História Troublemaker - VHope (Hiatus) - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bts, Gay, Hopev, Hoseok, Hot, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kpop, Lemon, Long-fic, Menção Jihope, Namjoon, Suga, Taehyung, Taeseok, Vhope, Yaoi, Yoongi
Visualizações 252
Palavras 3.847
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


⚠ ⚠ ⚠ A T E N Ç Ã O ⚠ ⚠ ⚠

Essa fanfic contém temas sensíveis e conteúdo pesado: violência, sexo explícito, palavras de baixo calão, substâncias ilícitas, etc.
Se o conteúdo não é de seu agrado peço que NÃO leia ou PULE as partes que não têm interesse e lhe incomodam! Não estou fazendo nenhuma romantização nem mesmo apologia, tratam-se se assunto sensíveis e pesados, então não incentivo ninguém a fazer qualquer coisa que vão ler aqui.
Os personagens dessa história são totalmente FICTÍCIOS e não têm nenhuma relação aos personagens da vida real, exceto a aparência.
Mais uma vez alerto que isso se trata de uma FICÇÃO e que se o conteúdo não lhe agrada, NÃO LEIA! Assim evitamos problemas para ambos os lados.
Agradeço a quem levou esse aviso em consideração, e para aqueles que leram e mesmo assim querem se aventurar, sejam muito bem vindos!
━━┈┈┈┈┈┈┈┈┈✿❁✿┈┈┈┈┈┈┈┈┈━━

Olha só quem voltou mais rápido do que se foi!
Bom, eu não sei exatamente o que falar sobre esse capítulo kk
Quando eu comecei a escrevê-lo, pensei que não chegaria nem a 2 mil palavaras, porém olha o tamanho do monstrão kk
Sobre as datas, eu não deixei bem especificado, então, consegui pensar em um jeito que não quebre a linha do tempo: Hoseok e Tae se conheceram na quinta-feira, sexta-feira a confusão do restaurante e sábado (fim da semana) é o dia em que eles tinham que entregar as músicas lá.
Assim sendo, espero que apreciem a leitura e vejo vocês no fim do capítulo ♡

Capítulo 4 - Decisions


Fanfic / Fanfiction Troublemaker - VHope (Hiatus) - Capítulo 4 - Decisions

“Ainda que tudo esteja indo de mal a pior, não desista. Você tem a cada dia uma nova oportunidade de mudar isso.”


Formidavelmente, as preces de Taehyung parecem terem sido atendidas, pois quando o rapaz de cabelos negros entrou no prédio da empresa em que trabalhava, o homem, mais conhecido como manager, ou Lee Dahyun, não o agrediu naquele dia, nem ao menos brigou com ele. Na verdade, o mais velho não havia nem mesmo soltado uma única palavra até o momento em que se afastaram novamente. Porém, aquilo não deixou o cantor mais tranquilo, pelo contrário, aumentou ainda mais seu medo, visto que poderia receber uma punição bem severa depois. Vindo daquele homem, qualquer coisa é de se esperar, pensou o garoto.

Ignorando esse fato, o astro se apressou para encontrar os outros integrantes da banda e quando os achou, pediu desculpas inúmeras vezes por tê-los deixado esperando por tanto tempo. Explicou também toda a confusão em que se metera e, é claro, como conseguiu se safar de tudo com a ajuda dos policiais. Ao contrário do que pensava, os outros dois não estavam irritados com ele, mas sim preocupados, pois o rapaz havia realmente demorado e eles já estavam pensando negativamente em relação ao que pudesse ter acontecido com o Kim.

Taehyung, então, entregou-lhes seus lanches e eles puderam finalmente se deliciarem em todo aquele mar de gorduras e carboidratos que, naquele momento, pareciam ainda mais gostoso por estarem demasiadamente famintos. Eles tinham uma meta para cumprir e um prazo muito curto e por esse motivo, mal estavam se alimentando para conseguir atingi-la. Haviam se esforçado muito para compor duas das três músicas que o produtor havia ordenado.

