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História Troublemaker - Capítulo 3


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Notas do Autor


Uau, eu realmente estou me esforçando p’ra isso dar certo. Quem diria, não é?
Ainda não revisei, talvez tenha uns bugs aí~
Boa leitura, bae! 🌵

Capítulo 3 - Taehyung.


   ᴄᴀᴘɪ́ᴛᴜʟᴏ ᴛʀᴇ̂s 

Vocês sabiam que na maioria das vezes, os porquinhos da índia entram em depressão quando o parceiro deles morrem? É, eu fiz algumas pesquisas aleatórias ontem de noite... Imaginando se a Kat tem dinheiro o suficiente p’ra pagar alguns caras pra me matar.

– Você viu? – Disse a garota, que descobri se chamar Audrey.

– O blog da Kat?... – Sussurrei, como se fosse um enorme segredo. Assentiu. – Não. Sabe, eu quero ter um momento de paz antes de... Você sabe. Crrr. – Cortei minha garganta com a mão de modo figurado. Audrey arregalou os olhos.

– Cala a boca e repreende isso! Credo. – Balançou a cabeça, afastando o pensamento. – Estamos falando de uma jovem de 17 anos... 

– Por isso mesmo. Já viu os noticiários de ontem pra hoje? Muitos jovens entram no mundo do crime. – Afirmei. Ela rolou os olhos.

– Como eu ia dizendo... Ela tem 17 anos e não é uma assassina! – Declarou, pisando no chão, como se brigasse comigo. Respirei fundo e olhei nos olhos da garota.

– Ela não é uma assassina, a não ser que seja uma.

– Isso nem faz sentido! – Se irritou. – Não sei o porquê estamos discutindo sobre isso. Você deveria ver o blog dela... Agora.

Audrey me olhava severamente... Fiquei com medo, confesso. Desisti do contato visual e abri o notebook, antes jogado na cama.

“Notícia dos alunos, baby!

Vamos falar sobre Taehyung?

Não, eu não me enganei de nome, babes. Sim. Vou falar sobre Kim Taehyung, filho do melhor amigo do meu pai. – Vulgo o PRESIDENTE da Coréia do Sul~.

Conhecido também pelo seu vocabulário perfeito; Sua extraordinária beleza; Seus cabelos castanhos, sempre com seu mullet bem alinhado; Presença marcante e olhar profundo.

Como sempre digo, babes. Do que adianta tanta beleza se você é um tremendo idiota?

Isso mesmo. Kim Taehyung é, definitivamente, o cara mais sujo e ignorante que já conheci em toda a minha vida!

Eu guardei isso por muito tempo, apenas nos meus pesadelos... Mas agora eu decidi que vou desabafar.

Há três anos atrás eu estava namorando Kim Taehyung. Era bem normal ocorrerem brigas todos os dias que nos encontrávamos. Mas estávamos nos relacionando mesmo assim, sem amor, apenas desejo. E... Acredito que já devem saber o que vem a seguir.

Eu fiquei grávida desse imbecil.

Eu tentei contar pra ele a minha situação. Adivinhem? Ele riu e disse que o filho não era dele. Me largou. Tive que abortar o nosso filho, e me arrependo de ter conhecido esse otário.

Essa foi mais uma notícia quentinha do blog speaks seriously. Até!”

– Você precisa fazer alguma coisa. – Audrey disse depois do notebook ter sido fechado.

– Se o Taehyung é um otário a culpa não é minha, merece ser exposto mesmo. – Dei de ombros e peguei minha mochila.

– Acontece que eles nunca se relacionaram. S/N, todo mundo sabe que o Kim só tem olhos pra ex-namorada dele.

– Ela morreu. – Afirmei, ajeitando a mochila nas costas.

– Para de falar besteira! Ela terminou com ele por motivos... Pessoais.

– Você incrivelmente sabe de tudo, né? – Ri. – Acho que no fim das contas, você é a ex do Taehyung e a Kat te odeia por esse mesmo motivo. – Brinquei, vendo que tais palavras fizeram Audrey engolir seco. – Porra, Audrey... Você é a ex do Taehyung. – Ela assentiu, desconfortável.

(...)

