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História Truly, madly, deeply - Capítulo 1


Escrita por: e lanying


Notas do Autor


sim eu precisava de bruabba domestic p viver e pra matar um pouquinho a minha vontade insaciável de ver meu otp feliz
eu tava ouvindo a playlist mais-que-perfeita que eu fiz pros dois e bruabba noivinhos vivendo juntos se reforçou ainda mais na minha mente
pse, culpa dos meus emotional supporters italian dads
sem mais delongas, boa leitura
e, claro, créditos da fanart ao artista! <3

Capítulo 1 - Capítulo único: I want to lay like this forever


As nuances singelas da alvorada imergiam calidamente pelo vasto cenário negrume da noite fria, esvaindo, pouco a pouco, os pequenos pontos brilhantes de luz espalhados despreocupadamente pela vastidão negra, colorindo morosamente o céu frio de outono com seus tons suaves de laranja e cor de rosa. A brisa amena e ligeiramente fria invadia sorrateiramente as pequenas frestas resultantes da janela entreaberta, atingindo em cheio o corpo alto e forte esparramado preguiçosamente pelas cobertas grossas e reconfortantes, residindo  confortavelmente sobre o estofado macio do enorme colchão.

Fora questão de poucos instantes até que o jovem de cabelos prateados se despedisse lentamente dos braços acalentadores de Morfeu, despertando ao passo que a ventania gélida ricocheteava suavemente em seu corpo desprotegido de roupas quentes e os raios de luz solar tomavam espaço pelo pequeno cômodo acolhedor que dividia com seu amado.

Ainda um tanto atordoado pela maneira pela qual fora acordado (ainda que o Universo tivesse sido gentil consigo ao despertá-lo tão calmamente), Abbacchio não demorou a tatear cegamente o espaço vago disposto ao seu lado, procurando, por toques singelos sendo depositados no estofado espaçoso, por aquele que tinha posse de seus sentimentos amoriscados e afáveis.

Somente ao chegar a conclusão, com seus dois neurônios que ainda estavam em estado de sonolência, de que o noivo não dormia ao seu lado e que encontrava-se completamente sozinho naquela cama enorme, que o jovem Abbacchio pudera, finalmente, levantar-se tão lentamente quanto acordou, sentando-se no colchão repleto de grossos cobertores e almofadas de tons escuros. Coçou os olhos cansados com o torso de uma das mãos, sentindo um arrepio percorrer a linha de sua coluna ao que outra rajada de ar adentrara o quarto e lhe acariciou o corpo desprotegido, notando, com tal acontecimento, que não possuía nada além de uma cueca box cobrindo um pequeno pedaço de pele seu. Não tardara ao lembrar-se das ocasiões ocorridas entre si e o amante na noite anterior, permitindo com que um curvar de lábios singelo tomasse conta de suas feições ao relembrar dos toques cálidos de Buccellati em sua derme e dos beijos cândidos que depositara por cada rastro de pele imaculado de Bruno, respingando com ardor todo o seu afeto e adoração desmedidos para com o amado.

Despertou brevemente de seus devaneios enamorados ao ouvir, ao longe, o tom de voz tão apreciado e conhecido por si cantarolando a melodia suave de uma canção qualquer que sabia que o moreno estava viciado. Deduziu que o som singelo deveria vir de algum cômodo próximo ao quarto em que residia, não demorando a levantar-se de vez e tomar caminho rumo ao cantarolar doce que ecoava calidamente pelo pequeno apartamento. 

E tamanha não foi sua surpresa ao visualizar, um pouco mais ao longe, seu noivo despreocupadamente remexendo em algo que residia sobre uma das bocas do fogão, parecendo muito absorto em seu próprio mundinho para sequer perceber a presença do maior no cômodo. Abbacchio sorrira pequeno ao ter tal constatação, decidindo que não iria, jamais, desperdiçar tal oportunidade dada para si, logo recostando-se calmamente no batente da entrada da cozinha, aproveitando a visão tão aprazível que Bruno estava oferecendo naquele instante.

Buccellati parecia tão louvável naquele exato momento, portando em seu corpo esbelto apenas uma camiseta de The Velvet Underground (grande e larga o suficiente para que o prateado concluísse que era um item surrupiado de seu guarda-roupa) e, Abbacchio deduzia, alguma box que ele catou da pilha de roupas que acabaram por encontrarem-se espalhadas pelo carpete do quarto de ambos. Continuava cantarolando a melodia agradável da música que escutara na rádio há alguns dias atrás, movendo o quadril livremente de acordo com o ritmo ligeiramente animado da canção, parecendo ainda não notar que o noivo residia plenamente encostado na porta do cômodo, apenas o contemplando com total devoção.

