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História Triple Dog - Capítulo 10


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Capítulo 10 - The Girl


Fanfic / Fanfiction Triple Dog - Capítulo 10 - The Girl

Voltaram à casa de Noel, a festa um pouco menos movimentada. O relógio na parede batiam exatas duas da manhã. Aubrey não havia avisado para Thais que todos aguardavam Chelsea com sua versão verídica da misteriosa noite em que Triple Dog que deu errado em Beacon Hills High School.

Matthew: Em que ponto estamos? Quero aproveitar o resto dessa festa. — o olhar silencioso de Matt entregava o óbvio para os outros jogadores, queriam encontrar Chelsea e entender de uma vez por todas por quê Thais odiava Katherine e Chelsea, por quê era tão fascinada com Triple Dog e por quê Stacy St. Clair havia morrido. Sunders era um livro mágico de segredos que queimava as mãos de quem tentava abrir.

Mackenzie: Eu acho que acabou. — fez uma careta, esperando que estivesse certa. Aubrey olhou para todos, associando as ordens dos desafios que foram feitas.

Thais: Nah. Falta eu. — sorriu, dando as costas para a multidão que loucamente bebia às últimas horas da festa de Kahn. Encarou o rosto de cada um; Mackenzie, Matthew, Katherine que parecia procurar por Zac, Aubrey e Alex.

Chelsea: Ótimo! Tenho um desafio deslumbrante pra você.

Thais: Minha noite estava ficando boa, piggy. — Chelsea revirou os olhos para o apelido, puxou seu capuz para trás, mostrando o pouco do cabelo que nascia cinco meses após tê-lo raspado. Thais bufou com o gesto. — Já falei que melodrama não combina com você.

Chelsea: Pro inferno com o melodrama. Estou aqui porque seus amigos pediram.

A ruiva franziu uma sobrancelha e girou os calcanhares para encarar os demais atrás dela. Um ponto de interrogação imaginário ocupava sua testa e esperou alguém responder.

Thais: Que merda está acontecendo aqui?

Chelsea: Beacon Hills. — a ruiva sentiu o coração disparar no peito, suas mãos suaram espontaneamente. Chelsea deu de ombros, reconhecendo as reações do nervosismo. — Eles querem saber. Woodstock Village quer saber. — sussurrou o nome da cidade em um assobio macabro.

Thais: Chelsea.

Chelsea: Eu cheguei em Woodstock School ouvindo rumores terríveis sobre a morte da minha melhor amiga. — seu primeiro grito se fez presente e ela conteu um sorriso ao perceber que o volume da música agora estava baixo. Os olhares dos alunos brilhavam atentos no show de horrores que ocorria no meio da festa e ninguém ousava sibilar uma única interrogação, há meses esperam pela verdadeira história do colégio vizinho. — que ela estava bêbada, que ela tropeçou... que estava sob efeito de drogas alucinógenas! Francamente, essa foi a sua melhor versão, vadia.

Thais: Você acha que eu criei alguma versão? — rebateu, apavorada. Não podia negar a carga de culpa que sentia todos os dias por Stacy, mal conseguia encarar Chelsea sem lembrar que estavam todas juntas naquela noite. Mas sua voz nunca falhava para se defender, e sabia que precisaria enfrentar o peso das feridas que nunca esclareceu antes.

Por alguns segundos Thais permitiu-se focar nos olhares que atraia ao seu redor, pôde ver Zayn chegando e apoiando-se em uma pilastra perto da entrada, observando-as. Ela respirou pesado e balançou a cabeça, negando a ajuda que Zayn lhe ofereceu com o olhar. Precisava lidar com aquilo sozinha. 

Thais: Eu cheguei em Woodstock como um piano, Chelsea. Ninguém nunca ouviu de mim nada sobre a morte dela.

Chelsea: E por que você contaria? Se culpado sempre tende a fugir. Aliás, você não consegue nem falar o nome dela. Qual é? Não acha que a Stacy merece um pouquinho de dignidade? Mostre a sua.

Thais: Tudo bem, vá em frente.

Chelsea franziu o cenho.

Aubrey: Gente, para com isso, não é da nossa conta. — ambas ignoraram, Chelsea a olhou uma última vez, pedindo confirmação para começar o desfecho.

Thais: Conte.

Chelsea: Naquela noite eu estava lá — começou. — Estávamos jogando o jogo favorito de Thais Sunders...

Flashback On – 5 meses antes

Stacy: Não fique magoada, Chelsea. É só um jogo. — a amiga revirou os olhos, mostrando-lhe o dedo do meio. — Quem é a próxima? Ruiva?

Thais: É você. Eu sempre sou a última.

Stacy: Hum...

Jennifer: Escolhe logo alguém, caralho! Tá rolando a maior festa na casa do Riggs.

Stacy riu, olhando para as meninas. Não conhecia quatro das seis que estavam ali, mas sob o forte efeito de álcool escolheu a que mais lhe parecia corajosa.

Stacy: É você, ruiva.

Thais: Uau, tem certeza?

Stacy: Estou ficando mesmo entediada.

