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História True Colors - Capítulo 22


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Notas do Autor


OLHA QUEM VOLTOU? É, isso mesmo, sentiram minha falta? Isso quer dizer que vocês não leram meu trabalho mais recente então, infelizmente por que ficou um amorzineo

Mas enfim, depois de muita luta, muita briga, eu finalmente consegui finalizar esse capítulo que ficou... pequeno, haha.

Mas espero que vocês entendam ele, ficou um pouco confuso e algumas partes ficaram meio corridas confesso mas sinceramente, eu já tentei reescrever esse capítulo umas 5 vezes e nenhum deles ficaram no meu agrado então desisti e deixei ir.

Sem mais delongas, boa leitura!

Ps: a história vai ficar um pouco menos slice of life e mais treta agora, espero que não estranhem.

Capítulo 22 - Passado de Eunbi


Toda aquela situação ainda era incômoda para Wonyoung, até então Sakura era aquela que tentou assassiná-la mas agora ela estava ali conversando com Yujin como se nada tivesse acontecido. A tia de Sakura havia saído para fazer uma patrulha alegando que a verdadeira culpada estava por perto e pediu que elas ficassem no quarto por enquanto, antes dela sair a feiticeira retornou o tempo da parede que tinha sido quebrada para seu estado original.

– Miyawaki, ainda não sei como agradecer a sua tia por tudo que ela fez. – Yujin comentou. – Ela se disponibilizou a ajudar Wonyoung mesmo sem conhecê-la direito.

– Minha tia sempre foi muito altruísta, não me surpreendo com isso. – Sakura segurou a mão de Yujin. – Mas o mais importante é que ela nos ajudou a se resolver.

– É verdade. – a coiote riu meio sem jeito.

–Alguém poderia por favor me explicar o que aconteceu enquanto eu estava desmaiada? – Wonyoung disse irritada com aquela situação.

– Yujin chamou as outras garotas para vir aqui, espere até estarmos todas aqui para que eu possa explicar melhor.

– Já estamos aqui. – a voz de Yuri se fez presente e em um piscar de olhos todas apareceram dentro do quarto de Wonyoung se assustando ao ver Sakura naquele quarto.

– Sakura? E Yujin? No mesmo quarto? E ele está intacto? – Chaeyeon questionou e Yujin revirou os olhos.

– Eu não sou uma animal selvagem!

– É sim. – todas responderam em coro, menos Sakura.

– Gente, gente, deixa eu explicar tudo que aconteceu.

As garotas começaram a se acomodar no quarto enquanto Sakura e Yujin explicava tudo que haviam descoberto e como haviam descoberto levando a diversas dúvidas as demais garotas principalmente Wonyoung.

– Como assim vocês esbarraram em mim? Eu não lembro disso! – ela rebateu.

– Porque tudo passou numa linha do tempo alternativa, não nessa que vivemos agora. – Yujin coçou a nuca confusa. – Eu não sei explicar muito bem mas, basicamente voltamos no tempo mas numa linha do tempo paralela a nossa onde sabíamos tudo que aconteceria em seguinte mesmo ainda não termos vivido aqueles acontecimentos na linha do tempo original.

Chrono Delay. – Yuri finalmente abriu a boca. – Um feitiço temporal que cria um “delay" no tempo fazendo com que você retorne a certo ponto da sua memória temporariamente. É uma magia do tempo não muito forte mas bem complexa de se controlar, acredito que tenha sido sua tia.

– Sim, minha tia é uma Time Sorcerer como ela mesma disse. – Sakura disse sorrindo orgulhosa.

– E quem é sua tia mesmo? E porque ela só resolveu aparecer agora? – Eunbi perguntou e tomou um susto ao ver uma mulher passando ao seu lado sem ter escutado nem mesmo o barulho da porta abrindo.

– Deixem que eu mesma me introduzo. – a feiticeira disse alarmando todas.

– Desde quando você-.. – Yuri franziu o cenho. – Chrono Jump. Você pulou num espaço-tempo futuro ao nosso e ficou esperando até o momento que chegássemos na mesma realidade temporal que a sua.

– Eu gostei dela! – Jurina disse pra Sakura enquanto apontava pra Yuri. – Você parece saber bastante sobre magia temporal, por acaso já teve interesse?

– Sim, mas nunca tentei de fato aprender, um erro e eu poderia perder todo o meu tempo de vida.

– Entendo, que pena.. As vezes é bom se arriscar, sabe? – ela pigarreou e voltou a olhar para as demais. – Eu sou a tia da Sakura, me chamo Matsui Jurina e como já sabem eu sou uma Time Sorcerer.

– Matsui... Jurina? – Eunbi estranhou o nome. – Espera um pouco...

– O que houve Binnie? – Chaewon olhou para a amiga que parecia um misto de raiva e desespero.

– Você... Você é a Matsui Jurina que aprisionou minha irmã! – Eunbi disparou surpreendendo todo mundo inclusive a própria Eunbi.

– Aprisionei sua irm–... Não pode ser, é você Eunbi? – a mulher sorriu e bateu palmas – Não acredito que te encontrei depois de tantos anos!

– Pera, vocês se conhecem? – Jurina assentiu alegremente.

– Nos conhecemos a quase.. 100 anos atrás? Eu es—.. – quando Jurina se virou de volta pra Eunbi a vampira estava bufando de raiva.

– Eunbi, o que está acontecendo? – Sakura perguntou e a presidente fechou os punhos com força.

– Essa mulher... ela é a responsável pelo estado que minha irmã se encontra agora! – Chaewon arregalou os olhos surpresa. – Tudo que minha irmã consegue fazer agora é ficar deitada repetindo o mesmo nome várias e várias vezes... Matsui Jurina.

– Tia, do que ela está falando? – Jurina suspirou.

– Eu tentei falar com você naquela época mas era impossível, se eu me aproximasse de você te colocaria em alto risco. Olha, Eun–.. – antes que ela pudesse finalizar sua frase Eunbi avançou em sua direção porém Jurina conseguiu se defender da investida da vampira.

– Sakura. – a voz de Jurina ecoou na cabeça da Miyawaki. – Quando eu empurrar Eunbi eu preciso que você desative o poder dela, eu não conseguirei explicar para ela em palavras então terei que mostrar a verdade pra ela mas pra isso preciso me aproximar dela.

– O-Okay...

E assim como foi combinado quando Jurina empurrou Eunbi de volta Sakura imediatamente ativou seus poderes deixando a vampira impotente e num rápido movimento a Matsui se aproximou da garota colocando suas mãos nas laterais de sua cabeça e começou a encantar algum feitiço, as outras garotas temendo que ela faria algo ruim a ela logo se prontificaram para atacar porém era inútil, a feiticeira tinha erguido uma barreira ao redor das duas.

– Vocês sabem como funciona a magia do Tempo? – ela sorriu. – Memórias, são a fonte mais importante de poder da magia do tempo. E agora nós iremos fazer um breve passeio nas memórias de Eunbi para esclarecermos tudo de uma vez.

– O que você está fazendo, sua bruxa!! – Chaewon tentava incontrolavelmente quebrar aquela barreira mas sem sucesso.

Chrono Recreation.

