História Tu é gay, mano? - Capítulo 1


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Categorias Bungou Stray Dogs
Personagens Akiko Yosano, Atsushi Nakajima, Chuuya Nakahara, Edogawa Ranpo, Gin, Ichiyou Higuchi, Junichirou Tanizaki, Kouyou Ozaki, Kunikida Doppo, Kyouka Izumi, Naomi Tanizaki, Osamu Dazai, Ougai Mori, Ryurou Hirotsu, Ryuunosuke Akutagawa, Tachihara Michizou, Yukichi Fukuzawa
Visualizações 41
Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


BOM DIA, BOA TARDE, BOA NOITE, SEUS MELIANTES.
*cof cof* bom, vamos explicar as coisas.
Antes que me matem, pretendo continuar a EVPV, só preciso de mais um tempinho de descanço, e enquanto tomo esse tempo, VEIO ESSA IDEIA DE FIC BEM NORMAL.
Essa é uma two shot, e se der repercussão eu continuo, se não der eu apago e finjo que nada aconteceu.
Bom, acho que é isso
CHEGA DE ENROLAR
boa leitura :³

Capítulo 1 - "Eu não mano, tu que deixa..."


Drogas, tiroteiro e tudo o que há de ruim, assim era descrita a favela do tão temido traficante Akutagawa, mais conhecido como Zé da Bomba.

Neste momento, o meliante estava sendo separado de mais uma briga cotidiana com um garoto de pele acinzentada e cabelos também da mesma cor. Atsushi Nakajima.

O motivo? O desnutrido - como Akutagawa o chamava - havia descoberto de seu trabalho nos morros, e isso não agradou nem um pouco o moreno. Se já não se gostavam antes, era melhor nem comentar sobre a relação dos dois agora.

– Qual é Asminha, já deu. – Disse o ruivo, Chuuya, que tentava o tirar de cima de Atsushi.

– EU VOU QUEBRAR A CARA DESSE FILHO DA PUTA. – Respondeu, gentil como um coice.

– VAI FAZER UM TRANSPLANTE DE PULMÃO QUE VOCÊ GANHA MAIS! – Retrucou Nakajima, puxando o couro cabeludo do inimigo.

– Atsushi, por favor, vamos. – Quem se pronunciava agora era Dazai, um moreno que sempre que tinha oportunidade se drogava com algo letal para tentar suicídio - droga essa que pegava com os homens de Akutagawa.-

Já mais "calmos", se separaram, mas os amigos de ambos ainda os seguravam, para que não houvesse nenhum perigo de acontecer mais uma tentativa de homicídio.

– Da próxima eu arranco o que você chama de pau. – Disse Atsushi, ofegando, já que estava deveras cansado de tanto socar o outro.

– Vem então. Aliás, tu é gay, mano? – Respondeu Ryuunosuke desafiante. A pergunta fez os mais velhos revirarem os olhos em tédio.

– Eu não, tu que deixa. – Disse sorrindo sarcástico.

E para a segurança daquele morro e deles mesmos, foram embora, antes que começassem mais uma cena de porradaria ou até mesmo pior. 



•                                 •                        • 


Estavam Atsushi, Dazai, Kunikida, Rampo e Yosano caminhando até o colégio, conversando sobre coisas variadas. Eram de períodos diferente, mas sempre se encontravam para ir ao local juntos. 


O único que estava meio desconexo na conversa era Atsushi, que pensava no que ocorrera no dia anterior. O tão temido traficante "Zé da Bomba" era Akutagawa. Céus, como nunca havia pensado nisso?!

Suspirou, arrumando a mochila azul nas costas fazendo o pequeno tigre de pelúcia que tinha como chaveiro balançar. Dazai notou que o menor estava estranho desde então, mas como Nakajima sempre fora preocupado em excesso com as coisas, não ligou.

Entraram no local destinado, se separaram nas salas e seguiram normalmente, até o esbranquiçado ver alguém familiar. 



•                            •                      •



Como esperado, o refeitório estava um caos. Até mesmo professores estavam sofrendo para pegar um mísero copinho de café. Por sorte, Atsushi conseguiu pegar um bolinho de creme com recheio de chocolate, o qual sempre tinha sorte de pegar já que Hirotsu, o tio da cantina, era um bom amigo do mais novo e sempre o providenciava um desses. 

