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História Tsukiyomi, o deus da Lua - Nakamoto Yuta (NCT) - Capítulo 1


Escrita por: bella_trix_ e NeoCityFest

Notas do Autor


Oláaa, tô aqui pelo projeto @NeoCityFest, o qual eu faço parte e estou muito feliz de postar a primeira oneshot que eu escrevi (a do Mark estilo Black Mirror é apenas a primeira que postei, essa eu escrevi primeiro). O tema do festival é mitologia e eu tô NERVOSA pela primeira oneshot, espero que gostem!!! Quero agradecer a maravilhosa da @ImNinahChan por betar (e ter me ajudado muito a melhorar também) e também à @_ladyblue por fazer essa capa LINDA!!
E vamos à leitura! ❤️

OBS: A lista de leitura do festival está nas notas finais!

Capítulo 1 - Tsukiyomi Yuta



                                                                                                 ☽

 

A Guerra havia chegado ao Japão, a presença dos soldados norte-americanos era rotineira e abundante. A cultura ocidental afetava o dia a dia dos japoneses como uma onda, trouxera aquela corja de homens armados para seu país, declarando autoridade e impondo todos os seus bons costumes – diga-se devassos, de passagem. A Casa de Gueixas de Madame Mameha, antes um santuário de arte, cores e cortejos, agora encontrava-se abarrotada de homens, que alisavam, beijavam e fodiam quantas mulheres quisessem.

Sayuri, uma mulher de porte médio, longos cabelos escuros, olhos pequenos e castanho-claros tão quente quanto o sol, era cobiçada por todos os homens que conhecera na vida de gueixa. Era uma artista nata; sabia tocar, dançar, pintar e era dona de uma beleza sem igual. Sempre fora a intocada daquele lugar, apenas lances altos pela sua presença e habilidades artísticas eram aceitos pela dona da casa. Mameha era a dona do lar onde Sayuri morava, era a mulher que a alimentara, abrigara e cuidara de si desde que era uma criança, sabia que tinha uma dívida com ela. Usava de tudo a seu dispor para satisfazer os desejos de Mameha e trazer uma boa vida para o seu lar. Contudo, as coisas nem sempre se mantém do jeito que são. Com a chegada da Guerra, todos os seus planos viraram de cabeça para baixo, de uma admirada gueixa, passou a ser notada apenas como um belo rabo de saia, carregando o prazer entre as pernas. A antiga cultura de seu país se esvaíra aos poucos diante da presença norte-americana, como se a ditasse como suja.

Naquele cenário de lascívia na Casa de Mameha, Sayuri viu-se invadida, profanada e esquecida. A que ponto a sua vida havia chegado? Qual seria o seu destino dali em diante? Uma prostituta? Um objeto de prazer daqueles homens? Sentia-se inútil, assim como seus quimonos de seda empoleirados em um canto esquecido de seu quarto, as pinturas faciais e corporais – que as mulheres daquele lugar usavam sem nenhuma cerimônia, apenas para divertimento e fetiche dos ocidentais. Homens ferozes, rígidos e ávidos pelas novidades do novo país em que se encontravam, com suas novas belas mulheres. Lembrou-se dos velhos tempos, onde ficavam loucos com apenas um olhar de uma gueixa, as intocáveis. Apenas o homem mais rico poderia tê-las, eles ansiavam por seus mizuages, o ritual de maioridade onde poderiam desvirginá-las. Onde, segundo sua cultura, elas se tornariam gueixas de verdade. Dançavam, cantavam e tocavam em cima de palcos elevados, sendo admiradas por todos como obras de arte ambulantes, esperando que alguém rico o bastante pagasse pelo seu mizuage, fartando seus okiyas; as Casas de Gueixas. Não era uma vida libertina como a atual, mas era melhor do que poder ser tocada por qualquer um que a espreitasse. Porém, Sayuri não teve seu mizuage, os soldados chegaram a tempo para interromper tal cerimônia que estava para acontecer em semanas. Acabara de receber a maior quantia já paga pelo mizuage de uma gueixa e, decerto estava feliz por trazer alegria à sua casa, suas irmãs e sua mãe adotiva.

