História Trick or Treat, uma Estória de Terror - Interativa - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Halloween, Interativa, Interativo
Visualizações 25
Palavras 3.719
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, meus amores!
Desculpem pela demora, tive 1001 problemas pessoais e passei uma boa temporada em Orlando, mas okay, estamos aqui! :D
A fanfic vai se passar em uma cidadezinha chamada Derry - porque eu sou uma criatura com criatividade limitada, então roubei do Stephen King, rs.
Mas okay, o segundo capítulo já está em produção (e os três últimos já estão prontos, help)
Espero que gostem >3<

Capítulo 2 - O Espelho


Fanfic / Fanfiction Trick or Treat, uma Estória de Terror - Interativa - Capítulo 2 - O Espelho

Katharina reconsiderou mais uma vez entrar na casa ou não. Não tinha sido convidada para a festa e nem estava fantasiada, por que mesmo estava indo? Ah, sim; pois seu melhor amigo havia implorado, mas nem ele havia chego ainda!

 - Ai, garoto, cadê você? – já estava impaciente, e não gostava estar sozinha na frente daquela casa. Olhou seu reflexo na tela do celular. – Linda como sempre...

 - E modesta! – Thomas surgiu atrás dela.

 - Puxa, Tom, você quase me assustou... Só que não... – ela abriu um sorrisinho irônico. O olhou de cima abaixo. – Ué, sem fantasia?

 - Sim... – falou bufando e revirando os olhos. – Papai acha que estou muito grandinho para essas coisas...

            Katharina gargalhou sobre o que ele disse. Quando conteve o riso, perguntou:

 - Mas sem fantasia, por que estamos vindo em uma festa de Halloween?

 - Pela festa e pelos novos conhecidos! – fez uma cara maliciosa. Sabia como Katharina gostava de fazer novas amizades. – E as pessoas são mais divertidas desse lado da cidade.

            Aquela parte de Derry era realmente diferente, a miscigenação era mínima: não havia uma casa simples sequer, apenas casarões e mansões, exatamente do jeito que Thomas gostava.

 - Hm... Não sei, rolam muitos boatos sobre algumas coisas sobre esse lado; boatos sobre coisas ruins...

 - Ela tem razão... – uma voz feminina soou por trás deles, assustando-os de leve. – Há muitos boatos circulando, principalmente sobre essa casa, a casa que era de Marry Pledge morreu.

 - Olá, eu sou Katharina e esse é meu amigo Thomas... Mas, quem é você?

 - Podem me chamar de Luna – deu um meio sorriso forçado. A menina usava um longo vestido preto de renda e apresentava no rosto uma bela pintura de caveira mexicana com as cores azul e preto.

 - Ahn, por que não conta mais sobre essa tal de Marry Pledge? – Katharina pediu curiosa.

 - Ah, claro! – Luna falou. – Bom, tudo começou quando...

 - Ah, que bom, não somos as únicas sem fantasia, Babi! – uma garota ruiva falava para uma pequena menina com cabelos pretos como a noite. – Eu sou Anna! Prazer em conhece-los!

 - Eu sou Bárbara, mas chamem só de Babi mesmo – a morena falou.

 - Somos Katharina, Luna e Thomas, e Luna estava prestes a nos contar sobre a história dessa casa!

 - Ah, a história da menina assassinada? – Bárbara falou. – É o máximo, mas guarde pra quando estivermos lá dentro, pois aposto que terão mais burguesinhos que nunca ouviram falar sobre ela...

            Luna deu de ombros e assumiu a frente, sendo seguida por Anna e Bárbara. Katharina e Thomas, mas atrás conversavam:

 - Ouviu o jeito que ela falou? “Burguesinhos”, como se fossemos uma espécie nojenta de elitizados! – Katharina logo de cara desgostara de Bárbara.

 - Oras, Kath, mas nós somos! – Thomas falou sarcástico. – Vem logo!

