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História Trinta dias após a batalha - Capítulo 2


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Notas do Autor


Espero que gostem da história. Serão trinta dias em trinta capítulos. Vamos então ao Dia 1. Desculpem os erros de forma. Ainda não tenho revisora.

Capítulo 2 - Dia 1


O dia havia começado como o último que ele lembrava de estar dormindo em uma cama. Hermione ressonando deitada sobre ele. Ele estava acostumado a dormir com ela. Eles estavam dormindo juntos desde que chegaram a Shell Cottage. Na primeira noite ele não conseguiu dormir se não estivesse pelo menos olhando-a respirar. Ele havia sentado em uma poltrona antiga ao lado de sua cama. Quando ela começou a gritar com pesadelos ele a colocou no colo e ficou com ela na cama o resto da noite. Foi então que começaram a rotina. Ele esperava todos dormirem e subia para ficar com ela. Eles não falaram sobre isso. Isso não afetou o relacionamento dos dois como ele imaginou. Continuavam fazendo os planos com Harry e o duende, discordando e brigando sobre Relíquias da Morte e Horcucrux, mas a noite eles apenas se abraçavam e dormiam juntos. Se ela acordasse com pesadelos ou dores ele estava lá. A única vez que falaram sobre isso foi quando ela pediu para não falar sobre esses efeitos que ela sentia da Maldição Cruciatus para Harry. Ela não queria prejudicar a missão. Ela queria que tudo acabasse o quanto antes, ele ainda com a consciência pesada concordou, mas estava cuidando dela o quanto fosse possível e ela deixasse.

Então, na noite anterior, após comerem o que Monstro conseguiu trazer para o salão comunal para os três. Eles subiram juntos para o dormitório masculino. Apesar de terem sido magicamente limpos por Madame Ponfrey, desejavam tomar um banho de verdade e cada um dos três se dirigiu para um box fechado. Rony perguntou se ela precisava de ajuda para tirar alguma peça já que estava com o braço na tipoia e após verem Harry fechar seu box, ele a ajudou com o suéter e o zíper da calça. Novamente ele estava diante dela só em seus sutiãs, mas ela o interrompeu em seu devaneio pelo corpo dela:

- Acho que agora consigo tirar o resto com mágica.

-Ok. Foi a única coisa que ele respondeu.

Quando ela chegou ao quarto, Harry e ele já estavam deitados. Ela por falta de pijamas vestiu um dos suéteres de Ron e se encaminhou para a cama dele. Ao sentir-se observada por Harry ela só virou pra ele e falou:

-Não fale nada Poter. Harry sorriu e desejou boa noite fechando sua cortina. E como um ritual já conhecido de ambos ela se deitou ao lado de Ron se aconchegando a ele. Eles não tinham falado do beijo, não tinham falado de se verem com mais frequência do que o normal só de roupa intima, não tinham falado dos inúmeros abraços, sobre andarem de mãos dadas, nada. Muitas coisas haviam mudado para ambos, mas a falta de comunicação ainda era a mesma.

Ele então a percebeu acordando em seus braços. Sempre que acordava ela se afastava dele. Ela se sentou na cama e se virou para perguntar as horas. Ele disse que não sabia, mas que ainda se sentia cansado. Ela perguntou se ele queria dormir mais e ele só balançou a cabeça positivamente. E então, sem debate dormiram de novo.

A próxima vez que acordou, Rony ouviu a voz da irmã chamando por ele e Hermione. Ele estava agora deitado de bruços e sentia o peso de Hermione em suas costas. A irmã os chamou de casal e avisou que Minerva permitira que todos usassem a lareira da sala do diretor para irem para a Toca. Gina falou que os pais esperavam os três.

Ao chegarem na Toca soube que o pai, Gui e Carlinhos haviam ido na frente para verificar possíveis maldições, avisar a Tia Muriel e fazer alguma limpeza para a mãe não se assustar tanto com o estado da sua casa.