Um surto de luz azul começou a emanar no corpo de cada uma até que os corpos de todas se dissiparam incluindo a própria Jurina. Para as garotas foi um simples piscar de olhos mas na verdade seus corpos foram transportados para uma linha temporal alternativa num passado bem distante, quando Eunbi ainda tinha 6 anos de idade. Elas se encontraram flutuando sobre os céus de uma vila bem antiga e com várias estruturas danificadas.

– O-Onde estamos? – Wonyoung perguntou assustada.

– Numa vila de refugiados de guerra. – aos poucos os corpos delas foram planando até aterrissar no chão com segurança. – Em 1905.

– 1905?!!? Nós voltamos no tempo como daquela vez? – Yujin perguntou.

– Sim, e não. Nós voltamos sim no tempo mas não daquela forma. Anteriormente eu apenas retrocedi o tempo de vocês para aquele momento enquanto aqui nós literalmente saltamos no tempo, afinal, a maioria de vocês nem eram nascidas ainda nessa data, não tinha como retroceder tanto assim.

– Se estamos em 1905 então estamos a 5 anos da oficialização da tomada da Coreia pelo Império Japonês. – Yuri comentou e olhou os arredores. – Agora faz o sentido de ser chamada de Vila dos Refugiados... mas porque viemos parar aqui mesmo.

– Porque... é a primeira memória que Eunbi tem dela. – Jurina apontou para o final da rua onde duas pessoas de roupas mais requintadas caminhavam na direção das garotas, mais exatamente pro orfanato que havia atrás de nós.

– .... Você me trouxe aqui de volta, pra que? Pra sof–..

Antes que Eunbi terminasse sua fala duas garotinhas literalmente passaram por dentro das garotas correndo o que revelou que elas não estavam ali fisicamente, ninguém podia as tocar, sentir, escutar ou enxergar. As garotas corriam de mãos dadas e rindo incontrolavelmente até que acabaram por esbarrar nos dois que havíamos comentado anteriormente. As duas se levantaram com dificuldade e quando olharam para cima encontraram a mulher do casal as encarando intensamente e ambas imediatamente se acuaram já preparadas para a bronca. A mulher continuou encarando elas por mais um tempo e em seguida sorriu.

– Qual é o nome de vocês, crianças? – ela perguntou com uma voz suave.

– Je-Jeon Heejin. – a primeira respondeu nervosamente e a segunda segurou sua mão transmitindo tranquilidade.

– Kwon Eunbi. – nesse momento todas as garotas entraram em estado de choque.

– Heejin e Eunbi... – ela balançou a cabeça. – Vocês não podem sair por aí correndo sem olhar pra frente, o que aconteceria se vocês caíssem e se machucassem? – ela afagou a cabeça das duas.

– Desculpa. – as garotas disseram juntas e depois voltaram correndo para dentro do orfanato.

Quando o casal passou por entre as meninas a mulher por poucos segundos pareceu olhar diretamente para Jurina que estranhou aquele fato, os dois então seguiram seus caminhos exatamente para dentro do orfanato que Eunbi e Heejin moravam e as garotas logo foram atrás. Aquele era um lugar para as crianças que perderam seus pais em guerras ou foram simplesmente abandonadas viverem aos cuidados de uma freira local. Havia cerca de 10 crianças naquele momento correndo para todos os lados brincando entre si inclusive Eunbi e Heejin. A mulher lançou seu olhar novamente para as duas garotas e dessa vez elas conseguiram notar algo de estranho com eles, por um segundo um feixe de cor vermelha percorreu pelas pupilas dela.

– Ela é uma vampira! Esses dois devem ser vampiros! – Yena apontou e Jurina concordou.

– Além disso, a moça ali é a “irmã" de Eunbi.

A própria Eunbi fez uma expressão de desgosto a Jurina e entrou na casa do orfanato onde ela pode relembrar de muitas coisas de antigamente, memórias dela que quase já tinham sido apagadas. As outras garotas foram entrando no lugar e começaram a se espalhar observando todo o ambiente pois começaram a despertar a curiosidade sobre como Eunbi vivia quando humana. As crianças logo em seguida entraram acompanhadas da freira que cuidava delas e junto com o casal de vampiros.

– Crianças, eu tenho um anúncio pra fazer. – a senhora disse empolgada e todas prestaram atenção nela. – Uma de vocês será levada hoje, poderá finalmente recomeçar a vida de vocês.

– Levada?.... – Minju questionou.

– É exatamente o que você pensa. – Eunbi respondeu ríspida. – Isso não era um orfanato, era um abatedouro. Éramos sangue fresco na vitrine para os vampiros.

– Que horrível! – Sakura exclamou e Hyewon soltou um riso.

– Isso ainda é pouco. Existem coisas piores que os vampiros já fizeram mas não entraremos em detalhe. – ela disse e recebeu um olhar furioso de Eunbi fazendo-a apenas recuar em silêncio.

– A criança escolhida por esse casal é a Jeon Heejin. – todas as crianças mas as garotas ficaram surpresas pois esperavam que a escolha fosse a Eunbi.

– Parabéns Heejin! – a pequena Eunbi aplaudia enquanto sua amiga parecia tristonha.

– Mas Eunbi, você que deveria ir, você está a mais tempo que a gente aqui. – ela negou com a cabeça.

– Isso não importa, um dia eu terei minha chance também e você deveria aproveitar a sua agora. – a vampira se aproximou das duas garotas e acariciou-as como da última vez.

– Dói meu coração ter que separar as duas amigas mas não temos como levar duas crianças no momento, mas não se preocupe Heejin, como Eunbi disse ela terá a chance dela algum dia e vocês ainda poderão se reencontrar. – a mais nova olhou para a vampira chorona.

– Você promete? – ela se tornou apreensiva e mais uma vez olhou na direção da Jurina e depois para o homem que a acompanhava, suspirou fundo e voltou a olhar para Heejin sorrindo.


– Prometo.


Assim que o casal saiu da casa com Heejin no colo da mulher tudo ficou escuro de repente e as garotas sentiram um certo desconforto como se estivessem sendo empurradas numa velocidade incrível. Depois de poucos segundos elas voltaram a enxergar as coisas mas agora estavam no meio da floresta em frente a um casarão antigo porém não abandonado. Ainda pouco desorientadas elas olhavam ao redor e notaram que uma carruagem puxada por cavalos negros se aproximava da casa. Quando as pessoas desceram da carruagem elas notaram que se tratava de Eunbi, agora crescida e mais parecida com a Eunbi atual, e da vampira que havia adotado Heejin.

– O que aconteceu agora? – Hitomi perguntou se sentindo um pouco enjoada, a viagem não foi muito boa pra ela.

– Nós avançamos no tempo para o ponto onde Eunbi reencontrou a “irmã” dela. 11 anos depois do orfanato. Dia do aniversário de 17 anos da Eunbi. – Jurina explicou e depois todas direcionaram sua atenção para as duas que vinham em direção a casa.

– Vocês moram aqui no meio do nada? – Eunbi perguntou um pouco decepcionada.

– Morar no meio do nada e morar no meio de uma floresta são coisas diferentes. – a mulher respondeu um pouco indignada com o insulto. – Apenas preferimos viver longe da sociedade, é mais calmo e temos tudo que precisamos aqui, plantação de frutas, vegetais e gado.

– Hm... e onde está Heejin? – a vampira se tornou cautelosa.