Mas, infelizmente seu lanche foi interrompido por certo asmático que se aproximava com uma cara de quem lambeu sal - ou até mesmo outra coisa-. 

– O que quer, emo? – Perguntou direto, sem tirar os olhos do bolinho. 

– Precisamos conversar. Agora. – Respondeu frio.

– Hm. – Nakajima deu de ombros, continuando a comer o doce. 

– Ande logo antes que eu perca a paciência. – O pegou pelo capuz do casaco e o arrastou até um canto menos frequentado e mais afastado. 

– Diga logo. 

– Se ousar contar a alguém quem eu sou, eu te mostro em carne e osso como é arregaçar um cu. – Ameaçou, com o rosto a centímetros do de Atsushi. 

– Essa eu quero ver. – sorriu ladino – mesmo se eu não contar, acha que o Dazai ou o Chuuya não vão contar antes? – Provocou. 

– Eles não são nem loucos. Vamos fazer o seguinte: você não conta sobre mim, e eu não conto sobre você, tá bom assim? – Sugeriu, já sem paciência. 

– E o que você teria pra contar de mim? 

– Fala sério. Todo mundo pensa que você é arromântico por ser tímido que só a desgraça – aproximou ainda mais seus rostos, sorrindo de jeito irônico – mas nós dois sabemos que não é bem assim, não é? – Sussurrou. 

Arrepios subiram pela espinha do menor, não pela ameaça - até porque era gay assumido. Assumido para si mesmo e para Dazai mas era - , mas sim pelo tom de voz rouco e arrastado de Ryuunosuke. Suspirou e fechou os olhos pensando no que dizer. 

– O quer dizer com isso, morcego? – Arqueou as sombrancelhas. 

– Não se faça de desentendido, viadinho. 

– Se eu sou viadinho é porque você que deixa. 

Os dois se olharam por alguns segundos, então Akutagawa se afastou, e olhou para os olhos mesclados de Atsushi uma última vez naquele dia. 

– Aviso dado, Magrelinho. – Acenou de costas, se distanciando aos poucos. 

O platinado suspirou novamente. Abanando-se com a mão. "Misericórdia", pensou ele. Sentiu uma coisa estranha em si, e direcionou o olhar para suas calças. "Merda..."

Ele precisava urgentemente ir ao banheiro. 



•                              •                            •



Depois do período de aulas, Atsushi caminhava um tanto constrangido até o apartamento que dividia com Dazai. O mesmo estava ao seu lado, comentando mais uma tentativa de suicídio que havia testado, mas o pequeno não parecia prestar atenção em Osamu. 

– Eeeei, Atsushi. – chamou-o – tá me ouvindo? Tá tudo bem? 

– Ah, s-sim, estou ótimo. 

– Hm... Você vem andado estranho ultimamente. Foi por causa do que aconteceu ontem? – Perguntou preocupado. 

– Ah, eu sei lá... – Deu de ombros. 

– É, definitivamente é. Vamos trocar uma ideia quando chegarmos. – Pronunciou, envolvendo o braço direito envolta do pescoço do Nakajima. 



•                               •                           •


– Ok – disse o moreno se sentando na cama, com os cotovelos apoiados nas pernas e ambas as mãos segurando as próprias bochechas – sou toooodo ouvidos. 

Atsushi não queria admitir, mas estava nervoso. Muito nervoso. Não sabia por onde começar, e como consequência, teve as bochechas coradas. 

– Cara... – respirou fundo antes de explicar – EU TÔ MUITO PERDIDO. 

– Extravasa que é bom, mano. 

– UMA HORA, AQUELE ASMÁTICO ERA SÓ MAIS UM ZÉ DROGUINHA, AÍ AGORA ELE É DONO DE UMA FAVELA INTEIRA. CARALHO, COMO ASSIM?!?! – Desabafou Atsushi, que quase arrancava os próprios cabelos de tanta confusão. Já Dazai escutava atentamente, enquanto desfrutava de uma Coca Cola. 

– Já era de se esperar vindo dele. Mas por que esse desespero todo? Vocês nunca se deram bem mesmo. – Deu um gole na bebida. 

– Esse é o problema. – coçou a cabeça – cara, posso te perguntar uma coisa?

– Diga, pequeno gafanhoto. 

– É normal bater punheta pra alguém que odeia? 