E enquanto comia, o vocalista se lembrou da decisão que agora estava determinado a tomar, então chamou a atenção dos outros:

— Eu vou largar as drogas… — Começou em baixo tom. Os dois à sua frente ficaram pasmos e até pararam de mastigar, ambos com suas bocas preenchidas de hambúrguer.

— Isso é sério? — Responderam juntos, o baixista e o baterista. — Taehyung, você tá falando sério? — Continuou Namjoon.

— Tô sim, gente. Eu andei refletindo sobre umas coisas e abri os olhos para o que realmente anda acontecendo na minha vida… — Falou o Kim mais novo, com os olhos levemente marejados, aquele assunto mexia consigo. — E eu quero a ajuda de vocês nesse novo rumo que eu vou tomar…

Ele não conseguiu terminar, porque no meio de seu pequeno discurso, seus irmãos, o de sangue e o de coração, se levantaram e o abraçaram ao mesmo tempo, tão forte, que ele não pôde impedir as lágrimas de molharem suas bochechas, portanto, fechou os olhos e se permitiu desfrutar do carinho. Aquele afeto fez seu coração se aquecer e nesse momento, ele se arrependeu novamente por não ter aproveitado mais daquilo. Mas agora seria diferente, uma nova pessoa estava por vir.

— Meu Deus, você não sabe o quanto eu to feliz em saber disso, maninho. — O maior apertou os braços ao redor do moreno e este fez uma leve careta devido a força que o mais velho estava aplicando no abraço.

— Hyung, eu preciso respirar... — Riu baixinho e o mais alto o soltou.

— Desculpa, é que eu fiquei realmente feliz agora. Nossa, não acredito que você vai realmente se cuidar, TaeTae! — Namjoon tentava segurar as lágrimas. Era quase impossível. Desde que o menor havia começado a consumir tais substâncias, tudo o que mais exigia era que ele desse fim àquilo. Francamente, ele não queria nem que o rapaz tivesse começado.

— Hyung, que bom que você decidiu isso! Eu também tô muito feliz em saber. — Jungkook se pronunciou, também estava emocionado com a notícia. Os irmãos Kim eram tudo o que ele tinha, foram sua família quando todos o abandonaram.

— Então… Vocês vão me ajudar? — Perguntou o vocalista, meio envergonhado. Foi a primeira vez, de fato, em muitos anos, que realmente pediu ajuda para resolver seus contratempos.

— Mas é claro! Você pode contar comigo sempre! Sabe disso. Sempre que quiser conversar, eu vou estar aqui. — Contestou o mais novo dos três, fazendo seu hyung sorrir.

— É bom saber que ainda posso contar com meu melhor amigo. — Declarou sincero. — E você, hyung? — Se virou para o loiro.

— Você ainda pergunta? É óbvio! Você sabe que tudo o que eu faço é pra cuidar do meu irmãozinho. Mesmo que algumas decisões que eu tenha tomado não deram certo. — O baixista suspirou.

— Eu sei que o que fez foi por mim, hyung. E eu sou extremamente agradecido por tudo. Não podemos mudar o passado, mas podemos dar um passo diferente para mudar o futuro. E eu quero que vocês deem esse passo comigo. — Pediu o cantor e os outros membros apenas concordaram com um aceno de cabeça, todos sorriam.

Em seguida, voltaram aos seus lugares e se prontificaram a terminar seus lanches. A vibe que rodeava o lugar era de extrema calma e tranquilidade. Os três estavam aéreos com aquela decisão, sabiam que a partir de agora, muita coisa iria mudar. E, em meio a pensamentos, Namjoon quis saber:

— Mas então… O que fez você ter toda essa reflexão? Não foi do nada, foi? — Questionou ao mais novo. Este que deixou um sorriso bobo escapar sem nem perceber, o que não passou despercebido pelo irmão.

