História Tryo - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.390
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Finalmente voltei. Minha vida estava um caos kkkkjjj

Capítulo 3 - Vira volta Pt1


A chuva tinha passado, não estava mais frio e nem escuro. O sol batia no meu rosto pálido e iluminava o cenário de merda ao meu redor. Estava uma brisa tão forte na janela, que a força do vento fechou a porta do meu quarto com tanta força que eu despertei. Foi ai que eu percebi que tinha se passado horas, e eu ainda estava no mesmo lugar. Com a mesma expressão no rosto, na mesma posição. Eu ainda não tinha raciocinado o que tinha acontecido, meu cérebro desligou ou entrou no modo "ECONOMIA DE NEURÔNIOS".


 A ficha não tinha caído, olhei para o corpo do meu avô e aparentemente já estava frio. Respirei fundo e tentei me aproximar mas minha pernas não deixaram, lutei contra elas até cair no chão. Fiquei olhando para o teto.

-Salem: ( Por que não sinto nada?)

Olhei do chão para o meu avô, e consegui enchergar os olhos dele que ainda estavam abertos.

-Salem: ( O que eu faço? Por que não está aqui pra me ajudar?)

As primeiras lágrimas começaram a cair pelo meu rosto, meu olhos começaram a perder o foco. Tudo começou a ficar embasado e por um momento eu dormi. Sem sonhos, sem pesadelos, apenas o vazio que me deixava aliviado.......Mas isso acabou com o barulho de alguém batendo na porta. Me perguntava quem era e sabia que se dependesse de mim eu nunca iria descobrir, pois não tinha forças para abrir a porta. Se passaram 15 minutos e ainda continuavam batendo, foi ai que eu ouvi uma voz

-Desconhecido: Tem alguém aqui?

Era o Sr. Bento, nosso vizinho. Ele nunca gostou de mim, mas era muito amigo do meu avô.

Salem: Ajud............( Não consigo falar.....Eu estou tão fraco)

-Sr.Bento: A porta de vocês estava aberta, então fiquei preocupado.

A maçaneta começou a girar. Ao mesmo tempo que eu desejava que ele não abrisse a porta, sabia que ele era a única ajuda que eu tinha naquele momento. A porta abriu lentamente, e então ele viu o que tinha acontecido.

-Sr.bento: ROY??? O QUE ACONTECEU???

Não queria olhar para o rosto dele, não aguentaria ver a expressão de medo e desespero que ele provavelmente estava sentindo. Então ele correu até meu avô, me ignorando completamente.

-Sr.bento: Quem fez isso com você??

-Salem: (Também queria saber.....Quem era aquele homem?, por que ele fez isso.....)

Olhei para a direção do corpo e vi a cara de desprezo que o vizinho estava me olhando.

-Sr.bento: Foi você que fez isso né?.......Eu sabia que você era um psicopata.

-Salem: Eu não...........(Por que esse Homem está falando isso ?)

-Sr.bento: Seu avô me contava como era difícil cuidar de você, quantas crises ele teve que aguentar.


A expressão dele era ódio, e se meus músculos tivessem forças a minha era de surpreso. O Sr.bento colocou a mão na sua cabeça tentando pensar no que fazer, e eu ainda estava olhando para ele...sem expressão....ainda anestesiado com o que aconteceu. Então ele veio na minha direção e me puxou pela gola da minha camisa.

-Sr.bento: Por que sente prazer em fazer isso??

Fiquei pensando...Sem nenhuma prova, sem nenhum contexto, ele realmente está achando que fui eu. Apenas uma criança, por que isso está acontecendo?

-Salem: (O mundo me odeia??)

Fiquei olhando para os olhos dele, sem conseguir falar, sem conseguir fazer uma expressão. Apenas vegetando enquanto ouvia coisas dele do tipo : "Seu avô falava que você era problemático", "Você não é só uma criancinha ou um adolecente inocente". As próximas frases que ele me falava enquanto me segurava eu não consegui ouvir, tudo ficou embasado de novo e eu apaguei.

-Voz desconhecida: Ele morreu também?

Então eu acordei novamente, dessa vez definitivamente. Olhei para o meu redor e tinha muitas pessoas em volta. Ainda estava em casa e meu avô ainda estava morto no chão, mas não tinha só eu, o vizinho e o corpo. Literalmente tinha muita gente que eu nunca vi na vida, me olhando e provavelmente me julgando. Então comecei a ficar desesperado, fiquei sem ar por 2 minutos e enquanto isso eu me debatia e gritava.