Assim, ao chegarem, a casa estava próxima do jeito que conheciam. Mas, todos miravam o relógio de parede, velho conhecido. A imagem de Fred estava apontando para perdido. Quando percebeu o movimento dos olhos dos filhos e da esposa Arthur, foi a parede e tirou o relógio. Quando Jorge estava subindo a escada ele pediu:

-Quero todos os meus filhos aqui. Preciso falar com todos.

No mesmo momento, como se fosse impossível desobedecer ao pai os irmãos Weasley se viraram e foram em direção a cozinha onde o pai espera todos a porta, inclusive Jorge com muita lentidão desceu o degrau que já tinha subido. Fleur, Hermione e Harry ficaram pra traz, mas o senhor Weasley virou para os três e falou:

-Todos os meus filhos. De sangue ou não. Todos.

Entendendo que Arthur se referia a eles os três seguiram até onde todos se aglomeravam para ouvir o patriarca.

-Façam um círculo quero ver a todos. Eu sei que o que aconteceu vai nos devastar por anos. Acredito que nunca mais seremos os mesmos. Perdemos uma fonte de amor e alegria único. Fred era único e nada vai substitui-lo, mas a batalha não trouxe só tristeza. Foi na batalha que quatro Weasley perdidos voltaram. Rony, Harry, Hermione e Percy voltaram para junto de todos nós. Voltaram vivos e lutaram pela mesma causa: a vida, a liberdade, a justiça. Fomos a Hogwarts porque acreditávamos nisso. Arthur parou por alguns segundos seu discurso para respirar e com a voz ainda mais grave virou-se para Harry:

- E Harry, por mais que você ache que estávamos lá nos arriscando perdendo amigos e parentes por você, isso é uma mentira. Estávamos lá com você e não por você. Ninguém que perdemos morreu por culpa de ninguém aqui nessa sala. Todos morreram por acreditar na causa e no amor. Morreram lutando contra o mal. Agora voltando-se para Rony, Arthur continuou:

- Eu tenho muito orgulho dos meus filhos. Todos aprenderam a valorizar o que mais primamos e mostraram isso arriscando suas vidas. Chorem o quanto precisarem, mas não sintam culpa, não se sintam só. Cada um aqui tem muitos braços para se agarrar. Eu e sua mãe vamos precisar do amor de vocês para seguirmos também.

Compelidos por esse discurso todos foram aos poucos se abraçando e deixando-se chorar. Rony sentiu-se em casa nos braços dos irmãos e dos pais, mas após essa troca de afeto ele voltou a procurá-la. Ela estava agarrada a Gina. Matando a saudade da melhor amiga. Conversando baixinho e se consolando juntas. Então ele a olhou e a amou ainda mais. É desde Shell Cottage e o medo de perdê-la tão próximo ele já não usava mais o verbo gostar para se referir ao que ele sentia por ela, sem dúvida era amor. Só podia ser.

 

Após horas limpando a casa e tomando banho todos comeram uma sopa cozida por Carlinhos e Fleur. Molly havia ido para o quarto, assim como Jorge que não havia conseguido ficar com ninguém após o discurso do pai. Rony estava se vestindo quando Hermione foi ao quarto avisá-lo que dormiria no quarto da Gina. Ele fez uma careta e ela sorriu, então sem mais avisos ele a tomou em um abraço e falou:

-Vou sentir sua falta. Muito mesmo.

Ela o encarou nos olhos e novamente sentiu a vontade de beijá-lo. Sabia que não deveria pular nele novamente, mas era muito difícil com ele falando assim, a abraçando assim. Ele e ela estavam tão próximos, tão íntimos, mas não se beijavam. Eles tinham se beijado apenas duas vezes, uma em Shell Cottage, quando ele tomou a iniciativa e uma durante a batalha. Em Shell Cottage ela havia pedido para ele esperar até a missão acabar para falarem sobre isso, mas ela mesma não aguentou então durante uma declaração altruísta de Ron ela se jogou para ele e só foram interrompidos quando Harry pediu.

Mas, agora ela tinha consciência que o fim da missão, seria o início de um período de luto. Então, antes que ela se lançasse em um beijo. Ela se afastou do abraço dele, mas parou na porta para dizer:

-Vou sentir mais. Tenho certeza de que irei sentir mais.