— Sabe o policial que ficou preso comigo na despensa do restaurante? Foi o Hoseok, o mesmo que quase me prendeu naquele dia. Ele jogou umas verdades na minha cara que me acertaram em cheio, entende? — Assumiu o roqueiro. — Sabe aquele balde de água fria que choca a gente? Foi mais ou menos isso.

— Mano! Eu poderia beijar esse tal de Hoseok de tão feliz que eu tô! Deve ser um anjo disfarçado de policial, certeza! — Retrucou Jungkook.

O que fez Taehyung se moer internamente. Estaria ele com ciúmes do oficial? Mas eles eram amigos, não? Pelo menos, o cantor achava que naquela despensa havia se iniciado uma pequena amizade entre os dois. Era normal sentir ciúmes de um amigo, certo? E por que, afinal de contas, Jeon queria beijá-lo? Não era necessário beijar alguém para agradecê-la. Tal ideia o deixou angustiado, não gostou de pensar em ter seu melhor amigo beijando Hoseok, porém, não disse nada. Apenas retornou ao seu lanche com os pensamentos inundando sua mente.

Após estarem devidamente alimentados e sem mais nenhum resquício de fome, Namjoon se levantou anunciando:

— Meninos, ainda falta uma música. Temos que adiantar, pois só temos até hoje para terminar e amanhã entregar tudo isso logo. Vamos voltar ao trabalho, se não, não vamos conseguir. — Sentenciou o loiro e os mais novos concordaram, seguindo-o.

Os três homens se encaminharam para o estúdio onde suas obras eram criadas. Não era um local muito grande, mas eles achavam que estava ótimo. Cada um arrumou um canto confortável e como sempre faziam, começaram a rascunhar o que vinha em suas cabeças, para depois juntar tudo e ver o que concordavam que podia se aproveitar. Dava certo, já que como no ditado: “Duas cabeças pensam melhor do que uma”, nesse caso três, as ideias de cada um, quando unidas, eram sempre de surpreender qualquer um. Assim era como conseguiam letras tão boas para suas músicas e por esse motivo que suas composições conquistaram milhões de pessoas ao redor do mundo.

Taehyung fechou os olhos e se deixou mergulhar em sua consciência, buscando inspiração em cada canto de sua mente. De repente, começou a reviver sua infância, lembrou de cada detalhe daquela parte de sua vida que odiava. Desde muito novo teve uma vida atordoada. Quando ele cresceu um pouco, achou que sua vida iria finalmente melhorar, mas então, ela despencou de um penhasco novamente. As coisas foram de mal a pior e tudo parecia perdido. Ele começou a se sentir mal ao relembrar de todo o sofrimento que teve. Desejou algo para sanar sua dor, talvez uma bebida, mas se condenou em seguida. Ele não iria se entregar de novo, pela primeira vez, iria enfrentar aquele tormento. Sentiu a coragem dominando seu corpo daquela vez, ele estava preparado agora. Se sentia preparado.

Olhou para o notebook pousado em suas pernas e viu ali a resposta para seu martírio. Era isso, concluiu. À vista disso, posicionou seus dedos no teclado e começou a digitar, não sabia exatamente o que, mas não parou, deixando que suas mãos o comandasse. Ele iria colocar tudo para fora e aquele programa de textos aberto na tela do aparelho eletrônico seria sua saída. E após bater em várias teclas por um tempo indeterminado, o primeiro verso se revelou:

Meus demônios internos querem me consumir
Minha mente incerta se deveria permitir
Estou afundando, caindo
Onde não há amor, apenas dor
E ninguém sabe, não, ninguém sabe


As palavras carregadas de amargura eram postas sem paciência naquele documento, que agora não se encontrava mais em branco. Nem se dava conta do que estava digitando, apenas continuou. Novas memórias continuaram alagando seu espírito e a mágoa se nutriam de suas carnes, invadindo seus poros e cruzando seu ser. Assim sendo, outro verso se mostrou:


