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História Tsukiko-chan Taiyou-kun - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Epílogo


Tsukiko não conseguia ficar parada. De sua cadeira, a garota estendia o pescoço o máximo que podia sem levantar do lugar, olhava na direção dos alunos do primeiro ano e mordia os lábios antes de afundar em seu assento. Apenas para fazer a mesma coisa alguns segundos depois. Não acho ele… cadê o Taiyou-kun?

— Poderia ficar quieta por ao menos um segundo? As pessoas não param de olhar pra você. — sussurrou Hana, olhando o arredor antes de puxar Tsukiko para o assento. Alguns estudantes de outras salas olhavam e riam delas. — Você pode ver o seu maldito namorado depois.

— Mas quero vê-lo agora. Só uma espiadinha dele com o nosso uniforme — murmurou Tsukiko, ficando na beirada da cadeira de novo, quase se levantando.

— Porque está tão ansiosa para vê-lo, Tsukiko-chan? — Hikari cobriu a boca e disse em voz baixa. — Vocês não vieram juntos?

— Não. — Tsukiko fez uma careta quando Hana puxou suas roupas de novo. A garota suspirou e encarou suas amigas. — Ele fugiu de mim hoje de manhã por algum motivo desconhecido.

Por algum motivo desconhecido? — Hana repetiu, tentando mostrar toda sua descrença com as palavras de Tsukiko. — Não seria porque, sei lá, você ficou provocando o coitado sobre querer ver ele de uniforme desde que ele passou no exame da nossa escola? Até a gente cansou disso. — Apesar de manter a voz baixa, a garota conseguiu passar todo seu sarcasmo e raiva.

— Eu nunca faria isso com meu namorado — disse Tsukiko numa voz sem culpa. Entretanto, a garota fez questão de não olhar nos olhos das amigas.

— Tá bom. Conhecendo você, aposto que até disse algo do tipo “quero encher um álbum só com fotos suas de uniforme”.

O rosto de Tsukiko ficou pálido enquanto encarava sua amiga.

— E-Ele contou?

— Pera, você disse isso mesmo? — Hana parecia genuinamente surpresa. Então balançou sua cabeça. — Eu só tava brincando, poxa.

— I-Isso, e-eu também… — gaguejou a garota e desviou o olhar.

Hana suspirou, Hikari riu e Tsukiko corou.

— Olha, Tsukiko. Pode fazer seu namorado passar toda a vergonha que quiser. Sendo honesta, admito que é legal ver ele vermelhinho. Mas, pelo amor, faça isso depois, já que está dando vergonha alheia na gente.

Tsukiko abriu a boca para responder, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, a música de fundo do ginásio parou. Todas as conversas terminaram e os estudantes e pais ficaram quietos enquanto o diretor caminhava até o centro do palco sob o som de aplausos.

Vai logo, poxa. Não temos o dia todo, pensou Tsukiko enquanto o representante do primeiro ano fazia seu discurso. Ela já conferira o celular duas vezes no mesmo minuto. Isso tá funcionando? Suspirou e tentou escutar o discurso.

Foi esse aí que tirou a melhor nota? Espero que não fique na mesma sala que o Taiyou-kun. Ele parece tão certinho que provavelmente vai reclamar quando eu for na sala conversar com o Taiyou-kun. Não quero que ninguém atrapalhe a gente este ano. Finalmente estudamos na mesma escola, pensou a garota, e não conseguiu conter um sorriso.

— Finalmente — disse Tsukiko quando a cerimônia terminou. — Achei que nunca ia acabar.

— Escutar isso da vice-presidente do conselho estudantil parece muito errado — riu Hikari.

— Minha participação no conselho estudantil não tem nada a ver com isso. Interminável é interminável. Aposto que até nossa princesa concordaria. — Tsukiko massageou o pescoço.

— É, e se ela não concordar, eu concordo por ela. O discurso do representante foi chato demais. Tenho dó do seu namorado — disse Hana, estendendo os braços.

— Hein? Por quê?

— Por que…? — Hana olhou descrente para sua amiga.

— Tsukiko-chan, você conferiu a sala do Taiyou-kun? — perguntou Hikari, com uma voz tímida.

— Mas é claro. — Sorriu Tsukiko. — Classe D, a mais perto das escadas. E o que tem?

— Acho que nem viu o resto da turma quando achou o nome dele. — Suspirou Hana. — O representante está na mesma sala que o Taiyou-kun.

— Tá de brincadeira. — Tsukiko piscou. Só a ideia de ver aquele menino todo certinho sempre que fosse conversar com o namorado deprimiu a garota.

— Aposto que nem sabe que o Mitobe-kun está na mesma classe que os dois.

— Ele está? — O rosto de Tsukiko iluminou com um sorriso. — Que bom. Fiquei preocupada que ele não se ajustasse na turma já que não conhece ninguém na escola além da gente. Que bom que ficou na mesma sala que o amigo do fundamental.

— Pois é, muita sorte — desdenhou Hana e soltou todo seu sarcasmo. — É óbvio que o Dan-sensei mexeu uns pauzinhos.

As três se juntaram aos outros estudantes e seguiram a fila, esperando sua vez de sair do ginásio. Quando estavam do lado de fora, Tsukiko rapidamente caminhou até os calouros, procurando pelo rosto familiar. No instante que o encontrou, correu até o garoto.

— Taiyou-kun! — gritou Tsukiko enquanto pulava nas costas dele, envolvendo seus braços nele. — Finalmente peguei você.

