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História Trust me 3 - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


🌹✨ CHEGAY ✨🌹 Tudo bem com vocês?

Já passando aqui pra avisar que o próximo capítulo promete🙈😇🙊

Espero que gostem do capítulo, comentem muito e deixem seu favorito 🌹✨

Desculpa pelos erros de ortografia 💙🦋

Boa leitura! 🌹✨

Capítulo 24 - Twenty-fourth - I can't breath


Fanfic / Fanfiction Trust me 3 - Capítulo 24 - Twenty-fourth - I can't breath

 

P.O.V Heyoon 

 

Ontem, quando tudo aquilo aconteceu, Krystian achou melhor me trazer para sua casa. Ele sabia que minha mãe não chegaria num horário muito agradável e eu ficaria muito tempo sozinha, então propôs que eu viesse dormir aqui. Confesso que não estava querendo muito, mas já foi e agora é outro dia, então, bola pra frente. Assim que cheguei, ele já disse que eu poderia dormir onde quisesse e eu optei por dormir no quarto de hóspedes, esse mesmo fica perto da sala de estar, então tenho fácil acesso até a porta da saída. Não pretendo ficar muito tempo na casa do meu ex, já passei tempo demais aqui!

 

Prendo meu cabelo em um coque logo após me levantar, arrumo as cobertas bagunçadas da cama onde estava dormindo e saio do quarto tomando cuidado para não fazer muito barulho ao fazer qualquer movimento. Olho envolta, checo na cozinha e no fim do corredor; é, Krystian ainda está dormindo, isso é ótimo porque tenho certeza de que ele não me deixaria sair sem tomar café e, como já disse, não estou a fim.

 

Vou até a porta da casa, giro a chave e ao abrir a mesma, dou de cara com uma garota, também asiática.

 

Arqueio as sobrancelhas sem entender, sem saber quem era ela, ou o que está fazendo aqui à essa hora. Ela me olha como se tentasse me reconhecer, está cerrando o olhar enquanto franze a testa, creio estar tentando se lembrar de algo.

 

Heyoon: - Pois não? Eu posso ajudar você com alguma coisa? - Pergunto quebrando o silêncio entre nós duas e ela desfaz aquela expressão de antes. A garota sorri sem mostrar os dentes.

 

- Desculpa, eu sou a Nelina. - Estende a mão para me cumprimentar e eu às junto, balançando levemente. - Você é a Heyoon, acertei? - Fico surpresa.

 

Heyoon: - É, eu sou sim. Como você sabe o meu nome? - Questiono confusa.

 

Nelina: - Vamos do começo. Eu sou uma colega do Krystian e ele fala muito de você, o tempo todo. - Um sorriso bobo e involuntário, se forma em meus lábios.

 

Heyoon: - Ele fala mesmo? - Peço por sua confirmação.

 

Nelina: - Sim, demais. - Confirma. - Mas você já devem ter voltado, né? Está na casa dele. - Supõe

 

Heyoon: - Ah, não, não. - Nego balançado a cabeça negativamente. - Eu sou ex dele, só dormi aqui porque fui resolver alguns problemas, o Krystian se envolveu e insistiu pra que eu dormisse aqui, nada demais.

 

Nelina: - Entendi. Bom, de qualquer forma... - Ela tenta olhar para dentro da casa. - O Krystian não está aí, está?

 

Heyoon: - Está dormindo, eu acho. Eu já estava indo embora, inclusive. - Tento sair, mas ela levanta as mãos na altura do rosto, indicando para que eu esperasse.

 

Nelina: - Calma, calma, antes de você ir... - Pega seu celular. - Eu vim aqui pra mostrar isso pro Krystian, mas fico feliz que você já esteja aqui, isso facilita tudo! - Franzo a testa.

 

Heyoon: - Como assim? Do quê tá falando? - Pergunto.

 

Nelina: - O Krys ficou bêbado numa noite, com saudade de você e disse um monte de coisas à seu respeito. - Liga seu celular e mexe em algumas coisas no mesmo.

 

Heyoon: - Sobre mim? O qu... - Ela me interrompe.

 

Nelina: - Aqui, escuta isso. - Me entrega seu celular, com um áudio pausado na tela. Estranho um pouco, mas apenas aperto para começar e coloco próximo do meu ouvido.

