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História True Romance - Safira Grindelwald X Tom Riddle Long-fic - Capítulo 9


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Notas do Autor


Olá a todos! Obrigada a quem está acompanhando e bem-vindes novos leitores! ♥

Capítulo 9 - Desejos de Amor


Fanfic / Fanfiction True Romance - Safira Grindelwald X Tom Riddle Long-fic - Capítulo 9 - Desejos de Amor

OUTUBRO

Sábado, um dia de revelações

03:55

É madrugada. Faz uma semana, mais ou menos, que não escrevo aqui, pois não tenho tido tempo. O problema é que, o que houve hoje, me deixou chocada.

Houve uma festa da Sonserina. Eu estava lá, com meu vestido vermelho, erguendo os braços e mexendo as cadeiras, quando Tom me puxou com delicadeza. Pensei que ele estava sendo ciumento, como sempre, mas não.

Ele me puxou para fora da festa, me deixando confusa.

- O que foi? - perguntei.

- Vamos para o dormitório. - ele me respondeu.

Não protestei, apenas o acompanhei, me equilibrando nos saltos. Descobri que a senha é, realmente, sangue puro. Que falta de criatividade!

O salão comunal da Sonserina é verde e negro, muito bonito, mas não tive tempo de observá-lo. Só consegui encarar o quadro de Salazar Sonserina em cima da lareira, muito elegante, por sinal, porque Tom foi me levando escada acima.

- Bem-vinda ao meu... mas o que é isso?!

Quando entramos, nos deparamos com ninguém menos que minha irmã mais velha se agarrando na cama com Ernestina Rosier, a morena bonita que eu vi no Três Vassouras a última vez que briguei com ela. Sua pele é levemente escura, seus cabelos são negros, lisos e compridos, e seus olhos verdes. Me impressiona que Tom não tenha se apaixonado por ela, porque sinceramente, que garota linda!

- Ametista? - perguntei em choque.

- Então o meu dormitório agora é motel lésbico? - Tom perguntou, irritado.

- Motel lésbico? E você se fazendo de puritana! - repeti o que ele havia dito e a acusei.

- Tom, o meu irmão disse que ninguém voltaria antes do fim da festa. - Ernestina disse meigamente, cobrindo os seios com o lençol.

- Pelo menos você teve a sensatez de fazer o que queria na cama dele e não na minha. - Tom falou, ainda irritado, mas menos impactado.

- Você namora a Rosier! - acusei Ametista, boquiaberta. - Você se queixa dos nossos pais, mas é devassa igual!

- Saf, e se ela só gostar de sexo? - Tom me perguntou. - Acontece com algumas pessoas.

- Não é só sexo, tá legal? - Ametista disse, desconcertada.

Ernestina a fitou, surpresa. Estávamos em um momento emocionante não só para nós, mas para elas também.

- Então você gosta de mim? - Ernestina perguntou, sorrindo.

- Gosto. - Ametista respondeu, como quem não pode fazer nada. - Eu gosto de você, vou fazer o que? Não queria gostar, mas eu gosto.

- Isso explica a sua loucura em arrumar um namorado logo. - Tom comentou.

- Eu não posso deixar que as pessoas percebam. - Ametista se justificou.

- Tá, mas você é como o pai, que fica com os dois, ou é só com mulher? - perguntei tentando entender.

- Só com mulher. - Ametista respondeu, fitando o teto, como quem admite algo doloroso.

- Isso não é ruim. - tentei tranquilizá-la.

- É só um detalhe. - Tom concordou comigo. - Não muda nada.

- Claro que muda! - Ametista rebateu. - Serei infeliz no casamento!

- Para o inferno casamento, Ametista! - Tom exclamou. - Você quer ficar com ela? Pois fique! Você tem que encarar as coisas de frente e ter coragem para ser quem você é!

Nossa, Tom, que lindo! O fitei, surpresa com o discurso.

- E a família dela? - Ametista perguntou. - Ela é a única garota, querem que ela dê continuidade a linhagem!

- Como se ela fosse de uma linhagem muito importante. - Tom debochou. - Você é descendente de Helga Lufa-Lufa, a sua linhagem sim é que vale a pena ser pensada e sua mãe colocou mais duas no mundo para isso.

- Eu me ocupo com a nossa linhagem, Ametista. - falei decidida, cruzando os braços. - Fique com quem você gosta. Vou dar os netos da mamãe.

Ela começou a chorar, emocionada. Não aguentei e corri até ela para abraçá-la. Ernestina levou a mão a boca, chocada, e nos abraçou também.

- Obrigada! - Ametista disse me abraçando. - Eu... eu não sei o que dizer! E também não sei o que fazer!

- Vem, Saf. - Tom me chamou. - Vamos deixá-las.

Nos retiramos, lado a lado. Enquanto descíamos as escadas, eu pensava.

- Você me trouxe aqui para fazermos filhos ofidioglotas que fazem axiuxiuxiá? - perguntei, imitando os sibilos.

Ele deu uma risada sincera, me olhou e sibilou de um jeito estranho que eu nunca tinha escutado.

- Então isso é ofidioglossia! - falei surpresa.

- Sim. - ele confirmou.

- E o que você disse? - perguntei animada, sorrindo.

- Vamos para a Torre de Astronomia. - ele me respondeu.

Subimos a Torre de Astronomia, juntos. Fazia uma linda noite estrelada de lua crescente. Tom chegou perto da borda o suficiente para me deixar com medo. Merlin, odeio altura!

- Quando tenho que tomar alguma decisão, eu venho aqui. - Tom comentou, olhando o horizonte, com as mãos nos bolsos.

- Me trouxe aqui para tomar uma decisão? - perguntei, o observando.

- Talvez eu esteja... muito nessa relação. - ele respondeu, claramente escolhendo bem as palavras.

- Isso quer dizer que seu sentimento é sincero? - perguntei, me aproximando.

- Com certeza é. - ele me respondeu.

- E o que você sente? - perguntei, ignorando o meu medo de altura só para chegar perto dele.

- Você quer mesmo saber? - ele me perguntou, me encarando.

- Quero. - respondi, decidida.

- Vontade de te fazer gemer e gritar de prazer, aqui mesmo. - ele me disse.

- Você sente desejo. - falei. - Mas deve ter sentido isso por outras garotas, também.

- Não desse jeito. - ele revelou. - É uma necessidade agora. Se eu fosse amargo com você, já teria feito.

- Se você fosse amargo. - falei, repetindo o que ele disse, pensativa. - Isso quer dizer que é doce comigo.

- Agridoce. - ele me corrigiu, dando um sorrisinho.

- Claro. - concordei, dando um risinho.

- A questão é que eu não quero te deixar depois que acontecer. - ele revelou, para a minha surpresa. - Isso te faz diferente das outras.

- Você as largou. - deduzi.

- Larguei. - ele admitiu, fitando o horizonte. - E você, Saf? O que quer?

Caminhei até ele e o abracei, pelas costas, superando meu medo de altura. Estava gelado da brisa.

- Eu te vi com a sua irmã, hoje, no dormitório. Você a ama. - ele disse.

- Amo. - admiti.

- Pode me amar, também? - ele me perguntou.

- Eu já amo, Tom. Eu já amo. - respondi, de olhos fechados, suspirando.

Abraçada a ele, senti meu futuro mudar, e, estranhamente, o dele também. Me pergunto se conseguirei lidar com esse sentimento por um rapaz como ele e, no fundo, tenho medo e vontade de fugir.

Mas já está feito.


Notas Finais


Em breve, mais capítulos! ♥


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