História Tsumugi Uta - Capítulo 1


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Categorias Vocaloid
Personagens Fukase, Len Kagamine
Tags Amor De Primavera, Desafiosfanfics, Dsetembro2019, Fukase, Kagamine Len, Lenkase, Spinning Song, Tsumugi Uta, Vocaloid, Yaoi
Visualizações 33
Palavras 1.818
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Slash, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu tinha dito que ia demorar 37 anos pra escrever essa história, mas sinceramente comecei e não consegui mais parar ao ponto de postar ela hoje ~espero ter revisado direitinho~. Enfim eu descobri recentemente essa música e amo vocaloid justamente por isso, to nesse fandom desde 2013 e até hj continuo achando músicas que jamais pensei que existiam.

Bom enquanto geral tá escrevendo sobre coisas fofas e felizes, eu vos trago uma coisa fofa e triste pq se não for pra fazer alguém chorar nem escrevo. Menção ao rosa a uma pessoa muito especial na minha life que não usa o spirit, mas é o Len do meu Fukase então Vivi essa fic é todinha sua espero que goste <3

- Gostaria de lembrar que plágio é crime e resulta em ban.

Boa leitura!!^^

Capítulo 1 - One-Shot


A brisa serena balançava gentilmente as copas das árvores, como se estivesse, de alguma forma, as acariciando e elogiando o esplendor de suas flores que pouco a pouco nasciam. O início da primavera já dava as caras e os dias de inverno despediam-se, deixando um contraste magnifico em dias de frio, onde as flores que já tinham brotado tornavam a paisagem estupenda e, segundo o músico, propensa a inspiração. Len caminhava tranquilamente enquanto seus orbes azulados acompanhavam o movimento da cidade. Crianças corriam entre os adultos e alguns comerciantes gritavam para atrair compradores até as barracas – aquela agitação lhe fazia bem, amava isso nas principais cidades da província.

O rapaz soltou um longo suspiro cansado quando parou, em frente a uma enorme cerejeira, e largou a pesada mochila que carregava. Sentou-se e começou a afinar o bandolim – notou que as cordas já estavam um pouco gastas, tentaria lembrar-se de comprar novas no caminho de volta. Len procurou escorar-se melhor na árvore antes de começar a tocar e mal tinha dado as primeiras notas quando algumas crianças, curiosas, aproximaram-se para ouvir melhor.

– Eu conheço essa música! – disse uma menina, os dois garotos que a acompanhavam fizeram sinal para que ficasse em silêncio. Ela rapidamente colocou as duas mãos na boca. – Desculpa moço.

– Não foi nada. – respondeu, esboçando um sorriso gentil. Len adorava quando crianças se aproximavam de si, pois se elas gostavam da música era porque realmente estava tocando bem. – De onde você conhece?

– Minha mãe sempre canta para os meus irmãozinhos dormirem, ela diz que dá sorte.

Isso era verdade, pensou o loiro, pois foi com aquela melodia que eles se conheceram. Porém, a pequena estava se referindo ao fato de que quando a guerra acabou e os maridos finalmente voltaram para casa essa era a canção mais tocada, exceto por Len. Aquela melodia que tanto o acalmava também lhe era uma recorrente lembrança de um amor que nasceu no fim do inverno e morreu na primavera, uma sutil ironia dos deuses.

[...]

No espaço de tempo, vivemos nossas vidas. A calma nos arrebata. No final, ficamos com as memórias...

Em meio a tantas preocupações, como o fim do inverno e a guerra que ainda era trilhada, Fukase espantou-se em encontrar alguém que aparentava pouco importar-se com o que acontecia ao seu redor. A melodia calma havia o fisgado e seus pés agiram por vontade própria, quando notou já estava diante do loiro que nem tinha percebido ele ali – as mãos delicadas de músico fazia qualquer um que estivesse ali pensar que ele estava concentrado, mas bastou o ruivo desviar o olhar até a face do rapaz para perceber que não, definitivamente sua atenção vagava por outros rumos. Fukase não quis admitir naquele momento, mas fora isso que despertou o seu interesse.

Al-a-re la-ye. Al-a-re la-yo.

O ruivo só percebeu que a música havia terminado quando os orbes azuis se voltaram para a sua direção, tinha sido pego no flagra e agora estava corado.

– B-Bela música. – disse, soltando um pigarro e desviando o olhar. – Você também tem uma ótima voz!