– O que significa isso, Kat?! – O loiro indagou, encurralando a menina nos armários escolares. Kat riu.

– Yo... Você acompanha meu blog, que fofo! – Debochou. – Essa escola precisa de escândalos, bae. – Empurrou o garoto. – Agora me dê licença... 

O loiro segurou o pulso da jovem antes que ela fugisse. Travou o maxilar.

– Ninguém mexe com os meus amigos, ainda mais você. Não tem medo do que eu posso espalhar por aí?

– Você não teria tanta coragem, Min. – Sorriu. – E se tiver, – Puxou seu pulso, livrando-se do aperto do jovem. – lembra de quem é o meu pai, e o que eu... na verdade, nós podemos fazer com você.

– É por isso mesmo. Um escândalo causado pela filha do prefeito não cairia bem pra imagem de ambos.

A morena o olhou incrédula. Como poderia ser tão ameaçador? E ao invés dela sair daquele corredor e sair como invencível, apenas paralisou ali, vendo Yoongi sair do corredor com o seu famigerado sorriso de lado. Inatingível.

(...)

– Jeon Jungkook! – Gritei, no meio do refeitório.

O jovem olhou em minha direção, ainda sentado na mesa do seu grupo de amigos. Indiferente. Quando estava mais próxima da mesa, e dele, disse:

– Precisamos conversar.

Suspirou e voltou a comer. Descarado!

– S/N, né? – Um jovem disse, apontando p'ra mim. – Ouvi falar de ti. – Arqueei a sobrancelha. – Levou a garota lá na diretoria. – Revirei os olhos.

– Jungkook. – Chamei. 

Os demais estudantes olhavam, debochados. Um grupo de garotas chegou a rir, na cara dura.

– Precisamos conversar sobre... A sua irmã. – Sussurrei. Expressão facial surpresa. – Que tal ser um garoto obediente e me seguir?

(...)

– Como assim a Kat é a sua irmã!? E como assim o seu pai é o PRESIDENTE da Coréia!? – Protestei, indignada. O jovem colocou sua mão sobre meus lábios. Empurrei elas. – Tira essas suas mãos sebosas de mim, asiático!

– Não seja histérica! – Exclamou. – Ela não é minha irmã, caramba! – Pôs as mãos na cabeça. Voltando a acalmar-se, disse: Ela não é filha do meu pai, é filha da minha mãe... que também não é minha mãe. – Olhei o jovem, confusa. – O que você queria falar?

– Tem alguma probabilidade da Kat saber quem escreveu o blog?

– 78%.

– Como assim!? – Indaguei, sentindo a minha respiração se desregular.

– De qualquer forma, ela não se importa. Vai dar mais views no blog dela. – Confessou, pondo as mãos no bolso. – Era só isso?

Olhei p’ra ele, descrente. Dei meia volta e fui embora.

Quando minha mãe disse que iríamos nos mudar e eu, consequentemente, teria que ser transferida para outra escola, nunca imaginei, em toda a minha humilde vida, que enfrentaria essas coisas. Se meter em assunto de gente poderosa? Porra. O que ando fazendo da minha vida mesmo? Espera...

– O que eu ’tava falando mesmo? – Indaguei, olhando para o teto.

– Sobre o quanto você está com fome e ferrada. Ou como você mesma disse: Uma ferrada faminta. – Nicoly disse, aos risos, no outro lado da linha.

– Ah, Coly... Como eu queria que você estivesse aqui. Sabe, você lida com essas situações tão bem. Que inveja eu tenho de você.

– Relaxa, logo as coisas melhoram, okay? Isso deve ’tá acontecendo por um motivo... O universo tem planos p’ra você.

– Aham. – Bocejei. – Não queria pagar de ignorante, mas sério, o universo ’tá sendo um filho da puta comigo. – Resmunguei, olhando as casas no lado de fora da janela. Nicoly riu. – Não ri, poxa, eu ’tô passando por uma fase difí... 

– S/N, vai dormir. Parece que você ’tá bêbada.

Ri. Me despedi da garota, e sonolentamente desliguei o abajur no criado-mudo. Adormeci.

O telefone tocou.