 

"Eu destruí nosso relacionamento! – Krystian... – Ela confiou em mim e eu fiz a mesma coisa de antes, à afastei de mim por não conseguir assumir meus erros. Posso beijar mais quinhentas bocas aqui dentro dessa balada, mas nenhuma é como a boca da Heyoon! - Sorrio de lado. - Os lábios dela tinham magia, tinham algo de especial, algo que nenhum ser humano é capaz de reproduzir da mesma forma... Era tão perfeito! Sinto saudade de cada detalhe! Sinto falta do seu abraço, do cheiro, dos nossos corpos juntos e até das vezes que ela me xingava de bobão, idiota, cabeça de tigela... - Meus olhos começam à lacrimejar e eu os fecho para me lembrar dos nossos momentos mais claramente. - Podia ter impedido que isso acontecesse, mas ao invés disso, disse que ela era apaixonada pelo namorado da melhor amiga dela. Magoei meus amigos, minha namorada e agora estou aqui fingindo que tudo está bem e que estou pronto pra esquecer dela, mas não estou! A Heyoon me faz sentir como se eu fosse o único homem do mundo e todas as coisas ruins que disse à ela, não passaram de coisas que foram da boca pra fora. - Solto um suspiro. - Mas agora já não tem mais volta! Ela sumiu da minha vida que nem peido no vento. – Não pude evitar a risada. - Tudo me lembra ela, mas nada disso me satisfaz de modo que possa tirar a sede que sinto por não tê-la ao meu lado. – Limpo as lágrimas que caíam pelo meu rosto. – Por que tá gravando is-"

 

Sorrio abertamente e devolvo o celular para a garota, que me olha com uma expressão satisfeita no rosto.

 

Nelina: - Ele ainda te ama muito, Heyoon. - Fala e eu à olho. - Eu sei que não tenho nada a ver com isso e não tenho ideia de como você se sente em relação ao Krys, mas todos merecem uma segunda chance, não acha? - Suspiro e rio nasalado. Balanço a cabeça positivamente.

 

Heyoon: - Será que pode me enviar esse áudio? - Pergunto pegando o meu celular.

 

Nelina: - Claro. - Diz e aciona o bluetooth, me enviando o áudio desta forma.

 

Heyoon: - Obrigada. - Agradeço ainda sorrindo.

 

Nelina: - Magina. - Guarda seu celular de volta no bolso. - Ainda vai ir embora? - Pergunta sorrindo e eu rio.

 

Heyoon: - Não.

 

Nelina: - Legal. - Fala feliz com sua ação. - Bom, eu já vou indo, boa sorte! - Se vira para ir embora, mas eu seguro seu pulso e à faço voltar à se virar na minha direção.

 

Heyoon: - Nelina! Obrigada. - Falo de coração. Ela sorri sem mostrar os dentes e assente, se afastando e indo embora.

 

Volto à entrar em casa, fecho a porta logo atrás de mim e me sento no sofá boba com o áudio de Krystian, o repetindo várias vezes seguidas, por longos minutos.

 

Escuto passos no corredor e logo após isso, vejo o chinês adentrar a sala de estar onde estou e antes que dissesse qualquer coisa, apenas dou play no áudio, o pegando desprevenido.

 

Conforme escuta sua voz, Krystian expressa dúvida, vergonha e não pôde evitar o riso bobo, assim como eu.

 

Ando com passos lentos na sua direção e o áudio se encerra quando estou próxima ao meu ex namorado. Desligo o celular em minhas mãos e o jogo no sofá, sem me importar com mais nada. Krystian me olha nos olhos, claramente envergonhado.

 

Heyoon: - Essas coisas são verdade, Krystian? - Pergunto com a voz trêmula. - O que você disse nesse áudio, foi tudo verdadeiro?

 

Krystian: - Eu te amo, Heyoon. - Afirma sorrindo enquanto permanece com seu olhar fundo em meus olhos. Sorrio abertamente, sentindo meu coração ser preenchido.

 

Heyoon: - nado salanghae, Krystian. - Digo que também o amo, sendo surpreendida quando o chinês abraça minha cintura, me tira do chão e me gira no ar, provocando risos vindos de ambos. - AH! Krys! - Exclamo rindo, sendo colocada de volta no chão pelo garoto.

