História Tritões 2 - O Legado de Jungkook - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), G-Friend
Personagens Eunha, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, SinB, Sowon, Umji, Yerin, Yuju
Visualizações 54
Palavras 4.940
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


gfriend - ave maria

ME PERDOEM PELA CAPA HORRÍVEL FOI MUITO EM CIMA DA HORA JURO Q VOU MUDAR
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLÁ AMORES DA MINHA TRISTE VIDA, EU VOLTEI
SIM, ESTOU DE VOLTA
VEJA SÓ QUE CARA-DE-PAU, depois de meses sem dar as caras, estou aqui diante de vcs para apresentar o que por mim fora dado como promessa; A SEGUNDA TEMPORADA DO NOSSO QUERIDO LIVRO
foi dificil, esses meses não foram faceis devido à faculdade, a falta de tempo e etc, que nem para postar drabbles eu servi por um bom tempo, mas ainda assim pude me focar na forma de continuar essa historia

e dou um aviso: o universo dessa fanfic é MUITO GRANDE E COMPLEXO MDS, vcs verão coisas novas que antes eram ocultas na primeira temporada, irão ver os perfis dos protagonistas com algumas mudanças e nem tantas tbm, coisas que eu queria ter aprofundado na outra mas preferi deixar para esta, e asseguro que será tão incrivel como a primeira

bom, esse 1 cap está bem simples, com poucas cenas, mas é o gatilho para a nossa historia rodar, espero que gostem bastante E: TRITÕES 1 VAI VIRAR LIVRO!!!!! SIM MANO ISSO MESMO!!! EU TO AOS PRATOS

esse mes estarei focando nas fanfics como ninguem, inclusive na produção do livro, e to muito feliz por saber q está cada vez mais perto de publica-lo, to tendo crise soft a

enfim, aprecie sem moderação

Capítulo 1 - O desconhecido, ou nem tanto.


Ah, a bela cidade de Haeundae-gu, Coreia do Sul.

Praias de águas límpidas, um bom sol, areias brancas e um bom sentimento de lar. Voam as gaivotas no céu, seguindo seu curso traçado pelos instintos, batendo as asas a qual a mesma envergadura enfeita o céu com sua plumagem branca e negra, sua face é concrentada. A gaivota está caçando, ela visualiza as sombras que percorrem os mares quentes do Pacífico. Estão nadando peixes por ali, longe de um dos recifes de corais, o mais conhecido pelos coreanos de Haeundae. Ela pisca e então bate as asas num impulso que a leva para baixo, como se caísse, ela junta a envergadura e abre o bico, sentindo o rosto ir de encontro com as ondas violentas do mar. A gaivota mergulhou, e atrás dela mergulham outras várias gaivotas. Estão se aprontando para comer.

Um tremendo cardume de sardinhas fazia seu trajeto como quem acorda para viver mais um dia normal, nadando de um lado para o outro onde quer que esteja o bando, e então de repente os peixinhos se espantaram com o ataque brusco de aves em pleno alto mar, uns e outros nadando desesperados para algum lugar longe do bico afiado daqueles seres esfomeados, o que funciona para uns e nem tanto para outros. Nadam peixes para lá e para cá, morrendo de medo, coitados. Um deles quase é engolido pela gaivota astuta se não fosse pela sua atitude de driblar o bico fino e então sair disparado para perto da beira, ignorando o cardume atrás de si e lutando pela sobrevivência. Deveria viver para então repassar sua essência adianta. O peixinho nadou, nadou, e chegou ao coral. Sua pressa assustou algumas anêmonas, que se encolheram com a movimentação, elas até então dançavam o ritmo das águas e de repente sentiam umas bolhas. Algo havia acontecido longe de lá.

O recife vivia seus dias com calmaria. Peixinhos nasciam, óvulos germinavam novos bebês, estrelas do mar se regeneravam e criavam novas irmãs, tal qual sempre foi desde vossas evoluções. Um siri observava seu mundinho com uma pitada de indignação. Haviam peixes atordoados lhe tirando a calma. Ele estalou as pinças de curiosidade. Por que estão tão assustados? Não venham dizer que...

