História Tryo - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Vira volta Pt2


-Salem: Me ajudaaa !!!!

Meu grito recuava por todos os lados, tinha esperança de alguém responder. Logo em seguida uma luz surgi entre a escuridão. Ela clareava tudo ao seu redor, porém ainda não se via nada. Não sei do por que, mas sai correndo em direção a está luz.

-Salem: Espere!! Me tira daqui por favor.

Meus passos ficaram cada vez mais rápidos, sentia o vento passando sobre meu rosto. Quando mais corria, parecia que a luz se afastava. Mas eu não desistia, por algum motivo aquela luz me trazia esperança.

-Salem: Não vai embora!!!


Olhei para baixo enquanto corria e derrepente, meus passos começaram a se afundar em poças de águas. Elas surgiram de uma forma inexplicável. Mesmo assim continuei correndo e lutando contra elas. A cada passo que dava para frente as poças ficavam cada vez mais fundas, pareciam que estavam sedentas para me puxar para baixo. Olhei para luz novamente e ela estava mais longe, o brilho estava bem mais fraco. Senti um desespero enorme ao ver isso, não queria que a escuridão me consumisse.

-Salem: Não vai embora!!! Eu não quero ficar aqui.

Continuei correndo, mas em um ritmo mais lento. Minhas pernas já não estavam aguentando mais, porém ainda tinham força. Eu estava convicto que não iria desistir. Então dentro das poças surgiram mãos agarrando meu pés e puxando para dentro delas. Olhei para baixo e a cena era horrível, as mãos eram extremamente velhas e tinha rugas por toda parte. De alguma forma aquele lugar queria que eu permanecesse ali.

-Salem: Me soltem!!!

Por mais que eu quisesse, não conseguia mais lutar. Minhas pernas estavam imóveis, então fechei o punho e comecei a esmurrar as mãos em uma velocidade incrível. Esmurrei tantas vezes que finalmente as mãos estavam recuando para dentro das poças novamente.

-Salem: Vocês não vão me prender!!

Finalmente todas as mãos haviam desaparecido. Então tirei minhas pernas daquelas armadilhas. Olhei para a luz e ela estava mais longe do que antes, então continuei correndo sem parar. Olhava para o meu redor e não via nada, a única coisa que eu realmente via era a luz brilhante e o chão onde pisava.

-Voz familiar: Salem.......

Quando eu ouvi a voz, meu corpo se arrepiou. Minhas pernas pararam novamente. A voz parceria ser angelical, Doce e suave.

-Salem: (isso veio de trás... )

Olhei para trás, e consegui ver uma pessoa vestida de branco. Com um pano fino sobre seu rosto e uma luz que cercava seu corpo.

-Voz familiar: Não se preocupe, seu destino parecerá incerto. Mas nada vai apagar seu brilho.

-Voz sombria: Seu eu fosse você eu não dava ouvidos para essas parábolas de contos de fadas.....

Sentia uma energia vindo na minha frente.

- Salem: (É ele.....)

Quando voltei meu olhar para frente eu vi quem era o dono da segunda voz. Era o homem cujo matou o meu avô. Não consegui enxergar seu rosto, pois estava muito escuro. Comecei a ficar sem ar, e o desespero que senti ficava cada vez maior.

-Salem: Quem é você??

Minha voz saiu fraca, pois meu medo era perceptível. Comecei a soar frio, por que o homem ficou em silêncio. Aquilo tudo era bizarro.

-Homem desconhecido: Eu sou aquele que te mostrará o verdadeiro significado de apocalipse.....

Então o homem enfiou o braço dentro da minha barriga. A dor era insuportável, nunca tinha sentido uma tão forte assim. As gotas de sangue decoravam o chão, cada pingo era uma risada macabra daquele homem.

-Deyse: Salem!!!

Acordei desesperadamente. Olhei ao meu redor e estava no carro de Deyse. Ela estava me segurando com uma cara assustada.

-Deyse: Você está bem?

-Salem: Eu acho que sim. Por que a pergunta?

Deyse me olhou com um olhar meigo, e deu um sorriso tão lindo que aquela paz tomou conta de mim novamente.

-Deyse: Coitadinho.... Você estava tendo um pesadelo. Olha, nós chegamos a delegacia.

Olhei para a janela do carro, e vi a tal delegacia. Era uma delegacia aparentemente como todas as outras.

- Salem: O que vamos fazer aqui Deyse?

-Deyse: Nós precisamos ficar aqui por enquanto para te manter seguro. Meu amigos estão investigando o que aconteceu com o seu avô, em breve pegaremos quem fez isso com ele.

