História True Colors - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ada Hegerberg, Alisha Lehmann, Bal, Become A Legend, Football, Futebol Feminino, Futebol!, Ramona Bachmann
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Palavras 1.528
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - So don't be afraid to let them show


Found What I've Been Looking For

I keep searching and I can't seem to find what I'm wanting

It's changing all the time and if you noticed a different side of mine

Then I've found what I've been looking for

Found what I've been looking for

 

Vik contava para Dimitri, Sérgio, Shoya, Collin e para mim a história de como começou a namorar seu melhor amigo. Para Sérgio e Shoya era estranho, já que ela nunca postou uma foto com o rapaz nas suas redes sociais, mas nenhum deles parecia querer perguntar sobre isso. Sérgio preferiu focar em outra parte da história do que começar a questionar a irmã da Kristina pela falta de fotos.

— Você estava saindo com alguém e mesmo assim ele decidiu falar que gostava de você? — Vik assentiu. — Isso não te incomodou? Naquele momento, antes de perceber que gostava de você.

— Seria hipocrisia minha me incomodar. Me surpreendi quando ele se declarou? Sim, mas em nenhum momento me incomodei ou pensei que era egoísmo dele. Tinha o risco da nossa amizade acabar. Só que sempre gostei da honestidade. Falava que se você gosta de alguém, então precisa falar para essa pessoa, independente do que pode acontecer.

— Não é egoísta? — perguntei, esperando que ninguém entendesse a intenção por trás da pergunta.

— Como seria egoísta?

— Se você trabalha com uma pessoa e gosta dela. No momento que você fala seus sentimentos, as coisas vão mudar. As coisas podem ficar… complicadas e estranhas.

— Você precisa ser egoísta em certos momentos da vida. Adrian poderia ter ficado com medo de contar e acabar com nossa amizade, mas onde estaríamos agora? Talvez eu estivesse com o cara errado e ele arrependido de nunca ter falado que gostava de mim. Quando você prefere não falar seus sentimentos, você está ficando na zona de conforto. O que é pior: sofrer um pouco por um amor correspondido ou passar sua vida se questionando o que poderia ter acontecido?

A maioria ficou em silêncio, talvez pensando em uma resposta para a pergunta. Apenas olhei para Collin. Por mais que quero contar o que sinto, não parecia uma boa ideia.

Para minha sorte, ou não, Dimitri decidiu continuar a conversa.

— Tudo bem. Vamos dizer que eu tenho pensado muito em uma pessoa, mais do que eu deveria. Acha que deveria falar o que estou sentindo, mesmo que seu eu falar possa causar uma dor de cabeça na minha vida?

— Hey, preciso de você — Kristina falou ao se aproximar de Vik. — Está fazendo alguma coisa importante?

— Não, só estou falando para os seus jogadores que se eles gostam de alguém, é normal falar seus sentimentos.

— Você não está namorando? — Kristina perguntou para Dimitri. Ele tinha terminado, mas não acho que a maioria das pessoas soubessem disso.

— A gente terminou.

— Então diga para ela. Sem dor… sem ganho. — E se virou para Viktoria. — As garotas querem que eu cante e só vou fazer isso se você tocar.

— Qual música? Tenho minhas restrições.

— True Colors, da Cyndi Lauper. — Vik sorriu, parecia ser a confirmação que tocaria com Kristina. — Vou roubar minha irmã. Aproveitem o show.

— Antes: não deixe a pessoa certa escapar por causa do medo — Vik falou para Dimitri, mas poderia ter servido para mim ou para qualquer outra pessoa.

Quando Kristina subiu no palco ficamos em silêncio, eu não sabia que ela podia cantar. No começo prestei atenção nela, mas logo voltei meu olhar para Collin. Ele se mexeu um pouco, não parecendo perceber que eu o estava olhando. Devia estar distraído com a data da decisão sobre sua licença de trabalho se aproximando.

— Você devia falar para ela. — Collin chamou a atenção de Dimitri. — Se alguém gosta de mim, eu vou querer saber. Pode ser egoísta falar para alguém sobre seus sentimentos, mas também é egoísmo não falar e impedir que ela escolha tomar uma decisão com isso.

Dimitri sorriu, sabia que Collin só queria ajudar, mas as coisas pareciam mais complicadas. Lembro de Dimitri falar que sua ex tinha uma filha e por isso queriam ir devagar com o relacionamento. Podia entender o ponto de vista dela, mas não significava que estavam na mesma sintonia.

— Bom, veremos o que acontece. Mas já sabe se fica ou não? — A mudança de assunto significava que não queria falar sobre isso.

— Quero ficar no clube. Conversei com a Olivia sobre a situação. Não parece boa, mas tudo pode acontecer. Agora se eu não conseguir o visto para o restante dessa temporada e o problema se repetir na próxima, talvez acabe procurando um novo clube ou voltando para a MLS.