Mas algo, um alívio, latejou dentro dela quando os norte-americanos invadiram o Japão; não se entregaria a um homem que não conhece, muito menos que ama. Não como aquele que conversava coincidentemente em todos os dias que a Lua estava alta, enquanto rezava para ela, para Tsukiyomi. Ele era o único deus confidente de seus desejos e pensamentos mais profundos, seu refúgio, como aquele misterioso – nem tanto – homem era.

Sayuri estava sentada sob um enorme bloco de pedra em um pico, que se elevava entre a floresta perto de seu vilarejo, longe o suficiente para não ouvir o barulho das pessoas e nem estas ouvirem sua lamúria, que se misturava com o barulho do rio metros abaixo. As lágrimas desciam incessantemente enquanto conversava com a Lua, dirigindo suas palavras para os céus, não se importando se o seu amigo de longas conversas lunares apareceria novamente. Estava desesperada, sem esperança, sem apoio, sem propósito.

 Mameha, sua mãe adotiva, havia lhe vendido a um homem, um coronel do exército americano.

– Eu não sei se posso mais prosseguir, me sinto como um objeto, sem esperanças. Se toda a minha vida se resume na miséria da guerra, no infortúnio de entregar meu corpo a qualquer homem apenas por dinheiro e não poder viver meus anseios, por que o Criador me fizera? O meu sofrer lhe agrada? – pronunciava aquelas palavras com nenhuma cerimônia.

Estava atônita, observando a enorme esfera prateada que se erguia nos céus como uma deusa viva. Seu peito doía pelo pensamento de não poder residi-la, sentia-se presa àquele lugar, queria poder voar por entre as estrelas e pousar na Lua, fazer morada lá. A Casa de Mameha fora o seu lar durante anos, mas por que não sentia mais isso?

– Nem a tristeza é capaz de lhe tomar a beleza.

A voz fez-se presente entre as árvores, Sayuri apenas meneou a cabeça para olhá-lo, sabendo de quem se tratava. Yuta era a visão que nunca esquecera desde o primeiro dia que o vira na sua adolescência, o homem não mudara em uma feição sequer, permanecia jovial e belo, com seus pelos prateados – como nunca vira antes –, o rosto angelical, olhos negros e profundos feito o céu noturno. Sua pele parecia reluzir à luz da Lua, Sayuri poderia jurar que estava louca, mas era como se Yuta fosse parte dela. Encontrava o homem em todas as noites lunares, todos os meses durante quatro anos; sentavam-se ao pico e conversavam até o cansaço consumir o corpo da mulher. Não sabia nada além das duvidosas aventuras que Yuta a contava, ao seu ver, ele era um bom contador de histórias. Ao passar dos anos, Sayuri viu-se apaixonada por aquele belo estranho, mas não poderia se entregar. Que futuro teria com ele se estivesse nas mãos de outro homem contra sua própria vontade? Que futuro teria com alguém que ela mal sabia sobre, além de informações fantasiosas? Yuta sempre tivera uma resposta para suas perguntas mais insistentes: onde morava? Na Lua. Por onde andava? Entre as estrelas. Ele sabia tudo sobre ela, e ela não sabia quase nada dele. Era seu confidente mais secreto, como se o próprio deus da Lua a resguardasse por algumas noites depois de ouvir suas preces. Mal sabia que o próprio a observara por todos os dias, a ouvira quando ninguém mais ouviu e a confortara como nenhuma outra pessoa fez em sua vida.

Há alguns anos, Yuta ouvira as lamentações insistentes de uma jovem, seu nome era pronunciado como uma música. Naquele dia, conhecera a mulher por quem cairia em pecado interminável; um deus não poderia se relacionar com um mortal, não há esperanças. Apaixonou-se profundamente pela mulher ao longo do tempo em que conversaram nas noites lunares, quando seus poderes lhe permitiam andar sob aquele planeta abarrotado de seres patéticos que viviam por travar guerras entre si. E ela, Nitta Sayuri, era como a água percorrendo entre toda a desgraça que presenciava, era a bondade, a inocência e a esperança, ele esperava que o mundo não lhe roubasse o que tinha de mais puro. O mundo da doce gueixa era o vislumbre de algo novo para o deus; lindos quimonos de seda, pinturas corporais, danças, cantos, toques e o modo que os mortais admiravam tais criaturas como ela, era impossível não olhar para Sayuri e não ver beleza. Era impossível afastar-se dela, mesmo sabendo que não haveria futuro para ambos; Yuta era Tsukiyomi, o poderoso deus da Lua. Se alguma vez se apaixonara em sua eterna vida, não se recordava, mas os sentimentos mortais que sentia pela mulher eram arrebatadores como se fosse a primeira vez. E sentira seu peito doer ao ouvi-la dizer:

