História Tritões 2 - O Legado de Jungkook - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS), G-Friend
Personagens Eunha, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, SinB, Sowon, Umji, Yerin, Yuju
Visualizações 9
Palavras 3.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


esse capítulo tá tão Tritões q eu fiquei rindo enquanto escrevia akdksmfmfmmg será q alguem ri enquanto lê tbm?

apreciem sem moderação

Capítulo 5 - A humana tem que ir para longe


— Estarei viajando para as Índias. 

Yuju disse sem rodeios. Park Jimin levou um susto tão grande que quase fechou o site onde ele estava inspecionando as inscrições para as provas. Para o azar dele, as do ano em que estavam havia se encerrado. Mas isso fora simplesmente esquecido logo após ele ouvir as palavras da cientista.

— Como assim? Por que? - tom de voz era um tanto apreensivo

— Preciso ir à campo, Jimin. Estudar diretamente onde há os conteúdos de pesquisa, ir além, não posso ser uma bióloga que se enfurna num laboratório e vive de trazer alguma coisa da praia para manter lá. Essa pesquisa é importante pra mim, e eu não poderei avançar nela sendo tão acomodada. Vi as passagens de avião ontem e as viagens estão sendo melhores nessa época do ano.

Ele analisou bem cada detalhe do rosto da amiga, cujos cabelos soltos caiam pelos ombros finos e os olhos tensos e ansiosos, referentes ao seu espírito pesquisador, não sabiam onde focar. Ele podia ver que ela parecia nervosa, como se esperasse que Jimin lhe desse mais broncas por ser tão afoita, e a demora da resposta dele também lhe afligia. Não entendia porque ela queria que ele dissesse algo. Mas ainda sim pensava em quais palavras direcionar à ela.

— Eu entendo... bem, você irá ainda essa semana?

— Sim. Eu... e-eu estou me preparando desde cedo, fiz até uma organização do que irei levar e comprarei as passagens ao chegar em casa. Também estou investigando um hotel bom, acredito que... vou conseguir encontrar tudo o que o Park Dongsun achou mas não pudera revelar. Eu sei que eu deveria estar aqui com você para te apoiar na sua busca pela vaga no novo curso, e também pra cuidar dos tritões e...

— Não se preocupa, noona. - ele irrompeu, porque ela estava começando a falar rápido demais - De todo modo eu não poderei fazer nada esse ano, todas as provas estão com as inscrições encerradas, e só poderei iniciar ano que vem. Até lá eu já poderei iniciar os estudos e... acho que vou ter que voltar para a casa da minha mãe. 

— Jura? E como vai ser? Como irá ver o Jungkook e a EunHa? A casa da sua mãe é mais longe, não?

— É, sim. Mas eu dou um jeito. De toda forma, se eu demoro o Jungkook sempre dá um sinal. Ele é quase o meu despertador. Acredita que um dia desses acordei com ele cantando dentro da minha cabeça? E só sossegou quando abri as janelas do quarto. Acho que vai dar tudo certo. 

Yuju rira. Admirava muito a forma como Jungkook e ele interagiam. Pareciam duas crianças. O mais novo acabou rindo consigo, suas histórias aventureiras são sempre muito esquisitas e cômicas, de um certo modo.

— Mas e você, noona? Vai ficar bem, não? - o mais alto se levantou da cadeira, ajeitando sua calça de moletom cinza e sua camisa larga branca que ele botou antes que ela o visse assim que recebeu a mensagem de que receberia visita

— Vou ficar bem, sim, Jimin. Bem, a viagem durará muitos dias, talvez eu retorne no início de outubro. A pesquisa à campo é complexa e não deve ser rasa, por isso preciso levar muitos dias nas Índias. Descobri os lugares por onde Dongsun se meteu e tenho certeza de que encontrarei alguma coisa sobre as sereias lá. 

— Que lugares?

Ele passou entre os cabelos e jogou para o lado.

