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História Trouxa Por Você - Capítulo 2


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Notas do Autor


Alá bb, n é qe eu voltei??
Tava num tédio qe só (pré-quarentena) em uma feira e acabei pegando o cel e fazendo uns caps aí.
Espero qe ainda tenha gente qerendo ler essa trashzinha aqi <3

Tem tbm uma "nota de rodapé" nesse cap, mas eu vou colocar já aqi nas notas de início pq eu acho mais fácil voltar a page (e n tomar spoiler) do qe ir até o fim.

Jaskier¹ - significa "dente-de-leão" em polonês. Inclusive, no jogo o Jaskier se chama "Dandelion" que - vejam só que não-surpresa! - também significa dente-de-leão (mas em inglês). Eu conheço dente-de-leão como aquela florzinha branca que a gente faz um desejo e sopra, sabem? Mas o Google me disse qe as amarelinhas comuns (qe normalmente achamos junto das branqinhas de soprar) também são dente-de-leão.
(Aliás, acabei de descobrir aqi no Google qe dente-de-leão "ajuda na disfunção erétil, principalmente para homens". A piada já vem pronta, né.)
Moral da história: Jaskier é o nome artístico dele.

Enfim, com isso vcs já vão conseguir entender a piada.
Boa leitura!

Capítulo 2 - II - Quando ele esquece o próprio nome.


 Era para ter sido uma ceia tranquila... Ao menos dentro do possível quando se tratava de viajar com o bardo. Claro que sempre precisava aguentar a cantoria desenfreada e a ignorância cega quando recebia algum elogio cheio de ironia e deboche, cujos quais o bardo interpretava como sinceros e reconhecedor de seu grande “talento”. 

 O talento de tirar qualquer um do sério, só se fosse. 

 Naquela taberna ao menos tiveram pena o suficiente para lhe dar um punhado de moedas em troca dele falar a boca. 

 E Jaskier com dinheiro era igual uma criança com doce. 

 O bardo, de fato, tinha um outro talento: aquele para gastar dinheiro. Ele era mais do que rápido em encontrar uma forma de fazê-lo, fosse pagando bebidas para todos, ou um quarto melhor, ou simplesmente enchendo a cara até esquecer o próprio nome. 

 Literalmente esquecer o próprio nome. 

 - Jaskier, vamos – demandara. 

 - Jassssskieeerr – o bardo testara, como se fosse uma cobra, então caindo na risada. Uma risada tão idiota e espontânea que Geralt sentira um misto de graça com desprezo – porque, veja bem, Geralt sabia que aquilo não ia dar em boa coisa e certamente sobraria para si salvar o traseiro do bardo. 

 - Vamos logo. 

 - Onde? Procurar jaskiers¹? Você quer fazer um desejo?

 Tivera que revirar os outros para não o puxar pelo braço mesmo e arrastar pelo chão. 

 - Jaskier é você. 

 - Eeeuu?! – O bardo exaltara-se, fazendo uma careta conforme recuava e balançava o dedo em negativa. – Na, na. Não. Meu nome é Juliaaaan. 

 Que bom. Ótimo. Aquele era uma excelente hora para ele se lembrar que tinha um nome de gente. 

 - Você que se chama de- 

 - Juliaaaan – o bardo cantarolara, inclinando-se na cadeira, para frente e para trás, como um maldito maníaco bêbado. - Julian Alfred Pankratz! Paaaannkratzzz!

 Nem sabia se aquilo era verdade, pois aquela merda parecia um embaralhado de letras, ainda mais pela forma como ele pronunciava.

 Geralt tivera que olhar para os lados, dando uma conferida se alguém mais assistia aquilo para poder fingir que nem conhecia o bardo. 

 - Jaskier, não tenho tempo para- 

 - Por que continua me chamando assim? – Jaskier protestara em um tom meloso e com um bico dramático nos lábios. – Meu nome não é um nome bonito? Eu acho bonito, mas muito sério, não acha? Juliaaaan... 

 - Tudo bem – dera-se por vencido. - Vamos embora, Julian. 

 - Julian é charmoso – o maldito continuara seu monólogo, como se tivesse entrado por um ouvido e saído pelo outro. Tropeçava nas próprias palavras, enrolando as sílabas. –, mas algo mais poético seria tão... Oooh! 

 O bardo pusera as duas mãos na frente da boca, voltando-se para si com olhos azuis arregalados, como se tivesse tido uma enorme epifania. 

 O bruxo dera mais uma olhada ao redor, desconfortável com a atenção recebida. Os homens da mesa ao lado lhe encaravam como se aquele show fosse muito mais interessante do que a música (o que, aliás, não estava muito longe da verdade). 

 - Será que também são atores itinerantes? - um dos homens indagara ao colega, baixinho, em um tom cujo qual Geralt fora capaz de ouvir tão apenas graças à sua audição melhor que a de um humano comum. 

 - A gente deveria dar umas moedas? - outro comentara, para seu completo desgosto. 