 

Krystian: - Cherry, eu senti tanta saudade de você! - Fala ainda com os braços em minha cintura. Seguro seu rosto com as duas mãos e selo nossos lábios em um selinho longo.

 

Heyoon: - Eu senti ainda mais. - Sou honesta, recebendo um lindo sorriso como resposta. Krystian volta à selar nossos lábios, iniciando um beijo lento e romântico.

 

Como senti saudade de seus lábios!

 

P.O.V Thales 

 

 Mesmo estando aqui próximo de Taylor, assistindo alguns programas aleatórios na minha pequena tv, não consigo parar de pensar em me drogar nem por um segundo. Não consigo parar de movimentar minhas pernas que de tamanha ansiedade, meus dedos tremem só de pensar no modo como me sinto à cada vez que uso aquilo que me estraga aos poucos.

 

Estou há dois dias sem injetar, cheirar, fumar ou beber qualquer coisa. Taylor tem me mantido ocupado todos os esses dias; ela está mesmo tentando me ajudar, mas tenho medo que um dia ela perceba que eu não tenho mais concerto! Eu sou um caso perdido! Por mais que tente, as coisas não se resolvem assim facilmente - pressiono a parte superior da minha dentição contra a parte inferior, fecho meu punho com força, sentindo um dor insuportável no peito. - as únicas razões pelas quais estou fazendo isso, tem apenas duas palavras: JJ e Taylor.

 

Eu preciso usar!

Eu preciso me curar!

Só de imaginar o sabor...

Imagina como seria viver sem isso...

Não consigo me imaginar vivendo sem fumar nada!

JJ está contando comigo, Taylor também e eu preciso arrumar ajuda!

Estou vivendo bem assim, pra quê viver com sofrimentos se as drogas me afujantam deles? 

Minha mãe odiaria me ver passando por isso. Eu também odeio, mãe, muito...

Mas minha melhor versão sempre flora quando uso! Sem preocupações, sem dor, sem angústia...

 

Você é um covarde por não ter forças pra se curar!

Você é um covarde por ter medo de usar algo que lhe faz bem!

 

Coloco as mãos na cabeça sem conseguir tirar pensamentos assim da minha cabeça e gemo sentindo uma dor psicológica insuportável, que me faz afundar e quase perder a razão.

 

De repente, mesmo com olhos fechados, eu pude ver uma luz e sentir um toque inigualável. A imagem de dois pares de olhos se destacam na minha imaginação. São olhos azuis como o oceano, um mais azulado que o outro.

 

Sinto mãos no meu rosto e quando volto à abrir meus olhos, vejo o par de olho azuis, ou melhor, um deles.

 

Taylor me encara preocupada, acariciando meu rosto com as duas mãos, me olhando profundamente, tentando entender o que se passava, mas eu simplesmente não conseguia dizer à ela. A garota se aproxima do meu rosto e deixa um selar nos meus lábios, me fazendo flutuar perdido.

 

Taylor: - Olhe pra mim. - Pede e eu abro meus olhos, outra vez, tendo a bela visão de seus olhos azulados. - Você está bem? O que está sentindo? - Pergunta claramente preocupada.

 

Thales: - Eu tô bem. - Falo e respiro fundo. - Só preciso tomar um copo d'água, tá? - Ela assente, mas antes que eu possa sair do sofá onde estou pra ir até a cozinha, Taylor age com mais rapidez e se levanta antes de mim. - Pra onde você vai?

 

Taylor: - Fica aí, eu pego água pra você, tá? - Sorrio sem mostrar os dentes e à vejo se afastar, indo até a cozinha.

 

Eu agradeço muito tê-la aqui comigo. Tenho uma certa atração por Taylor desde a época do colégio, quando ainda estudávamos todos juntos - eu, ela, JJ, Cameron e Lorraine. - as coisas eram tão boas nesse tempo! É ruim estranho pensar em como tudo se desmanchou por apenas um acontecimento, por uma paixão não correspondida e pela morte de uma amiga antiga.

 

No fundo, eu sempre soube da paixão que a Lorraine sentia pelo JJ e, sem que ela soubesse, tentava fazer com que Cameron visse isso de uma vez e abrisse os olhos para novas pessoas, garotas e afins; mas ele amava ela e somente ela, não tinha olhos pra mais ninguém, não queria amar mais ninguém, nunca.