            Katharina olhou para a casa uma última vez e então seguiu rumo à entrada. Quando passou pelo arco da porta, deparou-se com um hall muito bonito. Duas escadas, nas cores esmeralda, preto e dourado, convergiam, uma de cada lado, em um grande espelho e separavam-se levando a um segundo andar com cômodos desconhecidos. O chão era de uma espécie de granito liso e claro, muito frio, por sinal. As paredes eram de um mármore acinzentado e algumas decorações lembravam-na de pedras Ónix. Porém, sempre voltava-se para o maravilhoso e gigantesco espelho onde as escadas convergiam, que enchia seus olhos e seu ego, demorando-lhe a perceber as outras pessoas no grande hall de entrada. Havia um garoto e uma garota de fantasias combinando - Drácula e sua esposa, provavelmente um casal -, uma garota de cabelos brancos fantasiada de Lolita Gótica, uma pequena garota ruiva com uma espécie de vestido medieval, uma garota loira de estatura comum vestida de Chapeuzinho Vermelho, uma menina transvestida em uma versão feminina do boneco Chucky – com direito a peruca e faca de plástico “ensanguentada” -, uma loira fantasiada de Marilyn Monroe, uma garota de feições asiáticas como uma espécie de guardiã estelar e, junto a asiática, uma garota de cabelos castanhos vestida como Daenerys, de Game of Thrones. Katharina logo os esqueceu e voltou-se para o espelho. Era magnífico! Podia olhar-se nele por uma eternidade sem se importar.

 - ...Oi? – Bárbara tentou um cumprimento aos outros.

 - Olá, eu sou Mallory D’Angelo e essa é minha melhor amiga, Lila... – disse a Daenerys, fazendo também menção a guardiã estelar.

 - Bárbara...

 - Anna, presente! – a ruiva sem fantasia falou.

 - Eu também me chamo Ana! Ana Layza! – falou a mulher do Drácula. – E esse é meu namorado, Tyler...

 - Sou Ashley... – disse Marilyn Monroe.

 - Cassandra... – a menina Chucky disse, um tanto baixinho.

 - Me chamo Oliver! – Chapeuzinho Vermelho disse.

 - Que belo nome! É um traveco? – Bárbara provocou rindo.

 - Sim, mudei de sexo depois de comer seu pai – Oliver sorriu maldosa, calando Bárbara.

 - Me chamo Déborah Alaska... – a garota de cabelos brancos disse. Alaska combinava muito com ela.

 - Kanade – a garota de vestido medieval disse enquanto abria um largo e gentil sorriso.

 - Luna – bradou com forma, quase como se quisesse estampar na cara dos outros tal “superioridade”.

 - Eu sou Thomas – falou de forma galanteadora, já lançando sorrisos com segundas intenções às garotas. Cassandra apenas revirou os olhos. Era o tipo de garoto para quem não tinha a menor paciência.

 - E aquela é...? – Ashley referia-se à garota admirada pelo espelho.

 - Katharina... – falou ainda em transe. Depois virou-se para eles e foi até o primeiro piso, junto aos outros 13 jovens. – Luna, você comentou algo sobre esse lugar ter uma estória esquisita e assustadora, ou algo assim... Conta aí.

 - Não é estória, é história. Aconteceu de verdade!

 - Aham... Acredito! – Katharina revirou os olhos.

 - Que se foda... – Luna murmurou. – Querem ouvir?

 - Sim! – Mallory foi a primeira a dizer.

 - Não sei... Tenho medo dessas coisas... – Ana Layza disse enquanto se encolhia na direção do namorado.

Ashley revirou os olhos de leve.

- Conta logo! – Bárbara falou, em seu típico tom grosseiro.

- Okay, vamos lá... – Luna começou. – Há mais ou menos uns 20 anos, um pouco antes de nascermos, uma família muito rica vivia nessa casa, os Pledge. Eles eram muito religiosos, viviam na igreja, uma mulher velha e um senhor mais velho ainda, com uma filha muito bela e jovem, Marrieta Pledge. Ela era linda e os pais já estavam com os dois pés na cova, então os garotos caíam matando sobre ela, querendo se aproveitar. Marry era muito bondosa e tolinha, e um dia caiu na boca de um desses garotos, acabou ficando grávida.