A dona do desafio olhou ao redor, estavam na ponte Wickery, sentia o frio mesmo por cima do casaco e perante o silêncio, a correnteza da água pés abaixo delas era o único som nítido. Não tinha muito o que fazer ali, voltar para a festa não era uma opção. Esgotaram todas as opções lá.

Thais: Pule. — a palavra quase monossilábica fez com que as meninas estranhassem, Stacy contestou antes que Chelsea perguntasse.

Stacy: Pular de onde?

Thais riu. Estava bem óbvio.

Thais: Da ponte. — respondeu óbvia. Stacy olhou para o lado, vendo a grade de apoio da ponte Wickery. Comprimiu os lábios.

Stacy: Essa ponte aqui?

Thais assentiu. — Eu desafio você á pular dessa ponte, Stacy.

Molly: Claro que isso é bem racional. Qual o próximo desafio, sequestrar o presidente? Achei que estávamos jogando um jogo hiperrealista.

Jennifer: É só água, Molly. Todo mundo sabe nadar. Você sabe nadar, não sabe?

St. Clair assentiu, despreocupada. Andou mais alguns passos para subir no suporte, não era mais alto do que sete metros e não fazia ideia da profundidade da água, mas não era a coisa mais incomum para se fazer. Lembrava dos universitários que eventualmente acabavam pulando dali nas noites de ano novo.

Chelsea: Não sobe aí, cretina. É sério.

Stacy: Nem todo mundo é covarde que nem você, piggy. Desculpe, mas esse é o jogo.

Thais: Essa é a parte em que vocês se beijam?

Stacy subiu cuidadosamente nos ferros da borda, prendendo os olhares das meninas em cada movimento. A visão borrada não falhou ao ver as inúmeras pedras que ela poderia atingir se pulasse errado.

Mas não há uma maneira exata de pular. É só pular, certo?

Pensou, pensou e pensou, ignorando o frio na barriga, olhou para as companheiras de jogo e soltou um beijo sarcástico no ar.  Stacy puxou ar em seu peito e pulou correnteza abaixo.

Flashback Off

Aubrey: Thais... isso é verdade? — tocou o ombro da amiga, sem saber o que dizer.

Thais: As pessoas pulam da ponte o tempo todo e não acontece nada! — a garota sentia como se seu coração pudesse explodir.

Tentou se defender, sabia que era inútil. Seu tom de voz e as lágrimas acumuladas entregavam o desespero e o fato de que era a única e principal responsável pelo ocorrido.

Como se a embriaguez coletiva tivesse passado, os murmúrios se fizeram presentes e a tensão deixou o clima sufocante para Thais. Zayn balançou a cabeça, não queria que ela tivesse passado por aquilo. Não daquele jeito. Mackenzie sentiu o mesmo arrepio que Aubrey por descobrir algo tão hediondo sobre a garota com quem estavam jogando minutos atrás. Katherine engoliu em seco por ter sido uma das que espalharam rumores falsos. Não fazia ideia da história verdadeira e agora estava claro porque era desprezada pela ruiva.

Chelsea tomou a frente e fitou em seus olhos. — Você sempre teve inveja por ela fazer tudo o que você não pode fazer.

Sunders abriu a boca, acordando de um transe. Sentiu uma adrenalina imediata percorrer seu organismo, antes de encarar duramente Chelsea e corresponder a uma onda de culpa invadindo sua mente e corpo.

Zayn: Droga. — sussurrou para si mesmo, e em questões de segundos Thais saiu pela porta da frente. O moreno a seguiu, e não demorou para que os demais jogadores saíssem correndo em direção ao que parecia óbvio.

Aubrey: Isso é culpa sua! — Hadid cessou os passos e gritou com Chelsea, sua expressão assustada demonstrava que não esperava pela atitude. — Você a desafiou!

Chelsea: Eu não mandei ela fazer nada! — Aubrey levantou uma mão, prestes a bater na garota em sua frente, mas teve seu braço impedido por Matthew.

Matthew: Não vale a pena — disse ofegante. — ela está subindo na ponte.

Aubrey sentiu seu coração apertar e seguiu o loiro em direção a ponte Wickery. O frio não incomodava ninguém a esta altura, muito menos quem caía em seus próprios pés sob a tontura do álcool na tentativa de impedir o último desafio da noite. Aubrey parou ao lado de Zayn, que estava o mais perto possível de Thais. O que ainda era longe. Estavam com medo de que qualquer movimento perspicaz se tornasse um gatilho para a amiga.

Aubrey: Thais, não faça isso. Não faça.

A ruiva ficou de pé na ferraria da borda, respirava descompassada, buscando o equilíbrio perfeito. Olhou para Zayn, o mesmo sabia o que ela faria e não ousou sibilar uma palavra sequer, não adiantava. Ao invés disso, ele se afastou e desceu, fazendo uma meia volta em direção ao solo da ponte, na entrada da água exatamente do outro lado. Aubrey gritou com ela mais uma vez, tendo seus olhos cheios de lágrimas.

Thais soltou um beijo no ar, lembrando de cada movimento executado por Stacy cinco meses antes. Fechou os olhos e mergulhou.



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