 

Quando JJ e Taylor terminaram o namoro, eu fiquei bem inseguro em começar à conversar com ela sobre algo além de amizade. JJ sempre esteve comigo, fomos sempre nós dois por muito e muito tempo, jamais ficaria ou olharia com outros olhos pra quem ele já amou ou ainda ama. Com o tempo, percebi que ela também me olhava diferente e JJ percebeu isso, então me incentivou à finalmente tentar. Deu certeza de que não ficaria chateado, que o amor que eles sentiam um pelo outro era de amizade apenas e que me apoiava completamente. Mas ela foi embora justo no dia em que iria tentar algo.

 

Taylor está de volta; JJ sempre esteve aqui; Cameron deixou mais um marco em nossas vidas; Lorraine não voltará mais; eu nem sei mais quem sou.

 

P.O.V Nour 

 

Batidas na porta do meu quarto começam à perturbar minha cabeça instantaneamente. Não faz parte da minha rotina não ter momentos assim, de interrupção. Já virou costume organizar as aulas dos meus alunos do orfanato e no meio disso, ser interrompida por alguém daqui de casa. Mesmo que me irrite um pouco, eu não reclamo; acho muito melhor ter alguém para me pertubar de alguma maneira, a não ter ninguém em momento algum, como as crianças do orfanato. Eu olho para eles e vejo que mesmo sem seus pais e familiares, eles constroem uma família lá dentro, mas deve machucar da mesma maneira, não é?

 

Permaneço sentada na ponta da minha cama enquanto continuo as coisas que estou fazendo e apenas num tom alto suficiente, eu digo: "Pode entrar."

 

Como eu imaginava, Ryan, meu irmãozinho mais novo. Ele é bem legal às vezes, mas não posso negar que a vontade de apertar seu pescoço é grande de vez em quando. Ele tem oito anos e é o caçula da família. Acho impressionante a facilidade que ele tem em ser feliz e não se preocupar com nada! Mesmo com a nossa mãe sendo casada com outro homem que não é nosso pai de sangue, Ryan é muito compreensivo e age com muito mais maturidade do que muitos adultos por aí.

 

Ryan: - Oi Daka. - Diz entrando em meu quarto e encostando a porta, deixando uma fresta aberta. Ele me chama de Daka desde que aprendeu à falar, aliás, foi a primeira palavra dele. Ele pegou esse apelido do nosso sobrenome, Ardakani; não posso negar que acho uma fofura. - O que tá fazendo? - Se deita na minha cama, quase bagunçando todos os papéis.

 

Nour: - Preparando minha aula de segunda-feira e tira esse pé daqui. - Dou um tapa em seu tornozelo, o fazendo rir e expressar dor ao mesmo tempo.

 

Ryan: - Ai! Cheguei na paz e você já tá me batendo? Eu vou contar pra mamãe. - Ameaça, mas seguro seu pulso e não o deixo se levantar.

 

Nour: - Nada disso, senta aí e fica quieto porque se a mãe ficar sabendo que eu te bati, não vou trazer o doce que pediu. - O menino arregala os olhos e volta à se portar como se nada tivesse acontecido ali. - O que você quer?

 

Ryan: - Só quero ficar aqui com você, é chato ficar sozinho o quarto, você não acha? - Pergunta.

 

Nour: - Eu gosto de ficar sozinha, na verdade. - Digo sem tirar a concentração do que estou fazendo. - E você não precisa ficar sozinho, cadê o Jad? - Pergunto de meu irmão mais velho.

 

Ryan: - Eu sei lá, acho que deve ter saído. - Supõe dando de ombros.

 

Nour: - Então chama algum amigo pra sair com você, ué. Cadê aquela sua namoradinha, a Arya? - Ele sorri bobo. - Nossa, Ryan, que cara de Jad! - Ele dá risada e eu o acompanho, passando à encará-lo.

 

Ryan: - Tá na casa dela, oras. - Diz com os ombros encolhidos, claramente envergonhado.

 

Nour: - Eu ainda não aprovei nada disso, viu? Ainda preciso conhecer essa menina aí, rapazinho. - Falo com a caneta na mão, apontando para o mais novo. - Mas e aí? Chama ela.

 

Ryan: - Não posso, não hoje. Também não quero ficar com os meus amigos, quero ficar aqui com você, Daka. - Ele diz vindo até mim e me abraçando, e fazendo sorrir surpresa.

