História Troublemaker - Vhope - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oi, oi, oi ♥️

Tenham uma boa leitura ☕

Capítulo 5 - Capítulo 5: Não posso resistir a ele


                H O S E O K

Já não dava mais para continuar negando, mesmo que eu tenha ficado durante duas horas debaixo da água fria do chuveiro, ou que tenha tomado quatro copos de café, não dava mais para negar para mim mesmo que, eu havia beijado Kim Taehyung.

E não apenas isso, eu praticamente rebolei nele até ele ficar de pau duro.

Não, não, eu não poderia ter feito isso.

Principalmente por causa de tudo o que aconteceu comigo a pouco tempo atrás. Se eu estou aqui nesse país agora, é justamente por conta dos meus atos impensados e impulsivos. 

Ah... Como eu queria que Anton estivesse aqui para me aconselhar. 

— Posso entrar? — era Yeri batendo em minha porta, era tudo o que eu precisava agora — Não quero incomodar, mas-

— Tarde demais — a interrompi, deixando o livro que lia sobre o colchão, levantando-me da cama em seguida — O que quer aqui? — perguntei ríspido, sem preâmbulo algum. Sua presença me deixava desconfortável.

A mais velha comprimiu os lábios finos, passeando seus dedos miúdos por seus longos cabelos castanhos, parecia ponderar o que diria a seguir, estava murcha como uma margarida exposta ao sol por muito tempo.

— Nada — balançou a cabeça parecendo querer afastar pensamentos inoportunos — Eu só queria te cumprimentar, ver como está — assenti com a cabeça, entranhado sua atitude nada convencional. 

Ela estava estranha, muito estranha 

— Era só isso? — elevei superficialmente uma das sobrancelhas, encarando-a fixamente, tentando de alguma forma ver através de sua fisionomia. 

— Sim — murmurou baixinho, afastando-se até a porta, mas retornando logo em seguida, para a minha surpresa — Eu te amo, meu filho — ela tocou meu rosto suavemente, sorrindo de uma forma tão carinhosa que senti meu coração se aquecer de imediato. 

Era a primeira vez que permita-me sentir seu toque cálido, a suavidade e delicadeza de sua mão. Ouvi-la dizer que me ama pela primeira vez, despertou algo em mim, algo que não sabia lidar muito bem. Senti que deveria dizer algo a ela, talvez corresponder aos seus sentimentos, entretanto, seu abandono não me deixava aceitá-la novamente, me doía sempre que lembrava do dia em que ela partiu da nossa casa, deixando a mim e a meu irmão órfãos de mãe.

— Obrigado — foi apenas o que disse, afastando-me dela com sutileza — Se puder me dar licença, preciso me arrumar para sair — a informei, sem conseguir olhá-la diretamente nos olhos

— Tudo bem — suspirou longamente, e logo em seguida já estava fora do meu quarto. 

Queria poder te amar mamãe, mas não sei se posso. 

[...]

— Você sabe muito bem que, eu odeio shopping, Jungkook — reclamei pela décima vez para o meu amigo, enquanto me arrastava feito um zumbi até a escada rolante 

— Para de reclamar, Hoseok — bufou revirando os olhos, mas logo em seguida sorriu todo animadinho — Foi Jimin quem nos convidou — agora estava explicado o motivo para tantos sorrisos da parte do meu querido amigo

— Park Jimin — disse pensativo, esfregando o indicador sobre o queixo — Não o acha bonito, Jeon? Gosta dele? — o provoquei, não contendo o riso quando suas bochechas ficaram rubras

— Claro que não! — falou em meio a uma risada constrangida, enquanto coçava a nuca, apertando o passo, deixando-me para trás 

— Então, não se importará se eu tentar me aproximar dele, não é? — o alcancei continuando com minhas provocações, enlaçando um braço em torno do seu pescoço — Ah, aquele sorrisinho fofo.. — suspirei repousando a cabeça em seu ombro, recebendo um belo de um empurrão do moreno

— Não se aproxime dele — falou com a voz alterada, podia até ver uma veia saltando do seu pescoço. Ele pigarreou todo sem jeito, típico de Jeon — Quer dizer... Todos pensam que somos namorados, então você não pode se aproximar de outro, não quero ser taxado como corno — cruzou os braços, desviando o olhar para o chão.

