História ❁Trouble || JiKook❁ - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Gay, Jikook, Romance
Visualizações 145
Palavras 1.647
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdão pela demora
Espero que gostem^-^

Capítulo 9 - Nine


Min Yoongi 

Como deixei minha vida virar esse inferno? Porque minha dor não passa? Jimin dizia que sua dor passava ao se cortar, porque a minha não?

Eu estava sangrando dentro da minha bainheira.

Aqueles cortes poderiam me matar qualquer dia desses. Não me importaria de perder a vida. Até porque minha vida já foi tirada de mim a um bom tempo. Lavo meus cortes com sabão, os fazendo arder. Me recordo de uma vez quando eu era criança, caí brincando de bola e ralei o joelho. Naquele dia eu chorei e implorei para que minha babá não passasse água e sabão porque doeria... Neste momento acho que há mais sabão em meus cortes do que sangue.

O que eu fiz? O sentimento de culpa sempre me acompanhou e sempre me acompanhará. Tudo isso começou naquele dia que eu vi aquela pequena e tímida lágrima escorrer pelo rosto de Jimin enquanto ele dizia baixo como se pra si mesmo: Então você não me ama?

Eu te amava Jiminnie, e como te amava.

Meu apartamento estava bagunçado e sujo. Eram 2h da madrugada e eu não sentia um pingo de sono. Talvez eu devesse para de tomar tanto café. Moro só. Antes morava com meu pai, um bandido, e isso não digo apenas por odiá-lo, mas porque é a profissão dele. Depois que meu pai descobriu que eu era gay, fui expulso de casa. O pai de Jimin foi uma pessoa muito bondosa e permitiu que eu morasse com eles. Após o meu término com Jimin achei que seria um abuso permanecer em sua casa. Então procurei um emprego e por um tempo morei em um alojamento do colégio. Quando eu me formei perdi o direito ao alojamento. Passei a trabalhar em dois empregos pra poder pagar minhas contas e o aluguel de um apartamento miserável.

Vivo assim á 1 ano. Eu trabalho no período da manhã de 7h-12h em uma floricultura. Eu adoro aquele ambiente. A luz do sol entra pela vidraçaria de uma forma tão majestosa, iluminando as delicadas flores. O cheiro do lugar também era simplesmente perfeito. Os diferentes cheiros de flores se encontravam todos naquele local e formavam um perfume único para o ambiente que era único e delicado. Isso tudo me lembrava o meu passado ao lado de Jiminnie. Seu sorriso era o sol que iluminava as frágeis pétalas da minha vida e as deixava mais fortes e bonitas. O cheiro delicado do local me lembrava o cheiro de Jimin. Quando eu o abraçava por trás de noite e minha respiração e concentrava em seu pescoço, aquele cheiro delicado envadia meu alfato de uma maneira tão calma. Ah Jimin! Eu era louco por você.

Por outro lado trabalho em um posto de gasolina no horário da noite, de 19h-23h. Eu odeio esse lugar. O cheiro de gasolina me deixa tonto. Eu odeio esse cheiro. Como é durante a noite, fico só na escuridão do posto. Não é muita gente que aparece para abastecer durante a noite. O local nojento.

Como a floricultura me lembrava meu passado junto ao Jimin, o posto de gasolina também me lembrava algo... Meu presente infeliz. O cheiro forte e repugnante de gasolina era meu proprio cheiro. Eu estava sozinho e isolado do mundo. Eu era a propria escuridão. Eu era um ser nojento. Normalmente em noites como essa, sem vontade de dormir... Sem vontade de viver... Eu começava a andar por aí e sempre parava em frente a casa de Jimin. Ficava olhando a janela do seu quarto, o quarto que tanto enchemos de amor. Um falso amor segundo Jimin.

Então foi o que eu fiz...

Saí de casa e andei na direção que o destino quisesse me levar. E acabei novamente em frente a casa do meu antigo amor.

Jeon Jungkook

Nos encaramos após o beijo. Jimin estava sério. Eu queria vê-lo sorrir.

Sorria pra mim Jimin.

Porfavor.

Ele desvia o olhar do meu. Eu precisava fazê-lo rir.

Depois do que acontecera Jimin precisava rir um pouco.

Pego um travesseiro sem que ele veja e bato nele com o mesmo. Jimin olha pra mim assustado com o ato mas logo em seguida também pega um travesseiro e dá um sorriso cheio de travessura, ele vem em minha direção com o travesseiro e eu corro.

— Ya, não corra seu covarde! — Jimin fala em meio a risadas.

Corriamos um do outro pelo quarto. Eu podia ver o sorriso de Jimin agora. Aquele sorriso fofo acompanhado de bochechas rosadas devido ao calor e a correria.

Ele estava feliz?

Min Yoongi

Ele estava feliz.


A luz do quarto estava acesa e eu podia ver Jimin e outra pessoa correndo com travesseiros na mão, felizes.

Seria o namorado dele?

Lágrimas desceram de meus olhos ao pensar nisso.

Eu sofri por ele, por 2 anos, querendo seu amor de volta... E ele me supera tão facilmente. Você é um tolo Min Yoongi.

Como pensou que Jimin iria ficar só?

Como pensou que ele esperaria por você que só o fez sofrer?

Como pensou que ele estaria chorando todas as noites por você?