— Dentro das florestas tropicais, ali tem uma variedade muito grande de rios e lagos, fora que são florestas com diversidade de fauna e flora impressionantes. Claro que só não supera a floresta brasileira. Mas se Dongsun encontrou algo ali, é porque temos o que achar por lá.

Jimin arregalou os olhos ao projetar a imagem de uma floresta tropical na cabeça.

— Você vai se meter no meio do mato?

— É claro, ora essa. Não é problema nenhum, eu me meti em meio ao mar aberto tantas vezes, e é muito mais perigoso do que as selvas. Vou ficar bem. Fora que vou tirar fotos dos animais também, será uma experiência muito boa. E vou mandar sempre atualizações do que descobri, fotos do que estou conhecendo, e tudo o mais. 

Ele quase bateu a cabeça na parede. Jimin, seu burro, Yuju é bióloga, claro que ela vai se embrenhar no mato. Mas ao invés de fazer isso ele somente respirou fundo e encarou a mais velha. Ela ficava tão bonita quando seu cabelo ficava solto, enfatizava sua beleza juvenil. Seus ombros encolhidos pareciam trêmulos, ela se mantinha de braços cruzados desde que anunciou a viagem, sua expressão era apática mas algo na mente do Park dizia que ela sentia medo. Talvez nunca tivesse ido tão longe, mesmo com planos de atravessar o mundo, mas Yuju era um ser humano, que tinha medos e sonhos. Ele não deveria esquecer disso, logo, a primeira coisa que fez quando viu a íris dos olhos da mais velha brilhar foi lhe puxar para um abraço afagador. A menina pulou de susto mas em questão de alguns segundos se entregou ao abraço do amigo, que confortava como colo de mãe, Jimin tinha um pouco dessa habilidade. Culpa de Hoseok.

— Não fique com medo, noona... - ele disse, enquanto ela apoiava a cabeça na curvatura do pescoço do mesmo - Vai ficar tudo legal, ok? Você é uma cientista e tanto, nada de ruim vai te acontecer. 

— E se eu não tiver capacidade para encontrar nada? - sua voz falhou por um momento e ela juntou forças para disfarçar

— Mas você tem capacidade. Chegou a encontrar a caixinha com as escamas, descobriu tudo o que podia sobre ele até agora, se não fosse uma mulher tãl inteligente não estaria indo às Índias. Tenho certeza de que achará tudo o que for preciso sobre as sereias. Aliás, você catalogou as sereias, como não teria capacidade? 

Yuju deu um sorriso que seu cabelo escondeu, mas era verdade, ela era uma mulher e tanto. Não tinha como negar sua genialidade. 

— Jungkook e EunHa vão sentir minha falta. - comentou ela, já com um pouco menos vontade de chorar

— Vão... mas nada que uma webcam não resolva. 

A menina riu e ele riu junto, mas não se afastaram. Jimin gostava de abraçar as pessoas, sentia-se bem quando manifestava afeto como uma forma de fazê-las se sentirem melhor. E Yuju parecia tão frágil naquele dia, isso era tão raro, ele não queria que esse fenômeno passasse tão rápido. Abraçou-a até que começasse a fazer calor. 

— Então... como vai fazer?

— Irei ver essas passagens e tudo sobre os hotéis ainda hoje, e amanhã irei me despedir dos tritões. Falarei com a Eunbi também. Eles precisam ter noção de que estarei longe para não ficarem preocupados. Não sei como arranjarei um jeito de não fazer a EunHa chorar quando eu for para casa. Enfim... te contarei mais tarde quando pensar melhor.

— Sem problemas...  hã... - ele coçou o nariz -  você quer ver o que encontrei sobre Zoologia? Eu simplesmente tô fascinado nisso. 