Minha alma está pagando o preço
Nesse inferno que eu chamo de vida
As chamas me corroem, me destroem
Quando eles tomam o controle
E ninguém sabe, não, ninguém sabe


Pensou nos seus dias atuais, as pessoas ao seu redor. Ponderou sobre pessoas que amava, as que perdera, até as que não gostava. O infortúnio ainda era presente em sua vida. Se perguntou quanto tempo mais aquilo iria durar, por quanto tempo mais, precisaria passar por tais condições. E quando se deu conta, já tinha um refrão:

O corvo sombrio não tem mais motivos para voar
Pois ninguém se importa aonde ele vai
Porque ninguém liga de qualquer forma
O corvo sombrio está caindo do céu
O corvo sombrio quer dizer adeus
O pequeno corvo não quer mais chorar, não mais


Seus dígitos não paravam por um segundo sequer, estavam em sincronia tanto com seu coração quanto com sua alma. O sangue que chegava à ponta de seus dedos pareciam levar toda aquela mensagem para os pequenos botões daquele teclado. Seus pensamentos vagaram até seus fãs, aqueles que sempre lhe apoiaram em tudo, que estavam ali, dando-lhe o amor que ele precisava, mas que havia ignorado. E mais uma estrofe nasceu:

Eu admito que errei, eu sei que falhei
Quantas vezes eu deveria me desculpar?
Me pergunto se um dia isso irá passar
Me agarrando ao último fio de esperança
Desejando que dias melhores não demorem a chegar


Se sentiu ingrato em relação àquelas pessoas que o levaram ao topo. Um mal-agradecido que não dava valor ao que havia conquistado. E ele sabia que havia conquistado muita coisa. Respirou fundo e se desculpou mentalmente à todos os seus fãs, por todos esses anos de ingratidão. Desejou que, de alguma forma, pudesse se redimir com eles. Então, sua última estrofe se findou:


Joguei fora tudo que me é importante
Ignorei a realidade tentando escapar
Tentando sobreviver dia após dia
Do lado obscuro que me consome
Mas eu preciso me levantar


Quando terminou, Taehyung estava chorando. Passou levemente os dedos magros sobre a bochecha, sentindo a textura líquida das lágrimas. Olhou para a tela de seu computador e viu que ele tinha composto uma música. Não apenas uma música, mas sim uma história. Aquela composição ali, era tudo o que ele havia guardado por anos e que agora estava finalmente deixando sair de si. Era algo que pesava demais todo esse tempo que o havia carregado. Copiou e colou o refrão no final da canção e deixou suas mãos descansarem, elas mereciam.


O corvo sombrio não tem mais motivos para voar
Pois ninguém se importa aonde ele vai
Porque ninguém liga de qualquer forma
O corvo sombrio está caindo do céu
O corvo sombrio quer dizer adeus
O pequeno corvo não quer mais chorar, não mais


Namjoon e Jungkook o olhavam assustados. Eles acompanharam todo a descarga de sentimentos que o cantor havia feito naquele notebook. Não ousaram se mexer, acharam que ele estava em meio a alguma crise ou algo do tipo, uma vez que o rapaz dedilhava freneticamente naquele aparelho, então apenas esperaram pelo próximo passo do moreno. O vocalista olhou para os dois, notando suas expressões de espanto. Piscou algumas vezes, ainda meio desnorteado. Não entendeu o porquê daqueles olhares sobre si.

— Acho... que eu tenho uma música... — Se pronunciou finalmente o Kim mais novo, em baixo tom de voz. Os outros integrantes se olharam e voltaram a encarar o garoto.

— Hyung, tá tudo bem? — Questionou o maknae da banda, ainda receoso.

Taehyung se fez a mesma pergunta internamente. Ele estava bem? Limpou as lágrimas de seu rosto e respirou fundo novamente. Ele estava sim se sentido melhor depois de ter desabafado, mesmo que tenha sido com o notebook dele. Porém, aquilo, de algum jeito, o fez se sentir muito bem. Aliás, não se sentia assim há muito tempo. Então, o jovem sorriu, um sorriso tão sincero que não aparecia em seus lábios há anos.

