História Trono de sangue - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Suspense
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Palavras 3.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Por favor, leiam tudo e presta atenção em todos os detalhes. Se não entender, não vai compreender o resto dos capítulos.

Tá meio longo por conta disso, DESCULPE se algum erro de espaço branco acontecer. ❤

Capítulo 6 - Quebra-cabeça


Fanfic / Fanfiction Trono de sangue - Capítulo 6 - Quebra-cabeça

O céu já estava escuro e o vento frio que encostava em minha pele sensível fez com que meu corpo pedisse para voltar pra casa. Eu não sei quanto tempo eu e ele ficamos no campo conversando mas tocamos naquele assunto que fazia meu corpo murchar.

- Você nunca procurou em saber o passado de seus pais? – Ele continuava a caminhar mas seu foco sempre era eu. Eu o encarei triste, queria dizer para ele o quanto dói falar sobre alguém que me abandonou sem nenhum motivo. Tem um motivo, mas ninguém quer me contar.

- Já tentei, mas não encontrei nada – Senti minhas lágrimas e segurei. Em hipótese alguma eu ia contar para ele quem eles eram, era outro segredo que eu precisava manter em sigilo, manter longe de todos inclusive de mim – Eu acho que eles estão mortos – Nicollas me olhou surpreso e assustado, ele não tinha palavras nenhuma para aquela situação, as palavras de Gordon quando ele me contou que encontraram os corpos deles, fez meu estômago virar.

Minhas pernas já estavam cansando, eu já conseguia enxergar a casa de Gordon e suspirei várias vezes por lembrar da nossa situação. Aquilo estava me matando e eu precisava dele muito mais do que imaginei, ele é o único que sabe toda a verdade, o único que tinha me aceitado e o único que me ajudou.

Uma vontade absurda de querer entrar no castelo e pesquisar todo o histórico da minha família gritou alto dentro de mim, eu precisava de alguma maneira falar para Nicollas me ajudar nessa situação, mais mentiras para ele.

- Sabe, eu acho que a história da assassina cruel está no castelo, não acha? – Eu disse olhando para ele. Parei na frente da porta do bar – Realmente foi verdade o conto? Você nunca teve curiosidade em saber? – Ele sorriu e aquele sorriso eu sabia o significado. Era verdade, ele tinha curiosidade.

- Boatos que existe livros e papéis contando tudo o que aconteceu – Tudo em mim dizia que a ansiedade estava atacando. Eu precisava urgente ler tudo aquilo – Outro boato é que existe uma pedra. A pedra que tudo vê. Você encosta na pedra e ela mostra o passado que você sempre desejou ver – A ansiedade atacou mais rápido agora, eu precisava roubar aquela pedra, precisava encontrar os registros. Eu preciso o mais rápido possível.

- Estão escondidos no castelo?

- Talvez. Eu já tentei encontrar mas é difícil, é um labirinto – Eu já tentei. Ele também queria ver com os próprios olhos alguma coisa que o marcou. – O único problema é que, você não pode escolher o que quer ver – Eu o olhei com cara de dúvida.

- Como assim?

- Apenas mostra o passado que te assombra – O arrepio tomou conta em mim e meu coração começou a acelerar. E se o passado dos meus pais não foi o que me marcou mais? – A pedra só mostra isso para você se livrar da curiosidade, mas ela só mostra uma vez e não se repete mais. – Aquilo não me agradou nem um pouco, eu precisava escolher o que eu queria ver, não a pedra.

- Será que conseguimos encontrar tudo isso hoje à noite? – Eu sorri maliciosa e ele apenas retribuiu. – Gosto de um pouco de aventura

- Então vamos fazer uma hoje – Ele sorriu ainda mais e eu quase pulei nos braços dele por ter aceitado em me ajudar – Eu conheço todas as passagens secretas, armadilhas e lugar dos guardas. – Me surpreendeu ele dizendo aquilo.

- E posso saber como você sabe?

- Todos nós possuímos lado ruim, Chloe. Eu apenas tenho o meu, de adquirir aquilo que não me pertence – Ladrão. Eu não conseguia acreditar que Nicollas era assim, por isso que ele já tentou roubar o que eu quero agora, ele era um ladrão.

- Estou descobrindo o seu lado sombrio e espero que você não descubra o meu – Eu abri a porta devagar para não fazer barulho e ele continuava parado sorrindo.

- No meio da madrugada eu tento acordar você, tente descansar agora. Já tenho um plano em mente – Ele com certeza era perigoso e nunca passou pela minha cabeça que era um bandido.

