História Trouble - (Hiatus) - Capítulo 28


Escrita por:

Postado
Categorias Justin Bieber
Visualizações 165
Palavras 2.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Finalmente!!! Já estava sinto falta disso aqui <33
Boa leitura, nos vemos nas notas finais! <3

Capítulo 28 - Doubt


Fanfic / Fanfiction Trouble - (Hiatus) - Capítulo 28 - Doubt

No capítulo anterior...

- Quer namorar comigo? - me interrompeu, fazendo-me arregalar os olhos com o que tinha ouvido. 

Encarei-o, não conseguia acreditar em tudo aquilo, era muito informação para a mesma semana, para o mesmo dia. 

Eu apenas me aproximei e o colei nossos lábios. 

- Eu devo encarar esse beijo como um sim? - afirmei com a cabeça, sorrindo. - Eu estou apaixonado por você, star girl. Você é a melhor parte de mim, Mel. Você me faz ser melhor.)

Realmente parece mesmo que o universo e muito menos as pessoas queriam nós juntos. 

08 de Julho de 2013, segunda-feira - Stratford, Canadá - 17h40min.

- Quer namorar comigo? 

Nossos lábios colados em um perfeito beijo foi a melhor resposta que eu poderia dar. 

- Eu estou apaixonado por você, star girl.

Despertei com a voz da aeromoça, depois de sonhar com a noite de ontem pela trigésima vez. 

- Bem vindos ao Rio de Janeiro. São cinco e quarenta da tarde, horário local. Por medidas de segurança queiram permanecer sentados com cintos afivelados até que os sinais luminosos tenham sido apagados. Passageiros em trânsito para... 

Finalmente cheguei, já conseguia me sentir em casa. Eu estava inquieta e eufórica por, finalmente, poder ver minha família. As ligações de vídeo já não supria a falta que eu sinto deles a muito tempo. 

E pensar que já faz quase um ano que estou morando em Nova Iorque e quase um ano que não os vejo. O tempo passa muito rápido. 

Peguei minhas malas e a vontade de chorar já era grande. Assim que saí pelo portão de desembarque, vi minha mãe, minha visão ficou embaçada por causa das lágrimas que invadiam meus olhos e escorriam pela minha bochecha. 

Com meu coração acelerado, não pensei duas vezes em correr até eles. 

- Meu amor, que saudades! - minha mãe abraçou forte e quando vi, todos os meus familiares presentes tinham se juntado em um abraço coletivo ao redor de nós duas.

Nenhuma palavra foi dita depois da frase de minha mãe, e se foi dita, eu não escutei. Eu estava tão concentrada no abraço confortante e seguro da minha mãe que não prestei atenção em mais nada. 

Depois de mais algum tempo, me separei do abraço e abracei meu pai, onde passei mais uns minutos envolta em seus braços. 

- Está com mais cabelos brancos. - falei, risonha enquanto observava-o.

- Engraçado, eu iria dizer o mesmo pra você. - ele falou, brincalhão e eu ri, abraçando-o novamente. 

- Não sentiu falta do seu irmão lindo? - escutei a voz tão conhecida por mim e me virei, dando de cara com ele que tinha um sorriso brincalhão no rosto. 

Sorri e mais lágrimas vieram, abracei-o com urgência, recebendo um abraço apertado de volta. 

- Senti sua falta, maninha. - ouvi-o dizer e sorri. 

- Também senti sua falta, idiota. - ele me encarou e revirou os olhos. 

- Você me ama muito, né? 

- É, um pouquinho. - dei de ombros e rimos. 

Logo senti puxarem levemente minha calça, olhei para baixo e sorri.

- Caramba! Como você cresceu, mocinho! - ele sorriu e estendeu os braços. - Será que eu consigo te pegar no colo ainda? Você tá enorme! - falei, pegando-o no colo. - Como você tá?