 - Não foi bem na boca que ela caiu... – Katharina sussurrou para Thomas, fazendo com que ambos rissem. Luna apenas a olhou incrédula, mas deu de ombros e continuou:

 - Bom, ela engravidou de um cara que também era um figurão da época, e namorava, ou era casado, não sei ao certo. Enfim, essa namorada e umas amigas dela decidiram fazer uma pegadinha com ela no Dia das Bruxas, pra dar uma lição nela, sabe? Acontece que o negócio foi mais pesado do que elas queriam...

 - Tá, mas qual era o plano delas? – Anna perguntou.

 - Bom, ela iriam enrolar a garota em plástico bolha e rolá-la pela escada da frente, pra dar um baita susto na menina... – os olhos dos outros jovens se arregalaram. Amarrar alguém em plástico bolha já era bem ruim, jogar da escada então... – Mas a namorada do pai da bebê estava enfurecida e não achou o suficiente, então fizeram algo ainda pior...

            Um silêncio pairou no ar, todos esperavam Luna continuar, mas a garota nada falava.

 - Anda logo, menina! – Katharina berrou. Não aguentava mais esperar.

 - As meninas a jogaram no lago e ela não conseguiu sair, morreu afogada. E pra não deixar evidente o crime, a tiraram de lá, se livraram do plástico e esconderam o corpo na casa.

 - Gente, que garota perturbada! Descobriu que essa Marrieta estava grávida, deu a ideia de a afogar e depois escondeu o corpo! – Ana Layza disse quase chorando.

 - Na verdade, não... – Luna continuou. Repentinamente, Katharina se distraiu e olhou novamente para o grande espelho. Queria voltar para casa naquela noite com aquele espelho maravilhoso junto a ela. Era quase como se ele a chamasse! – A namorada do cara estava com outras três amigas. Uma delas era amiga da Marry, foi assim que a garota descobriu que ela estava grávida do namorado. Outra deu a ideia de jogar Marry no lago, porque achou que ia ser engraçado ver ela tentar sair, mas acabou que ela morreu. E então, a outra teve a ideia de esconder o corpo na própria casa, pois não pareceria tanto como um crime. Nunca pegaram as garotas...

 - Mas e o bebê?! – Anna perguntou curiosa.

 - Bom, a bebê nasceu no esconderijo e foi encontrada junto com o corpo de Marry, que começou a cheirar... – Luna concluiu com um sorriso ladino de quem sabia demais.

 - A bebê? – Ashley indagou.

 - Sim, uma menina.

 - Que horror, uma garota e uma bebê morreram nessa casa! Vocês têm certeza de que ainda querem ficar pra festa? – Anna indagou. Já estava sem fantasia, pronta para sair correndo.

 - Na verdade, não, ruivinha... – Luna continuou. – A bebê sobreviveu, mas foi criada escondida do resto do mundo. Logo mais, os avós também morreram, e sobrou apenas a menina. Nem mesmo as autoridades sabiam da existência da criança, e acabou que ela ficou na casa. Não se sabe se ainda está viva ou não, e, se estives, ninguém sabe quem ela é ou como ela é.

 - Deve ter alguma deficiência, não? – Oliver sugeriu. – A mãe estava morta na hora do parto, deve ter sido bastante complicado e traumático para ela.

 - Ai, será que ela ainda está aqui? – Ana Layza começou a se apavorar com o próprio pensamento.

 - É bem provável... – Luna falou. – Bom, depois da morte dos Pledge mais velhos, uma seguradora tentou vender a casa, mas o caso das mortes foi a público, e parece que a empresa não ajudou muito a manter o nome da família. Afundaram o nome dos Pledge na lama de tal forma que ninguém quis comprar a casa. Alguns acreditam que sabiam da criança na casa e não queria que fosse comprada, assim a menina não seria encontrada. Talvez tivessem algo a ver com a morte de Marry, ou algo assim... Eram da Imóveis House...

            Oliver se arrumou na cadeira. Ashley olhou para ela:

 - O que foi? – indagou.

            Oliver engoliu em seco e contou:

 - Bom... Imóveis House é a empresa dos meus pais...

            Luna arregalou os olhos:

 - Caramba, isso é incrível! Você tem sangue assassino correndo em suas veias!

 - Cala a boca, Luna! – Bárbara defendeu a loira. Luna apenas deu de ombros, orgulhosa de conhecer a garota.

