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História Truths - Capítulo 17


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Notas do Autor


Olá meus amores! Tava com muita saudade de vcs! Desculpem por não ter conseguido atualizar antes, mas infelizmente mal tenho tido tempo de dormir. Nesse carnaval consegui um tempinho pra respirar. Já peço desculpas pelo capítulo, não ficou do jeito que eu queria, mas vou melhorar no próximo! Desculpem qualquer erro!

Ótima leitura pra vcs!! Bjs!!!

Capítulo 17 - Chapter 16


PIPER

- Hã, essa é... Minha chefe. Alex, minha mãe, mãe, Alex. – Apresento as duas. Preciso me concentrar para isso não acabar em uma catástrofe. Lógico que vou apresentar a Alex como minha namorada. Agora noiva, sorrio em pensamento. Mas primeiro preciso preparar o terreno.

- Prazer Senhora Chapman. – Alex estende a mão. Parece confiante. Já eu estou em pânico por dentro.

- Carol.  – Minha mãe retribui o gesto. Durante os poucos segundos que durou o cumprimento, noto minha mãe analisando Alex de cima à baixo. Mas não acho que vai ter o que reclamar. Alex está impecável. Com um blazer preto. Camisa social branca, saltos finos. Os cabelos bem penteados e lisos. E claro, os óculos. Mas nestes, noto alguma coisa diferente. Mas não levo o pensamento adiante.

- Desculpe ter vindo a essa hora, sem avisar. Mas é um assunto importante que preciso tratar com sua filha.

- Não se preocupe com isso. Entre. Piper querida, onde estão seus modos?  - Olho incrédula para minha mãe. Claro que o fato da Alex ser presidente da nossa antiga empresa despertou o interesse dela. E já imagino para quê. – Leve ela até o sofá Piper, vou chamar o seu pai.  – Diz enquanto caminha à sala de jantar.

Suspiro. – Bom, espero que esteja preparada para o interrogatório da minha mãe. – Comento sem ânimo, conduzindo Alex até um dos sofás. Me sento ao seu lado.

- Não posso negar que estou apreensiva. Afinal são meus sogros. Mesmo eles não sabendo. – Sinto uma pontada de ironia.

- Alex, eu...

- Senhorita Vause. – Meu pai chega. – É um prazer conhecê-la. – Estende a mão para Alex, que se levanta para retribuir o gesto. – Não gostaria de se juntar a nós à mesa?

- O prazer é todo meu. E muito obrigada mas, acabei de sair de um restaurante próximo. Na verdade não pretendo demorar. Apenas vim tratar de alguns assuntos que ficaram pendentes hoje, e como amanhã é sábado, e estava aqui por perto, resolvi comunica-la pessoalmente.

- Mãe, pai se não importam vou com a Alex até o escritório. – Comento, já querendo cortar qualquer assunto.

- Meu Deus Piper. Deixe a moça se sentar. Por favor querida. – Minha mãe indica para nos sentarmos. Droga! Bom, eu tentei. Continuo ao lado da Alex, enquanto meus pais se sentam no sofá ao lado.  – Então Alex, quer dizer que agora preside a antiga empresa do meu marido?

- Sim. Apareceu essa oportunidade e, não pude deixar de aceitar. Mas quero dizer que sinto muito pelo o que aconteceu Senhor Chapman. Sempre ouvi falar muito bem do trabalho que fez.

- Obrigado Alex, e por favor, apenas Bill. – Sorri gentil. – E, bem... eu apenas paguei por uma escolha errada que fiz. E me arrependo profundamente. Mas pelo o que Piper nos fala você tem feito um bom trabalho.

- Obrigada. Me esforço ao máximo para manter os serviços com a mesma qualidade de antes.

- É casada Alex? – Juro que por pouco não levanto e arrasto Alex dali. Confesso que achei que a sessão vergonha alheia ia demorar um pouco mais.

Por sorte ela não parece se importar muito. E só então reparo na aliança em seu dedo. Preciso me controlar muito para não sorrir feito uma idiota.

