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História Troublemaker; namjin - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi gente.
Voltei com outra kkkk e dessa vez é pra valer mesmo. Já já la vie en rose vai ser atualizada - não se preocupem, eu não desisti.
Sinopse bosta porque eu to com sono e depois eu arrumo. boa leitura.

Capítulo 1 - Acidente.


—  Vocês não têm vaga mesmo? Nem pra, sei lá, faxineiro? — NamJoon bagunçava os cabelos. — Eu realmente preciso de um emprego, sei muito sobre livros e-

— Sinto muito Kim NamJoon, mas contratamos funcionários no início do semestre, não podemos contratar mais um. — A bibliotecária repetiu pela quarta vez, cansada.

— Merda. — O rapaz murmurou se afastando da mesa. — Obrigado mesmo assim. — Agradeceu antes de sair da biblioteca, caminhando às pressas pelos corredores da faculdade. Ele estava ferrado, os documentos de seu carro estavam atrasados e o dinheiro que seus pais mandavam não era o suficiente para pagar as mensalidades da faculdade de psicologia. Ele já estava em seu terceiro ano, trancar a faculdade mesmo que temporariamente estava fora de cogitação. “Eu consigo, não é? É só encontrar alguns trabalhos de meio período e-

— NamJoon-ssi? — O professor chamou pela segunda vez, fazendo o rapaz olhar para si, distraído. — Posso ter uma palavrinha com você?

— A-Ah sim, claro. Me desculpe Professor Cha, não escutei você. — Se curvou rapidamente, gesto que o homem de meia idade dispensou com um aceno.

— Vamos até a cafeteria? Eu pago um café. — O professor sugeriu, recebendo um aceno tímido do aluno.

 

 

Observavam a atendente colocar os pedidos á sua frente enquanto tinham uma conversa casual sobre como estavam indo as aulas do mais novo. O professor pigarreou e tomou um gole do seu macchiato, encarando o aluno.

— NamJoon, você dava aula em uma escola de inglês, certo?

— Sim, mas ela foi fechada a alguns meses. — Respondeu confuso — Me desculpe, mas por que a pergunta?

— Eu sou amigo do diretor do colégio Sayeori e ele perguntou recentemente se eu não conhecia nenhum aluno interessado em ser professor substituto, e eu comentei sobre você. — Sorriu ao ver o aluno surpreso. Espera, colégio Sayeori não é um dos maiores colégios do país? — Você daria aulas de inglês para o terceiro e segundo ano do ensino médio. Ele ficou bem surpreso quando citei que você já foi o melhor aluno da Coreia e me disse para conversar com você, se estiver interessado.

— Eu estou! — Disse rapidamente. — Q-Quero dizer, não é um colégio grande? Por que eles contratariam um universitário?

— Você não é um universitário, é O universitário. Seria só por três meses, não sei se é o suficiente, mas soube que o salário é-

— É mais que o suficiente. — Interrompeu o professor, mal acreditando no que estava ouvindo. Aquilo estava mesmo acontecendo? — Obrigado, Professor Cha. Eu não sei como lhe agradecer. — Segurou a mão do homem, que lhe encarou surpreso por alguns minutos, mas logo sorriu.

— Agradeça continuando a ser um ótimo aluno. — Finalizou seu café, logo se pondo de pé. — Darei seu número para a secretária dele, eles provavelmente vão te mandar mensagem marcando a entrevista. Aproveite a oportunidade para estudar o comportamento dos adolescentes, pode te ajudar no seu TCC.

— Certo. Obrigado mesmo, Professor Cha. — NamJoon se curvou levemente.

— Preciso ir, tenho uma aula para dar daqui a dez minutos. Boa sorte. — Deu dois tapinhas no ombro do mais novo e seguiu seu caminho. NamJoon observou quando o professor saiu da cafeteria e pegou seu celular às pressas, digitando os números que tanto estava familiarizado.

— Atende, atende, at- Hobi! — Disse animado.

“— Hm? Aconteceu alguma coisa? Por que você tá tão feliz? MEU DEUS não me diga que você finalmente teve um encontro?”

— O que? Não! O Professor Cha me chamou e disse que o diretor do colégio Saeyori está precisando de um professor de inglês substituto.