 - Ollie, não é por nada, mas não é meio estranho você ter sido chamada pra uma festa bem nessa casa? – Mallory sugeriu. A outra apenas assentiu com a cabeça. – Bom, ou talvez seja só coincidência, né?

 - Luna, como você sabe de tudo isso, se as assassinas nunca foram pegas nem nada? – Kanade indagou.

 - Bom, eu... tenho meus contatos... – sorriu de lado.

            Todos pareciam achar estranha demais aquela situação, porém, tudo ficou pior quando um grito foi ouvido das escadas.

 - Katharina? – Thomas reconheceu a voz da melhor amiga. Todos foram correndo até a escada onde havia o espelho, tinham certeza de que ela estaria lá.

 - Eu não sei quem é ela, Tom! Não sou eu, o que está acontecendo? – Katharina chorava na frente do espelho.  Ninguém entendia o que estava acontecendo. – Eu não sou feia, Tom, eu sou uma menina linda!

            Déborah se aproximou de Katharina, que ainda estava sentada no chão:

 - Mas é claro que você é linda, Kath. Do que está falando?

 - Essa coisa feia no espelho! – apenas apontou para o espelho, que estava acima da linha da cabeça. – Aquilo é um monstro, não sou eu!

            Déborah apenas olhou para Thomas, tão confusa quanto ele.

 - Kath, não tem nada ali... É coisa da sua cabeça... – Thomas falou.

 - Não é! – Katharina berrou em um surto de raiva. Por que não acreditavam nela?

 - Ok, Kath... Ahn, como é esse monstro? – Anna perguntou, tentando ajudar.

 - Ele... Ele parece muito comigo, mas é diferente! – gritava em meio aos soluços, para tentar ser audível. – Tem os olhos totalmente pretos, até a parte que tinha que ser branca! – todas as palavras fugiam de sua mente. Estava em pavor total. – E... E a pele era muito estranha, era meio branca e escura!

 - Cinza? – Cassandra sugeriu.

 - Cinza! – Katharina gritou e voltou a chorar. – Não sou eu. Não sou eu. Não sou eu!

            Thomas se aproximou rapidamente e a abraçou.

 - Vamos fazer assim: a gente tira uma foto sua e te mostra, aí você vê o quão linda é! – Anna sugeriu. A ruiva tirou o celular do bolso e tirou uma foto de Katharina chorando, com Thomas a seu lado e mostrou para a mesma. – Viu só? Até com essa cara inchada de choro você é bonita!

            Katharina se acalmou um pouco.

 - Vamos nos levantar, Okay? – Thomas falou enquanto a puxava para cima.

            Katharina, pela primeira vez, evitou olhar para o espelho. Estava com muito medo de ver aquele monstro novamente.

 - Caraca, que maluquice! – Tyler falou para alguém que estava a seu lado. Era Ashley.

 - É, mas acho que todo mundo tem esses distúrbios de confiança às vezes... – ela respondeu.

            Tyler a olhou de cima a baixo a menina vestida de Marilyn Monroe, sem nem se lembrar da namorada vampira...

 - Até você? – perguntou ladino.

 - Não, eu não – respondeu confiante, como se apenas recusasse um pedaço de bolo. – Sua namorada, sim.

            Ficou surpreso com a audácia de Ashley. Ana Layza nunca diria algo como aquilo. E afinal, onde mesmo ela estava?

 

***

 

            Passou-se um tempo, e todos já estavam reunidos na sala, novamente (com exceção de Ana Layza). Katharina e Oliver já estavam mais calmas e tudo estava normal novamente. Mallory e Lila davam apoio moral para Oliver, enquanto Thomas, Déborah e Anna ajudam Katharina. Ashley e Tyler conversavam, tentando esquecer um pouco as bizarrices ocorridas até aquela hora. Luna olhava para todos os cantos, como se estivessem deixando bem gravado na memória cada partezinha daquela casa. Cassandra, Kanade e Bárbara apenas ficaram sentadas, vez e outra trocando algumas palavras. Ninguém se atrevia a sair dali, parecia que após o incidente de Katharina e a descoberta de Oliver o ar da casa havia ficado denso demais.

            De repente, Ana Layza voltara.

 - Onde você estava?! – Tyler perguntou, um tanto exaltado.