 - Julian, vamos – tentara mais uma vez, já impaciente. 

 - Sabe que Jassskieeer seria um excelent- Ei! 

 Geralt perdera a paciência e puxara Jaskier pelo braço, rápido e brusco, jogando-o encima de seu ombro. 

 - Vamos. 

 - Vamos? Vamos aonde? Você nem sabia meu nome! Eu não quero ir caçar jaskiers com você! 

 Jaskier se debatia conforme o bruxo dava os primeiros passos. 

 Aquilo não podia ser sério. Ele tinha que estar testando sua paciência de propósito – muito embora o tom de surpresa fosse bem realista. Mas, afinal, o bardo era um artista e nunca se pode confiar em artistas. 

 - Socorro! Ele está me sequestrando! 

 Tudo o que mais queria naquele momento era jogar Jaskier no lixo e esquecer que ele existia. 

 Quando já estava sentindo o gosto do puro ar noturno o dono da taberna pusera-se em seu caminho, um homem careca e barbudo de expressão nada gentil. 

 - Vou pedir para que deixe o bardo. 

 Naquele momento dois pensamentos se passaram pela cabeça do bruxo: 

 Aquilo só poderia ser uma brincadeira e; 

 Ia totalmente matar Jaskier. 

 Suspirara pesarosamente. 

 - Ele bebeu demais. Estou o levando. 

 - Ele está me sequestrando! – Jaskier protestara, batendo em suas costas com aquelas mãozinhas delicadas idiotas. Em resposta Geralt apertara mais a mão segurando a cintura dele. 

 - O que vocês são? 

 - Nós somos... - Um caroço na sua garganta lhe impedia de pronunciar aquela tal palavra amaldiçoada. 

 Seu hesitar, no entanto, fora interpretado de outra forma pelo homem na sua frente. 

 - Vou pedir uma última vez: deixe o bardo. Se não eu vou chamar os homens. 

 Já no limite da paciência, virara-se para o lado e jogaram Jaskier encima da mesa mesmo, puxando-o pela camisa para que não caísse deitado. 

 - Jaskier, diga para ele que me conhece ou eu vou abandonar você aqui nesse vilarejo no meio do nada. Tem cinco segundos. 

 O bardo demonstrara uma seriedade cômica e irritante ao estreitar os olhos na sua direção, conforme o dono, de braços cruzados, assistia a cena. 

 De repente o bardo sorrira, grandioso como só um bêbado mesmo. 

 - Claro que sim! – Jaskier declarara, animado, e Geralt chegara a respirar em alivio. – Agora eu entendi – ele complementa e no mesmo instante o bruxo tivera a certeza de que não viria coisa boa por ali. – Jaskier é o apelido carinhoso que você me deu. 

 - Vai se foder, bardo idiota. 

 No mesmo instante Geralt lhe soltara com brusquidão, dera as costas e seguira para a porta, onde o dono lhe encarava daquele jeito que dizia: “malditos casados que vem brigar na minha taberna”. 

 - Ele é louco - justificara-se. 

 - Sei... – o homem com certeza não acreditara. – Pode levar o seu... Seu. 

 - Não é. Com certeza não é. Podem ficar. 

 Geralt já estava na porta quando o barulho de algo – um saco de carne molengo que poderia muito bem ser um corpo – caindo chamara a atenção de todos. 

 - Queridooo...! Desculpe não ter entendido. Você pode colher o seu Jaskier aqui! 

 Acelerara seus passos para a saída, fugindo dos olhares e deboches. Não fora muito longe, no entanto, e sua consciência pesada o fizera parar e virar-se de frente para o local. O burburinho exaltado e a luz forte emanando do local. 

 Não. Não. Não. Seria uma grande estupidez voltar. Era só virar as costas e seguir seu caminho. Já tinha feito aquilo antes. Não era tão difícil... 

 ... Ou não deveria ser... 

 Mas a lembrança de Jaskier magoado da última vez o fazia continuar ali, como um maldito idiota rejeitado, encarando a porta na esperança de ver os olhos azuis e sorriso de criança. 

 E ele logo estava lá. Trocando os pés, sorrindo radiante ao lhe ver. 

 Radiante? Não, não. Enervante. 

 Porque Jaskier era só um idiota. 

 Mesmo assim permanecera parado, aguardando o retorno dele. 

 - Desculpe, Gee

 No mesmo instante um calafrio percorrera seu corpo – algo muito humano para um bruxo, afinal, Geralt não tinha aquele tipo de instinto – e retornara a dar as costas ao bardo, apressando o passo, afastando-se daquele bêbado maluco que lhe perseguia. 

 - Você não gostou do apelido? Gee! Espera! Gee! 


Notas Finais


A nota de rodapé tá nas notas iniciais, caso alguém não tenha lido lá ainda kkkk
(Obs: quem zuar o nome do Jaskier vai me ver defendendo pq o meu é Viebrantz, então entendo a dor dele).


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