– A Heejin... ela não está mais aqui. – Eunbi franziu o cenho.

– Como assim não está mais aqui? Irene, você me prometeu que iríamos nos reencontrar um dia.

– É que Heejin resolveu morar na cidade, ela não aguentava mais a vida rural. Mas não se preocupe vocês ainda irão se ver pois Heejin tende a nos visitar com frequência.

– Algo me diz que isso foi uma mentira. – Nako comentou e Eunbi, do presente, saiu andando para uma direção aleatória.

– Eunbi! – Chaewon chamou por sua amiga porém ela não respondeu.

– Deixe-a ir, ela não pode ir muito longe de qualquer forma. Ela apenas não quer re-assistir isso.

Jurina girou o dedo indicador levemente e tudo a frente das garotas começou a passar numa velocidade absurda, noite, dia, estações, tudo estava passando como se elas estivessem num liquidificador. Quando a feiticeira parou de mexer o indicador as coisas foram lentamente voltando a velocidade normal até que tudo se estabilizou, com Sakura e Yena caindo ao chão se sentindo muito enjoadas com todo aquele gira-gira.

– O que foi isso agora? – Yuri perguntou curiosa não notando nenhuma diferença.

– Nós avançamos 2 anos na história, que tal entrarmos na casa agora? – a Matsui disse e caminhou em direção ao casarão de onde a Eunbi do passado, agora com 18 anos, saiu de dentro ao mesmo tempo.

– Ela ainda parece humana. – Hyewon comentou observando a garota que passava entre elas.

– Porque ela é. – Jurina seguiu o caminho para dentro da casa e as meninas começaram a notar como a casa era muito mais bonita por dentro do que por fora, as vinhas crescendo nas paredes e outros defeitos apenas disfarçavam o quão limpo e polido era o lado de dentro.

– O que é isso aqui? – Wonyoung perguntou apontando para uma porta que havia uma mensagem escrita “ NÃO ENTRE “.

– “ Eunbi, você tem que me prometer que não irá entrar nessa porta de maneira nenhuma. Se você passar para aquele lado nós não teremos nenhuma alternativa a não ser te expulsar de casa. O pai fica muito furioso quando alguém entra aí sem permissão então por favor, não entre. “ – a Eunbi atual disse retornando para o grupo. – Por que eu não obedeci eles...

– Binnie, você voltou! – Chaewon abraçou a amiga que não retribuiu o afeto mantendo o semblante sério.

– Não tinha como eu fugir, eu ainda consigo escutar tudo que vocês escutam mesmo a distância, que feitiço mais sujo Jurina. – ela cerrou os punhos furiosa. – Me leva de volta para o futuro, eu não quero ver isso de novo!

– Infelizmente não tenho como retornar só você pro futuro, ou todos ficam ou todos voltam. E você precisa saber da verdade sobre mim, mas pra isso elas precisam entender o que aconteceu desde o começo. – ela olhou para a porta por onde a Eunbi do passado entrou e caminhou em direção a gente, mais precisamente, a porta.

– Wallace está viajando, Irene também está fora. – Eunbi comentou enquanto olhava para a porta, ela puxou de dentro do seu vestido uma chave. – Eles finalmente se descuidaram o suficiente para eu roubar a chave da porta. Já faz 2 anos que essa curiosidade está me matando.

A garota encaixou a chave no trinco e destrancou a porta que ela apenas via fechada a 2 anos, abriu a porta com cuidado e notou que havia uma escada que descia para o que poderia ser um porão. Ela pegou uma lamparina e desceu as escadas com cuidado e as garotas, exceto a Eunbi do futuro, desceram juntas com Yuri ativando um feitiço que daria visão noturna para todas elas, aquele lugar era muito escuro pra ser um porão comum. Quanto mais degraus elas desciam mais elas podiam sentir um cheiro desagradável vindo de baixo, algumas das garotas já haviam reparado que era uma mistura de podridão com cheiro de sangue porém permaneceram em silêncio. Quando chegaram no fim das escadas notaram que tinha mais uma porta e por pura conveniência o trinco era igual o da porta de cima e Eunbi assim conseguiu abrir a segunda porta e com isso liberando ainda mais aquele odor podre, ela tampou as narinas com a mão e entrou no porão porém parando logo em seguida quando quase escorregou em um líquido no chão, sangue.

– Mas que.... merda é essa? – as garotas também estavam enojadas, ainda mais porque elas conseguiam ver com clareza tudo naquele porão.

– Foi aqui e agora.. – Jurina falou olhando para a parede do outro lado. – Que o mundo de Kwon Eunbi foi revirado.

– Hm? – Eunbi escutou um barulho e logo levantou a lamparina tentando iluminar melhor.

No paredão do outro lado do porão havia um pilar que parecia ser feito de ferro ou algum tipo de metal e na sua base havia um corpo jogado no chão todo ensanguentado e preso ao mesmo pilar de ferro por correntes. Mesmo assustada e com receio a garota se aproximou a passos lentos do corpo que se mexia um pouco o que mostrava que quem quer que fosse ainda estava vivo. Depois de se aproximar o suficiente ela se agachou e pousou a lamparina ao chão para verificar melhor o corpo, apesar dos cabelos tamparem o rosto ela podia perceber que era uma mulher pelas proporções do corpo.

– O que essa garota faz aqui, e nesse estado? – Eunbi questionou e tocou nos cabelos dela para poder revelar seu rosto mas sua mão foi impedida por outra que a segurou.

– Você quebrou a nossa regra, Eunbi. – aquela voz fez Eunbi gelar, ela virou lentamente o rosto e logo notou que Irene era aquela que a segurava.

– Irmã.. É que... – Irene arfou decepcionada e puxou Eunbi fazendo-a levantar e ficar surpresa com a força dela.

– Nós tínhamos apenas uma regra Eunbi, você só precisava seguir ela. – a mais nova se soltou furiosa.

– E vocês pretendiam me esconder isso pra sempre? Que merda é essa aqui?

– Eu queria te contar, só não sabia quando e como. – ela revirou os olhos. – Mas acredito que isso não importa, eu já estava pra te contar mesmo.

– Então desembucha, o que é aquilo? – Eunbi apontou pra garota no chão.

– “Aquilo” tem um nome. É a Jeon Heejin.

O cérebro de Eunbi demorou um pouco pra processar e entender o que Irene disse, a garota virou em direção ao corpo no chão e começou a tentar associar a ideia de que aquilo no chão, coberta de sangue, jogada numa poça de sangue, era sua amiga de infância que esperava a tanto tempo reencontrar. Ela tentou se aproximar novamente da garota porém Irene a segurou novamente agora com mais força.

– Não se aproxima dela.

– Mas... eu quero saber se é verdade, se essa é mesmo a Heejin que eu conheço. – Irene arfou.

– Se é a Heejin você pode ter certeza, mas se essa é a que você conhecia, pode esquecer. – ela puxou Eunbi para trás e ficou entre ela e a Heejin.

– O que você quer dizer com isso?

– Tem muita coisa sobre esse mundo que você não conhece ainda, mas agora que você já descobriu sobre isso não tenho porque continuar escondendo. – Irene revelou para Eunbi suas presas e seus olhos escarlates assustando a garota que tentou correr de volta pras escadas porém a vampira parou a frente da porta fazendo-a recuar. – Você não estava curiosa pra descobrir tudo? Então agora aceite.