Eu apenas concordei com a cabeça e fechei a porta cuidadosamente. Estava um silêncio e escuro, imaginei que Gordon já tinha ido dormir, o bar não estava aberto mesmo sendo noite. O único dia que o bar era fechado.

Meu corpo ainda estava em choque, entrei no quarto e fiquei pensando por um bom tempo. Já tinha me arrumado, eu ia dormir pronta praticamente e minha cabeça só pensava: O que Nicollas esconde? Seria uma dupla perfeita, não seria?

Uma assassina e um ladrão.

                          ***


Meus olhos estavam pesados e um barulho me irritava. Uma pedra batia no vidro da janela e eu já imaginava quem era. Levantei-me rapidamente abrindo com cuidado a janela e o observei pelo segundo andar.

- Você vai descer logo ou tá esperando um convite especial? – Ele disse com um tom de voz engraçado e eu apenas fiquei rindo.

Olhei para baixo e encontrei caixas, eu estava arriscando mas eu percebi que o meu peso não ia incomodar, eram resistestentes e aguentaria o meu corpo. Nicollas observava cada movimento que eu fazia para descer com cuidado e eu estava com muito medo, confesso.

Depois de sentir meus pés no chão respirei aliviada, e ele apenas ria da situação.

- Não estou vendo a graça – Dei um tapa no seu ombro.

- Difícil ver você com medo – Ele continuava a rir e eu apenas encarava com um olhar diabólico. – Espero que não há movimentação nessa madrugada.

- Tem algum risco? – Começamos a caminhar em silêncio pelo reino observando tudo e apenas estava quieto e muito frio. – Não quero que me vejam, já estou com uma fama horrível – Apenas escutei uma gargalhada baixa dele.

Saímos do reino e chegamos na floresta escura, com certeza era muito assustador nesse horário. Caminhamos em silêncio e por incrível que pareça nada nos atrapalhou. Saindo da floresta percebi alguns pisos de pedregulho e eu reparei que estávamos do lado do castelo, mas em um lugar bem escondido.

Chegamos em uma “ponte” que levava para um porta de madeira velha. Estava cheio de musgo e o silêncio dominava aquele ambiente. Ele abriu a porta e mostrou um ambiente úmido e gelado.

- Tem certeza que isso é seguro? – Eu estava atrás dele tentando olhar o que tinha dentro mas estava escuro.

- Eu sempre passei por aqui – Ele pegou uma vela e ascendeu iluminando pouco o local – Aqui não tem nada, pelo que percebi é uma saída de emergência.

Ele andava e eu o seguia, eu estava agarrada no braço direito dele, não acreditava que o medo estava presente para mim naquele momento mas algo me dizia que não era uma boa ideia fazer uma visita.

Subimos uma escada e ele abriu cuidadosamente a porta, olhando para o lado e para o outro, estava livre, não tinha ninguém. Começamos a andar naquele corredor, ele apagou a vela pois as tochas já iluminaram o caminho. Estava muito quieto, apenas o vento fazia um barulho assustador. Ele me segurou para não continuar a caminhar, ele percebeu que tinha alguém andando e foi dar um espiada, ele deu um sinal e continuei a caminhar junto com ele.

- Está vendo aquela porta? – Ele apontou para uma porta de ferro com um guarda com armaduras douradas – Está lá dentro, precisamos distrair o guarda – Vai ser fácil para uma dupla impecável como a nossa. Ele explicou o plano e eu apenas concordei.

Ele jogou alguma bolinha na parede e eu percebi o guarda vindo em nossa direção, eu me escondi em um canto do corredor e ele entrou dentro de onde viemos, fazendo barulho com a porta o que chamou atenção do homem.

- Pode aparecer – O guarda disse com tom de voz firme abriu a porta com a maior força e logo Nicollas o puxou para dentro, o pobre guarda nem deu tempo de gritar. Eu olhei de volta para o corredor e nenhum homem estava ali, corri para a porta de ferro e percebi que estava trancada. Óbvio. Peguei um ferro fino que Nicollas me entregou e mexi dentro da fechadura esperando o barulho certo.

Consegui.

A porta se abriu, mas o pior de tudo é que escutei uma voz familiar, Gaspar. Ele estava conversando com guardas no corredor e estava caminhando até nossa direção. Eu entrei no local desesperada antes que ele chegasse e Nicollas ainda estava longe, ele correu na minha direção e Gaspar apareceu, fechamos a porta o mais rápido possível.

- Ele desconfiou? – Disse ofegante

- Não sei – Ele também estava ofegante, mais que eu.

- E agora? Qual é o próximo passo?

Ele pegou uma tocha que estava do nosso lado e seguiu em frente.

