História Trouble Twins: Time Travel - Capítulo 5


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Karin Kurosaki, Orihime Inoue, Personagens Originais, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Sado Yasutora, Shihouin Yoruichi, Urahara Kisuke, Uryuu Ishida
Tags Filhos, Ichiruki, Viagem No Tempo
Visualizações 93
Palavras 2.090
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo yo

Capítulo 5 - Sentimentos


Ichigo acordou sentindo seu corpo dolorido, mas algo o deixava quente e o fazia não querer abrir os olhos por um longo tempo. Até lembrar que tinha as crianças para cuidar.

Nessa hora, ele preferia ter voltado a dormir e acordar em três dias, talvez fosse menos vergonhoso. Ao olhar para cima, viu Rukia dormindo. Ele estava com a cabeça apoiada nas pernas dela e coberto com o haori. O que tinham feito com a verdadeira Kuchiki? Digna de compaixão a ponto de bater nele sem parar?

Olhou para o outro lado e viu Reiko, Rin e Hideki deitados, todo mundo tinha tirado o dia pra dormir? Ao olhar na mesa, viu algumas marmitas, então era o descanso. Se levantou ainda sentindo um pouco de dor.

Byakuya tinha sido uma má pessoa ao recebê-lo com algo tão forte. Caso não tivesse prestado atenção, seria feito picadinho de Ichigo. Mas não poderia negar, aquilo no final rendeu algo bom.

A atenção da nobre capitã do décimo terceiro esquadrão foi totalmente voltada a ele. Ela curou as feridas tão rápido que chegou a estranhar. Imaginar que Rukia era a mãe de seus filhos não era ruim, muito pelo contrário, sabia que eles cresceriam responsáveis por causa da educação que ela daria.

Não tinha pessoa melhor, além de que, ele a amava e isso era algo a ser levado em conta. Mesmo que a personalidade dela fosse um tanto agressiva, gostava de levar umas voadoras e implicar com a baixinha.

Se sentou e tirou o haori, colocando no corpo dela. Dormia tão serenamente, tomando uma dose de coragem, ele aproveitou a mão da morena, que estava apoiada no chão e tocou com os dedos.

Era quente e macia, o fazendo querer aproveitar mais daquela sensação, então entrelaçou os dedos e sorriu de canto. Estava tocando a mulher que amava e não queria ficar apenas naquilo, porém, avançar um pouco mais seria brincar com a própria vida.

Ficou de joelho e encostou os lábios na testa da morena. Deu uma espreguiçada e viu os olhos curiosos de seu filho, Hideki realmente era muito parecido com Rukia. Um clone para ser mais exato.

— Por que está acordado, campeão? — Caminhou até o filho.

— Tive um pesadelo, papai — choramingou com um bico formado nos lábios.

Ichigo sabia bem como cuidar de uma criança, já tinha cuidado de suas irmãs, então não era mais um bicho de sete cabeças. Pegou o moreno no colo e encostou a cabeça dele em seu peito, enquanto o balançava.

— Papai, você me ama? — perguntou com a mãozinha apoiada no ombro.

— Você é meu filho, certo? Então é claro que eu te amo. Não foi fácil descobrir que tinha construído uma família com a mulher que sempre amei, e que vieram do futuro apenas para nos ver mais jovens.

— Nós também amamos muito o senhor, é o melhor pai do mundo. — O abraçou com força.

— Sou? Fico muito feliz que ache isso, mas se eu sou um grande homem e melhor pai, foi tudo graças a sua mãe. — Enquanto isso uma certa morena escutava tudo sem demonstrar estar acordada.

— A mamãe? — perguntou curioso.

— Sim, ela esteve comigo nos piores momentos, me ajudou a superar tudo e no fim ainda me deu seu carinho, mesmo que fosse tão doce quanto coice de mula.

Hideki gargalhou — sem entender boa parte do que o pai desse, afinal ele era apenas uma criança de seis anos que não entendia muitas coisas —, fazendo o ruivo olhar contente.

— Vamos ser uma família aqui, né? Não quero ir embora logo, ficar um pouco com o papai e a mamãe.

— Vocês não podem demorar, imagina como a Rukia deve estar arrancando os cabelos do seu pai no futuro? Isso se ele não tiver morrido do coração quando vocês desapareceram.

— Por que ele morreria? — perguntou curioso.

— Porque vocês sumiram, não acha? É motivo suficiente, ainda mais que vieram sem falar nada, não pode fazer isso. — Deu um sermão no garoto, como se resolvesse algo.