Me sentia tão bem quando Deyse falava comigo, que parecia que tudo ia ficar bem.

-Salem: E o que vai acontecer comigo?

-Deyse: Não se preocupe vai ficar tudo bem com você.

Deyse colocou as mãos sobre meu rosto e apertou minhas bochechas de esquilo. Deu uma risadinha que me senti no Paraíso. Saímos de dentro do carro e entramos na delegacia. Fiquei sentando na recepção enquanto Deyse falava com alguns policiais. Dois fora ela, um era negro com aparência que tinha dois metros de altura. O outro era Pardo, meio barrigudo e um bigode que quase cobria o rosto inteiro. Eles pareciam que estavam de mal humor, Deyse parecia uma princesa ao lado de dois monstros. Olhei para a janela e o sol já estava se pondo. O céu estava alaranjado e as estrelas começavam a surgir. Depois de alguns minutos Deyse veio na minha direção novamente.

-Deyse: Desculpa a demora Salem, acho que não vamos ficar aqui na delegacia. Vou te levar para a minha casa, tudo bem ?

Não sentia nenhuma maldade vindo de Deyse, Muito pelo contrário. Meu rosto ainda era de confuso mas por dentro fiquei feliz que iria ficar com ela.

-Salem: Ta bom.....

Atrás de Deyse surgiu aquele policial com o bigode grande. Ele pegou no ombro de Deyse.

-Deyse: O que houve agora Darvin?

-Davin: O delegado quer falar com você
.

Deyse pareceu surpresa.

-Deyse: tudo bem...Vou passar lá antes de ir embora.

Deyse olhou para mim com aqueles olhos maravilhosos.

-Deyse: Salem eu já volto.

Deyse foi com aquele policial. Eu fiquei lá no banco esperando. Reparei que todos que estavam na delegacia estavam me encarando. Olhei para a moça que trabalhava no balcão da delegacia, e ela estava me olhando com uma cara de ódio aparentemente. Quando ela viu que eu estava olhando, desviou o olhar. Ohei para o meu lado e dois bancos antes de mim havia uma garota. Ela usava um sapato preto, as meia vinham até o joelho. Tinha cabelos lisos e duas mechas pintadas de azul. Usava uma blusa branca sem estampa e um short curto. Ela me olhava com aqueles olhos azuis, parecendo que queria entrar dentro da minha cabeça.

-Salem: Oi.....

Ela ficou em silêncio. Continuava me olhando de uma forma vegetativa. Parecia meu olhar quando estava anestesiado com os acontecidos de mais cedo.

-Salem: Aconteceu alguma coisa com você?

Esperei alguns segundo e nada. Ela aparentemente não estava ali. Achei aquilo estranho e decidi deixar ela em paz. Voltei  meu olhar para a janela.

Voz desconhecida: Você é o Salem?

Olhei para a direção que a voz vinha. Era o Policial de dois metros de altura que estava na minha frente.

-Salem: Sim.....

-Policial: Meu nome é luke. Deyse me mandou aqui para te levar até a sala que ela está.

-Salem: Mas nós não vamos embora?

Luke olhou para mim com uma cara de ódio, não queria responder as minhas perguntas.

-Luke: Sim, mas primeiro o delegado quer falar com vocês dois.

Não me sentia muito bem longe da Deyse, Então se Luke iria me levar até ela.....

-Salem: Tudo bem.

Segui luke para os fundos da delegacia. Por um momento ainda estava curioso com a garota. Então olhei na sua direção novamente, ela ainda estava me olhando. A sua expressão mudou, não era um estado vegetativo e sim de pânico. Por um momento pude ver a cabeça dela balançando para um lado e para o outro. Ela estava indignada com algo ou tentando me avisar alguma coisa.

-Luke: É aqui, entre!!

Olhei para o Luke novamente. Ele estava apontando para uma porta. Algo falava para mim tomar cuidado, mas eu sentia isso toda hora então não dei ouvidos. Abri a porta e entrei na sala. Era toda espelhada, havia uma mesa no centro com duas cadeiras. Estranhamente Deyse não estava lá, na verdade não tinha ninguém dentro da sala. Ouvi a porta batendo atrás de mim.

-Luke: Agora senta na cadeira.

Olhei para o Luke, a expressão dele era mais assustadora que antes.

-Salem: Mas.....Onde está a Deyse?

-Luke: Não tenho tempo para um merda como você!!

Luke pegou pelo meu pescoço e me levantou de forma violenta. Fiquei assustado com aquilo e tentei tirar seus braços de mim, mas ele era infinitamente mais forte que eu. 



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