Oh sim, o problema não era mais as gaivotas.

E sim um conjunto de dentes grandes passeando por ali. Acompanhado de cabelos compridos e uma cauda longa. Era somente uma sereia brincando, nada além do óbvio.

De fato, estavam os corais em sua programação normal. Mas nem tanto, porque EunHa naquele dia estava fazendo algo diferente. Ela não perturbou os peixinhos coloridos uma vez sequer. As lagostas até se preocuparam, pensaram em ir ver se ela não estava com febre. Nem Amoeba a acompanhava! O que estaria a pequena sereia aprontando?

EunHa nadava desde o escuro do oceano até a superfície, com seus olhos grandes e negros pairando mar afora, destacando-se em azul amplidão. Iria ver os humanos de novo. Precisava, estava cumprindo um pedido. Um favor, na realidade. Ela segurava algo interessante que somente os seres de duas pernas iriam saber lhe dizer o que de fato estava pousando em suas mãos.

Seu pai estava em algum lugar por aí, talvez caçando. Ele era esfomeado. Jungkook era um tritão muito afobado, EunHa não o vira desde de manhã.

Portanto, ao subir na superfície, sentiu o sol bater no seu rosto. O calor era algo que lhe fazia bem, ela gostava, sentir algo diferente do frio das águas costumava ser gostoso. Ela não tinha como ver o róseo que se formava nas maçãs de seu rosto, todavia entendia que aquele calorzinho lhe vibrava o coração.

A humana em questão estava demorando a vir vê-la, estava escondida entre rochedos numa área ainda mais longe da de onde ficava seu pai e Jimin. Aquele antigo rochedo se tornou mais popular com o passar dos meses, já que Park Jimin havia decidido algumas mudanças de vida, ele não visitou aquele mesmo lugar com muita frequência. A bióloga fez questão de ensinar que então o novo ponto de encontro seria na parte de trás da praia, onde só haviam árvores e rochas, nem tinha como facilitar o caminho, não dava para ir por terra. Os dois humanos, enfeitiçados pela magia dos olhos rutilantes do tritão, iam por água.

Não era problema nenhum. Mas EunHa estava ficando entediada. Fez um impulso e sentou-se numa rocha rasa, colocando as mãos avermelhadas nos cabelos compridos e sentindo o sol tocar suas costas. Carregava um objeto recoberto de corais velhos sobre a cauda, a cabeça estava nas nuvens. E temia ser vista por alguém, porque Yuju sempre a lembra que é perigoso. EunHa sabe. É perigoso.

Um som de algo emergindo lhe chamara a atenção.

EunHa?

Ah, era Amoeba.

— Amoeba! - ela o encarou e o viu chegando pergunto de si - Viu alguém?

Ele gesticulou com os tentáculos. A sereia entendia. Significava um não.

— Papai ainda está caçando... - ela puxou assunto - Sabe se Jimin vem me ver? Falou com eles? Yuju também não é aqui.

De vez em quando ela se atrapalhava nas palavras, a linguagem era difícil, Jungkook a ensinava coisas, mas nem tudo era rapidamente aprendido. Ele também havia melhorado muito, apesar de muitas falhas de comunicação. Jimin sempre lhe demonstra paciência, faz de tudo para desenrolar o idioma na língua do tritão. Felizmente os dois peixinhos aprendem. Do jeito deles. Mas aprendem.

— Yuju está chegando? - ela perguntou, o polvo pintado não sabia - Ora, veja aí! Estou sentindo o sol.

Observou o amigo revirar os olhos e prontificar-se a mergulhar para descobrir se estava vindo alguém. Mas nada, Amoeba voltou e lançou um olhar negativo.

— Demoram muito! - ela praguejou, quase deixando o objeto cair - Desse jeito, não saberei o que é isso! - e apontou ao dito-cujo

EunHa se via frustrada. Estava ficando com fome. Deveria ter caçado depois de ir ao escuro, talvez fosse mais vantajoso do que ficar plantada numa rocha. Bufou de tédio, olhando o molusco se ajeitando em seu colo. Ele era assim, folgado.