- 'Tô bem. Sabia que meu primeiro dente caiu? Mamãe disse que não ia doer, mas doeu. Papai disse que eu tinha que ser corajoso igual o super-homem, aí ele colocou a linha no meu dente e amarrou na porta e...

- Arthur, deixa eu falar com sua tia. - a voz doce e paciente da minha irmã soou e eu me virei, encarando-a. As lágrimas teimosas começaram a cair novamente. Hoje eu estou sensível, ok? 

- Espera aí! Ele está contando um caso de tortura que sofreu pelos pais! - rimos e eu abracei de lado, já que Arthur ainda se encontrava em meu colo. 

- Pensei que você não voltaria mais. 

- Já disse que você é dramática? - perguntei, sorrindo de lado. 

- Umas milhões de vezes. - falou, com desdém e rimos.

- Cadê o Heitor? - perguntei. Coloquei Arthur no chão e ele correu em direção ao meu pai.

- Estou aqui, cunhada! - me virei e ri com a situação em que ele se encontrava. Segurando duas bolsas, uma rosa e uma lilás, as duas tinham detalhes de flores. Na rosa tinha o nome bordado: Luísa; na lilás: Lara. 

Ele segurava as gêmeas, uma em cada braço e sorriu amarelo. Isabela riu e pegou uma das bolsas e uma das gêmeas. Ele suspirou e me abraçou de lado cuidadosamente, já que ela dormia. 

- Meu Deus, elas cresceram tanto. - falei, fazendo carinho nelas. 

- Vamos? A família toda está te esperando lá em casa. - meu pai falou empolgado e eu sorri. Me sentia em casa, mal podia esperar para ver o resto do pessoal. 
 

Depois de cumprimentar todos os meus tios e primos - e matar a saudade, é claro -, eu e minha avó conversávamos. 

Eu estava tentando não ficar chateada com meus pais e meus irmãos, mas estava difícil. Meus pais venderam nossa antiga casa e se mudaram para o subúrbio. Tudo bem, eu entendo que eles tiveram problemas financeiros e meu pai perdeu todas as ações que ele tinha na empresa em que ele trabalhava, mas eles nem falaram nada para mim, sabe? 

Pelo o que minha avó me contou, eles se mudaram já faz quatro meses. QUATRO MESES! Meu pai conseguiu um emprego aqui perto e eles estão se firmando novamente, o que é bom. 

- Está tão magrinha, já comeu? Olha, eu fiz um strogonoff que você adora e... - ri. 

- Já comi, vó. Não se preocupa. 

- Está tudo bem por lá? Tem muitos amigos? E aquele seu namorado? Como ele está? - disparou perguntas e eu ri. 

- Está tudo bem sim, vó. Eu fiz algumas amizades, eles foram muito legais comigo. - respondi, ignorando a última pergunta.

- E o seu namorado? Você não me respondeu. - riu, sabendo que tinha acontecido algo. - Você nunca mais falou dele. 

Pois é, em uma das minhas ligações de vídeo para a minha família, Ross acabou participando e se apresentando para quase toda a família. Eles adoraram ele, depois que nosso relacionamento acabou, eu preferi não falar nada, apenas parei de falar sobre ele. 

Ainda que eu estivesse muito concentrada em matar a saudade e conversar muito com minha família, vez ou outra, eu me via pensando no Justin e em tudo o que aconteceu. 

Apesar de eu ter ficado muito feliz e ter - mais ou menos - aceitado seu pedido de namoro. Eu me sentia insegura em relação a isso, sabe? Justin é muito inconstante, quantas vezes ele não mudou de ideia em relação a nós dois? Em relação a tudo? Então, quando nos separamos daquele beijo, eu...

- Flashback on - 

- Isso foi um sim? - perguntou sorridente. 

- E-eu... Eu não sei, Justin. 

- O quê? - riu sem humor. 

- Eu... preciso pensar. - falei, receosa do que ele iria pensar. - Eu estou indo para o Brasil amanhã, não é bom começo de relacionamento, não acha? - ri, ainda receosa. - Eu vou passar todos esses dias fora, quando eu voltar, a gente conversa, ok? 