Dazai quase cuspiu todo o refrigerante com a frase dita pelo mais novo, tossindo algumas vezes por ter engasgado. Olhou-o com as orbes castanhas arregaladas, piscando algumas vezes. Pigarreou, pondo a mão na boca pronto para falar. 

– Bom... – procurava as palavras certas para usar – quem tem que responder é você. Você acha que é normal? Você realmente o odeia? 

Atsushi pensou um pouco, e sua mente estava um completo caos. As maçãs de seu rosto ficaram vermelhas de novo, o que fez Dazai soltar uma gargalhada gostosa. 

– Não responda, eu já entendi. – Deu dois tapinhas nas costas do outro. 

– Você acha que ele é gay? 

– Ah para né? Ele tem a maior cara de quem dá a raba escondido. – Pronunciou, bebendo um último gole da Coca. Pegou o celular e viu uma mensagem. Era Chuuya. – Preciso ir agora. Depois nos falamos, moço. – Fez carinho nos cabelos  platinados, e já se preparava para sair. 

– Como tem tanta certeza que ele já deu pra alguém? – Perguntou curioso. 

Dazai nada disse, apenas soltou um sorriso sacana no rosto, e logo Atsushi entendeu.

– Vê se usa camisinha! – Gritou quando o maior já saía, e em resposta ouviu a distante gargalhada do moreno. 

"Bom, se eu não tentar, nunca vou saber..."



•                                •                        •



O fim de semana chegou, e junto dele, uma madrugada deveras turbulenta nas favelas. Era possível ouvir tiros e gritarias da rua, e os principais ocorridos eram feitos por Akutagawa e Atsushi. 

O platinado por um momento se distanciou mais do rival, correndo até um local desconhecido. Como Ryuunosuke era insistente, não ia deixar aquela "guerra" acabar tão facilmente, então resolveu segui-lo. 

Acabou parando em um prédio, esse que deduziu ser onde o outro morava. Sorriu de lado, pensando no que estaria tramando agora.  Procurava pelos andares, mas nada de achar o mesmo. 

– Aqui, seu porra. – Atirou em direção a ele, por sorte pegando de raspão nos cabelos de Ryuunosuke. 

Virou-se bruscamente e correu em direção à Atsushi, que fugia para os andares acima. Entrou no apartamento, e não demorou muito para que Akutagawa o achasse e adentrasse no local também. 

– Se mexe e eu estouro sua cabeça. – Pronunciou o mais novo, apontando a arma para a cabeça do outro, que estava de costas. 

– Até parece que você me mete medo. – Respondeu sarcástico. 

– Ah é? – disse, destravando a pistola. Akutagawa estremeceu, e Atsushi riu da ação dele. – vira. 

Akutagawa estalou a língua, virando lentamente para o platinado, que sorria vitorioso. 

– E agora? Vai me fazer me prostituir também? – Soltou impaciente. 

– Hm... não exatamente. – Largou a arma e o empurrou contra a parede, o fazendo bater as costas na mesma de forma brusca. 

Atsushi não deu tempo para que ele reagisse, logo se pôs na ponta dos pés para chegar a altura do outro, aproximando o rosto do de Akutagawa. 

– Mas o qu-

– Shiu. – O calou com os lábios, e sentiu-o recuar de início, mas ceder poucos segundos depois. 

Se eram violentos em seu cotidiano, não mudaria em um beijo também. Akutagawa não esperou nenhum momento para adentrar a língua na boca do Nakajima, que teve um gemido abafado pelo beijo. O gosto da boca de Akutagawa agora era de cigarro, mas porra, Atsushi sentia-se viciado nisso. As línguas se moviam em sincronia, por mais que quem parecia comandar o beijo era Akutagawa. 

Se separaram em busca de ar, com os rostos corados, e leves sorrisos em ambos os rostos. Atsushi o empurrou até o sofá, e o mesmo caiu sentado no móvel. 

– Me diz Nakajima... – disse de olhos fechados. – tu é gay, mano? 

O platinado sentou-se no colo do outro, pondo ambas as pernas em cada lado do quadril de Akutagawa, sorrindo maliciosamente. 

– Eu não mano, tu que deixa... 


Notas Finais


O primeiro parágrafo foi feito pela @nolako
Muito obrigado, anja!
Devo agradecer a ela e também a @JustLex por me ajudarem com os apelidos, AMO VCS ♡♡
Logo logo sai o segundo, xuxus UuU
Obrigado pra quem leu até aqui :³


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