“— E daí? Por que isso é tão importante?”

NamJoon suspirou, estapeando a própria testa.

— E daí que o professor sou eu, Hobi. O Professor Cha me recomendou a ele e perguntou se eu tenho interesse.

“— Mentira! E aí, você vai? Wah, isso é incrível! Eu vou te emprestar uns ternos para a entrevista e- Céus NamJoon, você precisa cortar o cabelo! Espera, preciso contar para a senhoria que você conseguiu um emprego e-“

— Calma Hobi, eu nem sei se vou conseguir o emprego. Aparentemente é um colégio excelente, nem sei se estou pronto pra-

“— Pronto de cu é rola, NamJoon! Você vai naquela entrevista, vai conseguir aquele emprego e vai ser o melhor professor que aquela escola já viu.”

— Ok, já entendi que você me apoia. Obrigado, Hobi.

“— Preciso ir, uma senhora precisa de ajuda na hidromassagem. Quando você sair da faculdade vem direto pra academia, vou comprar hamburguer.”

— Certo. Tchau, Hobi.

“— Até mais, Joonie.”

NamJoon desligou a ligação e deu uma risada leve, tombando a cabeça para o lado. Hoseok era o seu melhor e único amigo, já que no estilo de vida de NamJoon “não permitia caber mais alguém que não seja Freud ou qualquer livro acadêmico” – palavras dele. Fazia um mês que este estava morando nos fundos da academia que HoSeok era dono porque fora chutado do alojamento onde morava, mesmo com o seu amigo insistindo para morarem juntos em seu apartamento. NamJoon negou firmemente, Hobi morava em um apartamento chique em Gangnam e o estudante de psicologia nunca aceitaria morar por lá. Dizia que tinha alergia a gente rica.

Bom, agora ele teria que se acostumar se quisesse um emprego.

Se levantou, dando leves batidinhas em sua roupa e seguiu até sua próxima aula em passos lentos.

 

 

Uma semana.

NamJoon estava grudado no celular a uma semana.

Após o professor ter dito que mandou seu número para a secretaria da escola, NamJoon levava o celular para todos os cantos e atendia todas as ligações. Quase levou um golpe duas ou três vezes e quase deixou o telefone cair na privada, mas não tirava o objeto de sua mão.

Até que um dia, enquanto comia Bulgogi com HoSeok, a ligação que tanto esperava chegou.

“— Secretaria do Colégio SaeYori, boa tarde. Com quem falo?”

NamJoon quase engasgou com o macarrão entalado na garganta, o que fez HoSeok rir e entregar um copo de água á ele, que bebeu afoito.

— K-Kim NamJoon. — Disse com a voz estranha e pigarreou. — Você está falando com Kim NamJoon.

“— Bem, Kim NamJoon, você foi recomendado por Cha SeungWon para ser um professor substituto, está de acordo?”

— Sim, estou, com certeza. — Disse desconcertado.

“— Certo. Você está falando com Kim HyeSun. Como você foi selecionado, vou te pedir alguns documentos e alguns dados pessoais.”

— Tudo bem. — Assentiu de imediato, mesmo sabendo que a mulher não poderia o ver e gesticulou “Eu fui selecionado” para HoSeok que bateu palminhas silenciosas. Quase chorou quando deu suas informações e ela finalizou a ligação com um “boa sorte.”

— E aí? Que dia é a entrevista? — O mais velho perguntou animado, enfiando uma quantidade razoável de macarrão na boca.

— Quarta-feira que vem, nove da manhã. — Sorriu. Ouviu seu amigo surtar sobre algo a ver com “cortar seu cabelo” ou “terno verde musgo”, mas parecia longe. Só soube dar um sorriso largo e pensar:

Quarta-feira que vem será meu dia de sorte.

 

Hoseok tinha levado a sério o lance de cortar o cabelo. Agora, NamJoon estava no dia tão esperado por ele. Usava uma camisa importada de HoSeok e a sua melhor calça social, enquanto se encarava no espelho do quartinho minúsculo da academia.