 

Nour: - Wow, ok. - Retribuo sorrindo abertamente. - Tudo bem, você pode ficar aqui comigo desde que fique quietinho, tá? Eu preciso terminar de preparar essas aulas!

 

Ryan: - Prometo que fico bem quietinho. - Se afasta. Eu seria presa se apertasse as bochechas dele até arrancar? - Vou agir como um ninja, ficar quieto e sempre manter a postura de vingador supremo. - Rio e a porta se abre outra vez, revelando meu irmão mais velho.

 

Jad: - Alguém chamou um vingador supremo? Porque eu já estou aqui. - Reviro os olhos ainda rindo e diferente de Ryan, ele nem mesmo encosta a porta.

 

Nour: - Que isso aqui, gente? Meu quarto ficou a casa da mãe Joana? Eu tô ocupada, sabiam? - Digo me levantando.

 

Jad: - Ué, mas o Ryan tá aqui. - Aponta para o baixinho que se olha no espelho sem parar. - Por que não posso ficar também?

 

Nour: - Nossa senhora, você tá parecendo uma criança de seis anos, Jad. - Ele tomba a cabeça para o lado. - E o Ryan me prometeu que vai ficar quietinho, né? - O menino sorri assentindo.

 

Jad: - Eu também posso ficar quietinho, maninha. - Apoia o rosto com as duas mãos e sorri de jeito angelical.

 

Nour: - Tá, tá, tá bom, mas você tem que ficar quieto mesmo, por favor. -  Ele sorri vitorioso e quando me viro de costas para os dois, Jad me abraça por trás, beijando minha cabeça levemente.

 

Jad: - Linda! - Exclama me fazendo sorrir e eu logo me separo do mesmo, voltando à me ocupar enquanto meus irmãos brincam de lutinha, fazendo o máximo de silêncio possível.

 

Me divirto vendo como mesmo sendo o mais velho dos irmãos, Jad continua uma criança. Ele não é muito mais velho que eu! Acho que além de serem dois brincalhões, uma das coisas que esses dois têm em comum, é que ambos tem uma namorada. Ok, agora eu fiquei bem triste; só eu não namoro. Eu sigo uma linha de pensamento, onde eu simplesmente não preciso de uma segunda pessoa! Eu sou completamente independente e dona de mim mesma, graças à minha boa Deusa.

 

Não demorou muito para que na casa toda, pudesse ser ouvida a voz da minha mãe vinda lá de baixo. " - Jad, Nour e Yan, desçam porque eu preciso falar com vocês três!". Tombo a cabeça para atrás com preguiça de ir até lá e antes que eu mesma me levantasse, o maior vem até mim e me coloca em cima de seu ombro, me fazendo levar um susto.

 

Descemos a curta escada de apenas quatro degraus e chegamos na sala de estar, encontrando minha mãe mexendo no celular. Sua bolsa está em cima do sofá e ela permanece em pé, falando com alguém virtualmente. A mesma acabou de chegar do trabalho. Meu irmão me põe de volta no chão.

 

Ryan: - Mãe! - Exclama feliz correndo até a mulher. Ela sorri abertamente, se abaixando um pouco e pegando o menor em seu colo, o abraçando fortemente. - Eu não aguentava mais ficar com eles, mãe; eles judiaram de mim. - Eu e Jad nos entreolhamos sem acreditar.

 

Jad: - Mentiroso que dói. - Rimos lado à lado, enquanto minha mãe apenas sorri fingindo acreditar no mais novo.

 

Nayra: - Pode deixar que ninguém mais vai judiar de você, tá amor? Eu já cheguei e vou cuidar de você. - Beija sua bochecha e ele assente contente. Após colocá-lo de volta no chão, minha mãe abraça os outros dois filhos que restavam.

 

Eu adoro minha mãe! Ela me inspira demais em absolutamente tudo. Tem seu trabalho, mora em um lugar legal, é independente, não depende de ninguém pra nada... Que orgulho!

 

Nour: - Por que nos chamou, mãe? - Pergunto me sentando no sofá e sendo seguida por Jad. Que grude!