– Minha mãe me vendeu a um homem ocidental, um coronel.

Sayuri não parecia sofrer com a calmaria que lhe tomara a face, mas seus olhos nunca mentiam, não para Yuta. Ela continuou:

– Isso seria diferente no meu mizuage, seria apenas uma vez, e ele traria frutos à minha casa. Agora, serei permitida a ter meu corpo vendido para qualquer homem em Osaka, qualquer um que estiver disposto a pagar dezenas de... dólares – a última palavra saíra com certo repúdio de sua boca.

Yuta aproximou-se da mulher, sentando-se ao lado dela, permitindo que seus corpos ficassem próximos, encostando suas pernas e seus ombros. Sua mão alcançou a de Sayuri, não sabia o que dizer, estava desesperado, não suportaria vê-la daquele jeito, não conseguia nem pensar em outro homem a tocando.

– Leve-me com você, Yuta, por entre as estrelas, a Lua, não importa onde você viva – ela apertou a mão dele, seu corpo arqueando-se em direção ao homem, os rostos a poucos centímetros. – Leve-me com você.

Fechou os olhos ao sentir a mulher tocar seu rosto, concentrando-se em cada sensação que seu toque lhe causava, mesmo se durasse apenas alguns segundos. Soltou um longo suspiro, o toque de Sayuri era seu remédio para qualquer ferida que estava aberta em si, não importava se fosse apenas um aperto de mãos. Agora era diferente das outras vezes, ela lhe tocava na face.

– Aonde quer ir? – ele a respondeu, abrindo seus olhos, deparando-se com o rosto da mulher mais perto do que o de costume.

Estava indo contra as regras, mas elas não valiam de nada quando estava com Sayuri, muito menos naquele momento.

– Qualquer lugar, só quero estar com você.

Seu toque no rosto de Yuta não cessara, o fazendo ficar em alerta com seus sentimentos e seu corpo, que começaram a arder em um calor formidável. O rosto da mulher ainda estava tão perto que podia sentir seu beijo antes dela fazê-lo. E ele desejava tanto aquilo, assim como ela, que não se importava se estava agindo estranho, tocando-o daquela forma, como se fosse sua última noite ali. Talvez a última chance de dizer como se sentia.

– Eu quero tanto levá-la comigo – devolveu o gesto da mulher, tocando-a na face também.

– Por favor...

Sayuri aproximou-se mais ainda, fazendo a respiração de Yuta se misturar com a sua. Não sentia medo, não quando estava com ele. O deus sabia que pereceria, que se entregaria ali, naquele pico, sobre uma rocha, à sua amada mortal. E, de alguma forma, sabia que ela faria o mesmo. Já vira o desejo nos olhos de tantas criaturas vivas no vasto universo, e os dela pareciam brilhar como as estrelas. Sempre fora paciente, mas diante dos sentimentos que sentira por anos, ele precisava tomá-la ali mesmo e levá-la consigo. Sayuri não pertencia àquele lugar.

Delicadamente, o deus tomou os lábios da mulher. O gesto logo se tornara um beijo feroz, exprimindo algo que estava ali há anos, resguardado como dois segredos que não tinham a intenção de serem revelados, até aquele momento. A mulher começara a beijá-lo com pressa e desejo, seu corpo formigava em um certo tipo de calor, lhe tomando a atenção para abaixo de seu ventre. Conhecia bem aquela sensação, sempre a sentia com a presença de Yuta, e sabia muito bem o que era e o que significava. Já vira sua irmã adotiva, Hatsumomo, incontáveis vezes com um homem às espreitas de sua casa; como eles se tocavam e se amavam, Sayuri queria aquilo, não o ato de invasão que qualquer homem faria se ela fosse finalmente vendida. Ela queria aquele amor, aquele calor, tudo aquilo com Yuta.