- Na verdade quase. Sou noiva.

- Seu noivo trabalha na empresa também? Talvez possa indicar alguém para Piper.

- Mamãe! – Dou um sorriso forçado, morta de vergonha.

- Na verdade, minha noiva. E sim, ela trabalha na empresa. – Uau, não esperava que ela fosse dizer assim, tão firme. O que só faz meu orgulho aumentar. Não consigo segurar o sorriso, mas o mesmo se vai ao ver a cara de nojo que minha mãe faz.

- Bom, é, vamos até o escritório Alex? Sei que deve estar com pressa. – Tento cortar o clima desagradável e constrangedor que se instala.

- Claro. Realmente não posso espero demorar. Com licença. – Nos levantamos e seguimos até o pequeno escritório no andar de cima.

- Desculpa pela minha mãe. Ela não tem muito limite com o que fala. – Seguro sua mão, antes de entrarmos. Assim que entramos, tranco a porta.

- Não tem problema. Sério. Na verdade foi intencional, queria terminar aquela conversa. Desculpa, são seus pais mas...

- Tá tudo bem amor. Mas o quero saber é porque sumiu o dia todo. Não sabe como eu fiquei preocupada. – Ela se encosta na mesa e envolvo seu pescoço.

- Piper, eu...

- Pelo jeito aconteceu algo sério. Pra me chamar assim. – Me afasto um pouco – Fala Alex. Chega de suspense. – Falo irritada. Cansada de mistério.

- Eu fiquei no hospital hoje.

- Quê? Hospital, como assim? Passou mal? – Fiquei preocupada.

- Não, eu... Passei o dia com a Sylvie. Não consegui te ligar, desculpa. – Abaixa a cabeça.

- Você... Passou o dia com a Sylvie. – Dou um sorriso irônico. – Tá! Ok. Vai começar a explicar quando? – Dou a volta na mesa me sentando.

- Amor...

- Agora voltei a ser seu amor? Sinceramente não entendo você Alex.

- Para! – Se agacha entre minhas pernas, segurando meu rosto. Droga. Não posso amolecer agora. – Você sabe que é a coisa mais importante que eu tenho na vida. E também sabe que a Sylvie tá doente, a amiga dela me ligou hoje. Ela passou mal e queria me ver. Eu errei, eu sei. Devia ter te ligado. Mas esqueci meu celular na empresa. A amiga dela precisou sair, e eu não tive como avisar. Você fica ainda mais linda assim. – Fala com um sorriso largo. Sem nenhuma maldade, só amor, carinho.

- Esse hospital não tem nenhum telefone não? – Tento conter um sorriso. Ela percebe e aumenta ainda mais o seu, me dando vários selinhos.

- Droga Alex! Te amo muito. Eu tenho até medo porque, não sei mais viver sem você. Não é justo.  – Faço manha. – Mas ela vai ficar bem não vai?

- Espero que sim meu anjo! Amor, eu preciso contar mais uma coisa. Por favor, só ouve primeiro. Tá bom? – Assinto, curiosa e nervosa. – Tá. Eu... Tenho uma doença, um transtorno na verdade. Eu não consigo controlar minha raiva. Tenho algumas crises e, se eu não tomar os remédios, não consigo controlar. E não. Eu não tomo os remédios. Parei desde que minha mãe morreu. Eu, fiquei sem chão. Não tava nem aí pra nada – Dá um sorriso triste, secando uma lágrima. Senti meu coração trincar. – Eu descobri que a bebida faz esse descontrole aumentar, e... – Suspira – Eu já cheguei a agredir a Sylvie, e fui presa por isso.

Só ouço em silêncio, e quando ela termina não sei o que dizer. É muita coisa para minha cabeça. Tudo o que consigo fazer é desviar o olhar para um ponto qualquer da sala. Ela parece agoniada com a minha falta de resposta. Se levanta e para em frente a janela.

- Eu decidi que vou voltar com os remédios. Me arrependo todos os dias por não ter feito antes.