De repente, uma arrepio lhe desceu a espinha. Sentiu uma presença. Olhou ao redor na tentativa de identificar o autor, mas atrás de si só havia água. As ondas iam e vinham, produziam seus cânticos comuns, o som do mar era o mesmo, nenhuma presença. Novamente, sentiu algo tocar sua cauda rapidamente, o que a espantou e a fez recolher a mesma para fora d'água. Meteu o rosto no fundo, visualizando se o engraçadinho estava ali embaixo, mas não, nenhuma alma viva. Amoeba se arrastou para se atracar no pescoço da sereia, temendo ser um tubarão, uma barracuda, qualquer bicho que os tenha como presas. E assim que voltou, escutaram um grunhido.

— Ahrr!!! - foi esse o ruído que gerou um grito de susto da garota da cauda laranja

— Ahhhh!!!

Virou-se para trás e adivinhe só: era ninguém mais ninguém menos que... Jungkook. Seu pai. O pestinha.

— EunHa! - ele a saudou, com um sorriso no rosto e as mãos arroxeadas acenando - Eu voltei! A caça foi boa.

— Ah, é você. - ela fez carranca, reprovando o susto - Por que sumiu?!

— Fui buscar isso. - ele mostrou o caranguejo caçado que ainda tentava beliscá-lo - Comida. É hora do almoço.

É, ele aprendeu o que é almoço.

— Comer isso? Não. Caranguejo eu não. - a filha disse, recusando a comida

O pai franziu o cenho com a resposta, deu uma dentada na casca da presa e arrancou-a, exibindo a carne fresca.

— Por que? - ele mordeu a carne

— Não gosto.

— Como não? - o pai rebateu com a boca cheia de comida - Caranguejo faz sereia mais forte para nadar. Caranguejo é bom, deve comer para crescer.

— Eu já cresci. - EunHa sabia, Yuju fez todos os registros de seus dados da melhor forma possível

— Mas faz bem. Come, come o caranguejo. - ele ofereceu, estendendo o caranguejo que se debatia para a filha, mas esta prontamente negou

— Não como!!! Eu como peixe.

Quê? Que ultraje! O tritão pensou.

— Não comemos peixe!!! - afirmou com convicção, repreendendo — ou tentando — a filha rebelde

— Eu comer!!!

Calma, gente, vamos viver com ternura, aconselhou o pobre Amoeba.

Os indivíduos discutiam a ferro e fogo sobre o caranguejo até o momento em que ouviram um som de origem do mato. Isso espantou a sereia, que nunca viu alguma coisa no mato se mexendo, e grunhiu ao ver as folhagens chacoalhando. Jungkook estranhou a movimentação e avisou à filha para ativarem seu modo de defesa. Iriam atacar quem se aproximasse. Afinal aquele lugar era deles, o território deles, o vosso esconderijo.

A movimentação aumentava, o som de passos era mais alto, e quando Jungkook estruturou as garras, o vulto que se escondia entre as folhas pôde então sair do meio das moitas e revelar sua identidade. Jungkook sorriu, era Jimin. Havia cortado caminho.

— Uh, cheguei, finalmente! - o humano enxugava o suor da testa, tirando o boné da cabeça

— Jimin!!! - o entusiasmo do tritão se fez presente

Não poupou o baixinho de um ataque de amor, saltou para cima do humano e o seu peso gerou um desequilíbrio no menino a ponto de fazê-lo cair. Jungkook lhe enchia de beijinhos pelo rosto, deixando o humano para lá de feliz.

— Ai, - falava pausando a cada beijinho - eita, calma, vamos com calma, menino, ei... eita.

— Que saudade!!! - o maior disse, partindo para um abraço eufórico — Você não veio me ver mais. Fiquei triste.

— Eu estava estudando, me perdoe, fui tolo, devia ter vindo te ver.

O tritão fez bico. EunHa via ao longe o pai encarando o amigo e perguntando se esse não faria essa coisa ruim de novo, e viu o outro jurar que não o faria, afagando os cabelos da criatura. Ela não esboçava entusiasmo, quer dizer, estava feliz por ver Jimin, mas quem ela queria ver no momento não se encontrava, e a tristeza acabava sobreposta a tudo. Não iria atacar Jimin com alegria também, mas também não queria morder os outros. Ficaria no seu canto, sem muita animação.