 

Nayra: - Já vou contar. Senta lá, Yan. - Ryan vem até mim e se senta em meu colo. - Eu conversei com o Kyle antes de sairmos para o trabalho e ele quer marcar um jantar com um amigo antigo amanhã à noite, por isso, todos vocês três devem estar aqui.

 

Jad: - Opa, adoro quando tem esses jantares, tem muita comida boa! - Rio concordando.

 

Nour: - Mas quem é esse amigo, mamãe? - Questiono.

 

Nayra: - Ele não me disse o nome e eu também nem perguntei, filha, mas é um amigo muito antigo que ainda não conhecemos. Ele virá com a esposa e com os filhos, então conto com vocês. Se tiverem algum compromisso amanhã, cancelem.

 

Jad: - Que horas será o jantar?

 

Nayra: - Às sete. - Responde em pé com o celular nas mãos, ainda mantendo seu olhar em nós três.

 

Jad: - Puts, eu ia pra casa da Pri, mãe. - Se refere à sua namorada. Eles já estão juntos há uns meses e estudaram música juntos. Ela é bem simpática, gosto dela!

 

Nayra: - Filho, eu sei que vocês devem estar doidos pra se ver, mas isso é importante pro seu pai e ele vai gostar muito de ter vocês três aqui conosco. - Aceito tranquilamente, já sabendo que eu mesma não teria nada pra fazer.

 

Jad: - Então ela pode vir passar a noite aqui e participar do jantar? - Pede.

 

Nayra: - Filho, sabe o quê eu acho sobre dormir juntos antes do casamento. - Diz ligeiramente insegura.

 

Nour: - Mãe, eu tenho certeza que eles não vão fazer nada demais e por via das dúvidas, qualquer coisa, a Pri pode dormir comigo no meu quarto. - Ajudo meu irmão por saber da saudade que ambos sentem um do outro.

 

Nayra: - Tá bom, mas sem ficar se agarrando na frente dos outros, viu? - Aponta para o mais velho, que assente satisfeito. - Ok, conto com vocês amanhã!

 

P.O.V Diarra 

 

Desço do táxi já pronta para ir até a casa à minha frente.

 

Me vesti com algo não muito extravagante. Meu cabelo está preso em diversas tranças, minha maquiagem é leve e com destaque no gloss em meus lábios. Estou vestida com um top branco de estilo ombro à ombro, com decote princesa, um short azul bebê cintura alta, um blazer da mesma cor e uma bota preta nos pés. Os colares pratas em meu pescoço destacam meu tom de pele, assim como as pulseiras em meus pulsos.

 

Ando até a porta central da casa e toco a campainha ao lado, esperando até ser atendida por quem estou esperando.

 

Confesso que minhas expectativas pra esse jantar estão altas! Juan me prometeu que tudo vai correr bem e que a comida dele é tão boa, que eu vou querer jantar com ele todos os dias; eu seria muito pessimista se dissesse que não estou botando muita fé nesse quesito?

 

De repente, a porta é aberta e dou de cara com quem já estava aguardando. Juan me olha sorrindo de lado e abertamente; ele está vestido com uma camisa social lilás, uma calça também social preta, tênis de cano baixo e seu cabelo, como sempre, em um estiloso topete; é óbvio que não poderia faltar a jaqueta preta, não importa se é jeans, couro ou qualquer outro tecido, tem somente que ser preta.

 

Juan: - Você veio! - Ele afirma ainda sorrindo. - É muito bom vê-la, la demoiselle, entre por favor. - Me oferece apoio de uma de suas mãos e antes de aceitar, rio de seu francês. Ele está tentando me impressionar, mas nunca vi alguém falar francês tão mal!

 

Diarra: - Merci beaucoup. - Agradeço segurando em sua mão e vejo a expressão confusa de Juan, ele claramente não sabe o que significa. - Quer dizer "muito obrigada" em francês.

 

Juan: - Ah bom, você puxou tanto o R na hora de falar que já estava achando que estava engasgada. - Dou risada e adentro sua casa. Olho envolta e vejo a mesa arrumada especialmente para o jantar. A toalha de mesa é vermelha, há velas nos quatro cantos, dois pratos, um de frente pars o outro, dois copos, os talheres e uma pequena e simples flor.

 

Sorrio abertamente ao ver como ele havia realmente se esforçado para que aquilo fosse muito bom para ambos. Logo, Juan liga a tv e uma música calma começa à tocar em tom de piano.