- Agora é chegar no final disso tudo

- Fácil assim? – Ele parou de caminhar e olhou para trás

- Chloe, eu já disse que isso é um labirinto, podemos ficar aqui a madrugada inteira e ainda nem vamos encontrar o que você quer tanto – Me arrepiou, agora eu estou assustada. Olhei para trás observando a porta de ferro e engoli seco, corri em direção de Nicollas com o coração na mão.

                        ***


Não tinha acontecido absolutamente nada, caminhamos por muito tempo e eu sentia minhas pernas bambas. Nicollas continuava a ficar concentrado e a tocha ainda estava intacta. Eu já estava com sede, não existia janelas, não existia iluminação, eu não sabia se já era de manhã. Se Gordon perceber que eu e Nicollas não fomos para às aulas de hoje e acontecer algo muito suspeito, vão colocar a culpa em mim.

- Que estranho – Nicollas abaixou-se e começou a passar os dedos no chão.

- O que aconteceu? – Até a minha voz estava fraca.

- Armadilhas foram desfeitas – Ele passava a mão na parede de pedra úmida procurando por algo e voltou a observar o chão – Pegadas recente. Alguém esteve por aqui um pouco antes de nós – Engoli seco. Será que a pessoa ainda estava aqui? Esperando por nós?

- Estamos perto. Eu não acredito – Ele suspirou e apertou a tocha – Se as armadilhas sumiram a probabilidade de encontrarmos mais rápido está alta.

- Mas se for uma armadilha chegar lá? Já que desfizeram outras. – Ele suspirou novamente sabendo que eu podia ter razão.

- Vamos descobrir chegando no destino – Ele apressou o passo e tentei acompanhá-lo. Sentindo meu coração acelerar eu sabia que estávamos perto, eu sabia que nós podíamos cair em uma grande armadilha e ser pegos. Eu não queria pensar na consequência disso.

Ele parou e eu entendi a razão, uma porta grande. Eu não queria nem saber o que estava nos esperando. Ele encarou a porta que estava na sua frente, ele também estava com medo e eu não queria deixar uma pressão. Ele me entregou a tocha e pegou sua faça afiada, se acontecer alguma coisa ele ia defender. Ele empurrou a porta pesada segurando a lâmina afiada esperando por um ataque surpresa mas não aconteceu nada, só aconteceu de eu ficar surpresa demais. Uma biblioteca enorme.

- Mas que merda é essa? – Apaguei a tocha já que tudo estava iluminado. Eu andava e olhava ao redor muito surpresa de boquiaberta, por que diabos tem uma biblioteca fantástica escondido no fundo do castelo?

- Eu não imaginava que isso existia – Ele também estava surpreso, olhava para todos os livros nas estantes.

O lugar era fantástico, com estantes que chegavam até o teto, todos os cantos tinha uma estante com livros, agora imagina o que está escrito nesses livros, o tanto de história que precisa ser contada.

Ele começou a olhar para tudo, agora era a hora de eu encontrar os registros do passado da minha família.

Eu não encontrava nada, era apenas histórias infantis e eu já estava com minha paciência esgotada.

- Chloe vem aqui, rápido! – Eu o corri na direção dele que estava grudado em um livro em cima da mesa – Olha para isso, é um registro de Charlotte. A rainha de sangue. – Céus! Que porcaria é essa? Cada linha era uma facada, apenas citava coisas horríveis da mulher.

- Então essa é a assassina cruel? – Encarei o livro

- Acho que sim – Ele seguia o dedo nas linhas – Então o conto é totalmente verdade. Caramba estou assustado – Ele começou a rir

Quem estava assustada era eu, Charlotte Reynott também foi uma assassina. Assim como eu, riqueza apenas para si, o egoísmo dominava. Eu me afastei dele e comecei a ficar com dificuldade em respirar, eu achava que era apenas um conto.

- Caralho, escuta isso – Nicollas fez questão de gritar – Todas as rainhas Reynott tiveram uma filha mulher, nenhum filho homem. Todas elas casaram com homens de diferentes famílias, mas apenas o sobrenome Reynott continuou no auge. Contudo, os homens adquiriram o sobrenome das esposas.

- Que bizarro – Foi a única coisa que eu conseguia falar naquele momento.

- Charlotte é mãe de Daiana – Cada informação que Nicollas falava, fazia com que meu coração parasse – No livro apenas fala que todas elas tiveram apenas uma filha. – Eu andava de um lado para o outro, espantada com tudo aquilo.