Escorou-se na areia, sentindo o sol e a água num contraste bom, o calor dos raios ultravioleta se chocando contra as águas frias e calmas. O cheiro de maresia era constante. EunHa estava para dormir.

Até alguém cutucar sua costa. Com curiosidade levantou a cabeça para saber quem a tocou, ao virar para a esquerda, deparou-se com um punhado de longas madeixas cor de vinho, lábios pomposos, olhos castanhos e um biquinho fofo.

— Bu!

Era Yuju!

EunHa lhe atacou na areia. Jogou-se em cima da humana e a fez rolar na terra enquanto abraçavam-se com gosto, a humana gargalhava com a forma de demonstrar alegria, sentindo a água batendo no seu pé e os cabelos da sereia na sua cara, que grunhia e repetia palavras que não necessitavam de tradução naquele momento. Estavam se visitando e só queriam ambos os afetos.

EunHa esfregava a testa na da humana e fungava tamanha a euforia, sem conseguir ao menos largar as garras do tronco da maior, era assim que demonstrava sua felicidade. Yuju ria e quando deram uma pausa, a humana selou uma bitoca na testa da pequena, que a encarava como quem visualiza uma obra de arte.

— Para onde você foi? Eu te procurei muito! - a menor pestanejava

— Eu estava estudando, querida, mas prometi que viria te ver, e estou aqui. - a outra respondeu, ofegando durante sua fala

Tirou os cabelos molhados da cara da sereia e apreciou a sua beleza surreal. EunHa era linda. As bochechas rosadinhas pelo sol contrastando com o tom de pele pálido, que reluzia o brilho dourado da sua cauda comprida. Os cabelos friamente negros, secando pela força do vento, embelezavam sua inocência quase infantil. As mãozinhas avermelhadas, os dentinhos grandes como os de Jungkook, tudo tão milimetricamente contornado, parecia ter sido desenhada antes de nascer. Ela era perfeita.

— Ah! - a sereia entreabriu a boca e então saiu bruscamente de cima da bióloga para se arrastar na areia em busca daquilo que a outra havia pedido para ela buscar, movia-se freneticamente na terra procurando pelo mesmo

O dito-cujo quase ia sendo levado pelas ondas se não fosse por Amoeba agarrá-lo com seus tentáculos amarelos e roxos para devolver à sereia. Essa lhe agradeceu com uma piscadela lenta e voltou para perto de Yuju. Essa se encontrava dessa vez agachada na areia, sentindo as ondas batendo nas coxas. Enquanto isso Jimin e Jungkook brincavam com uma pedra.

— Aqui! - a pequena voltou com muito esforço nas mãos, carregando o objeto e levando à moça. Botou no colo o elemento pesado e sujo - Achei no escuro.

Ela havia ido ao fundo do mar aberto, onde a luz do sol minimamente toca. Estava na missão de ajudar Yuju com um estudo. No lugar onde achou o tal objeto, havia naufragado um navio de mais de 40 anos. Ele não era importante, ao menos não o navio, mas um ser. Um pequeno ser que embarcou no mesmo. Ele era a peça-chave para o que a bióloga queria descobrir, a qual EunHa auxiliava em sua busca.

— Muito obrigada, meu amor. - ela afagou a bochecha da sereia e com um sorriso de ponta a ponta se dedicou a limpar o elemento que estava repleto de crostas duras e ocas, abandonado aos animais e peixinhos que usaram-o de berço, mesa e banheiro, Yuju o descascava e aos poucos ia percebendo que a sujeira dava espaço à aparência real daquilo que buscara, tornou a limpar. Pediu a ajuda da amiga, que tinha garras grandes, para ver se dava um jeito mais rápido. EunHa prontamente foi descascando, o que chamou a atenção de Jungkook ao longe. Esse estava ocupado brincando de enterrar Jimin na areia. O humano estava somente com o rosto de fora. Jungkook o esculpiu no chão.