– Obrigado senhor. – respondeu esboçando um sorriso sutil. Logo começou a organizar suas coisas, afinal, já estava anoitecendo e iria esfriar mais.

– Como se chama? Você mora aqui ou está apenas de passagem?

Len riu baixinho das perguntas em sequência, pelos trajes do outro certamente fazia parte do exército e até foi um espanto alguém daquela patente o estar enchendo de perguntas banais.

– Um músico vai para onde a inspiração o manda.

– E quanto a minha outra pergunta?

– Apareça aqui amanhã e eu a responderei.

Quando Fukase conseguiu formular um argumento, pois havia permanecido estupefato com a ousadia daquela frase, o músico misterioso tinha dado as costas para ele e saído dali – restando somente o ruivo e a árvore. Não demorou muito para acordar na manhã seguinte e fez questão de descontar sua raiva no treinamento dos novos recrutas, já era conhecido como um comandante nada amigável e naquele dia os novatos sentiram na pele isso. Quando a tarde chegou ele saiu as pressas do acampamento, deixando uma péssima desculpa e questionamentos dos outros para trás. Fukase estava se remoendo por dentro por tomar aquelas atitudes, especialmente por alguém que ele sequer conhecia, todavia, ele queria ouvir aquela música novamente. Queria mais que tudo no mundo sentir a paz do dia anterior.

A respiração travou e o ruivo engoliu em seco, no mesmo lugar do dia anterior estava o seu músico misterioso. Os cabelos loiros caindo graciosamente pelo rosto, enquanto os dedos passavam gentilmente de uma corda para outra e um sorriso travesso surgia nos lábios a cada frase terminada. Fukase aproximou-se dele e se sentou à sua frente, não pretendia interrompê-lo e permaneceria ali por horas ouvindo aquela canção.

Foi exatamente isso que ele fez, ambos passaram a tarde inteira juntos. Vez ou outra os orbes encontravam-se sem querer, mas o contato logo era quebrado pelo comandante que desviava envergonhado. Na mesma hora do dia anterior Len parou de tocar.

– Agora você pode responder a minha pergunta?

– Me chamo Len. – disse, levantando-se. – Fico feliz que um herói de guerra, como o senhor Fukase, aprecie tanto assim a minha música.

O ruivo revirou os olhos, detestava aquele título e como ele havia grudado em si. Antes mesmo que pudesse se apresentar, ele chegava antes e roubava a sua deixa.

– Só Fukase. Odeio essas formalidades idiotas! – o loiro assentiu e quando estava preparando-se para partir fora interrompido, por uma mão que o segurou pela manga. – Talvez eu tenha mais perguntas.

– Não prometo responder todas hoje. – disse Len, esboçando aquele maldito sorriso travesso.

 

Assim que as flores chegaram Fukase já sabia absolutamente tudo sobre Len e vice-versa, qualquer um que parasse para observar estranharia o quão próximos os dois, de mundos diferentes, podiam ser e como ambos se completavam. O loiro insistia em dizer que aquilo era obra dos deuses e ele estava pagando o karma da vida passada para ter que aguentar alguém tão cabeça dura, já o ruivo contentava-se em rir e apreciar os poucos momentos que tinha com o músico – a guerra não parecia estar perto de acabar e, pouco a pouca, aproximava-se daquela cidade. Tudo o que Fukase menos queria era que os orbes azuis vissem tamanha destruição, jamais permitiria que aquele sonhador em potencial soubesse dos horrores do mundo.

– Só mais uma vez Len. – choramingou o ruivo. – Eu juro, é a última!

– Você disse isso a três músicas atrás. – respondeu, revirando os olhos. – Algum pedido especial?

– Pode ser aquela. – disse, voltando a deitar na grama. – Acho que é a minha preferida.

– E, também, a única que você recorda. – completou ele, ganhando alguns xingamentos como resposta.

Fukase permitiu-se fechar os olhos e deixar que a brisa o acariciasse, raramente sentia a tão comentada paz. Tudo o que ele conseguia pensar assim que fechava os olhos era no campo de batalha e quantas vidas havia tirado, seria considerado fraco por sentir remorso? Essa dúvida o assombrava ao ponto de perder o sono. A melodia de Len tinha se tornado um remédio que levava esses pensamentos consigo, tudo o que sobrava era a voz do loiro e a tão apreciada paz.