- Aquele dia na boate. Você bateu nela? – Me aproximo devagar. Não quero ter medo da Alex, da minha Alex. Mas não consigo evitar um certo receio. Até porque não é culpa dela. Estamos falando de um distúrbio, o que é algo sério.  Ela age como se não ouvisse minha pergunta.

- Amor. Alex. – A abraço forte quando percebo que está chorando. O que confirma minha resposta. – Ei. Tá tudo bem. Eu tô aqui. Eu te amo muito Alex. Muito, muito, muito. Eu quero você comigo, pra sempre. E nós vamos resolver isso juntas, tudo bem? – Beijo todo o seu rosto, secando suas lágrimas.

- Não tá com medo de mim? – Sorri entre as lágrimas. Sinto um nó na garganta.

- Não. Já disse e repito. Eu te amo. Amor é o que eu sinto por você. Nunca se esqueça disso.  – Falo séria.

- Eu... Te amo. – Mais lágrimas rolam por seu rosto. Fico estática quando ouço ela dizer isso. É a primeira vez que ela diz. Nunca duvidei do seu amor, mas ouvi-la falando, é incrivelmente extraordinário. Ouvir o amor da sua vida dizendo que te ama é sem dúvidas o melhor sentimento do mundo. Não me contenho. Seguro forte seu rosto, e tento passar toda minha euforia através do beijo.

- Repete. – Sussurro com nossos lábios ainda colados. Sinto ela sorrir.

- Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo...

A interrompo novamente com um beijo. Dessa vez mais urgente, com desejo. Nossas línguas se encontram de forma sensual. Retiro seus óculos, que no momento só atrapalha, sem quebrar o beijo.  Sugo sua língua uma última vez até que não aguento a falta de ar. Preciso respirar.

- Isso tudo é saudade? – Pergunta ainda ofegante.

- Idiota! – Respondo do mesmo jeito, porém com um sorriso no rosto.

 

Narradora POV

Na sala, o clima ainda é estranho. Carol ainda se mantém perturbada com a informação da opção sexual da Alex.

- Como as coisas chegaram nesse ponto? Uma pessoa namorar outra do mesmo sexo? Não entendo como uma mulher pode olhar para outra e sentir o mesmo que deveria sentir só por um homem. – Gesticula e faz diversas expressões confusas enquanto fala. O marido, no entanto, apenas suspira, se levantando.

- Ouviu o que eu disse Bill? Não vai dizer nada?

- Quer que eu diga o quê? Se a moça namora outra moça não temos nada a ver com isso. Não sei porque a preocupação. Além do mais, não é a Piper a namorada dela. - Carol retorce a boca, com uma expressão que demostra incredulidade pelo o que acabou de ouvir. – Não pense mais nisso querida. Mesmo porque os tempos mudaram. Temos que aceitar, ou os errados somos nós. – Diz dando um selinho na esposa, e subindo rumo ao quarto.

- Não. Nunca vou aceitar uma depravação como essa. E Piper jamais se tornaria isso. Minha princesinha vai se casar, com um homem, e me dar muitos netinhos.

Sorri com o pensamento. Ver Piper com outra mulher, ao seu ver, seria equivalente a ver a filha presa por algum crime. Não iria conseguir ver a filha beijando outra mulher. Muito menos... Interrompe os pensamentos sem coragem de continuar. O silêncio reina no ambiente. Continua com a mente divagando, com imagens de Piper no altar com alguém importante e bem-sucedido, quando se dá conta que as duas ainda não desceram. Acha estranho, pois para apenas um recado, a conversa estava demorando demais. Além disso, o fato de Alex ser lésbica a deixa desconfortável ao pensar em sua filha sozinha com ela. Está segura quanto os princípios da filha, mas  não se sabe o que se passa na cabeça dos outros. Intrigada com a demora, resolve caminhar ao andar de cima, rumo á porta do escritório. Mas antes de bater, resolve tentar escutar o que estão falando. Sim, não acha isso correto, mas é uma situação especial. Porém, não consegue ouvir nada. É como se a sala estivesse vazia.

