História Tritões 2 - O Legado de Jungkook - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS), G-Friend
Personagens Eunha, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, SinB, Sowon, Umji, Yerin, Yuju
Visualizações 13
Palavras 2.306
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


desculpem a demora, nenês 😔💜
apreciem sem moderação e me perdoem se o texto vir com a frescurinha dos parágrafos muito longes um do outro, atualizar fanfic pelo celular sempre acontece esse negocio (por isso to usando o navegador)

Capítulo 4 - Indo cada vez mais a fundo.


Duas águas vivas que se embolaram no caminho para casa não paravam de se queimar uma na outra enquanto Jungkook estava escondido dentro de uma caverna submarina bem longe do recife. Ele estava assistindo ao confronto quando uma estranha sensação começou a percorrer sua espinha e frequentemente sentia sua cabeça doer. EunHa quase levou uma dentada há uma hora atrás, quando chegou afoita grunhindo e seu pai parecia extremamente irritado. A filha não exatamente se assustou, mas lhe golpeou com as garras bem no braço, de modo que fizera sangrar a ferida. Jungkook à principio não sentiu nada antes de se agoniar mais uma vez com a sensação estranha e então sumir da frente da sereia, deixando a mesma sem compreender o que diabos estava acontecendo com ele. Pelo mesmo motivo o tritão estava desde de manhã cedo ali, escorado na parede gelada e repleta de crostas da caverna, com a ferida já curada e a cauda sentindo a areia do chão, a mente tentando a todo custo se afastar do amargo gosto que invadia sua boca, além de seus ouvidos parecerem estar zumbindo toda vez que seu corpo sofria uma reação ao sentimento que ele não estava sabendo dizer qual era, nem de onde vinha. Era como se alguma coisa, bem ao longe, estivesse tentando lhe dizer algo, e não tivesse idioma melhor para comunicar-lhe senão o seu próprio. E Jungkook não era fluente em todas as linguagens do mundo.

Ele começou a cantar para o nada, fechando os olhos com certa força e abraçando a cauda enquanto soltava sua doce melodia oceânica, similar ao cantar das baleias e golfinhos, mas que possuía sua essência própria. Claro que nenhum musicista humano sabia considerar o cantar do tritão como algo sonoro o bastante para se tocar num show, mas era maravilhoso o suficiente para aquietar duas águas vivas que ainda se debatiam do lado de fora, fazendo-as se acalmarem, somente ouvindo a criatura desabafar, do seu jeitinho. Jungkook desenhava na areia com a ponta da unha alguma linha torta, os olhos ébanos cintilando tais quais estrelas vívidas do universo, a cauda vermelha, pura obra de arte, se destacando a escuridão do seu esconderijo. Ele queria espantar qualquer male que viesse lhe tirar a paz. Não estava muito afim de lidar com outros vilões da vida, já não bastam os tubarões e os humanos ambiciosos. Queria paz, e cantaria para isso. 

Do outro lado do mundo, se metendo entre o verde dos rios amazônicos, de beleza tão esplendida quanto a de seu bioma, dava-se para ouvir o canto choroso do tritão do Pacífico, que soava doce como uma poesia, intensa como um soneto, e a criatura desconhecida de tão distante parava para escutar, os olhos gigantes bem abertos e a pele tão esverdeada como o seu império. De Haeundae à Amazônia, Jungkook não deixava de ser formidável. Bem como todas as águas que não hesitavam em lhe apreciar.

• • •

- Você tá fazendo tudo errado, Hoseok. – esperneou a mulher que precisou se levantar tamanha a indignação com o amigo que viera desesperado à sua casa em busca de um conselho

O garoto assistia ao transtorno com confusão no olhar.

- Como assim, Umji? A Eunbi me disse a mesma coisa mas não explicou nada, o que eu tô fazendo de tão errado, afinal?

- Você tá forçando a barra, Jung Hoseok. Ela já deixou isso claro. Mandar coisas no correio, ficar no pé, isso é perseguição! Já não parou para pensar que isso é abusivo?

- Abusivo? – ele inclinou a cabeça para o lado, a mais velha até revirou os olhos com a lerdeza

- É claro. Ninguém gosta de ter uma pessoa o tempo todo tentando puxar a atenção dela para si, isso é cansativo e dá até um pouco de medo. Além de ser extremamente imaturo, você não acreditou mesmo que uma mulher estudada como a Eunbi iria ceder tão cegamente à essa sua tática de “conquistar alguém “, né? Não é possível.

- Mas sempre me disseram que é uma forma de demonstrar interesse, e que as pessoas gostam disso.

- Não sei onde você leu essa informação, mas está totalmente equivocada. Hobi, ninguém gosta de ser perseguido.

- Eu não tô perseguindo a Eunbi! Quer dizer, não quero perseguir ninguém. Só quero ser amigo dela, caramba.