— Mesmo? Me mostra! - o sorriso curioso de Yuju se fizera presente

O menino puxou uma cadeira para a amiga sentar ao lado enquanto acessava novamente o site onde teria visto mais coisas sobre o curso. Se bem que ele virou a madrugada vendo documentários e vídeos de zoólogos mostrando seus trabalhos, e como havia acabado de sair do site onde haviam as informações do vestibular, não fazia mal continuar em busca de mais coisas sobre seu novo curso dos sonhos. Ele abriu o site feito por um cara chamado Lee Seunghyun. Ele fazia textos incríveis sobre todas as coisas impressionantes que fazia durante o auge da sua carreira, haviam álbuns lotados de imagens que tinha dos animais que via de perto, além de informações sobre cada um deles e como ele fazia para encontrá-los. Jimin estava tão viciado em ver isso que algumas olheiras se formaram em seu rosto, resultado de tantas horas assistindo animal planet e lendo os diários do Lee. Yuju assistia ao pequeno Park cativado pelo curso como se visse a si própria quando tinha a sua idade.  Encarava tanto ele que mal prestou atenção nos textos em si.

— O que acha? - ele perguntou com empolgação

— Bom, Zoologia é uma especialização do curso de Biologia, tipo a que eu fiz. Você pode cursar o mesmo curso que o meu e fazer uma pós-graduação em seguida, que acha? 

— Pensei nisso pela madrugada, me pareceu realmente uma boa ideia... noona, você acha que eu consigo?

A Choi lhe encarou profundamente como se quisesse que nos seus olhos estivesse passando uma telinha com os dizeres: Você tá brincando com a minha cara, né?

— Um cara que prefere o mar do que as pessoas, que faz de tudo por dois seres aquáticos como se fossem seus filhos, que cuida dos corais com todo o amor do mundo, como um cara que nem esse não conseguiria ser um incrível biólogo? 

Jimin sentiu as bochechas corarem fervorosamente. Soou como um doce elogio aos seus ouvidos.

— Obrigado, noona. - ele sorriu - É... realmente acredito que posso fazer isso, além do mais, eu busquei outros cursos que tivessem esse mesmo universo e não encontrei muita coisa. 

— Você me disse um dia desses algo sobre zootecnia.

— É! Mas logo vi que essa profissão não estuda exatamente o que eu estive pensando. Acredito que meu destino é realmente ser biólogo. 

O orgulho que a Choi sentia nunca fora tão intenso.

— Ai, estou tão feliz que você quer seguir essa carreira. Uma pessoa tão próxima de mim, nunca achei que isso um dia aconteceria. É esplêndido!

— Mesmo? Está feliz por mim?

— É claro!

— Puxa... isso é ótimo... você é uma inspiração, sabe.

O coração de Yuju bateu forte. Ela inspirava o mais novo? Choi Yuju, uma mulher que tivera um histórico tão bagunçado, estava sendo a inspiração de um garoto? Isso é muito mais do que especial!

— Aaaaah, que amor, Jimin. Obrigada, pequeno. - ela aplaudiu rapidamente - Você vai conseguir muita coisa nessa carreira, eu tenho certeza!

— Eu que agradeço, noona, e... espera.

— Hm? O que?

— Pequeno? Eu sou mais alto que você!

— Mas continua sendo mais novo, ora essa.

— Mas eu sou maioooor!

— É nada, perto do Jungkook você é um toquinho.

— Ele é um peixe.

— Exatamente! Você é menor que um peixe, Jimin!

A cada de indignação do Park não poderia ser melhor.

— Que ultraje! Eu não sou baixinho coisa nenhuma!

— Aaah, é sim. - o tom provocativo da mais velha se tornou bem irritante

Ele se levantou da cadeira onde estava e ficou de pé diante da outra.

— Quer apostar? 

Ela se levantou num pulo e ficou diante dele. Os dois se aproximaram e ficaram cara a cara para compararem suas alturas. Impressionante como Yuju era tão alta como ele, a não ser por dois centímetros a menos. O que foi somente o detalhe que Jimin precisava para sorrir com cinismo.

— Viu como eu não tenho nada de pequeno? Sou mais alto que você, sim!

— São só dois centímetros comparado comigo. Você tem uma régua de distância do Jungkook! - ela fez língua

— Ele é uma criatura marinha de 2 metros de comprimento, o que eu poderia fazer? 

