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História Trouble (HIATUS) - Capítulo 2


Escrita por: JC_Oliver e HuffGrimesIrwin

Notas do Autor


Mais um capítulo saindo diretamente do forno pra vcs! Com o ponto de vista de nossa linda e maravilhosa Aurora Ewbank, espero que gostem! (Nos perdoem pela demora).

Boa leitura e nos perdoem por qualquer erro!

Capítulo 2 - Fucking Neighbors


AURORA EWBANK

A porra do som dos vizinhos já me irritava a um bom tempo. A melodia nada agradável naquelas altas horas da guitarra e da bateria já haviam se tornado maçantes até aquele certo ponto.

Bufei profundamente colocando-me sentada na cama e batendo bruscamente no acolchoado do colchão, emitindo um som estrondoso, o que fizera com que Sammy se assustasse.

Levantei-me rapidamente, carregando um semblante estressado , enquanto cruzava os braços e me direcionava até a porta que dava para o corredor do prédio, pisando forte feito uma criança birrenta com seus sete anos de idade. Mal me dando conta da roupa curta que eu usava naquele momento.

Meus cabelos ruivos permaneciam desordenados, e eu trajava o meu pijama mais velho e curto que eu tinha, eu sequer nem lembrava de quando eu o comprei. Quando cheguei em nossa nova residência, não fiz cerimônias ao abrir a mala e apanhar qualquer pijama que via na minha frente, eu não estava com paciência para aquela merda.

Escancarei a porta de forma abrupta, direcionando-me à porta que se encontrava na minha frente, a porta que dava para o apartamento dos meus novos vizinhos.

Pisei fundo até parar na frente daquela porta e bater na madeira tingida ao branco várias vezes, bem fortemente, mal notando a presença de Sammy às minhas costas, escorada na parede, enquanto lançava-me um olhar confuso.

Sammy também permanecia completamente desajeitada, seus cabelos castanhos permaneciam desordenados ao extremo, e as roupas que trajava não eram das melhores. Com uma calça de moletom acinzentada e uma blusa larga branca, ela permanecia parada atrás de mim, e com os braços cruzados, tentando de todo jeito descobrir o que eu exatamente estava fazendo da minha vida.

Dei mais algumas batidas fortes na madeira esbranquiçada, não recebendo resposta alguma diante daquelas atuais circunstâncias. E enfim, perdendo a paciência por completo e chutando a porta.

– ABAIXA ESSA PORRA, CARALHO! – Berrei com indelicadeza, emitindo o meu sotaque escocês, o qual eu herdara do meu pai e meu avô vindos diretamente da Escócia.

Senti um olhar desprezível da Sammy sob mim, logo sentindo os passos da garota se dirigirem até mim, e um puxão brusco em meu braço direito.

– Você está louca, garota? – Ela disse quase em um sussurro, ralhando comigo.

A minha única reação diante daquela situação, fora simplesmente revirar os olhos com todo o deboche que eu tinha presente em meu ser, e dar as costas para a minha amiga jogando levemente os meus cabelos cor de fogo.

Pude ouvir o barulho da maçaneta ser girada lentamente, e o barulho da tranca emitir no local. A bateria e a guitarra já não tocavam mais, por um milagre divino.

A porta fora aberta lentamente, permitindo com que enxergássemos uma figura de um garoto dos cabelos roxos, e alguns piercings no rosto. Sua pele era clara, os lábios avermelhados e os olhos eram esverdeados escuros. Ele trajava uma regata branca, com as letras em destaque formando a palavra: “Idiot” em caixa alta. Complementando com uma bermuda largada preta.

Ele me encarou nos olhos, franzindo o cenho e me olhando de forma estranha. Respirei fundo, erguendo a cabeça e me preparando para peitar o garoto, mas logo fui interrompida por Sammy que agira de forma mais rápida e ágil, antes que eu pudesse gerar discórdia naquele local.

Ela me puxou pelo braço, permanecendo na ponta dos pés, para que alcançasse a minha boca e a tapasse com a sua mão, enquanto encarava vergonhosamente o garoto à nossa frente, que nos olhava confuso com tudo aquilo.

– Vocês podem parar a música, por favor? Nós chegamos hoje e estamos tentando dormir. – Sammy disse com toda a paciência do mundo, enquanto tapava a minha boca com a sua mão.

Revirei os olhos estressada, mordendo a mão da garota e fazendo-a retirar instantaneamente de perto dos meus lábios, grunhindo de dor.

– A gente tá tentando dormir, e essa música não está deixando! Você está louco de ficar tocando essa música nessa altura? São duas horas da manhã, porra! – Ralhei com o garoto, que dera uma risadinha baixa.

Revirei os olhos mais uma vez, me estressando completamente com o do cabelo colorido. Eu estava com duas putas olheiras abaixo de meus olhos e ele estava rindo de mim? Porra Austrália!

– Desculpem, moças. Mas a gente não vai poder parar agora, nós temos uma apresentação amanhã. – Ele disse segurando o riso.

– Enfia essa apresentação no seu... – Eu lá ia dizendo, porém fui cortada por um garoto louro com uma bandana azulada amarrada na cabeça.