 - Calma! – arregalou os olhos. – Eu só fui no banheiro!

 - Há mais de vinte minutos?!

 - Eu me perdi, que coisa! – falou. Não gostou nem um pouco do jeito com que ele falava com ela. Emburrou-se e se sentou perto de Cassandra.

 - Já explorou a casa, então? – Cassandra indagou.

 - Mais ou menos... Só procurava o banheiro, mas me perdi! – Ana Layza disse.

 - Uh... O que encontrou? – a loira continuou. – Queria conhecer a casa, mas, sei lá, dá um medinho...

 - Cassandra, é uma ótima ideia! – Mallory falou. – Vamos explorar a casa! Vocês topam?

 - Ah, total! – Lila respondeu na hora. Oliver apenas concordou junto.

 - Demorou! – Ashley disse. Tyler apenas sorriu em resposta, logo depois, olhou para Ana Layza, que possuía uma faceta pior do que antes. Conhecia a namorada. Já havia sido difícil fazê-la ir à casa, imagine então concordar em explorá-la. Para sua surpresa, ela disse em um tom firme e muito forte:

 - Feito.

 - Estou há horas pensando nisso! – Luna bradou.

 - O que acha, Kath? Encara essa? – Anna indagou.

 - Bom... Se vocês vão – referiu-se a Anna, Déborah e Thomas -, eu vou...

 

***

 

 - Okay, vamos aqui por baixo primeiro? – Kanade perguntou.

 - Sim – Katharina respondeu na mesma hora. Temia pelo momento em que se encontraria no espelho novamente.

 - Então vamos! – a ruiva bradou à frente.

            Foram seguindo uma espécie de corredor pelo lado esquerdo da escada. Por aquele lado, haviam dois banheiros de tamanho médio, uma cozinha gigante e uma copa, além de diversas portas grandes e de ferro e madeira trancadas. Já passando pelo corredor à direita da escada, haviam mais dois banheiros – tão grandes quanto os outros -, mais portas trancadas, uma espécie de escritório com uma quantidade assustadora de papéis velhos e empoeirados, uma biblioteca gigantesca e, bem ao fundo do corredor, uma porta de vidro fumê que dava para um grande quintal. A grama era alta, mostrando que há muito não era roçada, e quase não puderam ver o rio que passava por detrás dela.

 - Será que foi ali que jogaram a Marry? – Kanade sugeriu.

 - Com certeza... – Bárbara falou.

            Um sensação esquisita pairou no ar, como se fossem observados, ou que algo ruim fosse acontecer.

 - Venham, vamos sair daqui... – Anna falou dando meia volta. – Ainda temos todo o andar de cima para descobrir.

            Katharina estremeceu com o comentário.

            Quando chegaram aos pés das escada, todos pararam.

 - Quer ir junto, Kath? Ou prefere ficar? – Kanade perguntou.

            Respirou fundo, tomou coragem e falou:

 - Vou junto.

            Kanade assentiu com a cabeça e então começaram a subir. Katharina fechou os olhos e foi se apoiando em Déborah e Thomas, mas quando estava passando pelo espelho, abriu de leve um olho. Sorriu aliviada ao ver-se linda como sempre foi.

 - Podem me soltar, estou bem! – ela falou ainda mais sorridente e confiante. Thomas também sorriu. Era bom ver a amiga bem de novo.

            Decidiram ir pelo lado esquerdo da escada, e viram que a parte de cima era em formato oval, fazendo com que os corredores pelo lado esquerdo e direito se encontrassem e continuassem um ao outro. Logo descobriram que o segundo andar da casa guardava apenas quartos e suítes, mais de dez no total.

 - Pra que tantos quartos? Era só um casal e a menina! – Anna criticou o exagero dos Pledge.

 - Alguns serviam para visitas, hóspedes e funcionários – Oliver explicou.

 - Vamos agradecer por termos alguém que entende de casas! – Bárbara falou ironicamente. Oliver apenas revirou os olhos e ignorou o comentário.

 - Certo, acho que podemos descer de novo e esperar essa festa começar... – Anna sugeriu.

 - Vamos! – Kanade tomou a frente novamente. Parecia que se pudesse dar um jeito de sair antes dos  outros, era o que sempre faria.