— O que você é?

— Uma vampira. – ela respondeu simplista. – Vampiros, e muitos outros seres sobrenaturais, existem nesse mundo mas vocês humanos foram muito ignorantes para reconhecer nossa existência.

– Isso só pode ser brincadeira...

– Se você acha que isso é brincadeira olha para a sua amiga, que era perfeitamente humana, pro estado dela agora.

Irene apontou para trás de Eunbi que virou de imediato percebendo que Heejin agora estava de pé porém permanecia imóvel no lugar e de cabeça baixa. A humana se aproximou de sua amiga com cautela e Heejin parecia reagir a cada passo da mesma já que ela começara a dar passos na direção de Eunbi também. Quando elas estavam a um passo a da outra elas pararam e se tornaram a se observar, Eunbi ainda em estado de choque olhando para o rosto de Heejin que agora era visível mas ela possuía presas enormes e sua pele era quase branca como a neve.

– Heejin... É você mesmo? – não obteve resposta

– C.. C..

– C?

– Co.. – Heejin abriu os olhos revelando suas pupilas escarlates como a de Irene. – COMIDA!

A vampira avançou contra Eunbi que foi salva por Irene que rapidamente a puxou e empurrou Heejin de volta contra a parede.

– Porque ela me atacou? Não é a Heejin? Ela não me reconhece? – Irene grunhiu.

– Eu disse, essa não é mais a Heejin que você conhece. – ela levantou três dedos. – Existe três possibilidades de reação a mordida de um vampiro no processo de transformação. A mais comum é a pessoa se tornar uma de nós, a segunda é a pessoa não aguentar as consequências e morrer e a terceira... – ela olhou para Heejin. – É a pessoa enlouquecer com o veneno.

– Você quer dizer que.... – ela assentiu com a cabeça.

– Eu queria manter a promessa de que vocês iriam se reencontrar mas Heejin descobriu sobre a gente e a única forma de Wallace, meu “pai", não matar ela seria eu a transformando em vampira mas... ela não aguentou os processos da transformação e perdeu os sentidos morais dela, agora ela é apenas uma besta sugadora de sangue.

– Que horrível... era melhor tê-la deixado morrer então! – Sakura comentou e Chaewon negou.

– Irene não imagina que ela iria rejeitar o veneno, ela fez na melhor das intenções e Eunbi sabia disso.

– Eunbi, nós precisamos sair daqui logo e você precisa fingir que não sabe de nada quando o Wallace voltar, ele—..

– Ele o que?

Todas as garotas se assustaram quando viram a figura de Wallace atrás de Irene e Eunbi, ninguém sentiu, ouviu ou percebeu que ele tinha chegado. Wallace não era o pai verdadeiro de Irene, era apenas o homem que a transformou e por isso era basicamente o “dono" de Irene.

– Mais uma... Sabe Irene, eu sempre respeitei a sua decisão de querer adotar crianças, deixá-las crescê-las e depois nos alimentarmos delas quando estivessem no ápice da juventude, quando seus sangues tinham o melhor sabor, mas desde que você conheceu essas garotas você mudou completamente. Você até mesmo tentou salvar uma que descobriu do nosso segredo quando antigamente você mataria quem descobrisse. – ele fitou a vampira. – O que está acontecendo?

– É que... Eunbi me lembra minha antiga irmã mais nova, quando eu ainda era humana. – Irene revelou chocando Eunbi. – Quando a vi naquele orfanato eu não pude deixar de querer cuidar dela, me fez perceber que o que a gente faz é errado. Eu sei que é para nossa sobrevivência mas, não precisamos matar humanos pra isso. Podemos nos alimentar de animais e‐.. – o homem a encarou com firmeza e seus olhos brilharam num intenso vermelho, nesse mesmo momento Irene se contraiu como se estivesse sentindo dor.

– O-O que está acontecendo? – Sakura perguntou perdida.

Soberania. – Hyewon respondeu. – Aquele que a transformou tem total controle sobre suas ações, ele pode facilmente te subjugar. Dessa forma não é possível criar revoltas dentro de um clã.

– Nos alimentar de animais? Estamos errados? – ele levou a mão ao rosto decepcionado. – Pare de ser hipócrita. Depois de todos esses anos, matando humano atrás de humano você diz que o que fazemos é errado? Não acredito que criei uma falha dessas...

– Irene? – Eunbi agachou perto de Irene e segurou-a pelo ombro. – Você está bem? O que está acontecendo?

– Eun-.. Eunbi, co-corra!

– Mas—.. – antes que pudesse responder Wallace segurou Eunbi pelo pescoço e a arremessou na direção de Heejin com força empurrando as duas contra o pilar de ferro que prendia Heejin.

– Eunbi! – Chaewon tentou se mover mas Jurina a segurou.

– Você esqueceu? Não temos como fazer nada estando nessa dimensão paralela.

– Mas...

– Lembre-se, estamos visitando as memórias de Eunbi e ela está até hoje com a gente então ela ficará bem. – Jurina a recordou e Chaewon tentou se acalmar.

– Que droga... – Eunbi reclamava enquanto se esforçava pra levantar do chão. Ela olhou para o lado e se assustou ao encontrar Heejin a encarando fixamente e a garota rapidamente tentou se afastar da vampira mas ela foi mais rápida e a prensou contra a parede a deixando incapacitada de fugir. – Heejin! Espere! Sou eu, Eunbi! Você precisa se lembrar de mim!

– Comida.... – ela repetia enquanto olhava fixamente pro pescoço de Eunbi.

– Olha que irônico, as duas que você tanto queria salvar. Agora uma irá matar a outra e no final eu matarei a Heejin. Seu esforço foi inútil.

– Não... Não... Não faça isso Wallace! – ele a segurou pelo pescoço e a levantou.

– Não se preocupe, depois que eu finalizar com elas a próxima será você, me trouxe problemas demais.

– Heejin, acorda! – Eunbi tentava chamar por sua amiga mas parecia inútil.

– ... – ela continuava a forçando contra a parede.

– Jeon Heejin!! Eu sei que você ainda está aí dentro, por favor lembre-se de mim, eu sou sua melhor amiga não sou? Você tem que see lembrar!

A vampira parou por um momento e olhou confusa para Eunbi, ela olhou para trás na direção de Irene e depois voltou a olhar para Eunbi. A garota aproximou ainda mais seus rostos e olhou diretamente nos olhos de Eunbi por alguns segundos. Heejin levantou a mão como se estivesse preparada para atacar Eunbi porém acertou o chão ao seu lado em cheio causando pequenas rachaduras no mesmo, a humana visivelmente confusa olhou para o rosto de Heejin que agora possuía lágrimas escorrendo pelos cantos.

– Bi.. Eun-bi....

– Heejin? Sim! Sou eu, Eunbi! – ela segurou o rosto de sua amiga que parecia ter dificuldades ao falar. – Aguenta firme, tenho certeza que irei encontrar uma forma de te aju—

– Patético. – Wallace estava a frente de Eunbi e Heejin e novamente puxou Eunbi a arremessando para longe contra outra parede dessa vez com mais força. Eunbi caiu ao chão com a mão no braço sentindo uma dor intensa pelo fato do seu braço direito ter se deslocado com a pancada.