— Tá sim, Kookie… Agora tá. — Respondeu simplista, sem deixar o sorriso morrer, mesmo que ainda estivesse sendo encarado com espanto.

Os dois se entreolharam mais uma vez e levantaram apressados, se colocando ao lado do moreno. Ele lhes estendeu o notebook e ambos o pegaram para ler o que havia escrito. Ficaram surpresos. Em poucos minutos, o vocalista havia composto uma música inteira, muito boa por sinal.

— Tae… Isso tá muito bom! Como conseguiu? Só ajeitar algumas coisinhas que ficará perfeita! — Falou o irmão mais velho.

— Ficou bom mesmo? Acha que vão aprovar? — O cantor perguntou duvidoso.

— Tá brincando? Hyung, essa letra ficou ótima! De onde tirou inspiração? — Foi a vez de Jungkook interrorgar.

— Ah, Kookie… De mim. — Deu um riso fraco. — Eu apenas coloquei pra fora todas as minhas dores, meus tormentos, meus sentimentos… Enfim… Eu só desabafei.

— Você nos salvou! Agora já temos as três músicas, só dar os últimos reparos e enviar para o produtor aprovar. — Namjoon falou, ainda analisando impressionado aqueles versos.

O loiro se prontificou em fazer as últimas alterações em todas as composições e logo eles já estavam com as três músicas, enviando-as para que o produtor desse o veredito se iriam ou não usá-las. No fundo, os três integrantes desejavam com todas as forças que sim, afinal, haviam se esforçado muito para conseguir terminar aquelas canções a tempo. E agora, depois de todo o empenho que tiveram, se permitiram descansar, pelo menos um pouco, visto que sabiam que não demoraria para terem trabalho novamente, assim que as músicas fossem aprovadas. Ainda haviam de produzir melodias, ensaiá-las, etc.

Enquanto se encontravam jogados na sala de estar da empresa, Jungkook em um puff, Taehyung no sofá e o Namjoon em um tapete mesmo, os três homens conversavam sobre vários assuntos: algumas travessuras que aprontaram quando ainda eram colegiais, sobre trabalho. Falaram até sobre algumas namoradas e namorados com quem se relacionaram. E quando esse assunto entrou em pauta, o vocalista, inconsequentemente, pensou no policial.

— Acho que eu vou chamar o Hoseok pra tomar um café… — O rapaz soltou sem perceber — Digo… Pra agradecer sabe? Por ele ter me ajudado. Não só com a despensa, mas com as palavras também. — Completou sem jeito. Os dois à frente o encaravam com olhares e sorrisinhos maliciosos.

— Por que não traz ele aqui? — Perguntou o baixista, fazendo o menor revirar os olhos.

— Como eu vou trazer ele aqui, hyung? Você pirou? O manager mata nós quatro juntos. — Se endireitou no sofá — E parem de me olhar desse jeito, é só um café… Na brotheragem.

— Na brotheragem, né hyung? Irmãos não beijam na boca. — Jeon implicou, deixando o moreno a sua frente todo envergonhado.

— Quem tava querendo beijar ele era você aí! — Respondeu um tanto bravo, o que deixou os outros surpresos. — Ain, deve ser um anjo disfarçado, blá blá blá. — Afinou a voz em tom de deboche e cruzou os braços emburrado.

Os que assistiam àquela cena, não se aguentaram e começam a rir. Não só riram como fizeram um escândalo. Namjoon que já estava no chão, rolava de um lado para o outro com a mão na barriga, Jungkook jogava a cabeça para trás e batia o pé no chão, ambos gargalhando alto. O cantor, vendo aquilo, se perguntou se convivia com dois malucos e cogitou a possibilidade de ligar para um centro médico psiquiátrico e internar os dois. E diante daquele auê todo, ele se mantinha parado, olhando para o nada com cara taxo.