Como pode ser capaz de querer consolar aquele a quem você fez tanto mal?

E mais do que nunca eu quis morrer.


Flashback on

— Ei Min Yoongi, sozinho de novo no intervalo? — Leehyun, o famoso valentão da escola chega tentando me intimidar.

— Porque se importa tanto, Leehyun? — falo desviando o olhar do livro que eu estava lendo para encará-lo.

— Você é bem bravinho pra um novato não é? — ele ri e seus amigos o acompanham. — deve ser por causa do seu pai... É legal ter um pai bandido, Min Yoongi?

— Leehyun o que eu devo fazer para você me deixar em paz? — falo perdendo a paciência.

Uns anos depois essa pergunta ia gerar resultados... Não bons. Mas ia.

— Já estou farto de seus insultos. 

— Tudo bem então... Você precisa conquistar aquele garoto. — ele fala apontando pra um menino que estava sentado debaixo de uma árvore mechendo em seu celular. — bem... Vamos fazer isso ficar mais interessante... Você não só vai conquistar como transar com ele.

— Acha que sou gay? — pergunto ainda descrente com sua proposta.

— Se não for, é melhor virar. Esse é o único jeito. Ah... Depois do serviço feito você terá que partir o coração dele, Min Yoongi. Não quero um final feliz pra você.

— Tá bom então... Cansei de você.

— Hahahaha — ele rir forçado — isso está apenas começando.

— Qual o nome dele?


— Park Jimin, boa sorte... Ou não. — ele fala se afastando e rindo com seus amigos. Ele me enojava. — Ah, considere isso uma aposta entre nós... Se eu ganhar posso continuar a fazer o que eu quiser... — ele fala se voltando pra mim.

— Se eu ganhar... Eu viro o líder de seus amiguinhos e você estará entre os que vão me seguir...

— Certo. — ele fala e sai. E assim selamos nossa aposta.

Park Jimin, é bom que seu coração seja fácil de ser conquistado, pois eu não sou um bom conquistador. 

Flashback off 


Porque eu não podia ficar em meu canto? Nada disso teria acontecido se eu não tivesse desafiado Leehyun.

Dou uma última olhada na janela de Jimin. A luz havia sido apagada e a casa não tinha movimento algum. Decido ir embora. Não queria ouvir Jimin gritando nome de ninguém. Começo a andar novamente de volta pra casa, mas acabo parando em uma praça, onde eu deito na areia da área do playground e olho as estrelas.

Ele ainda te admira, querida Lua?

Você ainda o protege?

A lua não respondeu.

Seria estranho se respondesse.

Acabo dormindo na praça vendo o azul escuro que decorava o céu com suas bolas de fogo.

Apenas dormi.

Não sonhei, apenas... Dormi.. 

Jeon Jungkook 

Jimin e eu ríamos deitados em sua cama.

— Porque estamos rindo? — Jimin pergunta ainda rindo.

— Porque estamos felizes?

— É... Talvez...

— Tenho que ir dormir Jiminnie. — falo me levantando mas ele para minha ação segurando meu pulso.

— Porfavor... Durma aqui... E-eu tenho medo que ele volte... — ele fala tímido.

— Ele não vai voltar chim chim, e se voltar não deixarei que ele faça nada a você... Mas se você se sente mais seguro comigo aqui, eu durmo com você.

— Obrigado e... Chim chim? — Não sei porque mas combina com você... — falo rindo de suas bochechas que agora estavam cor de rosa.

Jimin bate em meu ombro levemente e se deita no canto se espremendo à parede. Me deito ao seu lado.

— Porque está tão perto da parede?

— Não quero que fique desconfortável. — ele fala e eu puxo seu corpo e o colo ao meu.

Ele não falou nada. Apenas aconchegou suas costas em meu peito. Eu abraçava a sua cintura. Sentia seu corpo se mover conforme ele respirava. Fico sonolento, hipnotizado pela sua respiração. Fazia um tempo que eu havia notado que meu problema de não conseguir dormir perto de ninguém não funcionava com Jimin.

Então eu dormi.

Jung Hoseok

Odeio finais de semana.

Meus pais moram fora da cidade, então durante a semana eu fico na casa do Taehyung. Foi assim que começamos a nos aproximar... Por isso eu odeio finais de semana, porque neles eu tenho que voltar pra casa de meus pais e deixar Taetae. Mas dessa vez eu não queria fazer isso...

Há um tempo Tae cobrava de mim que nos assumíssemos. Esse final de semana eu levaria ele comigo. Meus pais adoram ele e seu bom humor, mas quando eles descobrirem que Taehyung não é apenas um amigo...

— Já está pronto Hobi? — Taetae pergunta entrando em meu quarto.

— Sim... — falo. — Tae... Você iria comigo passar o final de semanas com meus pais se eu te convidasse?

— Claro, porque não? — ele fala distraído arrumando alguns livros em sua bolsa.

— Então venha comigo...

— Que? Amanhã? Sério mesmo? — ele pergunta pasmo.

— Sim — falo rindo de sua reação. 

— Certo então. — ele fala sorrindo.— Quando chegarmos da escola eu arrumo minha mala.

Ele vem saltitante em minha direção e me dá um rápido selinho, saindo do quarto logo em seguida.

Meu Deus como eu o amo.                   



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