 

 - Amor, desce mais! – Piper diz sussurrando, bagunçando os cabelos da noiva. Está sentada na mesa com Alex entre suas pernas. Tem seu pescoço sugado, em um beijo intenso, que hora se desloca à sua boca, hora para o vão de seus seios.

- Tenho uma surpresa pra você! – Alex diz, dando um tempo com os beijos, se afastando um pouco. – Aqui... – Retira um molho de chaves do bolso da calça. Porém interrompe o gesto, saindo do abraço abruptamente. – Cadê sua aliança?

PIPER

- O quê? – Respondo confusa.

- Sua aliança Piper, por que não tá usando?

- Eu estava usando, mas tive que tirar quando voltei pra casa. Não ia saber explicar se minha mãe me visse com ela. Mas tá no meu quarto.

- Podia ter inventado que era um anel qualquer, sei lá. – Passa as mãos pelos cabelos. – Onde estão meus óculos? – Passa o olhar pelo cômodo.

- Alex, eu vou colocar. Não precisa arrumar briga por isso.

- Por isso? Vamos nos casar e seus pais nem ao menos desconfiam disso. Você sequer me convidou pra vir aqui. Você... Tem certeza de que é isso mesmo que quer Piper?

- Para! Tá! – Já estou irritada, e me esforço para manter o tom de voz normal. – Eu sei que vai parecer clichê, mas eu ia te chamar pra vir aqui amanhã. Você, alguns amigos e meu irmão, só que aconteceu tanta coisa hoje, que eu, eu esqueci.

- Claro que esqueceu. – Sorri irônica - Então ia me chamar pra conhecer meus sogros sem nem me dar tempo de me preparar? E aposto que ia me apresentar como amiga, acertei?

- Alex, o que aconteceu com o vamos calma? Acho que você já tem uma ideia do que podemos esperar quando minha mãe descobrir. – Falo indignada. Não vejo motivo pra uma discussão como essa.

- Quer saber, faz o que quiser. Cadê a porra dos óculos? – Anda de um lado pro outro.

- Meu Deus Alex, às vezes você age como uma criança mimada! E tá aqui a droga dos seus óculos. – Só então me dou conta de que estavam atrás de mim na mesa.

- Pelo menos a criança aqui não tem medo de encarar os fatos de frente. – Diz pegando seu blazer.

- Quê!? Alex, espera, é sério que vai embora? Ficamos o dia inteiro separadas e por causa de uma besteira vai fazer birra? – Falo chegando ao limite da paciência, mas ainda mantenho a conversa num tom normal.

- Besteira? – Vejo sua expressão mudar pra uma que sinceramente não me agrada, ainda mais sabendo do problema dela. – VOCÊ É MINHA MULHER! – Eleva o tom de voz se aproximando. Droga! Estou presa entre a mesa e ela, que está a centímetros de mim, mas tento não pensar em nada. A minha Alex nunca ia fazer nada contra mim, eu sei disso. Ou tento me convencer.

- Alex, não precisa gritar. Tá tudo bem. Eu vou colocar a aliança tá bom?- Falo devagar, tentando controlá-la. Sua expressão se suaviza, e relaxo internamente.

- Pipes, me... Me perdoa, eu... Porra! – Se afasta com o semblante atordoado e os olhos marejados.

A puxo de volta, envolvendo seu corpo em um abraço forte, tentando demonstrar todo o meu amor, carinho e proteção que quero que ela sinta. – Te amo! E vamos resolver todos os problemas juntas! – Falo contra seu pescoço.

- Também te amo.  – É incrível ouvi-la dizer de volta, e apesar da curiosidade em saber porque só agora ela disse, decido não entrar no assunto. Seria mais uma briga desnecessária. Sinto seus toques sutis em minha cintura, e os beijos ainda tímidos em meu pescoço ganhando intensidade, mas somos interrompidas por um grito do meu pai, que pareceu ter vindo do corredor. Corro e abro a porta, e as lágrimas caem instantaneamente com a cena que me deparo.

 



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