Foi só ao desligar o fogo proveniente de uma das bocas do fogão e virar-se brevemente para pegar um pano de prato que encontrava-se no balcão atrás de si, que Buccellati percebera, finalmente, a presença do homem de cabelos claros na cozinha. O pulinho que dera pelo breve susto levado fora inevitável, algo que, consequentemente, trouxera aos lábios de Abbacchio um sorrisinho divertido.

Bruno não tardou em suspirar e levar uma das mãos até o peito, permitindo, logo, com que uma risadinha simplória escapasse de sua garganta, atingindo os ouvidos atentos do mais velho. O sorriso afetuoso que tomou posse do rosto de Leone com tal ação foi irrefragável, e, quando menos percebera, seus pés inconscientemente tomaram caminho em direção ao moreno sorridente que jazia alguns poucos metros diante de si.

– Há quanto tempo estava me observando? – Buccellati questionou ao ver o maior aproximar-se, logo virando-se rapidamente para poder desligar de vez as chamas do fogão. Não demorou em girar novamente o corpo em direção ao noivo, sorrindo ao que os braços longos do mais velho rodearam candidamente sua cintura esguia.

– Tempo suficiente. – sorriu ladino ao presenciar a expressão amena e exultante que tanto amava e prezava no rosto do menor, sentindo-se imediatamente revigorado ao que os braços de Bruno circundaram seu pescoço, abraçando-o afetuosamente.

– Que feio observar alguém às escondidas, Leone. – o moreno inclinara levemente a cabeça para o lado, como se estivesse duvidoso diante de uma situação crítica. – Sabe disso, não é, amore mio?

Céus, como podia Buccellati o ter na palma de sua mão sem exibir o menor dos esforços e com tamanha astúcia realizada tão naturalmente? Abbacchio ainda questionava-se, por vezes, como era tão fácil e simples entregar-se de corpo e alma para Bruno, sentindo-se tão desmedidamente acolhido e amado nos braços daquele que era dono de todo e qualquer sentimento tenro que ousasse possuir em si.

– S-sei, Bruno.

– Já que você é um garoto tão bom, não vejo problema em deixar você cometer esse deslize desta vez. – Abbacchio sentiu todas as suas estruturas sendo irredutivelmente abaladas ao passo que Buccellati direcionava aquele olhar tão imperante, ainda assim tão brando, para si, acompanhado do sorrisinho ladino que não falhava em ter o de fios prateados completamente entregue e resignado. – Não é mesmo, querido?

– Sim, Bruno.

– E de quem é esse garoto tão bonzinho?

Leone podia sentir com inteira convicção os dedos ágeis de Buccellati emaranhando-se vagarosamente em suas longas madeixas prateadas, acariciando com imensa delicadeza os fios de sua nuca. Um ardor intenso tomou conta de suas orelhas, e logo um tom sutil de rosa respingou-se em suas bochechas claras. Com um embaraço imensurável tomando conta de si pelas palavras ditas tão casualmente pelo noivo, ainda que frases e questionamentos de tal cunho fossem algo completamente usual e rotineiro no relacionamento de ambos, Abbacchio tratara de esconder o rosto rubro no vão entre o pescoço e o ombro do mais novo, apertando com mais firmeza os braços ao redor do corpo magro ao ouvir a risadinha divertida vinda de Bruno.

– S-seu… Só seu.

– Uhum, isso mesmo. – a afeição no tom de voz do moreno perante o maior era quase tangível, causando uma palpitação descomunal no lado esquerdo do peito de Leone. Bruno não poupou um segundo sequer ao retribuir o abraço acalentador dado por Abbacchio, tratando, logo, de aumentar o aperto ao redor do corpo alto.

O contato sereno, entretanto, não durou tanto quanto Abbacchio gostaria e esperava, visto que, tão rápido quanto Buccellati apertou os braços ao redor de seu corpo em um abraço terno, ele logo afrouxara e separara-se de si, todavia, apenas o suficiente para que pudesse mirar devidamente o rosto ainda ligeiramente rosado do maior.

– Fiz panquecas com chocolate para nós, já que imaginei que você acordaria com fome. – enunciou, ainda com os dedos acariciando gentilmente os fios claros do outro.

– Sabe que não precisava ter acordado mais cedo 'pra isso, não é? Eu poderia ter feito algo assim que acordássemos.

Nah, não tem problema. – deu de ombros, de forma tão estupidamente adorável que Abbacchio quase tomara o ímpeto de o puxar de novo para o quarto de ambos, pronto para entregar-se mais uma vez para Buccellati e o ter da mesma forma para si. – Sabe que gosto de te mimar sempre que tenho a oportunidade. – pontuou, risonho, apreciando com devoção os tons de rosa pintando novamente com suavidade a pele clara do rosto do mais velho.