— Então você asssume que é pequeno? Afinal é bem mais novo que eu. Parece um bebezinho.

— Pareço nada!

— Parece, sim!

— Por que você é assim, hein, Yuju? - ele tentou forçar uma voz irritada, mas ela saiu aguda e esganiçada, a mulher riu

Iti, que gracinha.

— Iti coisa nenhuma!

— Ah, mas eu adoro quianxa. Olha a calinha de pepê dele, todo bicudo, quedo quedo.

Tamanha seja a ousadia!, o Park pensou. Fingiu que não estava ouvindo essa asneira e tentou voltar para o computador, mas ela não desistiu de sua provocação.

— Mas bebê não pode usar computador ainda. - fizera bico, Jimin arregalou os olhos

— Bebê uma pinoia!

— Que bebê você, Jimin, own... - forçou a voz que faz toda vez que vê um bichinho fofo

— Aaaaah, para com isso! - ele se levantou com as orelhas tapadas pelas mãos e começou a andar depressa pelo apartamento

— Ai, mas eu acabei de preparar sua mamadeira, Jimin! - ela foi correndo atrás dele - Volta aqui, neném!

Ele provavelmente passaria o dia todo no ritmo de correria para fugir da mais velha que agora levaria muito tempo para fazê-la mudar de ideia, porque por enquanto ela seguia perseguindo Jimin pela casa dizendo coisas como: Iti coisinha mais preciosa da mamãe, quedo quedo!

• • •

— Mas você volta? - perguntou o verdadeiro bebê, quando Yuju anunciou aos menores no dia seguinte que a sua humana iria para longe

— Volto, Jungkook, é rapidinho. - ela respondeu, sentada de joelhos diante do tritão, que estava recebendo cafuné do Park.

— Mas porque você vai pra longe? - embolou uma palavra na outra, quase não saiu

— Pra estudar, pimpolho. Yuju tem que fazer coisas de bióloga.

— O que faz uma abóbora?

— Não, bebê, bióloga. É para estudar os animais, as plantas, tipo você. 

— Mas aqui tem planta e animal, porque tem que ir tão distante? E se você esquecer de mim?

O olhar pidão do tritão era de dar tanto dó que Yuju sentiu que iria chorar. Park Jimin estava com os olhos marejados vendo como seu peixinho reagia à notícia. O grandão colocava o dedo escamoso na boca para diminuir a ansiedade e sua cauda não para de bater nas águas. A cientista não sabia o que dizer.

— Bom, é porque esse mundo é grande, bem grande. E tem muita coisa para ver e estudar, sabe... aí eu vou ter que ir lá para enxergar melhor, entende?

— Ah... entendi... - ele não tinha a menor empolgação no tom de voz - Como eu vou te ver, então? 

— Jimin vai sempre falar comigo por aqui, olha. - ela apontou para o celular, que por acaso o de Jimin fora mordido por EunHa quando ela o confundiu com um pepino-do-mar e ele teve que comprar outro

— Uh! E você vai entrar aí? 

— Não, vou usar a câmera. - ela apertou no ícone da câmera de fotos e o mesmo se abriu, revelando a função, Jungkook vira seu reflexo e fez um "o" com a boca. Yuju tirou uma rápida selfie - Viu? Quando eu chamar por Jimin por aqui, iremos nos ver pela tela, ok? Não iremos ficar sem contato.

— Oba! Então você nunca vai me esquecer, né?

Oh, meu deus. Yuju sentia tanta pena que seu coração estava apertado. Jungkook era tão puro... como alguém o odiaria?

— Noona não vai deixar você não, meu amor. Vem cá, dá abraço. - ela estendeu os braços e o tritão fora ao encontro dela 

Se abraçaram como uma mamãe abraça sua criança. O tritão enorme se apossou do colo da humana e ocupou seu tronco sobre as pernas dela, encaixando-se ali para um abraço bem apertado, que aprendeu a dar e receber com a própria bióloga. Yuju amava abraçar ele.