Ele me encarou por alguns segundos, considerados por mim, horas infinitas. 

- Tudo bem. Estou tentando fazer as coisas certas agora, você quer tempo para pensar, ótimo. - falou, dando-se por vencido. 

- Flashback off -

- Mel?! - minha avó chamou e eu despertei-me de meus próprios pensamentos.

- Oi, ah... Acabou. - ela olhou-me curiosa. 

- Poxa, ela era um rapaz tão cordial, educado, todo mundo gostou dele. Claro que tinha a parte chatinha de você ter que traduzir tudo o que ele falava, mas... - rimos. 

- É, acontece. - suspirei, ela ainda olhava-me esperando qualquer explicação. 

Minha avó sempre foi uma de minhas confidentes e depois que meu avô morreu, nós ficamos ainda mais próximas. 

- Ele realmente é uma pessoa maravilhosa, eu que acabei errando com ele. - ainda tinha vontade de conversar com ele, mas depois de ver ele com aquela garota naquele dia, não sei se eu ainda posso fazer isso. - Tinha medo de estragar o que tínhamos e acabei eliminando toda a confiança que ele sentia por mim. Mas eu tô bem, sério. 

Eu realmente estava bem, mesmo que ainda tivesse vontade de esclarecer tudo. No momento, a única coisa que me vinha a cabeça era Justin. Queria ligar para ele, queria dizer o quanto eu quero ficar com ele e esperava muito que tudo desse certo para nós dois. 

- Mel! Vem logo, tio Otávio vai ligar o karaokê! - Yuri, um dos meus primos, me chamou. 

Ele estava super animado, com certeza, era uma das melhores partes das festas que tinha na minha família. Minha avó riu e me empurrou de leve em direção a ele. 

Não demorou muito para eu e mais alguns familiares estarem na frente do karaokê cantando absurdamente ruim. Talvez porque alguns dos meus tios já estivessem bêbados e eles não conseguiam pronunciar corretamente as palavras.

 

 

Depois de conseguir me "livrar" do karaokê - que agora era dominado por bêbados -, eu vim para a cozinha, onde a maioria das mulheres se faziam presentes. E se acham que estavam cozinhando ou algo do tipo, erraram feio. Elas estavam conversando, serei mais específica, fofocando. 

- Eu tenho certeza que o Mateus tá namorando, mas vocês sabem como ele é calado. - ri ao ver do que o assunto se tratava e tentei fugir o mais rápido possível e, acabei falhando miseravelmente. 

- Mel! Venha cá. - minha mãe falou e eu me aproximei. Hesitante, me juntei a rodinha. 

- Como está aquele seu namorado? Ele é lindo! - todas olharam para mim, esperando a resposta. 

- Eu não sei... Ele... Nós terminamos. 

- Sério? Caramba, que pena. Ele parecia ser um ótimo rapaz.

Minha mãe me encarou, esperando uma explicação. Afinal, eu contava tudo para ela e desde que eu me mudei para Nova Iorque que não temos mais as conversas que tínhamos. Fiz sinal para que conversássemos mais tarde. 
 

 

Me jogo na cama, me aconchegando ao confortável cobertor. O cansaço me invadia, depois de passar o tempo todo depois que eu cheguei aproveitando a festa com a família, finalmente pude tomar um banho digno e descansar.

Escutei batidas na porta e peço para que a pessoa entre. 

- Te acordei? - minha mãe perguntou, já adentrando o quarto. 

- Não. - falei, me sentando. 

- Queria conversar com você. Não acha que precisamos conversar? 

- Eu acho, e muito. 

- Você ficou tão distante da gente nos últimos meses. Na verdade, desde que você se mudou. 

- EU? Eu fiquei distante? Vocês venderam a nossa antiga casa e se mudaram há quatro meses e eu que estou distante? Não tiveram nem a consideração de me contar. 