— Isso tudo é ciúme, hyung? — Interrogou o maknae, em meio a risadas. O que se encontrava no sofá fechou a cara.

— Que ciúme o que, Jungkook. Para de palhaçada, eu mal o conheço. — Retrucou o vocalista.

— Olha a cara dele, Kookie! Ele tá com ciúme. — O loiro foi quem provocou dessa vez, sem conseguir parar de rir. — Awwn.. Que coisa mais fofinha!

— Aff, vocês são uns idiotas, sabia? Eu convivo com dois loucos, isso sim. — Pegou uma almofada e jogou no mais alto.

— O primeiro sintoma é a negação, hyung. — Zombou novamente o baterista, levando uma almofadada na cara também.

— Ah, tá! Mas se eu disser que tô, aí é que eu estarei assumindo mesmo, não faz o menor sentido, seus palermas! Quando é que eu não tô então? — Ponderou sobre aquela lógica sem sentido do mais novo.

— Nunca, porque sabemos que você tá sim com ciúme. — Brincou o irmão mais velho.

Taehyung bufou, desistindo. Não adiantaria argumentar com aqueles dois. Contudo, o músico havia sim sentido ciúme, ele sabia bem disso, porém, negou o fato até para si mesmo. Ele mal conhecia Hoseok e nem imaginava como ficariam as coisas de agora em diante. Nem ao menos sabia se voltaria a ver o oficial, mesmo que quisesse muito isso. Por certo, ele queria realmente vê-lo de novo. No entanto, foi despertado de seus devaneios quando as risadas cessaram.

— Por que não leva ele naquele lugar, então? — Pronunciou o rapaz de cabelos loiros. — Chama ele, aí eu levo a JaeHwa e a gente faz uma festinha. — Comentou mordendo o lábio inferior e fazendo uma espécie de dancinha.

— Você só pensa em festa, né? Toma vergonha nessa cara. — O moreno disse, rindo. — Eu não sei… Será que ele vai aceitar? E Jungkook? Vai ficar de vela? — Se xingou mentalmente após notar o mesmo sorrisinho malicioso de minutos atrás voltar a adornar os lábios daqueles dois. — Não é o que vocês estão pensando, seus… Ah! Eu quero dizer que eu vou querer conversar com o Hoseok hyung, você vai tá com a JaeHwa e o Kookie vai ficar sem atenção, seus salafrários. — Desviou o olhar, emburradinho.

— Conversar, né? — Namjoon não resistiu em zoar e o mais novo revirou os olhos. — Você não disse que ele tem um amigo, que também te ajudou? Chama os dois, assim o Kookie também terá companhia. — Então, piscou para o acastanhado, que deu um sorrisinho.

— O que é isso? Algum tipo de encontro de casais? — Novamente o moreno se arrependeu das palavras, parecia que tudo o que ele falava estava insinuando que ele gostava de Hoseok, que eram um casal ou coisa do tipo. E os dos ali à frente não perdiam a oportunidade de lhe zombar. — Aish, vocês não prestam, sério!

— Para com isso, hyung. Até parece que você não zoa a gente também. — Falou o do puff, tentando controlar as risadas. — Mas eu apoio a ideia do hyung. Vai ser legal, podemos nos distrair um pouco. E eu ainda quero de verdade agradecer ao Hoseok hyung por ter colocado um pouco de juízo nessa sua cabecinha oca.

— Hoseok hyung? É, já vi que perdi ele pra você mesmo. — Expressou o de cabelos negros e novamente os seus irmãos caíram na gargalhada. — Ta! Eu assumo! Ele é lindo, ok? Ainda mais naquela farda. E eu fiquei sim com ciúme, poxa Kookie, eu vi primeiro. — Um biquinho se formou nos seus lábios.

— Hyung! Alguma vez eu já furei seus olhos? Eu quero mais é que você case e viva pra sempre com esse Hoseok, porque realmente, esse homem foi um anjo que caiu de paraquedas na sua vida! — Manifestou sincero o rapaz de vinte e três anos. — Eu só quero agradecê-lo mesmo.