— Tsukiko — disse o garoto em voz baixa, seu rosto já vermelho enquanto olhava em volta. — Todo mundo tá olhando pra gente.

— Tô nem aí. Você fugiu de mim hoje cedo. Sua punição vai ser passar vergonha. — Tsukiko tinha um grande sorriso enquanto colocava mais força no abraço. Quanto mais o namorado corava, mais feliz ela ficava. — Por mais que eu queira continuar assim, me deixa ver como você ficou com nosso uniforme.

A garota soltou ele e circulou o rapaz para avaliar, assentindo e murmurando, satisfeita. O garoto ficou ainda mais vermelho, porém continuou quieto. Tudo que Taiyou-kun fez foi olhar para o chão enquanto Tsukiko sorria.

— Você ficou ótimo — disse ela, tirando o celular do bolso da saia. Ela tirou muitas fotos até ficar satisfeita. — Não sei por que ficou recusando meu pedido pra vestir o verão todo.

— Porque eu sabia que você faria isso — respondeu Taiyou-kun de voz baixa.

— É, bom, só estou fazendo isso porque você recusou. Então, na verdade, é culpa sua eu estar fazendo isso. — Ela circulou ele de novo para tirar mais fotos de vários ângulos. — Além do mais, não estou fazendo só por mim. Rin-nee pediu.

O garoto gemeu e passou uma mão pelo rosto.

— Sabia que minha tia estava envolvida…

— A Shigure-nee também pediu — disse Tsukiko, com um sorriso malicioso.

— Minha mãe também? — Os ombros de Taiyou-kun caíram.

— Sim. Na verdade, ela disse algo como “se meu filho se recusa a usar o uniforme do colégio na minha frente, vai precisar de uma punição” — disse Tsukiko, tremendo um pouco. — Não posso dizer não pra sua mãe. Especialmente quando ela usa aquele sorriso e voz.

— Por que todas as mulheres ao meu redor querem que eu passe vergonha? — perguntou, mais para si do que para sua namorada.

— Você sabe bem o motivo — disse Tsukiko com a voz séria. Então sorriu. — Porque você fica uma graça quando está com vergonha.

Apesar de ficar vermelho, Tsukiko viu o sorriso do namorado. Ela caminhou até ficar ao lado dele.

— Não gosto disso…

— D-do quê?

Ela usou a mão para comparar a altura dos dois.

— Sempre fui mais alta do que você, só que você cresceu demais nessa primavera! Não gosto nem um pouco disso.

— Estamos com a mesma altura… — Taiyou-kun conferiu também.

— É, bom, eu não gosto disso — repetiu, amuada. — Eu gostava quando podia pular nas suas costas e descansar a cabeça em cima da sua. Amava andar assim.

— Você sabe que isso dava muita vergonha — disse Taiyou-kun, mas Tsukiko desviou o rosto. Suspirando, ele se aproximou. — Você ainda pode fazer isso…

— Você é o melhor namorado que existe! — Tsukiko sorriu e beijou-o na bochecha. — Vamos lá, tire uma foto deste momento.

A garota ergueu a mão para tirar uma foto de um ângulo mais alto. Ela arrumou o cabelo e, quando estava prestes a pressionar o botão, Taiyou-kun puxou a manga dela. Ela virou para ele e ele a beijou. O rosto de Tsukiko ficou com um tom alarmante de vermelho e ela pressionou o botão.

— Boa, Taiyou-kun — gritou Hana e assoviou. — Deixa ela com vergonha por mim também.

— De qual lado você está? — reclamou Tsukiko, tentando tirar a atenção de si.

— Do dele. Achei que tivesse deixado claro — disse Hana como se fosse óbvio. — Isso é vingança por nos envergonhar na cerimônia. Né, Hikari?

— Foi tão fofo, Tsukiko-chan… — Hikari sorriu e coçou a bochecha.

— Não preciso de piedade! — gritou Tsukiko, arrancando algumas risadas.

A garota olhou em volta. Não percebera, mas, em algum momento, eles atraíram uma multidão de pais e alunos. Fingindo que não viu ninguém, ela reuniu toda sua dignidade e olhou para o celular, conferindo a última foto. A Tsukiko na tela estava tão vermelha quanto o Taiyou-kun. Ela não conseguia parar de sorrir enquanto escolhia a foto como seu novo papel de parede. Ele tá tão fofo, pensou.

— Tsukiko-senpai. Bom dia — cumprimentou um garoto de óculos com a voz nervosa.

— Bom dia, Mitobe-kun. Há quanto tempo. — Ela cumprimentou o garoto com animação. — Eu vi que os dois estão na mesma sala de novo. Continue cuidando do meu namorado tímido, por favor. — Ela fez uma reverência para parecer respeitosa.

Como pensou, Taiyou-kun ficou vermelho. É minha vingança por ter me envergonhado, pensou Tsukiko, sorrindo. Mas valeu pelo ótimo papel de parede.

— Ei, Hana, Hikari, Mitobe-kun, vamos tirar uma foto todos juntos — propôs Tsukiko.

Os três se aproximaram enquanto Tsukiko pedia para um conhecido tirar a foto. Ela correu até o centro e ficou ao lado de Taiyou-kun. Enquanto se preparavam, o garoto se inclinou para mais perto do ouvido dela.

— Eu te amo — sussurrou ele.

A garota corou muito.

— Sou eu quem deveria fazer você sentir vergonha… — murmurou. Apesar de suas palavras, não conseguia parar de sorrir.



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