— Prometo que volto, ok? É bem ligeirinho, retornarei num pulo. 

— Uhum, Jungkook vai esperar. 

Jimin via-se tão emocionado que seus olhos estavam ficando vermelhinhos. 

— Tá chorando, Jimin? - Yuju provocou.

— Nem tô. - fungou o outro, limpando os olhos e fungando o nariz

A humana riu, e ele fez careta. Tomaram um susto os três quando EunHa apareceu de repente na superfície, com a carinha tão triste como a de Jungkook.

— Yuju vai embora? - ela perguntou, com sua vozinha tão meiga como suas feições

Ai meu deus, mais uma.

— É só uma viagem, bem rápido. Mas eu volto.

— Por que? - os olhinhos estavam rapidamente ficando marejados e a voz falha

— Preciso estudar, sabe aquela caixinha que você pegou? Vou estudar isso, entende?

A peixinha fungou e algumas lágrimas começaram a se formar. EunHa era extremamente apegada a Yuju. Todas as vezes que era visitada, sentia algo gostoso no coração, a boa companhia lhe fazia tão bem que a dificuldade para chorar não existiu quando ouviu, de lá do fundo, que a Choi estaria partindo.

— EunHa vai sentir muita falta de você. - ela foi nadando com os braços abertos para ir abraçar a humana

Yuju estava cercada de criaturas lhe abraçando. Todas com tanto amor e carinho por sua pessoa como crianças demonstrando que amam suas mães. A Choi acabou chorando junto com sua pequena, sendo abraçada e devolvendo o abraço aos dois que se deitaram em seu dorso, as lágrimas quentes de EunHa se misturando as águas do mar, e Jungkook, que também fazia carinha de choro e fungava furiosamente. Não queriam largar ela.

— Prometo que farei fotos de tudo que eu ver, e contarei as melhores histórias para vocês, ok? 

Um sonoro "ok" fora proferido pelos dois, e ela sorriu. Jimin chorava no cantinho.

— Eu ainda vou acabar colocando vocês pra morarem na minha banheira, para ninguém fazer nada de mal contra vocês. - ele murmurou, quando eles se afastaram da humana, EunHa ainda enxugava os olhos e Jungkook tirava uma lasquinha de escama que se entortou diante das outras

— Eu apoio. - a humana riu

— Banheira é o que? - Jungkook perguntou curioso 

— É uma coisa que humanos usam para limpar o corpo, sabe. A gente tem que tomar banho. - Jimin explicou

— O que faz num banho? 

— A gente lava o bumbum.

— Bumbum? - EunHa indagou - O que é um bumbum?

Jimin pensou mil vezes antes de responder.

— É isso aqui, que a gente usa pra ficar sentado. - ele se levantou um pouco e inclinou o tronco para o lado de modo que desse para explicar de modo breve o que é um bumbum

Jungkook ficou curioso com isso. 

— Bumbum? Deixa eu ver.

Não teve tempo de protestar, quando Jimin viu o tritão já estava lhe virando da bruço na areia rasa, fazendo o rapaz dar um grito de susto e então Jungkook viu o que era o tal bumbum. 

— Isso é o seu bumbum? - ele perguntou, olhando fixamente para as nádegas do humano, que estava com a cara enfiada na água e os braços se debatendo — É engraçado. - Jungkook cutucou uma banda com a ponta do dedo.

Fazia "poing, poing, poing". 

— Deixa, eu ver, pai. -  a sereia deu um puxão forte no quadril do Park para ver o bumbum dele — Que legal! Eu queria ter um desse!

Jimin estava tentando clamar pela ajuda da humana, mas ela se via ocupada morrendo de rir de um Jungkook que brincava de tambor com o bumbum do amigo. E ao lado EunHa espetava-o com a unha. Dentro da água ninguém ouvia ele reclamando.

Soltem a minha bundaaaaaaa!

