo o homem se inclinando para ele. – Sentiu? – Ele concordou arrancando um murmúrio de excitação da plateia.

- E me diga Peeta, eu também estou? – E ao Peeta se inclinar também sobre o apresentador e houve mais gritinhos que mostravam que estava conquistando o público.

- Sim, mas o seu cheiro é melhor que meu. – O loiro disse todo sorrateiro.

- Eu vivo aqui há mais tempo.

- Faz sentido. – O garoto rebatia como se estivesse em sua casa conversando com um amigo de infância.

Aquele rapaz parecia ter sido talhado para falar em público, ele era muito espontâneo e o seu carisma não era algo forçado como Katniss avaliava que ocorria com a maioria. Ela estava ficando um pouco arredia por causa daquilo. De novo ele estava se distanciando dela? Conseguindo se sobressair?

- Mas me conta Peeta, você tem alguém especial em casa? – O apresentador colocou a pergunta como se estivesse curioso para saber se alguém assim podia ser conquistador também. Queria lhe roubar uma confissão.

- Não, eu não tenho. – Colocou tentando ser modesto.

- Ah Peeta, me conta! Vamos lá. – Pediu Ceasar ao loiro com uma pequena pressão até que ele balança a cabeça pela primeira vez.

- Ok.... Tem uma garota que sou afim desde criança. – O rapaz começou sua confidencia. – Mas ela nunca reparou em mim até o dia da colheita.

- Pois então vou te dar um conselho. Você vai para esse jogo, ganha essa coisa e conquista o coração dela, então, me diga, o que acha disso? – O sujeito indagou ao mais novo como se tivesse passando uma orientação.

- Não acho que ganhar vá me ajudar de alguma forma nisso. – Ele fez uma voz triste.

- Não? Por quê? – Espantou-se o homem que o interpelava.

- Porque ela veio para cá comigo. – E depois que ele falou isso um longo suspiro percorreu a plateia inteira.

Todos pareciam chocados com aquela revelação até mesmo Katniss que agora fervia de raiva, porque não era ciente que aquilo tudo era um plano de seu mentor para ajudar o casal de tributos a conseguir maior destaque no programa, então assim que o loirinho foi para a sala dos tributos, a feroz garota o pegou pelo pescoço e jogou-o sobre uma parede branca ao lado de uma mesa com jarros de flores que quase tombou pelo esbarrão e gritou:

- QUE DROGA FOI AQUELA! NÃO FALA COMIGO, DIZ QUE QUER TREINAR SOZINHO E DO NADA ESTA AFIM DE MIM! – Haymitch precisou segurá-la para que aquilo não ficasse pior, tentava conter a jovem que insistia em avançar contra o rapaz.

- É assim que quer jogar? Vamos começar agora! – Bradou.

- Para Katniss! Não é isso. – Falou o mentor que continuava a contendo. – Ele te fez parecer desejável, coisa que no seu caso não irá doer em nada. Agradeça, pois assim, eu posso vender os amantes desafortunados.

- Não somos amantes! – Ela rebateu quase o trucidando.

- É um programa de televisão! – Ele se mostrou enervado ao falar. Queria que a garota entendesse o real significado daquele espetáculo grotesco que estava se formando, então continuou. – Sugeri que Peeta fizesse isso, porque assim podemos garantir alguns patrocinadores. – Esclareceu o mais velho que somente agora colocava suas intenções para ela.

Era uma estratégia válida, tornava-os atrativos para o público e como consequência atrairia patrocínio e como lógica uma sobrevida naquela arena.

- Por que não falou nada antes? – Katniss o confrontou ainda contrariada.

- Porque assim pareceria mais natural. – O homem rebateu, e depois olhou e disse a Peeta. – Ok, você dá o fora e me deixa conversar com ela... Há muito que ser dito. – O rapaz nem pensou em rebater saiu do ambiente deixando a dupla para trás, sabia que seu mentor precisava organizar aquela situação, afim deles terem uma chance a mais era tudo que o garoto desejava.

(...)

Naquela noite Haymitch explicou a Katniss todo o plano por trás de sua mente, sobre como ela deveria agir naquele picadeiro para manter aquela farsa. Apesar de toda sua dúvida em relação a maluquice que o orientador lhe dizia, no fim teve que agradecer ao homem por estar pensando tanto a respeito de como mantê-la viva... A ideia não era de todo a pior, mas, ainda assim deixava-a nervosa, pois ela não sabia mentir e precisava parecer verdadeira... Como manter aquela história sem dar nenhum furo? Essa era a questão. O homem que a instruía a olhou profundamente e respirou fundo e disse:

- E mais uma coisa. – Haymitch fez uma voz preocupada agora mudando de assunto. – Eles vão colocar várias coisas na frente da arena, bem na boca da Cornucópia. Vão colocar até um arco lá, mas não vá para lá e isso é uma ordem. – Colocou em exigência.

- Por que não? – Ela o olhava confusa, pois queria pelo menos saber o motivo daquele pedido.

- Porque vai ser um banho de sangue. Eles fazem isso para atrair os participantes para o cerco de matança. Esse não é seu jogo. – Lembrou-o para ela. – Corra para outro lado do massacre. Ache terra alta e procure água, ela será sua melhor amiga... E... Não saia do pedestal antes da hora ou eles te explodem. – Ressaltou.

- Não irei. – Afirmou para o adulto que se sentiu mais tranquilo com aquela reprodução de obediência. Ela fitava-o com uma expressão atordoada, não conseguia absorver todas aquelas informações. Então, a garota o ouviu.

- Katniss... – Ele disse com a voz quase sumindo. – Você vai conseguir.... Eu não posso apostar nesse jogo, mas se eu pudesse, eu acho que com toda certeza você seria a favorita.

A menina sentiu a garganta quase secar com as palavras do homem, então sem esperar algo que acrescentasse as orientações ou ao discurso de Haymitch, se levantou, porém em seguida foi surpreendida pelo mesmo que a puxou levemente para ele a abraçando de modo que nunca havia sido antes, pelo menos não por alguém ainda vivo.

A garota pensou em empurrá-lo a princípio, mas foi tudo tão repentino naquele ato que apenas deixou-se abraçar e escutou a voz dele sussurrar.

- Fique viva... – Assim foi a soltando e deu um beijo em sua testa casto mostrando certo protecionismo.

A menina que não entendeu a ação de carinho permaneceu atônita ao mirar a figura do fanfarrão caminhando em direção ao corredor composto de quartos, enquanto isso pensava o que havia acontecido exatamente para ele ter mudado tanto com ela da noite para o dia praticamente. Aquilo a intrigava, todavia, a resposta estava longe de chegar e talvez.... Nunca chegasse.... Pensou em desesperança.


Notas Finais


Esperamos que tenham gostado ...
E não deixem de compartilhar com a gente o que acharam do capítulo fazendo sempre esses lindos comentários
Eu e Annie vamos adorar interagir com todos vocês
Beijos de algodão doce


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