História Trouble - Capítulo 8


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags Hemmings, Luke
Visualizações 28
Palavras 1.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olaaa

se quiserem ler escutando algo, sugiro o cover de i miss you do 5sos

sem spoilers, mas vocês vão entender o porquê

Capítulo 8 - Forgot


Fanfic / Fanfiction Trouble - Capítulo 8 - Forgot

 

 

 

 

Luke, aqui, por favor! Onde está a garota misteriosa?

 

Luke, boatos de que você e Jasmine estão noivos, é verdade?

 

Fontes próximas disseram que você está passando por momentos difíceis, isso é verídico?

 

Luke, é verdade que...

 

Luke, Luke, Luke...

 

 

 

Minha cabeça girava, enquanto os seguranças puxavam meus braços com uma força tremenda. Pessoas puxando minha camisa, meu cabelo, minha privacidade.

Até que a porta do carro foi aberta e o homem me lançou no interior do veículo. 

— Luke, você tem uma entrevista na rádio Summer agora, já confirmei a sua presença.— Stace, secretária da banda, olhou-me pelo retrovisor— Ah, também tem o jantar de início da turnê às 9, nós precisamos pegar um voo assim que a entrevista acabar.

Assenti com a cabeça, arrumando o resto do cabelo que ainda restava na minha cabeça.

Olly Murs tocava na rádio. Desliguei-a no mesmo minuto.

— Michael ligou pro seu celular.— Deu-me o aparelho— Disse que era urgente, mas não falou sobre o que se tratava.

Disquei seu número rapidamente.

— Luke?— Sua voz soou um tanto quanto rouca.

— Oi Michael.— Encostei a cabeça no encosto— Stace disse que você queria falar comigo.

— Sua mãe me ligou.— Meu coração parou de bater por um segundo— Disse que queria falar com você, mas seu celular estava fora de área.

— Ele estava com Stace.— Suspirei— Obrigada Mike, nos vemos daqui a pouco.

Fechei os olhos, passando a mão pelos cabelos.

— Tudo bem Luke?— A mulher desviou o olhar da tela do celular por um segundo, mas logo voltou sua atenção a ela.

— Sim.— Disse, com o celular no ouvido.

A chamada demorou. Os bips eram inacabáveis, e, quando eu estava prestes a desligar, ela atendeu.

E minha respiração ficou descompassada.

— Luke, por onde você esteve?— Ela falava com certa altura— Faz semanas que não dá notícias!

Foi aí que meu peito apertou.

— Me desculpe.— Sussurrei, com a garganta seca.

— Amanhã é aniversário do seu pai.— Pareceu impaciente e levemente entristecida— Que horas é o seu voo? Porque eu e Ben vamos comprar os enfeites, por isso precisamos saber a hora que você... 

Olhei de relance para Stace, que negou friamente com a cabeça.

— Mãe, amanhã eu tenho compromissos, você sabe.— Falei, um tanto impaciente— Não posso simplesmente desmarcar tudo e voar para a Austrália. Não é assim que as coisas funcionam.

Ela não falou nada. Apenas ouvi a sua respiração pesada do outro lado da linha.

— Você vai faltar o aniversário do seu pai?— Sua voz soou trêmula.

— Sim, me desculpe.— A secretária assentiu brevemente com a cabeça, dando-me um pouco de suporte.

— Ok.— Ela falou, suspirando— Até breve.

E a ligação cessou.

— Chegamos.— Uma voz percorreu meu ouvido, e eu me preparei psicologicamente para enfrentar multidões de novo.

Dessa vez fui de cabeça baixa. As vozes eram tantas, que meu cérebro não conseguiu assimilar todas. Meu corpo sendo puxado, que antes me trazia a singela sensação de ser amado, agora eram frias e altamente invasivas. Meus movimentos eram guiados por homens grandes, que me escoltavam no meio das pessoas.

E foi até que eu vi o rosto de Calum no interior do prédio. Ele conversava com alguém ao telefone, mas, quando me viu, abriu um sorriso familiar.

Andei até eles, que tomavam seus copos de café na recepção da rádio.

— Eai cara.— Ashton deu leves batidas nas minhas costas— Você sabe que vão fazer varias perguntas sobre a sua vida amorosa.

Michael remexeu-se desconfortável.

— Eu sei.— Falei, dando de ombros— Não é como se eu não soubesse.

— E tudo bem pra você?— Hood percebeu o incômodo  de Michael— Sabe, se você não quiser, nós podemos...

— Eu não sou uma criança pra vocês me tratarem assim.— Sorri irônico, dando uma golada do café recém colocado na mesa— Eu sei me cuidar.

— Mas Luke, nós sabemos o que aconteceu.— Foi a vez do colorido tomar a voz— E também sabemos o que você fez, não precisa ficar na defensiva, somos seus amigos.

Suspirei impaciente.

— Chega!— Ergui um pouco a voz— Se vocês são mesmo meus amigos, parem de falar da minha vida como se fosse a merda de uma revista de fofocas!

Todos se calaram, voltando a atenção para seus respectivos cafés.

Um homem alto e magro nos guiou até uma sala espelhada, dando um fone de ouvido para cada um de nós.

Brad e Tiffany, apresentadores já conhecidos por mim, anunciaram o começo do programa com um trecho de She Looks So Perfect.