– Se você diz… – Leone murmurou, numa tentativa perceptivelmente falha de disfarçar as maçãs do rosto ardendo sem qualquer piedade.

– Vamos comer, sim? Você deve estar faminto. – depositou um selar amoroso em uma das bochechas de Abbacchio, logo desvencilhando-se do circundar cândido qual estava envolvido anteriormente.

Leone apenas soltou um murmúrio em confirmação enquanto acompanhava o menor até a pequena mesa, em sequência acomodando-se na cadeira de frente para o moreno. Bruno despreocupadamente derramou calda de chocolate em uma das panquecas, no bom-humor impecável que costumeiramente exibia em manhãs calmas e serenas como aquelas. Logo entregara um dos pratos para Abbacchio, fazendo questão de ressaltar que o maior deveria comer tudo e ter um café da manhã digno e reforçado, algo que prezava todos os dias e que não cansaria de persuadir Leone para o acompanhar em suas refeições e ter uma alimentação devidamente saudável.

A refeição fora apreciada por ambos os jovens enamorados, que aproveitavam o café da manhã acompanhados de conversas aprazíveis e sentimentos mornos. Após pedidos incessantes por parte de Abbacchio para que fosse o responsável pela lavagem das louças sujas e propostas inegáveis vindas de Buccellati para que apenas aproveitassem a manhã juntos, não tardara para que o casal tomasse caminho, naquele exato instante, rumo ao quarto aconchegante de ambos.

Abbacchio encaminhou-se despreocupadamente até o pequeno banheiro instalado no cômodo, a fim de realizar a típica rotina característica do início de todas as manhãs de escovar os dentes e lavar o rosto. Apanhou entre os dedos sua escova de dentes que residia ao lado da de Buccellati, no pequeno copo sobre a superfície da pia, em seguida depositando uma pequena quantidade de creme dental e não tardando em iniciar a limpeza rotineira de seus dentes.

Fora questão de alguns poucos instantes para o platinado sentir o peso de um olhar ávido sobre si, não se surpreendendo ao passo que rumara seus olhos até a porta do cômodo e encontrara um Bruno com um sorrisinho ridiculamente apertável lhe encarando com anelo. Leone apenas arqueou uma de suas sobrancelhas em resposta, num questionamento silencioso direcionado ao menor.

– Oh, nada. – o moreno ditou, recostando-se no batente da porta e cruzando os braços diante o peito, logo inclinando brevemente a cabeça para o lado. – É que você fica muito adorável assim, sem maquiagem e com o cabelo bagunçado.

Pelos deuses, beirava o colossal o tamanho do esforço que Abbacchio tivera que exercer para não se engasgar com a pasta dental naquele exato instante.

– Bruno! – em um murmúrio ligeiramente engasgado, Abbacchio revidou, completamente desconcertado pela observação vinda do amado. 

Buccellati riu soprado, caminhando em direção ao maior e colocando-se atrás do corpo alto, não demorando em envolver a cintura do outro em um abraço carinhoso. Ainda com o mesmo sorrisinho divertido que remexia com todas as bases existentes no corpo de Abbacchio, Bruno tornou a falar, encarando o mais velho pelo espelho e tendo seu olhar prontamente retribuído:

– Os anos passam e você ainda fica envergonhado com as minhas declarações. – apoiou o queixo no ombro de Leone, observando o maior terminar de escovar os dentes devidamente e logo retornar a escova ao local em que costumeiramente guardava, no pequeno recipiente e juntamente com a sua.

– Eu sempre vou ficar desconcertado quando você falar essas coisas do nada. – depositou suas mãos sobre as semelhantes do menor, retribuindo o ato afetuoso vindo do moreno. 

– E é por isso mesmo que eu adoro dizer repentinamente. – Bruno apertou os braços ao redor do corpo do amante, apreciando do calor reconfortante que emanava de Leone e o acolhia sem qualquer esforço.

– Você não tem jeito, hein? – Abbacchio sorriu ladino, virando-se para o mais novo para o abrigar corretamente em seus braços. – É um tanto quanto maldoso brincar com os outros assim, sabia?

– Mas você se apaixonou por mim justamente por isso. – deu de ombros, arrancando uma risada soprada vinda de Abbacchio. – Gostou tanto que até me pediu em casamento.

– Não que eu tivesse certeza de que você ia aceitar, mas a tentativa valia a pena. – imitou o ato feito anteriormente por Buccellati, recebendo como resposta uma curvar de lábios ligeiramente jocoso e um arquear de sobrancelhas inquisidor.