– Arrg! Eu ’tava quase dormindo! – Resmunguei, atendendo a ligação. Talvez eu tenha sido Hitler na minha vida passada. – Alô?

– S/N! Que bom que atendeu! – Disse a voz no outro lado da linha. Um pouco ofegante, eu diria. – Sou eu, Antenor!

– Eu conheço algum Antenor, meu Deus? – Sussurrei, voltando em minhas memórias de alguns anos atrás. – Não lembro de ter algum amigo com nome de velho. – Disse aleatoriamente. Porra. – Quer dizer...

A voz masculina riu do outro lado da linha. – Tudo bem, eu sei que o meu nome é um tanto incomum. Mas caramba... Achei que nunca esqueceria de mim.

– Eu tenho a memória emburacada, sabe? Sempre que eu aprendo algo, vem uma borrachona e apaga tudo. – Admiti, fazendo-o rir outra vez.

– Puxa... – Disse, cessando a sua risada. – Óculos enormes, magricelo, meio burrinho e narigudo. Ah, não posso esquecer da pinta enorme no meu braço.

Pensei mais alguns segundos, ainda me questionando o porquê de ele ter me ligado pela madrugada e não de manhã, como uma pessoa normal.

Lembrei.

– Antenor! Nossa, e aí? Como ’cê ’tá? E a pithulica?

– Não me faça lembrar desse apelido tosco. – Riu. – E eu estou muito bem, aliás. Bem saudável, eu diria...

– Bom saber, cara. – Bocejei propositalmente. – ’Tá meio tarde, né?

– Aah... Me desculpa por isso... Eu precisava saber se era o seu número. – Explicou-se, me fazendo rolar os olhos.

– Pois é, né. – Disse. – Sou eu. Mas preciso dormir, tenho aula cedo.

– Entendo. Boa noite!

– Boa noite. Liga depois, ’tá? – Disse e desliguei logo em seguida. – Preciso trocar de número. Puta que pariu.

(...)

– Parasita? – Indagou, me observando fechar a portinha do armário amarelo.

– Sim, parasita. Esse parasita segue cada passo teu, cada rede social, cada amigo ou familiar. Não duvido que vai se matricular na mesma escola que eu. É louco! – Eu dizia para Audrey, que ouvia tudo um pouco surpresa.

– Você deveria me dizer quem é esse parasita, eu ainda não ’tô entendendo muita coisa.

– Audrey! – Alguém chamou de longe. – Audrey! Eu voltei! – Ainda longe, e mesmo assim, reconheci a voz masculina.

– Ele? – Indaguei. – Isso só pode ser uma ilusão minha, não é possível.

– Ah, eu não disse? – Audrey sorriu. – Eu tenho um namorado. Antenor.

– Ei! Você estuda aqui? Caramba, eu não sabia! – Sorriu grande. – Audrey, meu amorzinho! – Abraçou a garota.

– Eu... Eu vou dar... Uma volta. – Disse embasbacada.

– Não S/N. Ao menos diga oi... – Murmurou.

– Oi Antenor.

– Oi S/N! Como vai? – Respondeu.

– Espera, vocês se conhecem? – Audrey indagou.

– Pois é, longa história. – Eu disse. – Mas vamos deixar pra outro dia, né, amiga? – Dei um sorriso falso para os dois. Arregalei os olhos. – Audrey, seu ex-namorado não superou o término de vocês...

– O Taehyung? – Disse baixo. Assenti. – Realmente, por quê?

– Talvez porque ele... Bem... Talvez ele tenha um olhar bem único...

Fui interrompida por um estrondo vindo da direção daquele que estávamos falando; Kim Taehyung.

– Quanta agressividade. – Disse Antenor, aos risos.

Audrey olhou para trás, onde havia um armário amassado e olhares na direção do dito cujo, que saiu do corredor logo depois que fez o barulho.

– Caramba, essa escola é cheia de surpresas. – Antenor disse ainda risonho. – Quem é ele?

– Pois é, longa história. Mas vamos deixar pra outro dia, né, amigo? – Abri um sorriso amarelo para os dois. 


Notas Finais


Parasita? Pois é, longa história. Mas vamos deixar pra outro dia, né, amige? kakak


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