 

O mexicano puxa uma cadeira para mim e ali eu me sento, colocando minha bolsa pendurada nesta mesma cadeira. Sinto uma respiração próxima ao meu pescoço e quando menos esperava...

 

Juan: - Você está incrivelmente bela, Diarra Sylla! - Sussurra provocante e eu sorrio ficando levemente sem graça. - Vou pegar nosso jantar. - Assinto, vendo o garoto sair detrás de mim e ir fazer o quê havia dito que faria.

 

Ele volta com dois pratos, mas estes estão com nossa comida dentro. O primeiro é colocado para mim, depois ele se serve, se sentando à minha frente logo depois. Encaro o alimento e fico impressionada!

 

Diarra: - Está com uma cara ótima! - Elogio, vendo Juan sorrir contente com o que ouviu.

 

Juan: - Eu disse, vai gostar ainda mais do gosto. - Ele se estica e pega uma garrafa de vinho e outra de refrigerante. - Você bebe ou prefere refrigerante? - Pergunta.

 

Diarra: - Por mim, pode ser vinho. - Digo e o mesmo enche minha taça. - Você me impressiona ainda mais à cada momento, Juan Hidalgo! - O rapaz sorri também colocando vinho em sua taça.

 

Juan: - Digo o mesmo sobre você, estressadinha. - Reviro os olhos sem parar de sorrir.

 

Dou a primeira garfada na comida dentro de meu prato e levo a pequena porção até minha boca. Juan me observa aparentando estar levemente nervoso, mas tentando se manter relaxar.

 

Ao sentir o gosto de sua comida, confesso, minhas expectativas foram mais que alcançadas. O sabor é único, delicioso, proveitoso, no tempero correto; não poderia estar melhor.

 

Assim que abro um mero sorriso, vejo os ombros de Juan relaxarem e uma expressão de felicidade cobrir seu rosto.

 

Diarra: - Isso tá muito bom, Juan! - Digo o olhando e o fazendo sorrir contente. - Onde aprendeu à cozinhar desse jeito? - Pergunto comendo mais da janta feita pelo rapaz.

 

Juan: - Meu avô paterno era chef de cozinha, então ele me ensinou muita coisa desde cedo. Desde que ele morreu, venho tentado pratos diferentes que sempre eram feitos por ele em festas de família. Esse que eu fiz hoje, é um deles. - Diz e começa à comer logo depois.

 

Diarra: - Legal. Eu nunca aprendi a cozinhar tão bem assim, mas meus dons são outros. - Dou de ombros.

 

Juan: - Beijar bem é um dom seu. - Dou risada e deixo um tapa em sua testa, o fazendo rir também. - Ai! Eu não menti.

 

Diarra: - Você sempre tem que fazer essas gracinhas, né? Se não, não é você. - Ele assente concordando. - Mas voltando, já pensou em trabalhar com isso? Você seria um ótimo cozinheiro!

 

Juan: - É, eu sei que me daria bem nesse ramo e realmente gosto de cozinhar, mas sei lá, gosto muito do meu trabalho como DJ e jogador de futebol nas joras vagas. - Fala enquanto bebo um gole de vinho.

 

Diarra: - De qualquer forma, mais pessoas deveriam saber quem cozinha tão bem assim! - Sou sincera com o rapaz. - Tem mais algum talento secreto que eu ainda não saiba?

 

Juan: - Tenho muitos, Diarra. - Se gaba. - Garanto que você não se arrependeria se conhecesse o principal. - Me olha sorrindo malicioso e assim que entendo a piada, reviro os olhos balançando a cabeça negativamente.

 

Diarra: - Não costumo fazer esse tipo de coisa com alguém que ainda nem assumiu qualquer tipo de compromisso comigo. - Ele arregala os olhos e põe a mão sobre o peito.

 

Juan: - Ai! Nossa! Esse doeu, tá? Me machucou. - Rio. - Eu te pedi em namoro, lembra?

 

Diarra: - Ah, fala sério, eu mereço bem mais que aquilo, Juan. - Jogo meu cabelo pra trás, me gabando também.

 

Juan: - Ok, ok, mas por que ao invés de brigar comigo, você não fala um pouco mais de você?! - Franzo a testa.