– Eu amo você, Yuta – falava entre os beijos, o deus fazia uma trilha até o seu pescoço com a língua. Sayuri arfava de prazer. – Desde a primavera em que nos encontramos, você me trouxe uma flor de cerejeira e nós falamos sobre a vida sob a lua cheia. Nunca me esquecerei da primeira vez em que percebi estar apaixonada por você.

– Eu a amo – ele segurou seu rosto com as duas mãos, fazendo suas testas se colarem. – Desde a primeira vez em que a vi, neste lugar, tão bela, tão solitária e tão cheia de vida. Você me intrigou como nenhum outro mortal fez, o jeito que chamava meu nome... Ah, Sayuri, eu queria tê-la aqui, exatamente assim em meus braços.

A mulher nunca notara os sinais sutis que dava sobre si, era contra as regras os humanos saberem a forma real dos deuses, isso causaria uma euforia inimaginável. Os deuses não são reis, muito menos donos; são apenas guardiões de algo. Eles não queriam ser venerados como reis, mas queriam que os mortais acreditassem que estavam ali para ajudar. Porém, cada vez mais os humanos da Terra pereceram ao ódio, ao desamor, e então os deuses se resguardaram. As palavras do deus fizeram Sayuri querer chorar, nunca havia amado de tal forma, mesmo com uma fila de pretendentes a seu dispor a sua vida toda. Ela acreditava na Lua e no seu guardião, pedia ajuda, sinais, conselhos e todos os seus problemas misteriosamente eram esclarecidos com Yuta. E ali, naquela noite, beijando o misterioso homem que amava, sabia que a Lua o havia enviado para acalentá-la.

Ela tornou a beijá-lo, sem mais delongas. Suas mãos passeavam pelo peito desnudo que se abria na fina camisa branca do homem, as mangas dobradas até o cotovelo. O toque no peito de Yuta o fazia sentir-se mais eufórico do que já sentira em sua eterna vida. Ela sabia o que iria acontecer e não estava com medo quando começou a tirar seu quimono, passando-o pelos seus ombros, até dar a vista de seus braços, a clavícula marcada, a leve imagem de seus seios em seu vestido branco. Tal vestido que logo tratou de tirar e ficar completamente nua, levantando-se e pairando na frente de Yuta. O deus pensou nunca ter visto algo tão belo como Sayuri nua, do jeito que veio ao mundo, inteira e completamente para ele. Ele logo fez o mesmo, livrando-se de sua camisa e calças, aproximando-se da mulher e colando seus corpos, tomando-a num beijo sagaz e molhado. Ambos sabiam o que queriam. Sayuri começou a guiar Yuta pelo beijo e abraço até o imenso bloco e deitou-se sobre a pedra. Ele a seguiu sem pestanejar, debruçando-se sobre a mulher, que estava abaixo de si, suas pernas roçando levemente em seus quadris, suas intimidades se tocando. O deus tomou cada pedacinho de sua amada com a língua, passando por seu pescoço, descendo para os seus seios e chupando-os com anseio. Sayuri gemia com cada toque e beijo, a visão do homem saboreando seu corpo a fazia se sentir desejada e excitada, o deus a ouvia e admirava como um simples mortal diante de um coral de anjos, se pudessem vê-los. Ele a tomou pelos lábios novamente.

– Eu quero tê-la aqui, agora – suas palavras saíam entre beijos, o olhar de Yuta era penetrante como uma faca.

– Você já tem – ela o segurou pelos cabelos brancos e sussurrou as últimas palavras. – Eu quero senti-lo, Yuta...