Embora as memórias me escapem. Eles fazem parte do meu coração, assim como você.

– Eu amo a sua música. – disse o ruivo, fazendo Len parar e voltar sua atenção para ele. – Amanhã o exército irá partir e eu gostaria muito de levar a sua música comigo.

– Se pedir eu irei junto.

Fukase abriu os olhos e encarou os oceanos de Len, certamente ele iria até os confins do mundo e o ruivo sabia disso. Era reconfortante e ele até conseguia imaginar os dois bem velhinhos juntos embaixo de alguma árvore, o loiro tocando enquanto ele somente apreciava.

– Não é justo manchar de vermelho o que é belo. – disse e o outro deixou o rosto cair para a direita, não tinha entendido a metáfora. – Eu volto antes que a cerejeira floresça.

– Como posso confiar na palavra de um guerreiro?

– Venha aqui amanhã e depois de amanhã que eu responderei. – Fukase sorrio travesso e ele bufou. – Len, você pode tocar só mais uma vez?

O rapaz não respondeu, somente voltou a dedilhar o instrumento.

Al-a-re-la-ya-a. Al-a-re ya.

A melodia estava mais melancólica do que de costume, talvez porque o cantor estivesse com o coração na mão. E se ele não voltasse? Era a única coisa que Len conseguia pensar no momento, não era capaz de imaginar que aquele momento poderia ser o último que teria a companhia do ruivo e sentiu algumas lágrimas rolarem. Fukase estranhou com a pausa repentina e antes que pudesse falar algo sentiu braços o envolverem, o loiro soluçava enquanto ele somente afagava suas costas.

– Por que um soldado? – indagou ele, mas o ruivo não respondeu. – Você seria um ótimo ferreiro ou qualquer outra coisa!

– Eu não tinha nada a perder. – respondeu de forma serena, ao ponto que o outro só deixou mais lágrimas escaparem. – Mas agora acho que preciso terminar com essa guerra, caso contrário, não vou mais poder ouvir você cantar todos os dias.

Len o soltou e tratou de limpar os olhos, Fukase sorria. Ele o conhecia o suficiente para saber quando estava forçando um sorriso confiante.

– Amanhã e depois de amanhã eu vou vir aqui tocar para você. É uma promessa!

O ruivo aproximou-se ao ponto de ambos tocarem as testas, não tinha sido um beijo muito demorado e nem muito elaborado. Fora o suficiente para que Len ficasse mais vermelho que os cabelos de Fukase e tenta-se, inutilmente, esconder o rosto com as mãos enquanto o ruivo somente ria da situação.

– Prometo que o próximo será melhor! – loiro contentou-se em revirar os olhos e resmungar, não iria ganhar uma discussão dele.

Len voltou ali depois daquela noite e todos os dias depois do “amanhã”, a primavera veio e se foi, assim como as outras que se seguiram. Mesmo ele já sabendo que jamais tornaria a ver aquele comandante atrevido e exibido, no fim das contas ele tinha realmente terminado com a guerra – um sacrifício que seria lembrado e reverenciado pela história, mas que era tão odiado pelo músico. Quando soube da notícia sentiu que jamais voltaria a tocar, como cantar se a sua voz havia sido levada? Porém, mesmo que não fosse mais como antes ele precisava da música e foi assim que encontrou uma maneira de seguir em frente.

Todo ano, na primavera, ele voltava para aquela mesma cidade e via as cerejeiras florescerem. Todo santo ano Len cantava a música que havia lhe trazido o amor e amaldiçoava aquela estação, mesmo sabendo o quão infantil estava sendo. Ele cantava na esperança que o vento levasse as palavras para longe, cantava para que aquelas rimas fossem carregadas, gentilmente, pelo sopro da primavera e que chegassem aos céus. Len desejava que os deuses escutassem sua súplica e devolvessem o bravo guerreiro, a quem um dia já chamou de meu amor. 


Notas Finais


Foi isso não esqueçam de ir conferir o jornal do desafio e participar, é sempre bom pra criatividade um tema todo mês. Espero que tenham gostado da minha one com palavra pra um santo cacetinho ~to impressionada~.

https://www.spiritfanfiction.com/jornais/terceiro-desafio-de-fanfics--amor-de-primavera-17381770

Link da música tão citada: https://www.youtube.com/watch?v=DfqR0WJZGP4


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