— Então tá combinado! — Namjoon se intrometeu.

— Que combinado o que, garoto? Você é louco por acaso, hyung? Como vamos conseguir despistar Belzebu para levá-los até lá? E que dia? Que hora, que mês, que ano? — Taehyung respondeu deveras nervoso. Ele não negava o medo que sentia daquele homem.

Belzebu era a forma “carinhosa” como eles haviam apelidado o homem que se dizia manager da banda. E é claro que não parava por aí, apelidos como Satã, Canhoto, Lúcifer, Satanás e muitos outros nada agradáveis, sempre entravam nos diálogos entre os três quando queriam se referir ao sujeito.

— A resposta para suas perguntas é bem simples, caro maninho… — O loiro começou e o Kim mais novo cerrou os olhos suspeitando, sabia que quando seu irmão falava daquela forma era porque iria aprontar. — Sexta-feira que vem teremos aquele show em Hongdae. E você sabe que na última sexta-feira do mês, à noite, Lúcifer sempre volta direto pra casa quando temos shows, com o mesmo argumento de que não aguenta mais olhar na nossa cara e quer um tempo da gente. Então, a gente junta o útil ao agradável e voilà!* Temos a data perfeita. — Finalizou com um sorriso.

— Hyung, você é um gênio! Mas é claro! Sábado que vem é o último do mês e o único que temos um dia inteiro sem ele! Não vamos precisar acordar cedo e podemos aproveitar a noite de sexta até não querer mais. — Comentou animado o vocalista.

Os três rapazes ficaram entusiasmados com aquela possível festinha que aconteceria ao final da próxima semana, que na verdade estava mais para uma social entre amigos, porém, eles não desanimaram.

Constatando que já estava de noite, os três se levantaram de seus lugares, se despediram com um breve “Boa Noite” e cada um se direcionou ao seu respectivo quarto. O manager não lhes dava muito, porém, pelo menos atendera ao pedido de terem, cada um, seu próprio quarto. Não que fosse ruim dividir um cômodo, mas eles já eram homens e queriam ter sua privacidade.

Quando chegou ao seu dormitório, Taehyung se preparou para um banho relaxante e ajeitou-se em sua cama macia e confortável. Seu dia havia terminado muito bem, mesmo que ao decorrer dele vários problemas tivessem acontecido. Apesar disso, ele se sentia alegre por ter ficado preso com o Hoseok e mais ainda por agora ter uma chance de poder se desculpar pelo que fizera com o homem e ainda poder ter uma conversa decente com ele. Estava ansioso e nervoso ao mesmo tempo. Era como em seus tempos de ensino médio, nos quais ele era quem tomava a iniciativa quando estava interessado em alguém. E por ser o Jung, ele se sentia ainda mais aflito, entretanto, estava mais do que disposto a se aventurar naquela jornada.


“De qualquer forma, a gente se sente bem melhor depois de tomar uma decisão.”
-As Crônicas de Nárnia.

Notas Finais


*Voilà: Trad. Port.: Vualá. Expressão francesa que significa "Aí está", "Eis aí".

━━┈┈┈┈┈┈┈┈┈✿❁✿┈┈┈┈┈┈┈┈┈━━

Então, aí esta o capítulo, amores!
Um pouquinho de Namjoon e Jungkook que estavam muito fantasmas nessa fic, não é?
E quem aí conhece alguém igual a eles? Aquela pessoa que perde o amigo, mas não perde a piada? No caso, eu sou a própria pessoa mesmo kkk
Enfim, comentem aí o que estão achando, se não tiverem gostando podem comentar também, críticas são sempre bem vindas para o melhoramento da pessoa. Eu gosto de críticas :3
Muito obrigada a quem leu ♡♡♡
Enfim, irei me calar e é isto. Beijinhos de luz!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...