- Nunca ouviu falar em sutileza? Carisma? Bom senso? Essas coisas são mais válidas do que tentar fixar sua cara na mente de alguém, Hoseok.

- Quer parar de me chamar o tento todo assim? Eu sinto como se estivesse levando bronca da minha mãe. – reclamou ele

- E deveria! – a mais baixa remexia sua mochila para buscar o celular – Onde já se viu, perseguir mulheres na rua...

- Eu. Não. Persegui. Ninguém. Mas que coisa!

Umji lhe encarou como se fosse voar em cima dele como um gato.

- Deixa a titia te explicar uma coisa, Hoseok. Quando você insiste, de determinada maneira, alguma coisa com uma mulher, e ela deixa explícito que não quer nada com você, desde um papo até algo mais evoluído, é perseguir sim. 

- Mas ela não deixou explicito.

- Você veio reclamar que a Eunbi estava te ignorando, não é?

- Sim.

- Exatamente. Isso é um sinal, então saiba respeitar isso. 

- Então o que devo fazer se tudo o que fiz deu errado?

- Volte ao tempo que você conseguia estar próximo dela, o que você fez?

Hoseok apertou os olhos e forçou seu cérebro a tentar lembrar, fazia pouco tempo desde que houve o evento de salvar o tritão do problema com os aquários, ele havia discutido com ela na cafeteria por ela ter defendido Yuju que na época era uma das vilãs, e que havia deixado Jimin se ferir sem oferecer nenhuma ajuda – enquanto fugia com um tritão enorme que ele nem sabe dizer se ele coube inteiro no carro da Hwang. E durante essa briga eles perceberam que pareciam se encaixar nas posições de um livro que leram cujas definições condiziam com o que eram: Guardiões do Limiar. Hoseok sorriu quando lembrou disso, porque foi a primeira vez que viu Eunbi se identificar com ele. E também sorriu ao lembrar de quando a levou para sair e ambos se divertiram com o passeio, nem parecia que meses depois estariam nessa situação. 

- Nós tínhamos algo em comum.

- Exatamente. – um sorrisinho brotou no rosto da maior – Ter algo em comum é importante, pois ajuda a se aproximar, e você não está tendo nada em comum com ela nesse exato momento. Ela é uma mulher madura e você tem a mentalidade de uma criança de 10 meses.

- Mas você só vai me esculachar, né?

- Não tenho culpa, preciso te falar as coisas na lata, não é a primeira vez que comete esses tipos de vacilos. E se depender do Yoongi e do Namjoon eles não vão falar nada, mesmo. – a menina bufou ao lembrar da lerdeza do namorado – Esse é o meu principal conselho, na verdade  soa como uma ordem: deixe de ser um babaca e aprenda a agir com mais senso. 

- Tá começando a doer.

- É esse o intuito. Com o tempo e a prática você percebe que cada tapa na cara valeu a pena. - - levantara-se de supetão para pegar uma água no frigobar – Quer beber algo?

- Não, valeu, já enchi o bucho de suco mais cedo. 

- Beleza... hã... – um silêncio se findou no ambiente por uns minutos – Hoseok?

- Hum?

- Você notou algo... não sei... estranho no Namjoon?

- Estranho? Como assim?

- Estranho, tipo, ele não tem agido esquisito esses dias? Desde que Jungkook foi tirado das garras daqueles monstros, ele pareceu tão distante, mesmo vindo em minha casa, saindo conosco, não sei o que há com ele. Chegaram a conversar?

- Conversar, não, ao menos não sobre algo relacionado a isso. Ele deve estar conversando mais com o Yoongi, sei lá. Acho que ele tá hipnotizado pela magia de tritão.

Umji riu.

- Idiota.

- Aliás, que estranho pensar nisso. Tipo, um dia tá todo mundo normal, e de repente o Jimin aparece dizendo que conheceu um cara metade homem, metade peixe. E minutos depois tá metido em mar aberto atrás dele. Meio que nem tive tempo de entrar em estado de choque. Não sei como ainda não pirei ao me tocar que nós temos sereias e tritões rondando nosso oceano, isso não passa pela cabeça?

- O que? Cara, eu passei dias sem dormir por causa disso. Aquele menino tem uma magia bizarra, a voz dele fica na mente, toda vez que eu botava a cabeça no travesseiro, me vinha o Jungkook cantando no cérebro. Ele tem uns olhões grandes, dá até um pouco de medo. 

- Né? E ele é enorme, parece um ser mitológico.

- Mas se a gente chegar perto, ele grunhe como um bebê. Acho fofo.

- Também, mas quem vê de longe pensa que machuca. Não sei como o Jimin não teve medo dele. 