— Como é que você é bom nisso? - o humano perguntara, abismado com tal habilidade

— É como fazer uma casinha. — o menino respondeu, enquanto modelava o tronco. Usou muita areia

— Você faz casa com areia?

A indagação causou estranhamento. Jungkook mostrou os dentes.

— Que? Não! Que bobo faria isso?

Jungkook às vezes se perde.

— Oi? Mas você que me disse isso agora.

— Não sei do que você tá falando, Jimin. - o tritão fez cara feia, para então avistar a filha com um treco na mão e simplesmente saltar para a água

Jimin entrou em desespero, estava totalmente sob uma camada pesada de areia e ninguém estava perto o bastante para ir salvá-lo.

— JUNGKOOK, VOLTA AQUI!!! - gritou, mas o peixinho nem lhe deu tchum

EunHa tornava a tentar limpar o troço abandonado quando o pai surgiu do fundo das águas, assustando até a bióloga. Ele chegou perto da filha e fungou o odor da caixa, para reconhecê-lo. Mas nem sabia  o que era.

— Isso é o que? É o que? - ele perguntava, afoito, tocando e aproximando a cara - EunHa, é de que? Posso ver? Me deixa ver.

— Ai, ei, pera aí, pai, espera, eu vou limpar! - ela procurava afastar o rosto dele para não atrapalhar em nada

— Ah, mas eu quero ver!

— Depois você vê!

— Sai pra lá! - ele capturou o negócio e se sentou na areia, focando na textura e nos detalhes do objeto, sem se importar com EunHa ao seu redor e Jimin gritando por socorro ao fundo

— Ei, isso é meu! - a sereia contestou

— É meu agora!!! - retrucou Jungkook, fazendo língua

— Eu que peguei, eu!!! - a menina atacou e ambos passaram a rolar na areia

Yuju se via perdida entre apartar a discussão da família na areia e ir tirar Jimin daquele monte de terra. Estava literalmente no meio dos dois conflitos.

— Me dá, papai!

— É meu, pega outro pra você!

— Ei, sosseguem os dois!!! - Yuju ordenou, e ouviu Jimin chamá-la aos prantos - Já vou!!!

A bióloga viu, resultando do bate-boca das criaturas marinhas, o objeto voando e desfazendo a cobertura de cálcio no chão, deixando somente a sua originalidade. Um estalo se fez na sua mente e ela se moveu para apartar a briga dos dois. Jungkook àquela altura puxava o cabelo da filha, que nesse meio tempo mordia o braço do pai. Pareciam dois sushis.

— Já, chega vocês dois! - a mulher decretou - Olha aí, vocês limparam, viu? Chega de brigas. Agora vão ajudar o Jimin a sair da areia.

— M-Mas Yuju... - o tritão fez bico, arregalando os olhos e mostrando os dentinhos

— Mas nada. Vá logo. Você também, EunHa.

— Ah... - a pequena lamentou, e muito à contragosto os dois voltaram à água para ir ao canto onde Jimin suplicava pelos movimentos dos braços e pernas

— Meu braço dormiu... - ele choramingou alto conforme a humana vinha lhe tirar daquela zica

Como EunHa e Jungkook não estavam sabendo tirar a areia - Jungkook estava praticamente colocando mais areia ainda - sobrou para a mais velha ir acudir ao rapaz. Estalou a língua e agachou-se.

— Como ele conseguiu fazer isso? Quer dizer, de onde ele tirou toda essa areia?

Ela tocava a areia molhada e dura que cobria o corpo do mais velho e olhava ao redor buscando achar o buraco de areia que Jungkook provavelmente teria feito se estivesse usando a areia da beira da praia.

— Acho que ele pega areia do fundo da água... ai, tomara que não tenha bicho. - comentou o baixinho, bufando enquanto a menina usava um pedaço de madeira pra tirar a areia

— Não garanto que nas areias do mar não tenha bolachas-do-mar, algas ou bicho geográfico.

BICHO GEOGRÁFICO?!?!?!