            Tudo ia perfeitamente bem, até o momento em que Thomas, Katharina e Déborah passavam pelo espelho. Katharina fez questão de admirar-se mais uma vez. Porém, ao prender os olhos no espelho, viu algo diferente de seu reflexo: os olhos pretos e fundos e a pele acinzentada como de um zumbi. O diferente era que dessa vez, o monstro no espelho apresentava um grande sorriso sobrehumano, os lábios com uma coloração preta e dentes extremamente afiados e ameaçadores. A gota da água foi quando o monstro simplesmente levantou o braço direito e acenou para Katharina. Seus dedos eram muito finos e compridos de forma desumana.

 - Não, de novo, não! – Katharina gritou e tentou correr para trás de Thomas.

 - Caralho! – Cassandra gritou assustada.

            Dessa vez, todos viram a criatura dos pesadelos de Katharina. Era real. Real até demais.

 - Não! Não! Não! Eu não sou assim! – Katharina gritou. Tirou o sapato de salto que usava e o segurou em mãos. – Eu sou linda!

            Prolongou o último grito e arremessou o sapato contra o espelho, visando acabar com aquele pesadelo. O sapato acertou em cheio a imagem do demônio, porém, quando o fez, Katharina rugiu de dor e caiu no chão, ainda gritando. Thomas olhou para o espelho e viu que a única coisa que rachava era a imagem do demônio em formato de Katharina. Quando olhou para a amiga, viu que a menina criava marcas como as rachaduras do espelho.

 - Katharina! – ele gritava em desespero enquanto via a melhor amiga de despedaçando em fragmentos de espelho. – Katharina, por favor! Katharina!

            Os gritos da menina cessaram e ela simplesmente ficou parada. Marcas horrorosas, como se estivesse mesmo rachada, jaziam no rosto da menina, mas não havia uma misera gota de sangue. Thomas olhou para o espelho que ainda estava intacto, mas agora sem a imagem do demônio, só reflexos normais. Se já não estava assustado o bastante, ficou quando Katharina levantou, junto ao reflexo do espelho, apontando com o indicador na direção do espelho. Viu que os olhos da menina estavam estáticos, ela não estava em si. Estava morta, mas se levantava. Um zumbi, talvez? Não. A imagem no espelho demonstrava muito bem que o “monstro” do espelho era um demônio e que agora possuía o corpo de Katharina Luma Grothe. Mas se já possuía o corpo dela, por que apontava para o espelho? Foi levantando e se aproximando do espelho, mal encostando os pés no chão, quase flutuava em direção ao grande refletor.

 - Kath! – Thomas a chamava, na esperança de recuperar a amiga. – Kath! Katharina!

            Ela estava a centímetros do espelho quando Déborah teve o impulso de segurar uma de suas mãos.

 - Me ajudem! – Déborah pediu. No mesmo instante, Thomas também segurou o braço de Katharina. Depois Anna, e Ashley, e Luna, Kanade e todos os outros tentavam segurá-la.

 - Katharina, não faça isso! – Thomas implorava para a imagem assustadora, esperando alcançar a amiga.

            Nem os outros treze jovens eram capazes de segurar a menina.

            E no exato momento em que Katharina tocou o espelho, os jovens caíram no chão. Ela havia sumido.

 - Onde ela está? – Thomas perguntava em desespero. Chorava, e muito. Chorava como o bom “viadinho” que era. – Katharina?! – meio lamentava, meio a chamava. Olhava para tudo que era lado, mas não a via em lugar algum, nem ela, nem o corpo estranho.

            Olhou para Déborah, que estava com os olhos extremamente esbugalhados, como se visse a própria morte a vir buscá-la. A menina apontou na direção do espelho, sem proferir uma misera palavra. Thomas seguiu seu olhar e viu algo inesperado.

 - Pessoal? – batia com força no espelho, que fazia o mesmo som de quando se bate num vidro espesso demais, um som oco e sem vida. – O que está acontecendo?

 - K-Katharina? – Thomas indagava.

 - Eu estou dentro do espelho? – ela perguntou confusa e assustada.

 - C-creio que sim... – Déborah respondeu.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e... é isso '-'
Logo temos o segundo capítulo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...