Os sentidos do deus gritaram ao ouvir Sayuri pedindo para que ele fizesse amor com ela. Devagar, ele introduziu seu membro na fenda molhada de Sayuri, enquanto a beijava de leve, deixando espaço para observar o rubor e as mudanças nas feições da amada. Estava tão bela quanto antes, exprimindo prazer ao senti-lo dentro dela, invadindo-a por cada centímetro vagarosamente. Ela o apertava em toda a sua extensão, fazendo-o soltar gemidos sôfregos, misturando-se com os dela. Lentamente, começou a fazer movimentos de vai e vem. À medida que sua intensidade ia aumentando, Sayuri começava a revirar os olhos embaixo de si, a imagem o deixava extasiado, excitado e louco. Sayuri sentiu um leve incômodo se transformar em uma onda de prazer pelo seu corpo, e ver Yuta a proporcionando tal sensação, a deixava mais faminta e ansiosa por ele, desejava por mais. As estocadas começaram a ganhar mais intensidade, assim como os gemidos dos dois, que ecoavam do pico até as proximidades da floresta. Não havia ninguém ali para vê-los além da Lua, iluminando os dois corpos em frenesi, experimentando o sabor do pecado carnal, amando-se pela primeira vez. Yuta sabia que seria o primeiro passo para a sua completa perdição, mas não se importava com mais nada, desde que Sayuri estivesse com ele.

Faziam amor com os corpos e os olhares, o deus a olhava como um tigre fita uma presa ao longe e isso a deixava mais eufórica. Suas pélvis se encontravam ferozmente roçando-se num ritmo perfeito, os corpos suavam e se colidiam, as unhas de Sayuri arranhavam as costas de Yuta, que a beijava no pescoço e sugava sua pele, fazendo com seus seios. O interior de Sayuri se contraiu e uma sensação, como uma onda de choque, correu por todo o seu corpo fazendo-a arquear as costas, revirar os olhos e exprimir um gemido alto. Yuta sentia ela se fechar sob seu membro e, assim, aumentava suas estocadas, enquanto ela apertava mais e mais. Logo se desfez dentro de Sayuri, acompanhando os gemidos sôfregos e prazerosos da mulher, cujas pernas tremiam como as dele, que fazia um certo esforço para permanecer naquela posição que o fazia levemente flexioná-las.

Segundos após se recomporem, os dois deitaram nus ao chão daquele pico, Sayuri estava sobre o peito de Yuta, tocando-lhe a face novamente, fazendo-o carícias pelo nariz, bochechas e lábios. Ele era lindo, como jamais outro homem já fora, isso ela tinha certeza; não existiria ninguém como ele em todo aquele mundo e universo. Não com aquele rosto, aqueles olhos, os cabelos prateados e aquele belo corpo que ela vira nu pela primeira vez e o queria ver assim pelo resto de seus dias. Ele era sua única esperança de saída de Osaka, daquele mundo pequeno e hostil em que vivia.

Ele a fitou, como se estivesse lendo seus pensamentos, seus batimentos cardíacos pareciam combinar alguma melodia em seus peitos.

– Se você for embora comigo, talvez nunca volte a ver ninguém da sua vida antiga – ele falava calmamente, sua mão agora fazia carícias no cabelo de Sayuri.

– Eu não posso mais ficar aqui, meu lugar agora é com você.

Ela sabia que deixaria sua única família – a qual foi vendida quando criança, onde se tornou uma gueixa – para trás. Entretanto, seu lugar já não era mais ali, não pertencia mais ao mundo deles. Pertencia ao seu próprio, longe dali, e com Yuta ao seu lado. Ela o fitou séria e colocou todas as esperanças no que iria repetir:

– Me leve com você, Yuta.

Ele não pôde negá-la, como poderia? Não deixaria que Sayuri vivesse uma vida infeliz jamais, mas também não queria vê-la envelhecer através dos anos até desaparecer por completo. O pensamento o machucava de uma forma que se tirassem seus membros um a um, a dor de perdê-la seria maior, porém não poderia viver a eternidade sabendo que deixara a mulher que amava para trás.

Naquela noite, Yuta levou Sayuri consigo por entre as florestas de Osaka. Atravessariam montanhas e oceanos, juntos. Ele viveria como um mortal por ela. Ela saberia quem ele realmente era nas noites em que não pudesse andar pela Terra. E um dia, quem sabe, ele a mostraria a Lua e as estrelas mais de perto.

E assim, ele poderia amá-la por sua vida eterna.


Notas Finais




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