— AAAAAAAAH! - o garoto berrou - Yuju me tira daqui dessa areia, por favor, rápido, eu não quero virar um mapa mundi, por favor!!!

— Calma, Jimin, não é toda praia que tem, é só as que o pessoal suja muito!

— Mas tira assim mesmo!!! - ele se viu desesperado - Rápido antes que meu corpo durma antes da minha mente!

A menina cavava a areia para livrar o amigo, que aos poucos ia liberando os braços e pernas praticamente dormentes, bem como o tronco que sentia como se houvessem 10kg peso sobre si, tal qual seu pescoço que doía de tanto esticá-lo. Jimin virou um cobaia claramente injustiçado do insano Jungkook e suas tentativas de fazer uma brincadeira saudável.

Sentira os braços e pernas formigarem ao se mexer, agoniando-se por longos minutos, porém tentando prestar atenção no que a cientista fazia ao seu lado, com uma estranha caixinha pequena em mãos.

— O que é?

— Uma caixinha. - a mais velha respondeu, com um sorriso nervoso

Jimin fechou a cara.

— Não acredito que você fez a EunHa nadar ao fundo do Pacífico sozinha para ir atrás desse negócio. - ele repreendeu, não gostando da ideia, costumava ter muito cuidado com a sereia, não que fosse necessário

Yuju revirou os olhos para o garoto. Era só o que me faltava. Bem, de vez em quando ainda se bicam com algumas coisas, afinal não se resolve uma intriga da noite para o dia, entretanto nada que um bom banho de areia e alga que não resolva a birra dos dois humanos.

— Bobo. O que está dentro dela que importa. Aliás, a EunHa é uma sereia, com garras compridas, dentes afiados, magia nos olhos e dom de hipnose. Se um peixe piscar pra ela, ele é comido vivo, então não me venha com mais de seus "sozinhos".

Jimin manteve-se quieto. Não queria entrar numa discussão, então engoliu a birra para ver a humana tentar abrir a caixinha. Usou as unhas para forçar a parte de cima, mas a ferrugem do objeto, causado pelos sugeridos... 40 anos?, de perdido na escuridão do oceano, impedia de permiti-la abrir. Ela sacudiu o negócio, improvisou usar um pedaço de casca de árvore, testou até o truque da presilha. Mas nada, e piorando tudo, a chave também havia se perdido. Yuju aparentou frustração.

— Não temos como abrir... - ela lamentou, nitidamente triste - Que droga.

Jimin afagou os cabelos dela na tentativa de consolar a falha. Quando de repente Jungkook, que havia acabado de comer sua merenda da tarde - outro caranguejinho no capricho - voltou à parte onde estavam todos os seus três amigos. Mastigava um pedaço de carne de marisco. Yuju e Jimin estavam sentados numa área que ficava entre a parte funda e a parte rasa, de modo que permitia que as criaturas pudessem ficar perto deles sem precisar se arrastar. EunHa estava deitada no peito do humano, com o olhar perdido e uma conchinha na mão, que catou da areia. Os cabelos molhados escorriam gotas da água salgada pelo dorso pálido e nu e molhavam a camisa do menino, que não se importava. Na verdade via aquela menina como um bebê. Talvez ela ainda fosse um filhote, porém um grande filhote. Que mal há em pensar nisso?

Jungkook olhou os três cabisbaixos e perguntou para a bióloga:

— Que isso? - os dentes pontudos ficavam a mostra quando demonstrava curiosidade

— Uma caixinha, uma mísera caixinha que talvez tenha algo importante e eu não consigo abrir. - a maior choramingou, sabia que atitude o tritão tomaria diante disso

Dito e certo, ele chegou pertinho da caixa, olhou cada detalhe, fungou pelo cheiro de crosta seca, e então apanhou a caixinha das mãos da outra. Girou-a com rapidez.

— Como abre?

— Você tem que usar as mãos assim - a bióloga gesticulou o ato de abrir a caixa, e Jungkook pareceu entender

Fez a primeira tentativa, forçou a caixa e quis abrir na marra. Não conseguiu, socou um lado da mesma e chacoalhou, porém deu errado também. Impaciente, o tritão abocanhou a caixa e quis abrir esta com os dentes, roendo a madeira velha e com certeza de gosto horrível, pois ele fez careta e cuspiu. Yuju irrompeu sua atitude:

— Jungkook, não! Não é dessa forma que tem que abrir, isso deve ter muitas bactérias, não faça isso!