-Salem: O QUE ESTÁ ACONTECENDO!!!!!

Finalmente a ficha tinha caído. As pessoas começaram a me segurar e tentar me acalmar, mas não deu muito certo por que eu via o homem cujo matou meu avô no lugar delas. Era como se eu estivesse de novo naquele momento, só que o foco agora era eu e não tinha só um homem.

-Salem: Me largaaaa!!!!

Tentei durante horas, até finalmente ver quem eram aquelas pessoas. Olhei para cada uma delas, e eram só pessoas comuns da vizinhança. Mas isso não me ajudou a ficar calmo. Comecei a ter uma descarga de adrenalina, que só tinha quando estava me sentindo em perigo. Então levantei do chão e corri direto a porta do meu quarto, as pessoas tentaram me segurar, mas de alguma forma eu consegui desviar delas facilmente. Quando eu cheguei na ponta da escada pulei em direção ao andar de baixo, deslizei pelo ar e aterrisei exatamente onde queria. Corri para a porta da sala com tanta velocidade, que em milésimos de segundos depois estava fora de casa. Foi ai que fechei os olhos e respirei ar puro.

-Salem: (Calma......Vai ficar tudo bem)

E Então abri os olhos...... tinha mais gente do lado de fora. Uma multidão de curiosos, e junto com eles alguns carros de polícias e ambulâncias. Todo aquele sentimento que eu estava reprimindo saiu de uma vez naquele momento. Comecei a chorar sem parar.

-Salem: Royyyy!!!! Por que isso está acontecendo ??

Olhei para o céu.

-Salem: Por que você não cansa de tirar tudo o que eu tenho??

Estava me referindo a "DEUS" Cujo meu avô vivia falando que me guardava. Um policial viu que eu estava desesperado e correu na minha direção. Colocou a mão no meu ombro e falou:

-Policial: Fica calmo garoto. Vai ficar tudo bem, agora venha comigo até minha viatura.

Olhei para a cara dele, não parecia uma pessoa  má, mas naquele momento não confiava em mais ninguém.

-Salem: Eu não vou a lugar nenhum.... Só quero meu avô de volta.

-Policial: olha, eu sei que está confuso. Mas o melhor a se fazer agora é se acalmar e sair dessa multidão que só atrapalha você a fazer isso.

-Salem:.............

O Policial percebeu que eu não estava confortável em ir com ele, então chamou pelo rádio uma policial. Ela o respondeu e seguiu em minha direção, então consegui a ver. Ela era linda, tinha cabelos ruivos e olhos profundos. Aparentava ter 24 anos, e parecia muito Inteligente.

-Policial: O nome dela é Deyse, ela vai cuidar de você. Agora preciso fazer as investigações necessárias.

Então o Policial cujo não se identificou voltou para o lugar que estava. A Deyse olhou fixamente para mim, os olhos dela eram bastante hipnotizante. Fiquei com vergonha e desviei o olhar.

-Deyse: Não se preocupe, vou te proteger.

E inesperadamente ela me deu um abraço forte. Senti o cheiro do seu perfume, parecido com petalas de rosas colhidas do campo, Senti seu coração pulsando em sintonia como se fosse vibrações de frequência musical. Logo fiquei aliviado com toda aquela situação. Ela me soltou e novamente olhou para os meus olhos.

-Deyse: Salem, nós precisamos sair daqui. Este lugar trás lembranças ruins para você.


-Salem: Mas eu não quero deixar o Roy aqui sozinho....

-Deyse: Ele não está sozinho. Agora venha

Queria lutar contra ela, mas não tinha forças para continuar evitando de deixar aquele inferno. Ela me levou até a sua viatura, abriu a porta de trás e eu entrei. Lá dentro era confortável, pelo menos era mais do que o último lugar que eu dormi.

-Deyse: fique aqui, tenho que resolver algumas coisas que não vai demorar muito.

Então ela fechou a porta do carro. Todo aquele som de pessoas conversando sumiu, ficando um silêncio estranho. Não passou muito tempo até que comecei a ficar com sono novamente. Aquilo era estranho, pois nunca tinha sentido tanto sono em um único dia. Olhei para o lado e para o outro, Deyse simplesmente sumiu. Fiquei olhando para o pisca alerta até que apaguei novamente. Apenas o silêncio me cercava, eu estava em um lugar escuro e enorme. 




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