– Eun..bi..?! – ela olhou furiosa para Wallace.

– Oras, o cachorrinho recobrou a consciência? Que pena que seja tarde demais. – o vampiro avançou na direção de Eunbi porém Heejin pulou segurando seu braço e envolvendo o seu pescoço logo em seguida na tentativa de imobilizá-lo. – Uma besta sanguinária que não se deve nem ao luxo de ser chamada de vampira que se recusou a fazer a única coisa a que é proposta, se alimentar. Realmente, são falhas atrás de falhas.

Wallace com muita calma falava como se a resistência de Heejin fosse inútil contra ele, a garota apertava o pescoço dele com a maior força que podia porém ele parecia ser indiferente aquilo e isso se tratava pelo fato de que Heejin era realmente muito fraca para uma vampira, apesar de se alimentar ainda mais que um vampiro comum ela não teve a transformação completa portanto não possuía a mesma força que os vampiros convencionais.

O homem puxou Heejin com uma mão a jogando contra o chão a sua frente e num movimento rápido ele agachou segurando o rosto da garota e girou a cabeça dela. Nesse momento Eunbi não sentia mais a dor de seu braço, ela não sentia nada além do desespero de ver o corpo de sua amiga caindo ao chão morta. Ela nem teve tempo de chorar por Heejin pois o homem já estava a sua frente com as presas a mostra pronto para sugar a vida de Eunbi.

– Isso é horrível.. – Yuri disse incomodada com a situação.

– Ninguém vai ajudar ela? Desse jeito a Eunbi vai-.. – Jurina cortou Wonyoung.

– Eu já disse, nós estamos visitando as memórias da Eunbi. Apenas fiquem em silêncio e assistam... – a Matsui suspirou irritada.

– Infelizmente Wallace, temo que sua diversão acabou. – as Jurinas falaram em coro.

O vampiro parou de se mover quando sentiu uma lança atravessar seu coração. Ele olhou para trás vendo Irene ainda no chão sofrendo pela pressão da Soberania dele, Eunbi estava a sua frente em estado de choque e Heejin morta, ele não conseguia entender de onde vinha aquele ataque até que exatamente atrás de si, segurando a lança qus atravessava seu peito, começou a aparecer a imagem de Matsui Jurina. Todas as garotas olharam para a Jurina do presente que se mantinha calma, afinal, ela sabia que tudo acabaria daquela forma.

– Q..quem é você?

– Capitã do 10° batalhão de infiltração Japonesa, Matsui Jurina. – disse sarcástica. – Mas nas horas livres eu sou uma caçadora da família Miyawaki.

– Juri...! – Irene disse com esforço revelando que já conhecia Jurina.

– Desculpa a demora Rene, tive que despistar os demais caçadores pra chegar aqui. Temo que meu salto no tempo demorou muito para chegar na linha temporal de vocês. – disse se referindo ao Chrono Jump. – Foi horrível ter que assistir a morte dessa pobre garota sem poder fazer nada até chegar minha linha temporal.

– Uma.. Time Sorcerer? – Wallace caiu ajoelhado ao chão e Jurina girou a lança em sua mão causando ainda mais dor ao vampiro, a lâmina estava banhada num veneno paralisante e por isso ele não conseguia reagir.

– Isso, eu estava a muito tempo esperando a chance que pudesse te pegar sem entregar a posição de Irene para os demais caçadores. – ela levantou um dos dedos e do vestido de Irene saiu uma pequena bolinha azul que a própria não fazia ideia de que tinha aquilo consigo. – Para minha sorte eu coloquei um vigia no corpo de Irene para que eu pudesse vê-la a qualquer momento.

– Vigia? – Yena perguntou curiosa a Yuri.

– É um feitiço de rastreamento, você coloca isso no corpo de alguém e pode ver tudo que a pessoa vê por um certo período de tempo. – Yuri explicou e Jurina sorriu toda orgulhosa.

– O futuro dos feiticeiros parece ser brilhante, se todas forem que nem você. – a Jo revirou os olhos e voltou a prestar atenção na cena.

– Acabou Wallace, você tem duas opções, ou morre para mim aqui ou deixe que os demais caçadores te encontrem aqui. – ela agachou e segurou nos cabelos dele o levantando até a altura do seu rosto. – Mas eu te prometo, nenhuma das duas opções será menos dolorosa.

– E-Eu não vou morrer aqui! Não para você, sua feiticeira imunda, se aliando aos humanos! – Jurina deu de ombros.

– Faço o que me beneficia apenas.

Eunbi, ainda desorientada e com dor no braço, se levantou do chão e andou alguns passos até uma das pilastras do porão onde havia uma barra de ferro quebrada que possuía uma ponta afiada, muito provavelmente ocasionada pelos diversos delírios que Heejin sofria por causa do veneno da transformação. Ela parou a frente de Wallace apertando a barra de ferro na mão com força demonstrando fúria.

– Não... você não vai morrer para ela... VAI SER POR MIM.

A garota sem nem piscar enfiou a barra de ferro diretamente na cabeça de Wallace e continuou a apunhalar o homem severas vezes, no mesmo momento alguma das garotas viraram o rosto pela cena um tanto quanto incomodante, a Jurina do passado se mostrou um misto de choque com satisfação ao ver a cena enquanto Irene aos poucos sentia as restrições do controle de Wallace sumindo, até o ponto onde ela já estava livre o suficiente para segurar o braço de Eunbi e a parar de atacar o corpo dele que já não tinha nem mais rosto.

– Já acabou Eunbi, você pode parar agora. – Irene disse tentando acalmar a garota que apenas largou a barra de ferro e caminhou até o corpo de Heejin em silêncio, ela estava tão desorientada que nem chorar ela conseguia.

– Eu fiquei 10 anos sem te ver... pra te encontrar nesse estado, e te ver morrer bem a minha frente... Me desculpa Heejin, não fui uma boa amiga pra você... Eu deveria ter te ajudado de qualquer forma!.. Só que eu sou muito fraca.. – Eunbi disse se martirizando.

– Me desculpa pela sua perda, eu demorei muito pra fazer o salto no tempo e também calculei mal o momento exato em que eu chegaria, ainda não estou totalmente acostumada com magia do Tempo, se eu tivesse chegado antes eu teria impedido a morte dela.. – Jurina se desculpou porém Eunbi balançou a cabeça negativamente.

– Você não tem culpa, você ainda conseguiu me salvar pelo menos... – Eunbi levantou levando novamente a mão ao braço voltando a sentir dor. Ela olhou para Irene extremamente furiosa. – A culpa é dessa monstra!

– ... E eu assumo essa culpa. – ela se aproximou de Eunbi que virou o rosto se recusando a olhar para a cara de Irene. – E eu também não pedirei desculpas pelo fato de que não adiantaria. Mas você precisa entender que nesse mundo você perderá muitas coisas e precisará aprender a viver com essas perdas. Esse monstro que me criou foi o mesmo que matou minha família humana mas tudo que eu podia fazer era obedecê-lo se não quisesse morrer. Eu sei que nada que eu disser fará sua raiva diminuir mas se você me der a chance e o tempo para poder me redimir eu sei que poderemos nos entender.