Decidi parar de incomodá-lo, visto que ele jamais admitiria que possuía sentimentos com aquele loirinho fofo.

Caminhamos mais um pouco e já estávamos na praça de alimentação. Assim que pisei meu pé no local, quis ser tragado pela terra, desejei muito que um buraco negro me sugasse para outra dimensão. Só podia ser coisa mandada. 

Fuji tanto do diabo, que acabei caindo direto em suas garras. 

Kim Taehyung estava ali, reunido com os amigos, e não bastando isso, estava acompanhado da sonsa da Montserrat. Ele estava encostado sobre uma das mesas, a loira estava acomodada entre suas pernas, defronte para ele, acariciando aqueles cabelos macios que Taehyung tem. Se eu dissesse que não fiquei incomodado com aquilo, estaria mentindo.

— Chegou quem faltava — Cho-hee saudou-nos com um carinhoso abraço, puxando-me de forma brusca para perto do Kim.

— Por que demoraram? — Jimin perguntou, praticamente agarrando Jungkook, mais um pouco e se fundia a ele. 

Não entendia como Jimin poderia ser tão descarado. Tudo bem, eu sei que Jungkook e eu não namoramos de verdade, só que ninguém sabe disso, então Jimin deveria pelo menos disfarçar que está louco para agarrá-lo. 

— Com certeza o Choyé devia estar se embelezando, ou pelo menos tentando, né?! — elevou uma das sobrancelhas, encarando-me de forma debochada. 

Eu odeio esse cínico do Taehyung 

— Meu namorado não precisa se embelezar — Jungkook entrou em minha defesa, saído do alcance do Park e vindo até mim — Ele já é naturalmente lindo, um Deus eu diria — beijou minha bochecha, apertando-me com força contra seu peitoral. 

Curiosamente, Taehyung sorriu com desdém, negativando com a cabeça, intrigando-me com sua atitude estranha. 

— Ah, claro — o Kim saiu de sua posição, largando aquela loira oxigenada — O seu namorado é um Deus — ele riu com escárnio, colocando ênfase em cada palavra dita. 

— Deixa o Hoseok em paz, Taehyung — Jimin falou irritado, olhando para o amigo de uma forma ameaçadora

Precisei me controlar para não estapear o Taehyung, quando ele abraçou Montserrat por trás, encaixando o rosto na curvatura do pescoço dela, olhando para mim de forma maliciosa. 

Sem pensar, e fazendo algo que sabia que me traria sérias consequências, puxei Jungkook pela jaqueta jeans que trajava, e lhe beijei, mas beijei de verdade com direito a língua e tudo. 

Revirei sua boca quente, deixando uma mordida sutil em seu lábio inferior, e foi só quando nos afastamos que pude perceber a merda que tinha feito. 

Havia conseguido atingir Taehyung em cheio, pois ele me olhava como se fosse me atacar a qualquer momento, em contra partida, Jimin parecia extremamente magoado com o meu ato impulsivo, me olhando com reprovação. 

Havia algo oculto pairando por ali, e eu não fazia ideia do que era.

Jungkook me olhava atônito, parecia tentar desvendar meus pensamentos, estava confuso. 

Dando a desculpa de que precisava fazer uma ligação, afastei-me do grupinho seguindo em direção ao banheiro, lavando meu rosto com água gelada em abundância.

Não sei porque eu sempre ajo por impulso e acabo fazendo merda. Jungkook não vai me perdoar pelo que fiz, e Jimin que eu mal conheço também não.

Eu sei que ele gosta de Jungkook e vice-versa, e mesmo assim fiz aquilo. 

— Que showzinho foi aquele? — me assustei ao ver Taehyung adentrar o banheiro, com sua típica cara de poucos amigos 

— Não sei do que está falando — me fiz de desentendido, secando o rosto com papel toalha 

— Beijar o Jungkook daquela forma na frente de todo mundo — parecia irritado, e eu estava adorando aquilo tudo — Estava tentando me provocar? — veio com tudo para cima de mim, prensando meu corpo com violência contra a pia atrás de mim. 