O tritão então se estressou com a caixa e começou a rosnar para ela, mexendo e remexendo com a ponta das garras e almejando saber como se solucionava aquele problema. Não raro a filha o encarou e num passe rápido, capturou a bendita coisa perdida. Que rendeu horas de procura oceano afora.

— Não é assim. - ela disse ao pai, o fitando com reprovação por estar afoito, e então saira do colo do humano com o objeto para ir à parte rasinha da praia

Os três sujeitos atrás de si a assistiam nadando até a beirinha, sentando na areia e observando a caixa. Virou o olhar aos de trás e então respirou fundo. Numa ação brusca jogou a caixa com toda a sua força de um ser que poderia afundar um barco sozinha para longe, sentindo a energia percorrer suas veias e seus olhos ficarem apertados tamanho era seu foco. Sua agilidade resultou na quebra da caixa. Sim, EunHa espatifou a caixa em pedacinhos. Os humanos a olhavam surpresos.

— Está aberta! - esboçou um sorriso

Após se recuperar do estado de quase choque, Yuju teve que se levantar para aplaudir a pequena. Sorria com alegria e motivação. Esticou as pernas e caminhou apressadamente em direção da menina, sentada na areia e então lhe encheu de beijinhos na bochecha.

— Muito obrigada, meu anjinho, você é muito forte! - a mulher agradecia, num momento de crise de fofura

— Eu sou forte! - a menor repetiu

— Muito, muito forte! - estalou mais um beijinho na testa e foi atrás do objeto, agora quebrado, porém com os pertences livres.

Correra da água para ir ver o que era. Jimin foi segui-la, porque estava curioso também, ao passar pela sereia, sorriu com orgulho e fez um sinal de joinha com as mãos. EunHa, absorta com a novidade, fez o mesmo ato, apontando para todos os lados, orgulhosa de si mesma. Somente Jungkook ficou diante de si com cara de poucos amigos.

— Que foi? - afrontou a outra

— Você é maluca. - ele reclamou

— Você é agressivo. - a filha rebateu

Como é que é? Jungkook grunhiu por dentro.

— A caixa não quebrei. - ele se embolou ao falar, e obviamente sua mensagem não foi decodificada pela menina

— Que?

O conflito de comunicação era evidente, Jungkook estava sabendo formular frases melhor, mas a sereia praticamente cresceu convivendo com a fala, por mais que se embolasse. É óbvio que mesmo para o tritão, haveriam problemas entre suas conversas.

— Você é chata! Vou lá com o Jimin!

Ele definitivamente não desgruda de Park Jimin nunca.

— Tá bom então!

A menina fechou a cara e ignorou o pai indo embora, preferiu ir ver se Amoeba estava bem na casinha que ela fez com um rosado. Nem sabia o que era.

Jungkook ficou bisbilhotando os dois humanos, a cauda de vermelho vibrante e barbatanas compridas batia na água, Jimin afagava seus cabelos e Yuju, ajoelhada no chão ao seu lado, com o punho fechado e o cabelo recém tingido de vermelho-vinho parecia estar animada.

— O que é na caixa? - o tritão questionou, encaixando-se abaixo da curvatura do pescoço do rapaz

— Não sei, só ela sabe explicar. - disse, apertando Jungkook num abraço chameguento

— Vejam isso! - ela os chamou a atenção e apresentou o segredo da caixinha nas suas mãos - Isso é muito precioso!

Jimin e Jungkook olharam, com certas caretas de desentendimento. Jimin teve que dar zoom no seu olhar para analisar o que era aquele treco verde e marrom escuro, com aparência de velho, seco e provavelmente quebradiço. O tritão parecia estar flutuando.

— Não entendi. - revelou o humano

— São, escamas, Jimin.