O dia ainda não havia acabado. Era próximo da meia noite quando Rony ouviu a voz de Hermione novamente. Um grito dela atravessou as paredes da Toca chegando até seu quarto. Quando abriu sua porta ele viu vários irmãos e Harry saindo de onde estavam em direção ao quarto da Gina. Ele avançou por todos eles e quando chegou viu Gina e Fleur tentando acalmar sem sucesso Hermione que se debatia e gritava seu nome. Os gritos dela eram por ele. Sem pensar nos outros assistindo Rony correu pra ela e a colocou no colo, como havia feito da primeira vez. Ele empurrava seu cabelo para traz e secava seu rosto dizendo:

-Eu estou aqui Amor, estou aqui Amor. Acorda. Acorda Hermione. Acorda meu amor. Já passou. Ela não pode mais te ferir. Acorda.

Com um soluço alto Hermione acordou e se sentiu mole no colo de Ron. Por mais que tentasse, não conseguiria segurar seu choro e soluços. Ela se agarrou mais forte a ele e repetia:

-Não me deixa só. Não me deixa. Fica comigo Ron.

-Estou aqui Amor. Não vou deixar você. Não vou. Estou aqui.

Todos olhavam em silencio a cena. Hermione foi se acalmando. Foi quando Gina se abaixou e perguntou se ela queria um chá. Fleur disse que ajudaria Gina colocando os florais que ela e Rony estavam dando a Hermione em Shell Cottage. Nesse momento Harry olhou para Rony com um olhar intrigado. Foi quando Hermione percebeu que estava sendo assistida por todos da família Weasley e estava em seus pijamas no colo de Ron. Então, ela mesmo a contragosto deslizou seu corpo para cama. Tentando ajeitar seu cabelo, pediu desculpas por tê-los acordado. Para surpresa de todos foi Jorge quem respondeu a ela:

-Não se preocupe Hermione. Todos nós temos gritos a soltar ainda. Se acalme. Não se preocupe conosco. Vamos todos. Deixem Rony cuidando dela. Ele parece ter experiência nisso.

E foi assim, que todos saíram, deixando apenas Rony, Harry, Arthur e Hermione no quarto. Gui havia levado a mãe. Harry falou:

-Eu não sabia que você ainda sentia. Eu não sabia. Eu não devia. Você tomou poção para ser ela.

-Não se preocupe Harry pedi para Ron e Fleur para não te falarem. A decisão foi minha.

Harry então se aproximou da cama pedindo sem palavras espaço a Rony que sem falar, levantou-se da cama para que o amigo abraçasse Hermione. Rony encarou o pai que também tinha ficado encostado no umbral da porta e se aproximou:

-Vou ficar com ela pai. Vou levá-la para meu quarto. Sei que minha mãe não permitiria, mas não posso deixá-la. Ela fica melhor quando estou perto.

Arthur olhou para o homem que estava na sua frente. Seu filho mais novo amava alguém. Cuidava de alguém. Tinha alguém. E respondeu apenas:

-Cuide dela meu filho. Ela é muito preciosa e precisa de você.

Rony assentiu com a cabeça e viu Gina retornar com Fleur que não entrou totalmente no quarto, apenas pegou na mão dele e falou:

-Coloquei aquele que melhora o sono e a acalma.

Ele assentiu e agradeceu a cunhada. Então ele se virou para o quarto se sentiu então abraçado por Harry no meio do caminho. Um meio abraço silencioso de agradecimento, Rony supôs. Então, informou a irmã que após Hermione tomar o chá a levaria para seu quarto. Hermione arregalou os olhos com espanto e Gina que também foi surpreendida só balançou a cabeça.

Ele quase a pegou no colo, mas ela levantou-se, pegou seu travesseiro e caminhou a frente dele. Ao chegarem no quarto ele cresceu um pouco sua cama, esperou que ela arrumasse os travesseiros, respondeu que Harry havia preferido ficar na barraca lá fora com Gui e Fleur e deitaram juntos. E o dia acabou para alívio de Rony como havia começado com Hermione aconchegada em seus braços.



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