– Vocês precisam se entender rápido. Há caçadores se aproximando daqui. Não se preocupe Eunbi, prometo que farei o máximo pra proteger você e Irene. – Irene estendeu a mão a Eunbi.

– Você precisa se decidir: venha com a gente, aprenda sobre esse mundo e viva nele ou fique aqui e seja encontrada pelos caçadores nesse ambiente, com certeza eles irão te acusar da morte deles e te matariam antes mesmo de averiguar a situação.

– ..... – ela olhou novamente para Heejin no chão e uma singela lágrima escorreu pelo seu olho direito. – Desculpa, Heejin.


Eunbi, relutante, pegou na mão de Irene que por si segurou a mão de Jurina e num rápido encantamento da bruxa elas começaram a desaparecer daquele recinto assim como o local começou a desaparecer por completo para as garotas afinal elas estavam dentro das memórias de Eunbi. A própria que estava afastada por não querer rever toda aquela cena caótica reapareceu ao lado das demais de cabeça baixa, ela não viu porém mesmo assim ainda conseguia escutar tudo.

– Eunbi-ah, eu–...

– Não fala nada! – ela cortou Sakura ríspida. – Eu não quero saber.

O tempo começou a passar rápido novamente como antes porém dessa vez demorou bem menos do que da última vez o suficiente para que as garotas não ficassem enjoadas novamente. Quando as coisas pararam de se mexer elas se viram numa casa que se assemelhava muito a antiga casa que Eunbi e Irene viviam porém era bem menor que a anterior, diria ser menos chamativa. As garotas olharam para os lados a procura das duas e as encontraram voltando do meio da floresta segurando alguns galhos de árvore, elas colocaram os galhos dentro de um recipiente onde continha ainda mais galhos de árvores.

– Espera... eu conheço essa casa... – Hyewon comentou e Jurina sorriu de canto.

– Não dê spoilers, deixe que elas descubram a história sozinhas. – a feiticeira comentou e elas voltaram a prestar atenção na memória.


– Acho que isso já é o suficiente. – Irene disse batendo as mãos pra tirar a sujeira.

– Você tem certeza que isso vai funcionar? – Eunbi perguntou desacreditada e Irene assentiu.

– É um ritual antigo que a Jurina me ensinou. Todos os anos nessa data você tem pesadelos horríveis durante toda a semana, isso vai te ajudar a dormir tranquila. – Irene respondeu e Eunbi arfou.

– Já se fazem 3 anos, não é? Que minha vida virou de ponta a cabeça... – ela refletiu consigo mesma e se virou a Irene. – Uma coisa que você nunca me explicou, porque vocês adotavam crianças?

– O sangue de vocês era o mais fresco durante os 16~18 anos então nós adotávamos uma criança e a fazíamos crescer da forma mais saudável pra termos a melhor a refeição de tempos em tempos. – Irene explicou da forma mais simples possível enquanto Eunbi estava perplexa. – E também porque vocês camuflavam nosso cheiro, o cheiro humano tem uma fragrância estranha que confundia o odor de outras espécies e tornava mais difícil encontrar um ser sobrenatural como eu. Usávamos vocês como um escudo basicamente.

– Bom, isso é menos perturbador quanto a primeira parte. Fico grata em saber que você parou com esse hábito horripilante. – Irene sorriu de canto.

– Tem certeza? Você fez 22 a pouco tempo, aind-...

– Para de palhaçada! – Eunbi exclamou assustada e Irene começou a rir.

– É muito fácil tirar você do sério. Relaxa, não tenho mais interesse no sangue humano, eu te prometi isso e você sabe que cumpro minhas promessas, de uma forma ou outra.

– É, eu sei. – Eunbi soltou um riso de canto e caminhou em direção a floresta. – Eu irei dar uma volta enquanto você prepara essa macumba pesada que está preparando, que ainda não sei porque aceitei.

– Apenas tome cuidado, está com a proteção que Jurina lhe preparou? – Eunbi tirou um frasco do bolso da calça que possuía uma espécie de fumaça colorida dentro.

– Sempre.

Com Eunbi indo em direção a floresta as garotas decidiram segui-la, dessa vez até mesmo com a Eunbi do presente. A garota parou em frente a um pequeno lago e se agachou a sua borda olhando intensamente para seu reflexo na água. Ela ficava abrindonos olhos e bocas e encarava seus dentes.

– Será que seria má ideia...? – fez um gesto de mordida. – Desde que eu consiga me controlar, ser imortal não me parece ser tão ruim. – a Eunbi do presente grunhiu em reprovação.

– Quanta besteira... – Eunbi caminhou em direção a sua versão do passado. – Você precisa sair daqui logo antes que-

Um disparo foi escutado e em questão de segundos Eunbi, do passado, estava no chão com a mão a sua perna devido ao tiro que recebeu na coxa, pela direção do tiro ele parecia ter vindo da direita então todas as garotas olharam para a direção notando que vários homens armados vinham em sua direção. No peito dos seus uniformes haviam um brasão que tanto Sakura quanto Jurina reconheciam muito bem.

– Ei.. este brasão estava na faca que usaram pra atacar Wonyoung..

– É, eles são caçadores da Miyawaki. – Jurina levou a mão a cabeça e uma luz azul começou a emanar da mesma. – Irei sincronizar minhas memórias as de Eunbi, assim vocês poderão ter um entendimento total da situação.

Na frente delas apareceu a imagem de Jurina conversando com outros homens, a mesma explicou que nesse momento aqueles homens estavam distraindo-a para que os outros caçassem Eunbi e Irene pois os Miyawaki começaram a desconfiar de que Jurina estava secretamente ajudando-as a se esconder e fugir.

– Que merda.... – Eunbi reclamava enquanto sua versão do passado chorava de dor.

– Finalmente pegamos uma delas, a outra com certeza escutou esse disparo e deve chegar pra averiguar a situação. Continuem circulando a área até encontrar algo. – um dos homens, provavelmente o líder deles, comandou e eles obedeceram.

– Tomem cuidado, ainda não sabemos o que ela é. Ela pode estar fingindo dor para nos pegar desprevinidos.

– Droga... – Eunbi olhava pra sua perna sangrando e ficava ainda mais desesperada. Ela olhou para o seu bolso e lembrou do frasco que Irene mencionou. – É isso!

Ela apanhou o frasco e o arremessou contra o chão liberando a névoa que imediatamente criou um grande campo de névoa colorida. Aquele era um feitiço de proteção que Jurina havia feito, uma nuvem especial que cegava e ensurdecia qualquer um que entrasse em contato com ela exceto aquele que liberou o feitiço, no caso, Eunbi. A própria aproveitou a desorientação dos demais e saiu correndo mancando por causa do ferimento, no outro lado da história Jurina ainda estava na cidade conversando com uns homens quando ela escutou o barulho de algo quebrando no seu bolso, quando ela foi averiguar o que era notou que um frasco havia quebrado, idêntico ao que Eunbi segurava porém bem menor, esse feitiço também tinha um sinalizador de perigo para Jurina que poderia saber a qualquer momento quando elas usaram aquilo.

– ...

– O que houve Matsui? – um dos homens perguntou desconfiado e ela fingiu um sorriso.