O louro nós encarou seriamente, não entendo muito bem o que estava ocorrendo naquele exato momento.

– O que está acontecendo aqui? – o garoto que aparecera do nada, indagou calmamente, vendo que o colorido se segurava para não cair na gargalhada.

– É só parar com essa música, que a gente vai embora. Temos mais o que fazer amanhã! – Eu dizia em um tom de voz elevado com os dois meninos à minha frente, exibindo minhas duas vastas e profundas olheiras abaixo dos meus olhos.

Eles se entreolharam e suspiraram de forma profunda.

– A gente não vai poder parar agora. – O louro disse cruzando os braços e se escorando na porta.

Bufei profundamente, e vi Sammy colocar a mão na testa tentando permanecer calma diante daquela situação estressante.

– A gente precisa dormir. – Minha amiga se aproximou mais dos dois garotos, cruzando os braços e exibindo uma expressão descontente.

– E nós precisamos ensaiar. – O do cabelo colorido se pronunciou, me irritando ainda mais.

O encarei com um olhar fuzilante, o que o fez me encarar de volta com uma expressão irônica e desafiadora. Respirei fundo, descruzando os braços, fechando os dois olhos e colocando um sorrisinho cínico entre os meus lábios, enquanto colocava as duas mãos na cintura.

– Acredito que nós não sejamos as únicas que estão incomodadas aqui. Se não desligarem a música, vou ser obrigada a chamar a polícia para vocês. – Eu dizia pausadamente, os ameaçando através de minha voz.

Encarei Sammy, que agora permanecia parada ao meu lado, encarando o menino louro com ódio visível em seu olhar. Ela tinha os seus braços cruzados, e nunca vi olheiras tão profundas abaixo de seus olhos acastanhados.

Sammy teria a sua primeira aula de teatro pela manhã, e teria de acordar bem cedo para se preparar. Ela era muito perfeccionista em determinados aspectos, querendo que tudo saísse perfeito, e querendo que tudo agradasse à todos, onde o seu maior desejo era ver as pessoas dizendo coisas positivas sobre ela.

Às vezes me pego pensando o quão Soph pode parecer frágil em vários aspectos, muitos deles envolvendo a opinião dos outros a sua volta, o que na maioria das vezes afeta o bem estar dela, e isso vem me preocupando bastante.

Nada saíra da boca dos garotos. Eles permaneceram petrificados nós olhando, me passando o gostinho da vitória. Eu amava isso.

Dei as costas para os dois, colocando um sorriso vitorioso em meus lábios e me dirigindo até a porta do nosso apartamento. Virei o rosto e observei Sammy se aproximar do de cabelo louro dos olhos esverdeados.

– Me desculpe por ela. Ela está só estressada. – A garota respondeu calma, fazendo o garoto exibir as suas covinhas, e retornando ao apartamento.

Revirei os olhos para a minha amiga que entrara na residência um pouco depois de mim.

Joguei-me no sofá que permanecia no canto da sala, colocando uma expressão um tanto provocadora à garota, que me observava sem entender muito bem o motivo pelo qual eu a encarava daquela forma.

– Cuidado para não se afogar na própria baba, amiga. – Eu disse de forma provocadora, fazendo-a cruzar os braços e esboçar uma expressão um tanto indignada.

– Eu não... – A garota dos cabelos castanhos ousou uma tentativa de se pronunciar diante da minha provocação, porém ela foi cortada de forma repentina.

Coloquei o dedo indicador sobre os meus lábios, sinalizando com um som feito pela boca para que Soph se calasse. Me levantei vagarosamente do sofá e caminhei lentamente em direção à garota.

A encarei com um tom debochado, e a abracei sem mais nem menos, fazendo-a se assustar com a minha atitude.

– Minha pequena Sammy está crescendo. – Fiz uma voz chorosa falsa, e a garota me empurrou para longe rindo.

– Idiota. – Ela disse em um tom brincalhão, enquanto eu cambaleava para trás.

– Agressiva. – Eu disse mostrando a língua.

Sammy revirou os olhos, e deu um pulo de susto ao ouvir o barulho da guitarra alta soar no recinto.

Gritei de raiva, bagunçando os meus cabelos, e mantendo uma postura birrenta como a de uma criança de nove anos.

Bati os pés no chão de forma bruta, caminhando fortemente em direção ao telefone e buscando pelo número da polícia de Sydney em meu celular.

– O que você está fazendo sua louca? – Sammy perguntou em um tom de voz elevado e eu a encarei raivosa.

– Ligando para a porra da polícia. Nós duas precisamos dormir! Olha a merda dessas olheiras caralho! – Gritei, sendo indelicada com a garota.

Disquei rapidamente os números do telefone da polícia e os chamei. Minutos após a ligação, os policiais batiam na porta do apartamento dos garotos, enquanto eu mantinha um sorrisinho vitorioso em meus lábios, vendo que eles ganhavam uma multa.

Mamãe dizia que era feio rir da desgraça dos outros. Acho que falhei um pouco na missão de ser uma boa filha.


Notas Finais


Esperamos que tenham gostado!
Comentem e favoritem muuuuuuuito
- Kaká e Jhenn


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