— E porquê eu faria isso? — arqueei a sobrancelha, mordendo o lábio inferior. Observando Taehyung acompanhar meu ato — Eu só beijei meu namorado, que eu saiba, isso não é crime — sentir o corpo dele tão próximo do meu, estava me deixando quente e sem conseguir raciocinar direito 

Sem que eu pudesse esperar, Taehyung me virou de costas, me encoxando por trás, roçando aquele pauzão dele na minha bunda. Minhas mãos apoiaram-se sobre a mármore gelada, minha respiração tornou-se ofegante

— Não minta para mim, Choyé — ele sussurrou rouco bem pertinho do meu ouvido, mordiscando minha orelha de levinho. Não contive um gemido agudo — Eu já sei que, seu namoro com o tal Jungkook é tudo uma farsa — pressionou seu quadril com mais força, contra a minha bunda 

— Como assim? — automaticamente inclinei a cabeça, deixando meu pescoço a mostra para que Taehyung pudesse descer os beijos que dava em meu rosto 

Eu já não sabia o que estava falando, Taehyung me deixava confuso, atônito, aéreo a tudo o que acontecia a minha volta. 

— Não precisa mais mentir, Jimin já me disse a verdade — o encarei através do espelho. Então era por isso que Jimin ficou tão desconfortável com o beijo que dei em Jungkook — Então, admita que só o beijou para me provocar — virou-me defronte a ele, roçando seu lábios macios sobre os meus. 

— É óbvio que não — contrapus, tentando inutilmente me afastar dele, conseguindo o inverso disso — Me solta, seu bruto — pedi, entretanto, meu pedido sairá mais como um gemido 

— E se eu não quiser? — agarrou-me pela cintura, erguendo meu corpo sobre a pia para que eu me sentasse — Eu não parei de pensar em você, desde que nos beijamos ontem na festa — deslizou suas grandes mãos por minhas coxas, apalpando-as com vontade, ao mesmo tempo em que mordia o lábio inferior. 

Droga! Por que tão fodidamente sexy? 

— Aquilo foi um erro — falei ofegante, sentindo suas mãos atrevidas subirem por meu corpo até alcançarem meu rosto — Eu estava bêbado — que desculpa mais esfarrapada, no entanto nada melhor me vinha a mente no momento. 

— Mais mentiras — negou com a cabeça, voltando a apalpar minhas coxas. Sentir seus dedos friccionando minha pele mesmo que coberta, deixava-me em êxtase — Ah, Choyé — descansou a cabeça em meu peito, e instintivamente levei minhas mãos até seus cabelos, enterrando meus dedos entre seus fios — Não devia ficar me provocando — elevou o olhar, fitando-me com malícia e fascínio

— Eu não estou fazendo nada, Timothée — fingi inocência, soprando a última parte contra seus lábios 

— Eu disse para parar, Choyé — advertiu-me uma vez mais

— Ou o que? — num movimento rápido e abrupto, Taehyung me puxou pelo quadril, confortando nossas intimidades. 

Nossas respirações aceleradas mesclava-se, seus lábios atrativos estavam tão próximos aos meus que eu sequer podia raciocinar. 

— Foda-se tudo, eu quero você, Choyé— puxando-me pela nuca, Taehyung invadiu minha boca com tudo.

Eu sabia que não deveria ceder a ele, sabia que era errado me envolver com alguém como Taehyung, no entanto não tinha forças para afastá-lo, ele parecia tirar completamente a minha sanidade quando usava sua boca para deborar a minha. 

Mesmo sabendo as consequências que aquilo me traria, permiti que Taehyung me possuísse por completo. 


Notas Finais


Podemos ver claramente que Vhope se odeia.

Já leram a minha nova One Vhope? https://www.spiritfanfiction.com/historia/caliente--vhope-18330684

Comentem aqui pra tia 💕


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