Mal ele sabia que ele no futuro era um pai tão coruja e os filhos montavam em cima sem piedade alguma. Reclamava de Isshin, mas no fundo estava se tornando uma cópia.

Não tinha pulso firme para lidar com os três, bastava uma carinha bonita e ele já tinha esquecido o que tinham aprontado. Isso porque julgava ser um pai sério. Que era extorquido pela filha mais velha e ludibriado por Rin e Hideki.

A única que colocava ordem na casa era Rukia — como era de se esperar — e não dava moleza para os filhos que andavam pianinho quando ela falava qualquer coisa ou ao menos olhasse feio.

Ichigo ficou conversando um bom tempo com o filho, ele era alegre e sempre demonstrava afeição pelo pai, dando beijos e abraços. Rukia ainda observava tudo, tentando acreditar de que aquilo era verdade.

— Ah, eu acordei você? — O ruivo olhou desconfiado e um pouco preocupado. A Kuchiki parecia bem mais cansada que o normal.

— Estou acordada desde que você falou sobre ser o melhor pai do mundo graças a mim. — Sorriu maldosa. — Ichigo… nós já somos crescidos e creio que ficar rodeando o assunto não é a melhor opção. Assim como vou ser sincera, também quero que você seja. Irei falar um pouco sobre as crianças, mas principalmente sobre nós dois.

O ruivo engoliu em seco e tentou não demonstrar o nervosismo, mas sabia que aquilo era parte da vida e precisaria estar apto a ouvir tudo, mesmo que ela negasse qualquer sentimento.

— A primeira vez que vi os três tomei um baita susto, gritando mamãe e me abraçando. E com a história de viagem no tempo, eu passei a acreditar que eles realmente poderiam ser meus filhos. Hideki é uma cópia idêntica da mulher mais bela desse mundo, vulgo eu. Porém o assunto não é esse, e sim que Rukia e Ichigo do futuro com certeza estão preocupados e precisaremos levá-los de volta algum dia. Enquanto esse dia não chega, irei cuidar deles junto de você no mundo humano. — Respirou fundo, o outro assunto era mais delicado. — Talvez não seja do jeito que esperava, mas eu queria dizer que te respeito muito, você é um homem incrível e mesmo sendo um idiota, é o melhor pai que teria para meus filhos, olha que eu sei, você será alguém igual ao Isshin-san, eu acredito que rende boas gargalhadas. Sem mais enrolação, queria dizer que… não me importo sobre você ser um idiota, eu te amo. Eu poderia listar as mil coisas para ser contra esse sentimento, sobre ser de mundos diferentes e tudo mais… porém ao saber da história de sua mãe, eu pensei que não valia a pena ficarmos enrolando por algo, sendo que uma hora ou outra vai dar certo. — Passou as mãos pelos cabelos, tentando lembrar se tinha esquecido algo, mas nada vinha em sua mente.

Ichigo nunca acreditou que ouviria tudo aquilo da boca de Rukia. Ele a encarava sem desviar, mesmo que estivesse com vergonha, era a mulher autoconfiante que ele amava e tinha dito tudo aquilo sem gaguejar.

— Eu confesso que senti muita raiva por você me tirar tão rápido de sua vida, nem me chamou para a coroação de capitã e muito menos veio ao mundo humano. Eu levava minha vida normalmente, não poderia fazer nada para mudar isso. Mas quando ouvi a história absurda desses três, quase tive um infarto. Quando os gêmeos dormiram comigo foi como se um sentimento de confiança e tranquilidade habitasse em mim. Eu estava feliz e ao mesmo tempo confuso, ainda mais depois de Kon dizer como Reiko foi concebida, aquilo não poderia ter um pingo de verdade, porém ele não parecia brincar. Então foi a vez de Urahara mostrar que estava certo e que ele vieram do futuro e dizerem que era óbvio sobre quem seria a mãe e no caso… você. Eu t-também t-te amo, mudou meu mundo de um jeito incrível e mesmo sendo irritante, é a mulher que eu sempre sonhei em dividir a mesma casa.

Rukia se levantou com um sorriso de lado e foi em direção a Reiko. Mesmo assim parou na frente de Ichigo e sorriu, como sempre fazia ao ganhar um chappy novo.

— Então as coisas entre nós estão resolvidas, certo? — perguntou sem deixar de manter contato visual.