- Após a morte de Charlotte e do rei Luiz, eles deixaram uma filha de 7 anos chamada Daiana. Casou-se muito jovem com Henrique. – Parece que nada fazia sentido para mim, eu queria queimar aquele livro – Quando uma família de geração a geração da à luz a sete mulheres, a sétima filha é considerada uma bruxa. Daiana era a sexta filha, ela deu à luz e assim nasceu a sétima: Ester. – Meu corpo todo quis desmoronar, minha mãe era considerada uma bruxa. Mas eu tinha certeza que isso não era o único motivo. Eu precisava descobrir.

Um objeto que chamou mais atenção com certeza foi o que estava dentro de um pilar de vidro, com uma almofada vermelha, a pedra. Era roxa e pequena, brilhava muito, era fantástica. Nós dois chegamos perto esquecendo o livro, e Nicollas colocou uma luva de couro que se encontrava ao lado do pilar. Ele abriu a caixa de vidro e pegou a pedra e deixou na mão, na qual usava a luva.

- Está preparada? – Ele observava encantado com aquilo. A pedra brilhava cada vez mais quando eu chegava perto, parecia que me chamava. Eu suspirei muito, fechei os meus olhos e finalmente a toquei e eu não senti meu corpo depois disso.

Tudo estava escuro, apenas abri os meus olhos e a cena estava preto e branco, eu estava tendo um flashback.

- Mas você não percebe isso, Ester? – Uma mulher de cabelos loiros gritava com outra mulher – Você não merece estar nesse lugar, você tinha que estar no inferno.

- Cala a boca, você é uma mentirosa, você mentiu sua identidade para todos e escondeu o mal que está dentro de você. Você está expulsa de Adallon. Jamais entre aqui, sua covarde.A mulher de cabelo castanho gritava com a loira.

- Você acha mesmo que consegue me expulsar? Você está fraca A loira pegou uma faca e apontou para a barriga da morena, a morena estava grávida. – Isso aqui é um pecado. Ninguém vai amar esse bebê, nem você, nem seu marido, nem sua filha e nem o reino. – A morena começou a chorar e tirou a faca da mão da outra.

- Você é um monstro e sempre será.

Depois de me sentir presa, uma imagem branca me assustou ainda mais, achei que ia acabar mas eu percebi que não ia, era outra cena.

Era a mesma loira, machucada cheia de sangue e a morena que não estava grávida, acho que já tinha dado à luz. Porém ela estava ensanguentada também. A morena não parava de chorar, uma criança apareceu gritando.

- Você é uma bruxa – A menininha chorava muito, seus olhos já estavam inchados e correu em direção para uma das mulheres. Uma delas a empurrou fazendo com que a menininha batesse a cabeça e começou a sangrar jogada no chão.

Tudo parou, eu tentava abrir os olhos e escutava alguém gritando no meu ouvido.

- Chloe, por favor acorde preciso de você aqui – Nicollas batia na minha cara levemente para eu acordar – Nos acharam vamos logo, Chloe – Eu estava deitada no colo dele e senti meu nariz sangrando, levei meus dedos para sentir e apenas encarei o sangue nos meus dedos.

Ele me levantou muito rápido e colocou a pedra dentro de uma bolsa que encontrou na biblioteca, sentia o chão tremer. Guardas.

Nicollas puxou a minha mão para uma porta do canto do lugar e fechou, ele ainda me segurava, eu não conseguia correr direito mas eu enxergava uma luz. Fiquei espantada ao perceber que estávamos no castelo ainda, a porta não levava para saída mas sim para outra metade do castelo. Já que nós não podíamos voltar para o caminho que viemos.

Ele continuava a me puxar e eu não sentia nada, minha cabeça estava me matando eu precisava dormir mas naquele momento eu não podia.

- Nicollas.... Eu.. – Disse com voz fraca e comecei a fechar os olhos, eu não aguentava meu corpo então eu apaguei. Desculpe.

                         ***


A minha cabeça estava latejando, parecia que ia explodir de qualquer custo. Meus olhos estava inchados e um pano gelado estava em minha testa, olhava ao redor e percebi que já estava no “meu” quarto. Eu só lembrava de dizer milhares de vezes desculpa para Nicollas e ficar tudo preto. Caralho. Lembrei-me o que eu tinha feito e comecei a me desesperar. Até alguém entrar naquele quarto, respirei aliviada.

- Finalmente – Ele sorriu e deixou um prato de comida na estante – Você apagou por muito tempo.

- Descobriram?

- Não, depois que você apagou eu peguei você no colo e consegui fugir para floresta. Você estava com o nariz sangrando e muito pálida. Consequência da pedra, então, me diz o que você viu? – Eu peguei a comida que estava no prato e comecei a mastigar, ganhando mais tempo para me enrolar.