— Certo, eu consigo. Vai dar tudo certo NamJoon, fighting! — Fez o sinal com as mãos e respirou fundo, antes de sair do quartinho e caminhar entre os inúmeros equipamentos de musculação. Deu bom dia a algumas pessoas que frequentavam a academia regularmente e fora encontrar HoSeok na recepção.

— Woah, meu Joonie tá perfeito! Não concorda, Jae? — O mais velho abraçou NamJoon de lado.

— NamJoon Hyung, você tá tãaao legal. — O recepcionista fez sinal positivo, concordando com HoSeok. O mais alto dali apenas sorriu nervoso.

— Eu preciso ir. Me desejem sorte.

— Boa sorte, Joonie. Você vai conseguir, fighting!

— Fighting, Hyung!

 

 

 

NamJoon dirigia calmamente, um pouco distraído. Aquela fora sua última chance, e se a entrevista não desse certo iria desistir da faculdade e voltar para sua cidade natal. Tudo tinha ocorrido bem, mas nunca saberia se alguém melhor que si estava lá também.

Antes de que pudesse pensar, um vulto passou na frente do seu carro, o fazendo frear com força e ouvir um baque.

— Merda! — Tirou o cinto e saiu do carro às pressas, pronto para ser preso. Felizmente, a pessoa que ele tinha aparentemente atropelado estava viva e segurava algo em mãos. — Me desculpa cara, sério. Eu não vi você passar e- você tá machucado? Meu Deus, você quebrou algum osso seu ou algo do tipo? Consegue falar? Vamos para o hospital. — Se aproximou do homem, ajoelhando-se ao seu lado. — Eu vou ligar para os bombeiros.

— Ei, cara, para de surto. Eu tô bem. — Levantou o rosto, deixando NamJoon ver seu rosto. Uau, ele é bonito. Caramba NamJoon, você acabou de atropelar o cara e- CÉUS aquilo é um arranhado?

— Você machucou seu rosto. — Tocou o rosto do rapaz levemente com as pontas dos dedos. — Droga, está sangrando. Dói alguma parte? Consegue andar? Você é louco, como se joga desse jeito na frente do carro dos outros? Você poderia ter morrido!

— Acho que ralei os joelhos e- — NamJoon observou um filhote de gato da cor cinza pular do colo do garoto, correndo para atrás de um arbusto. — Você ia atropelar ele. Ele é pequenininho, não ia ver.

— Vamos para o hospital. — NamJoon reforçou e SeokJin se levantou, dando leves tapinhas em suas roupas.

— Eu não vou para o hospital por causa de um arranhado e nem entrarei no seu carro. Nem te conheço. — Empinou o queixo e NamJoon também se levantou.

— Pelo menos me acompanhe até uma lojinha de conveniência para eu cuidar de seus machucados, por favor. Podemos ir a pé. — Encarou o garoto com um olhar pidão e este apenas suspirou, revirando os olhos.

— Tá, tanto faz. Se você tentar algo, eu te mato. — Deu de ombros e foi para a calçada, vendo o esquisitão entrar no carro e estacionar em algum lugar. Logo NamJoon se aproximou, correndo de maneira desajeitada.

— Vamos. — Chamou SeokJin, que apenas o acompanhou.

— Eu deveria chamar a polícia. — O garoto comentou, enquanto caminhava ao lado de NamJoon.

— Você também estava errado.

— Você não prestou atenção no trânsito.

— Você se jogou na frente do meu carro.

— Foi pra salvar o gatinho! — O garoto aumentou o tom de voz.

— E você poderia ter morrido! — NamJoon retrucou no mesmo tom. SeokJin bufou e vez um pequeno bico com seus lábios fartos, aparentemente frustrado.

— Certo. — Respondeu. — Então vamos fazer um acordo.

— Um acordo?

— É, na delegacia. — NamJoon não conseguia respirar. Eles provavelmente pediriam os documentos do carro e a maioria deles estavam atrasados. Merda.

— I-Isso não é realmente necessário, né? — Sorriu sem graça.

— Por que? Está com os documentos atrasados, senhor motorista? — SeokJin arqueou as sobrancelhas, rindo internamente. “Otário”, pensou ao ver o homem desconcertado. — Certo, faremos assim. Você me paga um lámen na loja de conveniência e a gente não vai até a polícia.