– Eu preciso resolver uns assuntos. Vocês já me enrolaram muito não acham? – ela virou de costas e os homens se tornaram preocupados. – Agora eu preciso salvar os seus companheiros antes que todos sejam mortos por uma vampira muito irritada. – e num piscar de dedos Jurina desapareceu da vista deles.

Voltando a floresta Eunbi ainda corria desesperadamente em direção a casa com os homens a perseguindo até o momento que um deles a alcançou e a derrubou no chão a imobilizando.

– ME SOLTA! – ela gritava desesperada tentando sair mas ele não cessava.

– É o fim pra você, aberração! – ele estava prestes a acertar o rosto dela com a sua arma quando foi puxado por Irene e logo em seguida tendo seu pescoço mordido ferozmente pela vampira.

– É o fim pra vocês, seus lixos. – ela derrubou o homem no chão morto e logo em seguida pegou a própria arma dele pra atirar nos dois caçadores que vinham se aproximando.

– Ire.. Irene! – depois da vampira finalizar em segundos com os caçadores ela ajudou Eunbi a se levantar e a apoiou em si.

– Vamos, precisamos correr!

As duas correram o mais rápido que podiam considerando o ferimento na perna de Eunbi e estavam para alcançar a casa quando Irene foi atingida por mais um disparo agora diretamente nas suas costas. Isso não seria o suficiente pra fazê-la cair mas o corpo de Irene se tornou estranho e suas pernas já não recebiam mais nenhum de seus comandos resultando-a em cair no chão junto com Eunbi.

– Irene? O que houve? – a humana perguntou e Irene resmungava.

– Minhas pernas!! Eu acho que estão usando balas paralisantes. – ela tentava se por de pé mas suas pernas não moviam uma grama.

– Vem cá, se apoia em mim. Nós estamos perto de casa de qualquer forma. – Eunbi abaixou para que Irene passasse o braço por sua nuca e em seguida a ajudou a ficar de pé porém sem resistência nenhuma, seus pés não tinham força nenhuma pra caminhar.

A garota com muito esforço foi carregando Irene até chegarem em casa, a vampira puxou de dentro do bolso uma pequena bola verde e a jogou próxima a entrada da casa, assim que as duas passaram pela porta da casa uma grande nuvem verde foi erguida por todo o contorno da casa e logo em seguida se pode ouvir disparos contra a própria nuvem verde sendo ricocheteados, era uma barreira mágica feita por Jurina.

– O que faremos agora? – Eunbi perguntou desesperada enquanto colocava Irene sentada no sofá.

– Nessa condição, nada. Nem se eu estivesse andando conseguiria derrotar todos os caçadores sozinha. – ela suspirou frustrada. – Temos que esperar Jurina aparecer para nos teleportar para fora.

– Isso não será possível. – Jurina disse se sentando no sofá como se sempre estivesse ali.

– Desde quando..... – Eunbi balançou a cabeça. – Não adianta perguntar, o mais importante é porque não é possível nos tirar daqui?

– Eles ergueram uma barreira anti-magia ao redor da floresta. Eles tem outro feiticeiro com eles pelo visto, isso foi pra impedir que qualquer coisa não-física passe pela barreira ou seja, me impossibilita de trespassar por teleporte.

– Não acredito... Nós vamos morrer aqui? – Eunbi começou a se desesperar.

Em meio aos diversos disparos feitos alguns finalmente conseguiam vazar a barreira mágica criada e o desespero de Eunbi apenas aumentava mais e mais.

– .... – Irene se tornou pensativa e Jurina estranhou.

– Irene?

– Eunbi, vem cá. – Irene a chamou e Eunhi rapidamente correu até perto da vampira. – Fique tranquila, okay? Não te deixarei morrer aqui.

– Te deixarei.....? – Jurina pensou.

– Mas então, o que vamos fazer? Nós não conseguiremos fugir e—... – Irene interrompeu Eunbi lhe dançando um abraço.

– Obrigado Eunbi, por ter me dado uma segunda chance pra provar que eu poderia ser uma irmã mais velha pra você, por me perdoar mesmo depois de tudo que fiz. Eu não fui um exemplo de irmã mas você sabe que eu fiz tudo que pude...

– Irene? O que você está falando? Está me assustando.. – a vampira abriu um sorriso e apertou Eunbi ainda mais em seus braços.

– Eu não te dei um presente de aniversário esse ano, não foi? Acho que não tenho outra escolha a não ser te dar agora.... Me desculpa, mas talvez seja um pouco difícil de aceitar ele, mas você precisa aguentar firme.. – ela deu um beijinho na testa de Eunbi. – Aqui vai.

Quando Eunbi notou haviam duas presas afiadas fincadas em seu pescoço e a garota não teve nenhuma reação além de arregalar os olhos em choque. A vampira retirou as presas de Eunbi e em questão de segundos a Kwon começou a sentir todo o seu corpo queimando intensamente, era o efeito do veneno vampírico que Irene havia dito que ela precisaria aguentar firme. Eunbi caiu ao chão com o corpo todo ardendo como se estivesse pegando fogo até o momento que ela colapsou e parou de se mover.

– Irene, você--...

– Todas nós não conseguiríamos fugir daqui, mas você e Eunbi sim. – ela comentou olhando pra garota no chão. – Você precisa forjar nossas mortes, até onde eu sei pelas leis da família Miyawaki eles só verificam se os caçados realmente morreram mas não chegam a pegar seus corpos nem nada.

– Mas isso não faz sentido! Se é pra forjar mortes eu consigo forjar a sua também! – Irene negou com a cabeça.

– A essa altura do campeonato eles já devem imaginar que você está aqui então você precisa sair daqui como aquela que causou as nossas mortes para que você não tenha problemas. – Irene explicou e voltou a olhar para Eunbi. – Se tudo ocorrer bem Eunbi ficará desacordada por muito tempo ainda, o processo de vampirismo pode demorar muito dependendo da aceitação do corpo e se você checar o pulso dela verá que é como de uma pessoa morte então não terá problemas com ela, comigo você poderia me colocar para dormir, eternamente, assim saberiam que nós duas “morremos" por sua causa.

– NÃO! – Jurina esbravejou levantando do sofá. – Você é a minha melhor amiga, eu nunca seria capaz de fazer algo assim com você!

– Se você gosta tanto assim de mim então você deveria fazer isso por mim! Nesse momento nada importa mais do que salvar a vida de Eunbi, nunca iria me perdoar se ela morresse por minha causa. Eu já causei muito tormento a vida de Eunbi e estou lhe dando mais um agora, pelo menos, quero lhe dar a chance de tentar ter uma vida melhor. Por favor Jurina, salva a Eunbi por mim, por favor! – ela segurou as mãos de Jurina. – Chrono Repeat.

– Hm?! – Jurina se assustou. – Como você conhece esse feitiço?

– Por que eu tinha medo de vocês antes de te conhecer então eu estudei por muito tempo sobre vários tipos de feitiços que vocês, feiticeiros, poderiam utilizar. Se você não consegue me matar então use o Chrono Repeat em mim.

Chrono Repeat, e Chrono Record. – Jurina falou o nome de outro feitiço que Irene desconhecia. – Chrono Record, como o nome sugere, ele recorda um certo momento da pessoa que você conjurou o feitiço e Chrono Repeat, você faz a pessoa repetir eternamente o que gravou no Chrono Record.