- Nada demais, já estava esperando por isso. Parecia um quebra-cabeça mas faltando as peças, eu não entendi nada do que aconteceu. – Eu não entendo como aquilo me afetou no passado o que tem haver comigo isso? Por que a pedra me mostrou isso? Como faz pra escolher o que realmente quero ver, aquilo não me assombra nem um pouco. Eu acho.

Ele se aproximava mais de mim, com aquele mesmo sorriso malicioso. Ele parou na minha frente levando seus dedos ao me rosto me fazendo algum carinho, fechei os olhos sentindo aqueles dedos macios em mim. Ele segurou forte na minha nuca e me puxou para mais perto dele, mais uma vez senti sua respiração e o desejo aumentou. Eu apenas depositei um beijo na sua bochecha e ele sorriu, me soltou e fechou a porta com tudo. Finalmente vou sentir ele dentro de mim. Ele voltou rapidamente e começamos mais um beijo selvagem, o movimento da língua era picante, ele desceu suas mãos apertando minha bunda e logo parei de beijá-lo. Tirei sua blusa, mostrando todo o seu corpo definido, os músculos chamava muito atenção e eu comecei a ficar animada com aquilo, ele era mais bonito do que imaginava.

Eu o empurrei para a cama, logo ele mostrou um sorriso que me deixou fora de mim, fiquei por cima dele e o voltei a beijar. Ele tirou minha blusa, e eu esqueci que não estava com nada por baixo, minhas bochechas ficaram vermelhas e ele apenas encarava os meus seios, eu fiquei corada. O beijo estava ficando cada vez melhor e os nossos corpos estavam colados e quentes, eu o sentia subindo, precisava daquilo mais do que nunca. No meio do beijo ele passava os dedos na minha costa e logo chegou na minha calça, ele tentou tirar e não conseguiu o que fez nós dois rir. Eu estava me movimentando demais em cima dele, era inexplicável ver o rosto dele me querendo tanto, mas acabou que o clima foi cortado após perceber que Gordon tinha acabado de abrir a porta vendo nós dois daquele jeito.

- Gordon? – Gritei saindo de cima de Nicollas e pegando minhas roupas no chão e escondendo a parte que eu estava nua. Nicollas apenas pegou sua blusa e vestiu, sentando na cama.

- Eu queria saber como vocês estavam, ninguém desceu. Queria conversar com vocês sobre o baile de amanhã – Ele falou muito calmo ignorando o fato de ter pego nós no flagra.

- Tudo bem, já descemos para conversar sobre esse assunto – Nicollas levantou-se e Gordon fechou a porta deixando novamente eu e ele a sós.

- Vai ser difícil fazer o que mais queremos, não é? – Ele riu e eu no canto do quarto ainda em choque, ri disfarçadamente. Eu não acredito, estava tão perto.

Descemos e percebi que tinha mais gente do que imaginei, Gordon estava conversando com algumas mulheres no balcão.

- Bom, esses são os jovens que vocês irão fazer as roupas – Costureiras? Vamos precisar realmente de uma roupa nova para aquele baile tão ridículo?

Tudo estava me abalando, a pedra por ter roubado, o passado que me mostrou, o amor proibido com Nicollas, minha péssima relação com Gordon, o baile e ainda o dia de competição, estava chegando. Eu precisava mostrar que eu era a mais forte de todas, mas será que suportando tudo isso calada e mentindo para todos já não é ser forte o bastante?

Uma mulher com tesoura e agulha me chamou para um canto, ela pegou um espelho grande que mostrava todo o meu corpo na minha frente, eu estava acabada como que não estava percebendo isso? Ela começou a me medir, em todas as partes do corpo e assim como todos, apenas a observava.

- Qual a cor do vestido que você vai querer, garota? – A costureira perguntou medindo meu corpo, mas antes de abrir a boca para falar alguém já tinha feito isso por mim.

- Eu quero o vestido dela com cor de sangue – Gordon falou me observando e eu o encarava através do espelho. Eu sabia o motivo por ele ter escolhido a cor, aquela frase fez um impacto pra mim. A vida toda ele vai continuar a me odiar, ele tem razão, eu sei que sou um monstro mas mesmo assim ele me ajuda. Mesmo sabendo que eu matei sua esposa, sabendo que pertenço a família Reynott, ele continua uma pessoa gentil comigo. Ele fez o mesmo que Helena, me acolheu sabendo quem eu sou e de todas as mentiras. Espero que eu não faça a mesma merda. Respire Alyssa, você ainda não pode mostrar todo o seu lado sombrio.


Notas Finais


❤❤

Juro que não sei se só eu vejo o bug KKKKKKKKKKKKKK


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