— Um lamén?

— Eu ainda não almocei. Como é mesmo sua placa? Acho que é-

— É um lamén que você quer, né? Certo, eu te pago um lamén.

 

 

Abusado.

Era o que Kim NamJoon pensava ao observar o garoto encher a boca com o lamén fumegante. Aquele cara não perdia a oportunidade de lhe provocar com alguma gracinha. O que tem de bonito, tem de insuportável.

— E qual é o seu nome? — Perguntou, fazendo o garoto olhar para si com as bochechas como a de um hamster.

— RJ. — Respondeu com dificuldade.

— RJ? Por que RJ? — NamJoon questionou e o garoto o olhou com estranheza.

— Porque não tô afim de dizer meu nome pra um desconhecido. — Sacou a mão no bolso da jaqueta de couro que usava, arrancando algumas moedas e colocando sobre a mesa. — Compra um Kimchi com isso aí, lamén sem kimchi não tem graça. — NamJoon estava por um fio de mandar aquele garoto ir para lugares escuros, mas respirou fundo e deu um sorriso falso, pegando as moedas de cima da mesa e comprando um kimchi. Aproveitou e comprou uma pomada e alguns bandaids.

— Toma o seu kimchi, RJ. — Jogou o pacote em cima da mesa, que o garoto abriu e colocou no lamén de bom grado. — Vira o rosto.

— O que? Pra que? Ei-

— Fica quieto. — Se meteu entre as pernas de SeokJin, levantando o rosto do mesmo seu indicador. Se aproximou do rosto dele, concentrando-se em passar a pomada de maneira cuidadosa.

— Ai! — Resmungou, sentindo suas bochechas queimarem. NamJoon apenas revirou os olhos, pegando o bandaid e colocando sobre o ferimento.

— Prontinho, machucou? — Disse irônico e se afastou. — Agora me dê seus joelhinhos e seja um bom garoto, certo RJ-ssi?

— Vá se foder. — Mandou e voltou a comer seu lamén de maneira afoita, o que fez NamJoon dar uma leve risada e se abaixar para cuidar dos joelhos do jovem rapaz.

 

 

— Eu quero um doce. — SeokJin fez um muxoxo e suspirou, fazendo o mais alto o olhar indignado.

— Wah, inacreditável. — Resmungou. — Não tenho dinheiro.

— E daí? — Deu de ombros. — Eu tenho. — Piscou para NamJoon e caminhou até o freezer, pegando um picolé azul. O estudante de psicologia ainda estava encarando o garoto com um olhar indignado. Ele é uma naja, pensou ao ver que o garoto se aproximava também com um pacote de marshmallows. — Vamos, Sr. Motorista. Cansei de ficar aqui. — NamJoon apenas suspirou e acompanhou o garoto, saindo da loja de conveniência.

— Não é muito açúcar? — Questionou.

— É um vício. — Respondeu, simples. — Já tentei substituir por cigarros, mas não suporto o cheiro. — Deu de ombros e abriu o picolé. NamJoon observou que era um de dois palitos e ficou surpreso quando o garoto partiu ao meio e lhe ofereceu um. — Valeu por cuidar dos meus ferimentos.

— Woah, então RJ-ssi sabe dizer obrigado. — Ironizou e pegou o picolé dando uma mordida. — Obrigado por não ir a delegacia, você sabe. — Caminhavam lado a lado, lentamente.

— Você é inocente demais. — SeokJin respondeu, rindo debochado. — Não atropele mais ninguém, as pessoas são más, certo Sr. Motorista? — Disse parando de andar.

— E não tente se matar por conta de gatinhos, certo RJ-ssi? — SeokJin apenas riu, oferecendo uma das mãos.

— Foi um prazer, Sr. Motorista. — Disse e sorriu de lado.

— O prazer é todo meu, RJ-ssi. — Aceitou a mão e sorriu também. Aos poucos, SeokJin foi se afastando pela rua a fora, até desaparecer. NamJoon apenas riu sozinho e voltou para o seu carro, batendo a porta com força.

Ambas as mentes estavam focadas em apenas uma coisa:

Quem é aquele cara?



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