- Ele não teve medo nem de vocês três, Hoseok, como vai ter medo do Jungkook? – zombou a mais velha

- Golpe baixo, cara. 

A risada de Umji ecoou o cômodo todo. 

- Não há como não temer os maiores barulhentos de Haeundae. – ela disse sabiamente

- Realmente, não há como.

A humana pegou a vasilha tampada em cima da mesa de centro e abriu, revelando os pedações de bolo.

- Quer um?

Os olhos de Hoseok brilharam.

• • •

Yuju virou a noite acordada. Passou pela biblioteca na noite anterior e buscou livros sobre zoologia, microbiologia, teoria da evolução e todos os que se tratavam da vida nos mares. Resgatou da internet os míseros grãos de informação que tinha sobre o biólogo que havia virado seu foco e danou-se a estudar. Estava sedenta pela resposta que havia se perdido nos mares sobre tudo o que aquele homem havia descoberto à respeito da espécie pela qual estava responsabilizada. A mesa do seu laboratório ficou cheia de todos os tipos de materiais de pesquisa que fossem necessários para ela ir a fundo naquele tesouro escondido. Precisava saber como chegar no mesmo rumo que ele havia chegado, e trazer tudo isso à tona. Sua cabeça estava pesando, mas ela não desistiria.

- Vamos ver... algo sobre estrutura corporal dos peixes. – ela revirava um livro sobre peixes ósseos, com um canecão de café ao lado e o computador do outro – Escamas... histologia... preciso confirmar que essas escamas são da espécie...

Ela revirava o conteúdo resgatado – algumas escamas duras e secas de um ser do ar – e analisava desde cedo seus aspectos. Yuju tinha certeza de que eram de sereias, pois não havia outro animal que possuísse a geometria daquelas escamas, estas por sua vez quadradinhas e mais grossas, além de serem um tanto mais brilhantes, não equivaliam à de um peixe comum. Ela pesquisou quem tem a maior escama do mundo e não havia Sirenia formidabilis no meio dos rankings. Tirou centenas de fotos e anotou suas medidas num bloquinho. Seriam importantes. 

Tornou a folhear um livro de zoologia enquanto seu computador reproduzia um documentário da netflix sobre evidencias de seres místicos vagueando pelas águas do planeta, e achava incrível como os biólogos de documentário dificilmente se aprofundavam demais em um assunto como esse. Chegou a ver algo sobre os corais de Haeundae, mas não durou mais do que 45 segundos de destaque. Bufou de frustração, a visibilidade deles era tão nula...

Foi quando um biólogo de careca nua e óculos redondos passou a mencionar sobre o coreano que havia ido atrás de resquícios que comprovassem a existência de seres com aspectos humanos e rabos de peixe, coisa que automaticamente atraíu a atenção da bióloga. Essa cuspiu o café ao ouvir falar do dito-cujo.

“É claro que as dúvidas são fortes à respeito desse assunto há centenas de anos, e apesar de maioria de nós discordamos com a possível ideia de que as sereias existem, ainda sabemos que ao redor do mundo, muitos especialistas buscam há ferro e fogo uma verdade acerca delas, como Park Dongsun, que há 40 anos atrás fora até as Indias para estudar os ecossistemas de lá para confirmar que existem criaturas diferentes nos rios do local. 

- Ele até encontrou respostas,- disse um dos biólogos - porém, um naufrágio do navio em que embarcou acabou impedindo sua volta para a Coreia, e o Dongsun morreu levando todas as suas descobertas. É uma pena para a Biologia.”

E não tocaram mais no assunto.

Yuju bufou. Como dissera, nunca se aprofundam em nada. Como usaria isso como fonte para ir ainda mais fundo? Isso era uma informação tão rala, foi a primeira que teve dele, não ia servir de muita coisa. Yuju queria saber algo além disso, chegar aonde ele chegou, como faria isso se os documentários eram cheios de picuinhas e...

- Espere aí... É óbvio! – a mulher se levantou da cadeira que já estava dura de tantas horas sendo ocupada- Não posso ficar só aqui, estudando de longe... se o Dongsun viajou para tão longe somente para isso e descobriu tanta coisa, é claro que preciso fazer a mesma coisa que ele. Que burra! Como não pensei nisso antes?

Ela se levantou num salto e começou a arrumar sua mesa de pesquisa, retirando tudo o que era livro desnecessário – os de microbiologia não estavam ajudando em nada – e deixou somente os relevantes o suficiente que se relacionavam com sereias. Iria continuar os usando. Quanto ao computador, ela saiu da Netflix, porque saturava ouvir a voz chata da dublagem do documentário. Mas não deixou o laboratório, afinal sua pesquisa havia, de algum modo, ido além da etapa que até então estava. Mas ao invés de virar a noite relendo livros de zoologia, passaria a noite comparando passagens de avião. 



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