 

Diarra: - Sobre o que quer que eu fale? - Questiono

 

Juan: - Qualquer coisa, por exemplo, por que veio pra Los Angeles se é da França? O que te trouxe até aqui?

 

Diarra: - Bom, eu, minha irmã e minha mãe, nos mudamos pra Los Angeles logo após a morte do meu pai. Foi algo muito difícil para se aceitar e minha mãe demorou muito tempo pra encontrar outra pessoa. Enfim, eu era muito novinha quando viemos morar aqui e, acho que as duas grandes razões dessa mudança, foi a vontade que a Kara tinha de estudar inglês e a adaptação da minha mãe.

 

Juan: - Mas e quanto à você? Como lidou com essa mudança toda?

 

Diarra: - Confesso que não foi nada fácil. O racismo, preconceito e o desrespeito eram coisas que me deixavam completamente triste. Tinham vezes em que eu simplesmente gostaria de sumir desse mundo. - Desabafo. - Sabe o quê é chegar em uma sala de aula e todos te olharem como se algo em você estivesse errado?

 

Juan: - Não, eu não sei. - Ele diz com a voz calma e sensibilizado pela minha história.

 

Diarra: - Pois é. Sei lá, acho que é por isso que eu me mostro forte o tempo todo, sabe? Tenho medo que as pessoas encontrem fraquezas que existem dentro de mim. - Sorrio fraco. - É bobagem, eu sei.

 

Juan: - Dih, não, não, não é nenhuma bobagem. - Nega. - Olha, eu nunca tive que passar por isso, mas tive que lidar com pais que estiveram sempre distantes. Sempre viajando à trabalho sem dar a mínima pra minha existência. Acho que é por isso que viva sempre no pé da Sabina, sabia que ela também passava pela mesma situação na casa dela. Então, sim, eu sei como é sentir que tem que se blindar à todo custo. - Diz tudo isso me olhando diretamente nos olhos.

 

Diarra: - Eu me lembro de uma vez... - Meus olhos se enchem de lágrimas assim que aparecem flashbacks na minha cabeça. - Eram várias crianças, se reuniram na saída da escola para jogar farinha em mim. Elas diziam que aquilo era somente um teste para, quem sabe, fazer minha pele clarear um pouco mais. - Minha voz fica trêmula e minhas mãos tremem. - Foi nesse mesmo dia que conheci a Heyoon. - Rio nasalado. - Ela tentou me ajuda à levantar do chão, mas eu estava com tanto medo, que gritei com ela e até cheguei à empurrá-la. - Uma lágrima rola pelo meu rosto. - Mesmo assim, Heyoon segurou minha mão, me fez levantar, me levou até sua casa e me ajudou à me limpar.

 

Juan: - E-Eu sinto muito que tenha passado por tudo isso, Dih! - Ele coloca sua mão por cima da minha.

 

Diarra: - Não sinta. - Nego com a cabeça. - Esse tipo de ocorrido, me mostrou que sou bem mais forte do que pensei que fosse. - Limpo meu rosto e Juan me olha sorrindo. O mesmo não diz mais nada, apenas me encara sorridente. - Por que tá me olhando assim? - Pergunto.

 

Juan: - Eu tô encantado, você é incrível! - Fico cabisbaixa enquanto sorrio.

 

Devagar, Juan se inclina na minha direção e sem nem ter noção disso, faço a mesma coisa. Aproximamos nossos rostos e quando menos percebo, meus lábios já estão colados com os seus.

 

É pedir muito que essa noite não acabe?

 


Notas Finais


Cabooouuu

@yloveBaileyMay1


Pra todos incluindo a autora maravilhosa: verdade mais ele é meu mundo não sei como ia ser minha vida sem o Bailey e sem o Enzo mesmo que o bebê ainda não tenha nascido já é a maior bênção nas nossas vidas


Autora: - Ownt❤️ nas nossas também


Pra Lamar: te avisei


Lamar: - 😶


Pro Bailey: amor lembra que o médico disse que já que o bebê tá saudável e bem desenvolvido ele pode nascer antes da hora...então eu tô tendo algumas contrações


Bailey: - Misericórdia. Tô chegando com o kit maternidade. 

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Obrigada por lerem e por tudo q fazem pela fic❤️❤️

Um grande beijo🥰🥰

🌹✨🌹✨🌹✨🌹✨🌹


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