— O que tem dentro? Vamos ver, EunHa! - o maior ofertou, os olhos dela brilharam, e estavam se preparando para puxar ver através da bermuda, Jimin nunca entrou em desespero tão grande

Mas Yuju interviu.

— Epa, epa, epa, vocês já viram bumbum demais hoje. - a mulher fez e os dois saíram de perto do pobre bumbum do humano

Jimin se virou rapidamente ao notar a barra limpa.

— Ufa! Como vocês são malucos! - ele disse com a cara cheia de areia

— Você tem um bumbum legal! - o tritão exclamou como se fosse algo como "o dia está bonito"

Jimin fingiu que não ouvira isso.

— Vocês são loucos. - a moça dos cabelos tingidos sorriu e então se pusera de pé - Acho que devo ir pra casa, preciso apressar minhas coisas da vida antes de viajar, não posso deixar o laboratório aberto e sozinho, acho que até amanhã estarei ausente nas redes sociais. Mas irei visitá-los antes de partir sem falta alguma.

— Sem problemas, noona. - ele se levantou para lhe abraçar - Qualquer coisa a gente usa uns tanques de guerra pra espantar qualquer invasor. 

A mulher riu.

— Bobo. - suspirou e se virou para o lado - Preciso ir, pequenos, vejo vocês em breve, ok? 

Jungkook estava ainda na água, olhando de baixo para ela, mas EunHa não estava ali. Estranharam.

— Ué, cadê ela? 

Yuju andou um pouco mais para a frente para ver e foi surpreendida com um enorme peixe saltando da água salgada e se jogando nos seus braços. Era EunHa, que havia nadado para longe e deu um impulso para poder abraçar a humana em pé. 

A grandona se atracou nos ombros da humana. Yuju amou esse jeito de se despedir. 

Logo depois ela também se despediu de Jungkook e fora então para casa. O crepúsculo fazia um espetáculo no céu, colorindo o mesmo com tons de laranja e lilás, as águas ficavam mais frias conforme as temperaturas baixavam, e pouco a pouco ia escurecendo. EunHa havia ido falar com Amoeba sobre a festinha da casca solta que os caranguejos estavam fazendo nas encostas dos corais e somente Jimin e Jungkook ficaram apreciando o cenário. Os cabelos de Jimin reagiam suavemente à força do vento. Jungkook parecia ocupado encarando o nada, deitado sobre o dorso do humano, a cauda vermelha vibrante atravessando suas pernas e os cabelos negros vívidos fazendo cócegas no pescoço do Park. Seus olhos pareciam muito abertos e por algum motivo, esbugalhados.

— O que houve, Jungkook?

Jungkook não respondeu.

— Jungkook? - ele cutucou seu quadril - Por que está assim?

Nada.

Ele remexeu seus ombros mais uma vez.

— Jungkook, o que tá acontecen...

A resposta fora rápida. Um arranhão nas pernas.

— AAAAAAI! - Jimin gritou quando sentiu as unhas passando com força na superfície da sua pele

Não conseguiu tomar outra atitude senão seguir seu reflexo e se afastar de Jungkook que, não sabia como, estava com uma feição irritada, os dentes pontudos para fora, os olhos dilatados e a pele mais pálida. Mas isso durou apenas cinco segundos, porque, veloz como um beija-flor, Jungkook simplesmente deixou Jimin e imergiu na água, sem deixar uma explicação sequer.

O tremor era evidente no corpo de Jimin, sentia que iria ser devorado ao encarar os olhos de Jungkook tão tenebrosos e diferentes. Relembrava o sonho que teve do tritão quando esteve dias afastado de si. Por que tinha sido arranhado? O que fizera? Jungkook estava bem, e de repente o machucou. O que isso significa?

Será o instinto de Jungkook? Ninguém estava ali para responder sua pergunta. E nem mesmo Jimin conseguiu ficar tanto tempo ali jogado na areia assim que a noite caiu, ainda morrendo de medo de ser ferido, o Park voltou correndo para casa.


Notas Finais


gente o jungkook ta doidão


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