— E o seu contrato? — perguntei, entrando na conversa. Ele falava sobre empréstimo, mas essa era a primeira de sair em definitivo do clube.

— O que acertei com a Olivia é que se tiver problema com minha licença na próxima temporada eles vão me colocar na lista de venda. Se tudo der certo vou continuar um bom tempo no Legends, agora é torcer. Só não quero ficar amarrado com isso.

— Saudades de casa? — Dimitri perguntou para Collin.

— Um pouco, a maior diferença é a cultura. O modo que vocês implicam por eu falar “soccer” e não “football”.

— É futebol e sempre será. — Sérgio falou com um sorriso e piscou para Collin.

— E vocês? Não sentem falta de casa? — Dessa vez Dimitri perguntou para todos.

Sérgio deu de ombros, pegou o celular e começou a digitar algo.

Shoya já havia ficado um tempo longe do seu país, por isso respondeu com um simples “às vezes sinto saudades, mas me acostumei’.

— Sinto um pouco de saudade da minha mãe — respondi.

O assunto continuou, mas só consigo pensar que Collin gostaria de saber se alguém gostar dele ou não.

 

Birds

Dimitri não falou mais nada sobre Alena ou Elena — não lembrava o nome dela —, entendia como a situação deles podiam ser complicadas. Ela tinha uma filha e o relacionamento agora era a distância. Talvez ambos não quisessem continuar presos nessa situação e indo contra o que seus corações queriam.

Preferi não comentar nada. Se Dimitri quisesse falar sobre isso, então ele falaria. Não seria necessário ninguém puxar assunto e forçar uma situação que poderia ficar desconfortável.

Koné estava mais quieto que o normal, pode ser que esteja pensando em falar para uma garota que gosta dela. Realmente não sei, sei poucas coisas que acontecem ao redor da vida de Koné.

— Depois me avisem se vão querer fazer alguma coisa no ano novo — Dimitri disse.

— Vai lembrar uma bronca da Kristina — brinquei.

— Duvido — falou e riu. — Se você está em Londres… tem que aproveitar. Principalmente você, Romaric, não é pecado sair um pouco.

Roma não respondeu nada, não fazia parte dele rebater um conselho, mesmo que tivesse pensado em uma resposta e Dimitri ser o cara que não se incomodaria com isso.

— A gente avisa se tiver decidido alguma coisa.

Ele voltou para o elevador, mas duvido que ele pegaria o celular e ligaria para sua ex. Só acho estranho ele vir para Inglaterra se seu coração estava na Rússia. Foi nesse momento que ele complicou todo relacionamento.

— Maldito fuso horário — falei para mim e não sabia se Koné tinha escutado ou não, ele só parecia focado em abrir a porta.

Li algumas mensagens, a maioria era da minha família. Sabia que seria difícil ficar longe deles. Uma coisa é estar em Estados diferentes e outra é estar em um continente diferente.

Ainda teria jogo amanhã, então tomar um banho e dormir cedo parecia a melhor opção no momento. Tinha acontecido algumas coisas na festa, mas não precisavam ser comentadas naquele momento.

— Collin, podemos conversar?

Dei de ombros, o banho podia esperar um pouco.

Koné parecia nervoso, um pouco além do habitual. Preferi não comentar nada, cansado demais para isso, apenas me joguei no sofá. Talvez quisesse falar sobre se eu ficaria no apartamento ou não, mas já olhei algumas opções e já sei onde ficar se tudo der certo.

— É sobre algo que você disse na festa… que você gostaria de saber se alguém gosta de você.

— Lembro disso, eu gostaria de saber. Mas o que tem isso?

— Eu… eu gosto de você.

— O que quer dizer?

— É besteira… esquece…

Koné foi se levantar, mas segurei sua mão. Tantas coisas estavam passando na minha cabeça naquele momento, era difícil assimilar tudo.

Koné é gay? Ou ele achou que seria engraçado brincar com isso?

— Está falando sério? — Ele apenas assentiu. — Fui honesto na festa, eu gostaria de saber se alguém gosta de mim. Mas eu preciso de um tempo para assimilar tudo isso.

Não sei bem o que Koné estava esperando, mas talvez é algo que não possa dar neste momento. Eu não sabia quase nada sobre ele, mesmo morando junto, Koné falava muito pouco de si mesmo e sua família. Conhecia o jogador, mas não conhecia muito bem a pessoa.

— Hm… eu vou dormir… podemos conversar melhor amanhã?

Ele só concordou, não acho que teria muito o que falar nesse momento, da mesma forma que não tinha muita coisa para eu falar naquele momento… ainda estava processando tudo.

Beijei sua bochecha, mas não sei o motivo de ter feito isso.

É… realmente preciso de um banho para pensar em tudo.



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