Não tinha como ser mais previsível.

— Bom, estamos aqui com 5 Seconds Of Summer!— Brad comentou, animado.

— Banda altamente comentada na última semana.— Tiff sorriu, olhando diretamente para mim— Principalmente você Hemmings! Então, como você está?

Ela pelo menos teve a decência de perguntar como eu estava. Não que fosse realmente interessar a ela.

— Eu estou bem, e você?— Sorri simpático, devolvendo a pergunta.

— Estou melhor quando soube que você está solteiro de novo!— Ela piscou, brincando— O que você tem a dizer sobre isso?

Olhei para os meninos, mas nenhum estava disposto a me ajudar.

— Bom, você sabe como é...— Pigarrei— Não é fácil conciliar um relacionamento com o trabalho.

O que de fato não era mentira.

— Temos apenas duas perguntas para você hoje.— Brad disse, chegando às folhas em suas mãos— Sabe, para não comprometer a sua privacidade.

Que generoso, quem diria.

— A primeira é,— Ele continuou— Sabemos você andou saindo com a modelo Jasmine. Ela nos disse que vocês estavam firme, mas por problemas familiares você tem se ausentado um pouco na relação, isso é verdade?

Arqueei as sobrancelhas.

— Sim.— Engoli seco— Nos nos encontramos algumas vezes, você sabe, ela é uma garota incrível. Mas, como eu disse, é difícil conciliar, apesar de eu estar tentando.

Ele assentiu.

— E a pergunta que não quer calar,— A loira fitou-me— Eu vi, Brad viu, todos viram. Hailey Mary Stuart, uma garçonete. Esse nome é familiar para você?

Todos me olharam em uma fração de milésimos.

— Pra ser sincero, não.— Cocei a cabeça— Um pouco familiar, mas não consigo me recordar agora.

— Tem certeza?— Ela perguntou— Fontes avistaram vocês dois nos últimos dias, saindo de um bar, em uma cafeteria. Temos fotos de vocês Luke.

— Bem, muitas fãs me seguem de vez em quando.— Dei de ombros— E elas normalmente sabem que eu frequento esses lugares na minha rotina.

— Então você está dizendo que não conhece essa garota?— Confirmou.

— Eu devo ter dado um autógrafo a ela, ou uma foto, não sei.— Continuei— Mas eu não conheço essa tal de Hailey, são só boatos.

Ela assentiu com a cabeça, continuando a entrevista. E, no fim, ela tocou uma música. Achei que fosse algo como Katy Perry ou Selena Gomez.

Mas ela tocou nosso cover de Blink 182, talvez na tentativa estúpida de me fazer voltar atrás com a minha resposta. E, num ato covarde, me fez lembrar que meu coração andava estupidamente dolorido nos últimos tempos.

E o nome da música fazia jus a isso.

Enquanto Michael tirava os fones e desligava o microfone, eu me perguntei se ele não notara aquele gesto. Me perguntei se ele não enxergava que meu peito doía tanto que eu podia gritar pra todo mundo ouvir.

Mas ele não notou. Apenas seguiu seu caminho rumo à porta, assim como eu.

Peguei uma garrafa de água no caminho rumo ao carro. E nenhum de nós ousou quebrar o silêncio, apesar de que minha cabeça andava bem barulhenta ultimamente.

Não é como se eu tivesse escolha quanto a isso.

 O aeroporto estava lotado. Apesar do meu recém esclarecimento sobre a minha vida amorosa, as pessoas optaram continuar suas especulações. E gritavam tanto ao meu redor que tudo girava.

Apesar de escoltado, pude enxergar uma garotinha tentando se aproximar. E fui até ela, parecendo até um poço suicida da minha parte me afastar do segurança.

Agachei na sua frente, passando o dedo pelos seus cabelos.

— Luke, você está feliz?—Ela perguntou, tentando ser escutada— Porque você não parece está feliz.

Olhei nos seus olhos verdes-musgo. Ela parecia entristecida.

— Eu estou bem.— Sorri minimamente.

— Você não precisa mentir, minha mãe disse que mentir é feio.— Olhou de relance para a mãe ao seu lado, vendo-a sorrir— Eu amo você Luke, não fique triste, se não eu também vou ficar.

Meu coração se apertou. Dei um beijo na testa dela e segui rumo ao portão de embarque.

Meu corpo estava anestesiado.

Nenhum dos meninos parecia querer falar comigo, e eu agradeci mentalmente por ter pegado um assento sozinho no avião rumo a Los Angeles.

Talvez eu não vá suportar passar de carro pelo bar enquanto vou rumo a gravadora. Talvez eu não consiga escutar Olly Murs sem querer jogar o rádio pela janela.

E só talvez eu não consiga ser feliz por ora.

E foi nesse momento que eu desmoronei.

Várias lágrimas caíam pelo meu rosto e a sensação que dava era de afogamento. Uma dor lenta e sufocante. Meu peito doía tanto que eu mal conseguia respirar.

Mas eu me recompus enquanto o avião pousava. A viagem não era longa, e eu me xinguei mentalmente por não me lembrar disso, e aparecer em público com o rosto parecendo um tomate.

Coloquei os óculos escuros e mais uma vez segui rumo a gravadora.

Mas dessa vez eu peguei outro caminho. 

 

 

 

 

 



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