– Você, por acaso, está duvidando do meu amor? – antes que Leone pudesse retrucar, daquele jeitinho um tanto desesperado e fofo que sempre acabava por exercer sempre que Bruno o fazia questionamentos daquele cunho, Buccellati logo tornou a falar: – Brincadeira, gattino mio. – levou seu dedo indicador até o nariz moldado do mais velho, o pressionando levemente em um ato inteiramente amável. – Você sabe que eu jamais recusaria seu pedido. E se você não tivesse feito a proposta, eu mesmo a teria feito.

– Sei disso. – capturou entre seus dedos longos a mão que antes estava diante de sua face, levando as falanges esbeltas em direção ao seus lábios. – E eu não perderia a oportunidade de aceitar, ainda que você seja um tanto quanto sádico em me provocar sempre que pode. – depositou um selar afável no dorso da mão do menor, trilhando um caminho de beijos cândidos desde os nós dos dedos até a pontinha das falanges.

Bruno presenteou o mais velho com um de seus sorrisos de mil sóis diante do toque tão cuidadoso e terno, trazendo um calor abrasador e cálido ao âmago enamorado de Leone. O sentimento morno e mavioso, tão arrebatador e, ainda assim, tão reconfortante, parecia quase tangível e palpável naquele momento amoriscado compartilhado por ambos jovens completa e inteiramente apaixonados.

– Você percebe que sempre foi bem masoquista, não é? – levou os dedos esguios, anteriormente acarinhados pelo mais velho, até a bochecha pálida de Abbacchio, sentindo na palma de sua mão o calor proveniente das maçãs do rosto de seu amado. – Mas vai ter que me aturar desse jeitinho. 'Pra sempre. – acariciou com ternura a pele do de fios prateados, sentindo o próprio peito ardendo em amor e afeição ao passo que Abbacchio inclinou-se em direção à sua mão, aconchegando-se contra seu toque aveludado.

Leone, imerso em tamanha aura de afeto e paixão desmedidas, sorriu afetuoso, daquela maneira que permitia-se fazer só e somente com Buccellati.

As orbes azuis e tão capciosas do mais novo derramavam brandura sobre si, banhando-o em uma candidez tão incomensurável que, por alguns instantes, Leone sentiu que poderia morrer de tamanho amor e adoração ali mesmo. O toque dos dedos quentes em sua derme o trazia uma sensação tórrida que tomava conta de cada ínfima e singular partícula de seu ser, surrupiando com esmero cada fragmento de paixão e afeto descomedidos dirigidos única e exclusivamente para Bruno.

Céus, podia sentir seu cerne inundado em tantos sentimentos e sensações causados singularmente por Buccellati. Jamais pensara, em todos os seus anos de existência, que pudesse amar tanto outro alguém assim, de maneira tão inteira e infinita. Era incompreensível para si que pudesse nutrir tanta paixão, admiração e desejo por outro ser humano, de forma tão imensa e irrefragável, sem quaisquer sinais de insegurança e desconfiança presentes em si.

Bruno, irrevogavelmente, despertara o melhor em si, ajudando-o a superar suas inseguranças e questionamentos duvidosos que o assolavam cada mísero dia de sua vida, auxiliando-o a erguer-se, pouco a pouco, de todo e qualquer mal que um dia ousara acometer-se de si e propagar-se com nequícia pelo seu âmago. Era seguro, era reconfortante e era, principalmente, verdadeiro

Leone sabia que, irredutivelmente, assim como dedicava todo o seu ser para Buccellati, amando-o a cada respiração realizada por si, verdadeira, louca e intensamente, buscando ser aquele que seria seu amor, seu sonho e sua esperança, Bruno retribuía inegavelmente todos os seus sentimentos de forma inteiramente mútua e genuína, encontrando no rapaz de madeixas prateadas e orbes bicolores algo que viera procurando há tempos prolongados o suficiente: um lar, um abrigo que o acolhia cada dia de sua vida e trazia imensurável paz e calmaria até seu coração por vezes desassossegado e apoquentado.

Abbacchio, buscando entre seus próprios dedos os semelhantes de Bruno, capturou singelamente a outra mão do moreno que não residia acariciando seu rosto, logo levando-a rumo aos seus lábios e os arrastando amorosamente pelas falanges esbeltas, depositando um selar demorado e brando na aliança posta no dedo anelar, antes de sussurrar suavemente:

Para sempre


Notas Finais


https://open.spotify.com/playlist/7yI0u4Xqw9D6MrJ587EYXc?si=GFCws-GsTkKD04h6R7h0yQ
bruabba tem minha alma na palma da mão deles

plus eu e abbacchio caindo na porrada p ver quem é mais whipped pelo bruno.mp4


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