– Ah, então é assim que funciona.. É mais assustador do que eu pensei mas ainda não o suficiente pra me fazer mudar de ideia.

– Irene, você sabe que nem eu conseguirei desfazer isso depois, não é? Isso vai além das minhas capacidades de maga do tempo. – a vampira assentiu.

– Eu tenho total consciência disso. – um tiro atravessou a barreira e passou diretamente entre Jurina e Irene porém a vampira não tirou os olhos da feiticeira e seu sorriso no rosto, foi nesse momento que Jurina entendeu que ela estava determinada a fazer aquilo e nada iria fazê-la trocar de ideia.

– ....Irene...

– Mas eu fico pensando agora.. o que eu gostaria de ter repetindo para sempre? Hm.. são tantas opções, tem a minha vida como humana, minha irmãzinha que eu amava tanto.. Mesmo depois de eu virar uma vampira e viver com o mala do Wallace eu ainda tive vários momentos divertidos que gostaria de repetir, como quando adotamos Heejin ou Eunbi.. Ah, Eunbi... ela lembra tanto a minha irmã, tê-la em loop na minha cabeça talvez não seja uma ideia tão ruim...

– ... Chrono Record. – as mãos de Jurina brilharam num tom fraco de azul e esse mesmo brilho percorreu todo um caminho das mãos de Irene até sua cabeça.

– Oh, mas talvez eu tenha uma coisa melhor para ficar repetindo... a única amizade verdadeira que eu tive em toda minha vida. – nesse momento uma singular lágrima escorreu pelo olho esquerdo de Jurina. – Matsui Jurina.

Chrono Repeat! – dessa vez um forte brilho se estendeu entre as duas e quando cessou Irene ainda estava sorrindo daquela forma porém....

– Matsui Jurina, Matsui Jurina, Matsui Jurina....

Todas as garotas, inclusive a própria Eunbi, estavam em estado de choque enquanto a Jurina do futuro parecia se amargurar como a própria do passado estava naquele momento, usar um feitiço tão cruel daqueles em sua melhor amiga para se salvar não parecia ser o certo, mas o que ela poderia fazer naquela condição? Ela preferiu ter a possibilidade de, num futuro muito mais que distante, descobrir uma forma de desfazer tal feitiço do que vê-la morrer diante dos seus olhos.

A Jurina do passado, ainda se segurando para não se debulhar em lágrimas colocou Irene deitada sobre o sofá onde a garota ficou exatamente da mesma forma repetindo o nome dela e sorrindo, ela chegou perto de Eunbi e checou seu pulso notando que a garota ainda estava em estado de “morta" e ela queria acreditar que ela não havia morrido de fato e sim tudo fazer parte do processo de transformação, ela sabia que Eunbi era uma garota forte e queria conseguir aguentar.

– Me desculpa, Eunbi... Não consegui cumprir com a promessa de 3 anos atrás.. Não consegui proteger vocês. – as mãos de Jurina começaram a pegar fogo e a mulher segurou o pescoço de Eunbi por breves segundos deixando uma marca de vermelhidão na pele da mesma. – Pronto, isso daria pra disfarçar. Eles pensarão que eu a estrangulei até a morte, acredito que seja cruel o suficiente pra eles acreditarem. Provavelmente não nos encontraremos por um bom tempo mas estarei de longe observando você, pode ter certeza.

A feiticeira suspirou e em um estalar de dedos ela surgiu atrás dos homens que estavam atirando, mais especificamente do líder deles, e os forçou a cessar fogo afina ela tem um status maior do que eles mesmo sendo cotada como traidora, eles ainda precisam respeitá-la. Jurina explicou a situação e disse ter matado as duas e obviamente explicou sobre a condição de Irene, desconfiados os homens adentraram a causa com cautela para verificar se a situação era como ela descrevia e tiveram sua confirmação. Como o código dos Miyawaki diz que eles precisam ter o mínimo de respeito por seus caçados eles deixaram seus corpos ali mas aquilo era pura encenação, o objetivo real deles com isso era criar iscas para mais seres sobrenaturais, sejam eles conhecidos das vítimas ou não.


Mesmo com todas ainda em processo de aceitação de toda essa situação Jurina avançou o tempo para alguns dias depois do ocorrido, ela estava em algum lugar bem distante da casa onde Eunbi morava mas parecia ser localizada da mesma forma que a dela, numa floresta. Assim que ela chegou no local ela encontrou uma mulher de olhos escarlates, uma vampira, encostada contra a porta olhando diretamente para a mesma.

– Ora ora, Matsui Jurina, ao que devo o prazer da visita da feiticeira mais inconveniente que existe? – disse sarcástica.

– Eu não tenho estado num bom humor para piadinhas esses dias então irei direto ao ponto, preciso lhe cobrar o favor que me deve.

– É claro que você não veio para tomar um chá da tarde e tricotar. – ela cruzou os braços. – Desembucha.

– Tem uma recém nascida chamada Kwon Eunbi, sua transformadora está incapacitada no momento por... razões. Eu preciso que você cuide dessa garota. – ela gargalhou ironicamente.

– Agora eu sou uma babá? Não me faça rir, pelo jeíto que você falou com certeza você tem algo haver com o estado incapacitado da vampira que mencionou. – ela suspirou balançando a cabeça. – Mas sabe, a sua sorte é que eu tenho uma recém-nascida também, acredito que não teria problemas em criar as duas, o que você acha... Hyewon?

– Tanto faz. – a garota surgiu do nada descendo do telhado da casa. – Apenas saiba que não dividirei nenhuma refeição com ela. – ela entrou na casa e bateu a porta.


– Então quer dizer que a Hyewon era um saco desde sempre? – Sakura comentou e todas as garotas soltaram risadas exceto a própria Hyewon e Eunbi.

– Entendeu agora, Eunbi? – Jurina chamou pela garota que evitava a olhar nos olhos. – Eu realmente sou a responsável pelo estado de sua irmã mas eu não fiz por mal, você mais que todo mundo aqui sabe o quanto eu gostava de estar com vocês, mesmo termos visto apenas partes de sua memória eu e Irene nos conhecíamos a muito tempo e nos entendíamos como ninguém. Ela queria te salvar mais do que tudo e eu fiz tudo que podia para realizar o desejo dela.

O cenário ao redor delas começou a desmanchar lentamente e as garotas começaram a se assustar com as mudanças enquanto Jurina fechava os punhos lentamente.

– Não precisam se assustar, é apenas as memórias se dissipando. Afinal, estamos visitando as memórias de Eunbi conjuntas com as minhas, essa cena era a última parte das minhas memórias de Eunbi, foi a última vez que eu tive qualquer tipo de interação com ela. O feitiço está se desfazendo por si mesmo e estamos regredindo para nossa linha do tempo original. – ela voltou a olhar para Eunbi. – Mas antes de retornamos, eu preciso saber sua resposta Eunbi. Independente dos meus motivos eu fui aquela que colocou “sua irmã” num coma eterno então entenderia perfeitamente se você continuasse me odiando pra sempre. Mas eu gostaria de saber se, assim como Irene errou no passado e você a perdoou, você seria capaz de me perdoar também?


– ....... Eu—


Notas Finais


Desculpa qualquer erro, relevem pela minha situação atual ( sem computador e muito estressado ultimamente ).

Até a próxima!


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