- Nós estávamos com problemas financeiros e...

- Eu entendo seus problemas financeiros e como entendo. Vocês só poderiam ter me avisado. 

- Não sabíamos como contar, fomos adiando e adiando. Sabíamos o quanto aquela casa trazia lembranças boas para você, para nós. 

- Se vocês realmente me conhecessem, saberiam que eu não ligo para isso, sempre vai ser apenas uma casa onde eu vivi momentos bons e esses momentos bons estão na minha memória, não estão na casa. 

- Filha...

- Mãe, eu estou cansada, preciso dormir, 'tá bom? Amanhã conversamos. 

- Tudo bem. - deu-se por vencida e se retirou do quarto. 

Quase gritei de raiva, suspirei fundo tentando me acalmar. Peguei em meu celular e vi todas as notificações. Quatro mensagens, duas conversas. 

- Como foi a viagem? Tudo bem por aí? - Lilly (18h12min)

- A viagem foi boa, 'tá tudo bem e por aí? 

Abri a outra conversa, sorrindo instintivamente. 

- Chegou bem? A viagem foi boa? - Justin (18h20min)

- Imagino o quanto deve estar feliz, fico feliz por isso. 

- Não vejo a hora da gente se encontrar novamente, isso já está me deixando louco

E eu simplesmente não aguentei, quando vi já tinha discado o seu número do celular. Chamou uma, duas e na terceira vez já pude ouvir sua voz do outro lado da linha. 

- Mel? 

- Oi, já tá sentindo minha falta? - escutei sua risada.

- Acho mais fácil você estar sentindo minha falta. Você me ama. 

- Não sei, não. Acho que tô até aliviada.

- Nossa, Mel, você quer mesmo me magoar, não é? 

- Claro que não, babe. Só verdades. 

- Acho que vou desligar. - gargalhei. 

- Não, não! Dramático. Te liguei porque precisava ouvir sua voz.

- Sei que minha voz é linda e sexy, mas não é para tanto...

- MEU DEUS, como você é chato! Não dá pra te levar a sério, caramba! - escutei mais uma vez sua risada. 

- Falando sério... Estou ansioso pra te ver, eu tenho a sensação que na hora que eu te ver, eu vou ter a certeza que tudo vai melhorar na minha vida, tudo mesmo. 

- Justin Bieber sendo romântico, é isso mesmo?

- Cala a boca, estou falando coisas bonitas e você não leva a sério. - resmungou e eu ri. 

- Eu tô levando a sério, é porque, não sei, é estranho. Sempre deu tudo errado, será mesmo que dessa vez vai dar certo? 

- Eu acredito em nós dois juntos, se você acreditar também, vai dar certo. Nada vai importar, sabe? A gente vai ter a certeza sobre nós.

- Fico feliz que você tenha toda essa certeza. Eu 'tô muito cansada, preciso dormir, boa noite, Jay. 

- Boa noite, babe.

Suspirei e deite-me na cama. Querendo ou não, eu ainda era cética em relação a nós dois, eu estou esperando algo dá errado a qualquer momento e se realmente acontecer isso, eu sinto que não irei me surpreender tanto assim. 

Dúvidas, às vezes, vão nos corroendo por dentro e quando você olha, já lhe tomou por completa. E, é exatamente aí que a insegurança aparece.


Notas Finais


Vocês não sabem o quanto eu senti falta de escrever e de postar capítulo novo, to tão feliz!!!! <33
Eu mudei de colégio e tá uma correria tão grande, pq minha rotina mudou totalmente. Por esse motivo, eu tive que parar de escrever para me concentrar nisso.
Peço perdão a vocês, mas realmente esse ano vai ser mt agitado para mim, já está sendo, então, eu realmente não sei quando irei postar capítulo novo.
Mas já comecei a escrever o próximo capítulo, espero que eu tenha tempo para terminá-lo e postar para vocês! <33
Se gostaram, comentem sua opinião e favoritem!! Com certeza, ajuda muito!!


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