História Troubled - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance Amor Duvida
Visualizações 134
Palavras 1.125
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Estou mudando toda a história. Acho que amadureci e senti que aquilo que havia sido escrito não mais me agradava. Espero que gostem dessa nova história que está por vir, porém ela ainda terá a mesma essência, só será narrada de maneira diferente. Boa leitura

Capítulo 1 - Reflexões


Fanfic / Fanfiction Troubled - Capítulo 1 - Reflexões



Nunca seremos capazes de entender tal complexidade da vida. Há coisas que é melhor deixar rolar. Mas e se isso não for suficiente? E se deixar rolar não for o que precisamos para que alcancemos a felicidade? E se o que precisamos seja somente algo que nos faça crer que ainda há esperanças? Eu podia sentir isso dentro de mim naquele momento em que cruzei a porta do meu quarto, senti que escondia isso, esse desejo ardente que me consumia me  tornando alguém desesperada por mudanças, por situações que me fizessem enxergar que tudo ainda valia a pena, que tudo ainda estava pra melhorar...

X.X.X


   Lágrimas silenciosas escorriam pelo meu rosto, tão familiares a mim quanto a qualquer outro que  ocasionalmente tivesse o desgosto de me encontrar por seu caminho.

    Pessoas passavam pela rua fugindo da água que caia em grandes quantidades do céu. Tolos, esqueceram da real essência da vida, ignorando o prazer de gotas geladas e acolhedoras que tocavam suas faces.

    O frio não importava quando seu interior já está morto. Tudo parecia monótono aos meus olhos. Melhor assim, surpresas não me agradavam.

   O calor acolhedor de meu quarto já não era suficiente para me sentir em casa naquele momento. Quem seria eu senão um ser desprezível? A felicidade não existe.

   Ao longe, um pássaro se aventura em meio ao turbilhão. Um contra um milhão. A minha típica realidade afinal.

    Meus olhos perdem o foco mais uma vez. Um ponto azul em meio a todo um caos. Sinto como se aos poucos a luz dentro de mim se apagasse, levando consigo meu vigor.

    Já era hora. Me levanto lentamente do parapeito da enorme janela a qual me permito desfrutar de sua paisagem todas as manhãs, acordando para a vida real.

     Talvez eu seja como aquele pássaro, provavelmente ele chegou ao seu destino e agora  descansa feliz ao lado de sua família. Finais felizes são possíveis...Não são ?

   Encaro a porta enquanto seguro meu enorme guarda chuva em uma das mãos e minha mochila na outra. Aquele seria um longo dia. Com um movimento saio porta afora deixando para trás a casa a qual vivo presa todos os meus dias, dentro de um sistema onde o mais adaptado sobrevive. Remar contra a maré.

    Droga, droga, droga. Onde está o ônibus? Eu não posso ter perdido. Quinze minutos atrasada, como era possível? Eu estava errada, não existem finais felizes, principalmente dias felizes. De qualquer forma, a escola jamais trará o conhecimento necessário para a vida. Cabe a nós abrir nossos próprios horizontes desvendando nossos reais limites, aprendendo aquilo que nos convém. As pessoas são falsas, a dependência social é uma mentira.

    Caminho calmamente de volta para minha prisão interna. Cubro a mochila com o guarda chuva, permitindo que as gotas se fundam com meu ser, lavando minha alma. Meus cabelos vão de seu característico loiro para uma cor estranhamente escura. Meus olhos encaram a calçada. Quantas pessoas como eu haveriam de ter cruzado aquele lugar ? Quantas vezes em mesma passará por ali? Não importava. Tudo se repetia em um loop de emoções. Controle seu coração e você conseguirá controlar a sua mente...Quem havia me dito isso mesmo? Não importava, não conseguiria alcançar tamanho objetivo.

    A casa torna a surgir impune aos poucos revelando o pequeno jardim rodeado por diversas plantas a quais não me recordo bem. Sua estrutura de madeira lhe dava o aspecto de algo velho, porém conservado. Uma pequena janela espreita no meio do telhado que surge como o de uma cabana das histórias infantis. A janela sempre permaneceu fechada, ironicamente nunca me perguntei o porque.

   Giro em torno de mim mesma, como se me despedisse da chuva. Até breve velha amiga. Demoraria muito para que eu tornasse a fazer isso. Encaro a maçaneta do portão me perguntando se realmente valeria a pena adentrar aquele lugar.

   -Eliza, saia já dessa chuva, você vai pegar uma doença, não seja burra garota.

 Minha mãe sempre conseguia de maneira magnífica estragar pequenos momentos de felicidade. Eu não a culpo, a entendo da minha maneira.

   Antes que qualquer grito a mais possa ser dado, entro pela sala como um gato sem dono molhado por vagar desavisado por um campo aberto. As palavras de minha mãe podem ser ouvidas em um outro plano, entretanto me vejo isolada em minha própria realidade. Fecho a porta a fim de abafar qualquer som que consiga penetrar em meu escudo mental, encarando mais uma vez o familiar espaço a qual vivi por dezessete anos da minha vida. O cheiro conforta meu nariz, apesar deste já apresentar indícios do que está por vir graças a essa chuva que tomei pelo caminho. Sento enquanto checo minhas mensagens, fazendo um círculo molhado em volta da parte que eu depositei sobre a cama.

   Perdida entre um mundo perfeito onde a vida é um comercial de margarina, me faço perceber o quão superficial as pessoas conseguem ser, camuflando sua existência com frases e fotos que transmitem a superficialidade do ser humano. Aquilo não me fazia completa.

     Espirro percebendo finalmente que ainda estava vestindo as roupas molhadas da escola, trocando rapidamente por algo confortavelmente quente. Onde deixei a maldita toalha...Aqui está. A pego secando meus cabelos rapidamente de maneira distraída, já que não passam do queixo. Vozes ecoam ao longe, como se estivessem logo após a porta. Abro brutalmente a fim de espancar Black, por ter me permitido dormir mais do que devia. Graças a ele estava encharcada e atrasada.

    Certas surpresas nos pegam de repente como se esmagasse parte do nosso ser, a fim de nos dar uma chance para que possamos nos redimir com tudo aquilo que nos atordoa. O destino parecia se redimir ao por em meu caminho, literalmente a minha porta, tamanho homem que em tantos anos nunca fui capaz de sentir aquilo que me tocou naquele segundo.

  -Eliza, o que faz em casa? Era pra ter ido a escola.

   Encaro Black sem saber o que dizer. Me sentia envergonhada por estar vestida daquela maneira.

  -Infelizmente certa pessoa não me acordou no horário certo, e por eventual cauda, não cheguei a tempo.

   Os olhos do homem se depositam em mim de maneira curiosa. Seus olhos combinavam com o meu, lindos tons de azul cobalto, tão intensos a ponto de ler a alma daquele que os encara. Seu cabelo caia sobre o queixo harmonizando perfeitamente com a barba para fazer, tão negros quanto a noite.

   Meu irmão encara meu olhar de surpresa ao homem que espreita em pé ao seu lado.

   -Nem te apresentei. Este é Jonnah, meu novo professor de música. Jonnah, está é Eliza, minha irmã.

     Eu senti naquele momento ao encarar aquele homem, que tudo aquilo que foi arrancado de mim havia tomado forma, e voltava finalmente para completar o meu ser.


Notas Finais


Editando a história. A postei a muito tempo e resolvi que era hora de modificar um pouco.


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