— Escamas? - o peixinho estranhou

— Sim! É o que você tem na cauda. - ela apontou às dele, vermelhas, bonitas e saudáveis, fazendo-o compreender

— O que tem demais?

Não era óbvio?

— Perceba! Olhe o formato delas, note as cores. Com o que se parecem?

Jimin olhou bem. A fundo, com lentidão e foco. Queria extrair dali qualquer entendimento sobre o que de fato a cientista queria falar. Notando a lerdeza, Yuju revirou os olhos.

— São escamas de sereia.

— Aaaaah... - Jungkook e Jimin responderam em coro, assentindo juntos

— Entenderam?

— Não.

Bufou. Que diabos estava rolando com seus amigos nesse dia? Estão todos lerdos.

— Pensem bem. Esse biólogo estava numa viagem à Índia, pesquisando sobre a possível existência de sereias.

— Que no caso existem.

— Exatamente, porém essa viagem ocorreu cerca de 40 anos atrás. Nessa época ninguém concordava com esse tipo de busca. Mas ele foi assim mesmo à Índia buscar evidências.

— E então? - Jungkook ouvia a história

— Então ele embarcou no navio chamado Seogaebbuk em 1978, e chegou à Índia e fez as buscas por duas semanas. O navio estava voltando quando bateu numas rochas grandes e acabou naufragando em mar aberto.

Finalmente Jimin assentiu, processando os fatos.

— Mas o que tem a ver a caixinha?

— Ele descobriu coisas na Índia alguns indícios da existência delas e trouxe esses dados com ele, mas ninguém conseguiu tê-los. Essas milhares de escamas são muito preciosas para a Biologia, mas ninguém mais sabe que elas existem. Por isso, muito desacreditam que seres como Jungkook e EunHa estão vivos até hoje, já que não trouxeram as provas. E agora que estão aqui, preciso estudá-las.

— Para que? Não vai espalhar pra meio mundo não, né? - Jimin ficava paranoico com a possibilidade

— Não! É para enriquecer a caixa de dados deles. Eu cataloguei a espécie, montei sua taxonomia, não posso deixar isso vago. Além disso, esses restos de escamas nos revelam algo interessante.

— O que revelam? - Jungkook perguntou, deitado na água

— Que existe mais de um tipo de sereia no planeta.

Dessa vez isso despertou Park Jimin. Esse arregalou os olhos e ficou boquiaberto, a afobação se elevou.

— Yuju você precisa ir agora mesmo ao laboratório ver essas escamas! - o menino alertou, sem pensar em vírgulas, remexendo os ombros da menina com empolgação

— Eu sei, eu sei! Por isso estou indo daqui a pouco! - a resposta era frenética, a energia emanava dos dois humanos, os únicos da parte mais difícil de se integrar

— Então vamos, irei com você! Só deixa eu pegar meu... - ele decidiu, olhando ao redor e procurando pela peça espalhada - Cadê meu boné?

— Boné?

— Sim, meu boné rosa. Eu estava com ele e depois tirei. - ele se levantou da areia e esfregou os olhos com os punhos para procurar

— Aquele com um pato no meio? - a menina relembrava os detalhes, mas somente porque achou o boné bem fofo

— Sim!!! Onde viu?

Yuju riu com desespero. Jimin ficou atento.

— Então... a EunHa viu e... bem...

Ai, não.

No fundo das águas, EunHa se perguntava porque o cantinho que fez para Amoeba estava vazio. Revirou todo o pedaço de coral chamando pelo polvo e nada da presença dele. Poxa, se dedicou tanto, onde ele está?

Lá ia Amoeba, nadando com o boné rosa de Jimin na cabeça, sem olhar para trás.

Na terra, Jimin já sabia que perdera seu querido e fofo boné.


Notas Finais


oq acharam? tá bem sem ação ainda, mas garanto que os capitulos que o sucedem serão muito mais interessantes
nossos personagens parecem diferentes um tanto, não? estou trabalhando nesses detalhes, quero evitar uma historia repetitiva

bem, deixem seus comentários
farei um jornal após a reunião sobre o livro de tritões 1, e mano to euforica a

é isto, gilaozinho~


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