— Certo. — O Kurosaki respondeu meio atordoado. — Então quer dizer que… podemos… sabe… beijo!

— Não acha que está indo rápido demais? Nem pediu ao nii-sama ainda, sou mulher de respeito.

— B-Byakuya? — Ele não tinha gostado de saber que iria morrer antes de beijar a morena. — Mas Kon disse que nós fizemos a Reiko em uma única noite.

— Agora temos mudanças, Ichigo… você… — Pegou Hideki e colocou no sofá, para em seguida dar uma voadora no ruivo. — Que tipo de pervertido é você? Não fique pensando essas coisas.

— Eu não disse nada! — Se defendeu. — O Kon quem falou, não me culpe.

— Estou atrapalhando algo? — Byakuya entrou na sala sem grandes cerimônias. Afinal os gritos eram escutados desde a entrada do esquadrão.

— Nii-sama! — Rukia se curvou.

— Podem explicar agora do que se trata essas crianças? Ficou tudo muito vago e eu nem acabei de matar quem eu desejava. — Algo bem lá no fundo dizia ao Kurosaki que ele seria aquela vítima.

O ruivo explicou tudo da maneira mais clara possível, ocultando certos detalhes para que não fosse decapitado na frente dos filhos e o engraçado era que Rukia se divertia com aquela situação.

— Então você vai tirar férias para ir ficar com essas crianças? Tem certeza que precisa disso? Eles podem muito bem morar na mansão. — O nobre cruzou as pernas e encarou o casal de amigos a sua frente.

— Ichigo trabalha, nii-sama. E como nossos filhos do futuro ainda moram no apartamento, eles estão mais acostumados. — A Kuchiki respondeu, como se fosse a única ali diante de Byakuya.

(...)

Não demorou muito para que suas coisas fossem arrumadas e ela tivesse a permissão para ficar no mundo dos vivos com os pequenos. Rukia carregava Reiko no braço, sorrindo gentilmente para a filha, que cantava algo desconhecido.

Hideki estava sentado no ombro do pai e batia na cabeça, fazendo alguns sons, que deixavam o ruivo com uma dorzinha, seus filhos poderiam ser quietos, mas herdaram o gene de Rukia.

— Por que não andam de mãos dadas? — Rin perguntou curiosa.

— Deveríamos? — Ichigo franziu o cenho, incomodado com a pergunta da garota em seu colo.

— Claro, sempre que saímos, o papa segura na mão da mama. — a ruivinha sorriu.

— E ainda tem beijo na testa. — Hideki completou.

Nem precisava dizer que o ruivo estava um pimentão de tão vermelho com aquele assunto. Mãos dadas com Rukia? Em que mundo ele estava vivendo para tal coisa? Mas a ideia era extremamente tentadora. O fazendo se culpar por pensar em como poderia ser bom.

A Kuchiki logo percebeu que ele ficou encabulado com as afirmações. E como ela queria muito atentar o ruivo, iria dar uma de desentendida.

— Eles estão certos, um casal que se ama tem que andar de mãos juntas. Ainda mais com três filhos, me pergunto cadê o Ichigo inocente, você o viu? — sorriu sapeca. Lembrando muito bem o de Rin, não negava o parentesco.

— Poderia parar de falar essas coisas? — ele resmungou com o rosto vermelho.

Tudo só piorou ao sentir os dedos dela se encaixando aos seus, como se o tamanho fosse feito exclusivamente para ela. Não tinha como ficar confortável naquele ato, seu corpo parecia que explodiria a qualquer momento.

Continuaram andando em silêncio, apenas as vozes das crianças eram ouvidas. Que conversavam sobre coisas aleatórias do dangai, já que nunca tinha entrado nele.

Reiko sentiu suas costas queimarem e resmungou, aquilo era muito estranho e acontecia com certa frequência? Mas nunca contou direito aos pais. Entretanto Rukia percebeu a inquietude da garota em seus braços.

— O que aconteceu? — perguntou.

— Nada, mamãe. É só uma queimação nas costas, mas vai passar. — Abraçou a morena e deitou a cabeça no ombro.

Rukia desfez o contato com Ichigo e levantou a blusa da menina, virou ela e viu o mesmo selo que tenentes e capitães usavam quando iam ao mundo humano.

— Por que ela usa um desse? — murmurou. — Mas é diferente. — Passou o dedo por cima. — Ichigo, você sabe de algo?

— Do que? Eu não sei de nada sobre eles, é melhor falar com o Urahara.



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